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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Lorde morre simbolicamente em Virgin só para experimentar a ressurreição</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2025 14:25:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Arthur Caires Existe algo desconfortável – e, por isso mesmo, vital – em se olhar no espelho com sinceridade. Não o reflexo rápido do dia a dia, e sim aquele olhar demorado, que tenta entender não só o que mudou, porém o que ainda pulsa por baixo da pele. Às vezes, esse exercício traz &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lorde-morre-simbolicamente-em-virgin-so-para-experimentar-a-ressurreicao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Lorde morre simbolicamente em Virgin só para experimentar a ressurreição"</span></a></p>
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<figure id="attachment_35434" aria-describedby="caption-attachment-35434" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35434" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-800x800.png" alt="A capa do álbum Virgin é uma imagem de raio-X em tons de azul, mostrando uma pelve humana feminina em posição frontal. No centro da imagem, há um zíper e uma fivela metálica sobrepostos digitalmente à imagem anatômica, além da presença de um DIU (dispositivo intrauterino) visível no útero. A composição evoca temas de feminilidade, exposição e controle do próprio corpo, reforçando o caráter visceral e simbólico do álbum." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-7.png 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35434" class="wp-caption-text">Corpo como território, imagem como manifesto (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Existe algo desconfortável – e, por isso mesmo, vital – em se olhar no espelho com sinceridade. Não o reflexo rápido do dia a dia, e sim aquele olhar demorado, que tenta entender não só o que mudou, porém o que ainda pulsa por baixo da pele. Às vezes, esse exercício traz mais dúvidas do que respostas. O corpo pesa, a cabeça gira, e o que era certeza vira </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-60788360"><span style="font-weight: 400;">angústia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, há algo de libertador em se permitir esse mergulho: abandonar o automático, a complacência. O caos, quando acolhido, pode ser mais revelador do que qualquer solução conveniente.</span></p>
<p><span id="more-35432"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse lugar entre o instinto e a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2025/06/26/lorde-se-abre-sobre-transtorno-alimentar-em-novo-disco-parte-de-mim-gritava-nao-se-exponha.ghtml"><span style="font-weight: 400;">exposição</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo álbum de Lorde, habita. Um projeto que soa como um grito íntimo, daqueles que não precisam de plateia, mas que, quando ouvidos, arrepiam. Ao invés de reconstruir uma imagem, a cantora a desmonta por completo. Sem buscar finais felizes ou metáforas rebuscadas, ela entrega um disco cru, tenso e, por isso mesmo, profundamente humano. Não é sobre ser pura, e sim sobre estar viva.</span></p>
<figure id="attachment_35435" aria-describedby="caption-attachment-35435" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-800x548.png" alt="Lorde, mulher branca, posa parcialmente despida contra um fundo azul suave e etéreo. Seu cabelo escuro está preso em um rabo de cavalo baixo, e ela usa um brinco longo e prateado em formato de espiral. Com os braços dobrados à frente do corpo e os olhos fixos na câmera, sua expressão transmite introspecção, força e uma certa melancolia. A iluminação azulada acentua a atmosfera sensorial e aquática que permeia o conceito visual de Virgin." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-6.png 1122w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35435" class="wp-caption-text">Lorde se desfaz para renascer do caos e da carne (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos de reclusão artística, a neozelandesa retorna em um momento de ruptura e reinvenção pessoal. Desde o lançamento polarizador de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – descompassado com as ideias da época –, a artista passou por um período de profunda transformação. O que parecia distanciamento, na verdade, era ebulição interna: ela enfrentou o fim de um relacionamento, reconheceu um transtorno alimentar e passou a explorar com mais fluidez sua identidade de gênero. Não é surpresa, portanto, que </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">chegue como um trabalho denso e emocionalmente exposto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos estopins criativos dessa nova fase foi sua inesperada participação no remix de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Girl, so confusing</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX. Mais do que uma colaboração no álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa serviu como catalisador de um novo desejo artístico: criar algo eletrônico, dançante e ao mesmo tempo confessional. A influência da britânica paira em </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem estar diretamente nos créditos. Desta vez, Lorde deixou de lado a parceria habitual com Jack Antonoff e escolheu trabalhar com Jim-E Stack – produtor conhecido por colaborações com nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/desire-i-want-to-turn-into-you-critica/"><span style="font-weight: 400;">Caroline Polachek</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Bon Iver. A troca trouxe consequências diretas para o som do álbum: mais texturizado, dissonante e desprovido do polimento típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro indício dessa nova direção surgiu com </span><i><span style="font-weight: 400;">What Was That</span></i><span style="font-weight: 400;">, single de estreia do álbum. A faixa marcou o reencontro de Lorde com os sintetizadores eletrônicos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas agora com ainda menos controle e mais caos. As letras lembram a franqueza adolescente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, agora reconfigurada por uma maturidade que se expressa por meio de reações quase primitivas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estamos em uma tempestade de areia e isso me nocauteia</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A artista faz disso uma exposição sem filtros, pulsante, contraditória e quase animalesca.<br />
