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	<title>Arquivos Stevie Nicks &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 13:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Costa O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado Fleetwood Mac. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no blues britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ha-50-anos-fleetwood-mac-renascia-das-cinzas-sob-o-sol-da-california/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 50 anos, Fleetwood Mac renascia das cinzas sob o sol da Califórnia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36981" aria-describedby="caption-attachment-36981" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5.png" alt="Descrição: Capa do álbum Fleetwood Mac (1975). A imagem é em preto-e-branco e mostra duas pessoas em pé dentro de um arco de porta. À esquerda, uma figura alta, vestindo terno escuro e segurando uma bengala, olha para cima enquanto parece soprar ou segurar uma pequena esfera. À direita, outra pessoa, mais baixa, de barba e cabelos médios, está apoiada contra a parede com uma mão levantada. Acima deles, o nome ‘Fleetwood Mac’ aparece em letras grandes e estilizadas." width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5.png 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image5-150x150.png 150w" sizes="(max-width: 500px) 85vw, 500px" /><figcaption id="caption-attachment-36981" class="wp-caption-text">Capa do álbum Fleetwood Mac, lançado em 1975, o primeiro grande sucesso da banda (Foto: Herbert Worthington)</figcaption></figure>
<p><b>Bianca Costa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano era 1975, momento em que Fleetwood Mac estava à beira do desaparecimento. Assim, nasceu o décimo álbum da banda, o autointitulado </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=tpgmlk7OVg4"><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não era exagero, depois de quase dez anos mergulhados no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico, trocando integrantes como quem tenta remendar uma embarcação furada, o grupo parecia ter perdido o próprio pulso. Formada em 1967 por Peter Green, Mick Fleetwood, John McVie e Jeremy Spencer, o grupo nasceu como um projeto sólido de </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a </span><a href="https://www-elle-com.translate.goog/culture/music/a42977664/fleetwood-mac-timeline/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc&amp;_x_tr_hist=true"><span style="font-weight: 400;">instabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> criativa, marcada por saídas, crises e problemas pessoais, fez eles se perderem no próprio labirinto sonoro.</span></p>
<p><span id="more-36976"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi então que o acaso entrou em cena. Em 1974, enquanto buscavam um novo guitarrista, o produtor Keith Olsen ouviu uma demo de Lindsey Buckingham, jovem californiano que ao lado de Stevie Nicks, formava a dupla </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i> <a href="https://rollingstone.com.br/musica/a-historia-de-origem-de-stevie-nicks-e-lindsey-buckingham/"><i><span style="font-weight: 400;">Buckingham Nicks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1973). A gravação trazia algo raro: frescor, energia e uma luz que não existia há anos no universo da banda. Encantado, o produtor lançou a proposta da banda para Lindsey, que aceitou com uma condição: Stevie viria junto.</span></p>
<figure id="attachment_36980" aria-describedby="caption-attachment-36980" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36980" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-800x800.jpg" alt="Capa de um álbum em fotografia preto-e-branco. Dois jovens adultos aparecem dos ombros para cima, posando lado a lado e sem camisa. A pessoa à esquerda tem cabelos longos e escuros, olhar direto para a câmera e um colar com penas. A pessoa à direita tem cabelos cacheados e bigode, também olhando para a câmera. Acima deles, o título do álbum aparece em letras grandes e amarelas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image4.jpg 984w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36980" class="wp-caption-text">Capa do disco Buckingham Nicks (1973), primeiro álbum da dupla e sua porta de entrada para a Fleetwood Mac (Foto: Jimmy Wachtel)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada dos dois mudou tudo. Com Buckingham e Nicks, Fleetwood Mac deixou para trás a rigidez do </span><i><span style="font-weight: 400;">Blues </span></i><span style="font-weight: 400;">britânico e renasceu sob o sol da Califórnia, incorporando harmonias vocais luminosas, melodias arredondadas, letras mais íntimas e uma química que parecia finalmente completar o quebra-cabeça. A nova formação – Mick Fleetwood, John McVie, Christine McVie, Lindsey Buckingham e Stevie Nicks – forma a base do que se tornaria uma das </span><a href="https://www.radiorock.com.br/noticias/a-historia-complicada-de-fleetwood-mac-amores-e-conflitos"><span style="font-weight: 400;">bandas mais marcantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse encontro decisivo resultou em </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/5-curiosidades-sobre-disco-homonimo-de-fleetwood-mac-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Batizado com o nome da banda e lançado em 11 de julho de 1975, o disco simboliza esse renascimento. É o primeiro registro da formação clássica, ainda recém-descoberta, e reflete a habilidade da banda em capturar a essência do momento e transformá-la em algo atemporal. Há nele uma leveza inesperada, como se cada integrante tivesse encontrado, finalmente, um lugar seguro dentro da própria música.</span></p>
<figure id="attachment_36979" aria-describedby="caption-attachment-36979" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-800x800.jpg" alt="Fotografia em preto-e-branco de cinco pessoas em um estúdio de gravação. À esquerda, uma mulher está sentada em uma cadeira, pernas cruzadas, usando botas de cano alto e uma saia longa. À direita, um homem está sentado no chão, reclinado, com expressão séria. Atrás deles, três pessoas estão de pé: uma mulher ao centro, ligeiramente sorrindo, e dois homens, um com barba e camisa aberta e outro com colete e camiseta branca. Cabos e equipamentos de estúdio aparecem no chão e no fundo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-768x767.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3-1200x1198.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36979" class="wp-caption-text">O começo do recomeço (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;"> “I’ve been afraid of changin” </span><i><span style="font-weight: 400;">(Eu tenho medo de mudanças)</span></i><span style="font-weight: 400;"> – </span><i><span style="font-weight: 400;">Landslide </span></i></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Musicalmente, o disco traduz essa travessia entre sombra e luz, passado e futuro. Lindsey Buckingham busca energia </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">com arranjos precisos e guitarras elétricas; Christine McVie oferece o romantismo melancólico do piano; </span><a href="https://stevienicks-info.translate.goog/music/fleetwood-mac-1975/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> envolve tudo em mistério, com uma poesia que parece vir de outro plano. O resultado é uma combinação que passeia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Folk</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à introspecção, sempre ancorada numa sensibilidade confessional, que se tornaria mais tarde, característica marcante da banda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura do disco parte de </span><a href="https://www.letras.mus.br/fleetwood-mac/14978/"><i><span style="font-weight: 400;">Monday Morning</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, composição de Buckingham. A letra fala sobre relacionamentos instáveis e o desejo de seguir em frente, metáfora perfeita para o momento. As faixas deslizam com uma naturalidade mágica entre estilos e emoções, sempre guiado por uma honestidade quase palpável. Não importa o ritmo ou a instrumentação: tudo no álbum parece sussurrar alguma verdade íntima sobre transição, perda e descoberta.</span></p>
