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	<title>Arquivos vintage &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Oscar 2026: onde vestir é posicionar-se</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:30:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com looks mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade Livia Queiroz  Ao tratar de uma cerimônia como o Oscar, é impossível não dissertar sobre o mundo fashion que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem glamour, o tapete vermelho desbota. Este é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/oscar-2026-fashion/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Oscar 2026: onde vestir é posicionar-se"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">Com </span><span style="font-weight: 400;">looks</span><span style="font-weight: 400;"> mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade</span></em></p>
<figure id="attachment_37134" aria-describedby="caption-attachment-37134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-800x450.jpg" alt="Na colagem de base dourada com textura semelhante a uma pintura com pincel, é possível identificar ao fundo o ícone do Persona, um olho com íris em formato de ‘play’, pintado de dourado, e a palavra ‘fashion’ contornada em branco translúcido. Em destaque, ícones femininas posam com diferentes facetas. Da esquerda para a direita temos Teyana Taylor em um vestido Chanel preto translúcido no abdômen, com penas na saia e detalhes brancos horizontais; Demi Moore usando um vestido tubo formado por penas preta em toda sua extensão; Chase Infiniti em um vestido reto com saia bufante com camadas; Mia Goth vestida em um traje branco simples com detalhes bordados a mão; Chloé Zhao, com um conjunto de blazer e saia metalizados em preto e um véu da mesma cor cobrindo da cabeça ao tronco e Odessa A’zion em um conjunto preto com recortes semelhantes a um quimono." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37134" class="wp-caption-text">Apesar da ausência de manifestações, as mulheres do Oscar se destacam na ousadia e diversidade (Foto: Maria Fernanda Cabrera)</figcaption></figure>
<p><b>Livia Queiroz </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar de uma cerimônia como o </span><a href="https://www.vogue.com/tag/event/oscars"><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></a><span style="font-weight: 400;">, é impossível não dissertar sobre o mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tapete vermelho desbota. Este é o lema que encaixa perfeitamente ao momento vivido, com pouco </span><a href="https://www.absurdintelligence.com/fashion-is-political/"><i><span style="font-weight: 400;">political fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e maior referência a suas obras indicadas. A cerimônia apresentou emoção e manifestação, mas será que podemos afirmar o mesmo sobre o</span><i><span style="font-weight: 400;"> red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;">? A resposta é sim, porque até onde não há intenção há expressão, formando personalidade, identidade e, consequentemente, a moda. </span></p>
<p><span id="more-37121"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conjunto, parte do casting de </span><a href="https://www.elle.com/culture/celebrities/a70746672/sinners-cast-photos-red-carpet-photos-oscars-2026/"><i><span style="font-weight: 400;">Sinners</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), vencedor de quatro prêmios, chegou para o evento com trajes diversos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Louis Vuitton</span></i><span style="font-weight: 400;">, coordenada pelo diretor criativo Pharrell Williams. </span><a href="https://www.dailymail.co.uk/video/tvshowbiz/video-3620067/Video-Sinners-Jack-OConnell-wore-vampire-fangs-2026-Oscars.html"><span style="font-weight: 400;">Jack O’ Connell</span></a><span style="font-weight: 400;">, para destacar seu papel dentro da obra, aparece na passarela com próteses de presas cobertas de sangue, semelhantes aos vampiros do filme. Indo além da roupa que se veste, o diretor do filme, </span><a href="https://www.elle.com/beauty/hair/a70749428/ryan-coogler-braids-photos-oscars-2026/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Coogler</span></a><span style="font-weight: 400;">, se manifesta por meio de suas tranças, feitas por Tyzanna B., formando duas guitarras, mais especificamente, do gênero musical </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. O elenco, sem dúvidas, soube ousar na quietude e prestou seu carinho e gratidão pela cultura e arte negra durante a temporada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moda brasileira também se fez presente e brilhou. Alice Carvalho, atriz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-agente-secreto-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), surge na passarela em um vestido bege – infelizmente um pouco fora do caimento ideal –, da </span><a href="https://www.normando.co/pages/sobre-a-normando-1"><span style="font-weight: 400;">Normando</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma marca amazônica desenhada por Marco Normando e Emídio Contente. Para acrescentar ainda mais a composição, usa uma bolsa com estatueta dourada, do </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> catarinense Jay Boggo e um broche representando a América na língua do povo Kuna, originários do Panamá.</span></p>
