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	<title>Arquivos Big Screen Award &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A liberdade como sacrifício em O Cão que Não Se Cala</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Oct 2021 21:06:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruno Andrade Pense naquele famoso discurso de paraninfo intitulado Isto é água, proferido por David Foster Wallace aos formandos do Kenyon College em 2005. Nele, lemos que a “verdadeira liberdade requer atenção, consciência, disciplina, esforço e a capacidade de se importar genuinamente com os outros”. Pronto, esse pequeno trecho pode muito bem apresentar a ideia &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-cao-que-nao-se-cala-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A liberdade como sacrifício em O Cão que Não Se Cala"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24172" aria-describedby="caption-attachment-24172" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-24172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1.jpeg" alt="Cena do filme O cão que não se cala. Na foto em preto e branco, há um homem branco com o braço direito levantado, segurando-se em uma fina barra de ferro acima de sua cabeça. Ele possui cabelos curtos e lisos de cor preta, barba de cor preta, e veste uma blusa de cor cinza. Ele está dentro da parte de carga de um pequeno caminhão, coberto por uma lona de cor cinza clara. Atrás dele, há uma mulher branca olhando desconfiada, cuja roupa constitui-se em uma blusa com listras cinzas e uma macacão cinza. Mais ao fundo, há mais dois homens brancos, onde o primeiro, à esquerda, veste uma jaqueta de cor preta e possui cabelo preto, e o segundo, à direita, veste também uma jaqueta preta e utiliza um boné de cor branca." width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-1-1200x800.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24172" class="wp-caption-text">Compondo a seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, O Cão que Não Se Cala é um retrato fantástico de uma vida comum (Foto: Oh my Gomez)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Andrade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pense naquele famoso discurso de paraninfo intitulado </span><a href="https://piaui.folha.uol.com.br/materia/a-liberdade-de-ver-os-outros/"><i><span style="font-weight: 400;">Isto é água</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, proferido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/graca-infinita-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Foster Wallace</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos formandos do Kenyon College em 2005. Nele, lemos que a </span><i><span style="font-weight: 400;">“verdadeira liberdade requer atenção, consciência, disciplina, esforço e a capacidade de se importar genuinamente com os outros”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pronto, esse pequeno trecho pode muito bem apresentar a ideia por trás de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cão que Não Se Cala </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">El Perro que No Calla</span></i><span style="font-weight: 400;">, no título original), filme argentino exibido na 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, dirigido e co-roteirizado por Ana Katz.</span></p>
<p><span id="more-24171"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo dos 73 minutos dessa comédia dramática, acompanhamos a vida de Sebastian (Daniel Katz), um homem comum que dedica sua vida ao cão fiel. Ele trabalha em diversos empregos temporários e tenta adequar-se à mudança constante da vida adulta, em paralelo aos problemas impostos por uma Argentina em crise. À moda de Tolstói, Sebas (como também é chamado) resolve as adversidades com delicadeza e empatia, mas não se sente pertencente ao mundo, vivendo cabisbaixo como um cão sem dono, embora nunca reclame ou apareça chorando. </span><a href="https://iffr.com/en/iffr/2021/films/el-perro-que-no-calla"><span style="font-weight: 400;">No filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, há um equilíbrio entre o absurdo e o drama empático.</span></p>
<figure id="attachment_24173" aria-describedby="caption-attachment-24173" style="width: 1376px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24173" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-2-1.jpg" alt="Cena do filme O cão que não se cala. Na foto em preto e branco, há um homem conversando com uma mulher em um escritório. Os dois estão de pé e, cada um está utilizando um cilindro transparente na cabeça, e ambos são pessoas brancas. O rapaz possui cabelos curtos de cor preta, e barba de cor preta. Ele veste uma camisa cinza escura. A mulher possui cabelos de cor cinza, e veste uma blusa também de cor cinza. Ela está com sua mão esquerda levantada." width="1376" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-2-1.jpg 1376w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-2-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24173" class="wp-caption-text">O Cão que Não Se Cala ganhou o Big Screen Award no Festival de Roterdã, e também foi apresentado no Festival de Cinema de Sundance (Foto: Oh my Gomez)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonista — um </span><a href="https://www.revistabula.com/41538-o-homem-sem-qualidades-de-robert-musil-chega-ao-seculo-21-pleno-de-sentido-e-beleza/"><i><span style="font-weight: 400;">homem sem qualidades</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> — caminha por terrenos distintos, compondo sua visão fragmentada do mundo. Ele nos é apresentado como </span><i><span style="font-weight: 400;">designer </span></i><span style="font-weight: 400;">gráfico de uma empresa, mas prefere ser demitido a deixar de levar o cão ao trabalho, em decorrência de sua tentativa de evitar o incômodo dos vizinhos, visto que, ao sair de casa, o cão não para de chorar (essa é a cena inicial do filme, e também a que justifica seu título). Depois, inicia um emprego em uma cooperativa de alimentos naturais, confrontando suas concepções nesse ambiente singular e humilde, como na sequência em que ensina os demais a utilizarem um </span><i><span style="font-weight: 400;">smartphone.