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	<title>Arquivos What Are You So Afraid Of &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Euphories e a exaltação nostálgica dos anos 80</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2021 20:23:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Laura Ferreira Nos últimos anos, vimos explodir uma aura nostálgica que cerca a década de 1980. De influências musicais à moda e cinema, a estética da época é reaproveitada aos montes numa tentativa de trazer toda a sua magia para o momento atual, o que por vezes não passa de uma cópia barata do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/euphories-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Euphories e a exaltação nostálgica dos anos 80"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18495" aria-describedby="caption-attachment-18495" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-18495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1.jpg" alt="Capa do álbum Euphories. Mostra uma mulher branca de cabelos castanhos soltos, que usa uma camiseta e shorts brancos, abraçando por tás um homem, também branco e de cabelos castanhos curtos, que usa uma blusa de mangas compridas e uma calça, ambas brancas. Ao fundo vemos uma janela, cortinas, uma cômoda e um relógio na parede, todos brancos. A capa é iluminada por luzes rosa e azul neons. No topo da imagem está escrito Videoclub em letras garrafais azuis e logo abaixo está escrito Euphories em branco." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/61t0Xb65qlL._SL1024_-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18495" class="wp-caption-text">“Não quero cair no seu esquecimento/ Deixe-me vagar por suas noites” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, vimos explodir uma aura nostálgica que cerca a década de 1980. De influências musicais à moda e cinema, a estética da época é reaproveitada aos montes numa tentativa de trazer toda a sua magia para o momento atual, o que por vezes não passa de uma cópia barata do que funcionava anos atrás. É certo que alguns artistas conseguem refrescar suas influências e apresentar obras primas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> de The Weeknd, enquanto outros apenas se perdem em meio a referências. Para a nossa sorte,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-janeiro-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sabe onde pisa e desfila pela década com a confiança necessária para entregar algo novo e ainda </span><i><span style="font-weight: 400;">old school</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-18492"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é o primeiro da banda Videoclub, que já vinha desde 2018 trazendo ritmos datados para o presente de forma bem feita e natural. Construindo uma identidade marcada que lembra ícones da época como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6Uxc9eFcZyM"><span style="font-weight: 400;">Duran Duran</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda firma seu estilo da mesma maneira que outras obras, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conseguiram nos últimos anos. A combinação de sintetizadores e melodias retrôs combinam bem com a proposta do disco, criando uma atmosfera saudosa, mas ainda assim interessante e jovem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E como todo bom disco recheado de influências, não poderiam faltar as canções que se encaixam com perfeição na discografia das estrelas da época, entre elas </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories</span></i><span style="font-weight: 400;">. A faixa que dá nome ao álbum carrega uma leveza dançante que nos transporta para uma discoteca moderna, lembrando os</span><i><span style="font-weight: 400;"> singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cyndi Lauper como a clássica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PIb6AZdTr-A"><i><span style="font-weight: 400;">Girls Just Wanna Have Fun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas mesmo cercada de interferências, a canção ainda consegue trazer traços contemporâneos com uma letra que fala muito mais sobre a geração Z e suas paixões do que uma simples ode à distante década.</span></p>
<figure id="attachment_18494" aria-describedby="caption-attachment-18494" style="width: 1298px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-18494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1.jpg" alt="A imagem mostra os cantores Matthieu Reynaud e Adèle Castillon, da esquerda para a direita, sentados encostados a uma parede. Matthieu usa uma camiseta de mangas compridas amarela com faixas rosas e vermelhas nos braços, ele tem o cabelo castanho, liso e curto, e é um homem branco. Adèle é uma mulher branca de cabelos castanhos e lisos presos em um rabo de cavalo baixo. Ela usa uma blusa florida e tem óculos de sol na cabeça. Adèle olha para câmera. " width="1298" height="769" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1.jpg 1298w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-300x178.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-1024x607.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-768x455.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/videoclub_photo_1-1200x711.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18494" class="wp-caption-text">Ephories possui 11 faixa, que são, em sua maioria, compostas por Adèle e Matthieu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É nessa dualidade entre letra e melodia que </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories </span></i><span style="font-weight: 400;">constrói toda sua força e estima, provando ser muito mais do que apenas uma simples homenagem aos anos 80. Apesar de toda a animação das sonoridades, da atmosfera festiva e das batidas contagiantes, Videoclub traz letras profundas, e um tanto pesadas, que poderiam facilmente passar despercebidas. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5NjJLFI_oYs"><i><span style="font-weight: 400;">Amor Plastique</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, somos embalados por um som alegre enquanto escutamos </span><span style="font-weight: 400;">Adèle Castillon</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Matthieu Reynaud</span><span style="font-weight: 400;"> cantarem: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou apenas sua sombra/A respiração latejante/De nossos corpos no escuro”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Toda essa dicotomia é propositalmente atada a uma construção de atmosfera que cresce aos poucos e se preocupa em ter certeza que fazemos parte dela. Por isso que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=08gp1Ih31dQ"><i><span style="font-weight: 400;">808</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">chama a atenção ao ser uma faixa puramente instrumental quase ao fim do disco. A prática de trazer um musical nesses parâmetros é recorrente e ajuda a nos inserir na história, mas a banda foge do padrão ao escolher sua posição como uma chamada de atenção, para ter certeza que estamos presentes, acompanhando a narrativa, e não nos perdemos nesse túnel do tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção tardia da atmosfera ajuda a nos puxar de volta para a obra depois da desastrosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qtPuCnKahMw"><i><span style="font-weight: 400;">What Are You So Afraid Of</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A faixa, cantada em inglês, é a que menos impressiona e pode ser considerada a grande “bomba” do disco. Sem graça e sem sentimento, Adèle não consegue imprimir toda sua emoção na língua estrangeira, tornando a música esquecível e descartável. Talvez ela tenha sido trazida como uma tentativa de tirar o álbum do circuito francês e trazê-lo para o mundo, mas seria mais efetivo se tivessem lembrado que música é sobre sentimento e não precisa ser entendida ao pé da letra.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="VIDEOCLUB – Roi (Clip officiel)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4NOMFBRfaT0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega a ser cômico o apego das novas gerações por uma década que sequer presenciaram. Essa falsa nostalgia, empregada como um </span><a href="https://personaunesp.com.br/wonder-critica/"><span style="font-weight: 400;">tributo aos anos 80</span></a><span style="font-weight: 400;">, constrói um estereótipo caricato que se perde em meio aos </span><i><span style="font-weight: 400;">neons</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aos cabelos desfiados da época. E brincando com essa construção burlesca que Videoclub entrega uma obra com personalidade mesmo em meio a tantas repetições. A sensação de </span><i><span style="font-weight: 400;">“já ouvi isso em algum lugar”</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mantém durante todo o trajeto de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Euphories</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas ainda assim é um caminho interessante para se andar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez seja a língua ou a incógnita da paixão pela década, mas seja o que for, o álbum sabe o que faz e não se importa de cair em alguns esteriótipos caso eles sejam usados para construir uma grande obra, que vista de longe tem muito mais personalidade do que imaginávamos. Abrindo caminho entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> americano que tanto escutamos, Videoclub entrega um disco completo e forte o suficiente para ganhar o mundo. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Euphories </span></i><span style="font-weight: 400;">entendemos o que significa ser datado e o que é inovador. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Euphories" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/7qRGZrr36qgz0hhJKgvIvg?si=QNil7KjMTcG-A6oRsm-ZEw"></iframe></p>
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