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	<title>Arquivos Brick By Brick &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>One of the Boys: 15 anos desde que Katy Perry se infiltrou entre os garotos para deixar a sua marca</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 14:29:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Ela não gritou quando viu uma aranha assustadora e escolheu os acordes da guitarra em troca das sapatilhas de balé, mas dentro dela sempre existiu um desejo oculto: o de se tornar uma musa pin-up, daquelas que os meninos colecionam posters. Então, começou a ler revistas para adolescentes e a depilar as pernas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/one-of-the-boys-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "One of the Boys: 15 anos desde que Katy Perry se infiltrou entre os garotos para deixar a sua marca"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31139" aria-describedby="caption-attachment-31139" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31139" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8.jpg" alt="Capa do álbum One of the Boys de Katy Perry. Na imagem, ela aparece deitada sobre uma esteira de descanso. Perry é uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros. A cantora está com uma das mãos apoiadas na esteira enquanto leva um óculos de sol à boca com a outra. Katy Perry veste um shorts jeans azul, um top vermelho com detalhes em branco, sandálias vermelhas e um chapéu azul. Ao fundo, o cenário é composto por um gramado repleto de flores e decorações como um flamingo e uma vitrola na cor rosa. Há também um cercado branco e um céu azul repleto de nuvens brancas. Na parte superior da arte de capa, o nome “Katy Perry” aparece estilizado e destacado em rosa e branco. Já na parte inferior, o nome do disco “One of the Boys” está escrito em letra cursiva azulada." width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image8-1200x1200.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31139" class="wp-caption-text">Em 2008, o lançamento de One of the Boys trouxe Katy Perry ao mundo (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p>Ela não gritou quando viu uma aranha assustadora e escolheu os acordes da guitarra em troca das sapatilhas de balé, mas dentro dela sempre existiu um desejo oculto: o de se tornar uma musa <a href="https://universoretro.com.br/12-momentos-em-que-katy-perry-foi-comparada-com-katy-keene-a-pin-up-dos-quadrinhos/"><i>pin-up</i></a>, daquelas que os meninos colecionam posters. Então, começou a ler revistas para adolescentes e a depilar as pernas na tentativa de se tornar a rainha do baile de alguém. Ainda assim, ela continuou invisível para eles. Há 15 anos, o álbum <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BdzQOMkMqI0"><i>One of the Boys</i></a> dava luz a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CevxZvSJLk8&amp;pp=ygULa2F0eSBwZXJyeSA%3D">Katy Perry</a>, essa jovem que procurava incessantemente o seu lugar no mundo e que não teve outra escolha a não ser se infiltrar entre os garotos para deixar a sua marca.</p>
<p><span id="more-31128"></span></p>
<p>Seguindo com o tom desafiador e, até mesmo, irônico da faixa-título, Perry dedicou a maior parte do disco em provar que, ainda que se esforçasse, a delicadeza de colares de pérolas nunca a satisfariam como a provocação despertada por acessórios adornados de cerejas. E não é que a irreverência convenceu? A sonoridade <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ycSrBCyaL8s"><i>pop rock</i></a> misturada com a imaginação fértil da cantora resultou em algo completamente diferente do que as outras <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tmeZJnLcReU&amp;pp=ygUZa2F0eSBwZXJyeSBsYWR5IGdhZ2EgMjAwOA%3D%3D">garotas</a> da Música estavam fazendo em 2008. Ela veio, de fato, para mudar o jogo da indústria com uma declaração que não poderia ser mais incisiva para o seu primeiro projeto sob o nome artístico.</p>
<p>Influenciada por <a href="https://www.youtube.com/watch?v=QSiCgVQVsEw&amp;pp=ygUca2F0eSBwZXJyeSBhbGFuaXMgbW9yaXNzZXR0ZQ%3D%3D">Alanis Morissette</a> e toda a ruptura causada na década de 1990 pelo álbum <a href="https://open.spotify.com/album/5Ap3F8CxjjsQKZGASDcHNA?si=ph1fTsKoRsqsDUhUM75eew"><i>Jagged Little Pill</i></a>, Katy Perry estava decidida em emplacar as 13 faixas de <i>One of the Boys </i>e se transformar em uma inspiração para as novas gerações de ouvintes. De uma certa maneira, Perry tinha em mente a necessidade de reproduzir o que Morissette significou para ela durante a sua juventude. Por isso, a fim de alcançar uma rachadura no ordinário, a californiana adotou temas que os artistas masculinos exploram sem limites desde que o universo foi criado: o sexo e a sexualidade.</p>
<figure id="attachment_31136" aria-describedby="caption-attachment-31136" style="width: 1274px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image6-1.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry. Na imagem, ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, olha diretamente para a câmera que, por sua vez, a captura apenas a partir do busto. Perry usa um batom vermelho e veste uma blusa de manga que deixa os ombros descobertos. A peça é estampada com flores nas cores: vermelho, branco e verde. Ao fundo, o cenário é o jardim de uma casa. Katy Perry está sentada em uma rede." width="1274" height="786" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image6-1.jpg 1274w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image6-1-800x494.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image6-1-1024x632.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image6-1-768x474.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image6-1-1200x740.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31136" class="wp-caption-text">As composições repletas de duplo-sentido se tornaram uma marca registrada da artista (Foto: Todd Selby)</figcaption></figure>
