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	<title>Arquivos A Maldição da Residência Hill &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Shirley‌ ‌é‌ ‌a‌ ‌angústia‌ ‌de‌ ‌mulheres‌ ‌geniais‌ ‌em‌ ‌um‌ ‌mundo‌ ‌de‌ ‌homens‌ ‌medíocres</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2021 18:40:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Caroline Campos Quando a Netflix lançou A Maldição da Residência Hill em 2018, Shirley Jackson voltou aos trendings 53 anos após sua morte por insuficiência cardíaca. A grandiosa série de Mike Flanagan adaptou o romance mais infame da carreira de Jackson, A Assombração da Casa da Colina, escrito em 1959 e, hoje, considerado uma das &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/shirley-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Shirley‌ ‌é‌ ‌a‌ ‌angústia‌ ‌de‌ ‌mulheres‌ ‌geniais‌ ‌em‌ ‌um‌ ‌mundo‌ ‌de‌ ‌homens‌ ‌medíocres"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18751" aria-describedby="caption-attachment-18751" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-18751 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley.jpg" alt="Cena do filme Shirley. A esquerda, Elizabeth Moss, uma mulher branca de 38 anos, está de perfil olhando para a direita. Ela usa uma blusa branca de mangas compridas e seu cabelo é loiro e comprido e está solto. Ela segura com a mão direita o rosto de Odessa Young, uma mulher branca de 23 anos. Odessa também está de perfil, seu rosto está levemente levantado. Ela usa uma blusa vermelha. Seu cabelo é castanho claro e está solto. No fundo, há árvores. " width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Brody-Shirley-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18751" class="wp-caption-text">Uma cinebiografia de Shirley Jackson não funcionaria sem um pouco de suspense (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Campos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Residência Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2018, </span><a href="https://monicasanoli.com.br/2019/10/31/shirley-jackson/"><span style="font-weight: 400;">Shirley Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou aos </span><i><span style="font-weight: 400;">trendings </span></i><span style="font-weight: 400;">53 anos após sua morte por insuficiência cardíaca. A grandiosa série de Mike Flanagan adaptou</span> <span style="font-weight: 400;">o romance mais infame da carreira de Jackson, </span><a href="https://valkirias.com.br/a-assombracao-da-casa-da-colina-o-terror-psicologico-de-shirley-jackson/"><i><span style="font-weight: 400;">A Assombração da Casa da Colina</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrito em 1959 e, hoje, considerado uma das maiores obras de terror do século XX. Em 2020, foi a vez da própria autora ganhar uma adaptação de sua vida conturbada, dessa vez pelas mãos habilidosas de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/conheca-diretoras-que-revolucionam-o-terror-moderno-lista/"><span style="font-weight: 400;">Josephine Decker</span></a><span style="font-weight: 400;"> e com produção executiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-bons-companheiros-30-anos/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. Shirley</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com o protagonismo de Elizabeth Moss, é uma biografia desconfortável de uma mulher assustadora &#8211; no melhor dos sentidos. </span></p>
<p><span id="more-18750"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Shirley é (ou, bem, era) casada com Stanley Hyman, um professor universitário cínico e prepotente em relação à esposa, mas extremamente querido pela comunidade acadêmica ao seu redor. Interpretado por </span><a href="https://www.insider.com/elisabeth-moss-praises-michael-stuhlbarg-in-shirley-2020-6"><span style="font-weight: 400;">Michael Stuhlbarg</span></a><span style="font-weight: 400;">, Stanley é um par adequado ao estado de espírito de sua parceira &#8211; os dois são companhias bem desagradáveis, diga-se de passagem, e Rose e Fred Nemser não demoram muito a descobrir. O casal de estudantes, vivido por Logan Lerman e Odessa Young, passa pelo primeiro e agitado ano de casamento quando são convidados a se hospedar na casa de Shirley e Stanley. Em uma dinâmica gato-e-rato, os jovens se vêem vítimas sutis do humor cruel da escritora e de seu marido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rose inicia o filme lendo, encantada, </span><a href="https://entrecontos.com/2016/10/25/a-loteria-classico-shirley-jackson/"><i><span style="font-weight: 400;">A Loteria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o conto mais chocante de </span><a href="https://observador.pt/especiais/dona-de-casa-desesperada-cem-anos-de-shirley-jackson/"><span style="font-weight: 400;">Shirley Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foi publicado na revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker </span></i><span style="font-weight: 400;">em 1948. Ela e Fred já se encaminhavam à residência da autora, de quem Rose é uma grande admiradora, e a jovem se apressa a tentar estabelecer algum tipo de relação com Jackson. No entanto, o futuro lar dos Nemser apresenta suas obscenas limitações, pois enquanto Shirley sofre de um bloqueio criativo e não consegue sair da cama, Stanley se envolve com diversas mulheres da universidade e faz pequenos jogos de submissão com sua esposa. </span></p>
