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	<title>Arquivos Ryan Coogler &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Oscar 2026: onde vestir é posicionar-se</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:30:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com looks mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade Livia Queiroz  Ao tratar de uma cerimônia como o Oscar, é impossível não dissertar sobre o mundo fashion que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem glamour, o tapete vermelho desbota. Este é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/oscar-2026-fashion/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Oscar 2026: onde vestir é posicionar-se"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">Com </span><span style="font-weight: 400;">looks</span><span style="font-weight: 400;"> mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade</span></em></p>
<figure id="attachment_37134" aria-describedby="caption-attachment-37134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-800x450.jpg" alt="Na colagem de base dourada com textura semelhante a uma pintura com pincel, é possível identificar ao fundo o ícone do Persona, um olho com íris em formato de ‘play’, pintado de dourado, e a palavra ‘fashion’ contornada em branco translúcido. Em destaque, ícones femininas posam com diferentes facetas. Da esquerda para a direita temos Teyana Taylor em um vestido Chanel preto translúcido no abdômen, com penas na saia e detalhes brancos horizontais; Demi Moore usando um vestido tubo formado por penas preta em toda sua extensão; Chase Infiniti em um vestido reto com saia bufante com camadas; Mia Goth vestida em um traje branco simples com detalhes bordados a mão; Chloé Zhao, com um conjunto de blazer e saia metalizados em preto e um véu da mesma cor cobrindo da cabeça ao tronco e Odessa A’zion em um conjunto preto com recortes semelhantes a um quimono." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37134" class="wp-caption-text">Apesar da ausência de manifestações, as mulheres do Oscar se destacam na ousadia e diversidade (Foto: Maria Fernanda Cabrera)</figcaption></figure>
<p><b>Livia Queiroz </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar de uma cerimônia como o </span><a href="https://www.vogue.com/tag/event/oscars"><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></a><span style="font-weight: 400;">, é impossível não dissertar sobre o mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tapete vermelho desbota. Este é o lema que encaixa perfeitamente ao momento vivido, com pouco </span><a href="https://www.absurdintelligence.com/fashion-is-political/"><i><span style="font-weight: 400;">political fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e maior referência a suas obras indicadas. A cerimônia apresentou emoção e manifestação, mas será que podemos afirmar o mesmo sobre o</span><i><span style="font-weight: 400;"> red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;">? A resposta é sim, porque até onde não há intenção há expressão, formando personalidade, identidade e, consequentemente, a moda. </span></p>
<p><span id="more-37121"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conjunto, parte do casting de </span><a href="https://www.elle.com/culture/celebrities/a70746672/sinners-cast-photos-red-carpet-photos-oscars-2026/"><i><span style="font-weight: 400;">Sinners</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), vencedor de quatro prêmios, chegou para o evento com trajes diversos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Louis Vuitton</span></i><span style="font-weight: 400;">, coordenada pelo diretor criativo Pharrell Williams. </span><a href="https://www.dailymail.co.uk/video/tvshowbiz/video-3620067/Video-Sinners-Jack-OConnell-wore-vampire-fangs-2026-Oscars.html"><span style="font-weight: 400;">Jack O’ Connell</span></a><span style="font-weight: 400;">, para destacar seu papel dentro da obra, aparece na passarela com próteses de presas cobertas de sangue, semelhantes aos vampiros do filme. Indo além da roupa que se veste, o diretor do filme, </span><a href="https://www.elle.com/beauty/hair/a70749428/ryan-coogler-braids-photos-oscars-2026/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Coogler</span></a><span style="font-weight: 400;">, se manifesta por meio de suas tranças, feitas por Tyzanna B., formando duas guitarras, mais especificamente, do gênero musical </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. O elenco, sem dúvidas, soube ousar na quietude e prestou seu carinho e gratidão pela cultura e arte negra durante a temporada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moda brasileira também se fez presente e brilhou. Alice Carvalho, atriz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-agente-secreto-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), surge na passarela em um vestido bege – infelizmente um pouco fora do caimento ideal –, da </span><a href="https://www.normando.co/pages/sobre-a-normando-1"><span style="font-weight: 400;">Normando</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma marca amazônica desenhada por Marco Normando e Emídio Contente. Para acrescentar ainda mais a composição, usa uma bolsa com estatueta dourada, do </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> catarinense Jay Boggo e um broche representando a América na língua do povo Kuna, originários do Panamá.</span></p>