<figure id="attachment_36977" aria-describedby="caption-attachment-36977" style="width: 551px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-36977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image1.jpg" alt="Descrição: Capa com fundo amarelo. O nome da banda e o título “Rhiannon” aparecem em destaque. À direita, há uma foto em preto e branco dos cinco integrantes sentados de forma descontraída, com visual típico dos anos 1970. À esquerda, uma imagem menor do álbum e informações técnicas do disco." width="551" height="557" /><figcaption id="caption-attachment-36977" class="wp-caption-text">Poster sobre a gravação em vídeo de Rhiannon, música presente no álbum (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas faixas cristalizam isso: </span><i><span style="font-weight: 400;">Rhiannon</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, é o feitiço que define a persona de Stevie Nicks, uma mulher livre em movimento, quase sobrenatural. </span><i><span style="font-weight: 400;">Over My Head</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Say You Love Me</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelam a delicadeza pop de Christine McVie, sempre navegando entre o romance e a vulnerabilidade. </span><a href="https://performingsongwriter-com.translate.goog/stevie-nicks-landslide/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc"><i><span style="font-weight: 400;">Landslide</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o centro emocional do disco: Nicks, diante da dúvida, criando uma das meditações mais suaves e profundas sobre mudança e amadurecimento dos anos 1970.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em complemento disso, Buckingham surge com guitarras luminosas que fazem o álbum vibrar. Sua intensidade aparece tanto no pop convidativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Monday Morning</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto na escuridão de </span><a href="https://musicaboasemrotulos.blog/2025/06/12/fleetwood-mac-im-so-afraid/"><i><span style="font-weight: 400;">I’m So Afraid</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que fecha o disco como quem encara um espelho sem nem piscar. No conjunto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i><span style="font-weight: 400;"> consolida um encontro improvável entre mundos distintos. Cada faixa carrega fragmentos de identidades e feridas. E é justamente esse mosaico emocional que torna essas canções em algo tão duradouro e único: um retrato da banda prestes a se reinventar, ainda marcada pelo passado, mas já visando um vislumbre do futuro glorioso. </span></p>
<figure id="attachment_36978" aria-describedby="caption-attachment-36978" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-800x540.jpg" alt="Descrição: Fotografia em preto-e-branco de cinco pessoas posando lado a lado, sorrindo. Todos estão próximos e com os braços entrelaçados, transmitindo camaradagem. À esquerda, duas pessoas com barba e cabelo curto; ao centro, uma mulher loira com vestido escuro; à direita, outra mulher loira apoiando o braço no homem ao lado, que tem cabelo volumoso e barba. Todos estão usando roupas elegantes, típicas da década de 1970." width="800" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-800x540.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1024x691.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-768x518.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1536x1037.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2-1200x810.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/image2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36978" class="wp-caption-text">“Dreams unwind, love&#8217;s a state of mind” (sonhos se desenrolam, amor é um estado de espiríto) — Rhiannon (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre recomeçar. Abriu caminho para uma nova identidade sonora, marcou a união definitiva desses cinco músicos e trouxe à tona aquilo que a banda tinha de mais humano: o amor, o medo, a coragem, a crise e o desejo de reconstruir. Cada integrante escreve a partir de si, mas o resultado é coletivo. O público sentiu isso, e após mais de um ano de turnê, o álbum alcançou o primeiro lugar na </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/1975-12-13/"><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></a><span style="font-weight: 400;"> e vendeu milhões de cópias, inaugurando a fase mais brilhante do grupo e pavimentando o caminho para o lendário </span><a href="https://www.omelete.com.br/amp/musica/wikimetal-fleetwood-mac-rumours"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1977).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse disco, o </span><a href="https://open.spotify.com/artist/08GQAI4eElDnROBrJRGE0X?si=lx4F2qsqSVize6_OP_uM6A"><span style="font-weight: 400;">Fleetwood Mac </span></a><span style="font-weight: 400;">deixou de ser uma banda britânica desconhecida e se transformou em um símbolo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofisticado dos anos 1970, equilibrando emoção, técnica, drama e doçura. Foi o início de uma era dourada, e também das tempestades emocionais que viriam depois. Porém, pelo menos por um breve instante tudo parecia novo, possível e cheio de luz.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Fleetwood Mac (Deluxe Edition)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0OQxaj2MqTb9nEtoTPfN4P?si=-syXtvhKTS2HX5ekWoNv_A&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>THE TORTURED POETS DEPARTMENT: o que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento?</title>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Existem momentos na história em que o mundo se une em torno de um único artista, celebrando seu pico de sucesso com admiração. São instantes marcantes, onde a Música transcende o mero entretenimento e se torna um fenômeno cultural que define gerações. A Beatlemania na década de 1960, o lançamento de Thriller por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "THE TORTURED POETS DEPARTMENT: o que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento?"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34203" aria-describedby="caption-attachment-34203" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum com moldura branca ao redor de uma foto. Na foto, Taylor Swift está deitada em uma cama, com os olhos fora da imagem, mostrando apenas a boca. Ela veste shorts pretos e uma regata preta. No topo da imagem está escrito The Tortured Poets Department." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-1.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34203" class="wp-caption-text">Para Taylor Swift em THE TORTURED POETS DEPARTMENT: “Tudo é justo no amor e na poesia” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem momentos na história em que o mundo se une em torno de um único artista, celebrando seu pico de sucesso com admiração. São instantes marcantes, onde a Música transcende o mero entretenimento e se torna um fenômeno cultural que define gerações. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-beatles-get-back-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Beatlemania</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1960, o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">Thriller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por Michael Jackson em 1982 e a ascensão de </span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><span style="font-weight: 400;">Madonna</span></a><span style="font-weight: 400;"> como </span><i><span style="font-weight: 400;">‘Rainha do Pop’</span></i><span style="font-weight: 400;"> na década de 1990 são apenas alguns exemplos dessa catarse coletiva. Em cada um desses casos, a obsessão pela estrela era palpável, dominando conversas, inspirando moda e comportamento, e consolidando seu lugar como ícone cultural inegável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo aconteceu com Taylor Swift em 2023. Em Março daquele ano, a cantora iniciou uma das maiores turnês da história, a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">. Celebrando todos os seus dez (agora, onze) álbuns, a sequência de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> já ultrapassou a marca de </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-mulher/2023/12/the-eras-tour-de-taylor-swift-supera-outras-duas-turnes-mais-lucrativas-de-2023-juntas/"><span