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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Do interior à metrópole, Marina Sena se arrisca com Vício Inerente</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 16:07:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Marinhos Em seu segundo álbum, Vício Inerente, Marina Sena apresenta uma evolução em relação ao seu álbum de estreia, De Primeira, que fez tanto barulho no cenário brasileiro em 2021. Com influências de gêneros como reggaeton, drill, trap e funk, a artista experimenta novas sonoridades e se arrisca em texturas eletrônicas, resultado de uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vicio-inerente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do interior à metrópole, Marina Sena se arrisca com Vício Inerente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31088" aria-describedby="caption-attachment-31088" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3.jpg" alt="Capa do álbum Vício Inerente. Nela está a cantora Marina Sena sentada ao meio em uma estrutura reflexiva metálica que aparenta ser uma caixa com fundo de uma cidade. Ela está com meias longas pretas sentada acima de suas panturrilhas. Enquanto segura uma concha brilhante em seus ouvidos, seus cabelos longos e pretos aparentam movimento esvoaçante e sua pele clara é iluminada por sua maquiagem. Em seu rosto está marcado uma sombra prateada em seus olhos fechados. Acima à esquerda o símbolo MS que nomeia a artista." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image3-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31088" class="wp-caption-text">Marina Sena participou do projeto Foundry do YouTube Music em 2021, focado em impulsionar e divulgar artistas no começo da carreira (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu segundo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">, Marina Sena apresenta uma evolução em relação ao seu álbum de estreia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/#:~:text=Marina%20Sena%20%E2%80%93-,De%20Primeira,-N%C3%A3o%20h%C3%A1%20nada"><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fez tanto barulho no cenário brasileiro em 2021. Com influências de gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista experimenta novas sonoridades e se arrisca em texturas eletrônicas, resultado de uma colaboração estreita com seu produtor Iuri Rio Branco, que a acompanha desde o início. Aqui, a cantora apresenta um som mais maduro e coeso, consolidando sua posição no cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional.</span></p>
<p><span id="more-31086"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mineira multitalentosa se mostra ainda mais experiente e segura de si, capaz de criar sonoridades hipnotizantes e profundas que são marcadas pela inovação e pela busca por novas possibilidades estéticas a fim de incrementar seu repertório, que transita entre gêneros pouco explorados no</span><i><span style="font-weight: 400;"> mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional, como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/reggaeton/"><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">trip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Composta por doze faixas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente </span></i><span style="font-weight: 400;">conta com parcerias importantes, como Fleezus, nome importante do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/brime/"><i><span style="font-weight: 400;">brime</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> paulistano e ídolo da cantora. No entanto, nem todas as canções apresentam o mesmo refinamento: algumas se mostram mais cruas que outras, como em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas transparecem escolhas conscientes e ousadas dessa mistura.</span></p>