<blockquote><p><b>“</b><b><i>O tecido escolhido foi uma mistura de duas fibras cultivadas na Amazônia, a juta e a malva amazônica. Fibras cultivadas por diversas famílias nos estados do Amazonas e do Pará, sem uso de agrotóxicos e pesticidas e com irrigação natural dos rios e igarapés da região, e tecidas pela @somoscastanhal no estado do Pará, na cidade de Castanhal, o processo é sustentável e 100% orgânico e da Amazônia brasileira</i></b><b>” –</b> <span style="font-weight: 400;">Normando</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_37123" aria-describedby="caption-attachment-37123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37123" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-800x533.jpg" alt="A foto destaca no centro Amy Madigan, atriz branca de meia idade com os cabelos loiros. Ela usa óculos escuros com lentes marrons, joias cintilantes pratas que contrastam com seu blazer customizado por Dior, simulando escamas em preto e dourado claro. Em sua mão, a mulher segura uma estatueta em ouro apoiada em um base preta. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37123" class="wp-caption-text">40 anos após sua última indicação, Amy Madigan é indicada e venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Foto: Chris Pizzello)</figcaption></figure>
<p><b>O vintage sempre volta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tradicionais nunca saem de moda.</span><i><span style="font-weight: 400;"> Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Louis Vuitton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Armani</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentino</span></i><span style="font-weight: 400;">; essas são as marcas não só mais vistas este ano como desde que Hollywood é o palco do luxo e da alta costura. Porém, o que mais encanta são as </span><a href="https://www.vogue.com/slideshow/best-vintage-2026-oscars"><span style="font-weight: 400;">homenagens ao </span><i><span style="font-weight: 400;">vintage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seus arquivos sendo usados novamente em diferentes modos, silhuetas e ocasiões. Desta vez, as referências foram usadas pelas atrizes e por personalidades fora da passarela cinematográfica, como </span><a href="https://www.vogue.co.uk/gallery/amelia-dimoldenberg-oscars-2026"><span style="font-weight: 400;">Amelia Dimoldenberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve uma escolha sólida e minimalista, mas elegante, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">Ralph Lauren</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">fall</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2007. A figurinista Miyako Bellizzi, representante de sua categoria por </span><a href="https://stealthelook.com.br/o-filme-mais-fashion-do-ano-entenda-o-impacto-do-figurino-de-marty-supreme/"><i><span style="font-weight: 400;">Marty Supreme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), ousou com o vermelho vibrante e assimétrico de John Galliano para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1999. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vencedora do prêmio de Melhor Atriz, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamnet-a-vida-antes-de-hamlet-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que glorificava e rememorava o mesmo utilizado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UcUWAJD4D9w"><span style="font-weight: 400;">Grace Kelly</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1956, vencedora do Oscar de sua mesma categoria, naquele ano. A atriz homenageia o amor, visto que esse vestido marca o encerramento da carreira de Grace que viria a casar-se com o príncipe de Mônaco, Rainier III. Na festa da Vanity Fair, mais tarde, Anna Taylor-Joy aparece em um macacão curto preto que, novamente, é assinado por John Galliano para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1994. O movimento</span><i><span style="font-weight: 400;"> vintage</span></i><span style="font-weight: 400;"> aplaude, então, homenagens ao passado que ressignificam o presente.</span></p>
<figure id="attachment_37124" aria-describedby="caption-attachment-37124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-800x450.jpg" alt="A colagem representa as mulheres que levaram o nome da Chanel ao topo das pesquisas durante a noite do Oscar. Em um fundo de cores neutras com vários letreiros destacando o nome “Oscar” e um tapete vermelho, da esquerda para a direita é possível identificar Nicole Kidman, mulher branca com cabelos loiros, em um vestido branco rosado conforme desce para a saia e com detalhes em pedras cinza e pretas bordadas em um modelo ‘tomara que caia’ com a saia tubo; ao lado, Jessie Buckley, mulher branca e de cabelo loiro curto, usando um vestido rosa bebê e tecido vermelho abraçando o peitoral; e Teyana Taylor, mulher negra de cabelo curto. Ela usa um vestido preto translúcido com saia penada e detalhes em branco." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37124" class="wp-caption-text">A Chanel foi a marca destaque do evento, subindo seu power ranking para 28, 5 milhões de dólares em engajamento (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Quem veste a política? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que, na ignorância, se encontra a paz. Nesse sentido, apesar da maior parte dos trajes da noite seguir um padrão de referência às obras indicadas e retratar o mundo fantasioso do audiovisual, é prazeroso analisar esta moda que ousa para dentro daquilo que o evento homenageia: o cinema. Porém, visto o </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/"><span style="font-weight: 400;">cenário global</span></a><span style="font-weight: 400;">, em especial envolvendo os </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, deveria ser esperado que os figurinos apresentassem e falassem – nem que fosse de forma velada – mais sobre as opiniões que acercam pessoas influentes como são os presentes, afinal, a moda sempre foi um espaço de impacto para manifestações políticas sem a necessidade de fala. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este, com certeza, não é o caso de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78j27xpp73o.amp"><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, desde o início de sua carreira, se mostra disposto a verbalizar e estilizar-se conforme o que pensa. Em situações semelhantes, o ator espanhol revive seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2003, usando o mesmo broche para pedir o fim da guerra com o Oriente Médio e um novo para a liberdade da Palestina. Além dele, Saja Kilani, atriz palestina de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Voice of Hind Rajab </span></i><span style="font-weight: 400;">(2025), veste</span> <a href="https://www.ziyadbuainain.com/about"><i><span style="font-weight: 400;">Ziyad Buainain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, designer saudito que revigora a moda feminina com um luxo consciente, além de destacar cor em seu único broche, pedindo o cessar-fogo em Gaza. Rei Ami, cantora vencedora em Melhor Canção Original, assim como nos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fashion-grammy-2026/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026</span></a><span style="font-weight: 400;">, reforça a cultura asiática com um conjunto de vestido e boleira longa com pavões bordados em dourado de </span><a href="https://rahulmishra.in/"><span style="font-weight: 400;">Rahul Mishra</span></a><span style="font-weight: 400;">, designer indiano que busca a sustentabilidade étnica.  </span></p>
<blockquote><p><b>“</b><b><i>Não à guerra e Palestina livre</i></b><b>” – </b><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_37125" aria-describedby="caption-attachment-37125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-800x450.jpg" alt="A colagem apresenta alguns trajes no tapete vermelho do Oscar, descrito em um letreiro ao fundo nas cores bege claro e ferrugem. Compondo o primeiro plano da imagem, da esquerda para a direita, estão Saja Kilani em um vestido preto desenhado e drapeado em camadas finas e translúcidas de tecido, Javier Bardem em um terno marrom escuro e gravata borboleta, com dois broches amostra, “Palestina Livre” e “Não à guerra”, Rei Ami, em um vestido que faz referência a cultura coreana, mesclando uma capa preta com detalhes em dourado bordados assim como seu vestido, Chloé Zhao em um conjunto de blazer e saia metalizados em preto e um véu da mesma cor cobrindo da cabeça ao tronco e Michael B. Jordan, usando alta-costura alfaiataria da Louis Vuitton, all black." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37125" class="wp-caption-text">O preto dominou o tapete vermelho como manifestação política no Oscar 2026 (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026 fica marcado por um </span><i><span style="font-weight: 400;">red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;"> diverso porém pouco colorido, ressaltando a ideia de cores como movimento, solidez artística e adequação social. No fim, o evento prova que a moda nunca é silenciosa, é um espaço que carrega a intensidade estética e narrativa juntos. Não se trata apenas de vestir-se, mas também a posição que revela. Mesmo faltando ousadia, segue impressionando com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> glamourosos, </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou minimalistas, porque, afinal, a versatilidade e atemporalidade de como se veste e porquê se veste permanece. </span></p>
