<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Betty Gilpin &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/betty-gilpin/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/betty-gilpin/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Sep 2022 21:09:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Betty Gilpin &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/betty-gilpin/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Sep 2022 21:09:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Betty Gilpin]]></category>
		<category><![CDATA[Bob Woodward]]></category>
		<category><![CDATA[Creative Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Stevens]]></category>
		<category><![CDATA[Desejo]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2022]]></category>
		<category><![CDATA[Escândalo de Watergate]]></category>
		<category><![CDATA[Gaslit]]></category>
		<category><![CDATA[John Mitchell]]></category>
		<category><![CDATA[Julia Roberts]]></category>
		<category><![CDATA[Larkin Seiple]]></category>
		<category><![CDATA[Martha Mitchell]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Maquiagem Prostética]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Mixagem de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme]]></category>
		<category><![CDATA[O Ano do Rato]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Nixon]]></category>
		<category><![CDATA[Robbie Pickering]]></category>
		<category><![CDATA[Sam Esmail]]></category>
		<category><![CDATA[Sean Penn]]></category>
		<category><![CDATA[STARZ]]></category>
		<category><![CDATA[Últimos Dias]]></category>
		<category><![CDATA[Washington Post]]></category>
		<category><![CDATA[Watergate]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=28653</guid>

					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Na década de 1970, a política estadunidense foi marcada por burburinhos e manipulação. Durante a reeleição de Richard Nixon, o Partido Republicano tinha a vitória nas mãos com uma larga escala de vantagem, mas ainda assim resolveu usar de artifícios que favorecessem seu representante. A ideia era invadir os escritórios do Partido Democrata &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/">Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28654" aria-describedby="caption-attachment-28654" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-28654" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-1.jpg" alt="Foto da série Gaslit. Na imagem, o rosto da atriz Julia Roberts no papel de Martha Mitchell. A personagem tem pele branca com algumas rugas aparentes, seus cabelos são loiros e estão presos em um coque alto com topete na frente. O semblante do rosto é triste, com os olhos cheios de lágrimas. Ela veste um vestido de gola média que aparece só até a altura dos ombros e é coberto de brilhos e pequenos cristais." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-28654" class="wp-caption-text">Em seu ano de estreia, Gaslit recebeu 4 indicações ao Emmy, mas passou longe de brilhar nas duas primeiras noites da premiação (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na</span><span style="font-weight: 400;"> década de 1970, a política estadunidense foi marcada por burburinhos e manipulação. Durante a reeleição de </span><a href="https://www.whitehouse.gov/about-the-white-house/presidents/richard-m-nixon/"><span style="font-weight: 400;">Richard Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Partido </span><a href="https://www.hexag.online/blog-noticias/politica-eua-qual-a-diferenca-entre-republicanos-e-democratas"><span style="font-weight: 400;">Republicano</span></a><span style="font-weight: 400;"> tinha a vitória nas mãos com uma larga escala de vantagem, mas ainda assim resolveu usar de artifícios que favorecessem seu representante. A ideia era invadir os escritórios do Partido Democrata no Complexo de Edifícios de Watergate, e grampear telefones para captar informações confidenciais, além de plantar fotos e montagens comprometedoras que seriam usadas  como uma espécie de chantagem para garantir o sucesso na corrida eleitoral.</span></p>
<p><span id="more-28653"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/seis-erros-que-levaram-os-ladroes-de-watergate-de-1972-a-serem-pegos/"><span style="font-weight: 400;">planejamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que tudo fosse por água abaixo e os 5 invasores acabaram presos e marcados pela mídia como parte do &#8220;Escândalo de Watergate”. Na época, uma investigação de quase dois anos conduzida por jornalistas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Washington Post</span></i><span style="font-weight: 400;"> levou a história adiante e constatou a ligação entre o esquema de espionagem e Nixon, que não teve muitas escolhas e renunciou ao cargo. Desde então, a narrativa foi contada por diversas obras, sendo a principal delas a do repórter Bob Woodward, no livro </span><a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/oliveira-adriano-homens-presidente.html"><i><span style="font-weight: 400;">Todos os Homens do Presidente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todas as versões mais populares dessa história, fica apagada a importância de </span><a href="https://claudia.abril.com.br/coluna/ana-claudia-paixao-hollywood-cinema-series/o-efeito-martha-mitchell-e-sua-relevancia-50-anos-depois/"><span style="font-weight: 400;">Martha Mitchell</span></a><span style="font-weight: 400;"> e suas desconfianças antecipadas sobre o jogo sujo do Comitê de Campanha de Nixon. Chegando para um rápida e assertiva troca de protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a grande aposta da emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">STARZ</span></i><span style="font-weight: 400;">. A minissérie estreou em abril de 2022 e, sob o nome de um tipo de </span><a href="https://azmina.com.br/reportagens/voce-nao-esta-louca-entenda-como-funciona-o-gaslighting/"><span style="font-weight: 400;">manipulação psicológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que faz uma pessoa achar que estar delirando, mostra que Martha era muita coisa, mas com certeza não beirava a loucura. </span></p>
<figure id="attachment_28655" aria-describedby="caption-attachment-28655" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-28655" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2.jpg" alt="" width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-2-1200x750.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28655" class="wp-caption-text">Gaslit é inspirada pela primeira temporada do podcast Slow Burn de Leon Neyfakh (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Interpretando Martha, </span><a href="https://ew.com/tv/julia-roberts-sean-penn-collaboration-gaslit-watergate-drama/"><span style="font-weight: 400;">Julia Roberts</span></a><span style="font-weight: 400;"> remonta uma socialite fofoqueira com excelência e sensibilidade. Se historicamente a personagem era conhecida como a esposa do procurador </span><a href="https://www.washingtonpost.com/wp-srv/onpolitics/watergate/Johnmitchell.html"><span style="font-weight: 400;">John Mitchell</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela se mostra com muito mais complexidade. Constantemente rodeada por câmeras, repórteres e entrevistas, ela era para o mundo um poço de futilidade e é essa imagem que permite que sua sagacidade seja pouco levada a sério, e em alguns momentos vista até como inexistente pelas figuras ao seu redor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É na pele de </span><a href="https://www.marieclaire.com.au/gaslit-john-mitchell-sean-penn"><span style="font-weight: 400;">Sean Penn</span></a><span style="font-weight: 400;"> que John Mitchell ganha vida. Vida essa tão bem construída que o ator é apresentado com uma aparência irreconhecível. O advogado, além de representar o Partido Republicano, teve participação direta no acobertamento do crime, e carrega o conservadorismo </span><a href="https://www.politize.com.br/misoginia/"><span style="font-weight: 400;">misógino</span></a><span style="font-weight: 400;"> a cada gesto. A narrativa faz questão de deixar claro que são esses valores e a concepção fechada do personagem que não o permitem perceber que olhos e ouvidos muitas vezes dormem ao lado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações e a capacidade de seus intérpretes de transformar o que originalmente eram coadjuvantes em excelentes protagonistas sustentam a narrativa. É inegável que o roteiro de </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/mr-robot-atinge-feito-que-nem-game-thrones-conseguiu-saiba-qual-31111"><span style="font-weight: 400;">Robbie Pickering</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gwSpDTwbdeI"><span style="font-weight: 400;">Sam Esmail</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma proposta genial, desenvolvida de forma muito coesa para os poucos 8 episódios da produção, mas acaba sendo o tipo de história com a qual nem todo público se identifica. Assim, se você não souber previamente sobre o que se trata o Escândalo de Watergate, engolir o enredo pode ser mais desgastante do que o esperado. </span></p>
