<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Tove &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/tove/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/tove/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 10 May 2023 16:25:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Tove &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/tove/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>1899 tenta, mas está longe de superar Dark</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/1899-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/1899-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 May 2023 17:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[1899]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Anton Lesser]]></category>
		<category><![CDATA[Baran bo Odar]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Rosager]]></category>
		<category><![CDATA[Dark]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Episódios]]></category>
		<category><![CDATA[Eyk Larsen]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Fflyn Edwards]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[Henry Singleton]]></category>
		<category><![CDATA[Isabella Wei]]></category>
		<category><![CDATA[Jantje Friese]]></category>
		<category><![CDATA[Mathilde Olilivier]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Bernadeau]]></category>
		<category><![CDATA[Mistério]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Segunda Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Seriado]]></category>
		<category><![CDATA[Série]]></category>
		<category><![CDATA[Tove]]></category>
		<category><![CDATA[Yann Gael]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30839</guid>

					<description><![CDATA[<p>Felipe Nunes Drama, artefatos misteriosos que moldam a realidade, o espaço e o tempo, ficção científica e um casal alemão que revolucionou a história da Netflix ao lançar uma das séries de língua não inglesa mais consumidas na plataforma. Essa é a receita de Dark e quase foi a do novo lançamento do streaming, 1899. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/1899-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "1899 tenta, mas está longe de superar Dark"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/1899-critica/">1899 tenta, mas está longe de superar Dark</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30841" aria-describedby="caption-attachment-30841" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-30841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-800x423.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, há um homem branco com cabelos pretos vestindo sobretudo preto olhando para a esquerda, lado em que está na foto. No centro, há uma mulher branca com cabelos ruivos e que veste um vestido na cor marsala. À direita, está um homem branco, com cabelo castanho liso e barba. Ele veste um colete preto sobre uma camisa de manga cinza. O fundo da cena é desfocado." width="800" height="423" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-800x423.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-1024x542.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-768x406.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1-1200x635.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/1.jpg 1523w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30841" class="wp-caption-text">Em 1899, Baran bo Odar e Jantje Friese repetem fórmula na tentativa de se consagrarem novamente com uma das séries mais assistidas da gigante do streaming (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Nunes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Drama, artefatos misteriosos que moldam a realidade, o espaço e o tempo, ficção científica e um casal alemão que revolucionou a história da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lançar uma das séries de língua não inglesa mais consumidas na plataforma. Essa é a receita de </span><a href="https://personaunesp.com.br/dark-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e quase foi a do novo lançamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;">. As comparações são sempre injustas, mas o tempo de produção e investimento superior para a segunda obra de Baran bo Odar e Jantje Friese fez o seriado</span> <span style="font-weight: 400;">prometer mais do que podia cumprir. A associação é inevitável. </span></p>
