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	<title>Arquivos Patrick Wilson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Ordem do Demônio: chega às telas um dos casos mais sombrios do casal Warren</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jul 2021 16:51:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio, oitavo filme da franquia Invocação do Mal, chegou aos cinemas sendo muito aclamado pelo público. A sequência se trata do caso que gerou bastante repercussão para Ed e Lorraine Warren em 1981, quando tentaram provar a inocência de Arne Cheyenne Johnson, o qual &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Ordem do Demônio: chega às telas um dos casos mais sombrios do casal Warren"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21408" aria-describedby="caption-attachment-21408" style="width: 1384px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-21408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-4.jpg" alt="Uma das imagens promocionais do filme Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio. Julian Hilliard, que interpreta David Glatzel, está na parte esquerda da imagem, apoiado em um batente de madeira, com uma expressão de curiosidade. É um garoto branco, de cabelo loiro, usa óculos pretos e tem 11 anos. Toda a foto está em tons escuros e amadeirados. Ao lado de Julian está escrito o título do longa. " width="1384" height="839" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-4.jpg 1384w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-4-800x485.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-4-1024x621.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-4-768x466.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-4-1200x727.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21408" class="wp-caption-text">David Glatzel no novo filme da franquia Invocação do Mal (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva</b></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159214/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> oitavo filme da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal,</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas sendo muito aclamado pelo público. A sequência se trata do </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/invocacao-do-mal-3-historia-real-arne-cheyenne-johnson"><span style="font-weight: 400;">caso</span></a><span style="font-weight: 400;"> que gerou bastante repercussão para Ed e Lorraine Warren em 1981, quando tentaram provar a inocência de </span><a href="https://darkside.blog.br/invocacao-do-mal-3-conheca-o-caso-arne-cheyenne-johnson/"><span style="font-weight: 400;">Arne Cheyenne Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, o qual foi acusado de assassinato e alegava ter estado sob possessão demoníaca. O longa mostra desde quando o casal conheceu o réu até o momento do veredito final do julgamento, cativando os espectadores com todos os mistérios envolvidos.</span></p>
<p><span id="more-21405"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história se inicia quando a família Glatzel aciona o casal Warren para realizar um exorcismo no filho mais novo da casa, </span><a href="https://www.radiotimes.com/movies/where-david-glatzel-family-are-now-conjuring-3/"><span style="font-weight: 400;">David</span></a><span style="font-weight: 400;"> (interpretado por Julian Hilliard, o qual já tinha experiência com o terror por seu papel de jovem Luke em </span><a href="https://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Residência Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), de 11 anos, que apresentava um comportamento muito incomum. No entanto, o processo do exorcismo sai do controle e Arne, namorado de Debbie Glatzel (irmã de David), se oferece para ser possuído no lugar da criança. A partir daí, o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot </span></i><span style="font-weight: 400;">é muito bem trabalhado, com muitas descobertas e reviravoltas impressionantes.</span></p>