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		<title>A noite é negra e dos Pecadores</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2025 17:51:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Há mais de um século, no coração da Europa, F. W. Murnau dirigia o clímax de Nosferatu (1922), ocasião em que o vampiro, tomado pelo desejo, esquece o perigo de existir sob a luz do sol, falecendo ao amanhecer. O terror expressionista tem um quê de LGBT+, pois as vivências da comunidade, quanto &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-pecadores/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A noite é negra e dos Pecadores"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35190" aria-describedby="caption-attachment-35190" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35190" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-800x481.jpg" alt="Cena do filme Pecadores. Na imagem, os personagens Fumaça (à esquerda) e Fuligem (à direita) estão de costas enquanto observam o pôr do sol no horizonte. O céu está escuro, com muitas nuvens e o sol ao fundo, laranja, perdendo sua luz. Os dois personagens são irmãos gêmeos e interpretados pelo ator Michael B. Jordan. Fumaça veste um terno e usa uma boina. Fuligem também veste terno, mas usa um chapéu de abas retas. Não é possível identificar as cores das roupas, pois não há luz nos personagens." width="800" height="481" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1-1200x721.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-1.jpg 1232w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35190" class="wp-caption-text">Pecadores é o quinto filme de Ryan Coogler com Michael B. Jordan no elenco (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há mais de um século, no coração da Europa, F. W. Murnau dirigia o clímax de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosferatu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1922), ocasião em que o vampiro, tomado pelo desejo, esquece o perigo de existir sob a luz do sol, falecendo ao amanhecer. O terror expressionista tem um quê de LGBT+, pois as vivências da comunidade, quanto mais em 1922, eram consumadas à noite &#8211; essa interpretação existe sobretudo porque o diretor tinha </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/a-intimidade-de-murnau-11404718"><span style="font-weight: 400;">relações homoafetivas</span></a><span style="font-weight: 400;">. E que pavor seria ao dia descobrirem o Drácula dentro de você. </span></p>
<p><span id="more-35187"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-parceiros-da-noite/"><span style="font-weight: 400;">William Friedkin</span></a><span style="font-weight: 400;"> a </span><a href="https://www.miguelbarbieri.com.br/post/great-freedom-oscar-mubi"><span style="font-weight: 400;">Sebastian Meise</span></a><span style="font-weight: 400;">, há uma enxurrada de longas que retratam a vida noturna, assim como histórias de monstros têm como pano de fundo alegorias sobre pessoas marginalizadas. O romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Frankenstein</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1818) de Mary Shelley, é metáfora para mulheres e pessoas trans, e o polêmico </span><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo 2 &#8211; A Vingança de Freddy </span></i><span style="font-weight: 400;">de 1985, uma experiência gay, são exemplos marcantes da categoria. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pecadores</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Ryan Coogler, é uma mistura desses dois mundos.</span></p>
<p>Na trama, Fumaça e Fuligem (ambos interpretados por <a href="https://personaunesp.com.br/creed-outra-luta-outro-boxe/">Michael B. Jordan</a>) são irmãos gêmeos realizando o sonho de inaugurar um bar de <i>Blues</i>. A ideia é que o espaço seja um ambiente de liberdade e alívio para as pessoas negras do <i>Mississípi </i>em 1930, que convivem com a segregação racial e são sujeitas a trabalhos braçais e pagamentos em ‘<i>tickets</i>’. Porém, a supremacista <a href="https://personaunesp.com.br/infiltrado-na-klan-critica/"><i>Ku Klux Klan</i></a> e um trio de vampiros têm outros planos para os donos e seus clientes: morte e transformação, respectivamente.</p>
<figure id="attachment_35189" aria-describedby="caption-attachment-35189" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-800x420.jpg" alt="Cena do filme Pecadores. Na imagem, Sammie, interpretado por Miles Caton, está em uma igreja. Ele está com o lado esquerdo do rosto arranhado e sangrando. Do lado esquerdo da imagem, ao fundo, em desfoque, há uma cruz. Sammie é um homem negro, na faixa dos 20 anos, de cabelos curtos e crespos. Ele usa uma jaqueta caramelo. " width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35189" class="wp-caption-text">Miles Caton também é artista musical, em 2023 lançou o single This Ain’t It (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor e roteirista </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Coogler</span></a><span style="font-weight: 400;"> propõe uma história sobre legado, temática já vista em outros filmes do cineasta, e formas de se imortalizar. Nesta narrativa, há duas: se transformando em um sugador de sangue ou através da música, que aqui se relaciona com espíritos e ancestralidade. Para transpor em </span><i><span style="font-weight: 400;">takes</span></i><span style="font-weight: 400;"> seus conceitos, Coogler se joga na fantasia &#8211; e até no horror </span><i><span style="font-weight: 400;">camp &#8211;</span></i><span style="font-weight: 400;">, em destaque a cena de Sammie (</span><a href="https://ovicio.com.br/miles-caton-revela-seus-filmes-favoritos-e-mostra-que-realmente-e-um-fa-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">Miles Caton</span></a><span style="font-weight: 400;">) cantando enquanto personas místicas do passado e futuro da música negra se apresentam e dançam com os frequentadores do clube. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em momentos pontuais &#8211; infelizmente, porque o elemento é divino &#8211; Coogler ousa com transições e fios de guitarra tocando na edição, dando ao filme mais personalidade e caráter de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/morte-do-demonio-critica"><span style="font-weight: 400;">Terror fantasioso</span></a><span style="font-weight: 400;">. A aposta marca o Cinema do americano de uma forma diferente, acostumado a fazer filmes encomendados por grandes estúdios, como a duologia </span><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele vagamente se permitia fugir do realismo, ora por sua opção ou imposições dos engravatados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de fotografia de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/pantera-negra-2-filme-critica"><span style="font-weight: 400;">Autumn Durald</span></a><span style="font-weight: 400;"> consegue captar a sensualidade dos vampiros e o calor de uma noitada em um clube que possibilita a liberdade para ser quem se é. Com cores quentes ao escurecer, ótimas atuações, cenas de sexo e música boa, a unidade fílmica é a experiência de se apaixonar e ser mordido por um vampiro. </span></p>
<figure id="attachment_35188" aria-describedby="caption-attachment-35188" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35188" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-800x421.jpg" alt="Cena do filme Pecadores. Na imagem, Fumaça abraça Sammie enquanto eles observam uma faixa de fogo alastrar sobre a água. O cenário é de amanhecer, ambos estão dentro de um rio, no canto esquerdo da foto. No canto direito, à margem do rio, há um galpão de madeira. O horizonte apresenta arborização e o céu azulado com o laranja do sol iluminando. Fumaça usa uma regata branca, ele e Sammie são homens negros e estão de costas." width="800" height="421" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-800x421.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4-1200x631.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35188" class="wp-caption-text">Em sua estreia, Pecadores lucrou mais que o remake Branca de Neve (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pecadores </span></i><span style="font-weight: 400;">entendeu bem a natureza do ser folclórico que está lidando, junto às incontáveis pesquisas sobre narrativas de monstros e seus subtextos. Sugadores de sangue podem não ser apenas criaturas, mas também espaço para tematizar política com a forma articulada ao roteiro. O fato do trio principal de vampiros ser músicos e brancos reflete o apagamento e a absorção da cultura negra que a branquitude fez e ainda faz. À medida que Coogler compara a existência do ser ficcional às vivências reais da comunidade negra e </span><a href="https://www.politize.com.br/leis-jim-crow/"><span style="font-weight: 400;">segregada</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos Estados Unidos, ele deixa uma ideia: pertencer só é possível em alguns espaços e sob o céu escuro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja no século XIX, XX ou no mais futurista ano de 2025, os monstros ainda têm espaço entre as peças inteligentes de muitos autores, como a versão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nosferat</span></i><span style="font-weight: 400;">u, dirigida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-homem-do-norte-critica/"><span style="font-weight: 400;">Eggers</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2024. Por muitas injustiças, algumas pessoas ainda se sentem como criaturas desprezadas, marginalizadas e pecadoras, salvas por breves momentos de curtição e de Arte, como Sammie, que aproveitou sua música na noite mais sangrenta de sua vida.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Pecadores | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YK4H0e5v_ko?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Judas e o Messias Negro mostra de maneira formidável quem é o seu ‘verdadeiro vilão’</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 19:30:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ma Ferreira “Um distintivo assusta mais que uma arma”. Na Chicago de 1968, conhecemos um futuro Messias que, se apoiando em ombros de gigantes, sabe bem qual seu real inimigo e como atingi-lo. Enquanto esse Messias organiza seu rebanho, ele cresce como alvo principal do FBI, que angaria um ladrão de carros para ser seu &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/judas-e-o-messias-negro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Judas e o Messias Negro mostra de maneira formidável quem é o seu ‘verdadeiro vilão’"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_19236" aria-describedby="caption-attachment-19236" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-5-1024x683.jpg" alt="Cena do filme Judas e o Messias Negro. Na imagem, vemos o personagem William O´Neal, interpretado por Lakeith Stanfield, um homem negro de cabelos curtos, apertando a mão do agente do FBI Roy Mitchell, um homem branco de cabelos loiros e curtos interpretado por Jesse Plemons. Ambos vestem ternos pretos. Roy Mitchell está de pé e olha para William, que está sentado à sua frente, com um sorriso satisfeito. William tem uma expressão desconfiada. Os dois personagens estão em uma sala de cor esverdeada, e ao fundo deles há uma porta de madeira com uma faixa em vidro." width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-5-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-1-5.