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	<title>Arquivos Suspense psicológico &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Do film fashion aos curtas e longas-metragem, Mathews Silva procura sempre manter a reflexão social presente</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 16:48:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Livia Queiroz  Formado em publicidade e propaganda, a paixão pelo audiovisual sempre palpitou mais no coração de Mathews Silva, ansiando pelo momento além de campanhas, aquele que o colocaria no Cinema, do qual  tinha plena consciência de que era possível e capaz de realizá-lo. Sua carreira é carregada de sucesso, tanto nas produções quanto nos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/persona-entrevista-mathews-silva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Do film fashion aos curtas e longas-metragem, Mathews Silva procura sempre manter a reflexão social presente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36557" aria-describedby="caption-attachment-36557" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36557" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1-800x450.png" alt="Na foto de fundo preto, um homem branco, de cabelo, barba e bigode pretos e olhos castanhos âmbar, se apresenta à câmera com um olhar sereno. Em plano de fundo, os tons de vermelho claro e escuro se encontram com o preto em um movimento degradê sem formas definidas. É também apresentado a logo do projeto Persona, um olho com pupila em formato de ‘play’ em uma íris vermelha, junto do título do quadro e o nome do entrevistado. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/mathews-silva-1.png 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36557" class="wp-caption-text">Em toda obra que Mathews Silva produz, é possível visualizar aspectos psicossociais da crise humana (Arte: Arthur Caires /Foto: Skybridge Films)</figcaption></figure>
<p><b>Livia Queiroz </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Formado em publicidade e propaganda, a paixão pelo audiovisual sempre palpitou mais no coração de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/amaury-jr/2025/03/21/mathews-silva-lanca-seu-primeiro-longa-metragem-como-diretor-jasmine.htm"><span style="font-weight: 400;">Mathews Silva</span></a><span style="font-weight: 400;">, ansiando pelo momento além de campanhas, aquele que o colocaria no Cinema, do qual  tinha plena consciência de que era possível e capaz de realizá-lo. Sua carreira é carregada de sucesso, tanto nas produções quanto nos personagens que passam por elas. O diretor iniciou seus projetos dentro do universo cinematográfico, como assistente de direção nas criações de ficções para curtas-metragens e séries por cinco anos. Em seguida, continuou ampliando seu mercado até chegar nos </span><a href="https://lafashionfestival.com/what-is-a-fashion-film"><i><span style="font-weight: 400;">fashion films</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como assistentes de publicidade, e seguiu nessa estante por um tempo. </span></p>
<p><span id="more-36556"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um acúmulo de experiências, deixou o papel secundário para tornar-se diretor de Cinema, de fato, e conquistar suas próprias obras. Desde a publicação de seu primeiro curta-metragem em 2022, Mathews abrangeu seu repositório com diversos curtas e segue com a agenda cheia, programando para 2026 a estreia de mais dois filmes de suspense psicológico, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jasmine </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Vazio</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote><p><b>&#8220;Eu tento, em todas as minhas obras, trazer um pouco dos relatos de pessoas que eu tive o grande prazer de conviver e que, repetidamente, têm suas histórias esquecidas.&#8221;</b></p></blockquote>
<figure id="attachment_36560" aria-describedby="caption-attachment-36560" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36560" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3-800x450.jpg" alt="Na fotografia, duas pessoas posam lado a lado. A mulher à direita sorri com expressão leve, usando um vestido rosa com mangas bufantes e penteado elaborado e preso, enquanto o homem, branco de cabelo, barba e bigode negros, à esquerda mantém um olhar mais sereno, vestindo jaqueta jeans escura e blusa preta por baixo. Como cenário, tem-se uma iluminação rosa e arroxeada refletidas nas paredes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-3.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36560" class="wp-caption-text">Uma das obras coringa nas quais Mathews se inspira para a fotografia de suas produções é Blade Runner, sempre explorando as cores como identidade (Foto: Skybridge Films)</figcaption></figure>
<h3><b>O ínicio da autoria </b></h3>
