<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Paulo José &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/paulo-jose/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/paulo-jose/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Dec 2021 23:37:09 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Paulo José &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/paulo-jose/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>10 anos de O Palhaço: a gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/o-palhaco-10-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/o-palhaco-10-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 22:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[10 anos]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Circo]]></category>
		<category><![CDATA[Comédia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Danton Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Determinismo]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Dramédia]]></category>
		<category><![CDATA[Fabiana Karla]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Filme Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa Manoela]]></category>
		<category><![CDATA[Minas Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Moacyr Franco]]></category>
		<category><![CDATA[O Palhaço]]></category>
		<category><![CDATA[O Palhaço 10 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Palhaço]]></category>
		<category><![CDATA[Papel Social]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo José]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Tonico Pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Silva]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=25417</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitória Silva Não é de hoje que a atribuição de que as comédias têm a obrigação moral de nos fazer rir caiu por terra. Diante dessa sentença, podemos citar inúmeros exemplos de produções que ultrapassam tanto o espectro do riso quanto o do choro, caminhando desde a britânica viciada em sexo até o americano bigodudo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-palhaco-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "10 anos de O Palhaço: a gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-palhaco-10-anos/">10 anos de O Palhaço: a gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25422" aria-describedby="caption-attachment-25422" style="width: 652px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-25422 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-1-3.jpg" alt="Imagem do filme O Palhaço. Nela, o ator Selton Mello, que interpreta Benjamin, está na parte de trás de uma carreta, ao lado de um ventilador. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos ondulados, e veste uma camisa branca, terno e calça cinzas" width="652" height="408" /><figcaption id="caption-attachment-25422" class="wp-caption-text">Dirigido por Selton Mello, a produção chegou aos cinemas no dia 28 de outubro de 2011 (Foto: Bananeira Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitória Silva</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é de hoje que a atribuição de que as comédias têm a obrigação moral de nos fazer rir caiu por terra. Diante dessa sentença, podemos citar inúmeros exemplos de produções que ultrapassam tanto o espectro do riso quanto o do choro, caminhando desde a <a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/">britânica viciada em sexo</a> até o <a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/">americano bigodudo que vira treinador de um time da Inglaterra</a>. E, se nem a essas produções é convencionado mais esse papel, quem dirá a um dos personagens principais quando o assunto é provocar riso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Coringa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a velha história do palhaço infeliz que provoca alegria apenas no público se tornou mais do que batida, talvez até ultrapassada e irremediavelmente rasa. Mas, anos antes da produção de Todd Phillips, o ator Selton Mello trouxe uma fábula semelhante para as telonas. Pela segunda vez no posto de diretor de um longa, ele aproxima essa narrativa conhecida de forma imensurável, não apenas por decidir ambientá-la no estado de Minas Gerais, mas por dar luz a um caminho profundo sobre o próprio eu, originando uma produção que não poderia ter outro nome se não </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-25417"></span></p>
<figure id="attachment_25419" aria-describedby="caption-attachment-25419" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-25419 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5-800x536.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme O Palhaço. Nela, o ator Selton Mello, que interpreta Benjamin, está no gramado em frente a lona de um circo. Ele é um homem branco, de cabelos castanhos ondulados, e usa um chapéu preto, camiseta, casaco e calça listrados, e está com um nariz vermelho de palhaço preso em sua testa." width="800" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5-800x536.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5-1536x1028.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5-1200x803.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-2-5.