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19236" class="wp-caption-text">Lakeith interpreta William O&#8217;Neal, o infiltrado do FBI no Panteras Negras, em Judas e o Messias Negros, que possui seis indicações ao Oscar 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Um distintivo assusta mais que uma arma</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Na Chicago de 1968, conhecemos um futuro Messias que, se apoiando em ombros de gigantes, sabe bem qual seu real inimigo e como atingi-lo. Enquanto esse Messias organiza seu rebanho, ele cresce como alvo principal do </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que angaria um ladrão de carros para ser seu delator e algoz. Essa é a premissa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hX3o0kKJeZk"><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, longa que expõe problemáticas raciais da sociedade norte-americana, e que é protagonizado por Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield com a direção de Shaka King.</span></p>
<p><span id="more-19235"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é baseado em uma história real de traição. William (Bill) O&#8217;Neal serviu como um agente infiltrado dentro dos </span><a href="https://www.geledes.org.br/historia-dos-panteras-negras-em-27-fatos-importantes/"><span style="font-weight: 400;">Panteras Negras</span></a><span style="font-weight: 400;"> para delação dos passos de Fred Hampton, culminando no assassinato deste. O filme é uma excelente proposta de reflexão sobre a moral, preconceito racial e estruturas de poder, sendo tanto um verdadeiro guia de militância, quanto de análise das posturas, atitudes e investimentos realizados por Hampton. Não à toa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i><span style="font-weight: 400;"> já rendeu algumas indicações e prêmiosa Daniel Kaluuya como Melhor Ator Codjuvante (vencedor do </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-globo-de-ouro-2021/#more-18660"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro </span></a><span style="font-weight: 400;">e do </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1369070191146115072"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<figure id="attachment_19237" aria-describedby="caption-attachment-19237" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-19237" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-3-1024x539.jpg" alt="Cena do filme Judas e o Messias Negro. Na imagem, vemos o personagem Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, seguido de William O´Neal, interpretado por Lakeith Stanfield, e ao fundo estão outros personagens dos Panteras Negras. A imagem está aproximada nos dois personagem e desfocada nos demais, estando com um efeito que a deixa toda em vermelho." width="840" height="442" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-3-1024x539.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-3-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-3-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-2-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19237" class="wp-caption-text">Fred Hampton e William O&#8217;Neal são personagens com trajetórias densas e que justificam suas atitudes (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><a href="https://www.nytimes.com/2021/02/12/movies/shaka-king-judas-black-messiah.html"><span style="font-weight: 400;">Shaka King</span></a><span style="font-weight: 400;"> acerta ao mesclar imagens reais junto às dramatizadas, conseguindo que o espectador se envolva, entendendo o quão dolorosa é a luta e trajetória de Hampton. Os recortes das imagens da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NitwNz9-IPg"><span style="font-weight: 400;">entrevista de Bill</span></a><span style="font-weight: 400;">, as mudanças nas posturas de Fred que afetam as atuações do Panteras, e os momentos de conflitos internos dos protagonistas sempre são precedidos por um estridente som musical que os demarca, como se fossem capítulos na evolução da narrativa e se tornando mais fortes perto do desfecho da mesma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou a revolução!</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Um dos presentes na vida de Hampton é a sua camarada Deborah Johnson, interpretada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kSsX4X0B-DU"><span style="font-weight: 400;">Dominique Fishback</span></a><span style="font-weight: 400;"> (atriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Project Power,</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">). É com a personagem que Hampton repensa seu discurso de mais radical para algo mais acolhedor. Deborah trás leveza, emoção, uma visão mais humana da narrativa. Sua gravidez também nos faz questionar o quanto os </span><a href="https://medium.com/revista-subjetiva/meu-corpo-%C3%A9-pol%C3%ADtico-dir-alice-riff-2017-brasil-72-min-6e157462e6fe"><span style="font-weight: 400;">corpos são políticos</span></a><span style="font-weight: 400;">, eles são armas, mas também são, em essência, pessoas. Ela carrega em si a esperança de outros dias de luta, não só por gestar o filho do Messias, mas por continuar engajada nos Panteras Negras mesmo depois do assassinato de seu companheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kaluuya cresce com este personagem. Ele é intenso, doloroso, revoltado, de fato um revolucionário, de fato uma ameaça ao </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando consegue unir gangues, até mesmo de extremistas brancos sulistas, contra as repressões policiais. O ator que se consagrou com</span> <a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra!</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e fez o mais recente soco no estômago </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G6Th84oGDno"><i><span style="font-weight: 400;">Queen &amp; Slim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tem o ápice de suas atuações neste papel, merecendo destaque suas cenas pós-prisão, onde a vontade de lutar, as características de pertencimento e de crença nas pessoas se fazem maiores do que qualquer medo de repressão/opressão policial e sistêmica. </span></p>
<figure id="attachment_19238" aria-describedby="caption-attachment-19238" style="width: 680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-19238" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-4-3.jpg" alt="Cena do filme Judas e o Messias Negro. Na imagem, vemos o personagem Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, com os punhos para o alto em um púlpito.À sua frente estão muitas pessoas com os punhos ao alto, repetindo seu gesto. O ambiente é de um auditório.A maioria das pessoas está vestida com sobretudos e casacos pretos e cinzas. Hampton está com uma jaqueta de couro preta. Ao fundo, atrás dele, está uma faixa com o dizer “Welcome Home”." width="680" height="453" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-4-3.jpg 680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/Imagem-4-3-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-19238" class="wp-caption-text">A canção de <a href="https://stories.purebreak.com.br/conheca-a-her-cantora-vencedora-do-grammy-e-indicada-ao-oscar/">H.E.R.</a> para o filme, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=exJq2NrAwdc">Fight For You</a>, também concorre ao Oscar de Melhor Canção Original (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lakeith Stanfield também brilha em seu papel, ele traz um alívio cômico às situações que se coloca, mas ao mesmo tempo é um personagem que se vê em constante conflito. Seu papel tinha tudo para transformar o filme em mais um longa de agente infiltrado envolto em questões raciais, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G2qLubVrMV0"><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas foge disso ao ser questionador em suas conversas com o agente Roy Mitchell (</span><a href="https://personaunesp.com.br/estou-pensando-em-acabar-com-tudo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jesse Plemons</span></a><span style="font-weight: 400;">) e sofrer com suas próprias atitudes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Está virando um Pantera</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Bill, o selvagem, infelizmente é corrompido por um sistema e é usado apenas como mais um peão para aniquilar o Rei. A todo momento vemos o personagem de Lakeith, um dos principais atores da série de </span><a href="https://personaunesp.com.br/atlanta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Atlanta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, oscilar. O conflito vem da sensação de pertencimento que encontra nos Panteras e seus discursos e o seguimento dos planos do </span><i><span style="font-weight: 400;">FBI</span></i><span style="font-weight: 400;">. Destacam-se aqui as cenas de reconstituição da sede dos Panteras, o questionamento de Bill a Roy quanto a necessidade da morte de Hampton e </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-56095921"><span style="font-weight: 400;">a última bebida que Judas oferece ao Messias</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas mostram de maneira sensível, crítica e fulminante os conflitos internos de um personagem extremamente intrigante no histórico interno dos Panteras Negras. As imagens inseridas no longa, de uma entrevista real com William O&#8217;Neal mostram o quanto a atuação de Lakeith é grandiosa por se aproximar das posturas de uma personalidade verdadeira. </span><i><span style="font-weight: 400;">Judas and the Black Messiah</span></i><span style="font-weight: 400;"> também mostra como o ator é versátil ao ser muitas vezes lembrado por produções em que ataca o racismo de forma ácida, irônica e até debochada, mas que neste longa apresenta uma face, na maior parte das vezes, séria e dramática.</span></p>
