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	<title>Arquivos Vinícius Gálico &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Vinícius Gálico &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Zandare mostra toda a sua pluralidade em EP de estreia</title>
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		<pubDate>Sat, 11 May 2019 17:42:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Banda do interior paulista mescla o rock progressivo com a riqueza da música brasileira  Vinícius Gálico  As vivências em uma universidade vão muito além das experimentadas nas salas de aulas, nós sabemos. Entre a rotina de estudo e perrengues inerentes à esta fase, também se encontram boas descobertas, aprendizados e possibilidades. Para cinco estudantes do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/zandare-ep-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Zandare mostra toda a sua pluralidade em EP de estreia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Banda do interior paulista mescla o rock progressivo com a riqueza da música brasileira</em></p>
<figure id="attachment_12038" aria-describedby="caption-attachment-12038" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-12038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59834874_537425753452774_4985873520694132736_n.jpg 2048w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12038" class="wp-caption-text">A arte da capa foi feita por Pedro Andrade. (Foto/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong> Vinícius Gálico</strong></p>
<p><em> </em>As vivências em uma universidade vão muito além das experimentadas nas salas de aulas, nós sabemos. Entre a rotina de estudo e perrengues inerentes à esta fase, também se encontram boas descobertas, aprendizados e possibilidades. Para cinco estudantes do interior de São Paulo, por exemplo, a graduação resultou em uma banda e novos rumos. Faz poucos dias, aliás, que esta mesma banda, a Zandare, está em uma nova etapa: com diplomas e instrumentos em mãos, acabam de lançar o seu primeiro trabalho autoral. O EP, Batizado de <em>Pétalas Solares</em>, é fruto de muito trabalho e experimentação. Nos próximos parágrafos, você irá conhecer um pouco sobre a trajetória da banda até aqui.</p>
<p><span id="more-12037"></span></p>
<p>Composta por Sol (vocais), Vitinho Zangerolamo (guitarra), Vini Iared (teclado e sintetizador), Léo Diman (baixo) e Felipe Cassiola (bateria), a Zandare surgiu a partir de uma república de alunos da Unesp de Bauru, no interior de São Paulo. As experiências musicais vieram ainda em 2015, quando Vini e Vitinho começaram a desenvolver as primeiras canções autorais da banda. Aos poucos, os demais membros foram somando e o projeto tomou formas mais concretas.</p>
<p>Os próximos anos foram de idas e vindas de integrantes e tantos outros desafios. Com um repertório consolidado, no início de 2018 a banda decidiu que era hora de mostrar a que veio e subir aos palcos. O primeiro show, no entanto, aconteceu de forma inusitada: o quinteto se apresentou em um evento social para crianças promovido por um centro espírita da cidade. <em>“Era um projeto de vários estilos musicais, e nós fomos no dia do rock. Mostramos os instrumentos, falamos sobre o estilo e tocamos”</em>, conta Vini.</p>
<figure id="attachment_12041" aria-describedby="caption-attachment-12041" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-12041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/60152658_453009101938916_6142936700919218176_n.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12041" class="wp-caption-text">Da esquerda para direita Vini Iared, Léo Diman, Sol, Vitinho e  Felipe Cassiola : (Foto: Christiano Cavlak/Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Desde então, a Zandare não parou mais. Vieram as festas universitárias, festivais e, por fim, uma turnê por diversas cidades do estado. Tudo organizado por conta própria, batendo de porta em porta e mostrando o seu trabalho em bares e casas noturnas, como reza a cartilha de uma banda independente. Os desafios, segundo eles, sempre estiveram presentes nesta jornada artística. Para o quinteto, no entanto, ouvir um “não” ou tocar para poucas pessoas em uma noite faz parte do processo de um aprendizado muito maior e inevitável. “<em>Se uma criança quer aprender a andar, ela tem que engatinhar primeiro, e ela cai no começo. Não tem jeito. Se a gente não tivesse subido esses degraus ontem, a gente teria que subir hoje ou amanhã”</em>, explica Vitinho.</p>
