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	<title>Arquivos Allison Williams &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2025 13:10:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: Este texto contém alguns spoilers Ana Beatriz Zamai  Inspirado na obra de mesmo nome, Se Não Fosse Você (2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de best-sellers como É Assim que Acaba (2016) e Verity (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-se-nao-fosse-voce/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Se Não Fosse Você dá esperança ao fã de comédias românticas, mas falha quando tenta ser dramático"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">Este texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_36016" aria-describedby="caption-attachment-36016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x450.jpg" alt="Mason Thames e Mckenna Grace estão em um momento íntimo e terno ao ar livre, diante de um veículo azul desfocado ao fundo. O rapaz, de cabelos castanhos encaracolados, veste uma jaqueta escura com detalhes claros e segura delicadamente o queixo da moça com a mão. Ele olha para ela com expressão suave e carinhosa, inclinado para a frente. A moça, loira e de cabelos longos e ondulados, encara o rapaz com olhar igualmente afetuoso, enquanto a luz dourada do entardecer ilumina seus rostos, criando uma atmosfera romântica e serena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-5.jpg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36016" class="wp-caption-text">Adaptação do livro “Se Não Fosse Você”, de Colleen Hoover, mata a saudade de clichês românticos (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na obra de mesmo nome, </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Não Fosse Você </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) é mais uma adaptação literária da controversa Colleen Hoover, autora de </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">É Assim que Acaba</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Verity</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), que também saíram do papel para as telonas, em 2024 e, futuramente, 2026, respectivamente. Porém, para quem não leu o livro, provavelmente não irá associar o filme à escritora, visto que essa não é uma de suas obras mais famosas – e os fatores negativos da adaptação não são somente associados ao desenvolvimento da trama, como no longa estrelado por </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/e-assim-que-acaba-blake-lively-colleen-hoover"><span style="font-weight: 400;">Blake Lively</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36015"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história é entrelaçada por três mulheres da mesma família, Clara Grant (Mckenna Grace), sua mãe Morgan Grant (</span><a href="https://www.ingresso.com/noticias/allison-williams-fala-sobre-desafio-de-interpretar-protagonista-se-nao-fosse-voce"><span style="font-weight: 400;">Allison Williams</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jenny Davidson (Willa Fitzgerald), irmã de Morgan e tia/melhor amiga/confidente de Clara. Morgan e Jenny namoram seus amores de adolescência, Chris Grant (Scott Eastwood) e Jonah Sullivan (Dave Franco); mas, 17 anos depois, a mãe e o tio de Clara descobrem que talvez os pares estejam invertidos: Jenny e Chris sofrem um acidente trágico juntos e os viúvos descobrem que os dois mantinham um caso secreto há anos.</span></p>
<figure id="attachment_36017" aria-describedby="caption-attachment-36017" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x533.jpg" alt="Cena em uma igreja durante um funeral. Várias pessoas estão sentadas em bancos de madeira, vestindo pretas. No primeiro plano, três mulheres e um homem estão sentados lado a lado, com expressões sérias e tristes. A mulher no centro tem cabelos castanhos e usa um vestido preto; à sua direita, uma mulher loira de cabelos longos e lisos usa uma faixa preta na cabeça e um vestido de renda; à esquerda, o homem veste terno e gravata pretos. Atrás deles, outras pessoas também observam a cerimônia em silêncio." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-5.jpg 1555w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36017" class="wp-caption-text">Morgan e Clara precisam lidar com a morte repentina do marido e pai, respectivamente, além da irmã e tia (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma das primeiras </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/filmes/noticia/quem-e-mckenna-grace-ex-atriz-mirim-brilha-em-papel-mais-adulto-em-se-nao-fosse-voce.ghtml"><span style="font-weight: 400;">atuações</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mckenna Grace como uma adolescente vivendo a ‘vida de jovem’ – aqui entende-se o momento da descoberta dos primeiros amores, o fortalecimento de grandes amizades, e as discussões com os pais, típicas de adolescentes incompreendidos –, a atriz exemplifica muito bem a importância de ter feito tantos bons papéis enquanto ainda era criança. Grace entrega mais uma ótima personagem, com uma atuação leve e natural. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa leveza é muito facilitada pela parceria com Mason Thames, intérprete de Miller Adams, um colega de escola de Clara que se aproxima aos poucos, sem saber que a menina já nutria uma paixão por ele há um tempo. Seja pela direção de Josh Boone ou pelo conhecimento de Mason em ser um adolescente conquistador – conhecimento esse que aparentemente </span><a href="https://www.elle.com/culture/celebrities/a65105795/mckenna-grace-mason-thames-relationship-timeline/"><span style="font-weight: 400;">conquistou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a própria Mckenna Grace –, Miller Adams é muito bem representado como um galã romântico de filmes adolescentes clichês, um tipo de personagem que estava longe dos últimos romances das telonas. A química dos jovens atores é muito evidente e muitos dos momentos de afeto entre o casal soam naturais, e não mecanizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a naturalidade é vista, infelizmente, apenas nos mais jovens. A grande maioria das cenas entre os adultos são constrangedoras, principalmente as que envolvem Morgan e Jonah. É como se o telespectador estivesse na sala de ensaios do filme, escutando Allison Williams e </span><a