<blockquote><p><b>“</b><b><i>O tecido escolhido foi uma mistura de duas fibras cultivadas na Amazônia, a juta e a malva amazônica. Fibras cultivadas por diversas famílias nos estados do Amazonas e do Pará, sem uso de agrotóxicos e pesticidas e com irrigação natural dos rios e igarapés da região, e tecidas pela @somoscastanhal no estado do Pará, na cidade de Castanhal, o processo é sustentável e 100% orgânico e da Amazônia brasileira</i></b><b>” –</b> <span style="font-weight: 400;">Normando</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_37123" aria-describedby="caption-attachment-37123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37123" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-800x533.jpg" alt="A foto destaca no centro Amy Madigan, atriz branca de meia idade com os cabelos loiros. Ela usa óculos escuros com lentes marrons, joias cintilantes pratas que contrastam com seu blazer customizado por Dior, simulando escamas em preto e dourado claro. Em sua mão, a mulher segura uma estatueta em ouro apoiada em um base preta. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37123" class="wp-caption-text">40 anos após sua última indicação, Amy Madigan é indicada e venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Foto: Chris Pizzello)</figcaption></figure>
<p><b>O vintage sempre volta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tradicionais nunca saem de moda.</span><i><span style="font-weight: 400;"> Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Louis Vuitton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Armani</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentino</span></i><span style="font-weight: 400;">; essas são as marcas não só mais vistas este ano como desde que Hollywood é o palco do luxo e da alta costura. Porém, o que mais encanta são as </span><a href="https://www.vogue.com/slideshow/best-vintage-2026-oscars"><span style="font-weight: 400;">homenagens ao </span><i><span style="font-weight: 400;">vintage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seus arquivos sendo usados novamente em diferentes modos, silhuetas e ocasiões. Desta vez, as referências foram usadas pelas atrizes e por personalidades fora da passarela cinematográfica, como </span><a href="https://www.vogue.co.uk/gallery/amelia-dimoldenberg-oscars-2026"><span style="font-weight: 400;">Amelia Dimoldenberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve uma escolha sólida e minimalista, mas elegante, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">Ralph Lauren</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">fall</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2007. A figurinista Miyako Bellizzi, representante de sua categoria por </span><a href="https://stealthelook.com.br/o-filme-mais-fashion-do-ano-entenda-o-impacto-do-figurino-de-marty-supreme/"><i><span style="font-weight: 400;">Marty Supreme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), ousou com o vermelho vibrante e assimétrico de John Galliano para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1999. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vencedora do prêmio de Melhor Atriz, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamnet-a-vida-antes-de-hamlet-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que glorificava e rememorava o mesmo utilizado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UcUWAJD4D9w"><span style="font-weight: 400;">Grace Kelly</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1956, vencedora do Oscar de sua mesma categoria, naquele ano. A atriz homenageia o amor, visto que esse vestido marca o encerramento da carreira de Grace que viria a casar-se com o príncipe de Mônaco, Rainier III. Na festa da Vanity Fair, mais tarde, Anna Taylor-Joy aparece em um macacão curto preto que, novamente, é assinado por John Galliano para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1994. O movimento</span><i><span style="font-weight: 400;"> vintage</span></i><span style="font-weight: 400;"> aplaude, então, homenagens ao passado que ressignificam o presente.</span></p>
<figure id="attachment_37124" aria-describedby="caption-attachment-37124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-800x450.jpg" alt="A colagem representa as mulheres que levaram o nome da Chanel ao topo das pesquisas durante a noite do Oscar. Em um fundo de cores neutras com vários letreiros destacando o nome “Oscar” e um tapete vermelho, da esquerda para a direita é possível identificar Nicole Kidman, mulher branca com cabelos loiros, em um vestido branco rosado conforme desce para a saia e com detalhes em pedras cinza e pretas bordadas em um modelo ‘tomara que caia’ com a saia tubo; ao lado, Jessie Buckley, mulher branca e de cabelo loiro curto, usando um vestido rosa bebê e tecido vermelho abraçando o peitoral; e Teyana Taylor, mulher negra de cabelo curto. Ela usa um vestido preto translúcido com saia penada e detalhes em branco." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37124" class="wp-caption-text">A Chanel foi a marca destaque do evento, subindo seu power ranking para 28, 5 milhões de dólares em engajamento (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Quem veste a política? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que, na ignorância, se encontra a paz. Nesse sentido, apesar da maior parte dos trajes da noite seguir um padrão de referência às obras indicadas e retratar o mundo fantasioso do audiovisual, é prazeroso analisar esta moda que ousa para dentro daquilo que o evento homenageia: o cinema. Porém, visto o </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/"><span style="font-weight: 400;">cenário global</span></a><span style="font-weight: 400;">, em especial envolvendo os </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, deveria ser esperado que os figurinos apresentassem e falassem – nem que fosse de forma velada – mais sobre as opiniões que acercam pessoas influentes como são os presentes, afinal, a moda sempre foi um espaço de impacto para manifestações políticas sem a necessidade de fala. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este, com certeza, não é o caso de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78j27xpp73o.amp"><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, desde o início de sua carreira, se mostra disposto a verbalizar e estilizar-se conforme o que pensa. Em situações semelhantes, o ator espanhol revive seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2003, usando o mesmo broche para pedir o fim da guerra com o Oriente Médio e um novo para a liberdade da Palestina. Além dele, Saja Kilani, atriz palestina de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Voice of Hind Rajab </span></i><span style="font-weight: 400;">(2025), veste</span> <a href="https://www.ziyadbuainain.com/about"><i><span style="font-weight: 400;">Ziyad Buainain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, designer saudito que revigora a moda feminina com um luxo consciente, além de destacar cor em seu único broche, pedindo o cessar-fogo em Gaza. Rei Ami, cantora vencedora em Melhor Canção Original, assim como nos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fashion-grammy-2026/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026</span></a><span style="font-weight: 400;">, reforça a cultura asiática com um conjunto de vestido e boleira longa com pavões bordados em dourado de </span><a href="https://rahulmishra.in/"><span style="font-weight: 400;">Rahul Mishra</span></a><span style="font-weight: 400;">, designer indiano que busca a sustentabilidade étnica.  </span></p>
<blockquote><p><b>“</b><b><i>Não à guerra e Palestina livre</i></b><b>” – </b><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_37125" aria-describedby="caption-attachment-37125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-800x450.jpg" alt="A colagem apresenta alguns trajes no tapete vermelho do Oscar, descrito em um letreiro ao fundo nas cores bege claro e ferrugem. Compondo o primeiro plano da imagem, da esquerda para a direita, estão Saja Kilani em um vestido preto desenhado e drapeado em camadas finas e translúcidas de tecido, Javier Bardem em um terno marrom escuro e gravata borboleta, com dois broches amostra, “Palestina Livre” e “Não à guerra”, Rei Ami, em um vestido que faz referência a cultura coreana, mesclando uma capa preta com detalhes em dourado bordados assim como seu vestido, Chloé Zhao em um conjunto de blazer e saia metalizados em preto e um véu da mesma cor cobrindo da cabeça ao tronco e Michael B. Jordan, usando alta-costura alfaiataria da Louis Vuitton, all black." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37125" class="wp-caption-text">O preto dominou o tapete vermelho como manifestação política no Oscar 2026 (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026 fica marcado por um </span><i><span style="font-weight: 400;">red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;"> diverso porém pouco colorido, ressaltando a ideia de cores como movimento, solidez artística e adequação social. No fim, o evento prova que a moda nunca é silenciosa, é um espaço que carrega a intensidade estética e narrativa juntos. Não se trata apenas de vestir-se, mas também a posição que revela. Mesmo faltando ousadia, segue impressionando com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> glamourosos, </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou minimalistas, porque, afinal, a versatilidade e atemporalidade de como se veste e porquê se veste permanece. </span></p>
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		<title>A simbologia de Candy Necklace: Lana Del Rey revela a efemeridade da fama em seu tributo ao passado</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Oct 2023 12:46:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Matheus Santos São poucas as produções visuais que ousam explorar o lado mais sombrio e intrigante de Hollywood. No entanto, quando se trata de transcender os limites do convencional, poucos cineastas podem rivalizar com a maestria de David Lynch. O estilo único e inovador do diretor e roteirista não apenas desafia as expectativas, mas também &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/candy-necklace-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A simbologia de Candy Necklace: Lana Del Rey revela a efemeridade da fama em seu tributo ao passado"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31633" aria-describedby="caption-attachment-31633" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31633" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1.jpg" alt="" width="1200" height="728" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1-800x485.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1-1024x621.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1-768x466.