<p><strong>Zandare?</strong></p>
<p><strong> </strong>Eis um nome com muitos significados e possibilidades para quem se depara. Entre elas, movimento, transformação, ressignificação. O nome surgiu como uma espécie de neologismo, uma brincadeira com a estrutura de uma palavra muito específica. “<em>Tudo o que se transforma está em movimento, tudo está andando. No meio da palavra Zandare tem o “andar”. Só que ela inicia no “z” e não no “a”, que é o ponto comum de onde as pessoas começam. O “e” no final é um acréscimo, que é o que você soma com as mutações da vida”</em>, explica Vitinho.</p>
<figure id="attachment_12042" aria-describedby="caption-attachment-12042" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-12042 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59814681_1347157088757903_7128272030494883840_n-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59814681_1347157088757903_7128272030494883840_n-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59814681_1347157088757903_7128272030494883840_n-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59814681_1347157088757903_7128272030494883840_n-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59814681_1347157088757903_7128272030494883840_n-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/59814681_1347157088757903_7128272030494883840_n.jpg 2048w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12042" class="wp-caption-text">(Foto: Christiano Cavlak/Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>A música no interior</strong></p>
<p>Distante 330 quilômetros da capital paulista, fazer música em Bauru, longe dos holofotes do cenário artístico de São Paulo pode ser um tanto desafiador. Durante a entrevista, essa questão foi bastante discutida entre os integrantes da banda. Felipe, por exemplo, vê essa distância dos grandes centros como algo difícil e gratificante. Léo garante que <em>“o negócio é ‘meter’ a cara e tocar. Seja num pub famoso em São Paulo ou aqui, do lado de casa. “Não tem diferença tocar aqui ou em outro lugar se não for pra fazer acontecer”</em>, complementa Vitinho.</p>
<p>Por fim, Vini falou um pouco sobre este processo de consolidar uma carreira musical no interior. <em>“A gente tem que ir em busca do inesperado. Em Bauru, estamos criando um círculo que vai crescendo. A gente vai expandir esse círculo para ver aonde o nosso som consegue chegar, em outros lugares.”</em></p>
<p><strong>Pétalas Solares</strong></p>
<p>Lançado em 20 de abril, o EP traz cinco canções autorais que demonstram a pluralidade de estilos e referências da Zandare. A tônica de rock progressivo salta aos ouvidos logo no primeiro contato, especialmente através dos riffs marcantes entoados pela guitarra, mas não demora a se perceber as outras fontes pelas quais a banda verte a sua musicalidade.</p>
<p><em>Tempestade</em> é a faixa de abertura e chama a atenção pelos seus quase 10 minutos de duração. O vocal poderoso e marcante de Sol dá as caras nos primeiros segundos, seguido por uma ambientação, ora leve e macia, ora intensa e envolvente.</p>
<p>As faixas que dão sequência ao EP demonstram toda a dinâmica da banda enquanto grupo. Sente-se a unidade em meio à diversidade. <em>Desculpa pra Si Mesmo </em>surge com um embalo dançante, conduzido pelo jogo de pergunta e resposta entre teclado e guitarra, enquanto a bateria e o baixo demonstram toda virtuosidade e condução.</p>
<p>A <em>Trilha</em>, próxima canção, já é uma velha conhecida dos ouvintes da banda e conta inclusive com um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xvKEusGJJVU">clipe</a> lançado previamente. Trata-se de uma balada cadenciada, mas que não abandona a sua dose de rock n’ roll, como a própria letra sugere.</p>
<p><em>“Mas que pecado é esse, Deus? Amar um semelhante meu? Se somos até mais iguais que os casais tradicionais”</em>. A quarta faixa de <em>Pétalas Solares,</em> <em>Rendenção</em>, marca o momento mais militante de todo o EP. A letra faz críticas à hipocrisia religiosa e homofobia. Os <em>riffs</em> da guitarra saltam ao longo da música e reforçam o já evidente manifesto de insatisfação e busca por mudanças.</p>