<figure id="attachment_21407" aria-describedby="caption-attachment-21407" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-21407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-3.jpg" alt="Cena de Invocação do Mal 3, em que Julian Hilliard está deitado de braços abertos em um colchão d’água de coloração verde musgo. Sua expressão é neutra, mas ao lado de sua cabeça é possível ver, através do colchão, um rosto demoníaco olhando para ele sem que ele veja. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-3-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21407" class="wp-caption-text">O garoto Glatzel vivenciou experiências assustadoras com tão pouca idade (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Ordem do Demônio </span></i><span style="font-weight: 400;">tinha muitas expectativas a superar, já que os dois primeiros filmes da trilogia foram grandes sucessos do diretor </span><a href="https://www.instagram.com/creepypuppet/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">James Wan</span></a><span style="font-weight: 400;"> (que manteve seu envolvimento no filme, já que atuou como produtor e roteirista, mas sua ausência na direção causou receio no público), enquanto </span><a href="https://www.instagram.com/michaelchaves/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Michael Chaves</span></a><span style="font-weight: 400;"> – diretor do mais novo longa da franquia – deixou a desejar em seu último trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Chorona</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o filme obteve êxito sendo uma ótima continuação da saga. Algumas diferenças são perceptíveis se comparadas ao trabalho de Wan, como momentos leves e sutis de comédia e romance, que foram surpresas agradáveis para quem estava acostumado com a tensão quase constante que envolve os dois primeiros filmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando sobre surpresas agradáveis, é possível ainda apreciar na nova continuação um pouco sobre o passado de </span><a href="https://darkside.blog.br/93-anos-de-lorraine-warren-conheca-a-mulher-que-inspirou-o-universo-de-invocacao-do-mal/"><span style="font-weight: 400;">Lorraine e Ed Warren</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como se conheceram – o que não havia sido retratado antes e foi de extrema importância para o desfecho final da história. Ademais, os dons de </span><a href="https://www.nytimes.com/2019/04/19/obituaries/lorraine-warren-dead.html"><span style="font-weight: 400;">Lorraine</span></a><span style="font-weight: 400;"> (a qual alegava ser vidente e sensitiva) foram explorados ao extremo, gerando uma conexão direta muito bem construída e estabelecida com a trama principal do caso e Vera Farmiga não decepcionou em sua atuação incrível.</span></p>
<figure id="attachment_21409" aria-describedby="caption-attachment-21409" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-21409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3.jpeg" alt="Cena de Invocação do Mal 3. Vera Farmiga está em pé no centro da imagem com uma expressão assustada. Em sua mão há uma lanterna e atrás de si, um pouco desfocado, está Patrick Wilson, também com uma expressão de pavor. Eles se encontram em uma câmara, nas paredes há blocos e plantas, a coloração azulada da foto dá a entender que o lugar é frio e abandonado." width="1024" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-800x500.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-768x480.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21409" class="wp-caption-text">Vera Farmiga trouxe para a tela todo o clima de horror e mistério que o filme precisava (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, nem todos os personagens foram tão bem desenvolvidos como Lorraine Warren. É possível dizer que Debbie Glatzel (Sarah Catherine Hook) não se mostrou impressionante. No século XX, era muito comum as </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/evolucao-do-estereotipo-das-mulheres-nos-filmes-de-terror-das-scream-girls-ao-protagonismo/"><span style="font-weight: 400;">mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> serem retratadas como histéricas e sem muita força para oferecer; isso mudou com o passar dos anos – principalmente após o lançamento de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Halloween, </span></i><span style="font-weight: 400;">com a chegada de Laurie Strode ao cinema sendo uma garota forte que pode se defender do vilão</span> <span style="font-weight: 400;">– quando foi criado o conceito de </span><a href="https://deliriumnerd.com/2019/10/25/final-girl-genero-nos-filmes-de-terror/"><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Infelizmente, Debbie aparenta ser uma personagem presa no século passado, sendo uma representação de mulheres clássicas como Marion Crane (</span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/16/por-que-psicose-traumatizou-a-protagonista-janet-leigh-por-toda-a-vida.