<p><span id="more-30839"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhuma trama parte do mesmo lugar e traça um processo de criação idêntico para que possa ser confrontada com outra de forma justa. Contudo, após a história complexa e instigante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">envolver os espectadores</span> <span style="font-weight: 400;">ao longo de três sequências, é impossível não se perguntar o que aconteceu para que tudo fosse ladeira abaixo em uma nova série. A produção era tida pelos fãs e críticos especializados como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-1000003391/"><span style="font-weight: 400;">certa para uma renovação</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o resultado surpreendeu e o cancelamento foi anunciado logo no primeiro ano. Os criadores lamentaram, pois os planos eram para não apenas uma, mas sim duas outras temporadas, como aconteceu com sua primogênita.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> é iniciada com Emily Beecham dando vida à complexa e misteriosa médica Maura Franklin. A protagonista é um convite para desconfianças. Às vezes, parece ser heroína, outras, vilã, e essa mescla de padrões é um dos pontos altos do enredo. Em um navio, a doutora vive uma confusão mental que extrapola a ficção e deixa quem assiste tão confuso quanto ela. </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/256763-1899-8-detalhes-voce-ter-nao-percebido-serie-netflix.htm"><span style="font-weight: 400;">Na história</span></a><span style="font-weight: 400;">, Maura está em busca de seu irmão, desaparecido em uma embarcação que nunca chegou ao destino final em Nova Iorque. Além dela, há diversos imigrantes com distintos segredos sombrios, porém com um objetivo em comum: ter uma vida melhor na alta elite da sociedade nova-iorquina.</span></p>
<figure id="attachment_30845" aria-describedby="caption-attachment-30845" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30845" class="wp-caption-text">1899 é o primeiro produto audiovisual da Netflix filmado completamente em estúdio virtual (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Semelhante aos longas </span><i><span style="font-weight: 400;">Fratura</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">As Linhas Tortas de Deus</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série brinca com o que é realidade, ilusão e simulação na vida de seus personagens. Ao decorrer dos primeiros episódios, é difícil saber o gancho central de tudo. São sonhos? Algo sobrenatural? Ciência? Impossível responder, mas deliciosamente possível </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/11-filmes-para-exercitar-o-seu-cerebro/"><span style="font-weight: 400;">teorizar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É esse o grande feito de </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;">: deixar os espectadores curiosos, pensativos e até mesmo confusos. As dúvidas não são por conta de falhas no roteiro de Baran bo Odar e Jantje Friese, é tudo premeditado. Como se fosse uma cebola, a cada capítulo mais uma camada é explicada. Com isso, os arcos se encaixam e ganham forças.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se por um lado a narrativa instiga e prende o telespectador nos desdobramentos da história, por outro os personagens não se aproximam do público. Há um vasto núcleo de intérpretes com um tempo de tela muito mal administrado. Com exceção da história principal, todos os outros desenvolvimentos são jogados para o esquecimento. Contar com um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/255319-1899-serie-netflix-boa-mesmo-narrativa-destaca-critica.htm"><span style="font-weight: 400;">elenco tão diversificado</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um trunfo e é uma pena que isso não tenha sido bem trabalhado. Os episódios são longos e poderiam deixar de explicar o óbvio e dirigir a atenção à trajetória dos papéis centrais. Embora tenha tentado trazer dramas e sofrimentos particulares, isso foi feito de forma superficial e </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> falhou em encantar. Por exemplo, o sentimento de torcer pela destemida Maura, pela sensível Tove (Clara Rosager) ou sentir raiva do pai da protagonista, Henry Singleton (Anton Lesser), tido como vilão, é praticamente inexistente. Esses anseios não são explorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é quem eleva a obra. Além de Clara Rosager, Mathilde Ollivier (Clémence), Yann Gael (Jérome), Isabella Wei (Ling Yi), Fflyn Edwards (Elliot) e Miguel Bernardeau (Ángel) são excelentes e fazem jus aos eventos que vivenciam, ainda que tenham pouquíssimos momentos de profundidade com os personagens que interpretam. A carga dramática de Tove escancara esse descaso e, mesmo sendo uma das reviravoltas mais emocionantes, tem pouco destaque, tal qual acontece com os demais arcos que não envolvam diretamente a dupla Maura e Eyk Larsen. Os dois quase formam um casal e a construção não é ruim, muito pelo contrário. Contudo, é insuficiente para manter a atenção que a </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/fracasso-1899-criadores-dark-serie-netflix/"><span style="font-weight: 400;">narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisava despertar em quem assiste.</span></p>