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25419" class="wp-caption-text">O filme foi um dos principais vencedores do Grande Prêmio Brasileiro de Cinema em 2012, levando 12 dos 14 troféus Grande Otelo, incluindo Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Direção (Foto: Bananeira Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada em 2011, a narrativa acompanha o cotidiano do elenco do Circo Esperança. Entre músicos, malabaristas e mágicos, há como figura central e de grande destaque a dupla de palhaços Puro Sangue e Pangaré, que por acaso também são pai e filho. Por trás das cortinas, assumem a identidade de Valdemar (<a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/08/11/paulo-jose-morre-no-rio.ghtml">Paulo José</a>) e Benjamin (Selton Mello), o primeiro também sendo o dono do circo. Na outra mão, o personagem de Mello é responsável por cuidar de todas as burocracias envolvendo alvarás, pagamentos e até sutiãs arrebentados de integrantes do espetáculo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivendo não apenas pelo riso do público, o protagonista também existe pela satisfação de seus colegas próximos, enquanto não possui o seu próprio autocontentamento. Aliás, não é digno de ter ao menos uma identidade, sendo obrigado a carregar uma certidão de nascimento acabada para se provar. Somado ao <a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/">nomadismo</a> da rotina circense, Benjamin não herda nem mesmo um endereço fixo, e, assim, seu lugar no mundo. E nessa simbologia que nasce a crise existencial que conduz o que poderíamos chamar de Coringa brasileiro &#8211; isso se <a href="https://personaunesp.com.br/critica-bingo/">Daniel Rezende não tivesse representado um paralelo</a> com tanta maestria não muito tempo depois. </span></p>
<figure id="attachment_25420" aria-describedby="caption-attachment-25420" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" class="wp-image-25420 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-3-5-800x535.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme O Palhaço. Nela, estão, da esquerda para a direita, os atores Thogun, Álamo Facó, Selton Mello e Renato Macedo, com o ator Tony em frente a este último. " width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-3-5-800x535.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-3-5-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-3-5-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-3-5.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25420" class="wp-caption-text">O Palhaço conta com outros nomes de destaque no elenco, como Tonico Pereira, Moacyr Franco, Fabiana Karla e Danton Mello (Foto: Bananeira Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os demais personagens do Circo não recebem a devida profundidade ao longo da trama, servindo apenas como alívio cômico dessa dramédia, o que aqui se faz mais do que necessário. Seus arcos são muito bem posicionados para ilustrar a forma como a vida de Benjamin é condicionada a eles, especialmente à figura do pai, com a ideia de ter como <a href="https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/sociologia/papel-social#:~:text=Refere%2Dse%20%C3%A0s%20responsabilidades%20atribu%C3%ADdas,pessoa%20que%20ocupa%20certa%20posi%C3%A7%C3%A3o.&amp;text=h%C3%A1%20um%20padr%C3%A3o%20comportamental%20e,deveres%20que%20precisam%20ser%20seguidos.">papel social</a> seguir a profissão do mesmo. Ao passo que até o próprio protagonista não tem uma complexidade sobre sua história pessoal, numa perfeita representação do esvaziamento de sua identidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embalado em sua própria melancolia, Selton Mello conquista o papel da sua carreira em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço</span></i><span style="font-weight: 400;">, em frente e por trás das câmeras. Nascido e criado no meio artístico, o roteiro, coescrito por Marcelo Vindicatto, apoia-se num sarcasmo escancarado, que já fizera o ator ganhar risos do público em vários trabalhos anteriores. A estética agradável e simétrica dos cenários da obra, enlaçada com personagens</span><i><span style="font-weight: 400;"> pra lá</span></i><span style="font-weight: 400;"> de caricatos, seria digna de receber o título de um <a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/07/o-estranho-mundo-de-wes-anderson/">filme de Wes Anderson</a> à brasileira, se é que o estadunidense teria a capacidade de dar origem a uma produção tão poética quanto essa. </span></p>
<figure id="attachment_25418" aria-describedby="caption-attachment-25418" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25418 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-4-4-800x461.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme O Palhaço. Nela, está a atriz Larissa Manoela, que interpreta Guilhermina. Guilhermina é uma criança, por volta dos seus 11 anos, ela é uma menina branca, de cabelos castanhos claros e lisos com franja, e veste uma fantasia vermelha, com mangas bufantes e estrelas espalhas, com uma coroa em sua cabeça." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-4-4-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-4-4-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-4-4-768x443.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-4-4-1200x692.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-4-4.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25418" class="wp-caption-text">Além de apresentar performances brilhantes como a do eterno Paulo José, o filme também foi a estreia de Larissa Manoela nas telonas (Foto: Bananeira Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a essa atmosfera meio </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/moonrise-kingdom-a-perda-da-inocencia-segundo-wes-anderson/"><i><span style="font-weight: 400;">Moonrise Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Benjamin se vê como um peão isolado na rotina do seu trabalho, que acaba por ser a mesma da sua casa. Desmotivado e destoando dos demais colegas, parte em uma <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/27/opinion/1532693062_745886.html">jornada de autoconhecimento</a> e o encontro da sua motivação, que ele mesmo não faz ideia do que pode ser. Ironicamente, o palhaço viaja para Passos para encontrar seu objetivo, que acaba por ser a mesma cidade de origem do ator que o interpreta, numa espécie de metáfora sobre a sua própria vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conquista da liberdade individual e finalmente sua identidade (material e pessoal) parecem ser o início da satisfação completa de Benjamin, mas acabam por tomar o rumo oposto. O automatismo de seu trabalho unido a uma frustração amorosa apenas aprofundam a crise do personagem de Selton Mello, que se vê cada vez mais enclausurado em seu marasmo particular. A necessidade de explorar o mundo fora da bolha circense em que vivia não se torna uma viagem desperdiçada, e sim uma parte essencial para <a href="https://www.youtube.com/watch?v=fUjOfsoBhMY">se encontrar</a>.</span></p>
