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	<title>Arquivos 2025 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 13:00:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra  Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, Alabama: Presos do sistema têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da HBO indicada ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário, mostra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-alabama-presos-do-sistema/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37081" aria-describedby="caption-attachment-37081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-800x450.png" alt="Cena de Alabama: Presos do Sistema. Homens vestidos com uniformes brancos caminham em fila por um corredor ao ar livre cercado por grades e arame farpado, ao lado de um prédio carcerário." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-7.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37081" class="wp-caption-text">“Como um jornalista pode ir para uma zona de guerra, mas não pode entrar em uma prisão nos Estados Unidos da América?” disse Melvin Ray, detento no Alabama, à documentarista (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alabama: Presos do sistema </span></i><span style="font-weight: 400;">têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> indicada ao </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3dmm1047ndo"><span style="font-weight: 400;">Oscar 2026</span></a><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Documentário, mostra que a realidade é muito pior do que se possa imaginar. Nesse sentido, o longa se destaca por atravessar os muros – literalmente – ao manter contato direto com os presidiários através de aparelhos telefônicos comumente contrabandeados obtidas a partir de mais de seis anos de investigação a respeito do sistema carcerário do estado do Alabama, nos Estados Unidos.</span></p>
<p><span id="more-37078"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título traduzido carrega o posicionamento do longa: as pessoas privadas de liberdade no Alabama não estão presas a uma sentença, mas sim a um sistema, algo muito maior do que as 28 instituições estaduais. Essa ideia pode fazer sentido em muitos outros cenários carcerários, no entanto, o sistema desse estado é um dos mais polêmicos e mortais, considerado, inclusive, </span><a href="https://www.npr.org/2020/07/23/894830930/doj-alabama-prisons-for-men-are-unconstitutional-because-staff-abuse-inmates"><span style="font-weight: 400;">inconstitucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo</span> <span style="font-weight: 400;">Departamento de Justiça dos Estados Unidos devido às condições precárias e aos abusos de poder e violência por parte dos servidores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui se encontra o ponto chave do trabalho dos diretores Andrew Jarecki</span><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/cultura/serie-crimes-the-jinx-volta-desfecho-surpreendente/"><i><span style="font-weight: 400;">The Jinx</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Charlotte Kaufman: se um </span><span style="font-weight: 400;">dos aspectos mais importantes da apuração jornalística é a fonte, o que fazer quando as histórias que estão sendo investigadas se passam dentro de um presídio? O que fazer quando apenas um lado consegue constantemente expor a sua versão na mídia tradicional e através das fontes oficiais? No início do longa, Jarecki demonstra dificuldades em acessar o cerne do problema e ter contato direto com os presidiários através de visitas regulares em virtude da extrema dificuldade de acesso da imprensa a esses lugares.</span></p>
<figure id="attachment_37079" aria-describedby="caption-attachment-37079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-800x450.jpg" alt="Cena de Alabama: Presos do Sistema. Há um grupo de pessoas reunidas em uma manifestação. Elas seguram grandes retratos de diversos homens com expressões sérias em um fundo neutro. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2.jpg 2000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37079" class="wp-caption-text">Os relatos dos detentos aliados as investigações paralelas dos criadores leva a exposição de casos de violência extrema, que não são isolados (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o primeiro e </span><a href="https://youtu.be/vadQsrAHLSw?si=r3R2401oh38gBv5z&amp;t=27"><span style="font-weight: 400;">conturbado</span></a><span style="font-weight: 400;"> contato, um grupo de detentos ativistas decide pedir para que um projeto de denúncia se tornasse realidade. Assim, foi preciso pensar em algo diferente; sem câmeras profissionais, iluminação e microfones de alto nível, o conteúdo chega através de uma imagem de má qualidade, frequentemente comprometida pelo sinal de internet ou interrompida por visitas dos agentes carcerários. O amadorismo toma conta em função da necessidade, mas, no que diz respeito à condução das entrevistas e a edição do longa, o profissionalismo é muito bem executado a fim de apurar o necessário para que fosse estabelecida a tese central do documentário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É interessante perceber a movimentação das testemunhas – que são os câmeras e narradores ao mesmo tempo – em contribuir com a produção. É como se aquela fosse uma chance única de fazer algo inédito. Assim, surgem narrativas permeadas de violência e segredos. Além disso, as imagens mostram ambientes insalubres, extremamente lotados, homens doentes – inclusive adictos – e sem qualquer tratamento. São lugares onde a ressocialização parece não ter vez. Em alguns aspectos, lembram de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carandiru </span></i><span style="font-weight: 400;">(2009), o filme brasileiro que retrata histórias e a </span><a href="https://youtu.be/9E8BpLo1D7g?si=UCf1YvNlrb-Hmovm"><span style="font-weight: 400;">chacina</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma rede prisional em São Paulo, inspirado em um livro de memórias do Dr. Drauzio Varella. São dois fatores compartilhados que evocam essa lembrança: a pessoalidade dos relatos e as cenas chocantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desenrolar do documentário acontece quase como um </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto as histórias vão chegando aos profissionais através das gravações, ligações e mensagens, o público vai tomando contato com alguns casos concretos de vítimas de violência dentro das prisões, além de conhecer de perto as </span><a href="https://youtu.be/RAo8xufzXVo?si=qHKpSjJMT1by3K-k&amp;t=126"><span style="font-weight: 400;">famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se unem por justiça. Além disso, a obra aborda o contexto político dos Estados Unidos e do Alabama no que diz respeito aos conflitos entre o governo estadual e o Departamento de Justiça. O primeiro condenou qualquer tipo de intervenção do órgão federal, pois afirmou que os problemas do Alabama deveriam ser solucionados internamente, daí o título original </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alabama Solution</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_37080" aria-describedby="caption-attachment-37080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x533.jpg" alt="Cena de Alabama: Presos do Sistema. Vários homens usando uniformes brancos estão posicionados em um campo gramado e dão as mãos, formando um grande círculo. No fundo, aparece árvores e o céu azul." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1.jpg 900w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37080" class="wp-caption-text">Os principais narradores, Melvin Ray, Robert Earl e Raoul Paul foram transferidos e colocados em solitária durante a divulgação do filme (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que existem vítimas do outro lado da moeda, que sofreram algo que causou a prisão dos homens aos quais assistimos, no entanto, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/pcc-poder-secreto-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> não chega nem perto e não tem a mínima intenção de inocentar nenhum dos detentos – e pressupor tal posicionamento seria de tamanha ignorância. O que importa para os envolvidos no projeto é a lei e o bem público. De um lado, os detentos cumprem a pena; a lei é seguida; de outro, a produção aponta que os criminosos estão perdendo não a liberdade, mas a dignidade. Diante dos casos letais de violência e negligência apresentados, é como se a pena de morte, legalizada nos Estados Unidos, ocupasse um papel não oficial no sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista, Kauffman afirmou que o estado gasta </span><a href="https://youtu.be/IuzYbR7Tn8c?si=WP2F_DqSmxIrTZVf&amp;t=335"><span style="font-weight: 400;">80 bilhões</span></a><span style="font-weight: 400;"> de dólares com a rede prisional. A co-diretora pontua que a população não sabe como esse dinheiro é investido e parte do princípio de que a transparência é essencial para determinar em que medida o sistema funciona ou prejudica ainda mais a sociedade. Nesse sentido, é construído um material sóbrio, informativo e que também provoca as mais variadas emoções em razão da progressão rítmica e temática realizada com maestria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à corrida pelo Oscar, um dos principais concorrentes foi a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-vizinha-perfeita-conheca-historia-do-documentario-no-top-10-da-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">A vizinha Perfeita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), que também adota um estilo diferenciado: quase todo o documentário é composto por gravações de câmeras das roupas de policiais e de segurança. Entretanto, no fim a estatueta foi para </span><a href="https://youtu.be/pd2NuCDqlRI?si=Zt2MuWBcrPNj6eck&amp;t=49"><i><span style="font-weight: 400;">Mr. Nobody Against Putin</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2025), que</span> <span style="font-weight: 400;">expõe a máquina de propaganda russa e a militarização das escolas do país. De qualquer forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alabama Solution </span></i><span style="font-weight: 400;">cumpre seu papel para além das telas, e ao alçar voos tão altos na temporada de premiações, segue instigando debates múltiplos.</span></p>
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		<title>Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 13:00:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Flávia Ferracini Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ubermensch-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36987" aria-describedby="caption-attachment-36987" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-800x600.png" alt="G-DRAGON caminhando em um show em meio a multidão. Fotografia retangular, ao fundo seus fãs no estádio, com o cantor ao centro. G-DRAGON é um homem asiático, de cabelos platinados com detalhes em azul. Ele veste uma regata branca, um sobretudo preto com botões brancos e detalhes de crochê na gola. Ele passa pela multidão enquanto canta e segura um microfone branco à sua frente." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-2.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36987" class="wp-caption-text">G-Dragon caminha em meio a multidão durante a Übermensch Tour</figcaption></figure>
<p><b>Flávia Ferracini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, </span><i><span style="font-weight: 400;">G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde chega pelas mãos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Sato Company</span></i><span style="font-weight: 400;">. O diretor, conhecido por outros trabalhos com G-DRAGON e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yfGYK_X7xXM&amp;pp=ygUhQklHQkFORzEwIHRoZSBNb3ZpZTogQklHQkFORyBNQURF&amp;pbjreload=102"><span style="font-weight: 400;">BIGBANG</span></a><span style="font-weight: 400;">, traz seu olhar que consegue equilibrar estética e introspecção, traduzindo a energia performática do artista em imagens que exploram o limite entre o humano e o sobre-humano – o que é ser ‘além do homem’ dentro de uma indústria que exige perfeição constante.</span></p>
<p><span id="more-36986"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase uma década desde o seu último lançamento, o EP</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2koSNfchdUxqw1rPJO87aH?si=Z1Ymp28fQdSq1bJ7HP4hAg"><i><span style="font-weight: 400;">Kwon Ji Yong</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e da turnê mundial</span><i><span style="font-weight: 400;"> Act III: M.O.T.T.E</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a maior já realizada por um solista sul-coreano na época –, G-DRAGON retornou aos palcos com </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4FviRd7FubuuGNVt2qME1G?si=nBzC8cH6QCesIFCPHGIzFg"><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, projeto que marcou não apenas sua volta à música, mas também ao centro da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">global. O filme-concerto, que acompanha a turnê, é uma celebração visual da potência criativa e da identidade do astro, revisitando grandes sucessos de sua carreira solo e também de seu grupo, o BIGBANG.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;">, traduzido como ‘além-do-homem’, é um conceito filosófico descrito em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assim Falou Zaratustra</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Friedrich Nietzsche. O termo se refere a um ser em busca de autossuperação e autenticidade, alguém que transcende convenções e cria seu próprio caminho. Escolher esse conceito para nomear seu retorno é mais do que um gesto estético: é uma declaração sobre a essência de G-DRAGON, artista que sempre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8I51kSq448"><span style="font-weight: 400;">desafiou padrões</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro e fora da indústria do </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36989" aria-describedby="caption-attachment-36989" style="width: 559px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-559x800.png" alt="G-DRAGON performando em um dos shows da sua turnê Übermensch. Fotografia retangular, ao fundo vemos desfocado um efeito de fogo e um telão de seu show. G-DRAGON está ao centro da fotografia, vestindo uma jaqueta de rosas vermelhas e rosas brancas nos punhos, em sua cabeça uma coroa vermelha. Ele usa óculos de sol e apresenta uma expressão confiante enquanto aponta para frente com as mãos quase em de arma. " width="559" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-559x800.png 559w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-716x1024.png 716w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2-768x1099.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1-2.png 959w" sizes="auto, (max-width: 559px) 85vw, 559px" /><figcaption id="caption-attachment-36989" class="wp-caption-text">Os figurinos de G-Dragon complementam ainda mais o espírito de suas obras</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No filme, essa filosofia se traduz em imagens de força e vulnerabilidade. Com uma direção que amplifica o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ixU40WqmzeY"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;">, coreografias intensas e uma </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist</span></i><span style="font-weight: 400;"> que passeia por todas as suas eras, </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> funciona como um auto retrato artístico em movimento. Em suas próprias palavras, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch significa continuar em frente [&#8230;] aceitar novos desafios, mesmo que você falhe, contanto que não pare por aí</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa frase resume bem o espírito da obra: mais do que um retorno, é uma reafirmação de quem ele é.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o show, Ji Yong abre o coração ao refletir sobre a própria trajetória. Ele assume que seu último projeto, nomeado com seu próprio nome, foi necessário para que pudesse se despir do personagem G-DRAGON e cuidar de si antes de trazê-lo de volta ao palco. Em</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Agbq6hzfxb0"> <i><span style="font-weight: 400;">Act III: M.O.T.T.E</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, figurinos, cenários e </span><i><span style="font-weight: 400;">setlist </span></i><span style="font-weight: 400;">mergulhavam na persona introspectiva de Ji Yong, quase o desvinculando de outros momentos de sua carreira. Em contraste, </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> equilibra as duas dimensões: o homem e o ícone coexistem. Suas escolhas visuais e performáticas permitem que vejamos, simultaneamente, o artista visionário e o indivíduo por trás da lenda.