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Wendy Torrance (</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/o-iluminado-kubrick-gritou-que-shelley-duvall-desperdica-o-tempo-de-todo-mundo-na-frente-de-todo-o-elenco/"><i><span style="font-weight: 400;">O Iluminado</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode-se dizer que todo o caso foi repassado ao público de forma surpreendente, misteriosa e assustadora. Muitos filmes de terror, incluindo </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-freira-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Freira</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parte da franquia,</span> <span style="font-weight: 400;">utilizam em excesso os famosos </span><a href="https://blogcom2n.com/2020/05/20/dicionario-de-termos-cinematograficos/"><i><span style="font-weight: 400;">jump scares</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">The Conjuring: The Devil Made Me Do It </span></i><span style="font-weight: 400;">conseguiu de forma inteligente criar um clima naturalmente medonho, sem a ajuda das cenas que se tornam tão previsíveis e preguiçosas com a técnica clichê.</span></p>
<figure id="attachment_21410" aria-describedby="caption-attachment-21410" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-3.jpg" alt="Cena de Invocação do Mal 3, com Vera Farmiga e Patrick Wilson, que interpretam o casal Warren. Ambos são brancos, com cabelos castanhos e por volta dos 50 anos. Nessa cena eles estão sentados lado a lado, usando vestes pretas, óculos e segurando exemplares da Bíblia. Suas expressões são de dúvida. A sala em que eles se encontram está sendo iluminada somente por diversas velas, tornando-a um pouco escura." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21410" class="wp-caption-text">O famoso caso de Lorraine e Ed foi representado de forma surpreendente, deixando os clichês para trás (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O horror fornecido pelo filme se dá pela presença de uma </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/a-abordagem-de-seitas-em-filmes/"><span style="font-weight: 400;">bruxa ocultista</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a tensão que ela traz para a história. </span><a href="https://stpetecatalyst.com/tall-story-the-journey-of-eugenie-bondurant/"><span style="font-weight: 400;">Eugenie Bondurant</span></a><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem ter recebido tantas falas, fez um trabalho excelente em representar a vilã do filme, uma bruxa fria, calculista e sem personalidade humana que, através de um pacto demoníaco, realizou diversos rituais que assombraram a trama. Seu terror teve início quando os Warren encontraram um totem na casa dos Glatzel e iniciaram de fato a investigação, fazendo com que todo o desenvolvimento de seu arco fosse brilhante, assim como a conexão criada entre ela e Lorraine Warren. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, fica claro que </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio </span></i><span style="font-weight: 400;">tem muito a oferecer. O longa de Michael Chaves, lançado tanto nos cinemas quanto no catálogo do </span><em><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/06/invocacao-do-mal-3-quando-estreia-e-onde-assistir-o-filme"><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> norte-americano, agradou o público geral, é um sucesso de bilheteria e gerou </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/217799-invocacao-do-mal-3-bom-ruim-veja-critica-achando.htm"><span style="font-weight: 400;">ótimas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com razão, já que faz jus à franquia tão famosa em todos os aspectos e com certeza vale a pena não só assisti-lo, como também se atentar à sua cena final, onde são mostrados diversos registros reais do caso retratado nesse longa.</span></p>
<figure id="attachment_21406" aria-describedby="caption-attachment-21406" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21406" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-2.jpg" alt="Cena de Invocação do Mal 3 em que Eugenie Bondurant, que interpreta a bruxa, está no centro da imagem com uma mão em frente ao rosto, como se fosse soprar algo. Ela é uma senhora branca, com olhos e cabelos castanhos, tem por volta dos 60 anos e usa vestes pretas. O local está totalmente escuro, exceto por dois pontos de luz amarelada, um acima e outro atrás de si." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21406" class="wp-caption-text">Foi memorável todo o horror proporcionado por essa grande personagem (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