<p>O diferencial aqui não caiu no pioneirismo e sim na abordagem, afinal, outras cantoras já haviam trilhado esse caminho tortuoso para as mulheres anteriormente. É através das bochechas coradas e dos olhos cativantes que Katy Perry arrancou os <a href="https://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL844189-7085,00-KATY+PERRY+DIZ+QUE+QUER+VIR+AO+PAIS+E+CONHECER+AS+GAROTAS+BRASILEIRAS.html">gritos</a> da mesma quantidade de meninas que qualquer membro de <a href="https://buzzfeed.com.br/post/e-assim-que-suas-boy-bands-favoritas-dos-anos-90-e-2000-estao-agora"><i>boyband</i></a> nos anos <a href="https://personaunesp.com.br/red-crescer-e-uma-fera-critica/">2000</a>. Infelizmente, mesmo que a malícia do duplo-sentido nas letras tenha sido grandiosa nos minutos cruciais, unindo o disco como um todo, algumas insinuações feitas por ela acabaram datadas pelo teor potencialmente nocivo, principalmente para a causa LGBTQIA+.</p>
<p>Não é de se estranhar que <a href="https://personaunesp.com.br/confessions-on-a-dance-floor-15-anos/">Madonna</a> tenha se <a href="https://www.youtube.com/watch?v=l1m08T6Qp7I">encantado</a> pela primeira composição de Perry a tocar nas rádios quando a mesma começa com os versos: “<i>Eu espero que você se enforque com seu lenço H&amp;M/Enquanto se masturba ouvindo Mozart</i>”. O que é de se questionar é a verdadeira intenção de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tWbLkXhGEmo&amp;pp=ygUca2F0eSBwZXJyeSBtYWRvbm5hIHVyIHNvIGdheQ%3D%3D"><i>Ur So Gay</i></a>, que utiliza o termo como um insulto não relacionado a homossexualidade, no entanto, enraizado em uma certa moralidade. Com notas tímidas no violão, um vocal ríspido e um videoclipe cômico, a obra é um capítulo que mereceu ser esquecido junto com os demais <a href="https://www.youtube.com/watch?v=aCyGvGEtOwc">atos desse tempo</a> que retratam percepções ultrapassadas da sociedade.</p>
<p>Com doses de fetichização circulando pela corrente sanguínea do álbum, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tAp9BKosZXs"><i>I Kissed a Girl</i></a> veio para continuar o frenesi de caráter duvidoso e, simultaneamente, consagrar Katy Perry como um <a href="https://www.nylon.com/articles/katy-perry-hrc-award-speech-video-lgbtq-christian">ícone</a> da comunidade. Em 2017, o grupo de defesa dos direitos civis LGBTQIA+ estadunidense, <a href="https://www.papelpop.com/2017/03/katy-perry-e-homenageada-com-premio-por-seu-trabalho-em-prol-da-comunidade-lgbtq/"><i>Human Rights Campaign</i></a>, concedeu à cantora um prêmio pelo ativismo ao longo da carreira que, após <i>One of the Boys</i>, realmente foi efetivo: &#8220;<i>Espero estar aqui como evidência de que não importa de onde você veio, é para onde você está indo e que uma mudança pode acontecer se abrirmos nossas mentes e abrandarmos nossos corações</i>”, afirmou Perry durante a cerimônia.</p>
<figure id="attachment_31135" aria-describedby="caption-attachment-31135" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image5-2.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry. Na imagem, ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, aparece com uma das mãos levantadas enquanto observa o público no horizonte. Perry está se apresentando em cima do palco de um festival. A câmera a captura a partir da cintura. Ela veste um sutiã adornado com enfeites que se assemelha a cristais coloridos e um shorts preto brilhante. Katy Perry também carrega um microfone cravejado de cristais na mão. Ao fundo, o cenário é composto pelos elementos cênicos na cor rosa que fazem parte do palco." width="650" height="519" /><figcaption id="caption-attachment-31135" class="wp-caption-text">Perry soube levar ao palco a experiência sonora do projeto (Foto: Rune Hellestad)</figcaption></figure>
<p>O primeiro <i>single</i> do disco também <a href="https://www.billboard.com/culture/pride/katy-perry-i-kissed-a-girl-10-years-later-8348403/">significou</a> o encontro dos produtores Max Martin e Dr. Luke, uma dupla imbatível no estúdio quando o objetivo era a criação de uma sonoridade extremamente radiofônica e, nem por isso, menos autêntica. Nos anos que se seguiram, escutar a artista significava entrar em contato com a combinação perfeita entre eles, pensada exclusivamente para a persona Katy Perry. Contudo, a colaboração chegou ao fim com as <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/kesha-e-dr-luke-tudo-que-voce-precisa-saber-para-entender-o-caso/">acusações</a> de abuso e assédio sexual feitas pela cantora Kesha contra Luke; o experimental <a href="https://personaunesp.com.br/katy-perry-witness-5-anos/"><i>Witness</i></a> (2017) encerrou a parceria com apenas Martin assinando a direção executiva.</p>
<p>Colecionando nomes que ascenderam ao topo com o sucesso comercial do álbum, o time de Perry tomou forma quando <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tc8KTyh9U2w">Glen Ballard</a>, responsável pelos bons frutos da sua ídola Alanis Morissette, aceitou trabalhar com a menina, que bateu em sua porta carregando um violão e um sonho. Nas canções delirantes <i>à la</i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kTHNpusq654"><i>Hot N Cold</i></a>, o multi-instrumentista <a href="https://www.bigtop40.com/features/biggest-songs-produced-written-benny-blanco/">Benny Blanco</a> fez história com a sagacidade de seu ritmo. Já nas passagens mais cruas, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=J58GGyevXUE">Greg Wells</a> deixou o DNA nas texturas estridentes e teatrais de faixas como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ctUxeNHn8G0"><i>Mannequin</i></a>. A tarefa de arrematar os diferentes estilos ficou a cargo do técnico em masterização Brian Gardner, que cumpriu com maestria.</p>