</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Lorde - What Was That" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1UpoZpMBM9Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de soar provocativo à primeira vista, o título </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">está longe de reforçar noções tradicionais de pureza. Lorde deixa isso claro em diversas faixas – em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EV5GGEkavLo&amp;list=RDEV5GGEkavLo&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUPY2xlYXJibHVlIGxvcmRloAcB"><i><span style="font-weight: 400;">Clearblue</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, ela canta sem rodeios: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sentei em você até eu chorar</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A ideia de virgindade aqui é ressignificada: aponta para um estado de descoberta, onde o instinto guia mais do que a razão, e onde o corpo, as emoções e os impulsos são ferramentas de aprendizado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa entrega aparece simbolicamente na capa e no encarte do disco, que exibe um raio-X de uma pélvis adornada com zíper, fivela e um DIU. A imagem, desconcertante e direta, sintetiza o espírito do álbum: corpo como território, feminilidade como força bruta. A metáfora visual conversa com a própria fala de Lorde sobre o </span><a href="https://www.instagram.com/p/DLaoe4izPo5/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA=="><span style="font-weight: 400;">processo criativo</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Este álbum me quebrou e me transformou em uma nova criatura. Tenho orgulho de estar diante de vocês como ela</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lorde - Man Of The Year" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ynrSkSYirB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca por experiência e expressão plena de identidade aparece já na faixa de abertura, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P7xnBdx70GU&amp;list=RDP7xnBdx70GU&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Hammer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando ela canta “Alguns dias eu sou uma mulher, outros dias eu sou um homem”. Essa fluidez – de gênero, de emoção, de linguagem – atravessa todo o álbum e ganha corpo na belíssima </span><i><span style="font-weight: 400;">Man Of The Year</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos momentos mais introspectivos e reveladores do projeto, em que Lorde se questiona “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quem irá me amar desse jeito?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">é, de certa forma, o ponto de interseção entre os caminhos que Lorde percorreu ao longo de sua </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/as-melhores-musicas-de-lorde-segundo-rolling-stone/"><span style="font-weight: 400;">discografia</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;"> a apresentou como uma observadora precoce e cética do mundo ao seu redor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama </span></i><span style="font-weight: 400;">a transformou em cronista das emoções adultas com uma intensidade quase operática e </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> tentou encontrar uma espécie de fuga: menos sobre sentir, mais sobre respirar. Porém, foi no quarto disco da cantora que todas essas versões finalmente colidiram – não para formar uma síntese pacífica, mas para abrir espaço ao conflito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sentimento aparece com força em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6msW1iM7GFI"><i><span style="font-weight: 400;">Favourite Daughter</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0-W6AQ0J1Zc&amp;list=RD0-W6AQ0J1Zc&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Shapeshifter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na primeira, Lorde canta sobre sua relação com a mãe, a poeta Sonja Yelich, e questiona se sua carreira seria, no fundo, a realização dos sonhos maternos: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ataque de pânico só para ser sua filha favorita</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Há uma doçura ali, porém também uma exaustão que parece ecoar as pressões invisíveis da performance afetiva. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Shapeshifter</span></i><span style="font-weight: 400;">, parente próxima de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IXwVSUexFyM&amp;pp=ygUJI2xvcmRlZmFu"><i><span style="font-weight: 400;">The Path</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela escancara a desconexão com a própria imagem pública: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu estive no pedestal, mas esta noite eu só quero cair</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em ambas, o que emerge é o peso de sustentar papéis – de filha exemplar, de artista bem-sucedida – e a vontade de simplesmente poder ser, mesmo sem forma definida.<br />
</span></p>
<figure id="attachment_35433" aria-describedby="caption-attachment-35433" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-800x548.png" alt="Lorde, mulher branca, aparece em close-up, vestindo um moletom cinza com capuz puxado sobre a cabeça. Seu cabelo preto está levemente bagunçado pelo vento e seus olhos encaram diretamente a câmera, transmitindo uma expressão séria e vulnerável. O fundo metálico e prateado cria um contraste frio com o tom da sua pele clara, reforçando a estética crua e intimista associada à era Virgin." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-5.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35433" class="wp-caption-text">“Estou orgulhosa e com medo deste álbum, não há onde se esconder” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa nova fase, Lorde abandona a postura de quem tem todas as respostas para assumir a dúvida. Aos 28 anos, já distante da adolescente sabe-tudo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela se apresenta mais vulnerável do que nunca. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou pronta para sentir que não tenho as respostas</span></i><span style="font-weight: 400;">”, declara, abrindo um disco que não busca soluções, e sim a liberdade de sentir sem censura. O álbum revela uma artista que não teme mais se perder – e que entende que o </span><a href="https://www.rnz.co.nz/life/music/lorde-s-ride-of-existential-crises-can-finally-come-to-an-end"><span style="font-weight: 400;">inacabado</span></a><span style="font-weight: 400;"> também tem valor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aqz3PJFeMRM"><i><span style="font-weight: 400;">If She Could See Me Now</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela se orgulha dessa coragem: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu nado em águas que afogariam tantas outras</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Há beleza no desconforto, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Virgin </span></i><span style="font-weight: 400;">é, antes de tudo, um retrato de quem escolhe continuar mesmo sem saber o destino. Como escreveu Clarice Lispector em </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-hora-da-estrela-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora da Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a personagem Macabéa: “Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Virgin" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/28bHj2enHkHVFLwuWmkwlQ?si=2-W30vZcR3iZwlhzW8SdFw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Há 10 anos, Lorde lançava o fermento de uma geração: Pure Heroine</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Sep 2023 16:47:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ana Cegatti Uma parede clara e uma camisa branca são componentes clássicos de vídeos gravados por subcelebridades que tentam se desculpar por algum erro. No entanto, a neozelandesa Ella Marija não usou tais componentes no clipe de Royals para limpar alguma defecação, mas para jogá-la no ventilador. Há uma década, as rádios anunciavam a transformação &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/lorde-pure-heroine-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 10 anos, Lorde lançava o fermento de uma geração: Pure Heroine"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31489" aria-describedby="caption-attachment-31489" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31489" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1.png" alt="Capa do álbum Pure Heroine. O fundo é totalmente preto. Na parte superior central, está escrito “Lorde” em letras maiúsculas e na cor prata. Logo abaixo, está escrito “Pure Heroine” em letras maiúsculas e na cor prata." width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-1-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31489" class="wp-caption-text">Lorde não era hipertensa para ficar aguentando músicas sem sal, então decidiu criar sua própria receita com Pure Heroine (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Cegatti</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma parede clara e uma camisa branca são componentes clássicos de vídeos gravados por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X9ZaUBExQx8"><span style="font-weight: 400;">subcelebridades</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tentam se desculpar por algum erro. No entanto, a neozelandesa Ella Marija não usou tais componentes no clipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nlcIKh6sBtc"><i><span style="font-weight: 400;">Royals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para limpar alguma defecação, mas para jogá-la no ventilador. Há uma década, as rádios anunciavam a transformação de Ella em Lorde e ecoavam melodias que fizeram da onda alternativa da época um tsunami. Naquele momento, a indústria musical precisava fazer uma escolha: se afogar ou aprender a surfar. Lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Music </span></i><span style="font-weight: 400;">e produzido por Joel Little, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine </span></i><span style="font-weight: 400;">é um álbum que nunca precisou pedir desculpas, já que Lorde jamais sentiria remorso por um erro tão ingênuo: amar demais. </span></p>
<p><span id="more-31488"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não acha entediante como as pessoas falam?</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span> <span style="font-weight: 400;">é a cartada que inaugura o disco. Aliás, é uma pergunta cuja resposta pode ser abrasileirada ao relembrar a famosa letra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KhE4zBwKx_M"><i><span style="font-weight: 400;">Fala Mal de Mim</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> escrita por Ludmilla: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Ô coisa escrota, pode falar à vontade</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Eis o primeiro ensinamento do álbum de estreia da neozelandesa: não bateis palma para maluco dançar. Afinal, não vale a pena passar noites em claro sendo uma plateia agradável para indivíduos medíocres que não deveriam sequer estar no palco. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u9bQBc6Z_IM"><span style="font-weight: 400;">Inspirada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela efervescência mística de </span><a href="https://youtu.be/eDwi-8n054s?feature=shared&amp;t=253"><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pelos trejeitos desvairados revolucionários de </span><a href="https://youtu.be/-5Y52Gx2A4w?feature=shared&amp;t=105"><span style="font-weight: 400;">Kate Bush</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lorde não só escreveu o próprio espetáculo, como também incentivou outros a fazer o mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em vez de aproveitar a moral para se autointitular diferente das outras garotas, a nomeada Mulher do Ano pela </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2013 preferiu convidá-las para se sentarem junto a ela na mesa do novo </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://youtu.be/-x11kO-DjPE?feature=shared&amp;t=78"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aMlfTuHTsVk"><span style="font-weight: 400;">Alessia Cara</span></a><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos nomes que trocaram um banquete </span><i><span style="font-weight: 400;">gourmet</span></i><span style="font-weight: 400;"> por um petisco caseiro, saboreando o principal tempero da receita difundida por Lorde: o minimalismo. Este, por si só, variou o cardápio de uma juventude cuja dieta era unicamente pautada em músicas com muitos ingredientes e pouco sabor. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine </span></i><span style="font-weight: 400;">provocou uma fome que só seria saciada caso outras artistas também colocassem a mão na massa e fizessem uma boa mistura de sensibilidade e intimidade com pitadas de </span><a href="https://cherwell.org/2023/05/07/female-rage-in-film/"><i><span style="font-weight: 400;">female rage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<blockquote class="instagram-media" data-instgrm-captioned data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/CvwFtjrthaq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14" style=" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:658px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);">