href="https://youtu.be/zIvOIujUw-k?si=6P1n2QcF3j4sMAAg"><span style="font-weight: 400;">Dave Franco</span></a><span style="font-weight: 400;"> apenas lendo o roteiro, sem qualquer tipo de emoção, seja nos momentos felizes, apreensivos ou tristes. Há uma ressalva para Williams nas cenas em que a personagem expressa raiva: mãe e filha brigam com certa frequência, e é nessa hora que vemos um brilho de esperança na atuação. Seja nas discussões com Clara ou nos momentos em que sente raiva do falecido esposo, Allison consegue expressar muito bem a irritação da mulher através de gritos dignos de filmes de </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/allison-williams-da-serie-girls-ao-sucesso-em-m3gan-20/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e expressões faciais e corporais. Mas essa raiva não é o suficiente para convencer o público a gostar do casal viúvo recém formado. Enquanto Clara e Miller exalam química mesmo em conversas casuais, Morgan e Jonah não chegam perto disso nem quando se esforçam muito. </span></p>
<figure id="attachment_36018" aria-describedby="caption-attachment-36018" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-800x534.jpg" alt="Cena em uma cozinha. Um homem e uma mulher estão de frente um para o outro, muito próximos. A mulher, à esquerda, tem cabelos castanhos ondulados, usa uma blusa branca com pequenas estampas vermelhas e jeans. O homem, à direita, usa óculos, camiseta cinza e tem cabelo curto castanho. O clima da cena é tenso, sugerindo uma conversa séria ou emocional. Ao fundo, há armários de madeira e uma pintura colorida encostada na parede, com formas geométricas em vermelho, azul e amarelo. Sobre o balcão, há pratos empilhados e objetos domésticos." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-3.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36018" class="wp-caption-text">Morgan e Jonah, antes cunhados, criam uma aproximação enquanto enfrentam o luto (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator negativo, novamente relacionado à Alisson, Dave, Scott e Willa, é o fato deles também interpretarem a versão mais jovem de seus personagens. Como já mencionado, os casais estão juntos desde a adolescência, e a produção achou de bom tom colocar o quarteto com roupas, acessórios e penteados ‘de jovens’ para os momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de um filtro no </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/08/02/como-e-o-efeito-digital-que-rejuvenesce-atores-em-filmes"><span style="font-weight: 400;">rosto</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se tivessem sido gravados através de </span><i><span style="font-weight: 400;">stories </span></i><span style="font-weight: 400;">do Facebook. O filme tenta, e falha, induzir o leitor a acreditar que a Allison ‘personalizada’ dela mesma no passado teria a mesma idade que Mckenna no presente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A divulgação do longa o define como uma mistura de drama e comédia romântica, e a adaptação é, de fato, dramática, mas se sai muito melhor quando assume o lado cômico. As cenas de drama, além de serem rasas e não aprofundadas, seja pelo roteiro de Susan McMartin ou por seguir fielmente ao livro – Colleen Hoover é produtora executiva, garantindo aos fãs seguir </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/se-nao-fosse-voce-diferencas-filme-livro-colleen-hoover"><span style="font-weight: 400;">precisamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> a obra escrita, seja isso bom ou ruim – são prejudicadas pela atuação do elenco mais velho, como já comentado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos em que o roteiro tenta criar cenas engraçadas são as que fazem o telespectador criar um carinho pela produção – além de, óbvio, o romance jovem. A cena em que Morgan encontra a filha em um carro com Miller, descobre que a garota havia usado maconha durante o funeral do pai e a deixa na porta de casa é um acontecimento emoldurado perfeitamente nas clássicas comédias românticas, além de mostrar uma boa química e atuação conjunta de Williams e Grace. Essas cenas podem ser responsabilizadas por Josh Boone, diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-green-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Culpa é das Estrelas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2014), um profissional acostumado a lidar com romances em acontecimentos trágicos e a dirigir momentos de alívio cômico nestas situações. Além disso, a adição da personagem Lexie (Sam Morelos) foi uma boa escolha: a melhor amiga de Clara convive com a família Grant como se fosse uma segunda filha, e não tem medo de pesar o clima com frases cômicas. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Morgan flagrando a Clara e o Miller em #SeNãoFosseVocê! O filme estreia dia 23/10 nos cinemas." width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KdNt20kRWSQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Se Não Fosse Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom passatempo, uma comédia romântica </span><a href="https://sempretextos.substack.com/p/a-estrutura-de-comedias-romanticas"><span style="font-weight: 400;">típica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de agradar o coração e  </span><i><span style="font-weight: 400;">logar </span></i><span style="font-weight: 400;">com 3,75 estrelas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Letterboxd </span></i><span style="font-weight: 400;">– 3,5 é pouco, mas 4 já é demais. O longa peca em alguns fatores, como na atuação dos adultos e na pressa para terminar: depois que os dois casais passam pela ‘tempestade’ e ambos estão bem, é como se dissessem para a produção que eles só tinham mais dez minutos para finalizar o longa. Dois fatores deixam essa impressão: deixar apenas um mês como espaço de tempo entre a calmaria e o final clichê – Morgan e Jonah sequer mencionaram os falecidos esposos, já estavam juntos e felizes, com Clara, que, de repente, aceitou a situação sem questionamentos – e a escolha em não contar para a garota que o filho de sua tia com, supostamente, seu tio, na verdade é com seu pai. Seja pela pressa em fechar a história, por furo no roteiro ou por opção dos produtores, foram decisões que prejudicaram o que seria um final agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os fatores que conquistam o público são maiores que os desanimadores: a atuação de Mckenna Grace e Mason Thames conquistam pela química natural e atraente e a história em si é boa, mesmo que não tão bem explorada. Os fãs de comédia romântica lidaram com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/o-curioso-maior-desafio-de-se-fazer-comedias-romanticas-hoje-segundo-kate-hudson/"><span style="font-weight: 400;">falta</span></a><span style="font-weight: 400;"> de obras (boas) do gênero no mercado cinematográfico, mas agora podem ir aos cinemas se deleitar de um bom clichê que te dá esperanças no amor – se ignorarem a tentativa falha de dramatizar o filme.