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	<title>Arquivos Cemitério Maldito &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Cemitério Maldito &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 17:11:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta de gatilho: violência explícita, morte e luto Marcela Lavorato O Cemitério plantado por Stephen King colhe frutos há 40 anos. O motivo é simples: o livro é uma descrição minuciosa dos sentimentos humanos em torno de um fato que não nos é explicado, mas que esperamos vir inevitavelmente ao longo da vida &#8211; a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-cemiterio-40-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Alerta de gatilho: violência explícita, morte e luto</p>
<figure id="attachment_31825" aria-describedby="caption-attachment-31825" style="width: 452px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31825" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/o-cemiterio-capa.jpg" alt="Capa do livro O Cemitério. A capa tem um fundo que na parte posterior tem lápides e na parte inferior tem um gato felpudo com coloração preta e reflexos brancos, está com os olhos brancos. Na parte superior, tem os dizeres &quot;Stephen King&quot; em branco. Já embaixo, há o título do livro &quot;O Cemitério&quot; e o logo da Editora Suma em vermelhos. A letra &quot;c&quot; de cemitério lembra o rabo de um gato." width="452" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-31825" class="wp-caption-text">O Cemitério é a personificação da morte em todos os sentidos (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado por Stephen King colhe frutos há 40 anos. O motivo é simples: o livro é uma descrição minuciosa dos sentimentos humanos em torno de um fato que não nos é explicado, mas que esperamos vir inevitavelmente ao longo da vida &#8211; a morte. Na verdade, a morte não é algo simples, mas percorre a base do natural e do orgânico, algo que já nascemos com ela, pois sabemos que um dia irá acontecer, mas nunca esperamos ser tão cedo. A narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HJWFsZ_YUc4&amp;pp=ygUMcGV0IHNlbWV0YXJ5"><i><span style="font-weight: 400;">Pet Sematary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; título original -, portanto, abre portas para tramas brutas e reais que fazem o leitor experimentar todos os sentidos ao ler essa obra-prima do terror.</span></p>
<p><span id="more-31824"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo, em sua grande maioria, ocorre no </span><a href="https://stephenking.com/the-author/"><span style="font-weight: 400;">Maine</span></a><span style="font-weight: 400;">, estado localizado no extremo nordeste dos Estados Unidos. A história se inicia a partir da mudança de Louis com a sua família &#8211; Rachel, a esposa, Ellie e Gage, os filhos, e Winston Churchill, o gato de Ellie &#8211; para a cidade de Ludlow, na qual o protagonista consegue um emprego de médico na Universidade do Maine. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O começo já apresenta uma narrativa densa por causa dos acontecimentos que surgem a partir da chegada à nova residência. Perda de chaves, choros de cansaço e estresse, picada de abelha, machucado no joelho: tudo isso antes mesmo de entrar na casa. Nesse momento, é sentido, na atmosfera da narração que o local não quer os novos moradores lá. A partir daí, é que se desenvolve a história entre Louis Creed e Judson Crandall, um senhor de 80 anos que vive do outro lado da rodovia. É através dessa amizade que o livro percorre a sua </span><a href="https://alemdolivro.com/2019/06/02/resenha-de-o-cemiterio-stephen-king/"><span style="font-weight: 400;">trama tenebrosa</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31828" aria-describedby="caption-attachment-31828" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1.jpg" alt="A imagem é uma ilustração do artista Robert Sammelin. O desenho é feito em tons que variam do roxo ao preto. A ilustração mostra Stephen King enterrando (ou desenterrando) algo. O observador tem a perspectiva de estar dentro do buraco. King tem o cabelo curto, usa óculos, veste uma blusa do Ramones e uma jaqueta e utiliza uma pá. Ao fundo, percebe-se que King está em um cemitério: há floresta, um portão ao seu fundo e três cruzes feitas de madeira. Há um ponto mais claro ao fundo para dar o aspecto de perspectiva. As placas descrevem os animais falecidos: “Smucky, o Gato - Ele era obediente” “Biffer, um ótimo farejador” e “Trixie - atropelada na estrada”." width="1920" height="1290" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-800x538.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1024x688.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-768x516.