<figure id="attachment_25421" aria-describedby="caption-attachment-25421" style="width: 800px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25421 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-800x536.jpg" alt="A imagem é uma cena do filme O Palhaço. Nela, o ator Paulo José, que interpreta Valdemar, está se olhando em um espelho. Valdemar é um senhor branco, de cabelos castanhos, com um bigode, ele veste uma camiseta listrada em preto e branco e usa suspensórios coloridos." width="800" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-800x536.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-1536x1028.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-2048x1371.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/12/imagem-5-1-1200x803.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25421" class="wp-caption-text">“O gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço” (Foto: Bananeira Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A descoberta de sua individualidade também é transferida ao ventilador, que se torna um grande componente da narrativa. Em uma <a href="https://casperlibero.edu.br/wp-content/uploads/2015/01/Waleska-Pereira-FCL.pdf">crítica subliminar ao sistema capitalista</a>, o roteiro escancara a necessidade que criamos em ter objetos materiais como frutos de conquista em nossas vidas, além da liquidez e razoabilidade das relações modernas, ao ponto de que o mundo das artes torna-se uma redoma de escape da realidade fria e monótona.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">10 anos depois, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua sendo um passeio necessário sobre autoconhecimento. A dignificação diretamente relacionada ao trabalho e as expectativas criadas pela sociedade, cada vez mais potencializados nos tempos modernos, tornam o filme de Selton Mello uma obra atemporal. Não há cargo, diploma ou medalha que traga satisfação maior do que a beleza de encontrarmos nosso lugar no mundo, aquilo que sabemos e </span><i><span style="font-weight: 400;">queremos</span></i><span style="font-weight: 400;"> fazer. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-palhaco-10-anos/">10 anos de O Palhaço: a gente tem que fazer aquilo que a gente sabe fazer</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/o-palhaco-10-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">25417</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Já que Ninguém me Tira pra Dançar: eu também quero ser Leila Diniz</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 20:15:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Documentário]]></category>
		<category><![CDATA[1982]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[45 Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Júlia Trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Maria Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Antonio Pitanga]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Betty Faria]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cinebiografia]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Fraccarolli]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Já que Ninguém me Tira pra Dançar]]></category>
		<category><![CDATA[Jacques Cheuiche]]></category>
		<category><![CDATA[Leila Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Lídia Brondi]]></category>
		<category><![CDATA[Lígia Diniz]]></category>
		<category><![CDATA[Lita Cerqueira]]></category>
		<category><![CDATA[Louise Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Carlos Lacerda]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Gladys]]></category>
		<category><![CDATA[Marieta Severo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra SP]]></category>
		<category><![CDATA[Nelson Sargento]]></category>
		<category><![CDATA[Nina de Pádua]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo José]]></category>
		<category><![CDATA[Rainha das Vedetes]]></category>
		<category><![CDATA[Remasterização]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Since No One Asks Me to Dance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=24153</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan “Toda mulher quer ser amada/Toda mulher quer ser feliz/Toda mulher se faz de coitada/Toda mulher é meio Leila Diniz.” Os trechos compostos por Rita Lee pressupõem toda a graça e grandiosidade de Leila Diniz. Atriz brasileira, Rainha das Vedetes e transgressora pela liberdade feminina, Leila é representante de Todas as Mulheres do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Já que Ninguém me Tira pra Dançar: eu também quero ser Leila Diniz"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-critica/">Já que Ninguém me Tira pra Dançar: eu também quero ser Leila Diniz</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24154" aria-describedby="caption-attachment-24154" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24154" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila01.jpg" alt="Cena do documentário Já que Ninguém me Tira pra Dançar. Ao centro está Leila Diniz. Uma mulher branca de cabelos curtos. Ela está de braços abertos. Veste um sutiã com lantejoulas e ombreiras também com lantejoulas e fios. Em segundo há dezenas de homens. A imagem está em preto e branco" width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila01.