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	<title>Arquivos Paul Rodgers &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo realmente é o que diz ser</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2023 19:35:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Quanto vale entrar para a História? Quanto vale não ser esquecido jamais? Indo além, na questão cinematográfica, quanto vale fazer parte da História, seja como idealizador ou como mero telespectador? Não faltam exemplos em que essa visão não foi estimulada, como em Blade Runner (1982), The Rocky Horror Picture Show (1975) ou, até &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo realmente é o que diz ser"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29706" aria-describedby="caption-attachment-29706" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-29706 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-1-800x419.jpg" alt="Cena de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nela, vemos Evelyn, interpretada por Michelle Yeoh. Ela é uma mulher asiática de meia idade e de cabelos pretos. Evelyn veste uma camisa florida e um colete vermelho. A câmera dá um close em seu rosto, onde há um sangramento no nariz e um corte do lado esquerdo de seu rosto, que também sangra. Há um googly eye, um olho típico de bonecos de pelúcia colado em sua testa. Ao fundo e desfocado, há uma repartição pública" width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-1-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-1-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-1-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-1.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29706" class="wp-caption-text">Sendo a maior bilheteria do estúdio, Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo foi o responsável por fazer a produtora furar a bolha de vez (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WEoSlBUC4rI&amp;ab_channel=BigBrotherBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Quanto vale entrar para a História?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> Quanto vale não ser esquecido jamais?</span></i><span style="font-weight: 400;"> Indo além, na questão cinematográfica, quanto vale fazer parte da História, seja como idealizador ou como mero telespectador? Não faltam exemplos em que essa visão não foi estimulada, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Blade Runner </span></i><span style="font-weight: 400;">(1982), </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-rocky-horror-picture-show-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Rocky Horror Picture Show</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1975) ou, até mesmo, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Room </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003) &#8211; obras injustiçadas ou que deram a volta em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rEx5q5AOFkc"><span style="font-weight: 400;">sua própria ruindade</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas, a princípio, foram incompreendidas. Essa poderia ser a sina de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kULcXm9V7aY"><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, longa lançado em Março mas que só chegou ao Brasil em Junho. Porém, tivemos a sorte de ver a História sendo (re)escrita no Cinema.</span></p>
<p><span id="more-29705"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Daniel Scheinert e Daniel Kwan, carinhosamente conhecidos como Os Daniels, já mostraram ser um ponto fora da curva com o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Cadáver para Sobreviver </span></i><span style="font-weight: 400;">(2016), mas foi com a obra mais recente &#8211; a segunda na filmografia da dupla &#8211; que eles consolidaram esse selo na Sétima Arte. Mais uma vez usando do absurdo &#8211; vale lembrar que são eles por trás do clipe do excêntrico fenômeno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HMUDVMiITOU&amp;ab_channel=DJSnakeVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Turn Down for What</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; para tratar das relações humanas, os diretores fazem de </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything Everywhere All at Once</span></i><span style="font-weight: 400;">, em qualquer realidade possível, o filme de 2022.</span></p>
<figure id="attachment_29707" aria-describedby="caption-attachment-29707" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-29707 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-800x533.jpg" alt="Cena de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nela, vemos, da esquerda para a direita, os personagens de Joy, uma jovem asiática de cabelos pretos, Waymond, um homem de meia idade asiático, Evelyn, uma mulher de meia idade asiática e Gong Gong, um idoso asiático. Joy veste um moletom preto e uma calça jeans enquanto está apoiada com os braços em uma cadeira de escritório. Waymond está sentado na cadeira que Joy apoia e está vestindo uma camisa polo verde clara de mangas compridas. Evelyn está sentada ao lado de Waymond e veste uma camisa florida azul clara e um casaco roxo. Gong Gong está ao lado de Evelyn em sua cadeira de rodas, veste uma camisa bege claro, um colete verde escuro, um sobretudo e uma boina marrons. Todos estão de frente para uma mesa de escritório repleta de papéis bagunçados, olhando para a personagem Deidre, uma mulher idosa de camisa amarela florida manga curta, uma munhequeira na mão esquerda e uma caneta na mão direita. Ao fundo, um ambiente de repartição pública." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Nova-Imagem-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29707" class="wp-caption-text">Apesar da estética de blockbuster, o filme custou apenas 25 milhões de dólares (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando a história de uma imigrante chinesa dona de uma lavanderia que, após ter problemas com a Receita Federal Americana, tem acesso ao multiverso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme de percepções. Isso já começa com seu elenco de atores principais. Tanto Michelle Yeoh como Ke Huy Quan tinham uma perspectiva estabelecida no imaginário ocidental: ela, por ser uma exímia artista marcial, que teve seu ápice em </span><a href="https://www.cinemaemcena.com.br/Critica/Filme/6990/o-tigre-e-o-dragao"><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre e o Dragão</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2000), e ele, sendo uma criança carismática em </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Goonies </span></i><span style="font-weight: 400;">(1985) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Indiana Jones: No Templo da Perdição </span></i><span style="font-weight: 400;">(1984). Aqui, além de entregar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QYw6i6MjZuA&amp;ab_channel=TheView"><span style="font-weight: 400;">papel da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> de ambos, o longa também traz uma tocante e subversiva nova visão sobre esses profissionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de ser uma cagação de regra, essa obra é do tipo que precisa ser vista mais de uma vez, justamente pela sua proposta de trabalhar nossa percepção de formas diferentes. Mais do que um filme, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma experiência. Você pode ir a diversos jogos de futebol ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/primavera-sound-critica/"><span style="font-weight: 400;">festivais de música</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, ainda assim, cada um ser único. É exatamente essa a sensação que o longa provoca a cada </span><i><span style="font-weight: 400;">replay</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_29708" aria-describedby="caption-attachment-29708" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-29708 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-800x450.jpg" alt="Cena de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nela, vemos o personagem Waymond, interpretado por Ke Huy Quan, um homem asiático de meia idade com cabelos pretos curtos. Ele veste uma camisa pólo de manga curta na cor verde, onde são intercaladas partes lisas e artes com listras brancas, uma calça cargo bege e uma pochete de couro marrom. Ele estica o braço direito para trás, que segura um pedaço de papel, enquanto olha para o mesmo. Em sua orelha, há um fone com um pequeno microfone integrado. Ao fundo, divisórias de uma repartição." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29708" class="wp-caption-text">A obra conta com Joe e Anthony Russo na produção, responsáveis por darem os primeiros lampejos de multiverso no Universo Cinematográfico Marvel (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica até difícil definir </span><i><span style="font-weight: 400;">Everything Everywhere All At Once</span></i><span style="font-weight: 400;"> em um gênero específico, pois, fazendo jus ao ‘tudo’ em seu título, a obra realmente se propõe a ser essa bagunça organizada. Do drama à comédia, do </span><i><span style="font-weight: 400;">sci-fi</span></i><span style="font-weight: 400;"> às artes marciais, o longa tem sucesso em tudo o que explora. A produção sabe trabalhar em cima de sua </span><a href="https://screenrant.com/everything-everywhere-all-at-once-movie-genres-sci-fi-action-comedy/#comedy"><span style="font-weight: 400;">miscelânea de estilos</span></a><span style="font-weight: 400;">, não só os cinematográficos, mas também em suas formas de filmagem, conduzidas por Larkin Spike, na edição de Paul Rodgers e na montagem e composição de Jason Kisvarday, a fim de criar uma identidade única, poucas vezes vista e quase impossível de ser retomada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os Daniels são conscientes em utilizar a junção de formatos para discorrer sobre relações familiares. Recentemente, tratar esses tipos de confrontos virou uma tônica da Sétima Arte. </span><a href="https://personaunesp.com.br/minari-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Minari: Em Busca da Felicidade</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020) e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Despedida </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019), também trazem o assunto à tona através de perspectivas de famílias asiáticas. </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2022) atribui uma nova ótica para a relação pai e filha de forma muito singela e que se assemelha ao tema da obra de multiverso. Porém, </span><i><span style="font-weight: 400;">EEAAO</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue atribuir novas camadas à discussão. Através do absurdo, os diretores usam de um pano de fundo para tratar algo muito difícil de traduzir para as telas: a depressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a dupla, que também