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	<title>Arquivos Space &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Joy as an Act of Resistance: Há 5 anos, IDLES revolucionava ao ser feliz</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Aug 2023 16:32:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga A felicidade incomoda, isso é fato. Outra coisa que também faz questão de desagradar é o punk-rock. O gênero que surgiu em meados dos anos 1960 e incorpora o garage rock e o proto-punk assume a roupagem de ser uma pedra no sapato do sistema, a peça que não se encaixa no quebra-cabeças. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/joy-as-an-act-of-resistance-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Joy as an Act of Resistance: Há 5 anos, IDLES revolucionava ao ser feliz"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31397" aria-describedby="caption-attachment-31397" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1.jpg" alt="Ensaio fotográfico da banda IDLES para a revista NME. Nela temos, da esquerda para a direita, Mark Bowen, um homem branco de cabelos castanhos e bigode volumoso; Lee Kiernan, um homem branco de cabelos longos castanhos; Adam Devonshire, um homem branco careca de barba ruiva volumosa, seguido logo abaixo por Joe Talbot, um homem branco de cabelo preto ralo, barba por fazer e bigode e Jon Beavis, um homem branco de cabelos castanhos. Mark veste um macacão de trabalhos azul escuro com o escrito “HART” no peito esquerdo. Lee veste uma camisa branca por dentro da calça preta e um óculos de armação na cor vinho. Adam veste uma camisa vinho e calça preta. Joe veste uma camiseta branca, camisa florida e calça preta e Joe veste uma camiseta branca, camisa salmão com estampa em formato de losango e desenhos de uma pantera negra e calça preta. Eles estão sobre uma parede branca fazendo poses e seguram cinco balões prateados com letras que formam o nome da banda." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-1-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31397" class="wp-caption-text">A grande força da banda está em se reconhecer como frágil (Foto: Fiona Garden/NME)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A felicidade incomoda, isso é fato. Outra coisa que também faz questão de desagradar é o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk-rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. O gênero que surgiu em meados dos anos 1960 e incorpora o </span><i><span style="font-weight: 400;">garage rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">proto-punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> assume a roupagem de ser uma pedra no sapato do sistema, a peça que não se encaixa no quebra-cabeças. Isso é notado desde seus expoentes não tão politizados como </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2023/03/01/blink-182-cancela-show-brasil/"><span style="font-weight: 400;">blink-182</span></a><span style="font-weight: 400;"> até os mais politicamente ácidos como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2d0hyoQ5ynDBnkvAbJKORj"><span style="font-weight: 400;">Rage Against The Machine</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Iniciado juntamente com o movimento punk, seus adeptos, por mais que não liguem para estereótipos, sempre foram caracterizados como pessoas fechadas, vestidas de preto e com uma raiva internalizada. Nesse sentido, seus ouvintes majoritariamente são vistos como indivíduos em que a alegria é seu ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">divertidamente</span></a><span style="font-weight: 400;">’ mais escanteado e a seu companheiro vermelho é quem assume a sua mente. Pensando nisso, o grupo britânico IDLES, em seu segundo álbum de estúdio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance. </span></i><span style="font-weight: 400;">discorre na verdade como esses dois sentimentos estão mais próximos do que se imagina.</span></p>
<p><span id="more-31394"></span></p>
<figure id="attachment_31398" aria-describedby="caption-attachment-31398" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2.jpg" alt="Ensaio fotográfico da banda IDLES.Na imagem vemos, da esquerda para a direita, Joe Talbot, Jon Beavis, Adam Devonshire, Mark Bowen e Lee Kiernan. Joe veste uma camiseta branca, Jon veste uma camisa branca e calça preta, Adam veste uma camisa preta, cinto marrom e calça preta, Mark veste uma camisola feminina de época na cor bege e Lee veste uma camiseta preta. Todos olham para a câmera de modo que Jon está esticando um elástico com as duas mãos na direção de Adam, Mark coloca a mão direita sobre o rosto, mostrando que suas unhas estão com um esmalte vermelho e Lee abraça Mark pela cintura enquanto pousa a cabeça sobre seu ombro. Eles estão sobre uma parede de fundo amarelado." width="1000" height="666" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-2-768x511.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31398" class="wp-caption-text">O jornal inglês The Guardian definiu o quinteto como ‘a banda mais necessária do Reino Unido’ (Foto: Tom Ham)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido por Space e mixado por Adam Greenspan e Nick Launay &#8211; este último que tem trabalhos com nomes como</span><a href="https://personaunesp.com.br/arcade-fire-tudo-e-nada-ao-mesmo-tempo/"><span style="font-weight: 400;"> Arcade Fire</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4UXJsSlnKd7ltsrHebV79Q"><span style="font-weight: 400;">Nick Cave &amp; The Bad Seeds</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, o disco vem um ano após</span><i><span style="font-weight: 400;"> Brutalism</span></i><span style="font-weight: 400;">, entrondoso </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do grupo. Porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance. </span></i><span style="font-weight: 400;">chega para consolidar a banda para além de mais um nome do – agora fora dos radares – gênero punk, além de servir de referência para como esse tipo de música seria trabalhado e consumido no século XXI.