<p>Esperta e criativa ao extremo, Katy Perry não foi apagada pela genialidade de sua equipe. Nos palcos, ela demonstrou que, devido a sua experiência nada fácil no mercado musical, sabia exatamente como queria fidelizar a imagem dessa novata fissurada por gatos infláveis, frutas e figurinos <a href="https://www.vogue.com/slideshow/katy-perry-las-vegas-residency-camp-fashion"><i>camp</i></a>. Em 2008, pegou a estrada com a <a href="https://br.nacaodamusica.com/especiais/throwback/warped-2008-paramore-mia-katy-perry/"><i>Vans Warped Tour</i></a>, festival que revelou <a href="https://personaunesp.com.br/critica-after-laughter-paramore/">Paramore</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=dvf--10EYXw&amp;pp=ygUaa2F0eSBwZXJyeSAzMDMgc3RhcnN0cnVjayA%3D">3OH!3</a>, e logo arrumou as malas para a sua primeira turnê solo, a carismática <a href="https://www.billboard.com/music/music-news/katy-perry-april-7-2009-new-york-the-fillmore-new-york-at-irving-plaza-268927/"><i>Hello Katy Tour</i></a>. Repleto de referências próprias do projeto, o cenário dominado por um gigante coração rosa cravou que Perry se tornaria uma especialista em eras temáticas.</p>
<figure id="attachment_31134" aria-describedby="caption-attachment-31134" style="width: 1272px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-2.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry. Na imagem, ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, aparece sentada em uma piscina infantil azul com desenhos coloridos e com a água até a metade da altura. Perry veste uma blusa sem manga amarrada no busto de estampa nas cores rosa e branco, um shorts de cintura alta na cor azul e uma bandana vermelha no cabelo, em que ela segura as pontas com as duas mãos. Ao fundo, o cenário é composto por um gramado repleto de flores, um cercado branco e um céu azul repleto de nuvens brancas." width="1272" height="968" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-2.jpg 1272w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-2-800x609.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-2-1024x779.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-2-768x584.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-2-1200x913.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31134" class="wp-caption-text">One of the Boys foi o precursor das eras temáticas que surgiram na carreira de Katy Perry (Foto: Michael Elins)</figcaption></figure>
<p>O estilo <i>pin-up</i> e a estética que remonta aos anos 1940 foram usados com sabedoria pelo diretor de arte do disco, Ed Sherman. Partindo do logo, divertidamente colorido, passando pela ambientação cartunesca até os elementos tão característicos como os flamingos rosas, a obra se tornou um símbolo de sua época. Por meio das lentes do fotógrafo Michael Elin, <i>One of the Boys</i> foi eternizado com uma capa que captura o oceano hipnotizante do olhar da musa. E, se “<i>com cada cicatriz tem um mapa que conta uma história</i>”, a melódica e dramática <a href="https://www.youtube.com/watch?v=q2cZlh_czj4"><i>Self Inflicted</i></a> sumariza esse aspecto <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1NOmLNVlXqs&amp;pp=ygUaa2F0eSBwZXJyeSBwZXJmb3JtYW5jZTIwMDk%3D">magnetizador</a>.</p>
<p>Inserida por completo no contexto de avanço das redes sociais e a consequente interação dos músicos com as plataformas, a artista navegou pelo <a href="https://www.vice.com/en/article/aevxd8/a-deep-dive-into-katy-perrys-2007-myspace-page"><i>MySpace</i></a>, <i>Vimeo</i> e <i>Tumblr</i> como ninguém. Com vídeos em formato de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=H7eYseRAlNg&amp;list=PLLSw13Qm5a9lIm3uG8jDzj8V81AucfTaX&amp;index=28"><i>vlogs</i></a>, Perry divulgou o seu trabalho ao mesmo tempo em que desenvolveu um laço profundo com os fãs, os ‘katycats’. Seja rodando em círculos na sala de espera da gravadora, a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fajW5_bibfw&amp;list=PLLSw13Qm5a9lIm3uG8jDzj8V81AucfTaX&amp;index=4"><i>Capitol Records</i></a>, importunando a sua gata de estimação <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yDCpzhEW1Yk&amp;list=PLLSw13Qm5a9lIm3uG8jDzj8V81AucfTaX&amp;index=1&amp;pp=iAQB">Kitty Purry</a> ou se enrolando em luzes de natal, ela criou momentos que são lembrados com carinho e, obviamente, muita nostalgia.</p>
<figure id="attachment_31140" aria-describedby="caption-attachment-31140" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry. Na imagem, ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, segura uma banana, fruta amarela, com uma das mãos como se estivesse atendendo uma ligação em um telefone. Com a outra mão, ela pressiona o pescoço em um sinal de desaprovação. Perry veste uma camiseta sem mangas branca com alguns dizeres em tinta preta. Ao fundo, o cenário é um papel de parede branco iluminado." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31140" class="wp-caption-text">Katheryn Elizabeth Hudson percorreu uma longa estrada para realizar os seus sonhos (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p>Duas décadas separaram o nascimento de Katheryn Elizabeth Hudson e a criação da identidade Katy Perry, ou melhor, da possessão da menina que cantava no coral da igreja pela entidade <a href="https://www.youtube.com/watch?v=w9ElflzOa08&amp;pp=ygUka2F0eSBwZXJyeSB0ZWVuYWdlIGRyZWFtIHBlcmZvcm1hbmNl"><i>popstar</i></a>. Antes de assumir o nome de solteira de sua mãe, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=70AlxWcbWAc&amp;pp=ygULa2F0eSBodWRzb24%3D">Katy Hudson</a> distribuiu apenas 200 cópias do seu primeiro álbum auto-intitulado, algo que não se repetiu com <i>One of the Boys</i>, detentor de 7 milhões de discos vendidos. Dessa vez, porcentagem fundamental para tamanho sucesso foi a existência de uma equipe capaz de fazer tudo acontecer e que, em 2023, permanece ao lado da cantora.</p>