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_36988" aria-describedby="caption-attachment-36988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x500.png" alt="G-DRAGON perforando com Daesung e Taeyang durante sua Turnê Übermensch. Foto retangular com fundo preto. À esquerda temos o cantor Taeyang, um homem asiático com cabelo trançado de cor castanho médio, vestindo um moletom preto. No centro, G-DRAGON, um homem asiático, de cabelo platinado com detalhes em azul, vestindo um roupão vermelho. A direita, Daesung, um homem asiatíco de cabelo castanho claro, liso e médio, vestindo um roupão preto. Os três estão sorrindo. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36988" class="wp-caption-text">Taeyang, G-Dragon e Daesung apresentam juntos os hinos do BIGBANG</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes surpresas da turnê é a presença de convidados especiais como CL, amiga e parceira de indústria de longa data, mas o destaque fica com o reencontro de Daesung e Taeyang. Juntos, eles interpretam </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5doooVlMVRZztQbySqARMI?si=4521c7f8b28842af"><i><span style="font-weight: 400;">Home Sweet Home</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, música do novo álbum de GD em colaboração com ambos, e encerram o espetáculo com clássicos da obra </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2SPrl8C8pgSM5gXbAiyJHY?si=DB85akduSyWByNxUFDN_mA"><span style="font-weight: 400;">MADE</span></a><span style="font-weight: 400;">, do BIGBANG: </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7ijWcf4FsoxoyPK4B9WGp6?si=d582a6d57b924742"><span style="font-weight: 400;">Last Dance</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/07gp2fnoTbVCsRJYazycI4?si=b60fa51e5c274297"> <i><span style="font-weight: 400;">We Like 2 Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O momento é íntimo e emocional, sendo um vislumbre de cumplicidade e afeto que transcende a performance. Para os fãs do BIGBANG, é quase impossível não se comover com a possibilidade, deixada no ar, de uma reunião em 2026 para celebrar os 20 anos do grupo. Para além de uma lembrança nostálgica, a cena traduz a força de uma amizade construída em meio ao turbilhão da indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o9DhvbqYzns"><span style="font-weight: 400;">visuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> grandiosos, direção detalhista e a energia que sempre definiu seu nome, G-DRAGON mostra por que, quase vinte anos após sua estreia, continua sendo um dos – senão </span><i><span style="font-weight: 400;">o</span></i><span style="font-weight: 400;"> maior – artistas de sua geração no </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> é testemunhar uma fusão entre espetáculo e introspecção: a grandiosidade de um show global e a vulnerabilidade de um artista em processo de reconstrução. A edição dinâmica, a fotografia vibrante e o uso de formatos imersivos como IMAX transformam o show em experiência sensorial, aproximando o público da intensidade do palco. </span><i><span style="font-weight: 400;">Übermensch</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, acima de tudo, uma celebração da persistência, da arte e da reinvenção: prova de que G-DRAGON não apenas retorna, mas redefine o próprio significado de estar em cena.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="G-DRAGON IN CINEMA [Übermensch] ｜ Teaser Trailer | Coming to GSC starting 30 October 2025 " width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/z-3rfYupfBg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Sem nenhuma previsibilidade, Pluribus conta uma boa história e serve de respiro em meio a produções medianas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 13:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Talita Mutti Imagine viver em um mundo feliz, sem guerras, sem qualquer tipo de preconceito e com uma consciência coletiva que trabalha em prol do bem do próximo e do planeta. Parece um sonho? Um mundo utópico que nunca será possível de alcançar? Talvez. Mas, para Carol Sturka (Rhea Seehorn), isso resume seu pior pesadelo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/pluribus-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sem nenhuma previsibilidade, Pluribus conta uma boa história e serve de respiro em meio a produções medianas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36906" aria-describedby="caption-attachment-36906" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-800x339.jpg" alt="Rhea Seehorn, mulher branca, loira e de olhos azuis, está posicionada no centro da imagem. Ela veste uma camisa azul escura com um casaco preto aberto por cima. A foto foi tirada em um ângulo que destaca o chão de pedras como fundo principal. No canto superior direito, aparecem algumas plantas." width="800" height="339" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-800x339.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-1024x433.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-768x325.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-1536x650.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2-1200x508.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36906" class="wp-caption-text">Rhea Seehorn em “Pluribus”, já disponível no Apple TV (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><b>Talita Mutti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagine viver em um mundo feliz, sem guerras, sem qualquer tipo de preconceito e com uma consciência coletiva que trabalha em prol do bem do próximo e do planeta. Parece um sonho? Um mundo utópico que nunca será possível de alcançar? Talvez. Mas, para Carol Sturka (Rhea Seehorn), isso resume seu pior pesadelo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluribus</span></i><span style="font-weight: 400;">, série da </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-estudio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i></a><span style="font-weight: 400;">  lançada em novembro de 2025. </span><a href="https://personaunesp.com.br/breaking-bad-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Vince Gilligan</span></a><span style="font-weight: 400;">, criador do seriado, conquistou o público pela trama envolvente e misteriosa e também pela ausência de respostas fáceis, fazendo com que a produção se tornasse a série mais assistida da história da plataforma. Talvez esse sucesso venha justamente do respiro em meio a alguns lançamentos do ano, que funcionam à base de explicações óbvias e finais tediosos, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-4-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2016).</span></p>
<p><span id="more-36905"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma descoberta feita por um astrônomo, algo começa a fugir do controle e a infectar a humanidade com o que parece ser um ‘vírus da felicidade’. O planeta passa por uma </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DQ7UwDZktM-/"><span style="font-weight: 400;">mudança drástica</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual cada ser humano passa a fazer parte de um todo. De alguma forma, todas as mentes se conectam e, a partir disso, compreendem como trabalhar por um mundo melhor. Todos compartilham conhecimentos, experiências, crenças e gostos, porém, funcionam em uníssono, sem priorizar ninguém, apenas o bem-estar do próximo. Entre bilhões de pessoas ‘infectadas’, 13 não se juntam a essa consciência única. Uma delas é a protagonista, escritora frustrada e rabugenta que perdeu a esposa no dia da infecção e que, agora, precisa conviver com essa nova realidade perturbadora.</span></p>
<figure id="attachment_36908" aria-describedby="caption-attachment-36908" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-800x339.jpg" alt="Rhea Seehorn está de costas, posicionada no canto esquerdo da imagem, vestindo um agasalho de fundo branco com traços em verde, amarelo, azul e rosa. À frente, Karolina Wydra, mulher branca de cabelos castanhos e olhos castanhos, está sentada usando um agasalho com traços em rosa e azul. Ao fundo, há um cenário de inverno; as paredes de vidro deixam ver árvores, duas cadeiras e a neve do lado de fora." width="800" height="339" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-800x339.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1024x433.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-768x325.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1536x650.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1200x508.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36908" class="wp-caption-text">Karolina Wydra já interpretou Dominika Petrova na série americana House MD (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos momentos mais </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/gSoLVRg5xrM"><span style="font-weight: 400;">simbólicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> acontece quando Carol e a maioria dos não infectados se reúnem à mesa para tentar entender o que aconteceu com a humanidade. Ela, a única pessoa branca entre eles, parece encarar a situação como uma afronta à própria identidade e liberdade. Já os demais, de diferentes nacionalidades e etnias não brancas, veem esse novo mundo como um espaço pacífico, no qual não existe dor, racismo ou qualquer elemento que condene a própria existência. Todos conseguem conviver com suas famílias mesmo nessa condição, menos ela e Manousos (Carlos Manuel Vesga), um homem latino que se agarra ao conservadorismo do mundo antigo e sequer se faz presente à mesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cenário </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">pós-apocalíptico</span></a><span style="font-weight: 400;"> é completamente diferente do que costuma aparecer em séries e filmes de ficção científica. Trata-se de um espaço organizado e limpo, que serve de palco para os movimentos orquestrados dos ‘contaminados’. O mais comum nessa temática é o questionamento sobre a origem do fenômeno, o que o causou e quem foi o responsável. Foram alienígenas? O foco da primeira temporada de Pluribus não está nisso, apesar de oferecer pequenas explicações, ainda que pouco claras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em determinado momento, é apresentada não apenas a perspectiva de Carol, mas também a de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F5dCqf_NKwc"><span style="font-weight: 400;">Manousos</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vai em busca da escritora na tentativa de reverter a situação. Um dos defeitos da trama está justamente no encontro entre eles. Algo que construiu muita expectativa, principalmente pelo fato de ambos pensarem de forma semelhante, acaba se concretizando de maneira infantil, como se fossem adolescentes desconhecidos. Além disso, o encontro não é dos mais produtivos, já que não há qualquer avanço ou tentativa real de acordo. Aqui, a acidez constante de Carol e agressividade de Manousos falam mais alto.</span></p>
<figure id="attachment_36907" aria-describedby="caption-attachment-36907" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-800x533.jpg" alt="Rhea Seehorn aparece vestindo uma camisa bege e calça jeans, segurando um celular à frente de Manousos, um homem branco com cabelo curto e castanho que usa camiseta cinza, calça social e relógio, enquanto segura um guarda-chuva rosa. Ao fundo, há vegetação seca que se encontra com o céu azul, sem nuvens." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36907" class="wp-caption-text">O encontro entre Manousos e Carol marca último episódio da 1ª temporada de Pluribus (Foto: AppleTV)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação de Rhea Seehorn é um ponto crucial nessa teia de perguntas sem respostas, especialmente nos monólogos que revelam momentos de emoção e, ao final, apresentam pontos de virada. Algo muito característico de outros </span><a href="https://www.google.com/search?q=pluribus+interview&amp;num=12&amp;sca_esv=e0108723e50a180c&amp;udm=39&amp;biw=1280&amp;bih=585&amp;aic=0&amp;sxsrf=ANbL-n7Y9f_B3xLaCjOF0rimuEsNesqUfw%3A1768325802501&amp;ei=qoJmacGqHpCG5OUPqKuS-A4&amp;ved=0ahUKEwjBp7j6homSAxUQA7kGHaiVBO8Q4dUDCBI&amp;uact=5&amp;oq=pluribus+interview&amp;gs_lp=Eh1nd3Mtd2l6LW1vZGVsZXNzLXNob3J0LXZpZGVvcyIScGx1cmlidXMgaW50ZXJ2aWV3MgUQABiABDIIEAAYgAQYywEyCBAAGBYYChgeMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHjIGEAAYFhgeMgYQABgWGB4yBhAAGBYYHjIIEAAYgAQYogQyCBAAGIAEGKIESOMZUKIIWNcYcAF4AJABAJgBqAGgAbcKqgEEMC4xMLgBA8gBAPgBAZgCC6AClQvCAg0QABiABBixAxgUGIcCwgIQEAAYgAQYsQMYQxiDARiKBcICDRAAGIAEGLEDGEMYigXCAgoQABiABBhDGIoFwgIGEAAYBxgewgILEAAYgAQYsQMYgwHCAggQABiABBixA8ICChAAGIAEGBQYhwLCAgwQABiABBixAxgKGAuYAwCIBgGSBwQxLjEwoAfoP7IHBDAuMTC4B5ALwgcGMi0xMC4xyAdDgAgA&amp;sclient=gws-wiz-modeless-short-videos#fpstate=ive&amp;ip=1&amp;vld=cid:384dd4bb,vid:hGk4VGCL3tU,st:0"><span style="font-weight: 400;">protagonistas </span></a><span style="font-weight: 400;">das séries criadas por Gilligan, como em </span><a href="https://personaunesp.com.br/breaking-bad-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Breaking Bad </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(2008). Não é à toa que a atriz faturou o prêmio de Melhor Atriz de Série de Drama no </span><a href="https://revistaoeste.com/cultura/rhea-seehorn-e-a-melhor-atriz-de-serie-de-drama-no-globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://inmagazine.ig.com.br/cinema-tv/rhea-seehorn-serie-drama/amp"><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></a><span style="font-weight: 400;">. É possível sentir a solidão da personagem, mesmo antes do dia em que o mundo virou de ponta-cabeça. Uma escritora que enfrenta um bloqueio criativo, no entanto parece ter sentido uma faísca dentro de si em meio ao caos. Não é como se ela se sentisse viva novamente, porém ao menos passa a valorizar a própria existência e aquilo que perdeu, como a esposa. Algo que serve de estratégia para que Zosia possa se aproximar e se relacionar com Carol.</span> <span style="font-weight: 400;">É uma dinâmica estranha, considerando que todos no planeta estão ali no corpo de Zosia ao se envolver com Carol, mas, ao mesmo tempo, parece real. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de o encerramento da temporada não ter sido dos melhores, justamente por conta do encontro indiferente entre Carol e Manousos, há a abertura de caminhos que podem ser explorados na segunda temporada, já confirmada por Gilligan. O próprio diretor afirma que </span><a href="https://ew.com/pluribus-season-2-release-will-take-a-while-vince-gilligan-11873854"><span style="font-weight: 400;">não há pressa</span></a><span style="font-weight: 400;"> para concluir o futuro da produção e que trabalhará o tempo que for necessário. Não há pontos negativos nisso. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pluribus</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma série em que cada detalhe precisa ser cuidadosamente articulado para o desenvolvimento da trama. Não são apenas </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> que alimentam teorias entre o público,  e sim particularidades narrativas que se encaixam para construir uma contextualização o menos óbvia possível. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pluribus — Official Trailer | Apple TV" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/a6lzvWby9UE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Na pele de Marjorie Estiano, Ângela Diniz não pede para ser amada, mas exige liberdade – assim como todas as mulheres</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2026 13:00:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra O final de 2025 foi marcado por um clima de luto. Enquanto as festividades se aproximavam, as histórias de alguns nomes femininos começaram a ocupar as redes sociais e ganharam mais tempo de audiência nos jornais. Infelizmente, os comentários e matérias não se tratavam do sucesso profissional dessas mulheres, ou de alguma história &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-angela-dinizassassinada-e-condenada/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Na pele de Marjorie Estiano, Ângela Diniz não pede para ser amada, mas exige liberdade – assim como todas as mulheres"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36802" aria-describedby="caption-attachment-36802" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36802" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-800x450.jpg" alt="Cena de Ângela Diniz: Assassinada e Condenada. Ângela, uma mulher de pele clara aparece em ambiente externo, durante o dia. Ela tem cabelo castanho ondulado e solto. Ela sorri enquanto ergue um dos braços, parecendo estar dançando. Na outra mão, segura uma taça com Champagne. Usa um vestido bege com listras brilhosas, sem mangas e com decote profundo, além de brincos grandes e um cordão. Ao fundo, há outras pessoas desfocadas e árvores e plantas que compõem a paisagem." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-3.