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	<title>Arquivos A Família Mitchell &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é autêntico e memorável</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 16:37:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Flora Vieira A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (2021) é o mais novo resultado de um acordo realizado entre as empresas Netflix e Sony: nele, foi decidido que os filmes da Sony e suas subsidiárias (isso inclui a Sony Pictures, produtora do filme), seriam lançados não só no cinema, mas também no serviço &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é autêntico e memorável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20877" aria-describedby="caption-attachment-20877" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-20877 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mitchel-e-a-revolta-das-maquinas-poster.jpg" alt="Banner de divulgação do filme A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas. A cena é uma animação, com a família dentro de um carro laranja, voando, e o logo do filme aparecendo ao lado. A Família está em fonte branca, Mitchell em laranja, E a Revolta das em branca, e Máquinas azul. Ao fundo, vemos uma cidade, o céu cristalino e vários objetos flutuando a órbita do veículo." width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mitchel-e-a-revolta-das-maquinas-poster.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mitchel-e-a-revolta-das-maquinas-poster-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/mitchel-e-a-revolta-das-maquinas-poster-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20877" class="wp-caption-text">Linda, Aaron, Katie e Rick, da esquerda para a direita, e Munchi, o cão, na frente (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Flora Vieira</strong></p>
<p><i></i> <i><span style="font-weight: 400;">A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas </span></i><span style="font-weight: 400;">(2021) é o mais novo resultado de um acordo realizado entre as empresas </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/sony-fecha-acordo-com-a-netflix-filmes-exclusivos"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: nele, foi decidido que os filmes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony</span></i><span style="font-weight: 400;"> e suas subsidiárias (isso inclui a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;">, produtora do filme), seriam lançados não só no cinema, mas também no serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse em específico estava planejado para ser distribuído apenas no cinema, mas uma pandemia entrou no caminho, e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">ganhou no catálogo uma animação cheia de identidade, um drama bem construído e uma comédia de primeira. O mote &#8216;para todos os públicos&#8217; se faz valer aqui: da criança pequena ao adulto calejado, qualquer um se diverte assistindo a essa obra prima.</span></p>
<p><span id="more-20876"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pelo aspecto mais óbvio, a animação se destaca com elementos tanto do </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto do </span><i><span style="font-weight: 400;">2D</span></i><span style="font-weight: 400;">, num estilo que lembra muito </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha no Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), outro filme da produtora. Aqui, diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece com um pouco mais de definição, e o </span><i><span style="font-weight: 400;">2D</span></i><span style="font-weight: 400;"> (a melhor parte) aparece em formato de desenhos como se feitos em papel, com canetas, lápis, grifa-textos e outros improvisos de papelaria. Esse formato tem também um propósito narrativo, porque esses desenhos são criados pela protagonista da história, Katie.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em Katie, outro aspecto brilhante de <em>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</em> são seus personagens e seus conflitos. Katie (</span><a href="https://www.imdb.com/name/nm3434305/"><span style="font-weight: 400;">Abbi Jacobson</span></a><span style="font-weight: 400;">) é uma garota extrovertida, criativa e apaixonada por Cinema, que busca aprovação do pai, Rick (</span><a href="https://www.imdb.com/name/nm1144419/"><span style="font-weight: 400;">Danny McBride</span></a><span style="font-weight: 400;">), um entusiasta da natureza que pouco se interessa por tecnologia e não se conecta com a filha. Os personagens de apoio, Linda (a mãe, interpretada por </span><a href="https://www.imdb.com/name/nm0748973/"><span style="font-weight: 400;">Maya Rudolph</span></a><span style="font-weight: 400;">), e Aaron (o irmão mais novo da família, interpretado por </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/a-familia-mitchell-e-a-revolucao-das-maquinas-entrevista-michael-rianda"><span style="font-weight: 400;">Michael Rianda</span></a><span style="font-weight: 400;">, o próprio diretor) servem de mediadores do conflito, mas não deixam de ter, cada um, suas diferenças: Linda é determinada e sensível, e Aaron, excêntrico, divertido e com hiperfixação em dinossauros (pois é).</span></p>