<figure id="attachment_19240" aria-describedby="caption-attachment-19240" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19240 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x554.jpg" alt="Cena do filme Judas e o Messias Negro. Na imagem, vemos o personagem Fred Hampton, interpretado por Daniel Kaluuya, seguido pelos demais companheiros dos Panteras Negras. Todos eles estão vestidos de preto, com casacos verde musgo, botas, óculos de sol e boinas pretas. Eles estão caminhando em direção à câmera por uma rua, ao fundo estão árvores e uma cerca gradeada, nas laterais da imagem nota-se o contorno desfocado de dois rostos de homens brancos." width="840" height="454" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-300x162.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-768x416.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro-1200x650.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/03/judas-e-o-messias-negro.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-19240" class="wp-caption-text">Judas e o Messias Negro é o primeiro filme indicado ao Oscar a ter toda equipe de <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/oscar-2021-judas-e-o-messias-negro-e-o-primeiro-filme-produzido-inteiramente-por-negros-e-indicado-melhor-filme/">produção composta por pessoas negras</a> (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme com toda a certeza merece as nomeações e prêmios que vem recebendo, incluindo as do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme, Ator Coadjuvante (indicação dupla para Daniel Kaluuya e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/lakeith-stanfield-ficou-confuso-com-indicacao-ao-oscar-de-melhor-ator-coadjuvante/"><span style="font-weight: 400;">Lakeith Stanfield</span></a><span style="font-weight: 400;">), Roteiro Original, dos irmãos </span><a href="https://www.salon.com/tv/video/mokrrp"><span style="font-weight: 400;">Kenny Lucas e Keith Lucas</span></a><span style="font-weight: 400;"> junto </span><a href="https://estacaonerd.com/judas-e-o-messias-negro-saiba-como-foi-a-preparacao-dos-atores-para-seus-personagens/"><span style="font-weight: 400;">a Shaka King e Will Berson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a Fotografia, de </span><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2014/03/12-anos-de-escravidao-e-o-grande-vencedor-do-spirit-awards-2014.html"><span style="font-weight: 400;">Sean Bobbit</span></a><span style="font-weight: 400;">, vencedor do </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/bacurau-e-um-dos-indicados-ao-spirit-awards-2021-confira-lista-completa/"><i><span style="font-weight: 400;">Spirit Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por seu trabalho em </span><a href="https://www.geledes.org.br/12-anos-de-escravidao-e-o-melhor-e-o-mais-necessario-filme-em-muitos-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">12 Anos de Escravidão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um dos concorrentes que já atende às propostas de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2020/09/08/oscar-vai-exigir-mais-diversidade-em-indicados-a-melhor-filme-a-partir-de-2024.ghtml"><span style="font-weight: 400;">acolhimento à diversidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas produções para que estas possam concorrer à premiação. Sua produção é essencialmente composta de pessoas negras (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/ryan-coogler-diretor-de-pantera-negra-diz-que-nao-imaginava-que-estaria-vivo-aos-30-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Ryan Coogler</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pantera Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/mudbound-producer-charles-d-king-talks-renaissance-period-film-sorry-bother-you-1122853"><span style="font-weight: 400;">Charles D. King</span></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://theintercept.com/2018/08/03/sorry-to-bother-you-anticapitalismo/"><i><span style="font-weight: 400;">Sorry to Bother You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Shaka King) e o seu elenco é repleto de atores engajados em </span><a href="https://www.geledes.org.br/diretor-de-pantera-negra-fala-de-filme-sobre-ativista-assassinado-estamos-na-mesma-luta/"><span style="font-weight: 400;">produções</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mostram da melhor e mais pungente forma as opressões e os absurdos do racismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que ele não leve nenhuma estatueta, </span><i><span style="font-weight: 400;">Judas e o Messias Negro</span></i><span style="font-weight: 400;"> já é uma ótima indicação de longa que retrata de forma densa e bem colocada as questões raciais e de direitos humanos, bem como expõe as </span><a href="https://brasil.elpais.com/internacional/2021-01-27/biden-impulsiona-sua-agenda-contra-o-racismo-sistemico-nos-estados-unidos.html"><span style="font-weight: 400;">atuais problemáticas do racismo no país</span></a><span style="font-weight: 400;">. É de fato um filme sobre um agente infiltrado, que desenvolve em real complexidade os processos pelos quais Hampton e O&#8217;Neal passam para serem quem são e demonstra de maneira formidável o seu principal personagem e vilão, o racismo estrutural.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Judas e o Messias Negro - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hX3o0kKJeZk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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