style="font-weight: 400;">1 bilhão de dólares de arrecadação</span></a><span style="font-weight: 400;">, e está bem longe de acabar. Durante esse período, Swift ainda lançou duas regravações – </span><a href="https://personaunesp.com.br/speak-now-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Speak Now (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/1989-taylors-version-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">1989 (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, quebrou recordes nos cinemas com o lançamento do registro ao vivo da turnê e foi nomeada como Pessoa do Ano pela revista </span><i><span style="font-weight: 400;">Time</span></i><span style="font-weight: 400;">. Já no começo de 2024, seguindo a onda de conquistas, a artista se tornou a primeira a ganhar quatro vezes o prêmio de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-e-a-primeira-artista-a-vencer-4-vezes-o-grammy-de-album-do-ano/"><span style="font-weight: 400;">Álbum do Ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo o último gramofone pertencente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/midnights-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É logo após esse turbilhão de acontecimentos que Taylor Swift lança seu 11º álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco vendeu mais de 2,5 milhões de cópias em sua primeira semana nos EUA e debutou com 313 milhões de reproduções no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo a maior estreia da carreira da cantora e da plataforma. Ao longo de suas 16 faixas – na versão </span><i><span style="font-weight: 400;">standard</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, a compositora fala sobre o término de seu relacionamento de seis anos com o ator britânico </span><a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">Joe Alwyn</span></a><span style="font-weight: 400;">, a breve mas intensa reaproximação com o cantor Matty Healy, vocalista da banda </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><span style="font-weight: 400;">The 1975</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a não muito bem-vinda opinião da mídia e de alguns fãs sobre sua vida pessoal.</span></p>
<p><span id="more-34202"></span></p>
<figure id="attachment_34204" aria-describedby="caption-attachment-34204" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-800x800.jpg" alt="Imagem do clipe de Fortnight. Taylor Swift está usando um vestido preto com mangas bufantes, escrevendo em uma máquina de escrever. Ela está em um escritório e olhando para a câmera." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34204" class="wp-caption-text">A estética da nova era traz temas como dark academia, poesias e máquinas de escrever como representação (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A eficácia da caneta de Swift já não é assunto a ser discutido há um bom tempo, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista consegue elevar sua escrita para um nível diferente. É possível observar uma extrema vulnerabilidade em forma de hipérboles e sentimentos fatalistas, porém, expressos nas mais rebuscadas palavras e analogias. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu mantenho esses anseios trancados/Em letras minúsculas dentro de um cofre</span></i><span style="font-weight: 400;">” a intérprete canta em um dos destaques do disco, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OOYlWF6V8t8"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty as Sin?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, apesar de possuir algumas letras mais simples e literais – e alguns deslizes envolvendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/nine-track-mind-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Charlie Puth</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, a obra, como um todo, se caracteriza por uma complexidade que exige múltiplas audições para ser desvendada e plenamente digerida em suas diversas camadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sonoridade, há uma mescla balanceada entre os três gêneros predominantes da discografia de Taylor Swift: </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop, country e folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mais uma vez, ela se junta a seus parceiros de longa data, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0nZy2z8sZsM5TIHzUpcq5E?si=BpUJvGG1TpiTQgL1QXRZ8g"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2023/#:~:text=The%20National%20%E2%80%93%20First,In%20Your%20Hair."><span style="font-weight: 400;">Aaron Dessner</span></a><span style="font-weight: 400;">, para dar vida à sua visão musical. Nesse momento, a presença dos produtores foi crucial para a artista, especialmente ao explorar temas íntimos e confessionais, em que a confiança é um elemento essencial no processo criativo. No entanto, essa familiaridade também traz consigo um certo </span><i><span style="font-weight: 400;">déjà vu</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção apresenta diversas semelhanças com trabalhos anteriores da cantora, o que leva o ouvinte a desejar por algo novo e inovador. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">do projeto e com participação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hollywoods-bleeding-critica/"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">, assume seu papel de introdução ao álbum de forma satisfatória, mas deixa a desejar em termos de energia. A letra, repleta de metáforas, resume os acontecimentos envolvendo ‘certos homens britânicos’ na vida da artista. A produção, no entanto, peca pela monotonia, não apresentando elementos que prendam a atenção do ouvinte e despertem a sensação de um grande sucesso, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b1kbLwvqugk"><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e-ORhEE9VVg&amp;pp=ygULYmxhbmsgc3BhY2U%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Blank Space</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo assim, a melodia do refrão consegue grudar na cabeça depois de alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">replays.</span></i></p>
<figure id="attachment_34205" aria-describedby="caption-attachment-34205" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34205" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-800x800.jpg" alt="Imagem do clipe de Fortnight. Quatro pessoas em um laboratório, da esquerda para a direita: Ethan Hawke, Taylor Swift, Josh Charles e Post Malone. Ethan Hawke, Josh Charles e Post Malone estão usando uniformes de cientistas/médicos, com calças pretas e jalecos brancos. Taylor Swift está vestida com uma roupa branca, estilo camisa de força, e uma coroa. O laboratório contém equipamentos que lembram um cenário de Frankenstein, incluindo botões e remédios." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34205" class="wp-caption-text">No clipe de Fortnight, Taylor Swift convida dois integrantes da Sociedade dos Poetas Mortos, Ethan Hawke e Josh Charles (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a promoção midiática do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">TTPD</span></i><span style="font-weight: 400;">’ levaram o público a acreditar que esse seria um álbum dissecando o fim do relacionamento de seis anos da cantora com Joe Alwyn. Referências a canções passadas, teoria dos </span><a href="https://billboard.com.br/quais-musicas-de-taylor-swift-representam-os-estagios-de-um-termino-ela-responde/"><span style="font-weight: 400;">estágios do luto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/titulo-de-novo-album-de-taylor-swift-pode-ser-indireta-para-joe-alwyn-entenda/"><span style="font-weight: 400;">grupo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Whatsapp</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conhecido fizeram a cabeça de vários fãs. Porém tudo isso foi por água abaixo na morna faixa-título com a menção ao “</span><i><span style="font-weight: 400;">golden retriever tatuado</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O cantor </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/taylor-swift-e-matty-healy-a-linha-do-tempo-completa-do-suposto-relacionamento,c30e9f97be96cca08d5d8eb76b0d2501tnfxbbey.html"><span style="font-weight: 400;">Matty