<figure id="attachment_28656" aria-describedby="caption-attachment-28656" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-28656" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit.jpg" alt="" width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/full-trailer-for-sean-penn-and-julia-roberts-watergate-scandal-drama-series-gaslit-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28656" class="wp-caption-text">O trabalho de caracterização de Julia Roberts teve penteado inspirado em programa televisivo The Dinah Show, no qual Martha foi convidada em meados de 1970 (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a linha de inversão de papéis, outros personagens que passam batidos em exposições mais convencionais do evento político ganham sua dose de destaque em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo no primeiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Desejo</span></i><span style="font-weight: 400;">, John Dean (</span><a href="https://youtu.be/psGOiBeXAA0"><span style="font-weight: 400;">Dan Stevens</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mo Dean (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/cultura/betty-gilpin-conta-do-que-rolou-por-tras-das-cameras-em-gaslit"><span style="font-weight: 400;">Betty Gilpin</span></a><span style="font-weight: 400;">) contracenam um dos diálogos mais importantes e significativos da série. Em um encontro inicial, os dois percebem que os valores dela, alinhados aos democratas, se contrapõem aos dele e sua relação com os republicanos. Esse conflito não se insere por acaso, mas funciona para constituir um presságio do que ancora toda a narrativa: contraste e poder. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exploração do controle em </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos seus grandes pontos altos. Colocando a ideia de domínio sempre relacionada ao </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-10-17/gloria-steinem-o-autoritarismo-comeca-com-o-controle-sobre-o-corpo-das-mulheres.html"><span style="font-weight: 400;">autoritarismo masculino</span></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo explica o apagamento histórico de Martha sem precisar de muito. Isso se prova pela forma como John se comporta, fazendo ligações, deixando documentos e estudando a defesa de </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/08/10/watergate-4-momentos-do-caso-que-levou-a-renuncia-do-presidente-dos-eua.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Nixon</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro de casa, sem sequer considerar a esposa como um ser capaz de entender no que ele estava envolvido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao contraste, este se mostra de forma incisiva e crítica na medida certa. Toda a atmosfera demonstra a </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><span style="font-weight: 400;">desigualdade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo qual o país passava, pequenos detalhes e</span><i><span style="font-weight: 400;"> frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> curtos são capazes de entregar a invisibilidade de todos os retratos comunitários que fugiam dos parâmetros elitistas. A violência contra moradores de rua, a falta de  saneamento das ruas e o </span><a href="https://revistaafirmativa.com.br/antes-de-george-floyd-a-longa-historia-de-desigualdades-e-violencia-nos-estados-unidos/"><span style="font-weight: 400;">abuso de poder</span></a><span style="font-weight: 400;"> das autoridades policiais são alguns dos encaixes pontuais que denunciam o abismo entre os escritórios políticos e o povo. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gaslit | Official Trailer | STARZ" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5SxnbpGngtI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos </span><a href="https://istoe.com.br/o-maniqueismo-que-nos-alimenta-e-o-amor-que-nos-falta/"><span style="font-weight: 400;">maniqueísmos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do homem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra o quanto não há limites para ambição. Focando principalmente nas atitudes grotescas e absurdas nas quais John Dean e John Mitchell se apoiavam em nome da reeleição de Nixon, cada novo evento tirava todos os pequenos rastros de humanidade dos dois. Esse movimento contribuiu para que, trilhando o caminho contrário, Martha se mostrasse cada vez mais cheia de verdade, sentimento e insegurança. A caracterização do casal Mitchell é um grande bônus na construção desse contraste. Enquanto ele é envolto por grandes quantidades de </span><a href="https://cm-ob.pt/is-sean-penn-wearing-prosthetics-gaslit-115281"><span style="font-weight: 400;">maquiagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> e camadas plásticas, com um ar que chega ao caricato, ela tem uma aparência marcada pela naturalidade. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">As relações de </span><a href="https://miscelana.com/2022/04/24/quem-foi-martha-mitchell-watergate/"><span style="font-weight: 400;">violência</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas quais a dama do ministro é submetida também reforçam essa diferença entre os dois. Exposta à vulnerabilidade, agressão e ameaças, ela resiste como alguém cujos machucados são reais. Em um trabalho muito bem feito pela Fotografia, conduzida por </span><a href="https://www.goldderby.com/feature/larkin-seiple-gaslit-cinematographer-video-interview-1205040269/"><span style="font-weight: 400;">Larkin Seiple</span></a><span style="font-weight: 400;">, os minimalismos das feições e olhares da personagem ganham