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	<title>Arquivos Olimpíadas &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em Ousamos Sonhar, o refúgio é a esperança</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Nov 2023 20:32:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jamily Rigonatto  Lutar, correr e persistir, três verbos que se encaixam perfeitamente nas rotinas de dois mundos aparentemente distantes: esporte e imigração. Ousamos Sonhar é o ponto de encontro, uma prova de que universos se fundem e são capazes de dobrar a força de qualquer palavra. No filme, dirigido por Waad al-Kateab e presente na &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ousamos-sonhar-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Ousamos Sonhar, o refúgio é a esperança"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31877" aria-describedby="caption-attachment-31877" style="width: 493px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-31877" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/Doc_WDTD1_VioletFimls.png" alt="" width="493" height="247" /><figcaption id="caption-attachment-31877" class="wp-caption-text">Trazendo à tona os desafios dos imigrantes no esporte, Ousamos Sonhar fez parte da Competição Novos Diretores da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Violet Films)</figcaption></figure>
<p><b>Jamily Rigonatto </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lutar, correr e persistir, três verbos que se encaixam perfeitamente nas rotinas de dois mundos aparentemente distantes: esporte e imigração. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ousamos Sonhar </span></i><span style="font-weight: 400;">é</span><i><span style="font-weight: 400;"> o</span></i><span style="font-weight: 400;"> ponto de encontro, uma prova de que universos se fundem e são capazes de dobrar a força de qualquer palavra. No filme, dirigido por Waad al-Kateab e presente na Competição Novos Diretores da 47ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, os sonhos ultrapassam as linhas das fronteiras territoriais. </span></p>
<p><span id="more-31873"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No documentário, cinco personagens que foram forçados a deixar seus países por diversos motivos, das economias quebradas aos movimentos opressão, expõem a realidade de lutar por um espaço no esporte nos novos locais que ocupam. Os jovens fazem parte da Equipe Olímpica de Refugiados do COI (Comitê Olímpico Internacional) que participou das </span><a href="https://www.acnur.org/portugues/2021/07/09/conheca-os-atletas-refugiados-que-competem-nos-jogos-olimpicos-e-paralimpicos-de-toquio-2020/"><span style="font-weight: 400;">Olimpíadas de Tóquio em 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, entre desafios e grandes desejos, vivem jornadas de verdadeiras reconstruções. </span></p>
<figure id="attachment_31881" aria-describedby="caption-attachment-31881" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-31881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/we-dare-to-dream-_still_3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31881" class="wp-caption-text">A Equipe Olímpica de Refugiados é uma iniciativa do COI e competiu pela primeira vez em 2016, no Rio de Janeiro, com 12 atletas (Foto: Violet Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Anjelina Nadai Lohalith, Cyrille Tchatchet II, Kimia Alizadeh, Saeid Fazloula e Wael Fawaz Al-Farraj vêm do Sudão do Sul, de Camarões, do Irã e da Síria. Suas histórias se encontram no remar contra a maré que os levou a compor a </span><a href="https://olympics.com/pt/noticias/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-equipe-olimpica-de-refugiados"><span style="font-weight: 400;">equipe</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 35 atletas refugiados, com enfoque no modo como o esforço de cada um os levou ao destaque no meio mesmo com as vidas inteiras a se recompor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de expor que essas dificuldades do choque com as culturas desconhecidas e da busca pelo acolhimento em suas novas moradas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vryDglIUkww"><i><span style="font-weight: 400;">We Dare to Dream</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – nome original da produção – tem o tom inspirador como protagonista. Ver a superação dos esportistas é, sim, lindo, mas gera sentimentos conflitantes em quem está do lado de cá da tela e enxerga as circunstâncias em maiores proporções. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que há beleza nas jornadas, saber que elas têm tantos conflitos pelo caminho por conta da ideia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/here-critica/"><span style="font-weight: 400;">fronteiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sequer existem verdadeiramente e são apenas invenções territorialistas, faz com que as cores se acinzentem. Em certo ponto, tudo parece romântico demais para um contexto sociopolítico que definitivamente falha a cada novo passo e continua segregando os filhos da prepotência dos falsos deuses de carne e osso.</span></p>