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila01-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila01-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila01-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila01-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24154" class="wp-caption-text">Realizado em 1982 e remasterizado em 2021, o documentário inédito tem sua estreia na seção Mostra Brasil da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Nova Era Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Toda mulher quer ser amada/Toda mulher quer ser feliz/Toda mulher se faz de coitada/</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bwf3UnacXuw&amp;ab_channel=RitaLee"><i><span style="font-weight: 400;">Toda mulher é meio Leila Diniz</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Os trechos compostos por </span><a href="https://personaunesp.com.br/rita-lee-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> pressupõem toda a graça e grandiosidade de Leila Diniz. Atriz brasileira, Rainha das Vedetes e transgressora pela liberdade feminina, Leila é representante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Mulheres do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com estreia marcada para acontecer durante a 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Já que Ninguém me Tira pra Dançar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o documentário sobre Leila Diniz dirigido por sua amiga e também atriz Ana Maria Magalhães. </span></p>
<p><span id="more-24153"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nascida em Niterói em 1945, Leila Diniz possuía um carisma único, uma espontaneidade natural e uma paixão pela liberdade que vinham do berço. </span><i><span style="font-weight: 400;">Já que Ninguém me Tira pra Dançar</span></i><span style="font-weight: 400;"> reúne depoimentos saudosos sobre a estrela, as entrevistas foram realizadas em 1982, quando a partida de Leila completava 10 anos. Encontradas por </span><a href="https://abcine.org.br/site/o-sol-picando-o-coco-dos-caipiras/"><span style="font-weight: 400;">Fábio Fraccarolli</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele convidou </span><a href="https://www.memoriascinematograficas.com.br/2020/01/por-onde-anda-atriz-ana-maria-magalhaes.html"><span style="font-weight: 400;">Ana Maria Magalhães</span></a><span style="font-weight: 400;"> para restaurar as gravações, complementar com novos arquivos e mais uma vez trazer à tona a memória de uma peça chave para a cultura brasileira.</span></p>
<figure id="attachment_24155" aria-describedby="caption-attachment-24155" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24155" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila02.jpg" alt="Cena do documentário Já que Ninguém me Tira pra Dançar. Ao centro está o desenho de um beija flor azul. À esquerda há o desenho flores amarelas e folhas verdes. À direita temos o desenho flores rosas e folhas verdes. Na parte superior lê-se em azul ‘Para Leila Diniz’. Na parte inferior lê-se em azul ‘Todo amor, Ana’. O fundo do desenho é bege." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila02.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila02-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila02-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila02-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila02-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24155" class="wp-caption-text">“As flores do jardim da nossa casa renascem como se fosse chegar de uma breve ausência” (Foto: Nova Era Produções)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O esquadrão que faz declarações para Leila é digno de frente de batalha. Nomes como Marieta Severo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/"><span style="font-weight: 400;">Nelson Sargento</span></a><span style="font-weight: 400;">, Betty Faria, Maria Gladys, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Paulo José</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Luiz Carlos Lacerda relembram com carinho o carimbo onipotente que Leila Diniz deixou em suas vidas. A atriz estava à frente de seu tempo, dando a cara a tapa com tabus que mal podiam ser levantados como pauta na época. Libertária, Leila precisou lutar contra duas forças que a oprimiam com fulgor: o machismo e a ditadura</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelos colegas de ofício, Leila é descrita como uma profissional nata. Intensamente perfeccionista em seu trabalho, ela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T4PkifEZtY8&amp;ab_channel=ORionoCinema"><span style="font-weight: 400;">dominava a cena</span></a><span style="font-weight: 400;"> lidando com grandes diretores no auge de sua adolescência, e se tornando uma garotinha apenas depois do grito de “</span><i><span style="font-weight: 400;">corta!</span></i><span style="font-weight: 400;">”. À frente de seu tempo e conhecedora de si própria, ela valorizava o corpo e o gestual, sendo uma atriz que transcendia os ensinos de qualquer academia de atuação. Leila Diniz compreendia que a atuação era uma aventura e se entregava de corpo e alma para o ato.</span></p>