<figure id="attachment_18752" aria-describedby="caption-attachment-18752" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-18752 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080.jpg" alt="Cena do filme Shirley. A esquerda, Michael Stuhlbarg, um homem branco de 52 anos está sentado. Ele tem cabelos e barba escuros e usa óculos quadrados de aro preto. Ele está com uma camisa branca, uma blusa bege ao redor e usa calças pretas. Em seu colo, possui um livro de capa vermelha. A direita da imagem, Elizabeth Moss, uma mulher branca de 38 anos, está sentada. Ela usa um vestido bege com padrão florido amarelo claro e óculos quadrados com aro preto. Seu cabelo é loiro e está preso. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/25538_1920x1080-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18752" class="wp-caption-text">A caracterização de Elizabeth Moss como Shirley Jackson ficou interessantíssima, apesar das visíveis diferenças físicas entre ambas (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que Fred se aproxima da mesma vivência do professor, seu </span><i><span style="font-weight: 400;">mestre</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">intelectual</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rose se apega ao cotidiano estressante e obsessivo de Shirley, criando um laço no melhor estilo criador-criatura. Sarah Gubbins, roteirista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shirley</span></i><span style="font-weight: 400;">, constrói um suspense pautado numa casa sufocante com personagens agressivos e manipuladores, mas que ainda permite apoio entre duas mulheres que experienciam a </span><a href="https://www.frightlikeagirl.com.br/2019/09/shirley-jackson-sempre-vivemos-no.html"><span style="font-weight: 400;">sociedade patriarcal</span></a><span style="font-weight: 400;"> de formas diferentes. Shirley é maldosa demais, Rose é boazinha demais.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as melhores encaradas saídas diretamente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-handmaids-tale-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid&#8217;s Tale</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Elizabeth Moss se torna amiga íntima da câmera. O filme se passa no período em que a autora estava escrevendo </span><a href="https://www.literaryladiesguide.com/book-reviews/hangsaman-shirley-jackson-1952-review/"><i><span style="font-weight: 400;">Hangsaman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu segundo romance &#8211; mas tratado como o primeiro pela obra de Decker. Perturbada pelo desaparecimento de uma jovem, que se torna a inspiração para o novo livro, Shirley a funde com Rose, passando a ter visões quase que oníricas de sua personagem perdida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A autora sofria com o mesmo mal de Constance, sua protagonista no perturbador </span><a href="http://valkirias.com.br/sempre-vivemos-no-castelo/"><i><span style="font-weight: 400;">Sempre Vivemos no Castelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: a <a href="https://www.vittude.com/blog/agorafobia/">agorafobia</a>. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shirley</span></i><span style="font-weight: 400;">, o roteiro baseado no livro de Susan Scarf Merrel opta por premeditar o medo da autora de sair de casa. Segundo a crítica </span><a href="https://www.tor.com/2020/06/09/shirley-shirley-jackson-josephine-decker-elisabeth-moss-psychological-horror-film-review/"><span style="font-weight: 400;">Leah Schnelbach</span></a><span style="font-weight: 400;">, Shirley, na verdade, só desenvolveu a fobia nos anos 60, bem depois dos acontecimentos de Decker. Além disso, se no filme a autora é retratada como uma mulher resistente à vida de casada e à maternidade, Shirley já era mãe de três enquanto escrevia </span><i><span style="font-weight: 400;">Hangsaman.</span></i></p>
<figure id="attachment_18753" aria-describedby="caption-attachment-18753" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-18753 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5ee15af2b3430.image_.jpg" alt="Cena do filme Shirley. A esquerda, Logan Lerman, um homem branco de 29 anos, está de pé. Ele usa camisa azul e calça bege com cinto preto. Seu cabelo é rente e preto. A direita e um passo atrás, Odessa Young, uma mulher branca de 23 anos, está de pé. Ela usa uma blusa branca de rende e saia amarela. Em seu ombro direito, há uma bolsa preta pendurada. Seu cabelo é castanho e vai até os ombros. Na sua mão esquerda, ela segura um bolo. " width="1200" height="648" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5ee15af2b3430.image_.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5ee15af2b3430.image_-300x162.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5ee15af2b3430.image_-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/5ee15af2b3430.image_-768x415.