Healy</span></a><span style="font-weight: 400;"> permeia a vida de Swift desde 2014, mas ganha destaque maior nesse disco após chamas terem sido reacendidas logo depois do término da artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CCUr2pNJft4"><i><span style="font-weight: 400;">So Long, London</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quinta faixa do álbum – tradicionalmente, a mais pessoal e sentimental –, Taylor Swift oferece uma homenagem empática ao seu ex, </span><a href="https://www.youtube.com/results?search_query=london+boy"><span style="font-weight: 400;">Joe Alwyn</span></a><span style="font-weight: 400;">. A canção revela o conflito central: o desejo da cantora de se casar, contrastando com a hesitação do parceiro. No segundo verso, a artista canta &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Parei a RCP [ressuscitação cardiopulmonar], afinal não adianta&#8221;,</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma referência à música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQq9eP5OFhw"><i><span style="font-weight: 400;">You&#8217;re Losing Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de seu álbum anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), onde ela afirma </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Eu não consigo sentir uma pulsação/Meu coração não bate mais&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. Através dessa metáfora, a intérprete demonstra a frustração de tentar salvar um relacionamento já condenado. Apesar de seus ressentimentos, a faixa termina em um tom de aceitação e uma mensagem esperançosa: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Você achará alguém</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum dos poetas torturados vai além da negação e da depressão, explorando também o segundo estágio do luto: a raiva. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U2W173hRfyA"><i><span style="font-weight: 400;">But Daddy I Love Him</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Swift dirige um sermão de mãe aos fãs que se sentem no direito de controlar suas escolhas. No pós-refrão, a cantora explode: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu prefiro queimar toda a minha vida/Do que ouvir mais um segundo de toda essa baboseira e reclamação</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Esse sentimento tem como raiz a repercussão do relacionamento da artista com um certo </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/matty-healy-do-the-1975-responde-polemicas-queria-fazer-voces-sorrirem/"><span style="font-weight: 400;">cantor problemático</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém se estende a outros tópicos que envolvem sua fervorosa base de admiradores, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34206" aria-describedby="caption-attachment-34206" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-600x800.jpg" alt="Contra um fundo preto, Taylor Swift olha para a frente de perfil, com uma mão levantada à altura do peito. Seu cabelo está liso e sua boca entreaberta." width="600" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-768x1024.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1152x1536.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1536x2048.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-1200x1600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-4-scaled.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34206" class="wp-caption-text">“Ninguém gosta de uma mulher brava” (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de conversar com seus fãs, Taylor Swift também fala diretamente com a mídia – e com quem ‘não vai muito com a sua cara’. Desde o começo de sua carreira, a artista é colocada em uma caixa de compositora que só fala sobre ex-namorados e que não tem sua Arte levada a sério, ao mesmo tempo em que sua </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/pop/noticia/taylor-swift-no-brasil-relembre-8-ex-namorados-da-cantora-e-veja-quais-musicas-escreveu-para-eles.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vida pessoal</span></a><span style="font-weight: 400;"> é analisada minuciosamente e cada um de seus passos é </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/advogados-de-taylor-swift-ameacam-legalmente-jovem-que-rastreia-voos-da-cantora/"><span style="font-weight: 400;">rastreado</span></a><span style="font-weight: 400;">. Então, quando canta “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não duraria uma hora no hospício onde me criaram” </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Who’s Afraid of Little Old Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, é possível sentir a exasperação de alguém que não se importa mais com a opinião pública ou, pelo menos, não tanto quanto antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independentemente, é necessário reconhecer que Swift se beneficia de diversos privilégios e não é isenta de críticas. A silenciosa forma como a cantora lidou com o caso de </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2023/11/26/parentes-de-ana-benevides-fa-que-morreu-em-show-de-taylor-swif-no-rj-vao-a-ultima-apresentacao-em-sp.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Ana Benevides</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao passar pelo Brasil com a </span><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um exemplo de como ela escolhe lidar minimamente com certas pautas, enquanto, com outras, age de forma mais presente. Além disso, a constante capitalização de sua Arte se torna cada vez mais difícil de diferenciar o produto e a Música. Artigos em sua loja, </span><a href="https://www.billboard.com/music/music-news/taylor-swift-drops-tortured-poets-lps-songwriting-voice-memos-1235686456/"><span style="font-weight: 400;">versões exclusivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus álbuns, </span><a href="https://www.instagram.com/p/C5veinNOueu/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">variações de vinis</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre outros, podem ser interessantes para os fãs, mas acabam se tornando uma quantidade sufocante de conteúdo. Por estar em, praticamente, todos os lugares, a saturação de sua imagem pode se tornar algo negativo.</span></p>
<figure id="attachment_34208" aria-describedby="caption-attachment-34208" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34208" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/Imagem-5-1.jpg 2048w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34208" class="wp-caption-text">Além das já conhecidas versões físicas, Taylor Swift ainda lançou quatro versões digitais com demos das músicas (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muito tempo, os </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentam convencer todos ao seu redor do quanto Taylor Swift é talentosa, defendendo-a de qualquer opinião desfavorável. Na promoção do álbum, a repercussão às </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/04/24/taylor-swift-resenhas-criticas-pop/"><span style="font-weight: 400;">críticas negativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a controversa republicação de matérias positivas pela artista em suas redes sociais fizeram com que uma parcela dos fãs sentisse a necessidade de refutar, cegamente, qualquer ponto de vista contrário. Porém, nada disso é necessário. Bem ou mal, é prazeroso falar sobre a vida e obra da cantora. Como </span><a href="https://x.com/johngreen/status/1783625770994413824"><span style="font-weight: 400;">John Green</span></a><span style="font-weight: 400;"> disse em publicação nas redes sociais: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu amo as músicas e letras de Taylor Swift. Você não precisa gostar. Mas eu posso</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clara Bow</span></i><span style="font-weight: 400;">, a última faixa do disco, é uma síntese do que se passa na cabeça da cantora mais famosa do momento. O nome que dá título à canção se trata da estrela de Cinema que lutava com problemas de saúde mental devido ao estresse causado por sua fama, sendo considerada a primeira ‘</span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/cultura/noticia/2024/02/taylor-swift-novo-album-clara-bow-primeira-it-girl-de-hollywood-que-gerou-polemicas-por-falta-de-afeto-na-sua-vida-pessoal-inspirou-musica-tracklist.