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Se Não Fosse Você | Trailer Oficial | LEG | Paramount Pictures Brasil" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wocV1-gZnbE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Eles não são um casal, mas são Companheiros de Viagem</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jun 2024 20:50:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Nos últimos anos, obras audiovisuais que conversam sobre temáticas queers e colocam as pessoas da comunidade como personagens principais têm ganhado espaço na indústria. Do amor puro em Heartstopper ao ‘besteirol’ sarcástico Bottoms, o público tem a possibilidade de acompanhar a comunidade LGBTQIAPN+ sob diversas perspectivas. Em Companheiros de Viagem, por exemplo, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/companheiros-de-viagem-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Eles não são um casal, mas são Companheiros de Viagem"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33525" aria-describedby="caption-attachment-33525" style="width: 1566px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33525" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3.png" alt="Imagem da série Companheiros de Viagem. Na foto, os atores Jonathan Bailey e Matt Bomer estão nus e deitados em uma cama. Jonathan Bailey faz carícias no cabelo de Matt Bomer." width="1566" height="815" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3.png 1566w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3-800x416.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3-1024x533.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3-768x400.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3-1536x799.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-3-1200x625.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33525" class="wp-caption-text">Matt Bomer e Jonathan Bailey possuem grandes chances de serem indicados ao Emmy 2024 (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, obras audiovisuais que conversam sobre temáticas </span><i><span style="font-weight: 400;">queers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e colocam as pessoas da comunidade como personagens principais têm ganhado espaço na indústria. Do amor puro em </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao ‘besteirol’ sarcástico </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottoms</span></i><span style="font-weight: 400;">, o público tem a possibilidade de acompanhar a comunidade LGBTQIAPN+ sob diversas perspectivas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Companheiros de Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, há o retrato da época do </span><a href="https://www.politize.com.br/macarthismo-o-que-e/"><span style="font-weight: 400;">Macarthismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que os políticos americanos perseguiam amplamente os comunistas e aqueles que não se viam como heterossexuais. Com Matt Bomer e Jonathan Bailey interpretando os protagonistas Hawkins e Tim, respectivamente, o amor de dois homens durante quatro décadas é o tema principal na narrativa adaptada pelo produtor Ron Nyswaner.</span></p>
<p><span id="more-33523"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na década de 1950, em um contexto de </span><a href="https://www.todamateria.com.br/guerra-fria/"><span style="font-weight: 400;">Guerra Fria</span></a><span style="font-weight: 400;">, as pessoas que trabalhavam na política estadunidense possuíam apenas um objetivo: combater o comunismo e tudo aquilo que, de alguma forma, é associado a ele. Baseado em fatos reais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) discute sobre o </span><a href="https://lojamundogeek.com.br/qual-e-o-susto-da-lavanda-em-outros-viajantes-a-verdadeira-historia-por-tras-das-demissoes-lgbtq-do-governo/"><span style="font-weight: 400;">Susto da Lavanda</span></a><span style="font-weight: 400;">, época em que o governo norte-americano demitiu trabalhadores considerados LGBTQIAPN+ por associar o movimento à luta socialista. Hawkins Fuller é um membro do Departamento do Estado e Tim Laughlin é um funcionário do Congresso; eles são apenas dois dos servidores públicos que escondem sua sexualidade para manter o emprego. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que o tema político seja abordado constantemente na primeira metade da série, é o amor tórrido entre os dois protagonistas que serve como fio condutor da narrativa baseada no livro homônimo de </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/thomas-mallon-faz-um-retrato-perspicaz-da-nova-york-de-1980-em-up-with-the-sun/"><span style="font-weight: 400;">Thomas Mallon</span></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em 2007. Enquanto Fuller é um homem que esconde sua orientação sexual, Laughlin abraça a sexualidade, mesmo sendo tipicamente católico. A partir da interação deles no trabalho, temas como a rivalidade entre o capitalismo e comunismo, e a luta da comunidade </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">estadunidense são vistos ao longo das décadas abordadas no programa televisivo.</span></p>