<p><b>Como foi a transição de diretor de propagandas para o cinema independente? </b></p>
<p><b>Mathews Silva: </b><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu amo fazer publicidade – e continuo fazendo até hoje –, mas eu precisava de um momento para contar minhas histórias. Eu já estava me sentindo pronto, tinha sido assistente de direção de projetos de curtas-metragens e séries para ficções antes [&#8230;] e estava sentindo falta de fazer cinema. Então tomei a decisão de fazer Passos</span></i><span style="font-weight: 400;">” </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Passos (2022), Mathews realizou sua </span><a href="https://caras.com.br/cinema/mathews-silva-mergulha-no-suspense-com-novo-longa-nacional-territorio-pouco-explorado.phtml"><span style="font-weight: 400;">primeira produção autoral</span></a><span style="font-weight: 400;"> de curta-metragem. A obra, estrelada por </span><a href="https://siterg.uol.com.br/cultura/2023/03/03/diretor-mathews-silva-assina-tres-filmes-com-gabi-lopes/"><span style="font-weight: 400;">Gabi Lopes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Kayky Brito, foi um grande sucesso e, para o diretor, um de seus trabalhos mais marcantes. Com uma gama de prêmios entre Melhor Roteiro e Melhor Filme no Festival de Cinema de São Paulo, </span><span style="font-weight: 400;">Brazil New Visions e Gabi como Melhor Atriz no Madras Independent Film Festival, além de indicações em grandes reconhecimentos internacionais como LABRFF (</span><span style="font-weight: 400;">Los Angeles Brazilian Film Festival), o filme mistura fantasia com crítica social real de forma que o público em meio ao desenvolvimento.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://jerichowriters.com/what-is-a-psychological-thriller/"><span style="font-weight: 400;">suspense psicológico</span></a><span style="font-weight: 400;"> – gênero que viria a ser uma tradição de Mathews – encara a história de um sequestro infantil,  quando uma mulher acredita ser mãe de uma garota e a mantém em cativeiro enquanto seus verdadeiros pais seguem seus ‘passos’ para tentar encontrá-la. Diante de um histórico caracterizado por visualizar perspectivas invisibilizadas na sociedade e, dentro da publicidade e moda, a criação de narrativas de beleza amplas, seria evidente que sua carreira como diretor de Cinema seguiria o mesmo caminho em outras produções.</span></p>
<figure id="attachment_36569" aria-describedby="caption-attachment-36569" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-2-1-800x422.png" alt="Em um recorte do filme, uma mulher loira de olhos claros de vestido azul caminha à frente com expressão apreensiva olhando à sua frente, enquanto uma menina morena com presilhas no cabelo ao seu lado segura um urso de pelúcia bege, olhando para baixo. Ao fundo, uma passagem urbana sob um viaduto. " width="800" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-2-1-800x422.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-2-1-1024x540.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-2-1-768x405.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-2-1-1200x633.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image5-2-1.png 1499w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36569" class="wp-caption-text">O Mathewsverse é o nome dado pelo diretor para a antologia filmográfica (Foto: Skybridge Films)</figcaption></figure>
<h3><b>O passado</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do sucesso de sua primeira produção, Mathews seguiu no caminho ainda dos curtas-metragens. Em 2023, foram quatro filmes, entre eles, </span><a href="https://vimeo.com/929189764"><i><span style="font-weight: 400;">Em Órbita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que trouxe novamente Gabi Lopes como uma das estrelas ao lado de Victor Salomão; </span><a href="https://www.completemagazine.com.br/post/a-visita-um-filme-sobre-caminhos-inesperados-a-beleza-da-jornada-humana"><i><span style="font-weight: 400;">A Visita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhador de Melhor Cinematografia no Diversity Film Festival, e </span><a href="https://vimeo.com/957450562"><i><span style="font-weight: 400;">Bom Comportamento</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um história sobre homofobia que venceu diversas premiações como Melhor Direção no LGBT+ Los Angeles Film Festival, Melhor Curta de Terror no Brazil New Visions International Film Festival e Melhor Reviravolta no Diversity Film Festival. No ano seguinte, o diretor mergulhou em mais quatro curtas – </span><i><span style="font-weight: 400;">Astoria</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Requiem</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Replicante</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Canto</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, para