está por trás do roteiro, o texto demorou </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2022-04-14/everything-everywhere-all-at-once-explained-daniels-spoilers"><span style="font-weight: 400;">alguns anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ganhar forma, e, durante esse tempo, eles viram dois de seus principais cenários começarem a ser trabalhados na indústria: o niilismo e o multiverso. Os dois chegaram a audiência através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rick and Morty </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013 &#8211; atualmente),</span> <span style="font-weight: 400;">enquanto o emaranhado de realidades, após ser brilhantemente abordado em </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/01/10/cultura/1547142320_637784.html"><i><span style="font-weight: 400;">Homem- Aranha no Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), foi apropriado pelo enlatado e cheio de fórmulas Universo Cinematográfico da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Porém,  sendo esse ponto fora da curva em Hollywood, os idealizadores conseguiram formar seu próprio multiverso nesse universo de multiversos.</span></p>
<figure id="attachment_29709" aria-describedby="caption-attachment-29709" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29709 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-4-800x450.jpg" alt="Cena de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nela, há uma enorme cadeia de montanhas que contrasta com o céu azul. No centro inferior da imagem, duas pedras redondas estão de costas para a câmera, admirando a paisagem. No centro da imagem, um pouco deslocado para a esquerda, está escrito “fuck.” em letras brancas" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-4.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29709" class="wp-caption-text">Quem poderia imaginar que uma das cenas mais emocionantes de 2022 seria protagonizada por duas pedras? (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Deixando um pouco de lado Nietzsche e suas ideias, a obra usa mais de </span><a href="https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=2527"><span style="font-weight: 400;">Albert Camus</span></a><span style="font-weight: 400;"> como base teórica, quando o francês desenvolve um novo tópico ao conceito do alemão, aliado a uma vertente teorizada por </span><a href="https://www.ebiografia.com/jean_paul_sartre/"><span style="font-weight: 400;">Jean Paul-Sartre</span></a><span style="font-weight: 400;">. O niilismo, em letras gerais, é a afirmação da falta de objetivo no existir. Já o existencialismo de Sartre, vindo de uma raiz niilista, é o questionamento do por quê e pra quê da vida, enquanto o absurdismo se trata do desprendimento do niilismo e existencialismo, através da aceitação da vida como sem um propósito estabelecido. E fica evidente a aproximação à Camus quando os diretores usam de um recurso ironicamente chamado de absurdismo cômico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Joy, interpretada por </span><a href="https://www.instagram.com/stephaniehsuofficial/"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Hsu</span></a><span style="font-weight: 400;">, cujo o nome é uma tradução direta para alegria, é uma personificação niilista e, no momento em que suga todas suas versões e vê essa falta de propósito, perde seu nome para se tornar a vilã Jobu Tupaki. A jornada de Evelyn, de Michelle Yeoh, é justamente o existencialismo sartreano na busca por sentido para tudo aquilo através dos multiversos, enquanto a primeira versão gentil e afetuosa do Waymond de Ke Huy Quan funciona como uma espécie de absurdismo encapsulado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através disso, a escrita desenvolve um cerne emocional sólido para seus personagens que, apesar de um contexto totalmente pirado, aproxima o ser humano à frente das telas para o que está dentro dela. O próprio Camus dizia que “</span><i><span style="font-weight: 400;">A Arte não é para mim um prazer solitário. É uma maneira de comover o maior número possível de homens, oferecendo-lhes uma imagem privilegiada dos sofrimentos e alegrias comuns</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span> <span style="font-weight: 400;">Apesar da obra ter algumas poucas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C5U-8v_NMr0&amp;ab_channel=Letterboxd"><span style="font-weight: 400;">críticas negativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> (carinhosamente, de pessoas amarguradas), qualquer pessoa, de alguma forma, se enxerga nela, seja com uma sequência em um universo onde todo ser humano tem dedos de salsicha, seja em um diálogo mudo entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UXar2tNdG34&amp;ab_channel=Hup"><span style="font-weight: 400;">duas pedras conscientes</span></a><span style="font-weight: 400;">. E que privilégio é isso.</span></p>