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a obra revitaliza o estilo ao mesmo tempo que renova o próprio grupo. IDLES se mostra, aqui, muito consciente ao entender que o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk-rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se porta do mesmo jeito que 40 anos atrás, quando </span><a href="https://www.rapadurarecords.com.br/post/olegadodosramones"><span style="font-weight: 400;">Ramones</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sex Pistols reinavam. Partindo desse pressuposto, ele se atualiza para o Reino Unido atual e usa do registro para finalmente traçar um </span><i><span style="font-weight: 400;">mea culpa</span></i><span style="font-weight: 400;"> de um gênero que se moldou com </span><a href="https://nadapop.com.br/especiais/por-que-tem-tanto-punk-machista-homofobico-racista-babaca/"><span style="font-weight: 400;">doses de machismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a abordar como tema principal a masculinidade tóxica.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A máscara</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Da masculinidade</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> É uma máscara</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Uma máscara que está me desgastando</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha da alegria, tanto no identidade como na levada rítmica, se mostra muito acertada. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3VrfVLndSkH81aE4CqivdI"><i><span style="font-weight: 400;">Brutalism</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é extremamente literal em sua concepção, enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance.</span></i><span style="font-weight: 400;">, por mais que pareça ir para o extremo inverso, na verdade externaliza a brutalidade como resultado de um processo catártico. A capa do álbum, mostrando uma pequena multidão de engravatados em um </span><i><span style="font-weight: 400;">mosh</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma festa de casamento, evidencia as intenções do registro de criar, a princípio, um </span><i><span style="font-weight: 400;">punk-rock-colarinho-branco </span></i><span style="font-weight: 400;">que, devido às amarras sociais do mundo moderno, não vê raiva e felicidade como sentimentos antagônicos, mas sim como a primeira sendo uma forma de extravasar a segunda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se engana quem pensa que esses aspectos trazem um disco mais calmo. Ele talvez seja o mais convidativo para o público geral, mas ainda assim tem a mesma pungência característica do IDLES. Suas críticas ácidas dessa vez corroem temas como imigração e o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/total-de-britanicos-que-dizem-que-brexit-foi-erro-bate-recorde-diz-pesquisa/"><span style="font-weight: 400;">Brexit</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto se aprofundam em temáticas como solidão, o luto e a sensação de se estar completamente quebrado sentimentalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dualidade de assuntos fica muito visível nos dois </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5w5_sU1TWn8&amp;ab_channel=KEXP"><i><span style="font-weight: 400;">Never Fight A Man With A Perm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mescla elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Laranja Mecânica </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual o eu-lírico encontra personagens tipicamente ‘machos com M maiúsculo’ e os satiriza bestializando seus estereótipos. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Danny Nedelko</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tem esse nome por conta do imigrante ucraConiano, vocalista da banda </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/07eIrj0b3z5mgvtkDmWoxo"><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Lungs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e amigo do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i> <a href="https://www.instagram.com/idlesjoe/"><span style="font-weight: 400;">Joe Talbot</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">é uma crítica a forma como a sociedade tratava esses grupos nos anos em que a crise migratória começou, principalmente ao fato do Reino Unido só ter olhos para eles quando são figuras notáveis.</span></p>
<figure id="attachment_31396" aria-describedby="caption-attachment-31396" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4.jpg" alt="Cena do clipe Danny Nedelko, da banda IDLES. Nela vemos o personagem título, um homem branco de cabelos castanhos claros. Ele está abraçado com uma mulher negra. Ela veste uma jaqueta preta puffer, uma camiseta preta e um turbante preto. Danny veste uma camiseta branca com os escritos “NO ONE IS A ISLAND” um cinto aparentemente na cor marrom e uma calça preta. Ela abraça a mulher com a mão direita enquanto com a mão esquerda faz um sinal de ok. A imagem está em preto e branco." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-4-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31396" class="wp-caption-text">D-A-N-N-Y N-E-D-E-L-K-O C-O-M-M-U-N-I-T-Y S-O F-U-C-K Y-O-U (Foto: Youtube/IDLES)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum promove uma montanha russa a partir do momento de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira metade é uma queda livre eufórica que expõe o melhor que o IDLES calcou no primeiro registro. Extremamente visceral, ele entrega potentes faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Colossus</span></i><span style="font-weight: 400;">, que versa sobre vícios e as sombras das figuras tóxicas, enquanto </span><a href="https://youtu.be/wMehItNQKAA?si=PKRf23Xvf6exuLSb&amp;t=517"><i><span style="font-weight: 400;">I’m Scum</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">expõe a escrotidão masculina e </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Song</span></i><span style="font-weight: 400;">, misturando diferentes vertentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, subverte o ato de se apaixonar ao abordá-lo através de uma ótica suja e bagunçada da visão do que é ser homem. Nesse conjunto de músicas, Joe Talbot, com sua voz rasgada, praticamente se coloca no púlpito de uma (</span><a href="https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/apos-polemicas-parada-do-orgulho-hetero-e-realizada-na-california"><span style="font-weight: 400;">não tão</span></a><span style="font-weight: 400;">) distópica parada do orgulho hétero e vocifera um discurso extremamente irônico e escrachado que não agradaria seus participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TCORxrEgr1o&amp;ab_channel=IDLES"><i><span style="font-weight: 400;">June</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que chegamos ao ponto mais baixo da trajetória, ao mesmo tempo que se alcança o ápice do álbum. Aqui, o quinteto </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">se despe de todas as munhequeiras e </span><i><span style="font-weight: 400;">spikes</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o gênero adotou como identidade visual e desacelera suas guitarras estridentes para entregar um doloroso episódio da vida do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> após a morte de sua filha recém-nascida. Ela engata com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=si2pZRifgIo&amp;ab_channel=IDLES"><i><span style="font-weight: 400;">Samaritans</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que juntas formam as duas músicas mais fortes liricamente do disco e guiam a segunda metade para uma nova subida, com uma alegria descontroladamente raivosa. É como se o álbum vislumbrasse um </span><i><span style="font-weight: 400;">mosh</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o planejasse justamente para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HK6rWTFRs5Q&amp;ab_channel=KEXP"><i><span style="font-weight: 400;">Rottweiler</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faixa que fecha o disco.</span></p>
<figure id="attachment_31395" aria-describedby="caption-attachment-31395" style="width: 1392px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5.jpg" alt="Registro de um de um show do IDLES na edição 2022 do festival Glastonbury. Na imagem temos Mark, um homem branco com cabelos longos e bigode volumoso. Ele veste um vestido de alça florido enquanto segura guitarra estilizada onde parte do tampo é transparente e a parte onde ficam as distorções e o final das cordas em um tampo que simula madeira. Ele está sorrindo para a plateia enquanto o braço direito está esticado depois de tocar o instrumento." width="1392" height="884" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5.jpg 1392w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/08/IDLES-Imagem-5-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31395" class="wp-caption-text">Sem dúvidas, o ponto alto do grupo está em suas apresentações ao vivo (Foto: Phoebe Fox/NME)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Joy as an Act of Resistance. </span></i><span style="font-weight: 400;">é o cartão de visita da banda de Bristol formada por Mark Bowen (guitarra), Lee Kiernan (guitarra), Jon Beavis (bateria), Adam Devonshire (baixo) e Joe Talbot (vocal), além de ser uma importante referência de como o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">se rearranjou e seguiu nos anos 2010. Isso o coloca como um dos melhores discos do gênero, e para </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/12/18/os-melhores-discos-internacionais-2018/5/"><span style="font-weight: 400;">alguns</span></a><span style="font-weight: 400;">, um dos melhores de 2018, que com certeza semeou figuras da vertente na época, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3SXwqSqAoBz9WCI9PDQzY6"><span style="font-weight: 400;">Fontaines D.C.</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2nAKP6etu8wXNnezKXgqgg"><span style="font-weight: 400;">Viagra Boys</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/4IeWU3NYBI9mISFVhzXG8f"><span style="font-weight: 400;">Shame</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/2qnpHrOzdmOo1S4ox3j17x"><span style="font-weight: 400;">Turnstile</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele é certeiro ao reforçar que, sim, o </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">é o mesmo e vive como os pais que o fundaram: desordeiro, anárquico e pronto pro combate. No entanto, o trabalho reforça que isso não é produto de agressividade atribuída a essa parcela, mas a uma vulnerabilidade, que ele não tem a mínima vergonha de expor através de uma acidez crítica mesclada com uma sensibilidade inimaginada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que seu levante se debruce por temas que são atemporais, fica perceptível a intenção de rotular o álbum como um produto de seu tempo, seja no estilo ou na própria sociedade. E sendo um recorte de um período específico, à medida que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/idles-crawler-critica/"><span style="font-weight: 400;">IDLES</span></a><span style="font-weight: 400;"> se consolide como voz de uma geração, o desejo da banda é exatamente o contrário: que suas discussões sejam superadas. No aguardo de um mundo melhor, resta a esperança e a alegria, nas diferentes roupagens que ela pode ter.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Joy as an Act of Resistance." style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/7BbRSUBwTB37ut0Ht3yAqt?utm_source=oembed"></iframe></p>
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