<figure id="attachment_30844" aria-describedby="caption-attachment-30844" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-800x450.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, na esquerda, há uma jovem branca com cabelos pretos lisos, ela veste um Kimono em tons de vermelho e laranja. Ao seu lado, na direita, há um rapaz branco, com cabelos loiros, ele veste um uniforme bege, que está manchado com carvão. O lábio do rapaz está sangrando. O fundo da foto é desfocado e apresenta o salão de um navio." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/3.jpg 1450w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30844" class="wp-caption-text">Com pluralidade idiomática, 1899 destaca várias línguas e apresenta personagens de diversas nacionalidades, como japoneses, alemães, franceses e noruegueses (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ser a irmã mais nova de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">, o lançamento já era esperado pelos fãs do gênero e dos criadores. Uma polêmica, no entanto, causou uma verdadeira reviravolta na recepção dos espectadores, principalmente os brasileiros. Logo após ter sido lançada, a </span><span style="font-weight: 400;">série </span><span style="font-weight: 400;">foi alvo de uma </span><a href="https://labdicasjornalismo.com/noticia/12243/-1899-a-nova-serie-da-netflix-traz-polemicas-sobre-plagio-na-cultura-cinematografica"><span style="font-weight: 400;">acusação de plágio</span></a><span style="font-weight: 400;"> por uma quadrinista brasileira, Mary Cagnin. De acordo com ela, elementos narrativos de uma de suas obras, a HQ</span><i><span style="font-weight: 400;"> Black Silence,</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam sendo copiados. Réplicas e tréplicas foram feitas negando as denúncias. Contudo, muitos consumidores não aceitaram as declarações e reforçaram o apoio à artista, deixando de ver e recomendar o conteúdo audiovisual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o cenário, os efeitos visuais e a trilha sonora, é válido enfatizar que estes atuam como personagens à parte e abrilhantam com maestria todo o conjunto narrativo, um reflexo do </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/1899-sacrifica-personagens-mas-cativa-com-misterio-viciante"><span style="font-weight: 400;">orçamento da produção</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses elementos são tão bem encaixados que parecem ser a alma da obra e, na verdade, de fato são. Cada aspecto conversa entre si, tem sua razão de ser e seu motivo para estar ali, naquele molde e naquele momento. Nada sobra ou parece faltar, o que é uma dificuldade e tanto na indústria cinematográfica.</span></p>
<figure id="attachment_30843" aria-describedby="caption-attachment-30843" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-800x446.jpg" alt="Cena da série 1899. Nela, há uma mulher branca, com cabelos loiros, que é focalizada na imagem. Ela está suada e faz uma expressão de espanto." width="800" height="446" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-800x446.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-1024x571.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-768x428.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4-1200x669.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/4.jpg 1449w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30843" class="wp-caption-text">Clara Rosager brilhou dando vida à complexa Tove e merecia mais destaque e profundidade em 1899 (Foto:Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2022/11/1899-veja-explicacao-para-o-final-e-os-maiores-plot-twists-da-serie-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a revelação do que de fato faz os navios não chegarem ao seu destino final, a grande dúvida que prende os espectadores ao decorrer dos oito episódios. E o plural de navios abarca bem mais do que Kerberos e Prometheus, já que é contado que diversas embarcações já se perderam nessa expedição marítima e nunca chegaram a Nova Iorque. Na conclusão e explicação da motivação central da série, os elementos são conectados de uma forma fluída, sem desconexões, e o roteiro vence o maior desafio de enredos que se pautam na ficção científica: os temidos furos, que, além de prejudicarem a compreensão do seriado, mostram descuido com o texto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filosofia ainda ganha espaço no universo ficcional. Um dos assuntos que percorrem as explicações das fatídicas situações é o </span><i><span style="font-weight: 400;">Mito da Caverna</span></i><span style="font-weight: 400;">, do livro </span><i><span style="font-weight: 400;">A República</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrito pelo célebre filósofo Platão. Na </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/1899-quem-e-o-menino-misterioso-do-novo-fenomeno-da-netflix.phtml"><span style="font-weight: 400;">narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mito é abordado em diversos momentos e cria uma rede de apoio com as experiências antropológicas, psicológicas, emocionais e sensoriais de todos os que participam das simulações dentro dos navios. A princípio, a mistura das ciências exatas com a área filosófica parece não combinar, mas, ao decorrer da série, elas formam um par excêntrico e acoplado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da área humanística adentrar a abordagem científico-filosófica, o destaque continua sendo a física