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36802" class="wp-caption-text">A série foi inspirada na história de Ângela Diniz, a socialite a frente de seu tempo vítima de feminicídio (Fonte: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Bezerra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final de 2025 foi marcado por um clima de luto. Enquanto as festividades se aproximavam, as histórias de alguns nomes femininos começaram a ocupar as redes sociais e ganharam mais tempo de audiência nos jornais. Infelizmente, os comentários e matérias não se tratavam do sucesso profissional dessas mulheres, ou de alguma história curiosa ou cativante de suas vidas; não ouvimos sobre o brilho delas ou sobre suas paixões. Isso só foi ouvido depois, e das bocas dos amigos e familiares que, em busca de justiça, relembram a coragem, os sorrisos e sonhos daquelas mulheres que tiveram as vidas roubadas pelo </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/12/01/brasil-tem-mais-de-mil-casos-de-feminicidio-registrados-em-2025.ghtml"><span style="font-weight: 400;">feminicídio</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-36801"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mesmo período, estreou</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ângela Diniz: Assassinada e Condenada</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série retrata a história da </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira conhecida como ‘A Pantera de Minas’, que nos anos 1970 ocupava os tabloides com narrativas sobre a sua beleza avassaladora e seu jeito livre de ser. A produção é baseada no podcast </span><a href="https://radionovelo.com.br/originais/praiadosossos/"><i><span style="font-weight: 400;">Praia dos Ossos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da Rádio Novelo, cujo título carrega o nome do local onde o brilho de Ângela (Marjorie Estiano) chegou ao fim. Em 30 de dezembro de 1976, ela foi assassinada pelo namorado Raul Fernando do Amaral Street (Emílio Dantas) com quatro tiros na Praia do Ossos, na Armação de Búzios, no Rio de Janeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Pantera teve sua história interrompida pela maldade e possessividade do companheiro, mas, ainda que não parecesse ter consciência disso, construiu um legado eterno; a lembrança de sua figura irreverente foi marcante no julgamento do crime: mais determinado a condená-la por seu estilo de vida do que em punir de forma efetiva o seu assassino. Sem metáforas ou eufemismos: em um tribunal cujo juiz era homem, os advogados eram homens e a maior parte do júri também, a defesa, baseado na legislação da época, afirmou que Doca matou Ângela em um ato de </span><a href="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/tese-da-legitima-defesa-da-honra-e-inconstitucional/"><span style="font-weight: 400;">legítima defesa de sua honra</span></a><span style="font-weight: 400;">, como se ela fosse a verdadeira culpada.</span></p>
<figure id="attachment_36804" aria-describedby="caption-attachment-36804" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36804" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-800x450.jpg" alt="Cena de Ângela Diniz: Assassinada e condenada. Ângela, uma mulher de pele clara está próxima a uma porta azul. Ela tem cabelo castanho escuro, veste um biquíni e apresenta uma expressão tensa, olhando para um homem à sua frente. Doca, de costas para a câmera, tem cabelo escuro e veste uma camisa marrom escuro. O cenário inclui alguns móveis e objetos ao fundo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36804" class="wp-caption-text">O roteiro faz um bom trabalho ao criar uma narrativa completa sobre a relação violenta de Ângela e seu assassino, afim de esclarecer a sequência de abusos que termina em tragédia (Fonte: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Cinco décadas depois, pensando com otimismo, era de se esperar que a série ressoasse como um olhar ao passado, uma lembrança do que não se pode repetir. No entanto, o luto e a revolta que ainda levam milhares de mulheres às ruas, especialmente nos últimos meses de 2025, mostraram que a misoginia enfrentada por Ângela – ainda em vida e após a sua morte – segue mais viva do que nunca. Diante disso, a pertinência da produção seria suficiente para instigar os espectadores, contudo, além disso, de antemão, o elenco da obra agregou um grande valor a ela. Mais uma vez, Marjorie Estiano entrega uma performance da mais alta qualidade, acompanhada de nomes como Emílio Dantas, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/foi-dificil-dormir-a-noite-diz-atriz-de-angela-diniz/"><span style="font-weight: 400;">Camila Mardila</span></a><span style="font-weight: 400;">, Renata Gaspar, Thiago Lacerda e Antônio Fagundes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, dividida em 6 episódios, é absolutamente honesta, não deixa nada de fora; as polêmicas, as atitudes intempestivas, as festas, os casos, o divórcio e a sede por diversão e liberdade de Ângela. Ao fazer isso, o roteiro de Elena Soárez, Pedro Perazzo e Thais Tavares e a direção de Andrucha Waddington – que dirigiu Marjorie no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Sob Pressão</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016) – constroem uma narrativa extremamente coerente, que nos fazem compreender todo o contexto que tornava a protagonista </span><i><span style="font-weight: 400;">persona non grata</span></i><span style="font-weight: 400;"> no imaginário social coletivo </span><a href="https://youtu.be/UIA2V7W8a3c?si=4D9sLtqtbmF9V0Z9&amp;t=136"><span style="font-weight: 400;">conservador</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tradicional da época. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quero Me Separar</span></i><span style="font-weight: 400;">, é retratado o divorcio da protagonista, que representou uma significativa ruptura dos padrões da época. Para Ângela, não era importante manter as aparências, mas sim ser genuinamente feliz, e é claro que ela pagou as consequências emocionais e sociais pelo pensamento à frente de seu tempo. Nesse sentido, a ambientação e as discussões trazidas foram delicadamente pensadas para construírem a atmosfera do período e a complexidade de Ângela, sem deixar que a sua imagem caísse no discurso estereotipado que assassina repetidamente as vítimas de violência de </span><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">gênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> mesmo após a sua morte.</span></p>
<figure id="attachment_36805" aria-describedby="caption-attachment-36805" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36805" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-800x390.jpg" alt="Cena de Ângela Diniz: Assassinada e Condenada. Duas mulheres estão em um ambiente interno bem iluminado, com quadros pendurados na parede ao fundo. À esquerda, Ângela, uma mulher de pele clara e cabelo castanho ondulado preso lê um livro, olhando para baixo. Ela usa um vestido azul-marinho sem mangas. À direita, um pouco mais ao fundo, outra mulher de pele clara e cabelos castanhos curtos observa a leitura. Ela usa óculos e veste uma camisa clara com um colete em tons de vermelho e laranja. No fundo, aparece uma parede branca com quadros pendurados. " width="800" height="390" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-800x390.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-1024x500.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-768x375.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4.jpg 1178w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36805" class="wp-caption-text">Renata Gaspar interpreta Gilda Ribeiro, uma amiga de Ângela, intelectual e feminista, que representa a diferenca entre uma suposta imagem militante com a verdadeira figura da protagonista (Fonte: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela era livre, e também era uma mãe, filha e amiga apaixonada; ela era tudo isso, e, ao mesmo tempo, também era intempestiva e, pode ser vista como insensível pelas esposas dos homens casados com os quais se envolveu. Era independente, no entanto, também foi refém de uma relação essencialmente abusiva. Ângela é uma revolução, que vivia sua sexualidade livremente, como queria e com quem queria, mas não era uma </span><a href="https://elle.com.br/cultura/marjorie-estiano-angela-diniz"><span style="font-weight: 400;">feminista</span></a><span style="font-weight: 400;"> convicta, não se importava com a teoria, ou com as intelectuais que discutiam o porque mulheres como ela mesma podiam viver como viviam. Apenas queria viver conforme desejasse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade do roteiro, diga-se de passagem, é acompanhada de uma curadoria musical feita a dedo, que embala a narrativa assertivamente. Além disso, o figurino (</span><a href="https://www.imdb.com/name/nm1315505/?ref_=ttfc_fcr_10_1"><span style="font-weight: 400;">Marcelo Pies</span></a><span style="font-weight: 400;">) também merece destaque. Desde o glamour das festas no Rio de Janeiro até a funebridade do julgamento de Doca – ou de Ângela. Tudo colabora para que essa seja uma produção primorosa e quase resolutiva para a protagonista e para todas as mulheres: criou-se uma imagem poderosa e repleta de camadas para a personagem de Marjorie, contudo, nunca pejorativa, e ainda, sem se dar ao trabalho de forjar uma figura imaculada. O que </span><i><span style="font-weight: 400;">Ângela Diniz: Assassinada e Condenada</span></i><span style="font-weight: 400;"> diz, ou melhor, grita tão alto quanto as vítimas de violência é: por que a sua régua moral determina se eu </span><a href="https://auniao.pb.gov.br/noticias/colunistas/sandra-raquew-azevedo/estereotipo-e-feminicidio"><span style="font-weight: 400;">merecia</span></a><span style="font-weight: 400;"> morrer ou não?</span></p>
<figure id="attachment_36803" aria-describedby="caption-attachment-36803" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36803" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-800x539.jpg" alt="Cena de Ângela Diniz: Assassinada e Condenada. Grupo de mulheres reunidas em protesto em frente a um prédio com colunas. Ao fundo, uma grande faixa com os dizeres &quot;Quem ama não mata&quot;. No centro, uma mulher abraça outra emocionada. Algumas manifestantes aplaudem e uma segura um cartaz escrito ‘Eu não quero ser a próxima’ em vermelho." width="800" height="539" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-800x539.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-1024x690.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3-768x518.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36803" class="wp-caption-text">A série recria cenas de protestos organizados nos anos 1980 (Fonte: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Doca Street saiu do Tribunal de Cabo Frio após o primeiro julgamento em 1979, o fez como um homem livre, pois já havia cumprido um terço da pena decretada pelo juiz. Cinco anos depois, o Ministério Público recorreu e Doca e o novo </span><span style="font-weight: 400;">veredicto</span><span style="font-weight: 400;"> foi uma pena de 15 anos que foi cumprida em sua totalidade. Nessa época, o movimento feminista, fortemente atuando e em processo de organização, foi essencial para essa decisão. Elas carregavam o lema “</span><a href="https://catarinas.info/quem-ama-nao-mata-40-anos-de-luta/"><i><span style="font-weight: 400;">Quem ama, não mata</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”, uma referência à tese jurídica do crime passional. Na série, Camila Márdila e Renata Gaspar entregam performances emocionantes, carregadas de dor e revolta, como amigas de Ângela que estariam à frente de manifestações. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Angela Diniz: Assassinada e Condenada</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e os boletins de ocorrência brasileiros – escancaram que, na realidade em que vivemos, toda e qualquer mulher pode ser considerada merecedora de sofrimento e que não há nenhuma tentativa de rendição aos padrões que possa salvá-la. </span><a href="https://personaunesp.com.br/capitu-e-o-capitulo-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Machado de Assis</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1899, no clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">Dom Casmurro</span></i><span style="font-weight: 400;">, já nos alertava sobre isso: em uma história narrada por homens, é fácil criar a imagem da “</span><i><span style="font-weight: 400;">cigana dos olhos de ressaca</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Ou seja, é urgente celebrar a liberdade, parar de tentar justificar o injustificável e tomar as rédeas do ponto de vista.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ângela Diniz: Assassinada e Condenada | Trailer | Nova Série | HBO Max" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3AUUI4sejs8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/critica-angela-dinizassassinada-e-condenada/">Na pele de Marjorie Estiano, Ângela Diniz não pede para ser amada, mas exige liberdade – assim como todas as mulheres</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>O retrato sensível e entusiasmado da terceira idade em Clube do Crime das Quintas-Feiras</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Bezerra O Clube do Crime das Quintas-Feiras chegou à Netflix diante de uma onda de altíssimas expectativas dos fãs da série de literatura homônima de Richard Osman. A obra de mistério e suspense dirigida por Chris Columbus (Harry Potter, Esqueceram de Mim) se difere de outras tantas do gênero por apresentar como protagonistas quatro &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/clube-do-crime-das-quintas-feiras-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O retrato sensível e entusiasmado da terceira idade em Clube do Crime das Quintas-Feiras"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36829" aria-describedby="caption-attachment-36829" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36829 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-800x533.png" alt="Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, estão Elizabeth (Helen Mirren), uma mulher branca de cabelos curtos e brancos e cardigan azul, Ron (Pierce Brosnan), um homem branco de cabelos brancos e com camisa xadrez azul e branca, Ibrahim (Ben Kingsley), homem de ascendência indiana e careca vestindo terno e camisa marrons e uma gravata borboleta e Joyce (Celia Imrie), que está de costas, é uma mulher branca de cabelos brancos presos em um coque alto e vestindo um cardigan rosa. Eles estão reunidos em uma sala de estar bem iluminada e decorada com móveis e plantas, sentados ao redor de uma mesa e com expressões de seriedade e atenção. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36829" class="wp-caption-text">O filme conta com um elenco imperdível, que parece, acima de tudo, se divertir enquanto atua (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Mariana Bezerra</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Clube do Crime das Quintas-Feiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> diante de uma onda de altíssimas expectativas dos fãs da série de literatura homônima de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-notavel-sucesso-do-ingles-richard-osman-e-seus-detetives-velhinhos/"><span style="font-weight: 400;">Richard Osman</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra de mistério e suspense dirigida por Chris Columbus (</span><a href="https://personaunesp.com.br/comemoracao-de-20-anos-de-harry-potter-de-volta-a-hogwarts-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Harry Potter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Esqueceram de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">) se difere de outras tantas do gênero por apresentar como protagonistas quatro amigos septuagenários, que vivem em </span><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">, um lar de luxo para aposentados em Londres. Elizabeth (Helen Mirren), Ibrahim (Ben </span><span style="font-weight: 400;">Kingsley</span><span style="font-weight: 400;">) e Ron (Pierce Brosnan) se reúnem todas as quintas-feiras – como sugere o título – para investigarem casos policiais não solucionados. Logo no início da trama, o grupo recebe um novo membro: Joyce (Celia Imrie), uma simpática senhora recém chegada nessa charmosa vila da terceira idade.</span></p>