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		<title>Aquaman mergulha na visão espalhafatosa de James Wan e revigora a DC no cinema</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Dec 2018 21:00:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Nadando contra a corrente do fracasso comercial dos últimos trabalhos da DC, Aquaman chega repaginado, reimaginado e nas mãos de um cineasta experiente, dono de uma visão revigorante para os Mundos da DC nas telonas. O filme do Rei de Atlantis discute problemas já vistos no gênero, mas triunfa nas cores e na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aquaman-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Aquaman mergulha na visão espalhafatosa de James Wan e revigora a DC no cinema"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11349" aria-describedby="caption-attachment-11349" style="width: 1006px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11349" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1-300x150.jpg" alt="" width="1006" height="503" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-1-1.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11349" class="wp-caption-text"><em>Dois terços do filme se passam embaixo d’água e a preocupação do diretor em tornar críveis essas sequências é enorme: atente-se ao cabelo dos personagens nas cenas no mar (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Nadando contra a corrente do fracasso comercial dos últimos trabalhos da DC, <em>Aquaman </em>chega repaginado, reimaginado e nas mãos de um cineasta experiente, dono de uma visão revigorante para os <em>Mundos da DC</em> nas telonas. O filme do Rei de Atlantis discute problemas já vistos no gênero, mas triunfa nas cores e na escolha certa de James Wan em expandir toda a cenografia, beirando a breguice mas acertando em criar o filme de super-herói mais bonito do mercado.<br />
<span id="more-11348"></span></p>
<p>Quando Zack Snyder planejou o <em>Universo Expandido da DC Comics</em>, uma aura cinzenta e carregada de angústia predominou em seus <em>Homem de Aço </em>(2013) e <em><a href="http://personaunesp.com.br/batman-vs-superman-uma-batalha-perdida/">Batman vs Superman</a></em>(2016). A bola de neve começou a rolar nas refilmagens de <em><a href="http://personaunesp.com.br/esquadrao-suicida-machismo-super-vilao/">Esquadrão Suicida</a></em> (2016) e arrebatou os estúdios na desastrosa colcha de retalhes que eles insistem em chamar de <a href="http://personaunesp.com.br/liga-da-justica-carece-de-tracos-autorais-e-cai-no-ordinario/"><em>Liga da Justiça</em></a> (2017). É importante ressaltar que esse retorno ruim veio do apogeu da rival <em>Marvel</em>, que insiste em encaixar figuras fantasiadas em fórmulas pré-cozidas e surrupiam uma ou outra piada em cada meia dúzia de cenas. O resultado são filmes divertidos e escapistas, mas que muitas vezes não tem muito o que dizer.</p>
<p>O mercado comercial não estava preparado para o mundo épico e melancólico que Snyder desenhou sob seu Superman (que não vê problemas em matar seus inimigos) ou no Homem-Morcego (que marca bandidos com ferros de gado). A audiência respirou (quase) aliviada na estreia <em>solo</em> de <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-mulher-maravilha/">Mulher-Maravilha</a></em>(2017), filme competente, que responde a todas as demandas propostas, coloca uma mulher como protagonista e se conclui como um bom feijão com arroz, mas ainda cicatrizando a ótica soturna do antigo diretor.</p>
<figure id="attachment_11351" aria-describedby="caption-attachment-11351" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11351" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1-300x150.jpg" alt="" width="990" height="495" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11351" class="wp-caption-text"><em>Na contramão de Liga da Justiça, o filme escancara as cores dos uniformes e não se preocupa em soar brega ou datado (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><em>Aquaman</em> é o único filme do estúdio de 2018 (esqueçam a baboseira infantil dos<a href="http://personaunesp.com.br/os-jovens-titas-animacao-critica/"><em> Jovens Titãs em Ação</em></a>). A história de origem de Arthur Curry (Jason Momoa) toma início após a última batalha da <em>Liga</em> e segue a cartilha do herói renegado que necessita voltar a sua terra natal para impedir que um tirano coloque em perigo o mundo dos oceanos e o da superfície. Ao lado da princesa Mera (Amber Heard), eles partem em busca de um artefato que o tornará apto de reivindicar o Trono de Atlantis. Zack Snyder (creditado como produtor) é responsável pela pior coisa do filme: seu casal principal. Momoa e Heard, que foram escalados em <em>Liga da Justiça</em>. O Aquaman de Momoa é corpulento, de poucas palavras e nunca recusa um copo de cerveja; a interpretação em momento algum sai de sua zona de conforto.</p>