<figure id="attachment_29710" aria-describedby="caption-attachment-29710" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29710 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5-800x450.jpg" alt="Cena de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nela, vemos a personagem Jobu Tupaki, interpretada por Stephanie Hsu, uma jovem asiática. Ela veste um macacão branco com estrelas nas mangas e detalhes de pedraria no peito. Ela também está usando uma peruca rosa. Seu movimento remete ao andar em um corredor. Na cena também, há alguns papéis coloridos caindo." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-5.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29710" class="wp-caption-text">Os Daniels disseram “take five”, mas Stephanie Hsu entendeu “change lives” (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Virou o queridinho do público e da crítica? Virou! </span><a href="https://youtu.be/yy3qWktuO20?t=382"><span style="font-weight: 400;">Virou o queridinho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas não é só do público e da crítica, é porque é bom mesmo. Em todos seus aspectos técnicos, a obra brilha. Sua montagem e edição são estupendas, evidenciadas pelo carinho de pensar em uma identidade própria para cada universo -, às vezes até mudando seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aoucLv95g3s&amp;ab_channel=CamberFilmSchool"><i><span style="font-weight: 400;">aspect ratio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou alterando seu estilo de filmagem, indo do Cinema chinês à animação. Outro ponto a se destacar é a coreografia. O longa foi responsável por ressuscitar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=psWUuuoYMy8&amp;ab_channel=Insider"><i><span style="font-weight: 400;">wire kung-fu</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e faz as cenas de luta de maneira primorosa, replicando mais uma vez a Sétima Arte chinesa, principalmente bebendo da fonte de </span><a href="https://collider.com/crouching-tiger-hidden-dragon-theater-returns/"><i><span style="font-weight: 400;">O Tigre e o Dragão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix </span></i><span style="font-weight: 400;">(1999), referência clara dos idealizadores. O apreço pela arte cinematográfica oriental era tanto que o papel principal foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u73k3a7NfvI&amp;ab_channel=CBSSundayMorning"><span style="font-weight: 400;">pensado para Jackie Chan</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas Yeoh, também sendo uma expoente das artes marciais, se encaixou perfeitamente na história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os diretores, além de demonstrarem uma escrita criativa que tem êxito ao tratar da depressão de Joy, somada aos seus </span><a href="https://www.healthline.com/health/mommy-issues#:~:text=People%20usually%20apply%20the%20term,issues%20or%20difficulty%20showing%20vulnerability"><i><span style="font-weight: 400;">mommy issues</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> através de uma nova roupagem e ainda sim trazer uma enorme carga filosófica, mostram que conseguem manter as rédeas de uma ideia megalomaníaca. O fato de ser uma direção em dupla faz total sentido presenciando a grandiosidade que o projeto alcança em seu próprio </span><a href="https://www.themarysue.com/a24-multiverse-movie-posters-everything-everywhere-all-at-once/"><span style="font-weight: 400;">microcosmos</span></a><span style="font-weight: 400;">, que somente duas mentes poderiam conceber, cada uma completando a visão criativa da outra. Por essa razão, o par também enche o longa com pequenos detalhes deliciosos de se captar, fazendo do filme um gigantesco amontoado de pequenas coisas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto de convergência da bem estruturada produção se dá na performance de seu elenco. Apesar de outras performances terem chamado mais atenção no circuito de premiações, com somente Ke Huy Quan sendo uma unanimidade como Ator Coadjuvante, o elenco principal forma a trindade da atuação em conjunto em 2022. Michelle Yeoh constrói uma Evelyn baseada em sua própria vivência, em que as várias ramificações de sua carreira a levaram até esta obra. Quan e Hsu são gratas surpresas e ficam no mesmo patamar de Yeoh. Vale lembrar também de James Hong (</span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/84223/aventureiros-do-bairro-proibido-os-1986-84223/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Aventureiros do Bairro Proibido</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Jamie Lee Curtis (</span><a href="https://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) que constroem personas incríveis para estereótipos até que monótonos.</span></p>
<figure id="attachment_29711" aria-describedby="caption-attachment-29711" style="width: 500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29711 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-6.gif" alt="GIF de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nele, há várias versões de Evelyn que se alteram em uma edição rápida, incluindo uma com uma máscara de gás, uma com uma máscara branca que tampa somente a parte dos olhos, uma que segura uma espécie de led nas costas e uma que é um espectro no meio da noite estrelada" width="500" height="281" /><figcaption id="caption-attachment-29711" class="wp-caption-text">A obra é uma ode visual e rendeu as melhores cenas do ano (GIF: A24)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo sendo lançado somente em Março &#8211; o que, do ponto de vista das premiações, é uma data inoportuna -, vem fazendo a rapa na temporada. São incontáveis as nomeações e as premiações que o longa levou. Dentre as mais célebres, estão as vitórias no </span><a href="https://awards.thegotham.