<p>A sensação ao ouvir a última canção do EP, <em>Mundo Afora</em>, é de que ela está em seu preciso lugar. Com uma atmosfera amena, porém pulsante, a faixa parece flutuar entre os ouvidos e transmite a ideia de fluidez, leveza e transformação &#8211; a essência da própria banda. A letra complementa ainda mais essa experiência: <em>Não se vá, eu vou atrás do que sou e me satisfaz. Não se vá, eu vou agora, pois viver não tem hora. Pra onde ir? Por todo canto! Ver as belezas e seus espantos. Eu quero crer que o mundo afora irá sorrir pra quem o explora”.</em></p>
<p>Pétalas Solares está disponível em todas as plataformas digitais. Você pode conhecer o trabalho da banda também na playlist abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Pétalas Solares" src="https://open.spotify.com/embed/album/5U9yBBDHKtidLWf6t2ooxZ?si=XnEXVdPUROSAZRDB4Ovj8g"></iframe></p>
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		<title>O Soul e o Sou de Liniker</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jan 2016 22:33:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[MPB]]></category>
		<category><![CDATA[SESC]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Gálico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cantor agitou a cidade de Bauru com seu ritmo, sua voz e seu estilo O cantor durante apresentação no SESC Bauru (Foto: Vinicíus Gálico) Vinícius Gálico A black music de Liniker invadiu a cidade de Bauru e levou uma multidão para o show do cantor e seu grupo, os Caramelows, no ginásio do SESC &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/soul-sou-liniker/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Soul e o Sou de Liniker"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">O cantor agitou a cidade de Bauru com seu ritmo, sua voz e seu estilo</span></em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" size-full wp-image-147 aligncenter" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/01/liniker.jpg" alt="liniker" width="3128" height="3176" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker.jpg 3128w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker-295x300.jpg 295w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker-768x780.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker-1009x1024.jpg 1009w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker-1200x1218.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><em>O cantor durante apresentação no SESC Bauru (Foto: Vinicíus Gálico)</em></p>
<p><strong>Vinícius Gálico</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A black music de Liniker invadiu a cidade de Bauru e levou uma multidão para o show do cantor e seu grupo, os Caramelows, no ginásio do SESC na última quarta-feira (20). O show faz parte da turnê de seu novo EP “</span><i><span style="font-weight: 400;">Cru”</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada pelo selo independente Vulkania.  Com apenas três músicas – “Zero”, “Caeu” e “Louise du Brésil”, Liniker agitou as redes sociais alcançando mais de 1 milhão de visualizações no YouTube em apenas uma semana. Sem divulgação ou assessoria de comunicação para anunciar o lançamento, o cantor pegou muita gente de surpresa, e desde então continua surpreendendo a todos por onde passa com sua voz, estilo e atitude – e em Bauru não foi diferente.</span></p>
<p><span id="more-142"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O público que lotava o ginásio do SESC aguardava com muitas expectativas. Os comentários em meio aos fãs de carteirinha e os que pouco conheciam o artista eram calorosos. Esperavam ouvir a voz poderosa, o suingue dançante das canções, ver de perto o cantor que desafiava a questão de gênero com seu visual e estilo únicos. Pontualmente às 21h, os Caramelows subiram ao palco – onde folhas e flores de estrelícias adornavam as caixas e pedestais, saudaram o público e assumiram seus instrumentos. Mas para a ansiedade dos presentes, Liniker ainda permanecia uma incógnita. No entanto, foram poucos os minutos de espera para que o cantor enfim aparecesse. Subiu ao palco acompanhado de gritos e aplausos e dirigiu-se até o seu microfone.  