<figure id="attachment_31875" aria-describedby="caption-attachment-31875" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-31875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2-800x422.jpg" alt="" width="800" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/unnamed-2.jpg 1000w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31875" class="wp-caption-text">Ousamos Sonhar tem Angelina Jolie como uma de suas produtoras executivas (Foto: Violet Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há uma espécie de admiração impossível de não existir, sobra muito de emoção nos </span><i><span style="font-weight: 400;">frames</span></i><span style="font-weight: 400;"> delicados e os enquadramentos perfeitamente adequados aos movimentos que envolvem as práticas esportivas dos protagonistas. Talvez seja exatamente essa escolha por parte da fotografia, conduzida por </span><a href="https://www.wouterboes.com/"><span style="font-weight: 400;">Wouter Boes</span></a><span style="font-weight: 400;">, Franklin Dow, Alexander Hackinger e Roger Singh, que deixa os doces acima dos amargos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro acerto da obra são as perspectivas. A grande equipe de profissionais, com destaque aos diversos </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/angelina-jolie-executive-producer-refugee-sports-documentary-1235511432/"><span style="font-weight: 400;">produtores</span></a><span style="font-weight: 400;">, permite que o olhar para a narrativa seja difuso. De personagens distintos a um </span><i><span style="font-weight: 400;">backstage</span></i><span style="font-weight: 400;"> igualmente diverso, o fundo semelhante das conjunturas não torna, em nenhum momento, as singularidades ocultas. Pelo contrário, aqui, a primeira pessoa do plural vive na unidade de ser humano, mas não na de ser igual. </span></p>
<figure id="attachment_31882" aria-describedby="caption-attachment-31882" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/11/We_Dare_to_Dream_doc.webp" alt="" width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-31882" class="wp-caption-text">John Legend, além de participar da trilha sonora de Ousamos Sonhar, também está entre os produtores executivos (Foto: Violet Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais acomodado que</span> <a href="https://www.democracynow.org/2023/6/15/we_dare_to_dream_syrian_filmmaker"><i><span style="font-weight: 400;">Ousamos Sonhar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esteja aos moldes de uma sociedade que, de tão devastada, colocou os absurdos na normalidade, seu produto se faz real, concreto e sinceramente inspirador. Valorizando a força, a coragem e a flexibilidade, fica a esperança de que independente dos destroços que envenenam os trajetos é possível chegar ao lugar ao sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos contrastes entre perda e recuperação, o documentário reflete uma realidade nefasta, mas que nem sempre vence. O pódio do enredo se solidifica em algo muito maior que medalhas de bronze, prata ou ouro; vencer ganha significados ampliados. Em um encaixe exato, o título se mostra mais que certeiro, sonhar é um ato de ousadia e, nas dinâmicas de um mundo complicado, é também a personificação da </span><a href="https://personaunesp.com.br/do-lixo-ao-tesouro-critica/"><span style="font-weight: 400;">resistência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
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		<title>O movimento de Olga é cravado: o pessoal é político</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 21:14:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra Em novembro de 2013, a população civil da Ucrânia entrou em conflito direto com o governo de Víktor Yanukóvytch. Numa onda de protestos liderados por jornalistas e estudantes que se estendeu até fevereiro de 2014, o povo denunciava a corrupção, o abuso de poder e a violação dos direitos humanos cometidos pelo governo. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/olga-2021-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O movimento de Olga é cravado: o pessoal é político"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24535" aria-describedby="caption-attachment-24535" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1.png" alt="Cena do filme Olga." width="1023" height="684" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1.png 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1-800x535.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/olga-1-768x514.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24535" class="wp-caption-text">Antes de chegar à 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o drama venceu o Prêmio SACD na Semana da Crítica do Festival de Cannes 2021 e foi escolhido para representar a Suíça no Oscar 2022 (Foto: Pulsar)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em novembro de 2013, a população civil da </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/11/28/opinion/1417171876_618448.html?rel=mas"><span style="font-weight: 400;">Ucrânia</span></a><span style="font-weight: 400;"> entrou em conflito direto com o governo de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2019/01/24/interna_internacional,1024214/ex-presidente-ucraniano-yanukovytch-e-condenado-a-13-anos-de-prisao.shtml"><span style="font-weight: 400;">Víktor Yanukóvytch</span></a><span style="font-weight: 400;">. Numa onda de protestos