quântica. O texto se debruçou sobre as </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/1899-e-baseada-em-fatos-reais-descubra-a-verdade-por-tras-da-serie"><span style="font-weight: 400;">teorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e antecipou problemas de compreensão que poderiam ter acontecido com lacunas, que estiveram presentes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro ponto importante foi a contagem de todos os fatos. Isso porque, ainda que esperassem uma renovação, grande parte dos arcos foi concluída com os desfechos da primeira temporada. E é por isso, que os diretores mostraram que aprenderam a lição quando o assunto é entregar um </span><i><span style="font-weight: 400;">script</span></i><span style="font-weight: 400;"> conectado, cuidadoso e, sobretudo, bem escrito.</span></p>
<figure id="attachment_30842" aria-describedby="caption-attachment-30842" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/5.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30842" class="wp-caption-text">Maura é a conexão de todos os arcos e tramas construídos ao longo da obra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao terminar a série, a sensação é de que </span><i><span style="font-weight: 400;">1899</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentou, mas não conseguiu alcançar os feitos da antecessora, mesmo com tudo conspirando para isso: o maior tempo de produção, o orçamento e a própria experiência do casal que criou a série. A profundidade dos arcos foi um desequilíbrio gigantesco, tanto que, quando o anúncio do cancelamento foi feito, não houveram tantas mobilizações – algo que aconteceu com outras produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-with-an-e-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Anne with an E</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Clube da Meia-noite</span></i><span style="font-weight: 400;">. O público não se apegou aos dramas alternativos dos personagens e os atores tinham total competência para isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Permeada por polêmicas envolvendo plágio e com ressalvas sobre superficialidades já supracitadas, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hxGXPirkFGU"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem um roteiro intrigante, misterioso e atrativo. A linearidade temporal é bem trabalhada, usando </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao seu favor e revelando uma nova faceta a cada capítulo. </span><i><span style="font-weight: 400;">1899 </span></i><span style="font-weight: 400;">é, definitivamente, bem construída com a proposta que almeja desenvolver ao entrelaçar temas filosóficos, científicos e tecnológicos. Talvez seu maior erro tenha sido nascer depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">e não antes.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/1899-critica/">1899 tenta, mas está longe de superar Dark</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/1899-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30839</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tove dança nas reviravoltas rumo à Arte</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/tove-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/tove-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Oct 2021 19:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[45 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Alma Pöysti]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinebiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Eeva Putro]]></category>
		<category><![CDATA[Finlândia]]></category>
		<category><![CDATA[Helsinque]]></category>
		<category><![CDATA[Joanna Haartti]]></category>
		<category><![CDATA[Kajsa Ernst]]></category>
		<category><![CDATA[Krista Kosonen]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Linda Wassberg]]></category>
		<category><![CDATA[Moomins]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Perspectiva Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Enckell]]></category>
		<category><![CDATA[Samu Heikkilä]]></category>
		<category><![CDATA[Shanti Roney]]></category>
		<category><![CDATA[Tove]]></category>
		<category><![CDATA[Tove Jansson]]></category>
		<category><![CDATA[Tuulikki Pietilä]]></category>
		<category><![CDATA[Viktor Jansson]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Gomez]]></category>
		<category><![CDATA[Vivica Bandler]]></category>