grandeza para que o público seja capaz de sentir um pouco do que ela sente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas questões não puderam deixar de serem notadas pela Academia de Televisão, que indicou </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> a quatro categorias da premiação de Artes Criativas do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre as nominações da minissérie, estavam Melhor Maquiagem Prostética e Melhor Mixagem de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme, ambos pelo episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Últimos Dias</span></i><span style="font-weight: 400;">, Melhor Edição de Som em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme ou Especial, por </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ano do Rato</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melhor Fotografia em Série Limitada ou Antologia ou Telefilme, para Seiple pelo capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Desejo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série acabou não sendo contemplada com nenhuma estatueta das técnicas, distribuídas na cerimônia dos dias 3 e 4 de setembro, já que a caracterização de Sean Penn não foi suficiente para bater o surrealismo da quarta temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_28660" aria-describedby="caption-attachment-28660" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4.jpg" alt="" width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4.jpg 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/09/foto-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28660" class="wp-caption-text">46 anos depois da morte da verdadeira Martha Mitchell para um câncer de mieloma múltiplo, o retrato de Gaslit parece ter chegado tarde demais (Foto: STARZ)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas ruínas da </span><a href="http://personaunesp.com.br/mrs-america-critica/"><span style="font-weight: 400;">América</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gaslit</span></i><span style="font-weight: 400;"> resiste em perspectivas. Nas novas vozes pelas quais somos guiados ao evento de </span><a href="https://youtu.be/aofjz_6p2HQ"><span style="font-weight: 400;">Watergate</span></a><span style="font-weight: 400;">, a visceralidade com certeza é uma das grandes protagonistas. Apesar disso, a série não perde em adicionar crítica e humor no ponto exato e consegue se sair bem com uma narrativa que, na medida do possível, flui bem. Afinal, às vezes sair do morno não é suficiente para alcançar a ebulição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, o maior feito da produção fica na sua relação com a atualidade e o grande tapa na cara é saber que, em meio século, as únicas </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/31/opinion/1548964060_458044.html?outputType=amp"><span style="font-weight: 400;">mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> ficam nos números de identidade. Um mundo comandado por homens brancos cisgênero, com ideais conservadores e olhos que só se abrem para dinheiro nunca foram uma novidade e ainda parecem ser o tipo de história que se renova por mais temporadas do que deveria. Bom mesmo seria se os últimos episódios políticos fossem um grande </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/15/internacional/1505472042_655999.html"><i><span style="font-weight: 400;">gaslighting</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que distorceu nossa percepção. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/">Gaslit: 50 anos depois do escândalo Watergate, a política ainda é um homem branco</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/gaslit-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28653</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A 3ª temporada de Glow vai além dos palcos</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2020 19:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[Alison Brie]]></category>
		<category><![CDATA[Betty Gilpin]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ellen Sayuri]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy]]></category>
		<category><![CDATA[Emmy 2020]]></category>
		<category><![CDATA[Glow]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=15193</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ellen Sayuri Sabe quando você está sem nada para fazer e decide assistir uma série, mas não sabe se continua alguma ou começa outra? Eu estava assim e depois de muito tempo vasculhando o catálogo da Netflix, escolhi uma original dela chamada Glow, e me surpreendi muito. Criação de Liz Flahive e Carly Mensch e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A 3ª temporada de Glow vai além dos palcos"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/">A 3ª temporada de Glow vai além dos palcos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15194" aria-describedby="caption-attachment-15194" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15194 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-1-2-1.