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	<title>Arquivos Pet Sematary &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 17:11:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Alerta de gatilho: violência explícita, morte e luto Marcela Lavorato O Cemitério plantado por Stephen King colhe frutos há 40 anos. O motivo é simples: o livro é uma descrição minuciosa dos sentimentos humanos em torno de um fato que não nos é explicado, mas que esperamos vir inevitavelmente ao longo da vida &#8211; a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-cemiterio-40-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Alerta de gatilho: violência explícita, morte e luto</p>
<figure id="attachment_31825" aria-describedby="caption-attachment-31825" style="width: 452px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31825" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/o-cemiterio-capa.jpg" alt="Capa do livro O Cemitério. A capa tem um fundo que na parte posterior tem lápides e na parte inferior tem um gato felpudo com coloração preta e reflexos brancos, está com os olhos brancos. Na parte superior, tem os dizeres &quot;Stephen King&quot; em branco. Já embaixo, há o título do livro &quot;O Cemitério&quot; e o logo da Editora Suma em vermelhos. A letra &quot;c&quot; de cemitério lembra o rabo de um gato." width="452" height="650" /><figcaption id="caption-attachment-31825" class="wp-caption-text">O Cemitério é a personificação da morte em todos os sentidos (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Lavorato</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado por Stephen King colhe frutos há 40 anos. O motivo é simples: o livro é uma descrição minuciosa dos sentimentos humanos em torno de um fato que não nos é explicado, mas que esperamos vir inevitavelmente ao longo da vida &#8211; a morte. Na verdade, a morte não é algo simples, mas percorre a base do natural e do orgânico, algo que já nascemos com ela, pois sabemos que um dia irá acontecer, mas nunca esperamos ser tão cedo. A narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HJWFsZ_YUc4&amp;pp=ygUMcGV0IHNlbWV0YXJ5"><i><span style="font-weight: 400;">Pet Sematary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; título original -, portanto, abre portas para tramas brutas e reais que fazem o leitor experimentar todos os sentidos ao ler essa obra-prima do terror.</span></p>
<p><span id="more-31824"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo, em sua grande maioria, ocorre no </span><a href="https://stephenking.com/the-author/"><span style="font-weight: 400;">Maine</span></a><span style="font-weight: 400;">, estado localizado no extremo nordeste dos Estados Unidos. A história se inicia a partir da mudança de Louis com a sua família &#8211; Rachel, a esposa, Ellie e Gage, os filhos, e Winston Churchill, o gato de Ellie &#8211; para a cidade de Ludlow, na qual o protagonista consegue um emprego de médico na Universidade do Maine. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O começo já apresenta uma narrativa densa por causa dos acontecimentos que surgem a partir da chegada à nova residência. Perda de chaves, choros de cansaço e estresse, picada de abelha, machucado no joelho: tudo isso antes mesmo de entrar na casa. Nesse momento, é sentido, na atmosfera da narração que o local não quer os novos moradores lá. A partir daí, é que se desenvolve a história entre Louis Creed e Judson Crandall, um senhor de 80 anos que vive do outro lado da rodovia. É através dessa amizade que o livro percorre a sua </span><a href="https://alemdolivro.com/2019/06/02/resenha-de-o-cemiterio-stephen-king/"><span style="font-weight: 400;">trama tenebrosa</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_31828" aria-describedby="caption-attachment-31828" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1.jpg" alt="A imagem é uma ilustração do artista Robert Sammelin. O desenho é feito em tons que variam do roxo ao preto. A ilustração mostra Stephen King enterrando (ou desenterrando) algo. O observador tem a perspectiva de estar dentro do buraco. King tem o cabelo curto, usa óculos, veste uma blusa do Ramones e uma jaqueta e utiliza uma pá. Ao fundo, percebe-se que King está em um cemitério: há floresta, um portão ao seu fundo e três cruzes feitas de madeira. Há um ponto mais claro ao fundo para dar o aspecto de perspectiva. As placas descrevem os animais falecidos: “Smucky, o Gato - Ele era obediente” “Biffer, um ótimo farejador” e “Trixie - atropelada na estrada”." width="1920" height="1290" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-800x538.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1024x688.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-768x516.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1536x1032.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image4-1-1200x806.