<figure id="attachment_33526" aria-describedby="caption-attachment-33526" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33526" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3.png" alt="Imagem da série Companheiros de Viagem. Na foto, os atores Jonathan Bailey e Matt Bomer estão em uma praia. Os dois estão utilizando uma camisa branca de botão e calças com tons acinzentados. Matt Bomer está tirando uma foto de Jonathan Bailey." width="1999" height="1300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3-800x520.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3-1024x666.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3-768x499.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3-1536x999.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-3-1200x780.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33526" class="wp-caption-text">Jonathan Bailey venceu o Critics Choice Awards de 2024 na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Filme ou Minissérie (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maior parte do tempo, o relacionamento entre Hawkins e Tim é um fruto proibido: os dois não podem ser vistos juntos por conta da perseguição política da época. Por isso, o ex-veterano visita o congressista às escondidas, mantendo o amor entre quatro paredes. Em um primeiro momento, as cenas sexuais podem chocar por serem altamente explícitas. No entanto, o recurso não é usado para </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mes-do-orgulho-lgbtqia/"><span style="font-weight: 400;">sexualizar</span></a><span style="font-weight: 400;"> os atores. Muito pelo contrário, é através da conexão sexual da química entre os artistas que a relação dos protagonistas se desenvolve ao longo dos oito episódios da minissérie.</span></p>
<p><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/series-e-filmes/noticia/2024/05/jonathan-bailey-de-bridgerton-sera-protagonista-de-proximo-jurassic-world.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Bailey</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, entrega uma atuação magistral ao dar vida a um homem fiel à política norte-americana e comprometido com seus deveres. A pureza nos olhos do protagonista só consegue ser transmitida ao espectador devido à competência do ator. A religião, presente em sua vida, é imprescindível e, por isso, nos primeiros contatos do personagem com sua sexualidade, a culpa cristã permanece em seus pensamentos. Entretanto, aos poucos, o personagem entende que não há nada de errado em ser diferente. Por outro lado, Hawkins Fuller é o tipo de homem gay que prefere continuar no armário. Para ele, o sexo com outros homens é um passatempo. Até o momento em que ele conhece Skippy, apelido carinhoso dado ao jovem religioso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance ardente entre os dois só consegue carregar a trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">Companheiros de Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> devido ao trabalho de qualidade dos atores principais. Tanto Matt Bomer quanto Bailey interpretam personagens que, se não fossem vividos por artistas talentosos, não teriam suas nuances dissecadas. A série se utiliza de duas linhas temporais para abordar o relacionamento dos protagonistas e da vida </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">nos Estados Unidos. A cada episódio, vemos duas décadas principais: 1950, retratando o início da relação deles, e 1980, período em que a </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aids-hiv#:~:text=A%20aids%20%C3%A9%20a%20doen%C3%A7a,s%C3%A3o%20os%20linf%C3%B3citos%20T%20CD4%2B."><span style="font-weight: 400;">Aids</span></a><span style="font-weight: 400;"> era associada à comunidade LGBTQIAPN</span><span style="font-weight: 400;">+</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33524" aria-describedby="caption-attachment-33524" style="width: 1480px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33524" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-3.png" alt="Imagem da série Companheiros de Viagem. Na foto, os atores Jonathan Bailey e Matt Bomer estão em um bar e vestem roupas sociais. Matt Bomer está com a mão no rosto de Jonathan Bailey" width="1480" height="833" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-3.png 1480w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-3-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33524" class="wp-caption-text">Com oito episódios, a trama de Fellow Travelers mescla a realidade histórica e o romance dos personagens fictícios (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na década de 1980, Tim Laughlin desenvolveu Aids devido ao vírus HIV e está em seus últimos momentos. Enquanto isso, Fuller possui uma vida tipicamente norte-americana com uma esposa, filha e netos. Desde o primeiro episódio, é certo que o relacionamento entre os dois homens não dará certo. Porém, isso não impede o público de apreciar o belo roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Companheiros de Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;">. O texto de Ron Nyswaner – conhecido por roteirizar obras com temática LGBTQIAPN+, como o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">Philadelphia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1993) e o longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/my-policeman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">My Policeman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) –, é rico em detalhes da política estadunidense, envolvendo o espectador em um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> romântico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma dos arcos narrativos mais interessantes da série é a vida dupla de Hawk Fuller e as decepções que o ex-soldado causa aos cônjuges. Para a sociedade, ele vive um relacionamento perfeito com a adorável Lucy Smith (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-148233/"><span style="font-weight: 400;">Allison Williams</span></a><span style="font-weight: 400;">), moça com quem se casa para não ser perseguido pelo estado. Às escondidas, ele e Skippy podem viver um sonho: a vivência </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. O motivo pelo qual o romance entre eles sustenta </span><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a lupa que envolve as características pessoais dos protagonistas. O conformismo de Fuller com a sexualidade guardada se entrelaça à paixão de Laughlin por ser gay e orgulhoso de ser quem é. A malícia do personagem de Matt Bomer se mistura em meio à inocência do jovem vivido por Jonathan Bailey.