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18753" class="wp-caption-text">Victoria Pedretti, a Nellie de Maldição da Residência Hill, faz uma participação especial em Shirley; na foto, Logan Lerman e Odessa Young (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As mudanças narrativas ressaltam a confusão de Josephine Decker em definir o tom de sua cinebiografia. As escolhas a fim do drama e do suspense deixam o espectador desorientado quanto a veracidade de algumas situações, mas também estabelecem um ar mais autoral ao longa. </span><i><span style="font-weight: 400;">Shirley</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mantém respirando principalmente por conta de Odessa Young que, com seu final ambíguo e libertador, é capaz de despertar a simpatia de quem a assiste, mesmo depois da sucessão de repulsa em que os personagens se envolvem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O breve relacionamento amoroso entre Shirley e Rose chama a atenção de início com seus flertes suaves e seus entrelaçamentos de pés embaixo da mesa de jantar, só para acabar se perdendo na atmosfera aborrecida da casa. A </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,bbb-20-buscas-por-sororidade-no-google-sobem-250-apos-fala-de-manu-gavassi,70003193892"><span style="font-weight: 400;">sororidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, palavra que subiu 250% nas suas buscas depois do </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB 20</span></i><span style="font-weight: 400;">, sustenta o cotidiano das mulheres de Josephine Decker e orienta as ações que se desenrolam nas últimas cenas. Enquanto Rose está preparada para bater de frente com Fred para o resto da vida, Shirley segue sua relação desarranjada e caótica com Stanley. O equilíbrio perfeito para um filme desequilibrado.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Shirley</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou ao Brasil pela 44ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema de São Paulo, na seção Perspectiva Internacional, e foi exibido no Festival de Berlim. A vida de </span><a href="https://literaturapolicial.com/2019/08/08/9-curiosidades-sobre-shirley-jackson-icone-da-literatura-de-horror/"><span style="font-weight: 400;">Shirley Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se tornou leitura obrigatória em escolas estadunidenses, pode ser tão assustadora quanto suas histórias. A mulher que influenciou nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-outsider-critica/"><span style="font-weight: 400;">Stephen King</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-american-gods/"><span style="font-weight: 400;">Neil Gaiman</span></a><span style="font-weight: 400;"> vivia não só da escrita, mas pela escrita. E viver não tem a mesma graça sem um pouquinho de medo.</span></p>
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		<title>A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2018 10:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Maquiada como uma produção de terror e fantasmas, A Maldição da Residência Hill usa de artifícios do gênero para tratar de uma relação familiar conturbada e extremamente relacionável ao mundo fora das telas. Transitando entre o passado e o presente dos moradores da Hill House, a produção de Mike Flanagan trabalha com alegorias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11245" aria-describedby="caption-attachment-11245" style="width: 909px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11245" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-300x169.jpg" alt="" width="909" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11245" class="wp-caption-text"><em>O novo drama de suspense e terror da Netflix foi inspirado por Lost, revelou o criador Mike Flanagan (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Maquiada como uma produção de <a href="http://personaunesp.com.br/buffy-caca-vampiros-critica/">terror</a> e <a href="http://personaunesp.com.br/a-freira-critica/">fantasmas</a>, <em>A Maldição da Residência Hill </em>usa de artifícios do gênero para tratar de uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ibHErzMzp2g">relação familiar conturbada</a> e extremamente relacionável ao mundo fora das telas. Transitando entre o passado e o presente dos moradores da Hill House, a produção de Mike Flanagan trabalha com alegorias e cria a melhor série original do ano da gigante de<em> streaming</em>.<br />
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<p>Mesmo pautada nos fundamentos já <a href="http://personaunesp.com.br/maldicao-casa-winchester-critica/">batidos</a> do terror – casa mal-assombrada, crianças, vultos ao fundo –, o seriado acerta a mão em não posicionar sob seu holofote os espíritos que residem na <em>Hill House</em>. Talvez uma das únicas produções que se propõe a estudar e analisar o pós disso tudo: quais feridas psicológicas são deixadas nas pessoas que experienciaram esses horrores?</p>
<p>A trama acompanha a família Crain, que se muda para a Residência Hill com o intuito de reformar a casa para vendê-la por um preço alto no fim do verão. Os pais e os cinco filhos acabam sofrendo com os espíritos que habitam a mansão. Já adultos, os irmãos são forçados a voltar para essa realidade quando uma tragédia une a família mais uma vez.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="THE HAUNTING OF HILL HOUSE Trailer (2018)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dA2OngsNXXk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fator interessante é que as crianças só residiram na mansão durante um verão &#8211; tempo suficiente para que sofressem com consequências que carregaram até a vida adulta. O roteiro tem uma mão cirúrgica para dedilhar temas como abuso de drogas, depressão e até a negação perante o passado. Além de <em>linkar</em> de maneira extremamente limpa e orgânica as duas linhas temporais. Cada um dos irmãos sofre a sua maneira, mesmo tendo passado pelos mesmos eventos traumatizantes.</p>