<figure id="attachment_31089" aria-describedby="caption-attachment-31089" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4.jpg" alt="Foto da cantora Marina Sena. A artista está em pé com um vestido entrelaçado em seu corpo cheio de lantejoulas que brilham refletindo as luzes de um cenário de prédios e instalações urbanas que dão o tom noturno ao fundo da imagem. Seus braços estão apoiados em um fio, enquanto prédios cenográficos estão caídos aos seus pés. A artista de cabelos longos e pretos está olhando para a direita e mantendo a cabeça à frente." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image4-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31089" class="wp-caption-text">Marina Sena fez o primeiro show de Vício Inerente na Audio, casa de shows na Zona Oeste de São Paulo (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora não tem medo de se aventurar no cenário nacional e de explorar novas sonoridades em seu segundo álbum, afirmando que ser artista significa experimentar e ousar, sem medo de errar. Ela não se preocupa em seguir as convenções do mercado musical e está sempre em busca de novas possibilidades estéticas e sonoras, como disse à </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/04/marina-sena-troca-carroca-por-carrao-em-disco-repleto-de-flerte-e-jogo-de-seducao.shtml"><span style="font-weight: 400;">Folha de São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso se concretiza em uma obra irreverente a todas as críticas infundadas e maliciosas. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quero que as pessoas entendam de uma vez por todas que eu sou foda</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, Sena diz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora apresenta uma série de letras sobre amor e relacionamentos, com um tom que oscila entre a sensualidade e a vulnerabilidade. As histórias retratadas nas músicas são, em sua maioria, vivências pessoais, traduzidas em canções </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chicletes e refrões cativantes, interessantemente construídos com muita naturalidade. As letras são marcadas pela utilização de gírias e </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/de-primeira-marina-sena-canta-sobre-fases-do-amor-em-batidas-dancantes/"><span style="font-weight: 400;">regionalismos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que confere ao disco uma certa proximidade tocante. Além disso, a produção do álbum é minimalista, com destaque para sua voz anasalada e para a presença de elementos percussivos.</span></p>
<figure id="attachment_31090" aria-describedby="caption-attachment-31090" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1.jpg" alt="Foto da cantora Marina Sena. Ela está debruçada na traseira de um carro com luzes roxas iluminando todo seu ambiente. Ao fundo estão as luzes de uma cidade. Ela está vestida com uma saia com lantejoulas e topless apoiada no carro. Seus cabelos lisos e pretos estão para trás. Em seu braço direito estão joias que refletem as luzes." width="1024" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31090" class="wp-caption-text">A canção Por Supuesto, do primeiro álbum de Marina Sena, viralizou no TikTok e alcançou o 5º lugar da lista 50 mundial do Spotify (Foto: Sony Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo álbum de Marina Sena mostra que sua ambição não se limita às fronteiras de Minas Gerais, seu estado natal. Seu reconhecimento surgiu logo antes de se mudar para São Paulo. Como um grande sucesso, suas músicas se tornaram virais no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, gerando muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a artista. Além disso, o álbum causou mudanças significativas na vida da cantora, a levando a se mudar de Taiobeiras, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/rica-morando-em-sp-e-com-gravadora-marina-sena-aposta-em-novo-estilo-para-2o-album-esse-e-pra-dancar/"><span style="font-weight: 400;">enricando</span></a><span style="font-weight: 400;"> e permitindo que ela conhecesse outras personalidades musicais, além de assinar um contrato com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, sua carreira, apesar do que muitos pensam, não começou </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Ainda</span> <span style="font-weight: 400;">em Montes Claros (MG), ela montou a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">A Outra Banda da Lua</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mais tarde integrou o grupo </span><a href="https://www.google.com/search?q=rosa+neon+musica&amp;newwindow=1&amp;sxsrf=APwXEdeKvO3VnB2GZ-yUv1pMRpQwWSIFcA%3A1684041926311&amp;ei=xnBgZNzSEoew5OUP9capoAQ&amp;ved=0ahUKEwjczbeGifT-AhUHGLkGHXVjCkQQ4dUDCBA&amp;uact=5&amp;oq=rosa+neon+musica&amp;gs_lcp=Cgxnd3Mtd2l6LXNlcnAQAzIFCAAQgAQyBggAEBYQHjIGCAAQFhAeOgoIABBHENYEELADOgoIABCKBRCwAxBDOg0IABDkAhDWBBCwAxgBOg8ILhCKBRDIAxCwAxBDGAI6BQguEIAEOgcIABCKBRBDOgcILhCKBRBDOhMILhCABBCXBRDcBBDeBBDgBBgDOggIABAWEB4QD0oECEEYAFBAWP0GYMgHaAFwAXgAgAGTAYgBugaSAQMwLjaYAQCgAQHIARLAAQHaAQYIARABGAnaAQYIAhABGAjaAQYIAxABGBQ&amp;sclient=gws-wiz-serp#fpstate=ive&amp;vld=cid:e1978db4,vid:i14xgbxCMwM"><i><span