		<category><![CDATA[Zaida Bergroth]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24142</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitória Lopes Gomez “A vida é uma aventura maravilhosa e deve-se explorar todos as suas reviravoltas”. Mente e a mão por trás de um dos cartuns mais famosos do mundo, Tove Jansson se considerava uma “artista falida”. Na cinebiografia Tove, produção finlandesa exibida na 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, a diretora Zaida &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tove-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tove dança nas reviravoltas rumo à Arte"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/tove-critica/">Tove dança nas reviravoltas rumo à Arte</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24143" aria-describedby="caption-attachment-24143" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-1.jpg" alt="Cena do filme Tove. Ao lado esquerdo da imagem, vemos a protagonista Tove, interpretada por Alma Poysti, uma mulher branca, de cabelos loiros curtos, aparentando cerca de 35 anos, vestindo uma blusa de botão verde e uma cardigan bege, com os braços apoiados em uma mesa e um lápis azul na mão esquerda. À sua frente, do lado direito da imagem, vemos uma mesa com papéis, pincéis, um cavalete e outros objetos de pintura sobre ela." width="1500" height="785" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-1.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-1-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-1-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-1-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-1-1200x628.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24143" class="wp-caption-text">Exibido exclusivamente nas salas de cinema da capital, Tove faz parte da seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Helsinki Filmi)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">A vida é uma aventura maravilhosa e deve-se explorar todos as suas reviravoltas”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mente e a mão por trás de um dos cartuns mais famosos do mundo, Tove Jansson se considerava uma </span><i><span style="font-weight: 400;">“artista falida”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na cinebiografia </span><i><span style="font-weight: 400;">Tove</span></i><span style="font-weight: 400;">, produção finlandesa exibida na 45</span><span style="font-weight: 400;">ª</span> <a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, a diretora Zaida Bergroth ilumina os caminhos da escritora, pintora e ilustradora sueco-finlandesa até a criação de seus mundialmente conhecidos Moomins, que a tornaram referência mundial e um tesouro cultural do país. </span></p>
<p><span id="more-24142"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O recorte temporal escolhido é o de meados da década de 40, anos antes da artista</span><a href="https://deadline.com/2021/01/tove-alma-poysti-zaida-bergroth-interview-tove-jansson-contenders-1234668100/"><span style="font-weight: 400;"> fazer seu nome</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lutando para se sustentar, uma sonhadora e perdida Tove (</span><span style="font-weight: 400;">Alma Poysti)</span><span style="font-weight: 400;"> procura sua vocação artística e deseja se desvencilhar da influência de sua família, principalmente a de seu pai Viktor Jansson, um prestigiado escultor que tenta moldar a carreira da filha. Se definindo como artista visual, ela constantemente procura seu lugar no mundo das artes, mas sua paixão claramente são seus personagens fictícios e autorais, que não consegue deixar de rabiscar no papel. O pai esnoba, lembra que “</span><i><span style="font-weight: 400;">isso não é arte</span></i><span style="font-weight: 400;">” e que ela nunca conseguirá sobreviver dos desenhos. Assim, ela dedica sua energia à pintura.</span></p>
<figure id="attachment_24144" aria-describedby="caption-attachment-24144" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24144" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-2-2.jpg" alt="Cena do filme Tove. Em um estúdio com duas prateleiras cheias de livros, quatro janelas, uma delas coberta por uma cortina vermelha, uma mesa, um sofá, vasos, quadros, enfeites e uma estátua de uma mulher no canto direito, vemos, sentada no chão ao centro, a protagonista Tove, interpretada por Alma Poysti, uma mulher branca, de cabelos loiros lisos e curtos, aparentando cerca de 35 anos e vestindo um avental branco. Ela está no chão, inclinada sobre um quadro e pintando-o de branco com um pincel, que está em sua mão direita. Vemos, ao lado dela, um pote marrom com tinta branca e, abaixo dela e do quadro, um tapete branco." width="700" height="378" /><figcaption id="caption-attachment-24144" class="wp-caption-text">As cenas no estúdio/apartamento do filme foram gravadas no estúdio real de Tove Jansson, que ainda está como ela o deixou, no centro de Helsinque (Foto: Helsinki Filmi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao invés de detalhar o processo de criação ou o sucesso dos Moomins de Tove Jansson, a diretora prefere desvendar os caminhos que a levaram até lá. No pós-guerra europeu, mais especificamente em Helsinque, os ânimos artísticos estavam à flor da pele e, entre festas na companhia de outros artistas e intelectuais e ligeiras discussões sobre classe e Arte, a caracterização e ambientação pinta o </span><a href="https://www.bbc.com/news/magazine-26529309"><span style="font-weight: 400;">panorama da época</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tempo, local e principalmente companhia em foco, o atencioso roteiro de Eeva Putro explora os aspectos pessoais da jornada da artista, os quais a atriz Alma Poysti encarna de forma encantadora, transparecendo o profundo e complexo leque de emoções de Tove.