em seguida iniciar as gravações de seu primeiro longa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jasmine</span></i><span style="font-weight: 400;">. O cineasta apresenta, sem dúvidas, obras que devem ser reconhecidas, não só pelo aspecto vencedor, como também pelo reflexivo, no quesito social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses curtas têm uma conexão estrutural, formulando uma </span><a href="https://gshow.globo.com/podcast/cena-aberta/noticia/voce-sabe-o-que-sao-antologias-descubra-os-melhores-filmes-e-series-desse-formato.ghtml"><span style="font-weight: 400;">antologia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além de terem como principal afinidade os mesmos atores de outras produções, os filmes se juntam para evidenciar os tabus de uma sociedade cada vez mais doente e ignorante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Em Órbita</span></i><span style="font-weight: 400;"> grita pela prevenção ao suícido; </span><i><span style="font-weight: 400;">A Visita</span></i><span style="font-weight: 400;">, abre portas para o entendimento da evolução humana e a perspectiva de conexão e humanidade, personificada por Cris Bonna e Ágata Boni, e </span><a href="https://vimeo.com/956841541"><i><span style="font-weight: 400;">Astoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que celebra e posiciona todas as suas obras em uma só direção: a vida humana em sua essência psico fantasiosa.  </span></p>
<blockquote><p><b>&#8220;Os nove curtas tem uma conexão indiretamente à Astoria, unindo todos esses personagens. Eu tenho o </b><a href="https://personaunesp.com.br/vidro-5-anos/"><b><i>Vidro</i></b></a> <b>(2019) de (</b><b>M. Night) Shyamalan como referência, reunindo os seus personagens ‘quebrados’. E os meus personagens são, também, psicologicamente quebrados, se unem, de alguma maneira, em Astoria. [&#8230;]. São nove curtas que conversam sozinhos, mas quando chegam em Astoria eles se culminam. Porém, eu produzi de forma que mesmo se alguém queira assistir uma história isoladamente, será possível – ao mesmo tempo que conversa com outras obras – conversar entre e sobre si mesma.&#8221;</b></p></blockquote>
<figure id="attachment_36561" aria-describedby="caption-attachment-36561" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36561" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3-800x450.jpg" alt="A foto apresenta um estúdio de gravação cinematográfica iluminado por luzes quentes e preenchido por técnicos e equipamentos que cercam uma mesa onde uma mulher morena sentada consulta algo. Próximo a ela, um homem de coque e jaqueta de couro observa a cena enquanto uma menina também morena, ao fundo, permanece em pé com expressão curiosa. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image3-3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36561" class="wp-caption-text">O primeiro curta-metragem de Mathews, Passos (2022), venceu prêmios no Festival de Cinema de São Paulo, Brazil New Visions e Madras Independent Film Festival (Foto: Skybridge Films)</figcaption></figure>
<h3>O Futuro</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Jasmine é um nome de origem persa que significa graça, sensualidade e beleza. </span><a href="https://www.lagoanerd.com.br/post/mathews-silva-e-gabrielle-gambine-gravam-cenas-de-jasmine-na-casa-de-marias"><i><span style="font-weight: 400;">Jasmine</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2026), promete exalar a sensação de encanto, assim como a flor, especialmente com sua fotografia, que explora o </span><i><span style="font-weight: 400;">neon </span></i><span style="font-weight: 400;">e o vermelho como tons que moldam a transformação e sentimento. O filme, protagonizado pela modelo e atriz trans Gabrielle Gambine, é um alerta para o exorbitante número de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-e-travestis-aponta-dossie/"><span style="font-weight: 400;">mortes de pessoas transgênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, uma estatística que torna-se cada vez mais espantosa, porém, serve como um espelho da camada enorme de </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/politica/ipsos-ipec-conservadorismo-predomina-em-comportamento-e-seguranca/"><span style="font-weight: 400;">conservadorismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste</span> <a href="https://www.masterclass.com/articles/writing-101-what-is-the-thriller-genre-definitions-and-examples-of-thriller-in-literature"><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, previsto para lançamento no primeiro semestre de 2026, a protagonista Jasmine, uma artista renomada e famosa internacionalmente, é morta em meio a um show. A partir desse mistério, um complexo processo de investigação é instalado, enquanto o espectador presencia cada um dos suspeitos e seus possíveis motivos para o crime. Sua estrutura define a filmografia de Mathews, um suspense que instiga o telespectador a pensar e concluir suas suspeitas junto dos personagens. </span></p>