style="font-weight: 400;">Rosa Neon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já com seu disco de estreia, a artista recebeu quatro indicações ao Prêmio Multishow 2021, ficando atrás só de Anitta, agraciada com cinco menções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A amizade de Marina Sena com os </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/jovem-og-critica/"><span style="font-weight: 400;">Febem</span></a><span style="font-weight: 400;">, Fleezus e  DJ Cesrv, após sua chegada a São Paulo e seu trabalho no álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Brime!</span></i><span style="font-weight: 400;">, inspirou os elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">afrobeat</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> presentes em seu novo trabalho. Sena o ouvia o tempo todo enquanto produzia seu novo trabalho, afirmando que é o que mais consome e está apaixonada. A participação de Fleezus na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PJPcrXaJz_c"><i><span style="font-weight: 400;">Que Tal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o único dueto em todas as composições, demonstrando a importância do trabalho do trio em sua carreira. Ela também afirmou que, sempre que sai para algum rolê na cidade, vai assistir algum </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que considera a coisa mais fresca no cenário musical brasileiro. Esse frescor é bem traduzido na mistura de tantos gêneros em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31087" aria-describedby="caption-attachment-31087" style="width: 1793px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2.jpg" alt="Foto da cantora Marina Sena. A artista está de pé a frente de um telão vermelho em um palco, ela veste uma saia jeans com uma grande fivela pendurada que compõe a saia, e uma jaqueta cropped no mesmo material e cor da saia. A artista de cabelos longos e pretos esvoaçantes está olhando para a direita com o microfone em sua mão enquanto canta." width="1793" height="1196" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2.jpg 1793w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/06/image2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31087" class="wp-caption-text">“Nacional… Anitta! Internacional seria a Rosalía, amo as duas!”, disse a artista sobre suas colaborações dos sonhos à revista Cláudia (Foto: Henrique Marinhos/Acervo Pessoal)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As três primeiras músicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;"> já demonstram as diferenças em relação ao seus trabalhos anteriores, que eram muito característicos e mantinham uma solidez muito maior em seus versos e melodias. Enquanto isso, o mais recente marca principalmente um trabalho experimental, com inspirações de artistas como Rosalía, Doja Cat, Nathy Peluso, Djavan, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gal Costa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Jards Macalé. Ambos tiveram seus propósitos alcançados, em sucesso e conceito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma fatídica história de crescimento profissional em metrópoles, a intensa experiência que </span><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz é uma proposta mais do que pessoal, e há quem se identifique. Assim como seu antecessor, o disco marca uma trajetória e uma personalidade que a artista trabalha com muito esmero, transbordando sua marca. Confiante e sem medo de errar, seu sonho é ser uma das representantes da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira </span><a href="https://revistaogrito.com/entrevista-com-marina-sena-que-lanca-disco-de-estreia-meu-som-e-o-brasil-moderno-brasil-pra-exportacao/#:~:text=%22Quero%20muito%20que%20meu%20som%20ultrapasse%20a%20barreira%20da%20l%C3%ADngua%20e%20atinja%20no%20mundo%20inteiro%20pessoas%20que%20v%C3%A3o%20se%20levar%20pelo%20ritmo%2C%20pela%20melodia%2C%20e%20que%20v%C3%A3o%20entender%20a%20m%C3%BAsica%20s%C3%B3%20no%20sentir%E2%80%9D"><span style="font-weight: 400;">para o mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, levando a música nacional para todo o planeta. E que, entre erros e acertos, continue nesse caminho que tem se aberto à ela.