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1536x1032.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1200x806.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31828" class="wp-caption-text">O Cemitério tem alguns elementos relacionados com histórias que realmente aconteceram com o autor (Ilustração: Robert Sammelin)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;">, no decorrer da parte um, é mais lento e demorado para apresentar as consequências dos atos de Louis ao longo da narrativa. Porém, já na parte dois e três, toma um ritmo frenético. São diversos acontecimentos ao mesmo tempo, transparecendo a ideia de que o leitor tem que saber dos fatos custe o que custar. Com essa premissa, Stephen King é primoroso com as palavras e nos remete muito ao </span><a href="https://machado.mec.gov.br/"><span style="font-weight: 400;">conceito machadiano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do descritivismo. Descrição é o que não falta no livro &#8211; traduzido por </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/Busca?autor=05319"><span style="font-weight: 400;">Mário Molina</span></a><span style="font-weight: 400;"> e lançado pela Editora Suma &#8211; e é nela que está impregnada o que o escritor quer passar através da escrita. Seja em cenas de comemoração ou violência, a imaginação floresce por meio dos detalhes que nunca são demais &#8211; ou até são, em certos momentos &#8211; para o clima da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do livro, depois do primeiro encontro de Louis e Jud, o convívio cresce e, entre uma cerveja e outra, a cumplicidade aumenta. Jud é um senhor que viveu sua vida inteira naquele lugar e, portanto, sabe muito bem o que acontece na cidade. Todo esse </span><a href="https://stephenking.com/works/novel/pet-sematary.html"><span style="font-weight: 400;">conhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> é passado para Louis, ele querendo ou não. A narrativa que inicia a história sobrenatural da trama é um cemitério, ou melhor, um ‘simitério’ de bichos, localizado em uma trilha dentro de seu terreno. O local é a representação da curiosidade materializada nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-cemiterio-stephen-king-enterra-receios-autor-ressuscita-historia-sobria-intensa-muito-assustadora/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">cenário nebuloso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em torno dali, há uma passagem obstruída para algum lugar e que se mantém inacessível até um fato importante para o encaminhamento da história.</span></p>
<figure id="attachment_31827" aria-describedby="caption-attachment-31827" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/stephen-king.jpg" alt=" Cena do filme Cemitério Maldito. Stephen King é um homem branco, de cabelos castanhos com corte médio e está com os braços levantados. Em uma das mãos tem um livro, possivelmente uma bíblia. Utiliza óculos. Está vestido com uma roupa de padre preta e com um colarinho branco. No fundo, é possível ver que está em um cemitério. Ele está vestido dessa forma por causa da sua participação no filme de 1989." width="656" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-31827" class="wp-caption-text">Stephen King interpretou o padre na versão de 1989 de Cemitério Maldito (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão da escrita errada da palavra </span><a href="https://www.leitoraviciada.com/2019/06/o-verdadeiro-cemiterio-de-bichos-stephen-king.html?m=1"><span style="font-weight: 400;">cemitério</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter um motivo maior do que ser somente um singelo erro. O engano chega a ser irônico: parece que está lá para sempre lembrar do cemitério e no que há além dele. A partir dessa concepção, a narrativa caminha para culminar ao ponto de Louis conhecer realmente o que há do outro lado. Esse momento é bastante significativo para entender o porquê somente Crandall e Creed sabiam desse ponto. A partir disso, é o momento no qual Jud leva o médico para o outro lado do </span><a href="https://isabelaboscov.com/2019/05/09/cemiterio-maldito/"><span style="font-weight: 400;">‘simitério’ dos bichos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguma coisa chamava-os para desfrutar as terras de lá. Ao decorrer do bosque, algo que transcende o real está inserido no ambiente e a euforia cresce durante a passagem da floresta até a chegada a um outro cemitério, da comunidade indígena micmac. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto interessante é que havia uma </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-61252440"><span style="font-weight: 400;">espiral</span></a><span style="font-weight: 400;"> desenhada no chão rochoso. O símbolo vai contra a premissa da vida &#8211; que tem um começo e um fim. Na obra, ela se baseia em algo interminável e vicioso, assim como Jud contou a Louis sobre o cemitério, como Stanny B. contou para Jud e como o pai de Stanny B. contou a ele. É um ciclo inquebrável. E é através desses simbolismos que o livro vai sendo construído.