<figure id="attachment_36562" aria-describedby="caption-attachment-36562" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36562" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-800x533.jpg" alt="Na fotografia, uma mulher de vestido vermelho encara a câmera com expressão séria e contemplativa enquanto seus cabelos ondulados caem sobre os ombros e cobrem parcialmente os brincos longos usados por ela. Em segundo plano, é possível observar uma câmera preta em desfoque e um estúdio iluminado de forma suave." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image4-2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36562" class="wp-caption-text">Mathews, produziu campanhas publicitárias e fashions films para Puma, Calvin Klein, Vogue, Bazaar, Ford Models e muitas outras agências (Foto: Skybridge Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dele, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vazio </span></i><span style="font-weight: 400;">também estreia como nova direção de Mathews Silva em 2026. Nessa jornada, protagonizada por </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DR42C7RDkBn/"><span style="font-weight: 400;">Thais Mussin</span></a><span style="font-weight: 400;"> – também integrante do elenco de Astoria –, o suspense psicológico insere a ideia de cativeiro, tanto fisicamente como mentalmente. Nesse sentido, Carolina além de acordar como vítima de sequestro também se vê no papel de questionar-se internamente por respostas em meio à vozes, memórias e personas desconhecidas. </span></p>
<p><b>Quais os sentimentos que você procura provocar no telespectador com Vazio? </b></p>
<p><b>Mathews Silva:</b><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu quero mostrar um sentimento de claustrofobia, no qual a personagem está presa, de diversos aspectos, ao longo do filme. E de angústia, afinal, a obra evidencia um suspense no qual Carolina está em dúvida o tempo todo, e eu quero que quem assista também passe por essas etapas junto dela</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="JASMINE (FIRST TEASER) WITH SUBTITLES - Director and Producer" src="https://player.vimeo.com/video/957395268?dnt=1&amp;app_id=122963" width="840" height="473" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe></div>
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		<title>A Mulher na Janela nos convida a revisitar um clássico, mas se perde nele</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2021 21:10:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Fonseca Filmes são feitos de outros filmes. De músicas, pinturas, e livros também. Como linguagem e expressão artística, o Cinema está constantemente influenciando e sendo influenciado por outras obras. Algumas são referências diretas, como as centenas de easter eggs em Jogador Nº 1. Outras, são fontes de inspiração e resultam em um trabalho único, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-mulher-na-janela-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Mulher na Janela nos convida a revisitar um clássico, mas se perde nele"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21605" aria-describedby="caption-attachment-21605" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1.jpg" alt="Vemos cinco pessoas olhando para a câmera, em uma cena de A Mulher na Janela. A primeira, ao centro e à frente dos outros, é a atriz Amy Adams, que interpreta Anna Fox, uma mulher branca de cabelo ruivo preso, roupão rosa e camisola verde. Logo atrás, à esquerda vemos a atriz Jennifer Jason Leigh, que interpreta Jane Russell. Ela é uma mulher branca, de cabelo loiro e usa uma roupa social preta. Atrás dela, vemos o ator Brian Tyree Henry, que interpreta o Detetive Little, um homem negro, de cabelo curto, barba e sobretudo marrom. À direita, vemos mais dois atores. Wyatt Russell, que interpreta David, um homem branco, alto, de cabelo comprido loiro, barba, um blazer marrom escuro e calça jeans. Em seguida, Gary Oldman, ator que faz Alistair, outro homem branco, de cabelos grisalhos e um sobretudo preto." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21605" class="wp-caption-text">O longa se passa predominantemente em uma locação, a casa de Anna (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Fonseca</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes são feitos de outros filmes. De músicas, pinturas, e livros também. Como linguagem e expressão artística, o Cinema está constantemente influenciando e sendo influenciado por outras obras. Algumas são referências diretas, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogador-n1-critica/"><span style="font-weight: 400;">as centenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogador Nº 1</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Outras, são fontes de inspiração e resultam em um trabalho único, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=spnSp4kbEl4&amp;ab_channel=EntrePlanos"><span style="font-weight: 400;">a pintura de Edward Hopper que inspirou a casa horripilante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um clássico de Alfred Hitchcock. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, Hitchcock foi uma fonte de referências e inspirações para Joe Wright, que é conhecido por dirigir dramas como </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/churchill-e-lingua-inglesa/"><i><span style="font-weight: 400;">O Destino de uma Nação</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Wright se aventurou no suspense com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mulher na Janela</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma adaptação tediosa do romance homônimo de </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/02/10/a-mulher-na-janela-vai-virar-filme-mas-a-vida-do-seu-autor-e-mais-sinistra.htm"><span style="font-weight: 400;">A.J. Finn</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lançado na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">em maio, o filme é pura reverência às obras do passado – especialmente às de Hitchcock – e as utiliza como fórmula, sem propor uma experiência própria, ou alcançar o mesmo nível de tais obras.</span></p>
<p><span id="more-21604"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazer um filme com elementos visuais, técnicos, ou com enredo que nos lembre de outro não é necessariamente um crime artístico. Na verdade, assim nascem os gêneros que costumamos usar para classificar o Cinema. Os filmes pioneiros ganham créditos por lançarem uma tendência, enquanto os posteriores são notados quando ultrapassam os limites do convencional. Usemos o exemplo do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Ridley Scott. Com um futuro distópico herdado da literatura de George Orwell e </span><a href="https://personaunesp.com.br/fahrenheit-451-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ray Bradbury</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa ostenta a roupagem dos clássicos </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;">. O resultado é uma combinação inovadora das visões de passado e futuro, que rendeu </span><a href="https://personaunesp.com.br/blade-runner-2049-critica/"><span style="font-weight: 400;">uma continuação de mesmo nível.</span></a></p>
<figure id="attachment_21607" aria-describedby="caption-attachment-21607" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1.jpg" alt="Vemos uma foto em preto e branco do Diretor Alfred Hitchcock, falecido em 1980. Ele é um homem branco, calvo e robusto que usa um smoking preto e aponta uma pistola para a nossa esquerda" width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-2-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21607" class="wp-caption-text">Mesmo após quarenta e um anos de sua morte, o diretor Alfred Hitchcock ainda influencia a Sétima Arte (Foto: CBS Photo Archive)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da baixa criatividade, o filme de Wright ganha pontos ao escolher Amy Adams para dar vida à protagonista Anna Fox, uma psicóloga infantil com depressão e </span><a href="https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/05/15/o-que-e-agorafobia-transtorno-da-protagonista-de-a-mulher-na-janela.htm"><span style="font-weight: 400;">agorafobia</span></a><span style="font-weight: 400;">, um transtorno de ansiedade que a impede de sair de casa. Só de abrir a porta, Anna entra em pânico e desmaia. Nos primeiros minutos, surge o mistério inicial da história: a causa de sua condição psicológica. Tudo o que sabemos é que ela é divorciada, mistura remédios controlados com álcool, é fã de suspenses clássicos e desenvolveu uma obsessão pela vida dos vizinhos, especialmente os Russell, uma família que acabou de se mudar para a casa da frente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A semelhança com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RSFotFSkOTE&amp;ab_channel=CarolSantoian"><i><span style="font-weight: 400;">Janela Indiscreta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1954) não é nenhum segredo, pois, logo no início de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mulher na Janela</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos um frame do clássico, congelado na televisão de Anna</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Também podemos ver cenas de outros filmes do mesmo gênero, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando Fala o Coração</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Prisioneiro