<p>Até as tatuagens do herói foram inspiradas nas do ator. Momoa parece ter chegado no <em>set</em> com a roupa do corpo e colocado para rodar as cenas. Já Amber Heard, ornada de figurinos magníficos saídos diretamente das páginas das histórias em quadrinhos, não consegue expressar a sabedoria e a força que Mera carrega. Herdeira de um dos Reinos do Oceano, a princesa é essencial para a jornada de Aquaman, luta contra todos os capangas, além de sempre ser ela quem resolve os pepinos que os dois se metem.</p>
<p>Claro que a culpa da interpretação fraca não cai somente nas costas dos atores. Uma das maiores deficiências do cinema de James Wan (<em>Invocação do Mal</em>) é sua direção de atores em cenas que não envolvam fantasmas, espíritos ou alguma possessão demoníaca. Mas talvez uma re-escalação da dupla principal fosse a melhor saída, visto que os demais personagens se saem muito bem brincando com a megalomania extravagante do roteiro de David Leslie Johnson-McGoldrick e Will Beall.</p>
<figure id="attachment_11353" aria-describedby="caption-attachment-11353" style="width: 959px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11353" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-300x169.jpeg" alt="" width="959" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11353" class="wp-caption-text"><em>Amber Heard aceitou o papel de Mera pela princesa não ser apenas um adereço de cena: é ela que conduz a narrativa e guia o herói (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O elenco ainda conta com Nicole Kidman, como a Rainha Atlanna. A mãe do herói domina completamente as cenas, convence como uma guerreira e é dona da melhor sequência de ação do filme. Kidman faz par com o faroleiro Thomas Curry, interpretado por Temuera Morrison, que é funcional mas tem pouco espaço para brilhar, sempre dividindo tela com a atriz australiana.</p>
<p>Mergulhando nos reinos do Oceano, Vulko (Willem Dafoe) é o mentor Arthur Curry. O personagem transmite uma sabedoria sagaz, quase sacana. Os <em>flashbacks</em> inseridos para mostrar o treinamento do jovem Aquaman se encaixam bem na trama e Vulko sempre tem uma tirada inteligente ou um momento de encher os olhos. Até onde sei, <em>Aquaman</em> é o único filme da história que propicia ao público uma cena de Willem Dafoe montado num tubarão-martelo.</p>
<figure id="attachment_11354" aria-describedby="caption-attachment-11354" style="width: 907px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11354" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x127.png" alt="" width="907" height="384" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x127.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-768x325.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1024x433.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1200x508.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11354" class="wp-caption-text"><em>Patrick Wilson já havia protagonizado os dois Invocação do Mal, de James Wan, e volta na pele do Rei Orm, o Mestre dos Oceanos (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><em>Aquaman</em> tem dois vilões. O principal é o Rei Orm (Patrick Wilson, em mais uma parceira com Wan). Embriagado de poder, o herdeiro legítimo de Atlantis consegue elucidar um senso de grandiloquência interessante no gênero, adendo também ao seu discurso de ‘dominação mundial’ (talvez aquática) que conversa com problemas reais, como aquecimento global e poluição dos mares. O vilão secundário, e que promete voltar para uma eventual sequência, é o Arraia Negra (Yahya Adbul-Mateen II). O Arraia é o maior inimigo do Aquaman e sua introdução no filme é bem estruturada, com sequências de ação impressionantes, sem contar o visual do vilão. Impecável.</p>
<p>Quanto à trama do filme, o roteiro não se esforça em sair do senso comum ou dos jargões de gênero que poderiam ser peneirados em mais algumas revisões do material. Por conta do sucesso da <em>Marvel</em> nesse ano, pode ser que a equipe criativa de <em>Aquaman</em> tenha sido pressionada a entregar o texto o mais rápido possível, deixando passar defeitos bobos, que acabam diminuindo o produto final. Se o roteiro poderia ser mais trabalhado, o mesmo não pode ser dito da parte visual da produção. James Wan conceitua reinos subaquáticos, recria conceitos das histórias do <a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/07/robson-rocha-dc-aquaman-hq.htm">quadrinista brasileiro Ivan Reis</a> e eleva todo o patamar criativo em comparação com os filmes do gênero.</p>
<p>Evocando <a href="http://personaunesp.com.br/star-wars-sem-inspiracao-na-forca/"><em>Star Wars</em></a>, <em>Avatar </em>(2009) e até <em>Os Jetsons</em>, o fundo do mar de Wan brilha, usando do <em>néon</em> e dos tons quentes para preencher a tela do cinema, atento aos detalhes. Cada um dos sete mares e seus residentes foi estudado, trabalhado de modo que elucide a imaginação da audiência, que anseia por mais. Sobra até espaço para uma sequência escura e tenebrosa com um reino que permite que Wan se delicie no terror. <em>Aquaman</em> pinta uma série de quadros e obras de arte a cada cena de batalha. E são muitas.</p>