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-1-2-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-1-2-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-1-2-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15194" class="wp-caption-text">Imagem de divulgação da terceira temporada de Glow (Foto: Netflix/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ellen Sayuri</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe quando você está sem nada para fazer e decide assistir uma série, mas não sabe se continua alguma ou começa outra? Eu estava assim e depois de muito tempo vasculhando o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, escolhi uma original dela chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i><span style="font-weight: 400;">, e me surpreendi muito. Criação de</span><span style="font-weight: 400;"> Liz Flahive e Carly Mensch e inspirada em um programa chamado </span><em><a href="https://www.huffpostbrasil.com/2017/07/07/obcecada-por-glow-da-netflix-conheca-as-lutadoras-da-vida-re_a_23021281/?"><span style="font-weight: 400;">Gorgeous Ladies of Wrestling (Garotas Lindas da Luta Livre) &#8211; GLOW</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, criado por David McLane nos anos 80. </span></p>
<p><span id="more-15193"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada em 2017, a série possui 3 temporadas até o momento e </span><span style="font-weight: 400;"> já recebeu dezoito indicações a premiações importantes, tanto no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Artes Criativas, nas categorias de arte e técnica e no </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das principais premiações da Televisão. Ganhou três vezes, sendo duas sendo na categoria de Melhor Coordenação de Dublês para uma Série de Comédia ou Programa de Variedades em 2018 e 2019 e o outro na categoria de <em>Design</em> de Produção para um Programa Narrativo (30 minutos ou menos) em 2018.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MmmmS2ZDBKQ?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;start=20&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A série acompanha Ruth (Alison Brie), uma atriz que não consegue nenhum papel, até que recebe uma proposta para participar de um programa de luta livre feminino que busca por “mulheres não convencionais” chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i><span style="font-weight: 400;">, feito pelo diretor Sam Sylvia (Marc Maron). Sua ex-amiga Debbie Eagan (Betty Gilpin), com quem teve alguns conflitos, também entra no elenco, forçando ambas a serem profissionais para não deixar seus maus entendidos interferirem no trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira e a segunda temporada se passam em Los Angeles e são focadas na produção e na construção dos personagens para a luta. Mostrando os ensaios e preparação de movimentos que vão usar no ringue, </span><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i><span style="font-weight: 400;"> evidencia também as dificuldades que um programa novo enfrenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a terceira temporada se passa em Las Vegas e tem um rumo diferente.  N</span>este ano, as lutas não têm tanto destaque e o foco se direciona para as vidas pessoais das personagens. Como <i>Glow</i> já é um programa consolidado,  mudanças narrativas como essa levam o <em>show</em> para longe da mesmice.</p>
<figure id="attachment_15195" aria-describedby="caption-attachment-15195" style="width: 644px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15195" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-2-3-1.jpg" alt="" width="644" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-2-3-1.jpg 644w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-2-3-1-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15195" class="wp-caption-text">As gravações da quarta e última temporada estão paralisadas por conta da pandemia de Covid-19 e sem previsão para o retorno, pois tem muito contato físico, principalmente nas cenas de lutas, que podem colocar em risco todos que fazem parte da produção. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao inovar nesta última temporada lançada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que pode explorar e ir além das lutas, sem deixar de ser interessante. Essa mudança pode ser vista com bons olhos, pois personagens que tinham apenas um episódio para desenvolver a sua história agora tem mais tempo. Exemplo disso é Sheila (Gayle Rankin), uma das mulheres mais intrigantes da narrativa que finalmente teve a atenção devida e todo o seu desenvolvimento sendo trabalhado aos poucos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Debbie também teve destaque, se tornando parte da produção do programa. Mas mesmo estando na mesma posição de outros produtores, sua opinião nem é sequer escutada, como quando surge a proposta de renovar o programa e ela não quer, Bash</span><span style="font-weight: 400;"> (Chris Lowell), outro produtor, não se importa e quer continuar a todo custo. </span><span style="font-weight: 400;">Ela também é subestimada. Seu novo namorado a leva em jantares de negócios, imaginando que não esteja entendendo nada, para apenas “deixar o ambiente mais bonito”. Depois vemos que além de entender, Debbie soube aproveitar as informações obtidas, mostrando seu potencial e sendo mais que apenas um rosto bonito.   </span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reconciliação entre maternidade e trabalho tem se mostrado difícil para Debbie, que viaja para Los Angeles para ver o seu filho quando pode. Nessa situação, a série também evidencia que a mãe é mais cobrada do que o pai para a criação de um filho. O machismo também é escancarado no fato das mulheres não terem opção de escolha e precisarem sacrificar algo para se manter em Las Vegas, diferente dos homens que podem sair sem nenhuma consequência &#8211; tipo de coisa que, que cá entre nós, ainda está presente até hoje. A Debbie de Betty Gilpin recebeu indicação por 3 anos seguidos no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia, incluindo </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy-2020/"><span style="font-weight: 400;">neste ano de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="GLOW: Girl Pack Featurette" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/U6O7ieX_LFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No meio de lutas e personagens criados para servir de entretenimento, os estereótipos são um ponto marcante desde a primeira temporada, principalmente para as não brancas. Por exemplo, Archie (Sunita Mani) é designada para interpretar uma personagem terrorista e Jenny (Ellen Wong) é cheia de </span><a href="https://outracoluna.wordpress.com/2017/03/26/a-origem-do-perigo-amarelo-orientalismo-colonialismo-e-a-hegemonia-euro-americana/"><span style="font-weight: 400;">orientalismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambas demonstrando desconforto com esses estereótipos ao longo da série, mas nada é mudado. Mesmo sendo ambientado nos anos 80, podemos ver que nas produções audiovisuais atuais ainda há muitos </span><a href="https://eus2escrever.tumblr.com/post/56068927399/personagens-estereotipados"><span style="font-weight: 400;">personagens estereotipados</span></a><span style="font-weight: 400;">, apesar de estarem surgindo mais discussões sobre representatividade e a sua importância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É no mínimo curioso o Sam querer mulheres fora do padrão para fazer parte das lutas, e ele faz isso apenas para ter audiência, porque quem tem o protagonismo são a Ruth e a Debbie. Isso é o retrato de vários filmes e séries em que a representatividade não tem o protagonismo verdadeiro e é usada apenas como elemento comercial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um episódio da terceira temporada é proposto uma troca de personagens, escancarando as diferenças de tratamento entre uma pessoa branca e uma pessoa não branca e o emprego de  estereótipos. A partir disso, nos questionamos: o que pessoas não brancas precisam se submeter para conseguir um papel? Quais personagens são criados para elas e o porquê precisam ser tão genéricos e desrespeitosos? </span></p>
<figure id="attachment_15196" aria-describedby="caption-attachment-15196" style="width: 1310px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15196" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-3-3.jpg" alt="" width="1310" height="956" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-3-3.jpg 1310w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-3-3-300x219.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-3-3-1024x747.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-3-3-768x560.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Imagem-3-3-1200x876.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15196" class="wp-caption-text">O Cassino Fan-Tan, em Las Vegas, é o cenário principal da terceira temporada e possui temática leste asiática (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O cassino onde se passa a terceira temporada me deixou extremamente desconfortável, apresentando uma generalização de culturas respeitosa. Também teve esse sentimento a personagem de Jenny, que demonstra ao longo dos episódios o seu incômodo, até que desabafa sobre como aquilo era um pesadelo, afetando bastante a sua amizade com a Melanie (</span><span style="font-weight: 400;">Jackie Tohn</span><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">, que faz muitas “piadas” sobre ser amarela. A personagem não entende como isso é errado, demonstrando que mesmo que você pertença a uma minoria, você ainda pode carregar preconceitos que agridam outras minorias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos ringues, a personagem de Jenny se chama </span><i><span style="font-weight: 400;">Biscoito da Sorte</span></i><span style="font-weight: 400;">, associação de personagens amarelos com o alimento que ocorre também na série </span><em><a href="http://personaunesp.com.br/pequenos-incendios-por-toda-parte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pequenos Incêndios Por Toda Parte</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Mesmo sendo produções com temáticas e épocas diferentes, ambas tentam passar a noção de que isso é preconceituoso. Para mim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i><span style="font-weight: 400;"> exagera os estereótipos de propósito, para reforçar o quão problemáticos são e mostra de maneira clara como as pessoas se sentem ao serem bombardeadas com esses preconceitos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também foram abordados questões sobre a comunidade LGBTQ+ no destaque dado à relação de Yolanda (Shakira Barrera) e Archie (Sunita Mani), com ela no final  assumindo para si mesma quem ela é, assim como Bash (Chris Lowell), que também teve um pouco da sua sexualidade explorada. Bobby (Kevin Cahoon), um dos personagens novos dessa temporada, foi sem dúvidas uma das melhores surpresas. A festa organizada por ele e Debbie foi linda, apesar do final desastroso.</span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/B2o1tT5nrrK/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="13" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/B2o1tT5nrrK/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
<div style=" display: flex; flex-direction: row; align-items: center;">
<div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 40px; margin-right: 14px; width: 40px;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center;">
<div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 100px;"></div>
<div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 60px;"></div>
</div>
</div>
<div style="padding: 19% 0;"></div>
<div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div>
<div style="padding-top: 8px;">
<div style=" color:#3897f0; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:550; line-height:18px;"> View this post on Instagram</div>
</div>
<div style="padding: 12.5% 0;"></div>
<div style="display: flex; flex-direction: row; margin-bottom: 14px; align-items: center;">
<div>
<div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(0px) translateY(7px);"></div>
<div style="background-color: #F4F4F4; height: 12.5px; transform: rotate(-45deg) translateX(3px) translateY(1px); width: 12.5px; flex-grow: 0; margin-right: 14px; margin-left: 2px;"></div>
<div style="background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; height: 12.5px; width: 12.5px; transform: translateX(9px) translateY(-18px);"></div>
</div>
<div style="margin-left: 8px;">
<div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 50%; flex-grow: 0; height: 20px; width: 20px;"></div>
<div style=" width: 0; height: 0; border-top: 2px solid transparent; border-left: 6px solid #f4f4f4; border-bottom: 2px solid transparent; transform: translateX(16px) translateY(-4px) rotate(30deg)"></div>
</div>
<div style="margin-left: auto;">
<div style=" width: 0px; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-right: 8px solid transparent; transform: translateY(16px);"></div>
<div style=" background-color: #F4F4F4; flex-grow: 0; height: 12px; width: 16px; transform: translateY(-4px);"></div>
<div style=" width: 0; height: 0; border-top: 8px solid #F4F4F4; border-left: 8px solid transparent; transform: translateY(-4px) translateX(8px);"></div>
</div>
</div>
<div style="display: flex; flex-direction: column; flex-grow: 1; justify-content: center; margin-bottom: 24px;">
<div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; margin-bottom: 6px; width: 224px;"></div>
<div style=" background-color: #F4F4F4; border-radius: 4px; flex-grow: 0; height: 14px; width: 144px;"></div>
</div>
<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/B2o1tT5nrrK/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by GLOW (@glownetflix)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos mostra que pode ir além ao fazer uma temporada diferente e explorando mais as individualidades dos personagens. Este ano </span>se preocupa em mostrar como as pessoas se sentem em relação ao que está acontecendo, não apenas as situações, criando ainda mais empatia com o público.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A interpretação do elenco convence, nos fazendo rir, mas também chorar. Com tantos acertos, as expectativas para a quarta e última temporada  estão altas, espero que feche a série com chave de ouro, dando um final que faça jus a toda trajetória acompanhada. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/">A 3ª temporada de Glow vai além dos palcos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">15193</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