do Passado</span></i><span style="font-weight: 400;">. Estas referências são colocadas na tela por Wright, que quer nos familiarizar com a narrativa e, em alguns momentos, com as sensações despertadas pelos filmes mais velhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, o espectador se antecipa em relação aos acontecimentos principais da trama: a protagonista que não pode sair de casa é testemunha de um assassinato, visto através de sua janela, o que coloca a sua vida em perigo também. Porém, construída com um perfil psicológico pouco confiável, Anna nos conduz à direção errada. Joe Wright, por sua vez, tenta nos posicionar dentro da cena, como observadores à espreita; o que consegue algumas vezes graças à atuação de Amy Adams e a cenografia. Tanto a atriz quanto a casa que a cerca são aflitivos, como se os dois representassem o mesmo estado de espírito.</span></p>
<figure id="attachment_21608" aria-describedby="caption-attachment-21608" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3.jpg" alt="Vemos a personagem Anna Fox (Amy Adams) de frente para a janela de seu escritório, à direita. Ela é uma mulher branca, ruiva e usa um roupão rosa. A janela tem cortinas azuis e, ao fundo, vemos uma escrivaninha com diversos objetos em cima, incluindo um abajur amarelo. Na parede, podemos ver um quadro de um homem sentado, voltado para a esquerda. Assim, como o roupão de Anna e as cortinas, vemos o contraste de tons de azul no quadro e na parede com o tapete." width="1920" height="1279" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Foto-3-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21608" class="wp-caption-text">O cenário de A Mulher na Janela mescla referências artísticas, como o quadro do escritório de Anna e as janelas de Janela Indiscreta (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta combinação entre a performance de Amy Adams e o cenário são como âncoras para criar o suspense. Vez ou outra, </span><a href="https://www.b9.com.br/144044/a-mulher-na-janela-critica-review-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">A Mulher na Janela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> expressa visualmente o delírio e o medo de uma mulher traumatizada. Os outros personagens são revelados, se mostram mais do que os arquétipos que atribuímos a eles, porém, a sua transformação não nos surpreende porque não sentimos o seu peso, ou conseguimos nos importar suficientemente. A única exceção é Alistair, o pai da família Russell interpretado por Gary Oldman</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">O vilão é fino e carrancudo, até quebrar a sua passividade e explodir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com elementos interessantes, como a cenografia, o enredo inspirado em um clássico, Adams e Oldman no elenco, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Woman in the Window </span></i><span style="font-weight: 400;">não transmite uma experiência </span><i><span style="font-weight: 400;">a la </span></i><span style="font-weight: 400;">Hitchcock. É apenas um amontoado de referências. Talvez o objetivo de Wright com este filme tenha sido explicitar as convenções do próprio gênero, para anteciparmos o enredo e nos surpreendermos com as alterações. Isto não acontece com quem assiste e não percebe tais referências – elas passam despercebidas, tornam a direção vazia. Por outro lado, para quem é aficcionado por este tipo de mistério, o filme soa como outro </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-paranoia-2007/"><i><span style="font-weight: 400;">Paranóia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que não encontrou a própria voz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se posicionar em uma tendência artística ou gênero não é o mesmo que reproduzi-los. Se Joe Wright intencionou homenagear outro artista, se esqueceu de uma das suas características mais notáveis: a sua personalidade. Muitas decisões tomadas nesta produção não passaram de um chamariz comercial, sem o objetivo de despertar um sentimento, senão, o de familiaridade: o título e o enredo que nos lembram outro filme, o plano na escada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=91ccee3DOMk"><i><span style="font-weight: 400;">Um Corpo que Cai</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1958) e a mudança de tom no final, para um terror </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">.  É como se toda obra fosse construída a partir de fórmulas, coisa que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">faz às centenas, todos os anos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Mulher na Janela | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/NO78X9Eyvz0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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