<p>Entre os membros mais efetivos, o empresário<a href="https://www.hottytoddy.com/2017/12/30/ole-miss-alumni-review-roaring-success-alumnus-manages-pop-stars-career-2/"> Bradford Cobb</a> e o desenvolvedor artístico <a href="https://www.songwriteruniverse.com/chris-anokute-123.htm">Chris Anokute</a> deram tudo de si para que a jovem não tivesse outro projeto cancelado como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CGyqdB_hFxw&amp;pp=ygURa2F0eSBwZXJyeSBzaW1wbGU%3D">simples</a> e rebelde <i>(A) Katy Perry</i>, ou que gravasse vocais para alguma banda que tentasse se aproveitar do seu sucesso, como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=soX3g3Qdju4">The Matrix</a> fez em 2009 ao lançar músicas produzidas quando ela tinha apenas 19 anos. Injetando respeito ao nome e à marca Katy Perry, o ambiente de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7_AEZjH2WBE"><i>If You Can Afford Me</i></a> resumiu a ascensão: “<i>Porque alguns não tem paciência/Alguns me chamam de manutenção cara/Mas você paga a conta/Porque esse é o trato</i>”.</p>
<figure id="attachment_31132" aria-describedby="caption-attachment-31132" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry no videoclipe para a música Thinking Of You. Na imagem, ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, olha fixamente para o horizonte. A câmera captura somente a sua face. Perry veste uma boina com um véu de renda que repousa sobre a face, ambas as peças são em tons de preto. A maquiagem de Katy Perry consiste em um batom vermelho escuro, glitter debaixo dos olhos e delineador e sobrancelhas marcados. Nas orelhas, um brinco de pérola. Ao fundo, o cenário está desfocado em tons cinzentos." width="1920" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1-1536x960.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31132" class="wp-caption-text">No Brasil, Thinking Of You fez parte da trilha sonora da novela Caminho das Índias (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p>Compositora nata, Katy Perry deixou a caneta pesar nas duas faixas mais dolorosas e sombrias do álbum: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdGZBRAwW74&amp;pp=ygUadGhpbmtpbmcgb2YgeW91IGthdHkgcGVycnk%3D"><i>Thinking Of You</i></a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=O-puw55ABIA"><i>I’m Still Breathing</i></a>. A primeira, totalmente autoral, contém os versos mais inspirados dela que, através de uma progressão tocante, ganharam amplitude na balada romântica trágica, sendo praticamente um prelúdio da história contada por <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ahha3Cqe_fk&amp;pp=ygUgdGhlIG9uZSB0aGF0IGdvdCBhd2F5IGthdHkgcGVycnk%3D"><i>The One That Got Away</i></a> no sucessor de <i>One Of The Boys</i>, o <i>pop perfection </i><a href="https://personaunesp.com.br/teenage-dream-10-anos/"><i>Teenage Dream</i></a> (2010). Por outro lado, a respiração pesada foi a chave da segunda canção, dotada de tendências suicidas e que evidenciou o processo de independência vivido por Perry durante essa fase.</p>
<p>Personalizando a luz no fim da estrada, a artista entregou uma redenção única em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_n4DpvGSccg&amp;pp=ygUda2F0eSBwZXJyeSBsb3N0IG10diB1bnBsdWdnZWQ%3D"><i>Lost</i></a>, música que trata da sensação de não se sentir em seu próprio corpo e o de saber o caminho para casa e, mesmo assim, não conseguir voltar. Surpreendentemente, o sentimento deixado para os ouvintes foi o de conforto por descobrir que há mais alguém no universo que já esteve perdido. O especial acústico <a href="https://www.youtube.com/watch?v=bKQbIE4BfYM"><i>MTV Unplugged</i></a> potencializou a melodia e, ainda, trouxe o belíssimo cover de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RABdiwXR01s"><i>Hackensack</i></a> da banda de <i>rock </i>alternativo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZKUp2oOEFP8&amp;pp=ygUTZm91bnRhaW5zIG9mIHdheW5lcw%3D%3D">Fountains of Wayne</a> e o toque sensível de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VhLTI-ZZFLw&amp;pp=ygUZa2F0eSBwZXJyeSBicmljayBieSBicmljaw%3D%3D"><i>Brick by Brick</i></a>, gravação que infelizmente acabou descartada do disco.</p>
<figure id="attachment_31133" aria-describedby="caption-attachment-31133" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry no palco da sua residência de shows em Las Vegas. A câmera a captura por inteiro. Ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, olha fixamente para o topo de um cogumelo gigante, onde está uma dançarina vestida de sapo com traje de banho rosa feminino. Perry veste uma calça cortada em simetria com um body vermelho e um chapéu em formato de cogumelo. Ela está com o microfone em mãos. Ao fundo, o cenário é um palco iluminado em tons quentes em que há cogumelos e gramas gigantes, junto a uma lesma rocha também enorme." width="1999" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-2-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31133" class="wp-caption-text">Perry usou referências da era durante a residência de shows em Las Vegas (Foto: John Shearer)</figcaption></figure>