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Vício Inerente" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/13TC44Gy2ClqvvwxGOQ6pr?utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Third, do Portishead, foi escrito para mim</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2018 18:59:28 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Crônica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Adriano Arrigo O trio inglês Portishead foi achado em um momento de transição quando eu tinha, mais ou menos, 18 anos. Minha transição foi religiosa. A típica frase “minha religião não permite” era bem clara para mim, mas isso não deixava que eu tivesse no meu Winamp hits como “Glory Box”, “It Could be Sweet” &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/portishead-third-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Third, do Portishead, foi escrito para mim"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-300x300.png" alt="" width="445" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/capa.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 445px) 85vw, 445px" /></p>
<p><strong>Adriano Arrigo</strong></p>
<p>O trio inglês Portishead foi achado em um momento de transição quando eu tinha, mais ou menos, 18 anos. Minha transição foi religiosa. A típica frase “minha religião não permite” era bem clara para mim, mas isso não deixava que eu tivesse no meu Winamp hits como “Glory Box”, “It Could be Sweet” e “Roads”. Por incrível que pareça, esta última me foi apresentada por um menino neopentecostal. Os primeiros toques pesados e melancólicos de Beth Gibbons cantando <i>“</i><i>Oh, can&#8217;t anybody see?” </i>já eram o suficiente para cultivar uma melancolia que eu fazia ligação com o que me acontecia naquele momento. Mas ao final, eu nem sabia exatamente sobre que ela estava falando.</p>
<p><span id="more-9893"></span></p>
<p>E isso realmente importa? Quantas músicas fazem sentido para nós e não temos ideia do que elas estão dizendo? Talvez isso seja música, afinal. Talvez ainda, isso seja fundamentalmente a <i>minha </i>compreensão de música. Mas eu nunca ouvi Portishead pelo seu peso lírico. Para mim, é como se não houvessem letras. Como você pode separar o agudo da voz de Gibbons dos violinos em “Roads”? Mas se as letras existem no trio inglês, eu nunca fui procurar o que eles tinham a dizer exatamente. Até o terceiro álbum do trio, o <i>Third.</i></p>
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<blockquote><p>Esteja alerta para a regra dos três<br />
O que você dá retornará para você<br />
Essa lição você tem que aprender<br />
Você só ganha o que você merece</p></blockquote>
<p>Para quem já escutou o <i>Third</i>, esse verso é famoso. Para quem não, é o verso que abre o disco em “Silence“, proferido por Claudio Campos, mestre de capoeira que mora em Bristol, a mesma cidade da banda. Para mim, que não se importava com as letras, bem, parecia que Beth tinha colocado essa fala na boca do capoeirista para me atingir. E não que justifique, mas chegando na casa dos 20 anos de idade, a parte escrita de <i>Third</i> fazia muito sentido para mim.</p>
<p>Aliás, quando ouvi “Machine Gun” era sobre aquilo que eu sentia. “Eu vejo um salvador, um salvador vem na minha direção”. Minha mudança era espiritual, se é que posso dizer. Estava saindo de uma religião da qual fazia parte de criança. Um salvador – que aqui não é com letra maiúscula – cairia bem naquele momento. “Assustado de mais para sacrificar uma escolha escolhida por mim”. É, era isso.</p>
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<p>Sempre achei que “Machine Gun” era a música da minha vida. “Sempre”, quero dizer, nas primeiras vezes que ouvi. Sei que é um exagero, e também sei que eu nunca tinha ouvidos tantas músicas para saber de cara que era essa a música da minha vida. Uma voz presa falando sobre coisas que eu sentia, e que se misturavam com uma parte repetitiva e, ao fundo, um som artificial de destruição.</p>
<p>Aliás, esse “som de destruição” permeia o <i>Third </i>por inteiro. Em “Nylon Smile” ele está ali ruminando, tramando, se fingindo de sonso, mas Gibbons sabe que ele é ardiloso (e eu também). “Eu não consigo ver nada bom, e nada é tão mal. Eu nunca tive a chance de explicar o que exatamente quero dizer”. Bem sugestivo. Em “The Rip” – talvez a faixa mais representativa do disco – as frases iniciais são dignas de um excerto qualquer de Virginia Woolf.</p>
<blockquote><p>Enquanto ela caminha pelo quarto, perfumada e alta,<br />
Hesitando mais uma vez<br />
E enquanto eu me levanto,<br />
E a amargura que sinto, eu percebo que o amor flui</p></blockquote>