<p><span id="more-36826"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais interessante da obra é que ela não demora para revelar a particularidade de cada personagem. Elizabeth, a imponente líder do clube, foi uma ex-secretária do serviço secreto britânico; Ibrahim, um psiquiatra; Ron, um ativista sindical e Joyce, uma enfermeira. À medida em que o enredo avança, as personalidades fortes do grupo vão se fortalecendo na trama, o que subverte o </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/etarismo-e-o-mais-frequente-e-universal-dos-preconceitos/"><span style="font-weight: 400;">estereótipo</span></a><span style="font-weight: 400;"> preconceituoso de invalidez. O quarteto é simplesmente genial e carrega consigo a leveza – e não o peso – da experiência, e, além disso, todo um arsenal de habilidades e conteúdos que não morrem quando se aposenta. Muitas pessoas desejam parar de pensar em suas profissões depois que se retiram do mercado de trabalho, enquanto outras, querem cultivar tudo o que viveram mesmo após a aposentadoria. De uma forma ou de outra, a </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2025/09/elenco-de-clube-do-crime-das-quintas-feiras-fala-sobre-envelhecimento-e-ambicoes-na-carreira.shtml"><span style="font-weight: 400;">essência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tudo o que aprenderam e precisaram desenvolver segue em cada um. Apesar das conveniências de roteiro, a dinâmica da equipe revela um olhar sensível da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse aspecto se torna nítido quando o grupo de amigos é forçado a arquivar a atual investigação, a qual chamam do caso da ‘mulher de branco’, para se dedicarem a solução de uma mais urgente: o assassinato de Tony Curran (Geoff Bell), um dos três proprietários de </span><a href="https://www.townandcountrymag.com/leisure/arts-and-culture/a65781718/thursday-murder-club-coopers-chase-filming-locations-explained/"><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A suspeita logo recai sobre Ian Ventham (David Tennant), o segundo dono, que desejava transformar o recinto em apartamentos de luxo, promovendo, inclusive, a destruição do cemitério local. Nessa jornada, o clube vai contar com a ajuda da jovem policial Donna De Freitas (Naomi Ackie), que é transferida para o setor de investigação de homicídios graças a astúcia do grupo não oficial de detetives. </span></p>
<figure id="attachment_36830" aria-describedby="caption-attachment-36830" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x533.png" alt="Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, está Joyce, uma mulher branca de cabelos brancos presos em um coque alto e vestindo um cardigan azul, Ibrahim, homem de ascendência indiana e judaica e careca vestindo camisa verde, colete marrom e uma gravata borboleta e Donna De Freitas, uma mulher negra de cabelos pretos presos em um coque baixo. Ela veste um uniforme policial e segura seu chapéu nas mãos. Os três aparecem da esquerda para a direita nessa ordem e olham todos na mesma direção. Ao fundo, há um gramado e parte da construção de uma casa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36830" class="wp-caption-text">A agente De Freitas aparece por acaso na história, mas logo se torna uma aliada do clube dentro da delegacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cada momento da investigação, eles se mostram sempre um passo à frente dos policiais, seja pela </span><a href="https://youtu.be/qUkU8yCbEDg?si=Tops_1Pqgoh2x9hP"><span style="font-weight: 400;">experiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, pela ausência da burocracia, pela pouca ignorância ou pela demasiada sensibilidade que empregam durante o percurso. Logo, surgem outros personagens importantes, como Bogdan (Henry Lloyd-Hughes), um imigrante polonês e funcionário de Tony Curran, que revela ter tido o passaporte apreendido pelo patrão. Há também Bobby Tanner (Richard E. Grant), o enigmático terceiro proprietário do lar de aposentados – um perigoso mafioso que, até então, todos acreditavam estar morto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com um elenco extremamente renomado, como Tom Ellis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lucifer-5a-temp-parte-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lucifer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Jonathan Pryce (</span><a href="https://personaunesp.com.br/dois-papas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dois Papas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), que interpretam Jason, filho de Ron, e Stephen, esposo de Elizabeth, respectivamente. Isso somado ao status que o livro carrega, torna a obra audiovisual extremamente convidativa, mas também agrega uma grande carga de responsabilidade à produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em abordar investigações criminosas com um ar de leveza e humor, ainda que sem deixar de transmitir a profundidade de algumas emoções, não é algo novo. Em 2024, a série </span><i><span style="font-weight: 400;">Um espião infiltrado</span></i><span style="font-weight: 400;">, protagonizada por Ted Danson (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), trouxe uma história diferente, porém,  com plano de fundo semelhante, em que um homem aposentado se infiltra em um lar de idosos para desvendar o roubo de uma jóia. Além disso, a franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-facas-e-segredos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Entre Facas e Segredos</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> um mistério repleto de sarcasmo, em 2025, ganha seu terceiro longa. Talvez, a lembrança aponte um padrão de interesses do </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/09/06/clube-do-crime-das-quintas-feiras-e-mais-visto-da-netflix-como-e-o-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">público </span></a><span style="font-weight: 400;">a ser aproveitado. </span></p>
<figure id="attachment_36828" aria-describedby="caption-attachment-36828" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-800x533.png" alt="Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, está Jason (Tom Elis), homem branco, de barba e cabelos curtos e escuros, vestindo uma blusa preta sobre uma camiseta branca aparece discutindo com Ian Ventham, que está de perfil. Ele é um homem branco de cabelos castanhos e veste uma jaqueta bege. Ao fundo, estão moradores de Coopers Chase segurando cartazes durante um protesto. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36828" class="wp-caption-text">Os moradores de Coopers Chase se unem em protestos liderados por Ron em defesa de seus lares e contra a perturbação dos mortos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">The Thursday Murder Club</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original), a produtora traz algo agradável, que não se coloca nem como o melhor dos dramas ou dos mistérios, nem como a melhor das comédias. O grande problema é que, ao que tudo indica, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se apoiou demais nessa intenção de entregar pouco: o incrível elenco, apesar de carismático, é um tanto desperdiçado diante do roteiro de </span><span style="font-weight: 400;">Suzanne Heathcote (</span><a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-terceira-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e de Katy Brand (</span><i><span style="font-weight: 400;">Boa Sorte, Leo Grande)</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">que executa uma frágil construção dos personagens (com exceção de Elizabeth, que acaba roubando a cena). Infelizmente, a tentativa de criar algo genérico, que agrade à todos, fez com que a adaptação perdesse boa parte da complexidade e do espírito de Agatha Christie contido na obra original. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> pareceu querer equilibrar as temáticas do livro ao unir mentes de franquias infanto-juvenis, da comédia e do drama, mas terminou favorecendo somente as duas primeiras. No entanto, a capacidade da produção de amarrar tão bem tantas pontas soltas, ainda que de forma mais simples, torna o lançamento algo interessante e divertido de assistir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos percalços e aliado à comicidade, o filme consegue abordar um dos elementos cruciais da obra original de </span><a href="https://youtu.be/5bNpf60n4io?si=Se8FUrzwhsyHaZ5z"><span style="font-weight: 400;">Osman</span></a><span style="font-weight: 400;">: os dilemas éticos que os personagens enfrentam. A respeito do caso da ‘mulher de branco’, a morte de Angela Hughes foi investigada, na época, por Penny Gray (Susan Kirkby) – policial aposentada, fundadora do clube e moradora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">, que está inconsciente e com estado de saúde extremamente debilitado. A presença de De Freitas cria um elo com a história de Penny, ao estabelecer um paralelo entre duas jovens, separadas por décadas, que buscam ser ouvidas em um ambiente predominantemente masculino, que pouco mudou nesse intervalo de tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Penny lutou sem sucesso para provar que Angela havia sido vítima de feminicídio, acusando Peter Mercer (Will Stevens), namorado da jovem, como o autor. Somente quando a escavação do cemitério é iniciada por Bogdan, o funcionário de Tony Curran, é que o cadáver de Mercer vem à tona, revelando que Penny havia feito justiça com as próprias mãos, com a ajuda de seu marido, John (Paul Freeman). Além disso, com medo que o processo de escavação do cemitério levasse à descoberta de seu crime e da esposa, o homem mata Ian Vetam durante um dos protestos contra a venda de </span><a href="https://youtu.be/AmoErbvObRE?si=7prLvB4zdqUzgD9w"><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></a></p>
<figure id="attachment_36831" aria-describedby="caption-attachment-36831" style="width: 570px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4.png" alt="Na imagem, está Elizabeth,uma mulher branca de cabelos brancos soltos e curtos e vestindo uma blusa azul e um blazer xadrez; Ibrahim, homem de ascendência indiana, careca, que veste um colete e blazer marrom e uma gravata borboleta magenta e Ron, um homem branco de cabelos brancos e com camisa xadrez azul e branca e uma jaqueta jeans. Os três estão olhando para frente e parecem surpresos. O cenário é composto por uma sala ampla, com janelas grandes e cobertas por plantas ornamentais. Além disso, há um quadro estilo detetive, com fotografias, documentos e fios vermelhos conectando as imagens." width="570" height="257" /><figcaption id="caption-attachment-36831" class="wp-caption-text">A obra original conta com quatro livros publicados, o que indica uma possível continuação do filme como uma franquia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante desse contexto, o grupo tão aparentemente centrado em fazer ‘o que é certo’, se depara entre denunciar amigos de longa data e preservar a história e reputação de ambos. Ao questionarem John e receberem a confirmação de suas hipóteses, </span><a href="https://www.newsweek.com/entertainment/movies/helen-mirren-on-thursday-murder-club-and-hollywood-success-on-her-terms-10475849"><span style="font-weight: 400;">Elizabeth</span></a><span style="font-weight: 400;"> percebe que ele iria matar a esposa com um medicamento e cometer suicidio, mas não impede o seu plano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essea, entre outros conflitos servem para criar tensão na história, trazer à tona os dilemas éticos da obra e para agregar um toque de imperfeição a esses personagens tão carismáticos, que provocam simpatia no espectador. É interessante assistir à trama de </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">investigadores</span></a><span style="font-weight: 400;"> independentes que estão inseridos no ambiente do crime, porém é justamente isso que os tornam falhos, humanos demais, em um ótimo sentido. Por fim e graças ao trabalho investigativo do clube, todos os criminosos – estimados ou não – são desvendados, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Coopers Chase</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tão querido lar de seus moradores, é salvo pela filha de Joyce, que compra o lugar e permite o sentimento de ‘felizes para sempre’, o qual não deve durar muito tempo se as suposições estiverem certas e uma possível continuação estiver sendo preparada— assim como outras franquias da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Clube do Crime das Quintas-Feiras | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zYpJdKsQOUE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 13:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[2026]]></category>
		<category><![CDATA[Álbum]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica de álbum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Beatriz Zamai O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-kids/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36846" aria-describedby="caption-attachment-36846" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-36846 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg" alt="Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase &quot;Loose Lips&quot;. No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS &amp; MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título &quot;K.I.D.S&quot; em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se &quot;KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT&quot;. À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada. " width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36846" class="wp-caption-text">K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Beatriz Zamai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua quarta </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a </span><a href="https://www.rostrumrecords.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Rostrum Records</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-36843"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Miller se inspira com muita sensibilidade no polêmico filme </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/o-polemico-filme-kids-ontem-hoje-16976670"><i><span style="font-weight: 400;">Kids</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1995, drama que mostra o conturbado mundo dos adolescentes e o perigo de ser um jovem sem orientação. Na primeira música,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Kickin Incredibly Dope Shit [intro],</span></i><span style="font-weight: 400;"> Mac usa um monólogo de Telly, um dos personagens principais da obra, para introduzir o ouvinte ao álbum, trazendo uma sensação de nostalgia mesmo para quem ainda não assistiu. O cantor faz o ouvinte se sentir acolhido, abraçado, pois diz o que pensamos sobre algo que amamos – no caso dele, a música – mas que não conseguimos por em palavras. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Quando somos jovens, muita coisa não importa / Quando você acha algo que você se importa / Isso é tudo que você tem / Quando você vai dormir de noite você sonha com [música] / Quando você acorda, é a mesma coisa / Está ali na sua cara, você não pode fugir / Às vezes quando você é jovem, o único lugar para ir é para dentro / [Música], é o que eu amo, tire isso de mim e eu realmente não tenho nada&#8221;</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Mac Miller - Knock Knock" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/6bMmhKz6KXg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi a responsável por lançar Mac Miller aos </span><a href="https://www.vagalume.com.br/mac-miller/popularidade/"><span style="font-weight: 400;">holofotes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na época, as redes sociais estavam começando a crescer e influenciar pessoas, e foi através delas que Mac divulgou muito de seu trabalho. Ele mesmo diz na primeira música que não foi ‘normal’ um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> atingir o sucesso que ele conquistou tendo apenas 18 anos. Ainda na música introdutória, Miller canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O garoto mais trabalhador da América / jogando com os profissionais</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Apesar de estar feliz com a situação, o cantor ainda não está satisfeito. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero a capa da [revista] Time, Homem do Ano, tem minha imagem presa em sua mente</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando com duas de suas 10 </span><a href="https://thissongissick.com/post/ranking-the-top-25-songs-of-mac-millers-career/"><span style="font-weight: 400;">músicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais ouvidas, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que ganhou um sucesso ainda maior com o crescimento do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">– e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nikes On My Feet</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S. </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra de forma certeira a visão de um jovem sonhador que ainda quer conquistar o mundo. Mac sabe que a vida é boa agora e que deve ficar mais difícil no futuro, por isso tenta aproveitar ao máximo o momento e não quer envelhecer. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser jovem é tão legal / Não quero nunca envelhecer</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida realmente ficou mais difícil para o cantor quando ele cresceu. Nas obras lançadas após a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller já demonstra maturidade, talvez um cansaço pela ‘vida de adulto’, lidando com a </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/08/cultura/1536364920_305821.html"><span style="font-weight: 400;">depressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vício nas drogas. O contrário acontece em </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">: o céu é muito baixo para ser considerado um limite para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, nada pode lhe parar. Mac demonstra isso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Get Em Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, dizendo que independente do que falem ou façam, ele ainda estará aqui, crescendo. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Costumava ser o palhaço da sala / Mas agora eu rio por último</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_36845" aria-describedby="caption-attachment-36845" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg" alt="Capa do álbum Swimming (2018) do rapper Mac Miller. A imagem é minimalista, com fundo totalmente branco. No centro, Mac Miller está sentado descalço dentro de um compartimento vertical e retangular de cor preta, semelhante ao interior de uma cabine de avião. Acima de sua cabeça, há uma janela de avião, por onde se vê um céu azul claro. Mac Miller veste um terno rosa claro com uma camisa branca e uma gravata estampada com tons escuros e coloridos. No canto inferior direito da imagem há o selo de “Parental Advisory Explicit Content”, indicando conteúdo explícito no álbum." width="512" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2.jpg 512w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 85vw, 512px" /><figcaption id="caption-attachment-36845" class="wp-caption-text">wimming (2018) é um dos álbuns em que Mac Miller se abre sobre sua depressão (Foto: REMember Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, os temas das 16 músicas são quase sempre os mesmos: a vontade de ser criança para sempre; a responsabilidade que está tendo com seu sucesso; a superioridade com os haters, ter várias garotas no seu pé e não se preocupar com mais nada. Porém, com sua originalidade e </span><a href="https://genius.com/artists/Larry-fisherman"><span style="font-weight: 400;">domínio musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller consegue fazer cada uma se destacar individualmente, com ritmos diferentes e batidas contagiantes. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ride Around</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, a letra é comum e sem significados profundos, mas é a sonoridade que a diferencia das outras músicas. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Abaixe as janelas / aumente o sistema / Nós estamos apenas tentando andar por aí / porque nós não ligamos / Temos um tanque cheio de gasolina e alguma merda para fumar / Ei, vamos pegar a estrada”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do tom animado na maior parte do álbum, Mac também expõe seus sentimentos em </span><i><span style="font-weight: 400;">All I Want Is You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira é uma música de amor, dedicada a apenas uma </span><a href="https://www.ranker.com/list/mac-miller-loves-and-hookups/celebrityhookups"><span style="font-weight: 400;">garota,</span></a><span style="font-weight: 400;"> e não ‘todas as garotas me querem’, presente em várias músicas da </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Me falaram para nunca me apaixonar / Isso nunca funciona com você”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção já traz referências do que Miller faria em </span><i><span style="font-weight: 400;">Divine Feminine</span></i><span style="font-weight: 400;">, um de seus futuros álbuns, na qual se dedica mais a expressar seu amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Poppy</span></i><span style="font-weight: 400;"> é dedicada para o avô do cantor, em que Mac parece estar em um diálogo com ele. É uma música mais emocional, já mostrando que o rapper sabe fazer mais do que falar sobre as delícias da vida adolescente, como fez em seus futuros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/circles-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Circles</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbuns muito mais profundos e que expressam os sentimentos mais íntimos do cantor. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas me sinto tão sozinho tentando lidar com sua morte / Segurando minha respiração, querendo que eu tivesse mais um dia / Querendo que você estivesse lá quando eu me formar”.</span></i></p>
<p><figure id="attachment_36844" aria-describedby="caption-attachment-36844" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Kids3.jpg" alt="Fotografia de estúdio que mostra Mac Miller com sua família, posando juntos diante de um fundo neutro. Ao centro da imagem, sentada, está uma senhora idosa de expressão gentil, vestindo uma jaqueta estampada colorida com detalhes em rosa, verde e dourado, colares de pérolas e uma blusa preta. Ela segura as mãos de Mac Miller, que está logo atrás, à esquerda. Mac Miller aparece sentado parcialmente atrás dela, com as mãos cruzadas sobre os joelhos. Ele usa uma camiseta branca, uma corrente prateada e um casaco vermelho. À esquerda dele está um homem jovem de camiseta cinza e calça preta, com os braços apoiados nas pernas. À direita da senhora, também sentada, está uma mulher ruiva de óculos, blusa azul e expressão sorridente. Em pé atrás dela está um homem mais velho, de óculos, cabelos grisalhos e camisa azul-escura, sorrindo levemente com uma mão apoiada no ombro da mulher à sua frente. " width="512" height="384" /><figcaption id="caption-attachment-36844" class="wp-caption-text">Miller McCormick (irmão), Mac McCormick, Marcia Weiss (avó), Karen Meyer (mãe) e Mark McCormick (pai) [Foto: Karen Meyer]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Mesmo com duas músicas carregadas de emoção, Mac Miller faz um brilhante trabalho com </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando todas as músicas com batidas alegres e contagiantes. Sabe aquela sensação quando você está escutando uma música e ela te dá vontade de sair por aí cantando? De quando você coloca uma música no rádio do carro e quer fazer uma cena ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">à lá</span></i><span style="font-weight: 400;">’ </span><i><span style="font-weight: 400;">As vantagens de ser invisível</span></i><span style="font-weight: 400;">, subir no teto solar e cantar para a cidade toda ouvir enquanto alguém dirige? É exatamente isso que define a </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o sair da adolescência para o descobrimento do desconhecido mundo </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/a-dificil-arte-de-se-tornar-adulto-faz-adolescencia-se-prolongar/"><span style="font-weight: 400;">adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato de Mac ter feito este trabalho com apenas 18 anos é um grande destaque. </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/09/15/kendrick-lamar-tributo-mac-miller/"><span style="font-weight: 400;">Kendrick Lamar</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano de muito sucesso, por exemplo, teve seu destaque em 2012, com 25 anos. Kendrick inclusive era uma das inspirações de Miller e os dois artistas chegaram a trabalhar juntos em algumas ocasiões, como nas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fight the Feeling</span></i><span style="font-weight: 400;">, da mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">Macadelic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">God is Fair, Sexy Nasty</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eminem, outro artista de grande sucesso, começou a brilhar aos 27 anos. Como diz na contagiante </span><i><span style="font-weight: 400;">The Spins</span></i><span style="font-weight: 400;">, parceria com a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Empire Of The Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mac Miller ainda era um adolescente se formando no ensino médio: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu me formei / oh yes / eu acabei de me formar no ensino médio / haha”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como todos os outros </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4LLpKhyESsyAXpc4laK94U?si=wo-X9auYQYmCsJ4WXP8ivA"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">K.I.D.S.</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista os corações dos ouvintes, principalmente por trazer uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de nostalgia, de ser criança, e até por ver Mac tão feliz e animado. Este maravilhoso trabalho faz Mac Miller se diferenciar dos demais, mostrando desde o início da carreira que ainda teria um grande futuro pela frente, com obras ainda mais pessoais e bem produzidas. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: K.I.D.S." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1jzqEyjugAp9iLtRsj9LZg?si=05b6c108d21945cb&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Smoochies prova que a feminilidade pode ser sexy e divertida</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2026 18:35:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Giovanna Araújo Desde 2017, Ashnikko (Ashton Nicole Casey) se destaca na indústria musical com um estilo alternativo, excêntrico e autêntico. Sua carreira ganhou força em 2019 com o single Stupid, que hoje ultrapassa meio bilhão de streams totais. Em 2021, a artista lançou a primeira mixtape, DEMIDEVIL, e, dois anos depois, seu álbum de estreia, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/smoochies-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Smoochies prova que a feminilidade pode ser sexy e divertida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36817" aria-describedby="caption-attachment-36817" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36817" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4.jpg" alt="Ashnikko posa contra um fundo rosa liso. Ela é uma mulher branca de cabelo azul, que está preso e bagunçado e comporta um chapéu de tecido pied de poule preto e branco. Ela veste um corpete vermelho de cetim e uma faixa branca no busto com a inscrição Smoochie Girl em letras maiúsculas. Nas pernas, uma meia fina preta com manchas brancas. Sua expressão é distante e melancólica, com maquiagem marcada nos olhos e batom nude escuro" width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image4-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36817" class="wp-caption-text">Fazendo jus ao título, o segundo álbum de Ashnikko traz a naturalidade da sexualidade com uma abordagem lúdica do desejo e sentimentos femininos (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Giovanna Araújo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde 2017, Ashnikko (Ashton Nicole Casey) se destaca na indústria musical com um estilo alternativo, excêntrico e autêntico. Sua carreira ganhou força em 2019 com o single </span><a href="https://youtu.be/VbQrhOWkonk"><i><span style="font-weight: 400;">Stupid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que hoje ultrapassa meio bilhão de streams totais. Em 2021, a artista lançou a primeira mixtape, </span><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, dois anos depois, seu álbum de estreia, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4xZP0Vuf4DNK7wsp3ZKbQ0?si=MSw6YI4lTVayGGS0-kvHWg"><i><span style="font-weight: 400;">WEEDKILLER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em outubro de 2025, este trabalho já marcado pela experimentação e originalidade ganhou continuidade com </span><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies</span></i><span style="font-weight: 400;">, que reúne 15 novas faixas, sendo cinco delas </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-36813"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No projeto de 2023, são explorados temas como a raiva feminina e o sentimento de fazer justiça com as próprias mãos em um mundo adoecido, ambientando essas emoções em um cenário futurista e fantasioso. Nele, há a combinação de elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma estética </span><i><span style="font-weight: 400;">cyberpunk</span></i> <span style="font-weight: 400;">e narrativa quase mitológica, culminando em uma proposta estética distópica que transforma temas abstratos e complexos em matéria. Não à toa, Ashnikko integrou a </span><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2024 enquanto o ciclo de </span><i><span style="font-weight: 400;">WEEDKILLER</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encerrava, com o single </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0g0qfC3nAaIsfbxS29ksJx?si=6a001e0a2c2042de"><i><span style="font-weight: 400;">Paint The Town Blue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ashnikko - Worms (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HPVpHGscjH0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2025), a cantora se distancia dessa atmosfera fria e mergulha em temáticas quentes, explicitamente eróticas e ousadas – algo já pincelado na mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i><span style="font-weight: 400;">. A sensualidade e os desejos femininos mais íntimos e crus são expostos sem filtros por meio de uma estética maximalista, assumindo o quanto as mulheres podem – e devem – ser pervertidas e obscenas em camadas extradimensionais. O álbum abraça o </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">eletropop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> recuperado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT </span></i><span style="font-weight: 400;">(2024)</span></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX, adotando, na maioria das faixas, uma sonoridade eletrônica voltada para o universo </span><i><span style="font-weight: 400;">club</span></i><span style="font-weight: 400;">. O ambiente criado remete a um</span><i><span style="font-weight: 400;"> sleepover</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre amigas, marcado por confissões que enfatizam a liberdade e a naturalidade da sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o mês de agosto, quando a nova era já se delineava, Ashnikko afirmou em um vídeo para o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Shan On The Street</span></i><span style="font-weight: 400;"> que sua artista favorita é Gwen Stefani e que </span><i><span style="font-weight: 400;">“se não fosse pelo álbum </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/34y7m68F7rN9ou6m5GWohR?si=gpvW_z2gTzCzsquIatTyAA"><i><span style="font-weight: 400;">Love. Angel. Music. Baby. (2004)</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, não estaria fazendo a música que faz hoje</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Neste novo projeto, é nítida não apenas a influência de Stefani, mas também ecos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/baby-one-more-time-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Britney Spears</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Kesha em seus períodos de maior projeção, na primeira década dos anos 2000. Faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Liquid</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Microplastics</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sticky Fingers</span></i><span style="font-weight: 400;"> evocam uma verdadeira viagem sonora a esse momento do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, caracterizado por batidas eletrônicas vibrantes, refrãos pegajosos e uma estética que mesclava irreverência, sensualidade e performance exagerada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O videoclipe do primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/oAHoEWgPL00?si=AVWvAc7E7p9voOQj"><i><span style="font-weight: 400;">Itty Bitty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, apresenta uma clara referência ao enquadramento em </span><i><span style="font-weight: 400;">close-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> em espaços compactos característico dos clipes de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa época, que visava destacar o artista e seus movimentos como no clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Toxic</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Britney Spears, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/entre-a-balada-o-amor-e-o-gotico-a-versatilidade-como-caos-organizado-em-mayhem-de-lady-gaga/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">. Até novembro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies </span></i><span style="font-weight: 400;">conta com três </span><i><span style="font-weight: 400;">music videos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e todas as faixas são acompanhadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">visualizers</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém, a artista já indicou em suas redes sociais a possibilidade de novos lançamentos relacionados à era. A estética é marcada por uma construção visual hyper‑maximalista e pelo uso predominante de uma paleta em tons pastel, o que reforça esse ambiente lúdico e ousado que o álbum busca estabelecer.</span></p>