<div style="padding:16px;"> <a href="https://www.instagram.com/p/CvwFtjrthaq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" background:#FFFFFF; line-height:0; padding:0 0; text-align:center; text-decoration:none; width:100%;" target="_blank"> </p>
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<div style="display:block; height:50px; margin:0 auto 12px; width:50px;"><svg width="50px" height="50px" viewBox="0 0 60 60" version="1.1" xmlns="https://www.w3.org/2000/svg" xmlns:xlink="https://www.w3.org/1999/xlink"><g stroke="none" stroke-width="1" fill="none" fill-rule="evenodd"><g transform="translate(-511.000000, -20.000000)" fill="#000000"><g><path d="M556.869,30.41 C554.814,30.41 553.148,32.076 553.148,34.131 C553.148,36.186 554.814,37.852 556.869,37.852 C558.924,37.852 560.59,36.186 560.59,34.131 C560.59,32.076 558.924,30.41 556.869,30.41 M541,60.657 C535.114,60.657 530.342,55.887 530.342,50 C530.342,44.114 535.114,39.342 541,39.342 C546.887,39.342 551.658,44.114 551.658,50 C551.658,55.887 546.887,60.657 541,60.657 M541,33.886 C532.1,33.886 524.886,41.1 524.886,50 C524.886,58.899 532.1,66.113 541,66.113 C549.9,66.113 557.115,58.899 557.115,50 C557.115,41.1 549.9,33.886 541,33.886 M565.378,62.101 C565.244,65.022 564.756,66.606 564.346,67.663 C563.803,69.06 563.154,70.057 562.106,71.106 C561.058,72.155 560.06,72.803 558.662,73.347 C557.607,73.757 556.021,74.244 553.102,74.378 C549.944,74.521 548.997,74.552 541,74.552 C533.003,74.552 532.056,74.521 528.898,74.378 C525.979,74.244 524.393,73.757 523.338,73.347 C521.94,72.803 520.942,72.155 519.894,71.106 C518.846,70.057 518.197,69.06 517.654,67.663 C517.244,66.606 516.755,65.022 516.623,62.101 C516.479,58.943 516.448,57.996 516.448,50 C516.448,42.003 516.479,41.056 516.623,37.899 C516.755,34.978 517.244,33.391 517.654,32.338 C518.197,30.938 518.846,29.942 519.894,28.894 C520.942,27.846 521.94,27.196 523.338,26.654 C524.393,26.244 525.979,25.756 528.898,25.623 C532.057,25.479 533.004,25.448 541,25.448 C548.997,25.448 549.943,25.479 553.102,25.623 C556.021,25.756 557.607,26.244 558.662,26.654 C560.06,27.196 561.058,27.846 562.106,28.894 C563.154,29.942 563.803,30.938 564.346,32.338 C564.756,33.391 565.244,34.978 565.378,37.899 C565.522,41.056 565.552,42.003 565.552,50 C565.552,57.996 565.522,58.943 565.378,62.101 M570.82,37.631 C570.674,34.438 570.167,32.258 569.425,30.349 C568.659,28.377 567.633,26.702 565.965,25.035 C564.297,23.368 562.623,22.342 560.652,21.575 C558.743,20.834 556.562,20.326 553.369,20.18 C550.169,20.033 549.148,20 541,20 C532.853,20 531.831,20.033 528.631,20.18 C525.438,20.326 523.257,20.834 521.349,21.575 C519.376,22.342 517.703,23.368 516.035,25.035 C514.368,26.702 513.342,28.377 512.574,30.349 C511.834,32.258 511.326,34.438 511.181,37.631 C511.035,40.831 511,41.851 511,50 C511,58.147 511.035,59.17 511.181,62.369 C511.326,65.562 511.834,67.743 512.574,69.651 C513.342,71.625 514.368,73.296 516.035,74.965 C517.703,76.634 519.376,77.658 521.349,78.425 C523.257,79.167 525.438,79.673 528.631,79.82 C531.831,79.965 532.853,80.001 541,80.001 C549.148,80.001 550.169,79.965 553.369,79.82 C556.562,79.673 558.743,79.167 560.652,78.425 C562.623,77.658 564.297,76.634 565.965,74.965 C567.633,73.296 568.659,71.625 569.425,69.651 C570.167,67.743 570.674,65.562 570.82,62.369 C570.966,59.17 571,58.147 571,50 C571,41.851 570.966,40.831 570.82,37.631"></path></g></g></g></svg></div>
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<p></a></p>
<p style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; line-height:17px; margin-bottom:0; margin-top:8px; overflow:hidden; padding:8px 0 7px; text-align:center; text-overflow:ellipsis; white-space:nowrap;"><a href="https://www.instagram.com/p/CvwFtjrthaq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" style=" color:#c9c8cd; font-family:Arial,sans-serif; font-size:14px; font-style:normal; font-weight:normal; line-height:17px; text-decoration:none;" target="_blank">A post shared by Lorde (@lorde)</a></p>
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<p><script async src="//platform.instagram.com/en_US/embeds.js"></script></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de grandes feitos como ganhar dois </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S1e-e_HIZck"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, atingir o topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard </span></i><span style="font-weight: 400;">e sustentar um batom escuro, o legado de Ella Marija reside, na verdade, em uma luta incessante contra a frieza. Durante uma viagem à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XcDCYSMJqT4"><span style="font-weight: 400;">Antártida</span></a><span style="font-weight: 400;">, a neozelandesa deu um passo significativo em sua jornada de autoconhecimento ao descobrir que definitivamente não é um pinguim. Enquanto este choca ovos, Lorde segue chocando a indústria musical ao contrariar a lógica mercadológica, isto é, ao insistir em colocar sua autenticidade, por mais disfuncional que seja, acima de vontades alheias. Diga-se de passagem: a artista só aceitaria se tornar tão fria quanto um </span><i><span style="font-weight: 400;">iceberg </span></i><span style="font-weight: 400;">se seu ex-namorado fosse o Titanic. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine </span></i><span style="font-weight: 400;">foi a primeira demonstração da voracidade da cantora, que viria a defender com unhas e dentes a descriminalização da existência de indivíduos popularmente conhecidos como emocionados. O segundo filho, </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nem tenta disfarçar a essência sensível e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4SHZB6VObvw"><span style="font-weight: 400;">perturbada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Lorde, a qual transformou o rancor que sentia por um homem mal-apessoado em repertório e lucro, além de ter dado visibilidade às que sempre são taxadas de </span><a href="https://www.rua.ufscar.br/melodrama-uma-odisseia-empirica/"><span style="font-weight: 400;">birutas intensas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar das inúmeras tentativas dos próprios fãs de colocar um contra o outro, os dois discos</span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">vivem em harmonia. O primeiro, como um bom irmão mais velho, abriu caminho para o segundo que, embora seja mimado, não foi ingrato e aproveitou bem a deixa para ir além da estética subversiva, aventurando-se nos prazeres banais da juventude, tão temidos por </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31490" aria-describedby="caption-attachment-31490" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31490 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/09/Imagem-2-1.jpg" alt="Foto retangular dos bastidores da gravação do clipe de Tennis Court. Ao fundo, há dois bancos de madeira clara; uma cômoda, também de madeira clara, e uma caixa de som. Em foco, à esquerda, está um homem branco adulto de cabelos pretos. Ele está usando uma blusa de manga longa preta desbotada e está segurando uma câmera apontada para um espelho. Ao lado direito desse homem, está a cantora Lorde, uma mulher branca adulta de cabelos castanhos. Ela está usando uma blusa de renda por cima de um top preto. Sua mão direita está levantada e seu dedo indicador está tocando seu polegar. Atrás de Lorde, há uma mulher branca adulta de cabelos loiros. Sua cabeça está cortada pela imagem. Ela está usando uma blusa de manga longa cinza e uma pulseira preta no braço direito. Ela está fazendo uma trança no cabelo de Lorde. No canto direito da imagem, há uma pessoa adulta branca usando um moletom verde. Seu rosto e metade do seu corpo estão cortados pela imagem." width="620" height="418" /><figcaption id="caption-attachment-31490" class="wp-caption-text">Em Pure Heroine, Lorde foi uma espécie de rainha dos baixinhos neozelandesa (Foto: Ono Field)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O primogênito de </span><span style="font-weight: 400;">Marija</span><span style="font-weight: 400;"> despontou como uma homenagem aos filhos que choram quando a mãe não os vê. A voz açucarada de fumante e as batidas violentas presentes na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uoBEyO1kKaE&amp;list=OLAK5uy_nPamPQG3Yr23yUuXbMsvyHeIB6nnUjxak&amp;index=7"><i><span style="font-weight: 400;">Glory and Gore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo,</span> <span style="font-weight: 400;">tentaram fazer do disco uma fonte inabalável de rebeldia, mas sem sucesso, já que ganhar uma discussão no grito não era do feitio de Lorde. Na verdade, ela se mostrou defensora dos que sentem nó na garganta quando expõem centímetros de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MSRBV9udKi8"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, isto é, quando ousam dar uma chance ao imprevisível. Este, por sua vez, acaba coestrelando o álbum junto ao tom agridoce e empático da artista, a qual dedicou algumas músicas para nichos marginalizados, a saber: </span><i><span style="font-weight: 400;">Buzzcut Season </span></i><span style="font-weight: 400;">para calvos, </span><i><span style="font-weight: 400;">400 Lux </span></i><span style="font-weight: 400;">para caipiras e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ribs </span></i><span style="font-weight: 400;">para ex-sonhadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma parede coberta de pôsteres e o mau cheiro de pacotes abertos de salgadinhos compõem o cenário do primeiro ato da história de pessoas que, antes de dormir, olham debaixo da cama com medo de encontrar o maior vilão das narrativas infantojuvenis: o tempo. Embora tenha o poder de evocar estéticas </span><a href="https://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2017/05/11/entenda-por-que-a-cantora-lorde-e-capaz-de-enxergar-os-sons.htm"><span style="font-weight: 400;">sinestésicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, escrever letras memoráveis e manter contato com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0_fTV0M1ITs"><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">, Lorde não consegue voltar atrás e, muito menos, incentivar outros a fazer o mesmo. Assim, a quarta faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b7pE8AG1jjE"><i><span style="font-weight: 400;">Ribs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é a trilha sonora perfeita para tirar os pés do chão ou começar a pular tão desesperadamente a ponto de levantar voo e ir para bem longe da realidade, a qual insiste em trazer à tona a pequenez e a impotência humana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo ensinamento pode ser traduzido na letra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=caqQR1Eysmw"><i><span style="font-weight: 400;">Só Depois</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">do Grupo Revelação: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Que na vida o hoje tem que aproveitar/Porque/Eu não sei se o amanhã há de chegar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, uma vez que remoer o passado asfixia um processo doloroso, mas lindo, de valorizar o presente e aprender a sentir saudade, não falta, do que já passou. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine </span></i><span style="font-weight: 400;">expressa, sobretudo, uma gradual aceitação do fato de que não é possível se agarrar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2JA9dE52Myg"><span style="font-weight: 400;">às mesmas ruas e às mesmas casas</span></a><span style="font-weight: 400;"> por muito tempo, ou seja, a familiaridade das cidades pequenas é inevitavelmente substituída pelas luzes brilhantes das noites metropolitanas que iluminam o começo do fim da adolescência. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lorde - Buzzcut Season - #VEVOHalloween" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fq1_fKtcIUc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de 10 anos, a letra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pstVCGyaUBM&amp;list=OLAK5uy_nPamPQG3Yr23yUuXbMsvyHeIB6nnUjxak&amp;index=5"><i><span style="font-weight: 400;">Buzzcut Season</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou a única para quem você conta seus medos”</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda define a índole confiável de Lorde, mesmo que alguns a considerem dissimulada por ter simplesmente feito o que não conseguiram: crescer. De fato, há um abismo entre a garota rebelde de 16 anos que teimou em lutar contra o tempo e a mulher adulta cujo terceiro disco, </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, expressou sua busca, não pela volta, mas pela memória das paredes cheias de pôsteres, do cheiro dos pacotes de salgadinhos e das ruas que testemunharam muitos papos furados, assim como caminhadas sem rumo. No entanto, essa diferença significativa entre as versões de Ella Marija não revela uma hipocrisia, mas uma coragem de, enfim, fazer as pazes com o tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lorde talvez seja uma maluca cuja dança é digna de palmas. Dentre tantas denominações possíveis para a artista, a de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/david-bowie-acha-que-lorde-e-o-futuro/"><span style="font-weight: 400;">David Bowie</span></a><span style="font-weight: 400;"> não deu trela para perreco: a neozelandesa é a voz do futuro. Além do mais, seu álbum de estreia</span> <span style="font-weight: 400;">é o único amigo que precisamos para nos ajudar a dizer adeus a quem um dia fomos. O coro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ribs </span></i><span style="font-weight: 400;">fez muitos se sentirem menos sozinhos e os acordes tímidos da última faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NOKHEamtVXI"><i><span style="font-weight: 400;">A World Alone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fez uma geração inteira perder a vergonha de dançar, mesmo sem um par. No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine </span></i><span style="font-weight: 400;">foi uma das mais belas tentativas da língua inglesa de expressar o conjunto de sentimentos cujo nome é encontrado em pouquíssimos dicionários: saudade.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Pure Heroine" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0rmhjUgoVa17LZuS8xWQ3v?si=sls_JoiiSUCD5J6u1IKnRA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Solar Power: Lorde não se importa mais em estar certa</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2021 18:11:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jho Brunhara Lorde é imprevisível. Após o Pure Heroine, era difícil imaginar que ela cantaria sobre festas e um coração partido, mas contrariou as expectativas e fez nascer o precioso Melodrama. Quatro anos depois, um casulo na maritimidade da Nova Zelândia e uma viagem para a Antártida, Solar Power está entre nós. Vamos ser sinceros: &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/solar-power-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Solar Power: Lorde não se importa mais em estar certa"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22504" aria-describedby="caption-attachment-22504" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22504 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-1010x1024.jpeg" alt="Fotografia quadrada. A câmera está no chão, e fotografa a cantora Lorde, uma mulher branca de cabelos ondulados, que olha de cima para a câmera. Ela está de cabelos soltos e veste uma camisa branca de decote. Acima dela, há um céu azul. " width="840" height="852" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-1010x1024.jpeg 1010w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-789x800.jpeg 789w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-768x778.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1-1200x1216.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-1.jpeg 1347w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22504" class="wp-caption-text">Além da produção principal de Jack Antonoff, o álbum conta com contribuição de Malay em alguns instrumentais (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lorde é imprevisível. Após o </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">, era difícil imaginar que ela cantaria sobre festas e um coração partido, mas contrariou as expectativas e fez nascer o precioso </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-lorde-melodrama/"><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Quatro anos depois, um casulo na maritimidade da Nova Zelândia e uma </span><a href="https://portalpopline.com.br/lorde-visita-a-antartida-e-diz-que-e-mais-legal-do-que-vma-ou-met-gala/"><span style="font-weight: 400;">viagem para a Antártida</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> está entre nós. Vamos ser sinceros: Ella Yelich-O&#8217;Connor se colocou numa posição difícil. Como superar o antecessor? Como manter o posto de voz da geração? A resposta vem através de um álbum que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cxt6EdHJrwA&amp;ab_channel=LordeVEVO"><span style="font-weight: 400;">não quer ser nada disso</span></a><span style="font-weight: 400;">. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Se você está procurando por uma salvadora, bom, não sou eu</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span id="more-22503"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pressão constante de ser uma celebridade-deusa desde os 16 anos, aqui, persevera na mente da neozelandesa. Lorde revisita temas que já tinha refletido no </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, dessa vez, sendo parte central da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFasFq4GJYM"><i><span style="font-weight: 400;">realeza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E, no melhor jeito Hannah Montana de ser, implora pela chance de poder conciliar sua vida como artista mundialmente famosa e apenas uma garota comum, que quer aproveitar sua vida mundana e familiar em praias paradisíacas do Pacífico. </span></p>