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a história, Creed é percorrido por diversos momentos que o alerta para não atravessar a fronteira do cemitério, desde o aviso que recebeu do universitário que morreu no seu primeiro dia de trabalho até o sonho muito vívido em que o </span><a href="https://youtu.be/lfgpDipPAKQ?si=E9v-j8ZZPv8f3pFs"><span style="font-weight: 400;">morto</span></a><span style="font-weight: 400;"> o alertava de não passar por aquelas madeiras. O território, além de estar impedido de entrar, é um lugar que deve ser respeitado e o descumprimento dessa ordem afetaria a sua família. Mesmo assim, ele não se importou, seguiu em frente e fez o que não podia. A partir dessa tomada de decisão, a loucura se inicia.</span></p>
<figure id="attachment_31826" aria-describedby="caption-attachment-31826" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/gif-o-cemiterio.gif" alt="O GIF é um vídeo rápido que transita entre imagens. Na primeira imagem, há um fundo verde e preto com um cemitério de fundo, com escritas &quot;Pet Sematary&quot; e com um homem e um gato. Na transição da imagem, some o cemitério e os outros componentes da imagem anterior e aparece um gato preto com textura e relevos feitos na cor verde. Os olhos do gato também são verdes." width="740" height="981" /><figcaption id="caption-attachment-31826" class="wp-caption-text">“Você arranjou a coisa, ela é sua, e mais cedo ou mais tarde acaba voltando às suas mãos, Louis Creed pensou.” (GIF: Dan Mumford)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento do cemitério dos bichos serviu de amadurecimento para alguns ou de loucura para outros. Ellie entendeu que seu amado gato poderia morrer em qualquer dia e teria que lidar com o </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/como-explicar-a-morte-para-as-criancas/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, Creed, que conhece um lugar além do natural, sabe muito bem do controle que precisa ter para não sofrer uma dominação (que vai acontecer, em algum momento). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da </span><a href="https://stephenking.com.br/ficcao/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, o homem sofrerá inúmeras intercorrências que o deixarão entre a racionalidade e a insanidade. O ponto é que o personagem se deixa levar pelo poder daquele lugar e perde o controle de si mesmo e da realidade. O aviso foi dado, mas ele o descumpriu. E esse é o momento no qual a compaixão do leitor é bastante estimulada para fluir entre os seus próprios dilemas sobre as consequências das ações tomadas.</span></p>
<figure id="attachment_31829" aria-describedby="caption-attachment-31829" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3.jpg" alt=" A imagem é em preto e branco e tem um fundo branco com Stephen King centralizado ao meio. King é um homem branco, em torno dos seus 60 anos na foto, tem um cabelo médio, usa óculos e uma camiseta preta. Está sorrindo com o queixo um pouco inclinado para a esquerda da imagem. " width="1200" height="647" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-800x431.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-1024x552.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-768x414.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31829" class="wp-caption-text">King escreveu O Cemitério entre Fevereiro de 1979 e Dezembro de 1982 (Foto: François Sechet)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo construído por King é atemporal e está longe de ser algo datado. Todas as narrativas ali transpostas tratam de algo humano, carnal e não importa a época na qual foi escrito, as sensações transpassam a linha do tempo. Seja uma leitura feita em 1983 ou em 2083, aquele que lê terá a mesma angústia. Esse fato torna o livro ao mesmo tempo simples e complexo, e Stephen King traduz sentimentos em palavras &#8211; tão cruas &#8211; que é preciso em alguns momentos se dar uma pausa. Isso é tão grandioso que demonstra o quão profundo é o desenvolvimento das diversas histórias ali criadas. Assim,  é possível entender o impacto no mundo do terror até nos dias de hoje e que reverberam, principalmente no audiovisual. Mesmo as últimas adaptações não serem do agrado do público &#8211; por diversos motivos -, é importante relembrar que mais uma adaptação de</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qQXtnlzko3o"><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, no desenrolar da história, King