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31828" class="wp-caption-text">O Cemitério tem alguns elementos relacionados com histórias que realmente aconteceram com o autor (Ilustração: Robert Sammelin)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;">, no decorrer da parte um, é mais lento e demorado para apresentar as consequências dos atos de Louis ao longo da narrativa. Porém, já na parte dois e três, toma um ritmo frenético. São diversos acontecimentos ao mesmo tempo, transparecendo a ideia de que o leitor tem que saber dos fatos custe o que custar. Com essa premissa, Stephen King é primoroso com as palavras e nos remete muito ao </span><a href="https://machado.mec.gov.br/"><span style="font-weight: 400;">conceito machadiano</span></a><span style="font-weight: 400;"> do descritivismo. Descrição é o que não falta no livro &#8211; traduzido por </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/Busca?autor=05319"><span style="font-weight: 400;">Mário Molina</span></a><span style="font-weight: 400;"> e lançado pela Editora Suma &#8211; e é nela que está impregnada o que o escritor quer passar através da escrita. Seja em cenas de comemoração ou violência, a imaginação floresce por meio dos detalhes que nunca são demais &#8211; ou até são, em certos momentos &#8211; para o clima da história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer do livro, depois do primeiro encontro de Louis e Jud, o convívio cresce e, entre uma cerveja e outra, a cumplicidade aumenta. Jud é um senhor que viveu sua vida inteira naquele lugar e, portanto, sabe muito bem o que acontece na cidade. Todo esse </span><a href="https://stephenking.com/works/novel/pet-sematary.html"><span style="font-weight: 400;">conhecimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> é passado para Louis, ele querendo ou não. A narrativa que inicia a história sobrenatural da trama é um cemitério, ou melhor, um ‘simitério’ de bichos, localizado em uma trilha dentro de seu terreno. O local é a representação da curiosidade materializada nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-cemiterio-stephen-king-enterra-receios-autor-ressuscita-historia-sobria-intensa-muito-assustadora/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">cenário nebuloso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em torno dali, há uma passagem obstruída para algum lugar e que se mantém inacessível até um fato importante para o encaminhamento da história.</span></p>
<figure id="attachment_31827" aria-describedby="caption-attachment-31827" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-31827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/stephen-king.jpg" alt=" Cena do filme Cemitério Maldito. Stephen King é um homem branco, de cabelos castanhos com corte médio e está com os braços levantados. Em uma das mãos tem um livro, possivelmente uma bíblia. Utiliza óculos. Está vestido com uma roupa de padre preta e com um colarinho branco. No fundo, é possível ver que está em um cemitério. Ele está vestido dessa forma por causa da sua participação no filme de 1989." width="656" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-31827" class="wp-caption-text">Stephen King interpretou o padre na versão de 1989 de Cemitério Maldito (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão da escrita errada da palavra </span><a href="https://www.leitoraviciada.com/2019/06/o-verdadeiro-cemiterio-de-bichos-stephen-king.html?m=1"><span style="font-weight: 400;">cemitério</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter um motivo maior do que ser somente um singelo erro. O engano chega a ser irônico: parece que está lá para sempre lembrar do cemitério e no que há além dele. A partir dessa concepção, a narrativa caminha para culminar ao ponto de Louis conhecer realmente o que há do outro lado. Esse momento é bastante significativo para entender o porquê somente Crandall e Creed sabiam desse ponto. A partir disso, é o momento no qual Jud leva o médico para o outro lado do </span><a href="https://isabelaboscov.com/2019/05/09/cemiterio-maldito/"><span style="font-weight: 400;">‘simitério’ dos bichos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguma coisa chamava-os para desfrutar as terras de lá. Ao decorrer do bosque, algo que transcende o real está inserido no ambiente e a euforia cresce durante a passagem da floresta até a chegada a um outro cemitério, da comunidade indígena micmac. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto interessante é que havia uma </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-61252440"><span style="font-weight: 400;">espiral</span></a><span style="font-weight: 400;"> desenhada no chão rochoso. O símbolo vai contra a premissa da vida &#8211; que tem um começo e um fim. Na obra, ela se baseia em algo interminável e vicioso, assim como Jud contou a Louis sobre o cemitério, como Stanny B. contou para Jud e como o pai de Stanny B. contou a ele. É um ciclo inquebrável. E é através desses simbolismos que o livro vai sendo construído.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a história, Creed é percorrido por diversos momentos que o alerta para não atravessar a fronteira do cemitério, desde o aviso que recebeu do universitário que morreu no seu primeiro dia de trabalho até o sonho muito vívido em que o </span><a href="https://youtu.be/lfgpDipPAKQ?si=E9v-j8ZZPv8f3pFs"><span style="font-weight: 400;">morto</span></a><span style="font-weight: 400;"> o alertava de não passar por aquelas madeiras. O território, além de estar impedido de entrar, é um lugar que deve ser respeitado e o descumprimento dessa ordem afetaria a sua família. Mesmo assim, ele não se importou, seguiu em frente e fez o que não podia. A partir dessa tomada de decisão, a loucura se inicia.</span></p>