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">it girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">’. Ao longo da música, Swift também homenageia </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reflete sobre como </span><i><span style="font-weight: 400;">“é um inferno na terra ser celestial</span></i><span style="font-weight: 400;">”, forçada a ser um modelo de perfeição para todos que a admiram. Por isso, é compreensível quando na divertida e depressiva </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=i8_w_m6HLJ0"><i><span style="font-weight: 400;">I Can Do It With a Broken Heart</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a artista desafia a audiência: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Venha e tente fazer o meu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_34209" aria-describedby="caption-attachment-34209" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34209" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-800x793.jpg" alt="Capa do álbum The Tortured Poets Department: The Anthology. Contra um fundo preto, Taylor Swift está centrada no meio da imagem. Ela está meio contorcida, com um braço em cima da cabeça e o outro flexionado com a mão no pescoço. Seus olhos estão fechados e ela veste uma regata branca." width="800" height="793" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-800x793.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-1024x1015.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6-768x761.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34209" class="wp-caption-text">ma antologia é uma compilação de textos, tanto em prosa quanto em verso, normalmente escritos por autores renomados (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não contente em lançar um álbum, Taylor Swift resolveu lançar outro, na mesma madrugada. </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi lançado de surpresa duas horas após a versão inicial, contendo 15 faixas adicionais, totalizando 31 músicas – </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2023/11/taylor-swift-tem-o-numero-13-como-da-sorte-e-diz-que-e-um-sinal-de-coisas-boas.shtml#:~:text=Assim%20como%20Zagallo%20e%20Bruno,13%20col%C3%B4nias%20originais%20do%20pa%C3%ADs."><span style="font-weight: 400;">13 ao contrário</span></a><span style="font-weight: 400;">, porque nada é uma coincidência. Desde o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AcSoxcS3duw"><span style="font-weight: 400;">anúncio do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, feito no palco da 66ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao ganhar a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Melhor Álbum Vocal de Pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora vinha fazendo sinal de dois com as mãos e colocando </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;">, remetendo ao gesto na promoção do registro. A teoria de um álbum duplo percorre as conversas da sua base de fãs há muito tempo, e finalmente aconteceu.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sempre foi uma tradição de Swift lançar versões </span><i><span style="font-weight: 400;">deluxe </span></i><span style="font-weight: 400;">de seus álbuns. Mas, após o </span><a href="https://personaunesp.com.br/fearless-taylors-version-critica/"><span style="font-weight: 400;">projeto das regravações</span></a><span style="font-weight: 400;"> com as faixas </span><i><span style="font-weight: 400;">From The Vault</span></i><span style="font-weight: 400;">, as músicas ‘descartadas’ começaram a ser disponibilizadas em tempo real. No seu trabalho anterior, </span><i><span style="font-weight: 400;">Midnights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a intérprete de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anti-Hero</span></i><span style="font-weight: 400;"> já havia feito isso, lançando a </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3lS1y25WAhcqJDATJK70Mq?si=Tdmt23ZvSGaW2B8JBrwyvA"><i><span style="font-weight: 400;">3am Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sete novas canções. Dessa vez, ela dobra ainda mais a aposta. Enquanto na primeira versão de ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">TTPD</span></i><span style="font-weight: 400;">’, Taylor Swift foca em detalhar cada um dos últimos acontecimentos de sua vida, o outro lado do disco explora os pensamentos mais intrusivos da compositora, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6HIA7ouBfGY"><span style="font-weight: 400;">espiar a janela dos outros</span></a><span style="font-weight: 400;">. O protagonismo na produção dessa parte fica com Aaron Dessner, remetendo à atmosfera criada nos álbuns </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020). </span></p>
<figure id="attachment_34211" aria-describedby="caption-attachment-34211" style="width: 644px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34211" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-644x800.png" alt="Taylor Swift está em um ambiente de fundo escuro. Ela está de pé, usando um top preto e uma saia preta, com uma mão no bolso e a outra atrás do corpo. Seu cabelo está parcialmente cobrindo o rosto enquanto ela olha para frente." width="644" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-644x800.png 644w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-825x1024.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7-768x954.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/imagem-7.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34211" class="wp-caption-text">Nessa nova versão, Taylor Swift explorada ainda mais as referências históricas e religiosas (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=56TZ3B8Qxsk"><i><span style="font-weight: 400;">The Black Dog</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira faixa do </span><i><span style="font-weight: 400;">THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o principal destaque, sendo a favorita na categoria ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">músicas que deveriam estar no álbum principal</span></i><span style="font-weight: 400;">’. O jeito mesquinho que a cantora diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">E eu espero que esteja uma merda no The Black Dog</span></i><span style="font-weight: 400;">”, convém uma emoção irracional que todos já sentimos, de desejar algo ruim para alguém que nos machucou. Por outro lado, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oaBJlKXBvjk"><i><span style="font-weight: 400;">thanK you aIMee</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Swift não perdoa nem esquece, mas agradece. Relembrando os tempos que dava pistas em letras maiúsculas em seus álbuns, a faixa é uma indireta direta à Kim Kardashian, que foi uma das principais responsáveis pelo intenso </span><a href="https://personaunesp.com.br/reputation-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> que a artista sofreu em 2016. Na canção, deliciosamente carregada de influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, a compositora ainda ressente tudo que aconteceu, no entanto reconhece que sem aquele momento, não estaria onde está hoje.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descobrimos também que a garota de </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua viva dentro de Taylor Swift com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_PsBoqNwYo4"><i><span style="font-weight: 400;">The Prophecy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O desejo de encontrar sua alma gêmea persiste, o que explica porque, em certas composições, os temas adolescentes ainda são explorados. Como a mesma disse em </span><i><span style="font-weight: 400;">But Daddy I Love Him</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Crescer precocemente às vezes significa não crescer de forma alguma</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa jovialidade é recorrente em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w-FkV0EM_CU"><i><span style="font-weight: 400;">So High School</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Alchemy</span></i><span style="font-weight: 400;">, da versão original, são as canções destinadas à Travis Kelce, o novo parceiro de Swift. Com várias referências ao início da década de 2000, a mais nova torcedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas City Chiefs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e vencedora honorária da 53ª edição do </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/o-som-e-a-furia/taylor-swift-vence-o-fuso-horario-e-assiste-namorado-ganhar-o-super-bowl"><i><span style="font-weight: 400;">Super Bowl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> declara sua paixão da mesma forma que uma jovem de dezesseis anos.</span></p>