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto adjetivo abordado na série é a diferença entre homens gays brancos e negros. Marcus Hooks (Jelani Alladin) é um homem preto, que possui questões com sua sexualidade devido às ações do senador </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c14k1nr7y22o"><span style="font-weight: 400;">Joseph R. McCarthy</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Chris Bauer) contra a população LGBTQIAPN+. O repórter se envolve com a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> Frankie Hines (Noah J. Ricketts) e, a partir do relacionamento com a performer, ele entende a importância de falar sobre sua orientação sexual enquanto afro-americano. No episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Noites Brancas</span></i><span style="font-weight: 400;">, o sétimo da minissérie, há a abordagem do assassinato de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-triste-fim-do-primeiro-homem-abertamente-gay-ser-eleito-um-cargo-publico-na-california.phtml"><span style="font-weight: 400;">Harvey Milk</span></a><span style="font-weight: 400;">, político gay que se tornou um martir para a comunidade. O acontecimento, que é baseado em um fato real, é bem retratado e permite que o público conheça mais um pouco das figuras que morreram em nome da luta </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33528" aria-describedby="caption-attachment-33528" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33528" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1.png" alt="Imagem da série Companheiros de Viagem. Na foto, os atores Jonathan Bailey e Matt Bomer estão em uma praia. Os dois estão molhados e estão correndo pela areia. Eles vestem um shorts de banho." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image5-1-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33528" class="wp-caption-text">A química entre os atores é o principal ponto positivo de Companheiros de Viagem (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há também momentos mais sombrios no que se relaciona à perseguição que a comunidade sofreu durante os anos mais severos do Macarthismo. Em um episódio, Hawk Fuller é submetido ao </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-poligrafo-e-um-detector-de-mentiras-confiavel.phtml"><span style="font-weight: 400;">polígrafo</span></a><span style="font-weight: 400;">, aparelho que detecta a veracidade de frases ditas por uma pessoa a partir da análise de comportamentos psicológicos. A tática era uma das formas de descobrir acerca da sexualidade dos funcionários do Estado. Para não ser descoberto, o ex-soldado treina seus pensamentos e respostas, reprimindo todo e qualquer sentimento gay que possui. A cena da tortura é uma das mais emocionantes da série e mostra o caminho árduo que as pessoas não heterossexuais percorriam nesse período da história norte-americana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As décadas de 1960 e 1970 também ganharam pouco tempo de tela durante a segunda metade da série. No entanto, as tramas ocorridas em 1950 e 1980 são as principais e, por isso, os 20 anos que as separam apenas servem para mostrar que, aos poucos, a paixão tórrida dos personagens foi se dissolvendo com o tempo. Em ambas, o amor escondido entre os protagonistas dá lugar à </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/amizade-colorida/"><span style="font-weight: 400;">amizade colorida</span></a><span style="font-weight: 400;">.  Juntos, eles vivem um romance às escondidas mais uma vez. Em certo momento da trama, o ex-soldado se afasta da família após a morte de Jackson (Etienne Kellici), filho do relacionamento dele com Lucy Smith. Nesta parte, há mais uma camada dissecada do personagem: no álcool e nas drogas, ele pode viver a sua mentira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De todas as narrativas, a da década de 1980 é a que possui o maior tom político-social. Aqui, a juventude </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> já não possui medo. Eles lutam diariamente contra a </span><a href="https://unaids.org.br/2021/07/nos-40-anos-da-pandemia-de-aids-paradas-do-orgulho-lgbt-de-sao-paulo-trazem-o-hiv-como-tema-para-acabar-com-o-estigma-e-a-discriminacao/"><span style="font-weight: 400;">estigmatização</span></a><span style="font-weight: 400;"> e em nome do reconhecimento da comunidade como seres humanos contemplados pelos direitos políticos. Leis, políticas públicas e aceitação são três dos objetivos daqueles que tomam à frente da luta LGBTQIAPN+ em </span><i><span style="font-weight: 400;">Companheiros de Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os momentos finais de Tim Laughlin, ao lado de Hawkins Fuller, levam o espectador a pensar: ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">o que eles teriam sido um para o outro se ficassem juntos?</span></i><span style="font-weight: 400;">’.</span></p>
<figure id="attachment_33527" aria-describedby="caption-attachment-33527" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33527" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-2.png" alt="Imagem da série Companheiros de Viagem. Na foto, os atores Jonathan Bailey e Matt Bomer estão sentados na areia da praia. Os dois estão utilizando uma camisa branca de botão e calças com tons acinzentados. Jonathan Bailey está usando óculos de sol e Mat Bomer está olhando para ele." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-2.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-2-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33527" class="wp-caption-text">Fellow Travelers aborda o relacionamento de Hawkins Fuller e Tim Laughlin durante quatro décadas (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos poderes mais especiais do audiovisual é a possibilidade do público  se enxergar na ficção. Entre temas mais pesados e vivências mais leves, a </span><a href="https://www.fundobrasil.org.br/blog/as-dificuldades-enfrentadas-pelas-pessoas-lgbtqia/#:~:text=Apesar%20de%20ter%20alcan%C3%A7ado%20muitas,justa%2C%20igualit%C3%A1ria%20e%20sem%20preconceitos."><span style="font-weight: 400;">vida </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">possui os mais diferentes retratos. Através deles, com histórias que aconteceram na vida real ou não, pessoas se identificam. Para alguns, séries e filmes são um mantra a ser seguido. Infelizmente, há diversos Hawkins Fuller e Tim Laughlin no mundo. Jovens que morreram por preconceito ou, até mesmo, pessoas que nunca puderam aproveitar a sua própria sexualidade. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i><span style="font-weight: 400;"> tivesse mil universos, os personagens de Matt Bomer e Jonathan Bailey se apaixonariam um pelo outro todas as vezes. Eles não foram namorados e tampouco puderam assumir o amor que possuíam aos quatro cantos do mundo, mas se tornaram eternos companheiros de viagem.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Companheiros de Viagem Minissérie 2023 - TRAILER DUBLADO OFICIAL" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/t-gFkYDnZ8g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’</title>