<figure id="attachment_36816" aria-describedby="caption-attachment-36816" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36816" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3.gif" alt="Ashnikko aparece em um cenário vibrante que lembra uma loja de doces. No rosto, ela usa uma máscara translúcida que lembra látex e, sobre o cabelo azul, um acessório branco em forma de orelhas de coelho. Seus dois dentes da frente estão exageradamente grandes, remetendo a dentes de coelho. O ambiente é colorido e caótico, com prateleiras cheias de frascos, potes e doces de várias cores. Um letreiro ao fundo diz Eat My Sweets" width="500" height="375" /><figcaption id="caption-attachment-36816" class="wp-caption-text">Videoclipe de Trinkets, primeiro lançado da era Smoochies em 14 de agosto (Produção: BlinkInk/Jake River Parker)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do respiro nostálgico dos anos 2000, a era </span><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies </span></i><span style="font-weight: 400;">trás uma inovação notável no trabalho de Ashnikko que se manifesta especialmente na música </span><i><span style="font-weight: 400;">She’s So Pretty</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nas duas últimas faixas, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/78EsMn9Rlb9si1NkvPPLrQ?si=3b6825b28b4d46ca"><i><span style="font-weight: 400;">Baby Teeth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">It Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trata-se de uma influência sonora do </span><a href="https://www.letras.mus.br/blog/musica-folk/"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> suaves de violão pontuais e uma produção mais orgânica, que contrasta com o eletropop característico que se constituiu ao longo do disco. É a primeira vez que Ashnikko incorpora elementos desse gênero em sua arte de forma concreta e, embora possa inicialmente soar como uma experimentação, a execução demonstra maturidade e domínio do estilo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música conceitual, </span><a href="https://youtu.be/r3ME2EHO0zc?si=pAblE7hiNkIrUNlk"><i><span style="font-weight: 400;">Smoochie Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, se apresenta como a abertura e recepção do álbum e seus versos traduzem o ímpeto e a vulnerabilidade da paixão e as inquietações que o desejo desperta. No abre alas dessa experiência, Ashnikko aborda a dualidade entre o êxtase e a ansiedade da entrega, explorando a complexidade emocional que acompanha o envolvimento amoroso. Temas parecidos voltam a aparecer como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby Teeth</span></i><span style="font-weight: 400;">, que funciona não apenas como uma extensão dessas ideias, mas também como um marcador estético que dialoga visual e conceitualmente com a capa</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i></p>
<p><a href="https://bcharts.com.br/t/conhecam-a-cantora-produtora-dj-etc-cobrah/79133"><span style="font-weight: 400;">COBRAH</span></a><span style="font-weight: 400;">, cantora e compositora sueca, aparece como a única colaboração do </span><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Wet Like</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ashnikko e a artista brincam com o prazer feminino com alternância entre as vozes, que ilustram a dinâmica de dominação e submissão de forma explícita e bem humorada. A faixa explode em uma fusão sonora marcada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">industrial e batidas que criam a atmosfera de</span><i><span style="font-weight: 400;"> club late-night</span></i><span style="font-weight: 400;">, estabelecendo bem o caráter provocativo do disco.</span></p>
<figure id="attachment_36814" aria-describedby="caption-attachment-36814" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36814" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-800x531.png" alt="Em um fundo branco minimalista, Ashnikko e Cobrah posam juntas. Cobrah é uma mulher branca de cabelos loiros lisos e está em pé, usando um vestido preto transparente de renda com um espartilho bege estruturado. Ao lado dela, Ashnikko está agachada usando uma regata rosa com um shorts e sapatos vermelhos de plataforma, fitas rosas e vermelhas entrelaçam em suas pernas" width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-800x531.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-768x510.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36814" class="wp-caption-text">Ashnikko e COBRAH para Wet Like, um dos cinco singles de Smoochies (Foto: Lily Thompson)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto emblemático da performer que reaparece neste projeto é a abordagem explícita de sua sexualidade. A artista é assumidamente bissexual desde 2019 através de uma </span><a href="https://x.com/ashnikko/status/1176112369828814848?s=20"><span style="font-weight: 400;">publicação</span> </a><span style="font-weight: 400;">na rede social </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">(antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">) e, desde então, essa temática tem se mantido como uma marca constante em sua produção artística.  Em 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">Slumber Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> – uma de suas músicas em que trata abertamente de relações entre mulheres – viralizou globalmente, contribuindo para seu reconhecimento como um dos nomes LGBTQIA+ mais latentes da indústria atual.</span></p>
<p><a href="https://www.letras.mus.br/ashnikko/shes-so-pretty/"><i><span style="font-weight: 400;">She’s So Pretty</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">assume esse papel em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Smoochies</span></i><span style="font-weight: 400;">, narrando sua devoção, admiração e até submissão ao se relacionar com uma mulher de maneira quase visceral. A composição transita entre vocais ardentes e sedutores e um refrão que se desfaz em doçura em um tom apaixonado, delirante e etéreo, espelhando o contraste entre desejo e ternura. Outras faixas também refletem sua orientação sexual, ainda que não como tema central. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista à revista britânica </span><a href="https://www.nme.com/news/music/ashnikko-announces-sexy-playful-and-feminine-second-album-smoochies-with-lively-single-trinkets-3884863"><span style="font-weight: 400;">NME</span></a><span style="font-weight: 400;">, em agosto de 2025, Ashnikko mencionou um diferencial do atual trabalho em relação aos seus anteriores que explica essa intimidade: “</span><i><span style="font-weight: 400;">este é o primeiro álbum em que escrevo de forma muito autobiográfica, mas no fundo, tudo se resume à autonomia pessoal e a um toque de fantasia alegre</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A artista permite fluir na obra seu lado compositor e traduz suas próprias vivências em narrativas que alternam entre vulnerabilidade, humor e autoconfiança. A forte presença no conteúdo lírico resultou em um conjunto de canções que convertem experiências íntimas em expressões exageradas e camadas sonoras vibrantes e divertidas.</span></p>
<figure id="attachment_36815" aria-describedby="caption-attachment-36815" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36815" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1-800x800.jpg" alt="Ashnikko aparece uma pessoa deitada de costas em um sofá vermelho de veludo, em um cenário interno colorido e onírico. Ela tem cabelos longos azuis, usa meia-calça clara, short xadrez, camiseta clara e stampada e salto verde. No chão branco, há pequenos objetos espalhados. Ao fundo, paredes com padrões geométricos e cores iridescentes; no canto superior esquerdo aparece a palavra Smoochies em uma forma rosa semelhante a um chiclete." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36815" class="wp-caption-text">Capa alternativa de Smoochies, em photoshoot realizado para o videoclipe de Smoochie Girl (Foto: Vasso Vu)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa subjetividade é profundamente explorada no encerramento, com a faixa </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2IapyOilupOTvh9czjQ1fQ?si=53f8a7fce0254dad"><i><span style="font-weight: 400;">It Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Assim como em</span><i><span style="font-weight: 400;"> WEEDKILLER</span></i><span style="font-weight: 400;">, o elemento final aqui destoa lírica e sonoramente do restante do projeto, trazendo uma perspectiva mais melancólica e reflexiva. Nessa letra, a cantora expõe tensões familiares que evidenciam a influência das relações pessoais e das expectativas na formação de sua autoestima e imagem. A obra é amarrada com um olhar para dentro através de metáforas, brutalidade e confusão, propondo não só uma conclusão musical, mas simbólica: a afirmação de liberdade que se construiu ao longo do álbum agora se confronta com suas próprias sombras.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como </span><i><span style="font-weight: 400;">WEEDKILLER</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">DEMIDEVIL</span></i><span style="font-weight: 400;">, reafirma Ashnikko como uma das vozes mais autênticas e provocativas do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo contemporâneo, demonstrando sua habilidade em unir humor, erotismo e crítica sob uma estética empolgante e única. Em um cenário cultural e político cada vez mais atravessado por discursos conservadores, essa abordagem aparece sutilmente como um gesto contracultural que reivindica o </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/sexo/noticia/2025/03/ate-que-ponto-mulheres-sao-realmente-livres-para-se-dar-prazer-e-falar-de-sexo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">direito ao prazer feminino</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o coloca em pauta. Ainda que liricamente o disco se mostre menos denso e conceitual que o trabalho de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Smoochies</span></i><span style="font-weight: 400;"> compensa em carisma e coesão estética e prova que a força de Ashnikko está justamente em sua capacidade de transitar entre estilos e tornar interessante qualquer temática.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Smoochies" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3sH8UDUC6HQ73z8xisIDj5?si=9DR_y4qCQxudvQHCuTi8sQ&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 20:00:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Nathalia Helen Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao Grammy 2026 com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. Fancy That concorre a Best Dance/Electronic Album, enquanto Illegal aparece entre as indicadas a Best Dance &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-fancysomemore/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_36821" aria-describedby="caption-attachment-36821" style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM11.jpg" alt=" A imagem é a capa do álbum Fancy Some More, de PinkPantheress. Nela, a cantora aparece em frente a um fundo azul vibrante, vestindo meia-calça vermelha, sapatos pretos e um body preto com detalhes vermelhos. Ela segura um quadro pintado com traços expressivos em preto e vermelho, com um recorte central que revela seu rosto, criando a ilusão de que a pintura se prolonga em seu corpo. No chão, uma pequena mancha de tinta preta reflete parte da cena. A composição mistura arte e moda de maneira ousada, traduzindo o estilo visual experimental e criativo da artista." width="512" height="504" /><figcaption id="caption-attachment-36821" class="wp-caption-text">A artista britânica transforma o conceito de álbum em celebração coletiva (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Helen</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao </span><a href="https://www.grammy.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2026 </span></i></a><span style="font-weight: 400;">com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy That</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Dance/Electronic Album</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Illegal</span></i><span style="font-weight: 400;"> aparece entre as indicadas a </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Dance Pop Recording</span></i><span style="font-weight: 400;">, colocando oficialmente o som etéreo e acelerado da artista britânica no centro das discussões do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e da eletrônica contemporâneos. É a partir desse reconhecimento — que valida um projeto originalmente curto, fragmentado e quase experimental — que </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge como uma resposta direta: maior, mais aberta e consciente de seu próprio impacto.</span></p>
<p><span id="more-36820"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://spotify.link/c8gC5NUiOXb"><i><span style="font-weight: 400;">Fancy That</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">de PinkPantheress, era um disco curtíssimo de 20 minutos com nove faixas – quase uma </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape </span></i><span style="font-weight: 400;">condensada de ideias e emoções –, sua nova versão chega com fôlego de sobra: são 31 músicas distribuídas em dois volumes digitais e três </span><i><span style="font-weight: 400;">CDs</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo remixes de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e produtores de peso, além de colaborações com vocalistas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A proposta, ambiciosa, soa como um exercício de expansão do próprio universo sonoro da cantora: um mundo de batidas aceleradas, vocais etéreos e nostalgia do início dos anos 2000, agora reinterpretado sob dezenas de olhares.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um relançamento; é quase uma reescrita do próprio mito em torno da cantora. Desde que surgiu no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok </span></i><span style="font-weight: 400;">com canções que pareciam fragmentos de sonhos </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">PinkPantheress</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma estética tão precisa que se tornou um gênero em si mesma. Aqui, ela brinca com essa autoimagem, e o resultado é um trabalho que funciona tanto como celebração quanto como experimento.</span></p>
<figure id="attachment_36822" aria-describedby="caption-attachment-36822" style="width: 415px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36822" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM2.jpg" alt="A segunda imagem faz parte de um ensaio fotográfico para a i-D Magazine. PinkPantheress aparece sentada no chão com as pernas cruzadas, diante de um fundo cinza neutro. Ela veste uma camisa preta de manga comprida com o nome “Palace” escrito em vermelho, combinada com uma calça jeans clara e sapatilhas brancas. Seu cabelo é longo, liso e com franja. O olhar é sereno e voltado diretamente para a câmera, transmitindo calma e autenticidade." width="415" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-36822" class="wp-caption-text">Após viralizar no TikTok, PinkPantheress se firmou como uma das vozes mais originais do pop atual (Foto: i-D Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os nomes mais empolgantes, um grupo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/pinkpantheress-confirma-anitta-mochakk-e-dj-caio-prince-em-novo-album/"><span style="font-weight: 400;">brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca: Anitta, DJ Caio Prince, Adame DJ e Mochakk. A presença deles não é mero detalhe – é um sinal de que o som da artista britânica começa a dialogar diretamente com o calor e a criatividade latino-americana. Agora, ela abre as janelas para o mundo, permitindo que outras vozes e ritmos invadam o seu espaço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há uma sensação constante de curiosidade e desprendimento que percorre o disco. PinkPantheress nunca parece querer agradar a todos, mas sim ver até onde seu som pode chegar. Ela dá espaço para outros artistas reinterpretarem suas faixas com total liberdade, e esse risco – de perder o controle sobre a própria identidade musical – é justamente o que torna o projeto tão instigante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://youtu.be/xi5dEA7B4l4?si=CABRjk_9ppLJqSQg"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> para observar o que acontece quando um estilo tão particular é exposto à pluralidade global.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de tantos acertos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um projeto difícil de ler como um todo. As faixas não foram feitas para serem ouvidas de ponta a ponta – e a própria artista já questionou a importância da ‘ordem’ de um álbum. Mais do que narrativa, ela oferece um mosaico: fragmentos que o ouvinte pode e precisa montar por conta própria. </span></p>