<figure id="attachment_34212" aria-describedby="caption-attachment-34212" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34212" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-695x800.jpg" alt="Retrato de Taylor Swift segurando uma flor e olhando para ela. Ela está usando um top branco e seu cabelo está preso." width="695" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-695x800.jpg 695w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-889x1024.jpg 889w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-768x884.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1334x1536.jpg 1334w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1779x2048.jpg 1779w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/10/TTPD-IMAGEM-8-1200x1381.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34212" class="wp-caption-text">Na sessão de fotos do THE TORTURED POETS DEPARTMENT, Taylor Swift parece referenciar retratos de poetas antigos (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual o propósito de </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY</span></i><span style="font-weight: 400;">? Por um lado, 31 músicas é um grande presente para os fãs e mostra o quanto Swift está disposta a sempre recompensar seus maiores admiradores. Ao mesmo tempo, pode ser visto como uma forma de obsessão por números e de alimentar a roda da criação de conteúdo nos tempos do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambos são verdade. A artista já se mostrou, muitas vezes, se importar com </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, vendas e premiações. Os meios podem ser questionáveis, todavia os fins são claros. Vale de cada pessoa discordar e não consumir sua música ou concordar em não se importar e aproveitar o material. Esse não é só um argumento dos </span><i><span style="font-weight: 400;">swifties</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas de quem entende o impacto da música da ‘loirinha’, como o ex-</span><i><span style="font-weight: 400;">CEO</span></i><span style="font-weight: 400;"> da empresa norte-americana </span><i><span style="font-weight: 400;">Ticketmaster</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://x.com/NathanCHubbard"><span style="font-weight: 400;">Nathan Hubbard</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao dizer no </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i> <a href="https://open.spotify.com/episode/13gf0T2Erkv8mk0wKacdBL?si=ed797e94e8cc4d95"><i><span style="font-weight: 400;">Every Single Album</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Este álbum é importante. Faz parte de sua narrativa. Mas não precisa ser o seu favorito ou de qualquer outra pessoa. Deixe-a criar exatamente de onde ela está</span></i><span style="font-weight: 400;">.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o futuro, quando se trata de Taylor Swift, muita coisa é esperada. No momento, a artista encaminha para a finalização da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/taylor-swift-tudo-o-que-mudou-na-the-eras-tour-apos-lancamento-de-novo-album/"><i><span style="font-weight: 400;">The Eras Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na América do Norte, incluindo o novo ato do </span><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quanto às regravações, </span><i><span style="font-weight: 400;">reputation (Taylor’s Version)</span></i><span style="font-weight: 400;"> já passou da hora de aparecer, junto do auto-intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda é muito cedo para se dizer qual será o caminho para o próximo disco de inéditas, entretanto seria interessante que a banda dos poetas torturados seja separada para que Swift explore uma nova sonoridade e inicie uma nova fase em sua carreira.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: THE TORTURED POETS DEPARTMENT: THE ANTHOLOGY" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=UQCq6WZRQ12lQqCGCzS-DQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>E o Grammy vai para…Daisy Jones &#038; The Six!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 May 2023 19:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o seguinte texto discursa sobre temas que podem se tornar gatilhos para algumas pessoas que sofrem/sofreram com dependência química e violência sexual. Clara Sganzerla e Letícia Stradiotto Separe sua calça boca de sino, seu óculos escuro, uma blusa com a estampa mais divertida do seu armário e entre na atmosfera dos anos 70 com &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "E o Grammy vai para…Daisy Jones &#038; The Six!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Aviso: o seguinte texto discursa sobre temas que podem se tornar gatilhos para algumas pessoas que sofrem/sofreram com dependência química e violência sexual.</span></i></p>
<figure id="attachment_30872" aria-describedby="caption-attachment-30872" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1.jpg" alt="Fotografia da série Daisy Jones &amp; The Six. Na foto, os personagens Billy Dunne e Daisy Jones estão centralizados. Da esquerda para a direita, temos Daisy. Ela é ruiva, tem cabelos longos e cacheados nas pontas, usa um brinco redondo e roupas brancas com transparência. Ela está de olhos fechados. Ao seu lado, Billy possui cabelos castanhos e ondulados na altura dos ombros, usa uma jaqueta marrom e uma camisa branca. Ele olha para o horizonte. O cenário atrás dos dois é de um céu azul límpido, e a luz amarelada do pôr do sol os ilumina. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30872" class="wp-caption-text">Entre brigas, farpas e composições, Billy e Daisy nos hipnotizaram com a famosa fórmula enemies to lovers (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Sganzerla e Letícia Stradiotto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Separe sua calça boca de sino, seu óculos escuro, uma blusa com a estampa mais divertida do seu armário e entre na atmosfera dos anos 70 com a banda mais incrível que, até então, não existia. A nova série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">baseada no livro de mesmo nome da autora </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2022/08/taylor-jenkins-reid-daisy-jones-evelyn-hugo-carrie-soto"><span style="font-weight: 400;">Taylor Jenkins Reid</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos apresenta, com muito drama, romance e emoção, a ascensão e queda do grupo mais polêmico e amado do </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/vitrine/reidverso-como-os-livros-de-taylor-jenkins-reid-se-conectam/"><i><span style="font-weight: 400;">Reidverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Antes de mergulhar na Los Angeles regada a drogas, sexo e </span><i><span style="font-weight: 400;">rock n’ roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, não esqueça seus fones de ouvido e prepare-se para se apaixonar, chorar e voltar no tempo com </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-30871"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma adaptação cinematográfica excepcional, temos o prazer da experiência completa ao ler, ouvir e assistir a obra de Reid. A começar, é claro, pelo elenco. Depois de nos apaixonarmos por Finnick Odair em </span><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-filme-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou por Will Traynor em </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Eu Era Antes de Você</span></i><span style="font-weight: 400;">, Billy Dunne vai te levar do céu ao inferno com todos seus charmes e defeitos, encarnados por Sam Claflin. E, enquanto nos encantamos por Camila Dunne, interpretada por </span><a href="https://www.glamour.com/story/camila-morrone-new-here-interview"><span