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		<pubDate>Wed, 17 May 2023 12:55:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de Chucky e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/m3gan-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre sustos e risos, M3GAN brinca com a reinvenção do ‘terrir’"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30892" aria-describedby="caption-attachment-30892" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, do lado direito, de perfil, há a atriz Violet Mcgraw, branca e com cabelos longos castanhos escuros. Ela veste uma blusa com estampa de flores. No centro esquerda, está sentada a boneca M3GAN. Branca e com cabelos loiros, ela veste um vestido sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Na direita, de perfil, está a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa cinza. O fundo da foto é iluminado, com cortinas e almofadas variadas" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30892" class="wp-caption-text">Mais de 300 mil pessoas foram rir e se assustar nos cinemas nacionais com M3GAN, filme da Blumhouse que mistura diversos gêneros cinematográficos (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem nunca teve medo de uma boneca durante a infância que atire a primeira pedra. Por meio de lendas, séries e filmes, a vertente do terror associada aos brinquedos ficou enraizada no imaginário coletivo popular cultural. O fruto disso foram as célebres sequências envolvendo bonecos sobrenaturais, como a franquia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky </span></i><span style="font-weight: 400;">e a de </span><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-264422/curiosidades/"><i><span style="font-weight: 400;">Annabelle</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Se, no passado, estas obras foram as responsáveis por aterrorizar as crianças, agora, o brinquedo da vez &#8211; robô, na verdade &#8211; é M3GAN &#8211; uma boneca androide que é tão maldosa quanto seus antecessores, mas que, pela primeira vez, não é alvo da possessão de nenhum espírito maligno e sim da própria tecnologia da qual foi criada.</span></p>
<p><span id="more-30891"></span></p>
<p><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/260078-m3gan-real-veja-boneca-assassina-criada.htm"><span style="font-weight: 400;">A história central</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">gira em torno de Cady (Violet McGraw), uma jovem garotinha que fica órfã ao perder seus pais em um acidente de carro e é encaminhada para a casa de sua parente mais próxima, sua tia Gemma (Allison Williams). A nova tutora não almejava ter as responsabilidades de cuidar e educar uma criança pré-adolescente e que, como qualquer outra dessa faixa etária, carece de atenção, zelo e &#8211; o mais difícil para a mais nova ‘mãe’ -, afeto. Da mesma forma, a sobrinha também não sonhava em passar por essa avalanche sentimental, saindo da casa que vivia e da escola que estudava, sem nunca mais ver os pais com quem sempre conviveu.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tia e sobrinha unidas pelo infortúnio do destino. O gancho inicial da produção serviria muito bem para um longa dramático, em que ambas precisam aprender a viver suas novas realidades juntas. Porém, o filme rapidamente subverte essa narrativa e aniquila qualquer resquício dessa impressão. Ao invés de arcar com o compromisso de cuidar de Cady, Gemma tem uma ideia: aprimorar um projeto robótico e fazer com que ele cuide da sua sobrinha. Isso porque ela precisa inovar um brinquedo para empresa que trabalha, assim como também tem a necessidade de que alguém cuide da familiar. Por isso, investe no protótipo e tenta resolver dois problemas com uma única solução. Dessa forma, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/historia-hoje/quem-e-atriz-por-tras-da-boneca-m3gan-que-estreou-nos-cinemas.phtml"><span style="font-weight: 400;">a grande vilã M3GAN</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Model 3 Generative Android</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou Androide Gerador do 3º Modelo), interpretada por Amie Donald e dublada por Jenna Davis, é criada no primeiro ato.</span></p>
<figure id="attachment_30897" aria-describedby="caption-attachment-30897" style="width: 1913px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena, há, do lado direito, uma boneca humanóide branca com cabelos loiros, ela veste um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Do lado direito, há Cady (Violet McGraw), uma menina branca com cabelos castanhos escuros e que veste um casaco verde. Ela e a boneca brincam com as mãos dadas e estão sobre uma paisagem arborizada." width="1913" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona.jpg 1913w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1536x642.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-M3gan-Texto-Persona-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30897" class="wp-caption-text">A obra é uma crítica aos pais que não passam tempo com os filhos e os deixam o tempo todo em frente a televisores, celulares e tablets (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como na maioria das obras cinematográficas de terror, o ato inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">é incumbido de ambientar a trama. Tudo parece fluir com o desenvolvimento da boneca animatrônica: Gemma tem mais tempo para se dedicar ao trabalho sem se preocupar com a criação da sobrinha, já que a boneca é quem cuida de tudo. À princípio, a jovem Cady não vê problema nisso, porque finalmente tem alguém para cuidar dela e escutá-la. No entanto, uma grande reviravolta começa, aos poucos. À medida que fica na companhia do brinquedo, a personagem de Violet McGraw fica cada vez mais </span><a