As luzes se apagaram, e no escuro restou somente um foco de luz sobre ele. O barulho deu lugar ao silêncio; olhos e ouvidos atentos à figura da noite. Liniker inicia o show com o charme e a sensualidade de “</span><i><span style="font-weight: 400;">Remonta”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e segue na sequência com o suingue de </span><i><span style="font-weight: 400;">“Louise du Brésil”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O ginásio lotado segue à risca as palavras do cantor: cantam e dançam intensamente, se permitem ser o que quiserem, sem restrições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas primeiras músicas eram a síntese do que estava por vir naquela noite. A black music de Liniker, influenciada pela brasilidade do samba ao MPB, invade os sentidos e invoca a catarse. É impossível não se deixar envolver pela áurea do momento. Ao longo de pouco mais de uma hora, Liniker e os Caramelows chacoalham as cabeças e os corações do público. A música é envolvente, rica em cada harmonia e melodia apresentada. O ritmo contagia, e até os mais tímidos se põem a dançar, mesmo que de modo mais discreto. Liniker sabe como conduzir um show. Influenciado pelo teatro da Escola Livre, sua presença de palco é forte, marcada pela dança e gingado. A escolha de repertório é agradável e intercala o suingue e o funk da guitarra e baixo com o choro meloso do trompete. Além das três músicas do EP, o show foi formado por músicas autorais que irão compor o álbum previsto pra ser lançado em 2016, o </span><i><span style="font-weight: 400;">“Remonta”</span></i><span style="font-weight: 400;">, além de releituras de artistas que inspiram o cantor.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-148" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/01/liniker2.jpg" alt="liniker2" width="1600" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker2-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/liniker2-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></span><em>O público lotou o ginásio do SESC (Foto: Juliana Gálico)</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A voz e a performance de Liniker bastariam para fazer jus ao seu excelente show e grande repercussão nas redes sociais. Entretanto a sua figura e personalidade têm muito a nos dizer. Liniker adota um visual andrógino, que combina barba, saião, turbante e grandes argolas nas orelhas. O batom roxo contrasta perfeitamente à sua pele negra</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Liniker é voz, ritmo e sensualidade, mas também é política, ativismo e empoderamento. Através de sua imagem e atitude, levanta importantes questões sobre sexualidade, identidade de gênero e preconceito racial. </span><span style="font-weight: 400;">Em entrevista dada ao jornal El País, o cantor disse: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Meu corpo é um corpo político. Preciso mostrar para as pessoas o que estou passando. Este é o Liniker, um cara pode usar um batom, turbante e cantar”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atuando no cenário musical independente, pode-se dizer que a ascensão de Liniker foi rápida. Passados somente três meses da publicação das músicas de seu EP no YouTube, o cantor já embarcou em uma turnê nacional que passa por lugares renomados, como o Circo Voador, no Rio de Janeiro, e tem uma turnê internacional prevista ainda pra 2016. O lançamento de seu álbum, o </span><i><span style="font-weight: 400;">“Remonta”, </span></i><span style="font-weight: 400;">é estimado para junho do mesmo ano. Liniker tem todo o potencial para alçar voos cada vez maiores.  Aos 20 anos de idade, o cantor natural de Araraquara (270 km de São Paulo) já se apresenta como uma das maiores referências da black music – em sua definição mais abrangente – do país. O EP </span><i><span style="font-weight: 400;">“Cru”</span></i><span style="font-weight: 400;"> está disponível para download em seu </span><a href="http://www.vulkania.com.br/#!liniker/huxuc"><span style="font-weight: 400;">site</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde também é possível acessar vídeos e acompanhar a agenda do músico.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M4s3yTJCcmI?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Los Hermanos: Amor e Ódio</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 22:46:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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		<category><![CDATA[Show]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Gálico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A banda no show de São Paulo (foto: Vinícius Gálico) Vinícius Gálico O cenário musical brasileiro de 2015 foi marcado pelo inesperado reencontro da banda Los Hermanos. A princípio seria apenas uma apresentação no aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, mas não demorou muito para que anunciassem mais dois shows na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/los-hermanos-amor-e-odio/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Los Hermanos: Amor e Ódio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-59" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/01/loshermanos2.jpg" alt="loshermanos2" width="720" height="425" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/loshermanos2.