liderados por jornalistas e estudantes que se estendeu até fevereiro de 2014, o povo denunciava a corrupção, o abuso de poder e a violação dos direitos humanos cometidos pelo governo. O estopim, de maneira geral, foi a frustração de um pedido popular por maior integração com União Europeia, que aconteceu quando o bloco se recusou a firmar acordos com o país aliado da </span><a href="https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/ucrania-licoes-da-praca-maidan-um-mes-depois/"><span style="font-weight: 400;">Rússia</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto ele não resolvesse a sua &#8220;deterioração flagrante da democracia e do Estado de Direito&#8221;. No meio do movimento que ficou conhecido como </span><a href="https://www.revistas.usp.br/ra/article/view/178853/171596"><i><span style="font-weight: 400;">Euromaidan</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; ou, mais significativamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Revolução da Dignidade</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; está o drama de amadurecimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a sua participação na Competição Novos Diretores da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo.</span></p>
<p><span id="more-24534"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao misturar realidade e ficção, o primeiro filme do jovem diretor francês </span><a href="https://www.semainedelacritique.com/en/articles/interview-with-director-elie-grappe"><span style="font-weight: 400;">Elie Grappe</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha para trazer força a uma história real a partir de elementos ficcionais. O centro dessa construção narrativa é Olga (a ginasta ucraniana Anastasia Budiashkina), uma campeã olímpica em treinamento e cidadã de um lugar que busca uma revolução. Aos 15 anos, ela é um prodígio ostentado por um país cujo governo é o objeto de oposição do ofício de sua mãe (</span><a href="https://www.instagram.com/tatianamikhina/"><span style="font-weight: 400;">Tanya Mikhina</span></a><span style="font-weight: 400;">), jornalista que reporta as corrupções de Yanukóvytch e milita pela sua deposição. As duas estão na mira da perseguição violenta do governo &#8211; numa demonstração fortíssima da capacidade de direção de Grappe que impacta os primeiros minutos do filme -, então, Olga vai para a Suíça, país de seu falecido pai, para continuar desenvolvendo suas ambições esportivas na ginástica a salvo.</span></p>
<figure id="attachment_24537" aria-describedby="caption-attachment-24537" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-scaled.jpg" alt="Cena do filme Olga" width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24537" class="wp-caption-text">O elenco do filme é repleto de estrelas da ginástica europeia, e só assim para a história obstinada de Elie Grappe ganhar vida (Foto: Pulsar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Olga inicia seus treinamentos para a seleção nacional na Suíça, sua casa se incendeia na Ucrânia. Entre as suas aspirações individuais e os conflitos de sua pátria, o crescimento da protagonista exilada é intenso, doído e urgente, impulsionado pelo roteiro de Ellie Grape e de Raphaëlle Desplechin, que são típicos treinadores rígidos. E é fato que </span><a href="https://eng.gymnovosti.com/movie-starring-a-ukrainian-gymnast-won-the-sacd-award-at-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Anastasia Budiashkina</span></a><span style="font-weight: 400;"> conhece bem a frieza exigida de atletas de alto rendimento, mas, em sua primeira atuação, ela surpreende é na maneira como compreende os sentimentos à flor da pele da personagem, que tem um mundo em revolução dentro de si, mas não pode tomar parte nesse revolucionar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, até o primeiro ato, </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um filme chapado, assim como o solo sobrevoado por suas personagens que perseguem a perfeição. Mas, à medida que os calos apertam, a história cresce e se ajusta ao seu espaço. Parte dessa sensação nasce das lentes de </span><a href="https://luciebaudinaud.com/"><span style="font-weight: 400;">Lucie Baudinaud</span></a><span style="font-weight: 400;">, que sabe encontrar sentido nos corpos, movimentos, olhares, rituais, técnicas, aparelhos, instrumentos, expressões e (falta de) palavras daqueles centros de treinamento. Quando as mãos da edição de </span><a href="https://en.unifrance.org/directories/person/391186/suzana-pedro"><span style="font-weight: 400;">Suzana Pedro</span></a><span style="font-weight: 400;"> assumem a narrativa, todos os movimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> convergem numa transmutação imagética, e no desenho de som de Jürg Lempen, Sergiy Stepansky e Tristan Pontécaille, nada é mais poderoso do que o que acontece no silêncio. </span></p>