<figure id="attachment_31826" aria-describedby="caption-attachment-31826" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/gif-o-cemiterio.gif" alt="O GIF é um vídeo rápido que transita entre imagens. Na primeira imagem, há um fundo verde e preto com um cemitério de fundo, com escritas &quot;Pet Sematary&quot; e com um homem e um gato. Na transição da imagem, some o cemitério e os outros componentes da imagem anterior e aparece um gato preto com textura e relevos feitos na cor verde. Os olhos do gato também são verdes." width="740" height="981" /><figcaption id="caption-attachment-31826" class="wp-caption-text">“Você arranjou a coisa, ela é sua, e mais cedo ou mais tarde acaba voltando às suas mãos, Louis Creed pensou.” (GIF: Dan Mumford)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento do cemitério dos bichos serviu de amadurecimento para alguns ou de loucura para outros. Ellie entendeu que seu amado gato poderia morrer em qualquer dia e teria que lidar com o </span><a href="https://drauziovarella.uol.com.br/psiquiatria/como-explicar-a-morte-para-as-criancas/"><span style="font-weight: 400;">luto</span></a><span style="font-weight: 400;">. Porém, Creed, que conhece um lugar além do natural, sabe muito bem do controle que precisa ter para não sofrer uma dominação (que vai acontecer, em algum momento). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo da </span><a href="https://stephenking.com.br/ficcao/"><span style="font-weight: 400;">obra</span></a><span style="font-weight: 400;">, o homem sofrerá inúmeras intercorrências que o deixarão entre a racionalidade e a insanidade. O ponto é que o personagem se deixa levar pelo poder daquele lugar e perde o controle de si mesmo e da realidade. O aviso foi dado, mas ele o descumpriu. E esse é o momento no qual a compaixão do leitor é bastante estimulada para fluir entre os seus próprios dilemas sobre as consequências das ações tomadas.</span></p>
<figure id="attachment_31829" aria-describedby="caption-attachment-31829" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3.jpg" alt=" A imagem é em preto e branco e tem um fundo branco com Stephen King centralizado ao meio. King é um homem branco, em torno dos seus 60 anos na foto, tem um cabelo médio, usa óculos e uma camiseta preta. Está sorrindo com o queixo um pouco inclinado para a esquerda da imagem. " width="1200" height="647" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-800x431.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-1024x552.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/image2-3-768x414.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31829" class="wp-caption-text">King escreveu O Cemitério entre Fevereiro de 1979 e Dezembro de 1982 (Foto: François Sechet)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo construído por King é atemporal e está longe de ser algo datado. Todas as narrativas ali transpostas tratam de algo humano, carnal e não importa a época na qual foi escrito, as sensações transpassam a linha do tempo. Seja uma leitura feita em 1983 ou em 2083, aquele que lê terá a mesma angústia. Esse fato torna o livro ao mesmo tempo simples e complexo, e Stephen King traduz sentimentos em palavras &#8211; tão cruas &#8211; que é preciso em alguns momentos se dar uma pausa. Isso é tão grandioso que demonstra o quão profundo é o desenvolvimento das diversas histórias ali criadas. Assim,  é possível entender o impacto no mundo do terror até nos dias de hoje e que reverberam, principalmente no audiovisual. Mesmo as últimas adaptações não serem do agrado do público &#8211; por diversos motivos -, é importante relembrar que mais uma adaptação de</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Cemitério</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qQXtnlzko3o"><span style="font-weight: 400;">2023</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, no desenrolar da história, King discorre sobre questões que são pertinentes até atualmente, mesmo que não as explore muito. Uma delas é o caso do </span><a href="https://br.usembassy.gov/pt/povos-indigenas-do-brasil-e-dos-eua-trocam-experiencias-sobre-protecao-territorial/"><span style="font-weight: 400;">território indígena</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos micmacs, os quais, na narrativa, estão reivindicando suas terras contra o Estado. A apropriação desses lugares pelo Governo reflete na atualidade e de como a colonização tem como resultado o genocídio dos povos originários, suas culturas e seus ideais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cemitério </span></i><span style="font-weight: 400;">celebra seus 40 anos com muitos triunfos e se consagra com uma história repleta de morte, sangue, luto, raiva, desespero, angústia e cemitérios, transmitindo tudo isso da forma mais magistral: atiçando a curiosidade do leitor e fazendo com que continue a experiência, mesmo esta sendo a mais mórbida possível. Stephen King, que só releu a obra </span><a href="https://ew.com/movies/2019/03/29/pet-sematary-stephen-king-interview/"><span style="font-weight: 400;">depois de 20 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> (ela quase não foi publicada por ser muito tenebrosa), mostra que a sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/carrie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fonte de criação</span></a><span style="font-weight: 400;"> é algo que sempre se mostrou original e não se encontra por aí com facilidade. </span></p>
<blockquote><p>O solo do coração de um homem é mais empedernido, Louis — murmurou o moribundo. — Um homem planta o que pode&#8230; E cuida do que plantou. Louis, ele pensou, nada ouvindo de forma consciente depois do próprio nome. Oh, meu Deus, ele me chamou pelo nome.</p></blockquote>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-cemiterio-40-anos/">Há 40 anos, King quase enterrou O Cemitério &#8211; e que bom que isso não aconteceu</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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