<p>Para aqueles que morrem de saudade somente em lembrar das performances grandiosas em premiações na época em que <i>One of the Boys</i> conquistava incontáveis indicações e vitórias, desde 2021, Katy Perry relembra os grandes clássicos da <i>era</i> na <i>setlist</i> da sua residência de <i>shows</i> em Las Vegas, a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PkJ9abbSvdA&amp;pp=ygUia2F0eSBwZXJyeSBwbGF5IHdha2luZyB1cCBpbiB2ZWdhcw%3D%3D"><i>PLAY</i></a>. Com cenários de tirar o fôlego, cogumelos e um banheiro completo em escala gigantesca, Perry oferece um prato cheio para os ‘katycats’ da velha-guarda mais saudosistas e coloca a extravagante <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1-pUaogoX5o&amp;pp=ygUSd2FraW5nIHVwIGluIHZlZ2Fz"><i>Waking Up In Vegas</i></a> em destaque no espetáculo para os olhos e ouvidos.</p>
<p>Entretanto, a experiência sensorial do projeto não ficou restrita aos palcos, uma vez que a edição física passou a ser uma peça fundamental da memória do público graças ao design atemporal de <a href="https://shayneivy.com/work/katyperry">Shayne Ivy</a>. Para além do ensaio fotográfico esplêndido e um material de encarte que fez qualquer colecionador ficar obcecado, o desenho de morango estampado no CD permanece capaz de trazer o cheiro da fruta à mente. Katy Perry, querendo que todos se lembrem dela como em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1VL8m_Y9Tjo"><i>Fingerprints</i></a>, também investiu nos <a href="https://www.mtv.com/news/e3i58d/5-fast-facts-about-katy-perrys-new-video-waking-up-in-vegas#:~:text=%22Waking%20Up%20In%20Vegas%22%20was,'%20go%2Dto%20video%20guy.">videoclipes</a> em que os diretores <a href="https://www.youtube.com/watch?v=p-bTP4cCF-M&amp;pp=ygUQTWVsaW5hIE1hdHNvdWthcw%3D%3D">Melina Matsoukas</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=3YHVC1DcHmo&amp;pp=ygUNQWxhbiBGZXJndXNvbg%3D%3D">Alan Ferguson</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5kYsxoWfjCg&amp;list=PL0QFDUXn1p9RUhShoctB5CkVivVaWXoNJ">Kinga Burza</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LOZuxwVk7TU">Joseph Kahn</a> eternizaram as canções.</p>
<figure id="attachment_31137" aria-describedby="caption-attachment-31137" style="width: 1599px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31137" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7.jpg" alt="Fotografia da cantora Katy Perry. Na imagem, ela, uma mulher branca de cabelos escuros e olhos claros, posa no tapete vermelho de uma premiação europeia. A câmera a captura a partir da cintura. Perry veste um terno masculino preto pela metade, enquanto a outra se trata de um vestido feminino rosa. A sua face é de confusão. Ao fundo, o cenário é um painel branco com os logos dos organizadores do evento." width="1599" height="1216" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7.jpg 1599w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7-800x608.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7-1024x779.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7-768x584.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7-1536x1168.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image7-1200x913.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31137" class="wp-caption-text">“&#8230;Para ser sincera, eu ainda me acho um dos garotos” &#8211; Katy Perry sobre o aniversário de 15 anos do disco (Foto: Gareth Cattermole)</figcaption></figure>
<p>Depois de beijar uma garota e gostar, se infiltrar entre os garotos e tentar de todas as formas colocar a sua digital na história da Música, a jovem deixou para trás a inocência de debutante e assumiu que estava pronta para o amadurecimento com <a href="https://www.youtube.com/watch?v=BeLcqqMWI3A"><i>I Think I’m Ready</i></a>, faixa que encerra o disco e a sua sonoridade <i>pop rock</i>. Celebrando 15 anos de <i>One of the Boys</i> e de sua carreira artística sob o nome Katy Perry, a camaleoa que transitou por diversas eras, refletiu as cores do arco-íris com <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3jB9yFDwRe3KhtGnHXJntk"><i>PRISM</i></a> (2013) e recuperou o sorriso em <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/47zMF6LrXQ8odi6Xv1unC0"><i>Smile</i></a> (2020), chega em 2023 sabendo exatamente qual é o seu lugar no mundo.</p>
<p><iframe title="Spotify Embed: One Of The Boys" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3xshXXIfhAKRQ2995VJ7kZ?si=WkI2t-TUS1qHIALeI3hqeQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>10 anos de Suck It and See: a sátira corrosiva que marcou profundamente o Arctic Monkeys</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Dec 2021 17:15:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade É comum ouvir dizer que Alex Turner interpreta um personagem diferente em cada álbum, e que isso pode ser visto de forma mais visceral em Tranquility Base Hotel &#38; Casino (2018) – o mais recente trabalho do Arctic Monkeys –, no qual ele realmente transforma-se em uma persona. Mas em Suck It and &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/suck-it-and-see-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de Suck It and See: a sátira corrosiva que marcou profundamente o Arctic Monkeys"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25311" aria-describedby="caption-attachment-25311" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/suck-it-and-see.jpg" alt="Capa do álbum Suck it and see, da banda inglesa Arctic Monkeys. Foto quadrada com um fundo branco, com os escritos suck it and see ao centro, em fonte de cor preta." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/suck-it-and-see.