discorre sobre questões que são pertinentes até atualmente, mesmo que não as explore muito. Uma delas é o caso do </span><a href="https://br.usembassy.gov/pt/povos-indigenas-do-brasil-e-dos-eua-trocam-experiencias-sobre-protecao-territorial/"><span style="font-weight: 400;">território indígena</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos micmacs, os quais, na narrativa, estão reivindicando suas terras contra o Estado. A apropriação desses lugares pelo Governo reflete na atualidade e de como a colonização tem como resultado o genocídio dos povos originários, suas culturas e seus ideais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério </span></i><span style="font-weight: 400;">celebra seus 40 anos com muitos triunfos e se consagra com uma história repleta de morte, sangue, luto, raiva, desespero, angústia e cemitérios, transmitindo tudo isso da forma mais magistral: atiçando a curiosidade do leitor e fazendo com que continue a experiência, mesmo esta sendo a mais mórbida possível. Stephen King, que só releu a obra </span><a href="https://ew.com/movies/2019/03/29/pet-sematary-stephen-king-interview/"><span style="font-weight: 400;">depois de 20 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ela quase não foi publicada por ser muito tenebrosa), mostra que a sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fonte de criação</span></a><span style="font-weight: 400;"> é algo que sempre se mostrou original e não se encontra por aí com facilidade. </span></p>
<blockquote><p>O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode&#8230; E cuida do que plantou. Louis, ele pensou, nada ouvindo de forma consciente depois do próprio nome. Oh, meu Deus, ele me chamou pelo nome.</p></blockquote>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Maio/2019</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jun 2019 00:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo com cortes na cultura, educação, nossa agência do audiovisual parada, o Brasil saiu vitorioso no mês passado. Bom, ao menos lá fora. O festival mais importante do cinema, a 79ª edição de Cannes, homenageou Agnés Varda na capa e ocorreu entre os dias 14 e 25 e premiou e muito o cinema nacional. Todo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-maio2019/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Maio/2019"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12186" aria-describedby="caption-attachment-12186" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12186" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bacurau-kleber-e-juliano.jpg" alt="" width="1023" height="578" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bacurau-kleber-e-juliano.jpg 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bacurau-kleber-e-juliano-300x170.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/bacurau-kleber-e-juliano-768x434.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12186" class="wp-caption-text">Os diretores de Bacurau, Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, posam ao lado do Prêmio do Júri. O terceiro longa de Kléber estreia nos cinemas brasileiros em 29 de agosto. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Mesmo com cortes na <a href="https://blogdacidadania.com.br/2019/04/corte-de-bolsonaro-na-lei-rouanet-resultara-em-caos-e-desemprego-na-cultura/">cultura</a>, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/06/bolsonaro-congela-mais-27-mil-bolsas-de-pesquisa-corte-atinge-69-dos-beneficios.shtml">educação</a>, <a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2019/05/tcu-convoca-diretor-da-ancine-e-servidores-para-explicar-paralisacao-de-verbas.shtml">nossa agência do audiovisual parada</a>, o Brasil saiu vitorioso no mês passado. Bom, ao menos lá fora. O festival mais importante do cinema, a 79ª edição de Cannes, homenageou Agnés Varda na capa e ocorreu entre os dias 14 e 25 e premiou e muito o cinema nacional.</p>
<p>Todo mundo esperava por um protesto (<a href="https://oglobo.globo.com/cultura/protesto-contra-cortes-na-educacao-publica-marca-sessao-de-filme-brasileiro-em-cannes-23688097">e até teve!</a>) à altura do de 2016, quando o elenco de Aquarius levantou cartazes denunciando a situação de <em>impeachment</em> que acontecia no Brasil, com a ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Esse ano, Kléber já anunciava: Bacurau é o protesto e fala sobre o Brasil. Surpreendeu e agradou, levando o prêmio do Júri e dividindo a honraria com o francês &#8220;Les Miserables&#8221;. Fazendo companhia, A Vida Invísivel de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz levou venceu a Mostra Um Certo Olhar, paralela à oficial, com filmes mais experimentais.</p>