style="font-weight: 400;">Camila Morrone</span></a><span style="font-weight: 400;">, Riley Keough incendeia a cidade dos anjos protagonizando a alma livre, rebelde e quebrada da maior musa e principal peça desse triângulo amoroso, </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-daisy-jones-conheca-riley-keough-de-daisy-jones-the-six/"><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A melhor parte é que, felizmente, o drama da série não se limita aos vocalistas. A química envolvida entre Karen Sirko e Graham Dunne, materializada por </span><a href="https://www.vogue.co.uk/arts-and-lifestyle/article/suki-waterhouse-interview"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Will Harrison, nos tirou algumas lágrimas. Já a oposição de Eddie Roundtree (Josh Whitehouse) ao egocentrismo exagerado de Billy antes da chegada de Daisy à banda foi exatamente o que precisávamos &#8211; isso sem contar com o alívio cômico Warren Rhodes (Sebastian Chacon). Ao todo, o grupo tornou-se uma família dentro e fora das telas, trazendo uma versão original da caótica energia </span><a href="https://warren.com.br/magazine/festival-de-woodstock/"><i><span style="font-weight: 400;">Woodstock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mesclada com outros ícones atemporais da Música da época.</span></p>
<figure id="attachment_30873" aria-describedby="caption-attachment-30873" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-2-1.jpg" alt="Fotografia de estúdio em preto e branco da banda fictícia Daisy Jones &amp; The Six. O grupo é composto por seis indivíduos, centralizados na foto. Da esquerda para a direita, temos Karen Sirko usando uma calça de veludo, uma blusa de manga longa estampada e um colete de veludo. Ela é loira e seu cabelo é médio, um pouco acima do busto. Ao seu lado, há o personagem Warren Rhodes. Ele tem cabelos cacheados castanhos na altura dos ombros, um bigode e usa calça jeans clara com cinto, além de estar segurando suas baquetas com a mão esquerda, que também abraça a personagem Karen. Sentada em uma banqueta alta, temos Daisy Jones. Ela é ruiva, possui uma franjinha curta e cabelos longos cacheados nas pontas. Ela está com as pernas levemente inclinadas para a direita, usa uma bota de salto com cano alto, um cardigan preto e um top estilo borboleta. Acima dela, há o personagem Eddie Roundtree. Seu cabelo é repicado e claro, um pouco acima dos ombros, e ele usa uma camisa vintage dos anos 70. Ao seu lado, o personagem Billy Dunne usa uma camisa com os primeiros botões abertos e uma calça jeans de lavagem escura. Seu cabelo é cacheado na altura do ombro e ele apoia sua mão esquerda na coxa de Daisy. Por último, temos Graham Dunne. Ele usa um conjunto de calça jeans e camisa na mesma estampa. Seu cabelo é também na altura dos ombros. Todos os personagens da foto são brancos. " width="564" height="533" /><figcaption id="caption-attachment-30873" class="wp-caption-text">O elenco foi acompanhado por coaches musicais e gravaram todas as cenas e músicas do álbum AURORA no estúdio Sound City (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da impecável fotografia de Checco Varese e o figurino dos sonhos de Denise Wingate, a cereja do bolo para os fãs foi, sem dúvidas, </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/daisy-jones-and-the-six-aurora/"><i><span style="font-weight: 400;">AURORA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 11 faixas que contaram com a composição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/punisher-critica/"><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sam e Riley soltaram a voz para que canções inspiradas nos livros grudassem em nossas cabeças com um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave. A grande ironia, nesse caso, é descobrir que a neta do Elvis Presley, a intérprete de Daisy, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ExAuL80PYjc"><span style="font-weight: 400;">mentiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas audições ao dizer que cantava. Foi somente depois de algumas aulas que a pegada musical da família aflorou em seu espírito, entregando lindos vocais, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">The River</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Look At Us Now</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adentrando ainda mais nas particularidades da obra de Taylor Jenkins Reid, a trajetória da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> bebe da essência de um dos maiores nomes da Música nos anos 70: o grupo anglo-americano Fleetwood Mac. A </span><a href="https://www.usmagazine.com/entertainment/pictures/is-daisy-jones-and-the-six-based-on-fleetwood-mac-what-to-know/"><span style="font-weight: 400;">inspiração</span></a><span style="font-weight: 400;"> da autora está por trás do álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i><span style="font-weight: 400;">, conhecido por </span><i><span style="font-weight: 400;">hits </span></i><span style="font-weight: 400;">como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Chain</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dreams</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco é amparado em ritmos do </span><i><span style="font-weight: 400;">folk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, principalmente, pelas tensões amorosas moldadas em canções. Assim como Daisy e Billy, a história da banda ganha destaque pelas agulhadas de Stevie Nicks e Lindsey Buckingham em suas performances ao vivo. A cantora e o guitarrista começaram a namorar e, assim como todos os casais rodeados pelo sucesso, seu amor pode ter chegado ao fim no mundo da fama, porém, ainda estavam reféns. Com fúria, ódio e doses de cocaína, o casal performou com paixão e loucura em 1982. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse tal inspiração, o caos da fama &#8211; e, consequentemente, das drogas &#8211; em </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um pé na realidade de Stevie Nicks. No livro, a personagem é retratada como uma usuária frequente de substâncias ilícitas, incluindo a cocaína, algo que a cantora do Fleetwood Mac fala publicamente sobre o uso naquela década. A vocalista afirma que todos os integrantes eram viciados, mas </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/03/20/stevie-nicks-drogas/"><span style="font-weight: 400;">ela era a pior</span></a><span style="font-weight: 400;">. E se isso já é coincidência demais, aqui vai um bônus: a dependência de Nicks no narcótico mais utilizado pela indústria da Música a levou a uma overdose em 1986 que quase acabou com a sua vida. Assim como Daisy no oitavo episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Parece que a Gente Conseguiu</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que obteve doses excessivas da substância no organismo, mas foi salva por Billy Dunne.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fleetwood Mac - The Chain (Official Music Video) [HD]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/kBYHwH1Vb-c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a pegada mais densa na obscuridade química do sucesso não é tão presente na adaptação quando comparada ao livro. A série retrata com mão leve o vício exacerbado em drogas e bebidas no universo do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock’n’roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. Tal fato é justificado pelo objetivo de manter a obra como algo mais acessível e livre de polêmicas maiores, afinal, possui um sutil toque no público infanto-juvenil. Entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o</span><i><span style="font-weight: 400;"> soft</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção mantém o equilíbrio desejado pelos espectadores, regulando as doses de </span><a href="https://www.vice.com/pt/article/8x59qp/publicidade-cocaina-anos-1970"><span style="font-weight: 400;">perplexidade da subcultura</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo nessa estrada da harmonia, a série não erra ao adentrar nas contradições do passado. Mesmo na incessante busca pela liberdade e paz que inundava o </span><a href="https://jornal.usp.br/radio-usp/a-busca-pela-celebracao-e-liberdade-popularizaram-a-disco-music-nos-anos-70/"><span style="font-weight: 400;">cenário cultural da década</span></a><span