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/suck-it-and-see-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/suck-it-and-see-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/suck-it-and-see-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25311" class="wp-caption-text">Suck It and See, um dos melhores álbuns do Arctic Monkeys, completou 10 anos de lançamento em 6 de junho de 2021 (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum ouvir dizer que Alex Turner interpreta um personagem diferente em cada álbum, e que isso pode ser visto de forma mais visceral em </span><a href="https://personaunesp.com.br/arctic-monkeys-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tranquility Base Hotel &amp; Casino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018) – o mais recente trabalho do </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/15450-suck-it-and-see/"><span style="font-weight: 400;">Arctic Monkeys</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, no qual ele realmente transforma-se em uma persona. Mas em </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/criticas/arctic-monkeys-suck-it-and-see-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum de estúdio do grupo, que completou 10 anos em junho deste ano, não é somente Turner que assume uma nova identidade. No disco, o quarteto inglês assumiu a influência do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">estadunidense – principalmente dos anos 1960 –, e deixou transcorrer por todas as faixas suas referências, dando ao projeto um ar de álbum conceitual. </span></p>
<p><span id="more-25309"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que consolidou o grupo e os alçou às paradas de sucesso é visível desde os primeiros discos, porém ganha um enfoque gradual em </span><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See</span></i><span style="font-weight: 400;">: as letras ágeis de Alex Turner, a cozinha muito bem trabalhada de Matt Helders (bateria) e Nick O’Malley (baixo), e a guitarra espalhafatosa de Jamie Cook. Gravado no icônico estúdio Sound City, famoso pelo lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pearl-jam-ten-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Nevermind</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1991) do </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-utero-nirvana-critica/"><span style="font-weight: 400;">Nirvana</span></a><span style="font-weight: 400;">, e produzido por James Ford – parceiro de Turner e </span><a href="https://g1.globo.com/musica/noticia/2016/06/fiquei-pasma-diz-reporter-que-relatou-assedio-de-cantor-ingles-em-entrevista.amp"><span style="font-weight: 400;">Miles Kane</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9cQloro92xA&amp;ab_channel=DominoRecordingCo."><span style="font-weight: 400;">The Last Shadow Puppets</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, o álbum dá voz ao estilo provocativo, colocando no centro das interpretações a própria irreverência, cuja capa do projeto também reivindica esse tipo de insolência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do título ser uma provocação mal interpretada, algo que soaria como </span><i><span style="font-weight: 400;">“dê uma chance” </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">“tente algo novo”</span></i><span style="font-weight: 400;"> na gíria inglesa (e não o que a tradução literal pode sugerir), não deixa de ser uma polêmica premedita. O simples escrito </span><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See </span></i><span style="font-weight: 400;">em um fundo creme levou o disco a ser censurado em algumas lojas de departamentos nos Estados Unidos – </span><i><span style="font-weight: 400;">“lojas das grandes”</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2011/jun/02/arctic-monkeys-album-censored-us"><span style="font-weight: 400;">segundo Alex Turner</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, sendo coberto com uma faixa preta.</span></p>
<figure id="attachment_25312" aria-describedby="caption-attachment-25312" style="width: 1544px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2.jpg" alt="Foto dos quatro integrantes da banda Arctic Monkeys. Na foto retangular colorida, Matt Helders e Jamie Cook estão sentados nos bancos da frente de um carro conversível, sem o capô. No banco de trás estão Alex Turner e Nick O'Malley. Os quatro são homens brancos. Matt Helders olha para trás, possui olhos azuis, cabelo em corte topete de cor preta e veste uma camisa azul. Jamie Cook olha para a câmera, possui cabelos lisos e loiros, presos com um rabo de cavalo, e barba loira. Ele veste camisa azul e um óculos com lentes pretas e hastes de cor laranja. Alex Turner também olha para a câmera. Ele possui cabelos lisos à altura do ombro, veste camisa de cor azul e segura um copo branco com canudo vermelho na mão direita. Nick O’Malley está olhando para a frente, vestindo uma jaqueta de cor preta e óculos escuros." width="1544" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2.jpg 1544w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2-768x509.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2-1536x1019.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-2-1200x796.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25312" class="wp-caption-text">Os britânicos do Arctic Monkeys já receberam 5 nomeações ao Grammy, e venceram 7 vezes o Brit Awards (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato é que o Arctic Monkeys cresceu rápido demais. Seu álbum de estreia, o prolixo </span><a href="https://www.505indie.com.br/listas/10-anos-de-whatever-people-say-i-am-thats-what-im-not/"><i><span style="font-weight: 400;">Whatever People Say I Am, That’s What I Am Not</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), chegou ao topo das paradas como uma avalanche, sendo, até hoje, o </span><a href="https://www.billboard.com/music/rock/arctic-monkeys-everything-people-say-i-am-thats-what-im-not-ten-year-anniversary-track-by-track-review-6851610/amp/"><span style="font-weight: 400;">disco estreante mais vendido</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do Reino Unido – título que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/whats-the-story-morning-glory-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Oasis</span></a><span style="font-weight: 400;"> carregava anteriormente, com </span><a href="https://personaunesp.com.br/definitely-maybe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Definitely Maybe</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1994). Posteriormente, com </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/10150-favourite-worst-nightmare/"><i><span style="font-weight: 400;">Favourite Worst Nightmare</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2007), clássicos como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ma9I9VBKPiw&amp;ab_channel=DominoRecordingCo."