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/01/loshermanos2-300x177.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><em>A banda no show de São Paulo (foto: Vinícius Gálico)</em></p>
<p style="text-align: left;"><strong>Vinícius Gálico</strong></p>
<p style="text-align: left;">O cenário musical brasileiro de 2015 foi marcado pelo inesperado reencontro da banda Los Hermanos. A princípio seria apenas uma apresentação no aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, mas não demorou muito para que anunciassem mais dois shows na capital carioca, a fim de atender a demanda dos fãs. O anúncio se tornou viral nas redes sociais e fãs do país inteiro mobilizaram pedidos de shows em suas cidades. A partir disso, o que era pra ser um único show se transformou numa turnê nacional.</p>
<p style="text-align: left;"><span id="more-54"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao todo foram 14 shows em dez capitais de norte a sul do país, onde quase 200 mil fãs da banda esgotaram os ingressos meses antes das apresentações. O primeiro show em São Paulo, no dia 24 de outubro, marcou o recorde de público da banda: mais de 30 mil pessoas lotaram a Arena Anhembi, em show com direito à  transmissão ao vivo pela televisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso da turnê e sua grande repercussão colocaram mais uma vez em voga diversas discussões a respeito dos Los Hermanos. Assim como não faltaram fãs apaixonados e fiéis ao som da banda &#8211; mesmo após oito anos do anúncio do recesso do grupo (e dez anos do ultimo álbum lançado), um séquito de detratores</span> <span style="font-weight: 400;">causou alvoroço nas redes sociais com críticas às musicas, à carreira do grupo e até mesmo à vida pessoal de seus integrantes, mantendo acesas as mesmas questões já discutidas desde o início do sucesso da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Los Hermanos lançaram seu primeiro álbum, homônimo, em 1999, um sucesso absoluto. O álbum foi produzido por Rick Bonadio &#8211; famoso por emplacar bandas  e hits de sucesso, e que mais tarde seria um dos desafetos do grupo. Foram certificados com o Disco de Ouro pelos mais de 100 mil discos vendidos (chegariam a 300 mil), e o single “Anna Júlia” foi destaque em todas as rádios, além de hit do carnaval do ano seguinte. A ascensão meteórica os levou a tocarem em festivais por todo o Brasil e a serem presença constante na televisão. A banda possuía a fórmula para o sucesso com sua inovadora mistura das batidas do Ska e Hardcore, além das letras românticas e refrães marcantes. No entanto</span><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> a cobrança da gravadora (Abril Music) por novos hits e a crescente pressão por músicas com formatos cada vez mais comerciais e vendáveis ia à contramão da proposta musical dos Los Hermanos. Atender os caprichos da indústria fonográfica nunca foi o objetivo da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bloco do Eu Sozinho foi o segundo álbum do quarteto. Lançado em 2001, representou a ruptura da banda com o mainstream e um verdadeiro fracasso de vendas. Fugindo das tensões criadas pelas cobranças de novos sucessos radiofônicos ao estilo de “Anna Júlia”, a banda decide iniciar um retiro para a composição do novo disco. Foram dois meses de isolamento total em um sítio. O projeto do álbum não agradou a gravadora, que alegava não possuir hits potenciais como o antecessor. A Abril Music exigiu diversas alterações nas composições e uma nova mixagem. Apesar disso, a banda convence a gravadora a lançar o trabalho da forma como idealizaram e sem as alterações exigidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato o que se percebe entre um álbum e outro é a reinvenção da identidade da banda. O uso de acordes dissonantes nas guitarras era cada vez mais comum, assim como a utilização dos instrumentos afinados meio tom abaixo da escala. O emprego do naipe de metais em linhas