style="font-weight: 400;">, ainda esbarramos no machismo e na homofobia. Dentro dessa narrativa de silenciamento, nossa </span><i><span style="font-weight: 400;">dancing queen </span></i><span style="font-weight: 400;">Simone Jackson (</span><a href="https://variety.com/2023/tv/news/daisy-jones-and-the-six-nabiyah-be-simone-1235555740/"><span style="font-weight: 400;">Nabiyah Be</span></a><span style="font-weight: 400;">) encontra sua luz nas pistas de Nova York, mas depara-se com a escuridão ao ter a mais clichê das escolhas no contrato de sua gravadora: o amor da sua vida ou a carreira dos seus sonhos. Nos surpreenderia se esse fosse o único caso do tipo dentro da produção. A história de vida de Daisy é manchada pelo abuso psicológico de seus relacionamentos amorosos, enquanto Karen sabe que arruinará sua carreira se assumir publicamente o relacionamento com seu colega de banda Graham &#8211; exatamente ao estilo “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Odh9ddPUkEY"><i><span style="font-weight: 400;">Ele queria uma esposa/Eu estava fazendo meu nome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<figure id="attachment_30874" aria-describedby="caption-attachment-30874" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30874" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3.png" alt="Cena da série Daisy Jones &amp; The Six. Ao fundo, calçada com portas e janelas em uma rua de Nova Iorque, algumas paredes são feitas de tijolos e outras estão pintadas de branco. Do lado esquerdo, estão duas mulheres negras andando de bicicleta, uma na frente da outra. A de trás, é a personagem Simone, ela é uma mulher negra de cabelo black power e veste uma jaqueta laranja, blusa verde e calça vermelha. A da frente, é a personagem Bernie, ela é uma mulher negra de cabelo black power e veste uma jaqueta jeans escura, uma blusa estampada e calça marrom. Ambas estão olhando pra frente e sorrindo." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-3-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30874" class="wp-caption-text">Em uma das narrativas mais lindas da série, o episódio She’s Gone é focado na história de Simone e Bernie nas ruas de Nova York (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama demonstra o crescimento do grupo musical ao longo dos curtos anos, com shows cada vez maiores e com fãs espalhados pelo mundo, os </span><i><span style="font-weight: 400;">groupies</span></i><span style="font-weight: 400;"> garantiram o seu lugar na Lua. Mas, ainda imersa no planeta Terra, estava </span><a href="https://fugitives.com/daisy-jones-and-the-six-character-camila-explained-2023-drama-series/"><span style="font-weight: 400;">Camila Dunne</span></a><span style="font-weight: 400;">. A esposa do galã de </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> talvez tenha ganhado o papel mais importante e emotivo na história. Camila é o ponto de racionalidade entre toda a bagunça e confusão dos holofotes, sendo a âncora responsável por manter firme a embarcação. Não se engane: ela pode até parecer apaixonada ou ingênua demais, mas sua sagacidade é demonstrada exatamente através do olhar que a fotógrafa exercita em sua vida &#8211; ficar ou não com Billy sempre foi, no fundo, uma escolha, e não uma dependência. Seu enredo, no fim, é tão comovente que nos faz questionar quem realmente é a protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse questionamento não é apenas dos telespectadores, mas também do próprio Billy Dunne, que se encontra constantemente dividido entre suas paixões. A narrativa construída com um compilado de entrevistas tange no estilo documentário e demonstra aquilo que não estava explícito na época. No entanto, um incômodo na trama é a ausência da exploração de alguns de seus personagens: o enredo deixa um pouco de lado o desenvolvimento de outros integrantes da banda. Com exceção de Karen e Graham, que vivem um romance, os membros do grupo como Eddie e Warren, muitas vezes, ficam em segundo plano, tendo um singelo destaque apenas no final da temporada. Dessa forma, o triângulo amoroso entre Camila, Billy e Daisy Jones é o motor responsável pelo clichê </span><i><span style="font-weight: 400;">rockstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que a universalidade das histórias consiste na </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/entre-paginas/daisy-jones-and-the-six-taylor-jenkins-reid/#:~:text=Em%20entrevista%20%C3%A0,eu%20quero%20esconder%3F%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">instigação que motiva o público</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jenkins Reid. Afinal, o que as estrelas estão nos mostrando e o que elas querem esconder de suas vidas?</span></p>
<figure id="attachment_30875" aria-describedby="caption-attachment-30875" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4.png" alt=" Fotografia da série Daisy Jones &amp; The Six. Ao fundo, é possível visualizar caixas de som, um sofá na cor marrom, alguns instrumentos musicais como a bateria e diversos tapetes estampados cobrem o chão. Centralizados e sentados no chão, temos três personagens: da esquerda para direita, Camila Dunne, uma mulher branca, cabelos longos e olhos castanhos. Ela usa uma blusa de manga longa e gola alta na cor creme, acessórios dourados e apoia sua mão direita à direita, no ombro de seu marido Billy Dunne. Ele usa uma camisa jeans de botões de lavagem média e uma calça jeans de lavagem escura. Ele tem cabelos castanhos e ondulados na altura do ombro. Apoiando seu braço no colo de Billy, temos Daisy Jones. A personagem é ruiva, possui franjinhas e o cabelo longo é cacheado nas pontas. Ela usa um brinco de argola prata e seu cropped é estampado e colorido, de tecido fluido e amarrado. Seu shorts jeans é curto e de lavagem escura." width="924" height="616" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4.png 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/05/Imagem-4-768x512.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30875" class="wp-caption-text">O triângulo amoroso entre Billy, Daisy e Camila rendeu composições como Please, Regret Me e Two Against Three (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O relacionamento de Daisy e Billy é eletrizante, e de</span> <a href="https://www.dazeddigital.com/life-culture/article/56491/1/obsessed-enemies-to-lovers-trope-love-island-hate-relationship"><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">os artistas se completam por possuírem muito em comum, principalmente os defeitos. O ego e a luxúria transformam a dupla em uma espécie de bomba que pode explodir a qualquer segundo: suas características, arrebatadas em conjunto com as fraquezas emocionais, estrondam o amor impossível, caindo na expectativa de querer aquilo que não podemos ter. Ao protagonizar seu último show em 1979, a banda </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebe seu devido término por ter se arriscado demais ao entrelaçar desejos de sentimentos inconcebíveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de Música e amor agrada por ser uma coleção de clichês, com personagens e composições extremamente viciantes em uma estética muito bem construída. De Pittsburgh para as águas internacionais, a obra de Taylor Jenkins é </span><a href="https://idris.com.br/blog/2021/06/04/tudo-sobre-as-adaptacoes-dos-livros-de-taylor-jenkins-reid/"><span style="font-weight: 400;">apenas um</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos livros de sucesso da autora que ultrapassaram as barreiras da ficção &#8211; no fundo, todos nós sentimos falta de uma banda tão icônica, polêmica e talentosa para aquecer nosso coração. E se o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-sete-maridos-de-evelyn-hugo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Evelyn Hugo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grand Slam</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/estante-do-persona-novembro-de-2022/"><span style="font-weight: 400;">Carrie Soto</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> com certeza vai para </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: AURORA" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=AQZlGcK_R_yZAJioNlhL9A&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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