<p>Nos bastidores, a <a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/rfi/2019/05/22/que-e-rodrigo-teixeira-o-brasileiro-mais-poderoso-do-cinema-no-festival-de-cannes.htm">RT Features</a>, importante produtora brasileira, lançou 3 títulos, entre eles o já mencionado de Aïnouz, o psicóligoco <em>thriller</em> estrelado por Robert Pattison e Willem Dafoe, The Lighthouse e Port Authority, drama <em>queer</em> da nova iorquina Danielle Lessovitz.</p>
<p>Enquanto o caos aqui ainda reina, podemos afirmar: nosso cinema ainda vive! Sem mais delongas, seguimos com nossa tradicional seleção de destaques do mês na sétima arte, dessa vez com adição de duas séries de TV que se despediram em maio, confiram!</p>
<p><span id="more-12164"></span></p>
<p><strong>Ana Laura Ferreira, Egberto Santana Nunes, Gabriel Soldeira, Jho Brunhara, Vitor Evangelista</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Pokémon: Detetive Pikachu (2019, Rob Letterman)</strong></p>
<figure id="attachment_12201" aria-describedby="caption-attachment-12201" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12201" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/20190314-ryan-reynolds-and-justice-smith-in-detective-pikachu-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/20190314-ryan-reynolds-and-justice-smith-in-detective-pikachu-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/20190314-ryan-reynolds-and-justice-smith-in-detective-pikachu-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/20190314-ryan-reynolds-and-justice-smith-in-detective-pikachu-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/20190314-ryan-reynolds-and-justice-smith-in-detective-pikachu-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/20190314-ryan-reynolds-and-justice-smith-in-detective-pikachu.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12201" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>A primeira investida live-action da saga Pokémon chegou aos cinemas carregada de fofura e uma dose de nostalgia. Com Ryan Reynolds como voz do icônico Pikachu e Justice Smith como seu parceiro por acidente, Tim Goodman, o longa aposta em um roteiro menor e enxuto.</p>
<p>Ao investigar a morte de seu pai, Tim encontra Pikachu no apartamento que morava na infância, e descobre que os dois trabalhavam juntos como parceiros em investigações criminais. A partir daí o filme se desenrola sobre plot twists de vilões e um humor comentado a la Deadpool &#8211; censurado, é claro.</p>
<p>Detetive Pikachu diverte, mas se explica demais. Claro que é um filme direcionado para crianças, mas em alguns momentos a classificação indicativa cai para cinco anos. Tudo tem que ser repassado, todas as informações são relembradas a todo momento e o potencial de fazer um live-action que agrade tanto os fãs mais novos e os mais antigos se perde.</p>
<p>Apesar de todas as frustrações, vale o entretenimento. Alguns Pokémon são fofos, e o mundo fantástico criado no longa que une humanos aos parentes do Pikachu resgata o sonho de todas as crianças. Mas vá sabendo que algumas cenas poderiam estar também em Dora, A Aventureira.  <strong>&#8211; Jho Brunhara</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Godzilla II: Rei dos Monstros (2019, Michael Dougherty)</strong></p>
<figure id="attachment_12177" aria-describedby="caption-attachment-12177" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12177 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/godzilla-1024x512.jpeg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/godzilla-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/godzilla-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/godzilla-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/godzilla-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/godzilla.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12177" class="wp-caption-text">Sequência do filme de 2014, Godzilla 2 falha em mesclar os enfadonhos dramas humanos com o UFC de monstros (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Godzilla é um ícone pop incontestável. Criado para metaforizar ataques nucleares e a radiação do Oriente, <em>Gojira</em> ganha seu segundo filme do universo compartilhado dos <em>Kaijus</em> (os Grandes Titãs, monstrões).</p>
<p>Com um extenso e mal aproveitado elenco, o filme não se sustenta em ponta alguma. Enquanto o núcleo humano é antipático e cheio de firulas de roteiro, Rei dos Monstros faz pouquíssimo uso do que poderia ser sua salvação: a treta de Titãs.</p>
<p>As lutas são bem fotografadas e iluminadas, mas não compensam a investida de duas horas. Vera Farmiga e Sally Hawkins não têm quase nenhum material para trabalhar; Charles Dance é raso como uma piscina infantil e Milly Bobby Brown ainda não desabrochou. Pode esperar tranquilo o <em>torrent.</em> &#8211; <strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Gente Se Vê Ontem (2019, Stefon Bristol)</strong></p>