href="https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2022/03/22/psicologas-explicam-como-identificar-dependencia-de-telas-em-criancas-e-adolescentes.ghtml"><span style="font-weight: 400;">dependente emocionalmente</span></a><span style="font-weight: 400;"> dele e transfere para o robô o carinho que nutria pelos seus falecidos pais. Enquanto supre a carência de Cady, M3GAN é sobrecarregada com a chuva de informações que uma criança em desenvolvimento pode transmitir e solicitar ao decorrer de seu dia a dia na era tecnológica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eis o diferencial do filme, que tem o roteiro assinado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><span style="font-weight: 400;">James Wan e Akela Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;">: a tecnologia e a sua relação com o desenvolvimento infantil. Uma obra futurista de terror que mistura comédia e ficção científica parece ser uma combinação improvável. Esses elementos destoantes, que até então pareciam formar uma junção desarmônica, se unem em uma nova abordagem cinematográfica com fortes raízes no subgênero ‘terrir’. Por essa razão, a grande aposta do longa é  fazer o telespectador, principalmente aquele que ama cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, rir e sentir medo ao mesmo tempo. Sentimentos conflitantes, mas que exalam a sensação tida assistindo a nova obra da produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As risadas são garantidas pelas inesperadas ações de M3GAN, que vão desde uma dança do</span><i><span style="font-weight: 400;"> TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, logo antes do assassinato de um cidadão, até a </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> excêntrica que transita entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JRfuAukYTKg"><i><span style="font-weight: 400;">Titanium</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de  Sia e David Guetta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=My2FRPA3Gf8"><i><span style="font-weight: 400;">Wrecking Ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Miley Cyrus. Já o medo é ambientado com as mortes que a boneca promove a cada pessoa que, de acordo com suas impressões robóticas sensoriais, oferece algum tipo de risco à Cady. Na verdade, o medo da vilã não é que alguém arrisque a integridade física e mental da personagem interpretada por McGraw e sim interfira na doentia relação que ambas criaram. Por isso, com um jeito animalesco e amedrontador, ela executa qualquer pessoa ou animal que vire um obstáculo em seu laço com Cady. </span></p>
<figure id="attachment_30896" aria-describedby="caption-attachment-30896" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na cena há a atriz Allison Williams, uma mulher branca com cabelos longos castanhos e que veste uma blusa de manga longa azul. Por baixo dessa blusa de manga longa azul, ela veste uma blusa branca. A atriz olha um computador. O fundo da cena é uma sala desfocada com quadros variados." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-M3Gan-Texto-Persona-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30896" class="wp-caption-text">Allison Williams brilha na interpretação de uma engenheira robótica que não sonha com a maternidade, mas se vê obrigada a assumir esse papel (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção brinca muito bem com essas diferentes facetas. Porém, em muitos momentos, a obra escancara o seu viés mercadológico e isso não agrada &#8211; essencialmente, quando negligencia assuntos que mereciam atenção ao enfatizar a publicidade que se reverbera dentro e fora da ficção. Diversas questões importantes são levantadas &#8211; como a relação de crianças com o luto e os danos da utilização de brinquedos e equipamentos </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-tech/2023/01/megan-e-possivel-que-robos-oferecam-riscos-a-vida-humana/#:~:text=Na%20semana%20passada%2C%20estreou%20nos,riscos%20da%20tecnologia%20ao%20humano."><span style="font-weight: 400;">tecnológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> em excesso &#8211; mas, todos os pontos são abordados de forma totalmente superficial. Embora o gênero a qual pertence não seja focado exclusivamente na construção dos personagens e no desenvolvimento das temáticas sobre as quais discorre, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> falha em sustentar as situações que apresenta e se perde na proposta disruptiva que a todo momento tenta destacar na composição narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a direção de Gerard Johnstone é assertiva e equilibrada. O arco de M3GAN e toda sua construção vilanesca é um dos acertos da obra, desde as cenas iniciais da criação da boneca até as catárticas mortes provocadas por ela. Tudo isso vem com a representação de uma personagem que não é humana, mas que atrai a atenção de quem assiste e, mais do que isso, revela os porquês que a fizeram ser quem ela é: um robô androide assassino, mas com uma aparência totalmente doce e meiga. Um dos diferenciais da produção é desmistificar a ideia de que, para ser assustador, é necessário ser grotesco e monstruoso imageticamente. Com isso, a produção enfraquece as </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/filmes-terror-bonecos-assassinos/"><span style="font-weight: 400;">analogias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que poderia sofrer com seus antecessores, como os brinquedos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Billy (de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Jogos Mortais</span></i><span style="font-weight: 400;">) e</span> <span style="font-weight: 400;">Annabelle.</span></p>