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dançando seus caminhos até a descoberta de sua identidade artística, a protagonista, mais do que tudo &#8211; além de criar, pintar ou desenhar &#8211; ama. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tove </span></i><span style="font-weight: 400;">reconhece o peso das relações românticas e fraternais na vida de sua musa e entrelaça o pessoal e o profissional. Afinal, o universo dos Moomins, a </span><a href="https://www.moomin.com/en/tove-jansson/"><span style="font-weight: 400;">obra máxima</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mais conhecida da ilustradora, se inspirou nas pessoas reais com quem convivia e na conexão que mantinha com elas. Mesmo que em uma narrativa dramatizada, o filme se mantém fiel aos relacionamentos e ao papel que estes desempenharam na vida de Jansson.</span></p>
<figure id="attachment_24145" aria-describedby="caption-attachment-24145" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24145" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2.jpg" alt="Cena do filme Tove. Na imagem, vemos, em close up, duas mãos brancas desenhando em um papel. A mão direita segura um lápis azul e desenha dois personagens Moomins, criaturas fictícias que lembram hipopótamos." width="2400" height="1350" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/tove-3-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24145" class="wp-caption-text">Tove foi a submissão oficial da Finlândia para o Oscar 2021 de Melhor Filme Internacional, mas o longa não conseguiu a indicação (Foto: Helsinki Filmi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma câmera texturizada e sensorial, que nos insere nos ambientes e nos envolve no ritmo de </span><a href="https://www.cineuropa.org/en/newsdetail/410697/"><i><span style="font-weight: 400;">Tove</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mérito da fotografia de Linda Wassberg e da montagem de Samu Heikkila, a biografia se debruça, principalmente, sobre os grandes </span><a href="https://www.theguardian.com/books/2021/jun/05/tove-jansson-moomins-woman-fell-in-love-with-an-island-summer-book"><span style="font-weight: 400;">amores que inspiraram</span></a><span style="font-weight: 400;"> e moveram a protagonista. O primeiro, o dedicado filósofo Atos Wirtanen (Shanti Roney), com quem Tove se relacionou quando ele vivia um casamento aberto e, depois, noivou, ofereceu sua primeira oportunidade como ilustradora, em uma época em que ela ainda se agarrava à esperança da pintura. Depois, a inebriante e sedutora Vivica Bandler (Krista Kosonen), uma</span><i><span style="font-weight: 400;"> &#8220;aristocrata que brincava de diretora de teatro”</span></i><span style="font-weight: 400;"> e por quem a artista nutria uma paixão arrebatadora, mas nunca correspondida, a incentivou a investir nos iniciais rabiscos dos seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso de Tove Jansson com o </span><a href="https://www.moomin.com/en/blog/tove-jansson-has-been-elected-to-will-eisner-hall-of-fame/#cd5f129c"><span style="font-weight: 400;">mundialmente prestigiado</span></a><span style="font-weight: 400;"> universo dos Moomins só vem nos minutos finais, assim como a aparição de sua grande </span><a href="https://www.moomin.com/en/blog/going-over-to-the-ghost-side-queer-themes-in-tove-janssons-life-and-work-part-3/#cd5f129c"><span style="font-weight: 400;">companheira de vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Tuulikki Pietilä (Joanna Haartti)</span><span style="font-weight: 400;">, com quem ela passou o resto de seus dias. Ao invés de repetir o que já era conhecido da história da pintora, escritora e ilustradora, o filme</span> <span style="font-weight: 400;">direciona o olhar aos anos formativos da artista e foca não em seu destino, mas em sua jornada. Com um retrato do </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2020/04/06/inside-tove-janssons-private-universe"><span style="font-weight: 400;">mundo interior</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do espírito livre, artístico, boêmio e passional da artista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tove </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra que o legado de sua musa não se limita às criações as quais ela se dedicou, mas o contrário: suas obras existem justamente por causa da vida que ela viveu &#8211; e, principalmente, por todas as suas reviravoltas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="TOVE (2021) - Official Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/D7xRBqM6WUU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/tove-critica/">Tove dança nas reviravoltas rumo à Arte</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/tove-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24142</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