<figure id="attachment_12190" aria-describedby="caption-attachment-12190" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-12190" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ssee-you-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ssee-you-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ssee-you-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ssee-you-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ssee-you-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ssee-you.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12190" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>É bem triste que o único longa de viagem no tempo protagonizado por pessoas negras tenha como principal acontecimento e causa a salvação de um dos personagens de ser morto pela polícia. É gritar por mais escritores e diretores negros produzindo. Mas, ao mesmo tempo, é bom ter essa ideia, esperta e genial, trazida para as telinhas.</p>
<p>Na produção original da Netflix produzida por Spikee Lee, C.J. Walker (Eden Duncan-Smith) e Sebastian Thomas (Dante Crichlow) são dois amigos prodígios que estão montando uma pequena máquina do tempo para a feira de ciência, quando na volta de uma festa, o irmão de CJ, Calvin Walker (Astro) é confundindo com um ladrão e morto por um oficial. A partir daí, eles enxergam como uma oportunidade de testar o empreendimento e mudar o passado.</p>
<p>O que se segue são sequências de viagens, entre falhas e aprendizado. A dinâmica entre os amigos é bem desenvolvida, porém nas poucas horas do longa, as viagens cansam e se esgotam, terminando em um final nada memorável e incerto. No entanto, esses defeitos não sobressaem o objetivo principal da obra: discutir os efeitos que a violência policial tem na população negra jovem.</p>
<p>A curta duração também age de bom feito, sendo assim, atinge todos os públicos e acaba sendo uma boa pedida para quem se perde no catálogo de mesmice da Netflix. Uma boa direção, que não explora além do suficiente e entrega a mensagem da maneira correta. &#8211; <strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Cemitério Maldito (2019, Kevin Kölsch, Dennis Widmyer)</strong></p>
<figure id="attachment_12197" aria-describedby="caption-attachment-12197" style="width: 805px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12197" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/pet-semetary.jpg" alt="" width="805" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/pet-semetary.jpg 805w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/pet-semetary-242x300.jpg 242w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/pet-semetary-768x954.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12197" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 30 anos mais uma adaptação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-cemiterio-stephen-king-enterra-receios-autor-ressuscita-historia-sobria-intensa-muito-assustadora/"><span style="font-weight: 400;">“O Cemitério” de Stephen King</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançada. O livro é ótimo e muito sombrio, faz incríveis leituras sobre luto e como lidar com a finitude da vida. A adaptação de 1989 é um tanto limitada, talvez devido a algumas atuações ruins ou à falta de sensibilidade do roteiro e direção que causa falta de empatia com aquela família e não um real senso de perigo quanto a ameaça do filme, porém não é de toda ruim, tendo sido elevada a um clássico pelos cults de plantão. Mas o que os diretores Kevin Kolsch e Dennis Widmyer conseguiriam trazer de novo para essa história. (?)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem, o filme tem momentos bem tensos e um senso de urgência nos instantes críticos. Mesmo anunciando o que vai acontecer ele ainda o faz de uma forma que incomoda quando o fato realmente acontece na sua frente. E faz uma mudança muito acertada quanto ao antagonismo, que no livro funciona muito, mas no filme de 89 é complicado. A mudança da personificação do mal e de como ela afeta e ataca os personagens fez a história cair muito melhor numa tela de cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são eficazes, você sente muito mais peso nas ações dos personagens e se importa muito mais com o que acontece a eles (destaque para Jeté Laurence e John Lithgow). Por mais que o arco da mãe não tenha ficado bem resolvido é muito útil ao terror. Os diretores usam cenas meio jogadas com alucinações no meio do segundo ato que mesmo assim te fazem se segurar na cadeira. E por mais que tenha problemas, o arco é bem utilizado pelo antagonismo no terceiro ato. É importante destacar que as crianças mascaradas que foram muito usadas nas publicidades do filme são totalmente sem