<p>A abordagem da persona de cada familiar Crain, já detonada na própria infância, evolui exponencialmente. A escolha dos atores mirins é outro feliz acerto da <em><a href="http://personaunesp.com.br/tag/netflix/">Netflix</a></em>. <em>Hill House</em> sai tanto da curva do terror comum que em diversos momentos parecia estar assistindo um episódio da série <em>hit</em> americana <a href="http://personaunesp.com.br/this-is-us-2-critica/"><em>This Is Us</em></a> que, assim como a produção da plataforma de <em>streaming</em>, constrói relações de empatia público-personagens e abusa de linhas cronológicas passeando entre <a href="http://personaunesp.com.br/donnie-darko/">o antes e o agora</a>.</p>
<figure id="attachment_11250" aria-describedby="caption-attachment-11250" style="width: 1021px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11250" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-300x169.jpg" alt="" width="1021" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11250" class="wp-caption-text"><em>A dinâmica infância e vida adulta casa bastante com a de It – A Coisa, livro de Stephen King adaptado pros cinemas nos anos 90 e novamente em 2017 (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O escritor Steven (Michiel Huisman) trabalha as nuances no limite entre negação e sanidade; a agente funerária Shirley (Elizabeth Reaser) é uma força da natureza, internaliza mágoa e lida com os frutos de decisões de seu passado; Theo (Kate Siegel) é a psicóloga infantil e também a Crain que carrega a melhor trama de apoio da série. Todos os momentos que envolvem sexualidade e culpa da personagem já valem a empreitada de maratonar os dez episódios.</p>
<p>Os gêmeos Luke (Oliver Jackson-Cohen) e Nell (Victoria Pedretti) complementam a prole de Olívia (Carla Gugino) Devo abrir um parênteses para falar sobre essa atriz: excepcional, que tem um olhar incisivo e uma calma terna que assusta quando a mulher começa a se seduzir pelos males da casa. O pai da casa é Hugh (Henry Thomas, na versão adulta e Timothy Hutton na idosa).</p>
<p>Luke sofre com o vício, e seus fantasmas na casa em momento algum se materializam em figuras pálidas e esguias. O temor que a atuação de Jackson-Cohen transmite é sempre carregado de um medo sobrenatural de si mesmo. Nell é a catapulta da história, é a partir dela que a família volta a ter contato com a casa e, enfim, enfrentar demônios já enraizados. É ela também que tem o melhor <em>plot-twist</em>.</p>
<p><figure id="attachment_11252" aria-describedby="caption-attachment-11252" style="width: 911px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-300x169.jpg" alt="" width="911" height="513" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11252" class="wp-caption-text"><em>A série é inspirada no livro A Assombração da Casa da Colina (1953), da autora Shirley Jacskon [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure>O foco da produção na troca entre os membros da família acaba colocando os fantasmas em segundo plano – às vezes, literalmente, já que <em>Hill House</em> é recheado de vultos e convidados indesejados em quase todas as cenas. Houve até um cuidado estratégico em posicionar a cenografia de maneira a qual tudo casasse no plano final. Tanto que o roteiro nem se dá ao trabalho de enumerar as assombrações ou narrar suas origens em diálogos expositivos. Aqui, os fantasmas são alegorias, elementos narrativos que tem como função primária a de mover a trama da família. Mas que, vez ou outra, arrancam um susto enorme. Cuidado com a cena do carro.</p>
<p>Outro grande trunfo de <em>Hill House</em> é sua direção de arte. Desde o <em>design</em> de produção, a construção de cenários grandiosos (os ambientes internos são verdadeiras pinturas), passando pela equipe de iluminação que sabe muito bem como e quando mostrar certos segmentos da mansão. E, finalmente, a fotografia. Magistral, o sexto episódio foi todo gravado em quatro <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6XMuUVw7TOM">planos-sequência</a> (tomada sem cortes). O cenário teve de ser construído para que a execução fosse perfeita, com passagens para elenco e equipe se esgueirarem enquanto a câmera de Flanagan transitava entre enormes tempestades.</p>
<figure id="attachment_11254" aria-describedby="caption-attachment-11254" style="width: 875px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x200.jpg" alt="" width="875" height="583" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11254" class="wp-caption-text"><em>O Quarto Vermelho é a catarse poética que Mike Flanagan usa para selar a história da família Crain (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O último episódio é um <em>show</em> a parte, emocionante e dotado de uma paixão efervescente. A direção de Michael Flanagan imprime na conclusão da série a aura necessária para que seja lembrada na posteridade. Assim como <em>Invocação do Mal 2</em> (2016) e <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/">Hereditário</a></em>(2018) conseguiram fazer, <em>A Maldição da Residência Hill</em> é um terror de qualidade tão alta que consegue pular barreiras e quebrar correntes de gênero.</p>
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