<figure id="attachment_24536" aria-describedby="caption-attachment-24536" style="width: 2539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24536" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW.jpg" alt="" width="2539" height="1693" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW.jpg 2539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Olga_2_NEW-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24536" class="wp-caption-text">Hoje, o Euromaidan é muito apropriado pela <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-02/explicito-nas-ruas-bolsonarismo-neofascista-se-inspira-em-extremismo-e-anticomunismo-da-ucrania.html">extrema-direita</a>, e a análise sobre os movimentos democráticos que eclodiram pelo mundo em 2013 se faz necessária porque, de diferentes formas e em diferentes locais, eles desencadearam perigosos ideais de nacionalismo, exemplo do que vemos hoje no Brasil (Foto: Pulsar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior triunfo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Olga</span></i><span style="font-weight: 400;"> é reconhecer a dimensão da nossa existência no mundo. Como </span><a href="https://cineuropa.org/en/interview/407828/"><span style="font-weight: 400;">o próprio diretor</span></a><span style="font-weight: 400;"> comentou em entrevista ao portal </span><i><span style="font-weight: 400;">Cineuropa</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando questionado sobre a escolha do esporte para ilustrar a história, o desempenho individual da protagonista se mostra fundamental para a conquista da equipe, e desta forma, ela não consegue se desvincular da sensação de que sua ação também é importante para a luta coletiva da sua nação. Assim, a ideia de neutralidade é entendida como algo insuportável, e, mais do que isso, impossível. E como cantava o clamor </span><a href="https://revistaforum.com.br/noticias/maidan-e-revolucao-ucraniana/"><span style="font-weight: 400;">popular e democrático</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Euromaidan, <em>Olga</em> compreende que </span><span style="font-weight: 400;">existem lutas pelas quais</span><i><span style="font-weight: 400;"> nós damos o nosso corpo e a nossa alma</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Extract | OLGA dir. Elie Grappe (VO)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/apLrGZwzbzA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>O austero encanto das Bruxas do Oriente</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 20:52:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra “Era uma vez, um grupo de mulheres dotadas de poderes sobrenaturais&#8230;” poderia sussurar o âmago de As Bruxas do Oriente (Les Sorcières De L&#8217;Orient, no original), apenas no caso de o filme em questão não se dedicar à uma história real que em nada se assemelha com os contos de fadas que conhecemos. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O austero encanto das Bruxas do Oriente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24015" aria-describedby="caption-attachment-24015" style="width: 1376px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400.jpeg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra um momento de uma partida de voleibol. Ao centro, está uma jogadora japonesa de cabelos curtos pretos, vestindo o uniforme da esquipe que consiste numa camiseta branca de mangas e golas vermelhas e um short azul marinho. Ela segura a bola branca na mão direita, preparando-se para realizar um saque. Ao fundo, pode-se observar o público que acompanha a partida." width="1376" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400.jpeg 1376w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24015" class="wp-caption-text">Uma história real fantástica é o que o longa As Bruxas do Oriente traz para a seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez, um grupo de mulheres dotadas de poderes sobrenaturais&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">” poderia sussurar o âmago de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas do Oriente </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Les Sorcières De L&#8217;Orient</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original)</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas no caso de o filme em questão não se dedicar à uma história real que em nada se assemelha com os contos de fadas que conhecemos. A atmosfera que o documentário cria na seleção da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, no entanto, é quase a mesma de um conto fantástico, criada na tela do diretor Julien Faraut à medida em que ele nos apresenta a narrativa de uma equipe de voleibol do Japão da década de 60 considerada uma das melhores do mundo todo.</span></p>
<p><span id="more-24014"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção francesa mergulha no fascínio da história daquele time composto por mulheres imparáveis. A partir dos relatos de cada uma delas sobre o tempo em que dominavam as quadras de vôlei mundo afora, o filme avança na desmistificação do imaginário que cerca as chamadas</span> <a href="https://coisasdojapao.com/2021/07/bruxas-do-oriente/"><i><span style="font-weight: 400;">Bruxas do Oriente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que na verdade, bem longe de corresponderem à ideia de figuras mágicas, eram trabalhadoras de uma fábrica têxtil no interior do Japão, que chegou onde chegou através de um treinamento extremamente rigoroso.</span></p>