<p><a href="https://youtu.be/hEQwWKj8Sns?si=jMyXEZNQQaFjxnaA"><span style="font-weight: 400;" data-rich-links="{&quot;fple-t&quot;:&quot;PinkPantheress - Stateside + Zara Larsson (Official Audio)&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https://youtu.be/hEQwWKj8Sns?si=jMyXEZNQQaFjxnaA&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}">PinkPantheress &#8211; Stateside + Zara Larsson (Official Audio)</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desafio é garimpar seus favoritos entre tantas versões de uma canção (quatro só de </span><a href="https://spotify.link/rX7eOf8jOXb"><span style="font-weight: 400;">Stateside</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span><a href="https://personaunesp.com.br/poster-girl-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zara Larsson</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, entrega uma das melhores surpresas com sua leitura da faixa: ela injeta peso e emoção a um dos momentos mais marcantes do disco, até mesmo fazendo uma referência bem-humorada à polêmica envolvendo sua recente turnê com </span><a href="https://personaunesp.com.br/so-close-to-what-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tate Mcrae</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou em turnê pelos Estados Unidos / Beijando meu garoto sueco pelo FaceTime / Quem diria que abrir me tornaria manchete?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, nem tudo brilha com a mesma intensidade. Colaborações com nomes como Oklou, JADE e Bladee ficam aquém do impacto esperado, e o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">de Joe Goddard para </span><a href="https://youtu.be/q7L5KGSYzEc?si=-x5oXoTn0VEq7XFi"><i><span style="font-weight: 400;">Tonight</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa mais como uma interferência do que reinvenção criativa. Ainda assim, há calor o bastante para justificar a empreitada – e alguns remixes chegam a superar as versões originais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, há instantes em que o excesso de produção e o polimento digital diluem o charme minimalista que sempre definiu a artista. Parte de sua força vem justamente da timidez, da economia e das </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/uma-musica-nao-precisa-ser-maior-que-2-minutos-e-30-segundos-diz-pinkpantheress/"><span style="font-weight: 400;">canções curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que soam como rabiscos sonoros – suas faixas mais populares no Spotify mal passam de dois minutos e meio. Como ela mesmo já afirmou, </span><i><span style="font-weight: 400;">“uma música não precisa ter mais de dois minutos e trinta segundos; não precisamos repetir um verso, nem de uma ponte, nem de um final longo</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa concisão, que faz dela uma figura tão singular e interessante no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, acaba se perdendo no meio da grandiosidade do projeto.</span></p>
<figure id="attachment_36823" aria-describedby="caption-attachment-36823" style="width: 415px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36823" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/FSM4.jpg" alt="Nessa imagem, também do ensaio para a i-D Magazine, a artista surge sorridente, de olhos fechados, com as mãos apoiadas na cabeça. Ela usa uma jaqueta de couro vermelha aberta sobre um vestido ou blusa preta. O fundo permanece cinza, destacando o contraste entre o vermelho vibrante da jaqueta e o preto do figurino. A pose descontraída e o sorriso espontâneo capturam um momento de alegria genuína, revelando um lado leve e divertido de PinkPantheress, em contraste com a estética mais conceitual da capa do álbum." width="415" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-36823" class="wp-caption-text">PinkPantheress conquistou o mundo com faixas curtas, nostálgicas e cheias de identidade (Foto: i-D Magazine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há um mérito em ver PinkPantheress explorando novas texturas e camadas. Se antes ela era vista como uma </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/pinkpantheress-e-a-nossa-artista-queridinha-low-profile-em-ascensao/"><span style="font-weight: 400;">artista de nicho</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se coloca no centro do diálogo global do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo. Ela parece consciente de que seu som é um reflexo de uma geração hiperconectada – aquela que consome e descarta em questão de segundos –, e responde a isso criando uma obra que também se comporta como uma timeline infinita, onde tudo coexiste ao mesmo tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum também funciona como um estudo sobre autoria e controle artístico. Ao abrir mão da centralidade, a compositora desafia o conceito tradicional de ‘dona da obra’. Em vez de proteger seu catálogo, ela o oferece como matéria-prima, permitindo que </span><a href="https://billboard.com.br/pinkpantheress-remixes-album/"><span style="font-weight: 400;">outros</span></a><span style="font-weight: 400;"> o distorçam, reinventem e, às vezes, até o superem. É um gesto de coragem e desprendimento raro na indústria atual, onde a imagem e o som costumam ser rigidamente protegidos por contratos e egos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fancy Some More?</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma celebração do agora – um gesto de abertura e curiosidade que confirma o status da cantora como uma das artistas mais inventivas de sua geração. Ao revisitar e remixar seu próprio repertório, ela testa os limites da sua estética e convida o público a fazer o mesmo. O resultado é um banquete irregular, mas generoso: pode não haver coerência perfeita, entretanto, há algo para todos os gostos – e, acima de tudo, a sensação de que o </span><a href="https://spotify.link/QUh6ncylOXb"><span style="font-weight: 400;">universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de PinkPantheress está só começando a se expandir.</span></p>
<p><a href="https://spotify.link/6oDy6OcmOXb">https://spotify.link/6oDy6OcmOXb</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Com o Midnight Sun, chegou a hora de Zara Larsson</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 15:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Machado Leal Os últimos anos da música pop mostraram que quem espera, sempre alcança. Se em 2024, Sabrina Carpenter se tornou um dos principais nomes atuais do gênero e Charli XCX finalmente conquistou as devidas flores com o Brat, o mesmo pode ocorrer com outras cantoras. Sem investimentos da gravadora, uma fanbase não tão &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/midnight-sun-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com o Midnight Sun, chegou a hora de Zara Larsson"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36810" aria-describedby="caption-attachment-36810" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36810" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3.png" alt="Capa do CD Midnight Sun, da cantora Zara Larsson. Na imagem, a artista está de joelhos em uma grama e apoia as duas mãos na superfície. Ela usa um vestido laranja, com rendas amarelas e rosas. Atrás dela, há flores azuis, árvores e um sol, que preenchem o ambiente. Ela está centralizada na foto e o seu cabelo loiro tampa uma parte de seu rosto, incluindo o olhar da cantora." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3.png 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image3-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36810" class="wp-caption-text">No conjunto de dez faixas, a sueca faz o melhor trabalho de sua carreira até o momento (Foto: Sommer House/Epic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Machado Leal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os últimos anos da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">mostraram que quem espera, sempre alcança. Se em 2024, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou um dos principais nomes atuais do gênero e </span><a href="https://personaunesp.com.br/ha-5-anos-charli-xcx-mostrava-seus-sentimentos-mais-profundos-em-how-im-feeling-now/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente conquistou as devidas flores com o </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o mesmo pode ocorrer com outras cantoras. Sem investimentos da gravadora, uma fanbase não tão expressiva e uma identidade sonora inconsistente são alguns dos fatores que servem como empecilhos àqueles com desejo pelo sucesso. Era o caso de Zara Larsson: a artista sueca viu muitos de seus hits serem cantados, mas também leu declarações como: “</span><i><span style="font-weight: 400;">quem está cantando essa música?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A partir do lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnight Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, quinto álbum de estúdio da loira, as coisas mudaram.</span></p>
<p><span id="more-36807"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com produção de Margo XS e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GTyN-DB_v5M&amp;list=RDGTyN-DB_v5M&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">MNEK</span></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa título garantiu um frescor à carreira da moça de 28 anos. O sol da meia-noite em Estocolmo é algo real e que, surpreendentemente, combina com a trajetória da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">: como ela versa na canção, o verão ainda não acabou! Há tempo de florescer e conquistar o seu espaço em uma competição tão acirrada quanto o mundo musical. Abertura do projeto, aqui há uma síntese do alcance da estrela – vocais no ponto, prolongação da nota que fecha o refrão, de fato, uma sensação de que algo novo estava por vir.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Zara Larsson - Midnight Sun (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/uvY8fdgezLQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestes a completar 12 anos de carreira em 2026, apresentar a cantora como um novo nome na cena não é o ideal: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tD4HCZe-tew&amp;list=RDtD4HCZe-tew&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Lush Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o maior sucesso de Zara, obteve reconhecimento em 2015, mas foi revivido para a geração atual, que abraçou a composição em redes como o </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">. Para além disso, o hit tem se saído bem nas plataformas de áudio – no dia 14 de janeiro de 2026, Larsson ocupava a sexta posição (a maior até então) das 50 músicas mais escutadas mundialmente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">. Por ser uma persona com um bom tempo de estrada, o trabalho não precisa e nem deve ter a intenção de exibir quem ela é.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Às vezes, o que precisamos é de um ótimo álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E parece que a sueca entendeu isso após inúmeras oportunidades perdidas por ela. Chances essas que não são pela falta de talento. Muito pelo contrário, o problema é que o mercado fonográfico, pautado pelos EUA, é imprevisível e escolhe a dedo quem ‘merece’ ter os dias de glória. Consciente do lugar que ocupa no mundo, a artista possui um posicionamento alinhado com o próprio público: no mundo colorido, vibrante e solar da performer, não há espaço para ódio contra qualquer tipo de ser humano. Em tempos de omissão político-social de algumas cantoras, deixar claro à audiência a maneira como você observa o seu redor é imprescindível aos que desejam alcançar o estrelato. </span></p>
<figure id="attachment_36808" aria-describedby="caption-attachment-36808" style="width: 608px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36808" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-608x800.jpg" alt="Foto da cantora Zara Larsson, uma mulher branca de cabelos louros. Na imagem, a cantora está posando para um outro dispositivo fotográfico. Ela veste um biquíni rosa com pedrinhas e acima da roupa há uma blusa branca cortada em diagonal. A maquiagem do seu rosto é marcada por tons da cor rosa." width="608" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-608x800.jpg 608w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-778x1024.jpg 778w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-768x1011.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1167x1536.jpg 1167w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1-1200x1579.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image1.jpg 1284w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36808" class="wp-caption-text">Lush Life, Symphony e Never Forget You são as músicas de Zara Larsson com mais streams no Spotify (Foto: Robin Bøe)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnight Sun</span></i><span style="font-weight: 400;">, a coesão é definida por fatores externos ao projeto: a estética da era, associada aos memes de golfinho que fizeram </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aatr_2MstrI&amp;list=RDaatr_2MstrI&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Symphony</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parceria com a banda Clean Bandit, caírem novamente no gosto do povo. Após isso, a cantora soube usar o melhor que a </span><i><span style="font-weight: 400;">gen-Z</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode oferecer: dar uma nova roupagem a pessoas e obras por meio dos vídeos e conteúdos on-line. No clipe da faixa que abre o disco, por exemplo, imagens que remetem ao viral ancoradas no </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/05/19/estetica-y2k-cultura-pop/"><i><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um estilo do final dos anos 90 e início dos anos 2000 pautado por muito brilho, cores vibrantes e exagero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos de indústria garantiram à loira uma estratégia muito bem aplicada para, de fato, fincar o seu nome no gênero pelo qual é conhecida. Ela também trouxe a identidade para a turnê iniciada em outubro de 2025. Apostando em roupas cintilantes – com destaque para as saias e blusas regatas –, tudo que envolve esse capítulo da vida de Zara é muito contagiante e luminoso. Embora a veterana tenha ideia de como traçar o seu caminho, muitas de suas conquistas aconteceram naturalmente e no momento em que deveriam ocorrer. Depois de mais de uma década na estrada, a cantora pode versar sobre querer o namorado da amiga em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5_85-2T0d2Q&amp;list=RD5_85-2T0d2Q&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Girl’s Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ou botar tudo para fora, como faz na deliciosa e barulhenta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Paddtn5IdCk&amp;list=RDPaddtn5IdCk&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Ugly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Zara Larsson - Pretty Ugly (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Paddtn5IdCk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande trunfo de Larsson é que é muito interessante saber mais sobre a sua trajetória artística. E nesse sentido, o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">ZARA LARSSON &#8211; Up Close </span></i><span style="font-weight: 400;">chega no tempo perfeito. Centralizado em sua maioria em 2024, antes do lançamento do quinto projeto, conhecemos a vida pessoal, as ambições e percalços de uma figura que sempre esteve ao redor. A produção de 88 minutos acerta ao passar pelos principais pontos da rotina da loira. Fã de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;">, o espírito competitivo e faminto pelos detalhes técnicos de seu trabalho apenas reforçam o seu comprometimento em se tornar uma estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Típico do formato, a obra também discorre os medos e inseguranças. Em uma cena após um show em 2024, a vocalista sente que a plateia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock in Rio</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estava dando o seu máximo, mesmo sendo composta por brasileiros. Mesmo com a equipe tentando levantar o ânimo, a sueca está determinada em sempre entregar o melhor que pode. E, às vezes, só não é a hora certa. Em outro momento, a performer detalha a relação com as </span><a href="https://portalpopline.com.br/documentario-zara-larsson-monitora-charts-spotify-todos-os-dias/"><span style="font-weight: 400;">redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">: por ser cronicamente online, ela sabe exatamente o que as pessoas acham dela, a exemplo dos diversos vídeos que a chamam de artista subestimada ou dos </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">que ressaltam o trabalho árduo durante esses mais de 10 anos.</span></p>