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31633" class="wp-caption-text">Explorando várias personas ao longo do clipe de Candy Necklace, Lana Del Rey finalmente conquistou seu espaço na Calçada da Fama de Hollywood (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Matheus Santos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São poucas as produções visuais que ousam explorar o lado mais sombrio e intrigante de Hollywood. No entanto, quando se trata de transcender os limites do convencional, poucos cineastas podem rivalizar com a maestria de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/8-obras-para-provar-que-david-lynch-e-uma-das-maiores-mentes-criativas-de-todos-os-tempos-lista/"><span style="font-weight: 400;">David Lynch</span></a><span style="font-weight: 400;">. O estilo único e inovador do diretor e roteirista não apenas desafia as expectativas, mas também a psique humana, revelando camadas de complexidade que muitos hesitam em explorar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey é um exemplo marcante nesse contexto. A cantora ganhou destaque ao explorar a ilusória e, muitas vezes, avassaladora realidade da fama em seu videoclipe da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Candy Necklace</span></i><span style="font-weight: 400;">, que rendeu a ela</span> <span style="font-weight: 400;">duas indicações no </span><a href="https://www.mtv.com/vma/vote/"><i><span style="font-weight: 400;">Video Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a vitória do prêmio de Melhor Clipe Alternativo</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span id="more-31628"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como no videoclipe da artista e a relação com o Cinema, o longa-metragem </span><a href="https://youtu.be/kS2v-icgBj4?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Inland Empire</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), de Lynch, nos transporta para um mundo intrigante e surreal, ao mergulhar em um universo de multiplicidade, mistério e perturbação. A narrativa se assemelha a um quebra-cabeça em que as peças se movem de maneira inesperada, explorando temas essenciais da nossa existência, como identidade, ilusão e a artificialidade da fama.</span></p>
<figure id="attachment_31631" aria-describedby="caption-attachment-31631" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31631" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2.jpg" alt="" width="1920" height="1036" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2-768x414.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-2-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31631" class="wp-caption-text">Filmado com close-ups excessivamente perturbadores e imagens granuladas, Inland Empire representa a última incursão de David Lynch no cinema (Foto: Studiocanal International)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo acompanha a trajetória de uma atriz aspirante, interpretada por Laura Dern (</span><a href="https://youtu.be/QWBKEmWWL38?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Jurassic Park</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://youtu.be/AST2-4db4ic?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Adoráveis Mulheres</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), cuja imaginação gradualmente se entrelaça de maneira inquietante com sua própria realidade. À medida que ela se transforma na personagem de seu novo papel, somos levados por uma montanha-russa de experiências que mostram os sorrisos forçados e o vazio evidente em seu olhar, revelando a solidão e a alienação que muitas vezes perseguem a fama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/16223-lana-del-rey/"><span style="font-weight: 400;">estreia </span></a><span style="font-weight: 400;">na indústria fonográfica em 2012, Lana Del Rey evoca com fascínio e magnetismo os símbolos e personagens da juventude rebelde e idealista da era de ouro do Cinema norte-americano em suas composições. A menção ao passado não se limita apenas às letras das músicas; a artista também o faz ao conceber sua identidade vintage e excêntrica no clipe de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Candy Necklace</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><a href="https://www.nytimes.com/2023/03/27/arts/music/lana-del-rey-did-you-know-that-theres-a-tunnel-under-ocean-blvd-review.html"><i><span style="font-weight: 400;">Did you know that there&#8217;s a tunnel under Ocean Blvd</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a cantora reuniu e consagrou elementos nostálgicos no videoclipe da faixa em parceria com Jon Batiste, </span><i><span style="font-weight: 400;">Candy Necklace</span></i><span style="font-weight: 400;">. O vídeo foi indicado em duas categorias no </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA </span></i><span style="font-weight: 400;">e venceu a de Melhor Clipe Alternativo, sendo a única produção visual que captura a atmosfera saudosista de seu nono álbum de estúdio.</span></p>
<figure id="attachment_31634" aria-describedby="caption-attachment-31634" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31634" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1.jpg" alt="" width="980" height="980" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31634" class="wp-caption-text">Produzido por Jack Antonoff, o álbum Did you know that there’s a tunnel under Ocean Blvd é o trabalho mais pessoal de Lana Del Rey, abordando questões delicadas, como seu vínculo com a mãe e a dor da perda de familiares (Foto: Neil Krug)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com direção de Rich Lee, conhecido por criar videoclipes com uma estética cinematográfica</span> <span style="font-weight: 400;">e por trabalhos com outros cantores como Black Eyed Peas e Shakira </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://youtu.be/vMLk_T0PPbk?