<p><figure id="attachment_11355" aria-describedby="caption-attachment-11355" style="width: 891px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-5-300x169.jpg" alt="" width="891" height="502" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-5-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-5-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-5-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-5-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-5.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11355" class="wp-caption-text"><em>O filme conta com uma participação mais que especial da veterana Julia Andrews (Mary Poppins): fique com os ouvidos atentos [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure>São tantas lutas que, lá pelo inchado segundo ato, o filme abusa de uma perseguição na Itália, filmada em um híbrido de plano-sequência, muito boa mas que poderia ser podada. Assim como todo bloco pelo deserto, onde Aquaman e Mera caminham em busca de pistas para o Tridente. Redundante, não tem muito a dizer, acaba reforçando a deficiência do casal em simpatizar um com o outro e com o público.</p>
<p>Se o filme dosasse melhor esses momentos, seu clímax teria sido melhor aproveitado. É fato que a sequência de batalha final entre os guerreiros de diversos mares é o melhor terceiro ato que o Cinema de heróis já viu. Entretanto, depois de quase duas horas e meia de filme, seu desfecho perde fôlego, e cansa. O humor é desconfortável, a trilha sonora não encaixa muito bem, mas esses fatores só agregam ao longa.</p>
<p>Durante muito tempo o Aquaman foi motivo de piada, tanto entre público quanto dentro da Sala da Justiça. Sabendo disso, James Wan mune sua visão do Rei dos Mares com uma qualidade técnica impecável — com a câmera que viaja sem cortes pelos ambientes e lutas muito bem coreografadas —, um visual primoroso e uma história de origem que honra seu herói e, o melhor de tudo, lufa ar para os pulmões calejados da <em>DC</em>.</p>
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		<title>A indecisão de A Freira</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2018 00:33:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na era dos filmes interligados, A Freira chega com uma bagagem de dois Invocações do Mal (ótimos) e dois Annabelles (mornos), o quinto filme da franquia remonta os anos 50 e vem narrar o primórdio de sua personagem título, o demônio Valak Vitor Evangelista Quando James Wan inaugurou o que seria um universo compartilhado de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-freira-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A indecisão de A Freira"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Na era dos filmes interligados, A Freira chega com uma bagagem de dois Invocações do Mal (ótimos) e dois Annabelles (mornos), o quinto filme da franquia remonta os anos 50 e vem narrar o primórdio de sua personagem título, o demônio Valak</em></p>
<figure id="attachment_11001" aria-describedby="caption-attachment-11001" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11001" class="wp-caption-text"><em>A Freira se tornou fenômeno de bilheteria, atestando mais uma vez a força comercial dos filmes de gênero (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando James Wan inaugurou o que seria um universo compartilhado de terror em 2013 com <em>Invocação do Mal</em>, o público assistiu boquiaberto o casal Warren envolvido em casos sobrenaturais. Com um domínio técnico magistral, o cineasta abriu portas para que outros diretores fizessem experimentações, brincando com figuras célebres dessa mitologia.</span></p>
<p><span id="more-10999"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escolhido para dar vida ao conto de terror situado na Romênia, em 1952, foi o novato Corin Hardy. O diretor tropeça na linha narrativa do longa mas tem bons acertos em enquadramentos inusitados, um bom senso de direção de cenas escuras e consegue manter uma tensão que sufoca o espectador. Todas virtudes herdadas de Wan, que aqui assina o roteiro e também é produtor do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo após o suicídio de uma freira num convento distante na Romênia, um padre (Demián Bichir) e uma jovem noviça (Taissa Farmiga) são convocados pelo Vaticano para investigar o caso. Guiados por um vendedor ambulante (Jonas Bloquet, com um humor mal dosado), eles começam a desvendar mistérios antigos dentro do local. </span><span style="font-weight: 400;">A trama, por si só, não se sustenta. Sem qualquer artifício narrativo que leve a uma progressão da história, <em>A Freira</em> se pauta numa sequência de sustos, assombrações e ambientes escuros, todos muito soltos, repetitivos.</span></p>