<figure id="attachment_36809" aria-describedby="caption-attachment-36809" style="width: 651px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36809" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-651x800.jpg" alt="Montagem da cantora Zara Larsson, uma mulher branca de cabelos louros. Na colagem, há diversas fotos da cantora com maquiagens que remetem à era Midnight Sun. A foto contém 9 maquiagens com tons de azul, roxo, rosa, laranja, verde e amarelo marcadas por traços fortes." width="651" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-651x800.jpg 651w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-833x1024.jpg 833w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-768x944.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1250x1536.jpg 1250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2-1200x1475.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/02/image2.jpg 1284w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36809" class="wp-caption-text">Um dos aspectos mais interessantes da era são as maquiagens realizadas por Sophia Sinot, que deram o tom da estética de Zara Larsson (Foto: Sophia Sinot)</figcaption></figure>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><span style="font-weight: 400;">Documentários</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre artistas são importantes porque podem humanizá-los ou mostrar o porquê eles merecem os locais que ocupam. </span><i><span style="font-weight: 400;">HOMECOMING A film by Beyoncé </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">Katy Perry: Part of Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2012) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo: dirigindo até você (Sour: o filme) </span></i><span style="font-weight: 400;">(2022) são três exemplos de produções que abordam épocas diferentes de cantoras </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém equivalentes em sua missão: apresentar para o público quem é a pessoa por trás das performances e canções que marcaram gerações. A história de Zara ainda ganha um fôlego, pois aborda as fases iniciais da concepção do quinto álbum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das cenas que exemplificam como funciona a vida de uma musicista em uma gravadora é quando a loira mostra uma das canções do novo projeto e recebe uma recepção não muito calorosa do alto escalão. Ela, então, coloca a faixa-título na reunião e observa atentamente as expressões faciais. Após o refrão – que é, provavelmente, um dos maiores </span><a href="https://people.com/zara-larsson-grammy-nomination-midnight-sun-interview-exclusive-11878575"><span style="font-weight: 400;">acertos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua carreira –, Larsson conquista o sorriso e empolgação daqueles que estão à mesa. Ali, todos sabiam o que era o certo: a hora dela chegou.  Indicada ao Grammy 2026 em Melhor Gravação Dance Pop, a veterana caiu no boca a boca dos votantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sf3UuaQ1a5Y&amp;list=RD5_85-2T0d2Q&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Eurosummer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – uma homenagem à icônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p-Z3YrHJ1sU&amp;list=RDp-Z3YrHJ1sU&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Stereo Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a vocalista traz uma versão do que seria as suas influências da </span><i><span style="font-weight: 400;">eurodance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">romênio, marcados por um solo de acordeão que fazem qualquer um saírem de suas casas e irem o mais rápido possível para uma festa. Na composição, a artista é tomada pela ânsia insaciável de viver experiências transformadoras com um amor. A verdade é que Zara nunca esteve sozinha, só esperou o tempo correto para ser encontrada e amada. Assim como o sol da meia-noite, esperamos que o sucesso da sueca seja interminável, prazeroso e iluminado, de qualquer lugar do mundo.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Midnight Sun" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0nte5x6fXd37Nt7jALSmx0?si=C7U-QPmRTjKc60TK_PuLpQ&amp;nd=1&amp;dlsi=e3e90f58b7ea4491&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Avatar: Fogo e Cinzas não precisa de permissão para existir</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Dec 2025 17:54:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Se James Cameron fosse ao médico, o profissional indicaria que ele não fizesse ego search no Google ou em redes sociais, pois ele esbarraria com duas possibilidades: as publicações que fazem a ingrata equivalência de roteiro versus visual e aquelas que especulam se o longa vai se pagar. Poucos críticos e entusiastas de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/avatar-fogo-e-cinzas-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Avatar: Fogo e Cinzas não precisa de permissão para existir"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36656" aria-describedby="caption-attachment-36656" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36656" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10-800x450.jpg" alt="Cena do filme Avatar: Fogo e Cinzas. Na imagem, Neytiri está furiosa, apontando um arco e flecha para um adversário. Ela possui pele azul escuro, mas está utilizando maquiagem de guerra, que consiste em faixas uniformes nas cores branca, amarela e verde. Neytiri usa tranças escuras na cabeça e alargadores nas orelhas. A iluminação é noturna com luminosidade laranja, causada pela presença de fogo no ambiente. O fundo está desfocado. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-10.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36656" class="wp-caption-text">Este é o terceiro capítulo da longa história arquitetada por James Cameron (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><a href="https://ovicio.com.br/james-cameron-nega-retorno-de-schwarzenegger-em-reboot-de-o-exterminador-do-futuro-e-mais/"><span style="font-weight: 400;">James Cameron</span></a><span style="font-weight: 400;"> fosse ao médico, o profissional indicaria que ele não fizesse </span><i><span style="font-weight: 400;">ego search </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Google</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou em redes sociais, pois ele esbarraria com duas possibilidades: as publicações que fazem a ingrata equivalência de roteiro versus visual e aquelas que especulam se o longa vai se </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2025/12/18/nem-us-5-bilhoes-bastam-james-cameron-diz-que-avatar-ainda-precisa-se-provar-em-fogo-e-cinzas.ghtml"><span style="font-weight: 400;">pagar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Poucos críticos e entusiastas de Cinema querem comentar sobre o filme fora destes escopos. O cineasta não tem que provar para ninguém, exceto aos acionistas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, o porquê de precisar filmar o próximo conto de Pandora. Para além disso, qual é a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar: Fogo e Cinzas</span></i><span style="font-weight: 400;">? </span><span id="more-36646"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira parte da franquia se distancia de seu antecessor, </span><a href="https://personaunesp.com.br/avatar-o-caminho-da-agua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caminho da Água</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), ao deixar de lado a contemplação do ecossistema e a fusão de gêneros narrativos. Ao introduzir o clã </span><i><span style="font-weight: 400;">Metkayina</span></i><span style="font-weight: 400;">, Cameron dedicou longas sequências desbravando cada centímetro da cultura daqueles seres que vivem com o mar, enquanto apresentava novos conflitos e personagens por meio da ficção científica, do drama familiar e de pequenos lastros de </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-anos-curtindo-a-vida-adoidado-carreira-vitoriosa-john-hughes/"><span style="font-weight: 400;">John Hughes</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, no enredo da nova história, apesar de a tribo do fogo ser novidade, o diretor não repete o que fez antes. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Avatar: Fogo e Cinzas </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme denso – uma espécie de cura aos protagonistas – em que muitos eventos acontecem ao mesmo tempo e a trama avança, maximizando os problemas. Sully (</span><a href="https://personaunesp.com.br/ate-o-ultimo-homem/"><span style="font-weight: 400;">Sam Worthington</span></a><span style="font-weight: 400;">) toma uma decisão para ajudar a família a lidar com a morte de Neteyam (Jamie Flatters) e, a partir disso, consequências são desencadeadas. O roteiro (de Cameron, </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/planeta-dos-macacos-o-confronto/"><span style="font-weight: 400;">Amanda Silver</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Rick Jaffa) tenciona questões passadas, como a insubordinação de Lo&#8217;ak (Britain Dalton), para erradicar, no clímax, todos os fantasmas que assombram essa família. Neste ponto, o longa se assemelha ao segundo: a batalha é no mesmo cenário e contra os mesmos adversários. Ali, esses personagens têm a chance de fazer diferente – e isso é feito.</span></p>
<figure id="attachment_36657" aria-describedby="caption-attachment-36657" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36657" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-800x424.jpg" alt="Cena do filme Avatar: Fogo e Cinzas. Na imagem, Varang mantém Spider como refém. Ela aponta uma lâmina para o pescoço do rapaz com uma mão enquanto segura os cabelos dele com a outra. Ela é uma alienígena, de pele azul, adorno vermelho de penas na cabeça, tintura branca e vermelha no rosto e braços. Spider é um garoto na faixa dos 20 anos, de pele clara e cabelos loiros trançados. Eles estão na floresta, é noite e em volta deles há outros aliens. " width="800" height="424" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-800x424.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-1024x543.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-768x407.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-1536x814.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5-1200x636.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-5.jpg 1620w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36657" class="wp-caption-text">A paixão de Cameron por Spider (à direita) é uma das características mais interessantes da trilogia: o personagem mais ridículo possui a linha de diálogo mais tocante de Fogo e Cinzas (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Este capítulo é sobre as oportunidades que surgem para deixar o passado. Sully confronta seu nêmesis, Quaritch (</span><a href="https://ovicio.com.br/stephen-lang-quer-concluir-a-trilogia-de-o-homem-nas-trevas/"><span style="font-weight: 400;">Stephen Lang</span></a><span style="font-weight: 400;">), com a proposta de aventurar-se em Pandora e abandonar o posto de coronel. Diante disso, o vilão perde a dicotomia estabelecida principalmente na história de 2009 (homem X natureza) e passa a ter acenos de empatia e carinho, somando novas camadas a ele, que vai se apropriar do local, de seu modo, é claro. O trio de roteiristas aproveitou a brecha para se redimir do que foi feito com Neytiri (</span><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-2-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Zoë Saldaña</span></a><span style="font-weight: 400;">) em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caminho da Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, lá a protagonista foi ofuscada pelas peripécias dos filhos e o arco de Quaritch.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No lançamento, ela retorna ao seu posto, tendo sua própria jornada e vários momentos de agência no enredo, tanto que a adição ao time de vilões, Varang (Oona Chaplin), foi feita especialmente para que existisse um desafio para Neytiri. Até terciários têm espaço para as novas narrativas, como o caçador de baleias interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n9JAmp053A4"><span style="font-weight: 400;">Brendan Cowell</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve seu braço arrancado em um embate contra as criaturas colossais em 2022 – ele continua no exercício, utilizando uma prótese mecânica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É notório que “conexão” é uma palavra presente nas tramas e no visual de </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar</span></i><span style="font-weight: 400;">, repare que o principal elo dos alienígenas com seu ambiente é o </span><i><span style="font-weight: 400;">kuru</span></i><span style="font-weight: 400;"> na trança de seus cabelos. Cameron, portanto, constrói rimas para diferenciar os vínculos da humanidade e do povo Na&#8217;vi; eles se unem fisicamente com seres aquáticos rumo à batalha e os terráqueos entram em cápsulas submarinas – o espectador também se conecta com o artificial: as imagens digitais e plásticas. Ainda existe uma temática de </span><a href="https://cinepop.com.br/os-10-anos-de-vingadores-era-de-ultron-a-aventura-mais-polemica-do-grupo-651557/"><span style="font-weight: 400;">aço contra madeira</span></a><span style="font-weight: 400;"> (isso fica claro na diferença gritante entre o cinza da base militar e o verde dos </span><i><span style="font-weight: 400;">habitats</span></i><span style="font-weight: 400;"> naturais), porém a produção aprofunda essa noção.</span></p>
<figure id="attachment_36658" aria-describedby="caption-attachment-36658" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6-800x335.jpg" alt="Cena do filme Avatar: Fogo e Cinzas. Na imagem, a personagem Varang está de costas para a câmera, mas de frente para uma grande fogueira. Seu corpo todo está coberto por sombras. Ela está com os braços abertos e segura uma lâmina vermelha em cada mão. Em sua cabeça, ela veste um adorno vermelho. Em volta da chama, há membros de sua aldeia. " width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6-1536x644.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6-1200x503.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-6.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36658" class="wp-caption-text">Em 2022, O Caminho da Água inundou o pálido Cinema de Hollywood com vibrantes tons azuis. Em 2025, Fogo e Cinzas devolve sexo e drogas à castidade (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, há outra pessoa interessada em conexão: James Cameron. A franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar </span></i><span style="font-weight: 400;">pretende imergir o público naquele universo, seja com o </span><i><span style="font-weight: 400;">3D </span></i><span style="font-weight: 400;">ou com o melodrama. Isso faz parte do texto e da forma. O canadense usa planos fechados em seus personagens diversas vezes para captar a </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/o-que-pensa-james-cameron-sobre-uso-de-atores-feitos-por-ia/"><i><span style="font-weight: 400;">performanc</span></i><span style="font-weight: 400;">e dos atores</span></a><span style="font-weight: 400;">, engrandecer a tecnologia de captação de movimento e para envolver o espectador. Cenários monumentais existem em qualquer </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbuster </span></i><span style="font-weight: 400;">– o trailer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mortal Kombat 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> antes da sessão começar é um exemplo –, mas poucos sabem filmar essas locações falsas como o diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Titanic</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1997). A geografia dos espaços sempre está presente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sons das ondas no horizonte, a influência do solo na luta, as árvores como esconderijos, a semelhança entre criaturas para gerar tensão e a potência dos tiros de armas para reforçar que aquele instrumento é uma novidade sedutora ao Povo das Cinzas demonstram o rigor na cenografia. Este trabalho pode passar despercebido para quem fica esperando um roteiro inovador ao invés de pensar na forma como os eventos acontecem e para aqueles que discutem se </span><i><span style="font-weight: 400;">Avatar: Fogo e Cinzas</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale a pena ser visto. Torcer para que um filme encha os bolsos da </span><a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/03/20/disney-conclui-compra-da-21st-century-fox-por-us-71-bilhoes.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma posição desconfortável, mas se essa for a única forma de James Cameron manter uma das únicas franquias interessantes e sem ramificações da contemporaneidade, então que seja. </span></p>
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