<figure id="attachment_20878" aria-describedby="caption-attachment-20878" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-20878 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/robos.jpg" alt="Cena do filme A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas. Nela, vemos uma porção de robôs brancos ajoelhados em pose de guerra em uma rua movimentada, cheia de banners e telões luminosos em prédios, de noite." width="1200" height="649" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/robos.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/robos-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/robos-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/robos-768x415.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20878" class="wp-caption-text">Os robôs do filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto diferente do drama para uma animação é o esforço do filme em fazer um paralelo entre Katie e Rick, expondo ambos os lados de um conflito não só de interesses, mas também </span><a href="https://gestaoescolar.org.br/conteudo/2153/eja-como-lidar-com-os-conflitos-geracionais"><span style="font-weight: 400;">geracional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os dois têm dificuldades de enxergar o mundo um do outro, e a história aos poucos faz essa conexão, partindo vezes de um interesse de lá, vezes de uma reivindicação de cá, para no terceiro ato fazer com que cada um tenha que usar o que aprendeu com o outro para vencer a grande ameaça do filme: </span><i><span style="font-weight: 400;">A Revolta das Máquinas</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa tal ameaça já é batida no Cinema e na Literatura, e o filme sabe bem disso. Desde os tempos de </span><a href="https://canaltech.com.br/ciencia/100-anos-de-isaac-asimov-e-seu-legado-para-a-geracao-da-era-tecnologica-163061/"><span style="font-weight: 400;">Asimov</span></a><span style="font-weight: 400;">, com o livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Robô </span></i><span style="font-weight: 400;">(1950), até o “mais recente” </span><a href="https://cinemaedebate.com/2009/12/31/o-exterminador-do-futuro-1984/"><i><span style="font-weight: 400;">Exterminador do Futuro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1985), a história é sempre a mesma: uma inteligência artificial toma conta das máquinas com o objetivo de dominar o mundo. Essa inteligência artificial, outrora </span><i><span style="font-weight: 400;">Vicky </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Skynet</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqui se torna uma representação de grandes empresas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Facebook</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Google</span></i><span style="font-weight: 400;">, até com um </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> similar e sugestivo se comparada às duas últimas. Pal</span> <span style="font-weight: 400;">(Olivia Colman) é uma assistente virtual que, após a constatação de que se tornará obsoleta, toma o controle dos robôs que a substituiriam e inicia a cruzada para a dominação mundial (uau, eu sei – que medo).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como dito anteriormente, o filme sabe bem com o que lida porque, apesar do uso de (muitos) clichês, eles se justificam na medida em que não só servem de plano de fundo para a comédia, mas também são referências diretas a outras obras do Cinema, e tudo isso ainda se conecta com a paixão da protagonista pelo universo cinematográfico. Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Robô </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Exterminador do Futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, estão presentes outras mais sutis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jogos-vorazes/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/tag/star-wars/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Guerra Infinita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, entre outras). Elas soam como um tempero nas sequências de ação, também recheadas de comédia, além de uma baita identidade visual.</span></p>
<figure id="attachment_20879" aria-describedby="caption-attachment-20879" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-20879 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Furby.jpg" alt="Cena do filme A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas. Nela, vemos um Furby gigante, escuro e com bico amarelo-alaranjado. Na parte de baixo da imagem tem uma legenda em caixa alta e fonte branca que diz: A DOR SÓ ME FAZ MAIS FORTE!!!" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Furby.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Furby-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Furby-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Furby-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20879" class="wp-caption-text">Furbies! (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia é outra coisa que faz do filme especial, e é feita de forma bastante respeitosa. Digo isso porque ela não foi feita por pessoas que são como o Rick e não entendem de tecnologia ou cultura das redes sociais, mas que são como a Katie, inseridas e bem versadas neste mundo. Nunca tinha visto uma comédia voltada para a minha geração antes, e foi uma surpresa muito boa. Quer dizer, tem </span><a href="https://noticias.r7.com/hora-7/fotos/furby-o-brinquedo-que-vendeu-milhoes-e-depois-se-tornou-maldito-10032020#/foto/8"><i><span style="font-weight: 400;">Furbies</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nesse filme. </span><i><span style="font-weight: 400;">Furbies</span></i><span style="font-weight: 400;">! Eu via os bichinhos em lojas de brinquedo e eles têm um papel maravilhoso nesse filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Família Mitchell</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">e A Revolta das Máquinas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom filme para ver em família. Deixa mensagens positivas que engrandecem a compreensão sobre o universo do outro sem deixar de lado a autenticidade e peculiaridades que nos definem. E faz isso com personagens carismáticos, conflitos facilmente relacionáveis, referências para todos os lados e uma animação de encher os olhos.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas-critica/">A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas é autêntico e memorável</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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