propósito e na história servem apenas como um artifício barato e injustificado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma adaptação muito mais fiel ao clima do livro que necessariamente tudo o que acontece nele, tendo mudanças significativas no enredo, o que é compreensível quando se trata de adaptações para o cinema. Porém, talvez não tenha trabalhado ao máximo o material fonte como Stanley Kubrick fez com “O Iluminado” de 1980, que mesmo com muitas mudanças (tendo conseguido até o ódio de Stephen) o verdadeiro terror do livro foi totalmente exposto nas telas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cemitério Maldito é um mergulho um pouco mais intenso na obra original de Stephen King, mas mesmo tendo pontos positivos quanto a atmosfera e atuação, é mais um filme de terror esquecível e mediano na lista imensa de adaptações do autor. Dá pra passar o tempo, mas não traz nem de longe o pessimismo e o peso dramático </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/cemiterio-maldito-e-a-adaptacao-da-obra-mais-perturbadora-de-stephen-king/"><span style="font-weight: 400;">do livro que King quase não publicou.</span></a> &#8211; <b>Gabriel Soldeira</b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Nosso Último Verão (2019, William Bindley)</b></p>
<figure id="attachment_12180" aria-describedby="caption-attachment-12180" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12180 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ultimo-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ultimo-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ultimo-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ultimo-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ultimo-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/ultimo.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12180" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez, a <em>Netflix</em> aposta em um filme adolescente que poderia facilmente estar na Sessão da Tarde. Simples, Nosso Último Verão tenta seguir os passos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barraca-do-beijo-critica/"><span style="font-weight: 400;">A Barraca do Beijo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Para Todos os Garotos que Já Amei, mas dessa vez o plano não foi tão bem executado. O roteiro fraco, que tenta acompanha várias histórias simultaneamente, se perde ao nunca se aprofundar em alguma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O excesso de personagens, que não ganham o devido tempo de tela, faz com que o filme se torne superficial e um pouco entediante por consequência. Com grandes estrelas <em>teen</em> do momento como KJ Appa de <em>Riverdale</em>, Tyler Posey de <em>Teen Wolf</em> e Maia Mitchell de <em>The Fosters</em> no elenco, o longa desperdiça todo o potencial dos atores. Outro grande problema aqui é o desenrolar da trama, que parece se dar apenas por obra do acaso, sem nenhuma consequência para as ações dos personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem muitos pontos positivos para serem destacados, Nosso Último Verão cumpre sua proposta de apresentar diversas histórias de verão, mas, assim como aconteceu com <em>Sierra Burgess é uma Loser</em>, tem tudo para ser rapidamente esquecido. &#8211; <strong>Ana Laura Ferreira</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><b>Meu Eterno Talvez (2019, Nahnatchka Khan)</b></p>
<figure id="attachment_12181" aria-describedby="caption-attachment-12181" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meu-eterno-talvez.jpg" alt="" width="512" height="288" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meu-eterno-talvez.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/meu-eterno-talvez-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-12181" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa é mais uma comédia romântica que entra para o catálogo da <em>Netflix</em>. Porém, diferente das que já estamos acostumadas, Meu Eterno Talvez traz novos elementos que complementam o clichê do filme. Com uma trama coesa, que se desenvolve rápido mas sem atropelos e com personagens carismáticos, o filme é uma das melhores produções originais do mês.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco, quase que inteiramente composto por atores asiáticos, e o humor do filme lembram o sucesso <em>Podres de Ricos (2018)</em>. Mas, neste caso, o grande destaque cômico fica por conta de Keanu Reeves, que interpreta ele mesmo no filme, ou pelo menos uma versão excêntrica de si mesmo. Mostrando que o John Wick também tem talento para a comédia, ele é responsável pelos momentos mais engraçados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro simples ajuda o longa que consegue desenvolver bem os personagens e suas relações em pouco tempo. Sem excessos ou desperdícios, Meu Eterno Talvez peca um pouco nas incríveis coincidências que desencadeiam os acontecimentos do filme, mas ainda assim ele cumpre bem o que promete sem nunca perder seu característico humor sarcástico. &#8211; <strong>Ana Laura Ferreira</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veep &#8211; 7ª Temporada (2012 &#8211; 2019, Armando Ianucci)</strong></p>