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Gotham Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, prêmio do cinema independente, e do </span><a href="https://www.criticschoice.com/2023/01/15/the-winners-of-the-28th-annual-critics-choice-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Award</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nas duas premiações, a produção levou os troféus de Melhor Filme. Sem contar os vários troféus espalhados entre os diretores, Yeoh e Quan nos incontáveis sindicatos e festivais, o que faz que o termômetro dessa obra para o careca dourado</span> <span style="font-weight: 400;">quase ferva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando somente as indicações à 95ª edição do </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deste universo, que foram </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/oscar-nominations-2023-list-1235495072/"><span style="font-weight: 400;">anunciadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 24 de janeiro, o longa assume a dianteira da corrida, acumulando onze nomeações. Algumas categorias são um pouco mais acirradas, como Melhor Atriz Coadjuvante, que, apesar da comemorada lembrança de Stephanie Hsu, vai ter seus votos divididos entre os votantes com Jamie Lee Curtis. O páreo também é duro em Melhor Atriz, categoria na qual Michelle Yeoh disputará com a imponente Cate Blanchett por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=neMq6nhR2xM"><i><span style="font-weight: 400;">Tár</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A situação é um pouco mais tranquila em Melhor Ator Coadjuvante, que sempre teve Ke Huy Quan como favorito; Melhor Diretor</span> <span style="font-weight: 400;">para Os Daniels; e Melhor Filme. Neste último, porém, por mais que tenha um enorme apelo, terá que lidar com o </span><a href="https://www.exibidor.com.br/artigo/386-em-guinada-conservadora-oscar-2022-premia-o-agua-com-acucar-no-ritmo-do-coracao"><span style="font-weight: 400;">conservadorismo da Academia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_29712" aria-describedby="caption-attachment-29712" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-29712 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-7-800x450.jpg" alt="Cena de Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo. Nela vemos Waymond de outro universo. Um homem asiático de meia idade, com cabelos penteados. Ele veste um terno preto e uma camisa branca acompanhada de uma gravata preta, além de um óculos na cor preta. Ele olha para a esquerda enquanto se vira como se estivesse partindo. A cena tem uma fotografia esverdeada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-7-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/02/Tudo-em-Todo-Lugar-ao-Mesmo-Tempo-Imagem-7.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-29712" class="wp-caption-text">Após indicações ao Oscar, o filme retornou às salas de cinema americanas e brasileiras (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Tudo </span></i><span style="font-weight: 400;">que a obra se desafia a explorar alcança o êxito com maestria. O longa surpreende até a mais cética das audiências, que foi acostumada com tramas frenéticas ao passar dos anos. O filme abraça o caos e beira a anarquia, em uma abdicação das amarras do Cinema e, mesmo se inserindo em uma </span><a href="https://gshow.globo.com/podcast/cena-aberta/noticia/multiverso-e-o-assunto-da-vez-por-que-tantos-filmes-e-series-tem-abordado-a-tematica.ghtml"><span style="font-weight: 400;">moda recorrente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na indústria, cria uma fórmula própria e extremamente difícil de ser replicada, se colocando no panteão do multiverso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Todo Lugar </span></i><span style="font-weight: 400;">que você olha durante sua exibição do longa, este se preenche e se completa. Seja pelo espetáculo visual criado pela coreografia de Timothy Eulich, pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ClP6gaXjio&amp;ab_channel=SilverScreens"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Spike, a edição de Rogers e a montagem de Kisvarday; pelo texto afiado em discorrer ansiedades modernas ou nas conscientes atuações de seu elenco. O conjunto de acertos converge em uma catarse propositalmente galhofa e tira da obra o </span><i><span style="font-weight: 400;">status</span></i><span style="font-weight: 400;"> de filme para atribuir o de evento cinematográfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> Mesmo Tempo </span></i><span style="font-weight: 400;">em que é uma carta de amor ao Cinema, homenageando </span><i><span style="font-weight: 400;">2001: Uma Odisséia no Espaço </span></i><span style="font-weight: 400;">(1968), </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/wong-kar-wai"><span style="font-weight: 400;">Wong Kar-Wai</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kill Bill </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ratatouille </span></i><span style="font-weight: 400;">(2007), a obra também é uma declaração para nós mesmos. Esta coloca um ponto final na pergunta de um milhão de reais do ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><span style="font-weight: 400;">E se</span></a><span style="font-weight: 400;">?’ ao responder que são esses pontos de inflexão em nossas vidas onde essa indagação é feita que fizeram quem somos hoje. Ainda assim, sobra espaço para nos lembrar o porquê devemos amar essas versões, por mais sem sentido que sejam. Mas a maior recordação que o longa traz é o porquê nós, do topo a base da indústria, amamos o Cinema.</span></p>
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