melódicas (tal qual o trombone no samba) em contraposição ao uso rotineiro de metais em formato percussivo representou outra grande inovação. A estrutura musical passa a ser pensada de modo a fugir do padrão comercial usual: abre-se mão dos refrães “catárticos” clichês em diversas de suas composições, surgem letras cada vez mais complexas e subjetivas. A banda passa a flertar constantemente com o samba e a MPB, criando um estilo de rock não só autêntico e inovador, mas intrincado e cada vez mais difícil de definir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanhas transformações no estilo e na própria identidade da banda não foram bem recebidas por todos os fãs, apesar de serem bem conceituadas pela crítica especializada da época. Isso, somado ao baixo investimento na publicidade do disco (promos, clipes e etc.) e a falência da gravadora foram as principais causas para os somente 35 mil discos vendidos. A outra face da moeda é, novamente, o rompimento da banda com o mainstream e com a própria indústria fonográfica: se por um lado perderam muitos fãs e obtiveram vendas irrisórias com o seu segundo disco, por outro estabeleceram a própria identidade, além de representarem um marco para diversas novas bandas e estilos musicais no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Los Hermanos ainda lançariam mais dois álbuns antes do seu hiato, em 2007. Ventura (2003) e 4 (2005) marcaram a consolidação da banda. Foram aclamados por crítica e fãs, além de serem sucessos de venda &#8211; mesmo com o então recente fenômeno da pirataria, ambos foram premiados com Disco de Ouro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São muitas as questões levantadas entre os fãs e os que odeiam a banda. As mudanças na forma de pensar e fazer música, a postura do grupo para com os fãs e a imprensa, a recusa ao apelo comercial e a própria identidade da banda são ferozmente discutidas. Parece não haver meio termo, muito menos consenso. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">A polêmica da vez se dá justamente em meio a nova turnê da banda, mais especificamente em São Paulo, onde o quarteto bateu o seu recorde de público. A crítica especializada não poupou palavras para afirmar que o grupo fez um show desanimado, com pouca presença de palco e contato com os fãs. Citou também a incapacidade da banda em cativar novos fãs. Ora, palavras assim só podem ter sido escritas por alguém que sequer assistiu ao show pela televisão. A realidade em meio as mais de 30 mil pessoas presentes era outra, antagônica a descrita. Não se pode condenar o grupo por não possuir “presença de palco” ou não fazer uso do contato idealizado com os fãs a fim de cativá-los, todavia compreender em uma visão mais ampla que justamente essa postura, contramão do grande mercado musical, também faz parte da identidade e visão artística dos Los Hermanos. Fazer uso das lentes da indústria fonográfica para criticar a banda é gafe semelhante à de Monteiro Lobato ante a pintora Anita Malfatti em sua crítica </span><i><span style="font-weight: 400;">“Paranóia ou Mistificação?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, quase 100 anos atrás. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como o show estava longe de ser “morno” &#8211; expressão utilizada pela crítica, não faltaram novos fãs na apresentação. Em um dos momentos de interação com o público, Marcelo Camelo pergunta quem estava indo a um show do Los Hermanos pela primeira vez. Os gritos e as mãos levantadas eram incontáveis. Muitos na casa dos vinte anos, jovens demais no período em que a banda estava em atividade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A apresentação em São Paulo, que durou pouco mais de duas horas, foi composta por um extenso setlist, com 29 músicas. Percorrendo toda a discografia da banda, o show foi aberto ao som de “O Vencedor” e teve a vibrante sequência “Quem sabe – Pierrot” no encerramento. O clássico &#8211; por muito tempo ausente do repertório &#8211; “Anna Júlia” integrou o bis, para a alegria dos fãs presentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande sucesso desta turnê, assim como toda a trajetória do grupo ao longo destes 16 anos não deixam dúvidas: entre o amor de muitos e o ódio de tantos outros, seguem sendo uma das maiores e mais influentes bandas do país.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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