<figure id="attachment_22505" aria-describedby="caption-attachment-22505" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22505 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-1015x1024.jpeg" alt="Fotografia quadrada. Lorde está na areia da praia próxima ao mar, de costas para ele, fazendo uma pose em que toca os pés e um dos cotovelos no chão, e arqueia o resto do corpo, deitada. Seu outro braço está no ar, e seus cabelos tocam o chão. Ela veste um vestido longo verde musgo. Ao fundo dela, há o mar. O dia é ensolarado, e o céu foi colorido artificialmente para ficar roxo, e a areia para ficar laranja." width="840" height="847" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-1015x1024.jpeg 1015w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-793x800.jpeg 793w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-768x775.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2-1200x1210.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-2.jpeg 1385w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22505" class="wp-caption-text">No seu momento folklore de Taylor Swift, Lorde explora também em Solar Power a criação de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CjVB1GtLjnk&amp;ab_channel=LordeVEVO">histórias</a> a partir de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=P103bWMdvtA">alter egos</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=sXBeAGCXr_g&amp;ab_channel=LordeVEVO">personagens</a> (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O que chega primeiro aos ouvidos é a produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/jack-antonoff/"><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff</span></a><span style="font-weight: 400;">. O vocalista de Bleachers é um gênio, vide </span><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, aqui, não parece alcançar o máximo de seu potencial. Ou será que estamos saturados dos dedinhos mágicos de Antonoff? Desde 2019, já ouvimos suas guitarras acústicas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lover-taylor-swift-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lover</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-norman-fucking-rockwell/"><i><span style="font-weight: 400;">Norman Fucking Rockwell!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/chemtrails-over-the-country-club-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Chemtrails Over The Country Club</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/daddys-home-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daddy&#8217;s Home</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e em </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e, agora, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inconcebível imaginar que, depois de ser jogado como peteca de um disco para outro nos últimos três anos, o produtor não ia misturar as bolas aqui e ali, repetir epifanias e não ser capaz de estabelecer fronteiras. Até a pessoa mais criativa do mundo tem seus limites. Apesar da insolação, a instrumentação ainda funciona, e homenageia o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EUY2kJE0AZE"><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">psicodélico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b7k0a5hYnSI"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;"> embalado por violões.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Lorde - Big Star (Visualiser)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/UfUqcpygFpY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Se enjoamos de ler e ouvir sobre o ex-membro do fun., o caso de Lorde é o completo oposto. Ativamente longe de qualquer rede social desde a metade de 2018, todo o contato com o mundo exterior passou a ser através de raros e longos </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mails</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos inscritos de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">newsletter</span></i><span style="font-weight: 400;">, hoje, batizada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Boletim do Instituto Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;">. Aproveitando do privilégio de se manter </span><i><span style="font-weight: 400;">offline </span></i><span style="font-weight: 400;">– sonho de todos aqueles que não aguentam mais o mundo digital mas não podem se dar ao luxo de se desconectar totalmente –, teve a oportunidade de ficar imersa em seu pequeno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wvsP_lzh2-8"><span style="font-weight: 400;">paraíso oceânico</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Protegida por uma natureza exuberante, ruas seguras e um país que </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2020/06/08/entenda-como-a-nova-zelandia-se-livrou-da-pandemia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">controlou</span></a><span style="font-weight: 400;"> rapidamente e de forma eficaz a pandemia do covid-19, Lorde pôde florescer debaixo do sol. Até a sua passadinha na Antártida deixou claro para ela que realmente </span><i><span style="font-weight: 400;">odeia o inverno e não suporta o frio</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum se divide entre momentos triviais, como pegar uma praia com os amigos e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UfUqcpygFpY&amp;ab_channel=LordeVEVO"><span style="font-weight: 400;">amar seu cachorro</span></a><span style="font-weight: 400;">, até a apreensão com o planeta pelas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a6xNex64ZP4&amp;ab_channel=LordeVEVO"><span style="font-weight: 400;">mudanças climáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dúvidas sobre seu próprio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hv6xxNDV8PA"><span style="font-weight: 400;">futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a inspiração se enche de questionamentos do que fazer e de quem ser, Ella não parece se importar muito em ter a resposta. Ainda que os comentários sociais sejam inevitáveis nas suas canetadas – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P103bWMdvtA"><i><span style="font-weight: 400;">Mood Ring</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma sátira </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q-wGMlSuX_c"><i><span style="font-weight: 400;">The Fear</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">sobre a cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">good vibes </span></i><span style="font-weight: 400;">gratiluz –, a pretensiosidade de ter a última palavra, aqui, dá lugar para alguém que cresceu e aprendeu a apenas viver. O poder dos elementos naturais também deixou sua poesia mais sóbria e introspectiva, e humilde para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WGOiwQ7Be1c&amp;ab_channel=LordeVEVO"><span style="font-weight: 400;">admitir</span></a><span style="font-weight: 400;"> suas agonias internas mais vulneráveis. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu achei que era uma gênia, mas [&#8230;] está começando a parecer que tudo que eu sei fazer é colocar uma roupa e subir num palco”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22506" aria-describedby="caption-attachment-22506" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22506 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-1024x1024.jpeg" alt="Fotografia quadrada. A câmera tirou uma fotografia tremida, mas mostra Lorde com os braços para cima, o rosto meio borrado. Ela usa um vestido prateado. O fundo é um céu que foi colorido artificialmente com um degradê que começa de cima para baixo, e vai de azul para roxo, para rosa, para vermelho, e termina num laranja avermelhado. A parte mais inferior da imagem, ainda ao fundo de Lorde, é uma faixa em verde-musgo. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-768x767.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3-1200x1199.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-3.jpeg 1368w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22506" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">Solar Power não possui colaborações, mas empresta a voz de Robyn para o outro da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LNIP_e66bUE&amp;ab_channel=LordeVEVO"><span style="font-weight: 400;">canção seis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o backing vocal de Clairo e Phoebe Bridgers para a faixa-título (Foto: Universal Music) </span></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que Lorde não queira o peso nos ombros de ser a salvadora de seu culto, ela parece não conseguir se desvencilhar totalmente da própria maldição. A faixa-título deixa escapar que, mesmo ainda tentando se encontrar, ela tem ideia de onde quer estar e nos convida para acompanhá-la. No fundo, Ella sempre vai precisar conviver com seu poder influenciador. Ela brinca sobre ser um “</span><i><span style="font-weight: 400;">Jesus mais bonito</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas, sinceramente, a </span><a href="https://www.significados.com.br/iconoclastia/"><span style="font-weight: 400;">iconoclastia</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca esteve tão fora de moda, e as celebridades são os santos do século 21. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Pure Heroine</span></i><span style="font-weight: 400;"> se apresentou como revelador e </span><i><span style="font-weight: 400;">Melodrama </span></i><span style="font-weight: 400;">visceral, </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre espaço para ser descontraído e menos mágico. Ainda assim, bom. Porém, em momentos soando brando demais, algo que faz sentido em seu universo de um dia preguiçoso de verão, mas que contrasta com a intensidade que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2JA9dE52Myg"><span style="font-weight: 400;">já vimos Lorde alcançar</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo em canções sutis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se agora sair de casa e aproveitar a vida ainda parece uma sugestão desconcertante, ao caminho que a pandemia perder força e finalmente a normalidade se aproximar – sendo otimista em relação às variantes –, o álbum tenderá a fazer mais sentido no pensamento coletivo. No momento, pode ser um pouco difícil aceitar a felicidade alheia das regalias de se ter tempo livre, um governo bom ou uma população vacinada, e não parece justo culpar aqueles que acharem a mensagem do disco gratuita demais ou no </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> errado. Afinal, experiências individuais naturalmente afetam a percepção subjetiva da arte, ainda mais em um momento histórico como esse, de </span><a href="https://invest.exame.com/esg/pandemia-vacinacao-desigual-aumenta-abismo-economico"><span style="font-weight: 400;">desigualdade acentuada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_22507" aria-describedby="caption-attachment-22507" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22507 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-995x1024.jpeg" alt="Fotografia quadrada. A câmera está bem próxima do rosto de Lorde, que está apoiado em sua mão. Ela está deitada na areia. Ela usa um anel com a letra E na joia preta. Ela olha diretamente para a câmera. Foi adicionado um efeito de vazamento de luz no canto superior direito, nas cores vermelho, rosa e amarelo, e direção a sua bochecha." width="840" height="864" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-995x1024.jpeg 995w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-777x800.jpeg 777w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-768x790.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4-1200x1235.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem-4.jpeg 1338w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22507" class="wp-caption-text">As letras do CD brincam o tempo todo através de uma intertextualidade com o <a href="https://youtu.be/V_A20lBsBMM?t=93">Melodrama</a> e o <a href="https://youtu.be/hv6xxNDV8PA?t=238">Pure Heroine</a> (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cxt6EdHJrwA&amp;list=PLDNzdexmL76e1dA35L6Z6eJKTSVeVuFlE&amp;ab_channel=LordeVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um longo dia de verão, e transita entre a brisa amena da manhã, raios a pino do meio-dia, a melancolia do pôr do sol e o mormaço do anoitecer. Lorde usa o Astro como musa para contar uma história tão antiga quanto o tempo, e, principalmente, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LNIP_e66bUE&amp;ab_channel=LordeVEVO">se permitir crescer</a> para longe de seus traumas e refletir sobre seus anseios, enquanto aceita a felicidade das coisas simples, mesmo que custe o </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/jun/25/lorde-im-only-just-scratching-the-surface-of-my-powers"><span style="font-weight: 400;">orgulho de seu passado</span></a><span style="font-weight: 400;"> como gênia irrevogável. Esse é um álbum que é menos sobre o transcendental e mais sobre o ordinário, como uma flor qualquer que desabrocha no mato à beira da praia, singela quando comparada à espécies raras e deslumbrantes, mas, </span><a href="https://wp.ufpel.edu.br/aulusmm/2016/10/04/a-flor-e-a-nausea-carlos-drummond-de-andrade/"><span style="font-weight: 400;">ainda assim</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma flor.<br />
</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Solar Power" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/1lDMJQcBCttCroFPkNHtN7?si=-D_rk8vsTjOeSQNh3RHLSg&#038;dl_branch=1&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p><iframe style="width: 100%; max-width: 660px; overflow: hidden; background: transparent;" src="https://embed.music.apple.com/br/album/solar-power/1572940891" height="450" frameborder="0" sandbox="allow-forms allow-popups allow-same-origin allow-scripts allow-storage-access-by-user-activation allow-top-navigation-by-user-activation"></iframe></p>
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