<p>O embrolho de “The Rip” nada mais é do que os sintetizadores e mais toda a aparelhagem eletrônica que Adrian Utley e Geoff Barrow, os companheiros de longa data de Gibbons, conseguem, há tempos, codificar no Portishead. Mas aqui no <i>Third</i>, eles largaram um pouco o romântico e <a href="http://personaunesp.com.br/20-anos-endtroducing/">bagunçado Trip-hop</a> de “Only You”, por exemplo, e se aventuraram em um caminho ainda mais obscuro, mas nunca deixando o peso das relações humanas se tornarem obsoletas dentro da marca que criaram dentro desse estilo musical.</p>
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<p align="left">Em <i>Third</i>, não há uma música como “Glory Box” para servir de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_6obos6sz8E">música </a><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_6obos6sz8E">de striptease</a>. Seus versos não são fáceis, e seus sons, muito menos. “Small” é, talvez, a única música que remeta aos discos anteriores da banda. É Gibbons falando de algum relacionamento e vinho sob violinos pesados. Mais Portishead pré <i>Third</i>, impossível. Porém, “ele” está lá, esse som dissimulado que faz as melodias serem destruídas e se transformarem em algo novo, ao passo que suja as composições de Gibbons (ele atropela Gibbons ao final de “Threads”).</p>
<p align="left">Isso transforma o <i>Third</i> em um mal-estar. Certos pedaços do disco – porque é quase impossível ouvi-lo pensando que são faixas separadas – são sufocantes. Não se assuste se ao final de “Threads” você estiver torcendo para a faixa se esgotar logo. Todos os solos de ruídos opressivos fazem esse disco ser tecnicamente impecável.</p>
<p align="left">Durante esses anos, fui prestando atenção em cada barulho ou em cada edição que as músicas têm. Por exemplo, eu achei por muito tempo que o meu arquivo de “Silence” estava corrompido, pois ela termina abruptamente. Após ouvir outras versões – em especial, a do Spotify – eu descobri que não, a música é produzida daquela forma, ela termina em seu ápice. Isso quer dizer muito sobre <i>Third</i> e o porque dele ser tão representativo, em especial, para mim. É como se Gibbons e seus comparsas usasse o mal-estar presente em todo o disco para codificar meu espírito de 20 anos.</p>
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<p align="left">E talvez isso faça este disco ser, polemicamente, o meu favorito do Portishead. Ele me acompanha desde então, nesses 10 anos, mas que, devido ao recomeço de trajetória que tive naquela época, parece que ele sempre esteve comigo. Passei 10 anos ouvindo-o nas mais diversas ocasiões, desde a preparação de uma janta com amigos até momentos em que eu estava sozinho. Ele sempre me intrigou e sempre me pareceu possível descobrir algo novo nele.</p>
<p align="left">Fiquei surpreso em descobrir ano passado que o disco da Gal Costa de 2011, <i>Recanto</i>, tem estritas semelhanças com<em> Third</em>. Não era muito do fã da artista, mas desde os recentes anos,<a href="http://personaunesp.com.br/daniela-mercury-bauru/"> tenho aberto meu gosto para música legitimamente brasileira</a>. Porém, o que se vê em <i>Recanto </i>é algo que extrapola a MPB, pois trata-se da extinção de instrumentos de cordas e produções grandiosas para uma roupagem completamente contemporânea e minimalista, tal qual <i>Third</i> representou em 2008.</p>
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<p align="left">Talvez não seja uma referência direta, mas mostra como <i>Third</i> é tecnicamente visionário nas produções que incorporam somente voz e sintetizadores. Esse conjunto parece uma fórmula infalível para despertar o desassossego que há no íntimo dos que se aventuram pelo terreno desse trip-hop quase industrial. A camada metálica sobreposta à voz de Gibbons parece mostrar que esse ente que paira as músicas não permite que as coisas terminem bem, o que faz ser uma tarefa difícil manter o bom humor neste último disco do Portishead.</p>
<p>Se “Machine Gun” não é mais a “música da minha vida”, isso não faz eu estar menos alinhado ao disco. Em determinada estrofe de “The Rip”, Gibbons questiona se, caso a ternura que ela sente for puxada para baixo, ela deve sucumbir e segui-la. Para mim é uma opção que Gibbons deixa. Em 10 anos, não achei outras pistas que dessem essa resposta, mas religiosamente aprendi a lição proposta ali na faixa 1, afinal de contas, elas foram escritas para mim.</p>
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