<figure id="attachment_24156" aria-describedby="caption-attachment-24156" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24156" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila03.jpg" alt="Cena do documentário Já que Ninguém me Tira pra Dançar. À direita está Leila Diniz. Uma mulher branca de cabelos curtos. Ela sorrindo e sentada num banquinho. Sua mão direita está em sua cintura e sua mão esquerda está esticada em seu joelho esquerdo. Ela está usando um vestido longo de mangas longas e estampado. À esquerda está um homem usando camisa, calça e sapato social. Ele está numa câmera. O fundo é desfocado, vemos uma escada à direita e pessoas à esquerda. A imagem é em preto e branco." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila03.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila03-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila03-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila03-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila03-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24156" class="wp-caption-text">&#8220;A liberdade sexual feminina é muito limitada, o que me entristece muito&#8221; (Foto: Nova Era Produções)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, </span><a href="https://www.casadocinemabrasileiro.com/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-na-mostra-sp/"><i><span style="font-weight: 400;">Já que Ninguém me Tira pra Dançar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se limita em mostrar apenas uma atriz, descansando o rótulo de sua profissão, o documentário mostra a mulher por trás da persona, um ser humano que fazia Cinema e por consequência fazia Arte. Leila não se prendia ao simples ato de atuar, ela era descontraída, gostava de se envolver em tudo que acontecia nos bastidores e na pós-produção, reconhecendo a imensa importância dos trabalhadores das respectivas etapas. Advérbios de intensidade não faltam para descrever a atriz. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1lIT0XSWrJ8&amp;ab_channel=AstridFontenelle"><span style="font-weight: 400;">Leila Diniz</span></a><span style="font-weight: 400;"> era muito: muito aberta, muito sincera, muito viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da Leila atriz, quem ganha o maior espaço é a Leila amiga, a que aconselhava até alta madrugada e tinha o afeto como sentimento mais importante dentro de suas relações. </span><i><span style="font-weight: 400;">Já que Ninguém me Tira pra Dançar</span></i><span style="font-weight: 400;"> transforma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lsMXzz3fcx0&amp;ab_channel=MoacirSimpatia"><span style="font-weight: 400;">Leila Diniz em verdade absoluta</span></a><span style="font-weight: 400;">, colocando a artista, por merecimento próprio, na coluna dos imortais. A serenidade da voz de Ana Maria Magalhães arrebata, dando um contorno sentimental intransmutável, envolvendo o espectador num enlace íntimo e resplandecendo de carinho à memória da amiga, que permanece viva nas lembranças mais bonitas do Rio de Janeiro.</span></p>
<figure id="attachment_24157" aria-describedby="caption-attachment-24157" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24157" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila04.jpg" alt="Cena do documentário Já que Ninguém me Tira pra Dançar. Nela vemos Leila Diniz. Uma mulher branca de cabelos lisos na altura do ombro. Ela está com leve sorriso, seus olhos fixos na câmera. Sua mão direita está apoiada em sua cabeça na altura da orelha. Ela usa uma camisa. Na parte superior direita lê-se em branco VOZ NELSON PEREIRA DOS SANTOS. A imagem está em preto e branco." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila04.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila04-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila04-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila04-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/leila04-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24157" class="wp-caption-text">Vieram os ataques orquestrados, revestidos de falso moralismo com o intuito de fragilizar-lá, testavam quão vulnerável seria uma mulher linda e livre como você (Foto: Nova Era Produções)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma mulher libertina feito Leila Diniz jamais passaria batida aos olhos sangrentos da ditadura. Entrevista pelo jornal </span><a href="http://www.abi.org.br/pasquim-50-anos-da-prisao-de-uma-redacao-de-craques/"><i><span style="font-weight: 400;">O Pasquim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela não poupou palavrões nas respostas, escancarando sua verdade particular sobre as pautas: relacionamento, sexo e fidelidade. Meses depois da entrevista, o </span><a href="https://catracalivre.com.br/cidadania/leila-diniz-jovem-que-contestou-o-machismo-nos-anos-60/"><span style="font-weight: 400;">Decreto 1.077</span></a><span style="font-weight: 400;">, batizado com o nome da atriz, instaurava a censura prévia à imprensa em todo o país. Eram os </span><a href="https://personaunesp.com.br/falso-brilhante-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">Anos de Chumbo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dando luz a uma de suas piores facetas. Leila sofreu duras penas por conta da ditadura, acumulando problemas dentro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que cortou a vedete de seus papéis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poética e apaixonada pela liberdade, Leila Diniz viveu intensamente seus </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/atriz-leila-diniz-musa-da-liberacao-feminina-no-pais-morre-na-india-em-72-9200205"><span style="font-weight: 400;">27 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre todos os entrevistados a ideia é unânime: ela era a personificação do amor. Leila Diniz faz parte de qualquer contexto que seja Brasil. Sua brasilidade e sua alma insubmissa abriu os caminhos para a revolução sexual no país. Os filhos da santa devem muito a essa mulher intensa, sagrada e profana que com sua feminilidade encarou a ditadura e a estrutura patriarcal da sociedade. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Leila, você acertou no tabu. A falta que você nos faz. Seu amor, força e encantado.”</span></i></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-critica/">Já que Ninguém me Tira pra Dançar: eu também quero ser Leila Diniz</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ja-que-ninguem-me-tira-pra-dancar-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24153</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