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Girl Like Me</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, Billie Eilish </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://youtu.be/-PZsSWwc9xA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">all the good girls go to hell</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Eminem </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://youtu.be/XbGs_qK2PQA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Rap God</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://youtu.be/j5-yKhDd64s?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Not Afraid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), o vídeo em preto e branco constitui-se como uma história épica com mais de 10 minutos. A habilidade de contar essa história mesclando cenas dos bastidores do próprio clipe combina perfeitamente com a suavidade inesquecível do piano de Jon Batiste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o início do clipe, Lana Del Rey apresenta a nostalgia e a elegância da </span><a href="https://youtu.be/CLEDiOKLLtI?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">era dourada hollywoodiana</span></a><span style="font-weight: 400;">, aqui celebrada com detalhes. Isso é especialmente evidente nas técnicas de efeitos visuais antigos que, apesar de sua simplicidade, conseguem realçar grandemente a obra, destacando cada particularidade cuidadosamente elaborada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Inland Empire</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lana Del Rey não é apenas uma intérprete, mas uma criadora de personas emblemáticas do Cinema, como </span><a href="https://footwearnews.com/fashion/celebrity-style/lana-del-rey-mita-festival-rio-de-janeiro-1203470229/"><span style="font-weight: 400;">Marilyn Monroe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Elizabeth Short, dentro de seu próprio universo cinematográfico. Essa transformação vai além de uma mera representação; é uma incorporação profunda, na qual ela se funde com esses ícones da tela, dando vida às suas nuances e tragédias.</span></p>
<figure id="attachment_31632" aria-describedby="caption-attachment-31632" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31632" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-2.jpg" alt="" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31632" class="wp-caption-text">Caracterizada como Marilyn Monroe, Lana Del Rey exibiu a realidade angustiante de um dos ícones mais reverenciados de Hollywood (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora também faz referência aos primeiros anos da própria carreira, quando foi alvo de críticas intensas relacionadas à sua aparência e a seu estilo musical. Naquela época, a </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2012/jan/21/lana-del-rey-pop"><span style="font-weight: 400;">imprensa </span></a><span style="font-weight: 400;">a rotulou como uma farsa, uma jovem rica cuja identidade inteira parecia ter sido construída por uma grande gravadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://youtu.be/yZwB2Xchs98?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">diálogo interno</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Lana Del Rey, compartilhado com a equipe de produção nos bastidores do clipe, revela uma reflexão sobre as escolhas que artistas fazem para alcançar e manter a fama. Ela reconhece a necessidade de alterar nomes e aparências, questionando como essas mudanças afetam a identidade de alguém: </span><i><span style="font-weight: 400;">“O motivo pelo qual tudo deveria estar nos bastidores era porque todas essas mulheres que, tipo, mudaram seus nomes, mudaram seus cabelos, como eu e tudo mais&#8230; É como se todas elas tivessem caído em diferentes buracos de cobra. Então o ponto é, como você aprende com isso e não cai no seu próprio buraco?”</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lana Del Rey - Candy Necklace (Official Video) ft. Jon Batiste" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/C2e0H6MUWyU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O ápice do clipe insinua as consequências sombrias da busca implacável pela fama com colares de doce, diamantes e rubis caindo em um líquido vermelho. A referência ao assassinato de Elizabeth Short, conhecida como </span><a href="https://youtu.be/0wkbKVs59vc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Dália Negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, e que foi tema de um filme dirigido por Brian De Palma em 2006, adiciona uma nota trágica à narrativa. Isso sugere que a obsessão desenfreada pela fama pode resultar em consequências devastadoras.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Candy Necklace</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma produção audiovisual que se une ao panteão de clipes nostálgicos e autênticos de Lana Del Rey, constituindo-se como obras-primas do gênero alternativo. É uma reflexão sobre a natureza efêmera e muitas vezes ilusória da fama, apresentada com complexidade e </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois do simbolismo religioso provocativo e da atmosfera sonhadora do curta-metragem </span><a href="https://youtu.be/VwuHOQLSpEg?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Tropico </span></a><span style="font-weight: 400;">(2013), Del Rey mais uma vez demonstra sua capacidade de criar não apenas Música, mas também uma narrativa visual envolvente que desafia o espectador a questionar as noções convencionais de sucesso e identidade na cultura das celebridades contemporâneas.</span></p>
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