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Transforma-se, ainda, em professor universitário e, anos depois, retorna a empresa em que foi </span><i><span style="font-weight: 400;">designer </span></i><span style="font-weight: 400;">para ser uma espécie de atendente, visto que agora é pai e suas escolhas tornaram-se escassas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das metáforas que não passam batido em </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/may/18/the-dog-who-wouldnt-be-quiet-review-ana-katz"><i><span style="font-weight: 400;">O Cão que Não Se Cala</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o da chegada de um misterioso cometa. Ao colidir com a Terra, o corpo celeste torna o ar tóxico — </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/11/21/interna_internacional,1208467/covid-19-e-poluicao-atmosferica-uma-relacao-toxica.shtml"><span style="font-weight: 400;">parece familiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> de alguma forma? —, obrigando as pessoas a utilizarem um cilindro para respirar. Por uma razão estranha, somente uma determinada altura da atmosfera é comprometida, e a utilização do aparelho permite que os indivíduos caminhem de forma ereta. Porém, mesmo com a situação de calamidade, o apetrecho permanece caro e inacessível a muitos, o que obriga os mais pobres a andarem agachados. Após ter seu cilindro furtado, Sebastian compõe o grupo dos que se locomovem sob essas circunstâncias, mas não parece se incomodar.</span></p>
<figure id="attachment_24174" aria-describedby="caption-attachment-24174" style="width: 1998px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24174" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1.jpg" alt="Cena do filme O cão que não se cala. Na foto em preto e branco, o personagem Sebastian está sentado em uma praia com os dois braços apoiados para trás, ao lado de um cachorro que está sentado ao seu lado. Os dois estão olhando para a frente. Sebastian é interpretado por um homem branco, e veste camiseta branca e shorts cinza. Ele possui cabelos longos e lisos de cor preta e barba preta. O cão possui os pêlos de cor cinza e branca, e está com as duas orelhas levantadas." width="1998" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1.jpg 1998w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1-1536x830.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Foto-3-1-1200x649.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24174" class="wp-caption-text">Daniel Katz, ator que interpreta o protagonista Sebastian, é irmão de Ana Katz, diretora do longa-metragem (Foto: Oh my Gomez)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a superação da condição pandêmica, Sebas não está mais casado — algo que fica subentendido como uma consequência dos desgastes ocasionados durante o </span><a href="https://personaunesp.com.br/zoey-e-sua-fantastica-playlist-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">período atípico</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, através das pausas silenciosas do filme, somos jogados a sensação de que a vida é composta por pequenos fragmentos intensos, nos quais a beleza consiste justamente na efemeridade dessas parcelas visuais. De certa forma, a aposta da diretora Ana Katz são as reflexões, e o que está em voga é essa visão existencialista, acompanhada da consciência de que a imprevisibilidade da vida é o que a torna especial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição em preto e branco do filme sinaliza para uma simplicidade que foi deixada de lado em troca de um mundo complexo e interconectado. O saudosismo dessa época menos complicada, na qual a urgência não havia dominado o todo, diz respeito à infância e à juventude, observadas no filme como fases infelizmente passageiras. Devido a brevidade da existência — sinalizadas no longa através dos cortes em eclipse, que ilustram os saltos temporais na vida do protagonista —, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/do-not-split-critica/"><span style="font-weight: 400;">liberdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> verdadeira materializa-se como algo difícil, pois não tem a ver exclusivamente com o que é feito diante de uma situação, mas sobre como os demais a recebem por você. Trata-se de entender que o livre-arbítrio é sobre os outros, e, sabendo disso, decidir seguir ou abdicar. No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cão que Não Se Cala </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma ode aos recomeços.</span></p>
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<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-cao-que-nao-se-cala-critica/">A liberdade como sacrifício em O Cão que Não Se Cala</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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