><i><span style="font-weight: 400;">Fluorescent Adolescent</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MaFEHf34fCQ&amp;ab_channel=ArcticMonkeys-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">Do Me a Favour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> surgiram, já apontando para o lado mais sentimental que encontramos nas letras mais à frente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, desde 2009, com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/humbug-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Humbug</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a banda deixou as versões rápidas e passou a apostar em canções mais lentas e expansivas, e nem por isso menos ruidosas. Além de parecer a trilha sonora de um conto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/historias-extraordinarias-critica/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Humbug </span></i><span style="font-weight: 400;">também marcou o início da colaboração de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/josh-homme-fala-sobre-novo-disco-do-arctic-monkeys-do-qual-e-colaborador/"><span style="font-weight: 400;">Josh Homme</span></a><span style="font-weight: 400;">, do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s88r_q7oufE&amp;ab_channel=QueensStoneAgeVEVO"><span style="font-weight: 400;">Queens of the Stone Age</span></a><span style="font-weight: 400;"> – uma das principais </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2017/03/06/queens-stone-age-arctic-monkeys/"><span style="font-weight: 400;">influências dos Monkeys</span></a><span style="font-weight: 400;"> – nos trabalhos do grupo. Todavia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See </span></i><span style="font-weight: 400;">aposta em algumas canções mais psicodélicas, com ecos de guitarra se encontrando ao fundo, com uma boa dose de humor sombrio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o caso, por exemplo, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dAlRXC19hmE&amp;ab_channel=DominoRecordingCo."><i><span style="font-weight: 400;">The Hellcat Spangled Shalalala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção que, mesmo com um refrão inventado – </span><i><span style="font-weight: 400;">“shalalala”</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, consegue nos manter imersos em sua sonoridade desde o começo. Também é interessante contrapor as músicas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pK7egZaT3hs&amp;ab_channel=DominoRecordingCo."><i><span style="font-weight: 400;">I Bet You Look Good on the Dancefloor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do álbum de estreia, com a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fs39HrID1eM&amp;ab_channel=ArcticMonkeys-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">That’s Where You’re Wrong</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além do fato de serem, possivelmente, duas das melhores canções dos respectivos álbuns, elas são, essencialmente, faixas que mantém uma espécie de ruído de guitarra; entretanto, enquanto a primeira está mais próxima de versões pesadas de </span><a href="https://personaunesp.com.br/black-sabbath-critica/"><span style="font-weight: 400;">Black Sabbath</span></a><span style="font-weight: 400;">, a segunda aproxima-se do ruído melódico, e não do caos total. Há uma expansão, ocasionada pelas notas soltas da guitarra base de Cook, elevando a música a um tom mais espiritual do que pesado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Arctic Monkeys - Suck It And See (Official Video - Clean Edit)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TlYJKfunfC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra alusão que dá sustentação a ideia de um álbum conceitual são as referências do disco aos filmes de faroeste norte-americanos, </span><a href="https://www.nme.com/blogs/nme-blogs/arctic-monkeys-alex-turners-guide-to-suck-it-and-see-762359"><span style="font-weight: 400;">declaradas pelo próprio</span></a><span style="font-weight: 400;"> Alex Turner, cujas insinuações perpassam, inclusive, os videoclipes de algumas músicas (todos protagonizados pelo baterista Matt Helders). Os clipes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Treacle</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Suck It and See</span></i><span style="font-weight: 400;"> e de sua canção </span><i><span style="font-weight: 400;">b-side,</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xwir-pg7WiA&amp;ab_channel=OfficialArcticMonkeys"><i><span style="font-weight: 400;">Evil Twin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, formam uma trilogia, na qual Helders dá vida a um motoqueiro estadunidense, procurado pela polícia após fugir da prisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Curiosamente, o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">lançado para o projeto foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=riV77WoFCBw&amp;ab_channel=OfficialArcticMonkeys"><i><span style="font-weight: 400;">Brick By Brick</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa cantada inteiramente pelo próprio Helders. Como primeiro contato do público com a obra, esse fato incomum deixou em evidência que este não seria um álbum para provar nada a ninguém – a não ser para os próprios integrantes, que deixaram o CD repleto de piadas internas ao longo de suas 12 canções.</span></p>