<figure id="attachment_24016" aria-describedby="caption-attachment-24016" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280.jpg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra um time de vôlei feminino do Japão treinando. Duas fileiras de mulheres uniformizadas com camisetas brancas e shorts vermelhos estão fazendo flexões no chão. No meio das fileiras, existe um homem, o treinador, que usa um moletom verde e observa as atletas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24016" class="wp-caption-text">Os números da equipe são impressionantes: As Bruxas do Oriente treinavam seis dias por semana, em 51 semanas do ano, e saíram vencedoras de um número recorde de 258 partidas consecutivas (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre imagens do presente e do passado, a direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XfT6HFfBeWw"><span style="font-weight: 400;">Julien Faraut</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a fotografia de Yukata Yamazaki, a edição de Andrei Bogdanov e a trilha de Jason Lytle K-Raw explora livremente o encanto da narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witches Of The Orient</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quase como o balé organizado de um jogo de vôlei real, o filme trabalha com jogos de cena que criam a noção de algo fantástico: a câmera gira em torno das mulheres enquanto cenas delas em quadra são congeladas ao lado das imagens atuais, num anseio de capturar a magia daquele tempo e transportá-la para o ambiente ordinário que hoje sedia um encontro das lendas do esporte mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo fica ainda mais interessante, único e fantasioso quando o filme incorpora ilustrações animadas como aliadas ao desenvolvimento de sua narrativa. Assim, a linguagem singular de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas do Oriente</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega um documentário cheio de personalidade, tão preocupado com a sua experiência estética quanto com a sua história. Nesse sentido, o segundo ponto, no fim das contas, se torna algo complexo no desenvolvimento do longa, já que o apreço pelos depoimentos das mulheres, compartilhando experiências muito similares de uma </span><a href="https://site.aliancacultural.org.br/1964-bruxas-do-oriente/#:~:text=O%20apelido%20T%C5%8Dyo%20no%20Majo,da%20sele%C3%A7%C3%A3o%20japonesa%20de%20v%C3%B4lei."><span style="font-weight: 400;">origem humilde e busca por ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> através do esporte, confunde o fio narrativo com um ciclo de conteúdo.</span></p>
<figure id="attachment_24018" aria-describedby="caption-attachment-24018" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B.jpg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra, em primeiro plano no lado direito, uma atleta japonesa de vôlei. Ela olha para a direita, fora da imagem, e tem cabelos curtos pretos e veste o uniforme do time, uma camiseta branca de golas e mangas vermelhas. Atrás dela, existe outra atleta, e é possível observar o teto da quadra onde elas estão em desfoque." width="2000" height="1332" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24018" class="wp-caption-text">A época em que o time surpreendeu o mundo era também o momento em que o Japão buscava mostrar sua reconstrução, depois das bombas nucleares que devastaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki e da derrota na Segunda Guerra Mundial (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz apenas vislumbres para mostrar que </span><a href="https://www.nikkeyweb.org.br/as-bruxas-do-oriente-e-o-que-fizeram-para-ganhar-a-medalha-de-ouro-pelo-japao/"><span style="font-weight: 400;">nada na vida daquelas vitoriosas era um conto de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que muito menos </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram personagens maquiavélicas e  implacáveis. Não é na bruxa número 7, na bruxa número 5 ou na bruxa número 3 &#8211; como elas mesmas se apresentam &#8211; que os traços místicos são encontrados. O único e verdadeiro deles é atribuído ao treinador Hirobumi Daimatsu, um ex-comandante de pelotão do Exército Imperial Japonês, conhecido popularmente como um legítimo demônio entre as pessoas que conheciam o ritmo dos treinos da equipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dificuldade em lidar com as histórias daquelas mulheres parece surgir da mesma direção que lida muito bem com todos os outros elementos do filme. Afinal, não é uma surpresa que a dedicação do olhar do diretor francês </span><a href="https://personaunesp.com.br/pieces-of-a-woman-critica/"><span style="font-weight: 400;">não consiga identificar o potencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma narrativa permeada por questões de gênero, nem trabalhar a importância do contexto de atuação das </span><i><span style="font-weight: 400;">Bruxas do Oriente</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ninguém imaginava que um time de vôlei feminino oriental iria trazer uma experiência mágica para o mundo dos anos 60, mas o centro do documentário é categórico em sua representação: de pessoas ordinárias nascem histórias fantásticas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="LES SORCIÈRES DE L&#039;ORIENT - Bande annonce" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/np232nnEmvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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