<figure id="attachment_11002" aria-describedby="caption-attachment-11002" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1024x530.jpg" alt="" width="840" height="435" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1024x530.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-300x155.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-768x398.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1200x621.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2.jpg 1900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11002" class="wp-caption-text"><em>O diretor faz muito o uso de espelhos e imagens refletidas para provocar o susto em sua audiência (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Padre Burke (Bichir) é o personagem que chega mais perto de ter um arco bem delimitado, entretanto o descuido na construção coesa do roteiro anula isso. Se, numa cena, o personagem é enterrado vivo e dá de cara com Valak, na sequência o longa esquece do ocorrido e age normalmente. Tudo mostrado em tela não tem peso, são blocos despidos de interconexões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo acontece com a Irmã Irene, personagem de Farmiga. Sempre em seus trajes brancos, a noviça que ainda não se tornou freira flerta com o sobrenatural. O histórico da atriz em produções de horror (<em>American Horror Story</em>) contribui para uma construção mais sólida de sua personalidade. Sempre aflita, amedrontada, Irene evoca a aura das <em>final girls</em> dos filmes de terror dos anos 80 e 90 mas acaba se tornando esquecível.</span></p>
<figure id="attachment_11003" aria-describedby="caption-attachment-11003" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1024x445.jpg" alt="" width="840" height="365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1024x445.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-300x130.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-768x334.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1200x522.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3.jpg 1587w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11003" class="wp-caption-text"><em>O filme trabalha bem a dualidade bem e mal, fator acentuado pela escolha de cores dos mantos de suas protagonistas: a inocência e o pecado caminham de braços dados (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonismo que deveria ser todo de Valak (Bonnie Aarons) também é perdido. A primeira aparição da personagem foi em 2016, em <em>Invocação do Mal 2</em>, mas chegamos em <em>A Freira</em> com poucas informações sobre sua origem, ela é um demônio que invoca desejos, tem a forma de uma freira, e só. </span><span style="font-weight: 400;">E, ao sair da sessão de <em>A Freira</em>, nada se acrescenta a sua história passada. O filme, preocupado em assustar, abdica totalmente de se aprofundar na entidade demoníaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frustra não só o espectador, como também as expectativas que James Wan plantou dois anos atrás em seu <em>Invocação</em>. </span><span style="font-weight: 400;">Os êxitos do filme são majoritariamente técnicos. A direção de Hardy faz ótimo uso de câmera na mão, o tremelique da imagem acentua o desconhecido que permeia a narrativa. Além disso, o diretor consegue criar figuras geométricas com seus fantasmas e vultos. Filmadas de cima, a gangue de freiras fantasmas aterroriza.</span></p>
<figure id="attachment_11004" aria-describedby="caption-attachment-11004" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1024x575.jpg" alt="" width="840" height="472" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11004" class="wp-caption-text"><em>O design de produção do filme é impecável, casando com os tons frios da cinematografia de Maxime Alexandre (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator extremamente positivo é a sequência final, os últimos quinze minutos são de tirar o fôlego e quase fazem esquecer os árduos setenta minutos que vieram antes. Um bom <em>twist</em> nos últimos segundos do longa (com dedo de James Wan, acredito) conecta sua trama ao vindouro <em>Invocação do Mal 3</em>. Com a volta de Wan no comando do Universo, espera-se mais uma obra prima que, quem sabe, pode enterrar <em>A Freira</em> em nossa memória.</span></p>
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