<figure id="attachment_25313" aria-describedby="caption-attachment-25313" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25313" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-3.jpg" alt="Foto dos quatro integrantes da banda Arctic Monkeys. Na foto retangular colorida, da esquerda para a direita, estão Jamie Cook, Nick O’Malley, Matt Helders e Alex Turner. Os quatro são homens brancos. Cook veste uma calça jeans de cor azul e uma camisa azul. Ele possui cabelos loiros presos no estilo rabo de cavalo, e barba loira. O’Malley veste uma camisa de cor preta, está com a mão esquerda no bolso e utiliza óculos escuros. Seus cabelos são de cor castanha, e são lisos e grandes, à altura do ombro. Matt Helders veste uma camisa de cor azul, possui cabelo estilo topete, em cor castanha, e está com a mão esquerda no ombro de Alex Turner. Turner veste uma camisa florida de cor azul, e está olhando fixamente para a câmera. Ele possui cabelos de cor preta e franja que cobre toda a testa. Os quatro estão encostados em uma parede de cor marrom." width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/arctic-3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25313" class="wp-caption-text">“Suck It and See, you never know” (Foto: Domino Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra influência silenciosa no disco é Nick Cave &amp; The Bad Seeds, uma espécie de aura que caminha pela sonoridade específica de </span><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See</span></i><span style="font-weight: 400;">. O próprio </span><a href="https://www.uol/entretenimento/especiais/nick-cave-em-sao-paulo.htm"><span style="font-weight: 400;">Nick Cave</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo sendo australiano, carrega a forte influência do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">estadunidense, principalmente Lou Reed e Iggy Pop. É verdade que os membros do Arctic Monkeys vieram de um subúrbio de Sheffield, na Inglaterra. Porém, neste álbum, essas características transformam o disco dos ingleses em uma bela peça de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">referencial aos anos 1960, visível em canções como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD6XBoJmEb8&amp;ab_channel=ArcticMonkeys-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">All My Own Stunts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que ecoa um misto de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/10/documentario-necessario-e-preciso-mostra-explosao-criativa-do-velvet-underground.shtml"><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8AHCfZTRGiI&amp;ab_channel=JohnnyCashVEVO"><span style="font-weight: 400;">Johnny Cash</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde o início. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é curioso saber que, 10 anos depois, </span><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See </span></i><span style="font-weight: 400;">segue como um dos álbuns menos vendidos do grupo, pelo menos em números absolutos. Quando se emplaca um recorde logo na estreia, desbancando os gigantes do Oasis, naturalmente cria-se um nível muito alto a ser batido. Mas esse disco em específico parece dialogar com muitas questões pertinentes na indústria musical, como, por exemplo, a soberania de canções provenientes dos Estados Unidos no topo das paradas e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><span style="font-weight: 400;">premiações</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Arctic Monkeys - Black Treacle (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1wznj4lD1Bs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa parece ser a gênese de toda a sátira interessante que o grupo expôs no álbum. No próprio clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evil Twin</span></i><span style="font-weight: 400;">, em seus segundos iniciais, Matt Helders desfila com uma camiseta do Arctic Monkeys que carrega a bandeira dos EUA. O título e a censura que o disco recebeu no país também apontam para esse dialogismo, pois, mesmo sendo a mesma língua, pequenas nuances e gírias não compreendidas colocam em evidência que não há somente um predomínio da cultura de língua inglesa, mas da cultura estadunidense, especificamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, sendo o melhor álbum do grupo ou não, </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-album-reviews/suck-it-and-see-93958/"><i><span style="font-weight: 400;">Suck It and See</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o amadurecimento de seus quatro integrantes, trazendo um projeto mais coeso e entrosado entre voz e instrumentos, sem a típica sobreposição ruidosa de alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">que marcaram seus anos de formação. No fim, é por isso que soa como um álbum conceitual: trata-se de uma enorme piada do que aconteceria se o Arctic Monkeys fosse uma banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">estadunidense. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Suck It and See" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/2ym2jcqckXqWeTDoxz3Kst?si=vJDsYuxsRBq5k-oTuzSjVQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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