<figure id="attachment_30898" aria-describedby="caption-attachment-30898" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/GIF-Texto-Persona.gif" alt="Cena do filme M3GAN. No GIF, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. No GIF, ela faz vários passos coreografados de uma dança repleta de acrobacias. Por fim, ela pega uma faca. O cenário é uma sala vermelha, com piso grafite." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-30898" class="wp-caption-text">A icônica dancinha que antecede um assassinato pode ganhar uma nova versão, já que uma sequência, intitulada de M3GAN 2.0, foi confirmada para Janeiro de 2025 (GIF: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser definido como suave, no mínimo. Quando esperamos ver um filme de terror, definitivamente não imaginamos acompanhar uma história como a desenvolvida por Wan e Cooper, que, inegavelmente, é muito mais </span><a href="https://canaltech.com.br/cinema/critica-m3gan-236762/"><span style="font-weight: 400;">cômica </span></a><span style="font-weight: 400;">do que amedrontadora. As perseguições da boneca trazem a adrenalina e o medo conhecidos pelo gênero, mas o texto dos personagens quebra qualquer chance imersiva que a obra poderia oferecer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, considerando que a </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/james-wan-fala-sobre-m3gan-video"><span style="font-weight: 400;">trama</span></a><span style="font-weight: 400;"> transita também para a ficção científica, é imprescindível enfatizar o bom trabalho da dupla de roteiristas no núcleo de engenheiros robóticos. Isso porque seria fácil  dificultar a compreensão dos diálogos por parte dos espectadores que não pertencem ao nicho. Os dois não se perdem em jargões técnicos e termos rebuscados, o que é extremamente recorrente em filmes com essa proposta tecnológica e científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que merece destaque é o conjunto de intérpretes. Allison Williams, que ganhou a merecida atenção com o ótimo </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Jordan Peele, defende sua protagonista com total entrega em</span><i><span style="font-weight: 400;"> M3GAN</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que não tenha um roteiro que a favoreça, ela abarca todas as singularidades que Gemma carrega: a vontade de não ser mãe, o desejo de alcançar sua estabilidade profissional e o luto pela perda de sua irmã e seu cunhado. Já Violet McGraw sabe muito bem como passear pelas camadas de sua personagem. A menina gera empatia no ato inicial e mostra vulnerabilidade, irrita nos insultos e agressões que tem com sua tia no segundo ato e faz o público admirar sua coragem no final da trama. Além das protagonistas, é essencial destacar o trabalho de Amie Donald como intérprete da boneca e Jenna Davis como dubladora, junto de Jen Brown (Tes), Kira Josephson (Ava) e Ronny Chieng (David). </span></p>
<figure id="attachment_30893" aria-describedby="caption-attachment-30893" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg" alt="Cena do filme M3GAN. Na foto, há uma robô humanoide branca com cabelos loiros na altura do ombro vestindo um sobretudo bege com um laço azul, amarelo e vermelho na gola. O sobretudo tem mangas curtas. A robô usa camisa de manga longa listrada cinza e bege abaixo do sobretudo. Ela está no centro e, em ambos os seus lados, existem cortinas beges" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-M3gan-Texto-Persona-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30893" class="wp-caption-text">Com arcos superficiais, a trama caiu no gosto do público e somou mais de<a href="https://aodisseia.com/m3gan-sucesso-bilheteria-filme/"> 7,3 milhões de reais</a> em bilheteria (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa usa e abusa da linguagem publicitária que demonstrou desde os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e divulgações, ancorando-se, principalmente, na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no mar de possibilidades que pode ofertar quando </span><a href="https://portalpopline.com.br/boneca-filme-m3gan-meme-dancando/"><span style="font-weight: 400;">memes</span></a><span style="font-weight: 400;">, canções e referências de outros filmes são trazidos à narrativa. Contudo, a estratégia, promissora no quesito divulgação, torna-se cansativa e entediante para quem acompanha os desdobramentos da boneca-robô assassina. A sensação é que cada cena terá um elemento caricato ou de </span><i><span style="font-weight: 400;">merchandising </span></i><span style="font-weight: 400;">para que a trama se auto sustente em uma proposta engraçada e publicitária, como um ciclo que não para de se retroalimentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim, como é típico em obras de terror que almejam sequências, não é uma finalização amarrada e sem brechas. Muito pelo contrário, a conclusão mostra que Wan e Cooper têm planos para a nova bonequinha do terrir. </span><a href="https://cinepop.com.br/james-wan-revela-como-teve-a-ideia-para-fazer-megan-exclusivo-386301/"><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já foi feito para ter continuação e só expõe o que já mostra no começo: é uma história inovadora de um brinquedo matador que possui diversos caminhos narrativos quando se tem a</span><i><span style="font-weight: 400;"> internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> como plano de fundo. Se o sonho de Wan era modernizar seu trabalho em uma proposta disruptiva, ele conseguiu. Mas sacrificar a narrativa de sua história realmente valeu o preço pago?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre risos e sustos, a produção cumpre algumas de suas promessas, como a de inovar o terrir e o </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher </span></i><span style="font-weight: 400;">com foco em </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/01/m3gan-7-filmes-de-terror-com-bonecos-assassinos-para-assistir-online-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">bonecos assassinos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, se perde na sua própria linguagem, linha narrativa e nos elementos externos que tenta incluir de forma totalmente exagerada. Aqui, o menos realmente seria mais. A sequência tem infinitas possibilidades de corrigir esses erros e uma delas é explorar ainda mais a tecnologia, as temáticas que envolvem a relação de pais e filhos com esse meio e os danos que o excesso pode causar não somente às crianças, mas também aos adultos. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">M3GAN </span></i><span style="font-weight: 400;">pode tomar cuidado com o excesso de humor e focar no medo que tanto atrai quem é fã de obras de terror, enfatizando ainda mais que uma boneca de aparência meiga também pode ser perigosa.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="M3GAN| Trailer 2 Oficial DUBLADO" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JcKRaUGJcqY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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