<figure id="attachment_12178" aria-describedby="caption-attachment-12178" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12178 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/veep-1024x682.jpg" alt="" width="840" height="559" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/veep-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/veep-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/veep-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/veep-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/veep.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12178" class="wp-caption-text">A comédia mais relevante e enraçada da década acabou! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Faltam palavras para descrever a genialidade pessimista de Veep, mas vamos lá. Após um <em>hiatus</em> maior (por conta do<a href="https://tvline.com/2018/01/21/veep-final-season-7-delayed-2019-julia-louis-dreyfus-cancer-treatment/"> câncer da protagonista</a>), a comédia chefe da HBO se despediu em um ano menor mas vigoroso e irreverente como sempre.</p>
<p>Enquanto Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus) luta para recuperar o cargo maior do EUA, sua trupe lida com todos os pepinos e abóboras que a ex-Veep coloca em seu caminho. Todo o elenco brilha. Não há sequer um ator ali no meio que não esteja no auge das personagens.</p>
<p>O Emmy, sem dúvida, voltará para as mãos da <a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/veep-julia-louis-dreyfus-record-wins-emmy-awards-2017-speeches-1038864">recordista</a> Dreyfus e de Armando Ianucci, o criador do seriado. Não me surpreenderia se a brilhante Anna Chlumski também saísse premiada por sua hilária Amy Brookheimer. As piadas continuam ácidas e depreciativas, rápidas e cheias de camadas. Ninguém sai ileso.</p>
<p>Até mais, Veep. E obrigado por tudo. &#8211; <strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>The Big Bang Theory &#8211; 12ª Temporada (2007 &#8211; 2019, Chuck Lorre e Bill Prady)</strong></p>
<figure id="attachment_12179" aria-describedby="caption-attachment-12179" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12179 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/big-bang-1024x573.jpg" alt="" width="840" height="470" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/big-bang-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/big-bang-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/big-bang-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/06/big-bang-1200x672.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12179" class="wp-caption-text">O sofá ficou pequeno ao longo desses doze anos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Maio foi mês de chororô e despedidas.<a href="http://personaunesp.com.br/game-of-thrones-season-finale-critica/"> Game of Thrones</a> se foi, Gotham e Veep também. E também chegou a hora da <a href="https://www.quora.com/What-is-a-sitcom"><em>sitcom</em></a> mais assistida da TV americana, The Big Bang Theory.</p>
<p>Uma das comédias mais longas da TV, a história dos cientistas da Califórnia cresceu pra se tornar uma celebração da cultura <a href="https://gente.ig.com.br/cultura/2019-06-02/the-big-bang-theory-se-despede-discretamente-apos-ressignificar-o-nerd.html"><em>nerd</em></a>. Sempre referenciando o que reverberava aqui no mundo real, Leonard (Johnny Galecki), Sheldon (Jim Parsons), Penny (Kaley Cuoco) e companhia alongaram sua estadia na rede <em>CBS,</em> visto que a ideia inicial eram apenas dez temporadas.</p>
<p>O décimo segundo ano não foi bom. Cheio de tramas paralelas e que atrasavam o passo narrativo dos amigos e suas esposas, <em>Big Bang</em> parecia acanhado e acovardado de entregar o que os fãs esperaram por tantos anos. O <em>plot</em> do Prêmio Nobel de Sheldon e Amy (Mayim Bialik) era cada vez mais escanteado ou repuxado para dar lugar a releituras de conflitos passados, como a relação Howard (Simon Helberg) e Raj (Kunal Nayyar) ou a amizade de Penny, Amy e Bernadette (Melissa Rauch).</p>
<p>Mas o final compensa, ou pelo menos adoça. A <em>series finale</em> abraça aqueles que persistiram e assistiram aos duzentos e setenta e nove capítulos entoando a clássica abertura na cabeça. Foi uma baita jornada. &#8211; <strong>Vitor Evangelista</strong></p>
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