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	<title>Arquivos O Rei Leão &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Black is King traz ao mundo a luz de um continente um dia esquecido</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2021 16:39:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Felipe Bascope Em 2016, Beyoncé lançou o álbum visual Lemonade, trazendo para o topo grandes discussões sobre questões raciais, e revolucionando a indústria da música de muitas formas. Em sua nova obra visual, Black is King, ela cria uma linda ponte entre a cultura pop e o continente africano, entre as gerações anteriores e as &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/black-is-king-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Black is King traz ao mundo a luz de um continente um dia esquecido"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17939" aria-describedby="caption-attachment-17939" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-17939 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1.jpg" alt="A imagem é uma foto do filme Black Is King. Nela, a cantora Beyoncé está sentada em cima de um carro com estampa de oncinha. Beyoncé é uma mulher negra, com cabelos longos em tranças, ela veste uma calça, blusa de manga comprida e um salto de estampa de oncinha e usa um óculos escuro no rosto. Ao redor do carro, estão vários homens negros com terno e calça de estampa de oncinha." width="1920" height="1406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1-300x220.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1-1024x750.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1-768x562.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1-1536x1125.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-1-1200x879.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17939" class="wp-caption-text">Black is King estreou no Disney+ no dia 31 de julho de 2020 e nos mostra Beyoncé como a artista multifacetada que é; com figurinos deslumbrantes e um roteiro de tirar o fôlego, ela nos leva a uma viagem ao continente-mãe da humanidade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Felipe Bascope</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2016, Beyoncé lançou o álbum visual </span><a href="https://open.spotify.com/album/7dK54iZuOxXFarGhXwEXfF"><i><span style="font-weight: 400;">Lemonade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">trazendo para o topo grandes discussões sobre questões raciais, e revolucionando a indústria da música de muitas formas. Em sua nova obra visual, </span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela cria uma linda ponte entre a </span><a href="https://exame.com/casual/por-que-beyonce-e-a-rainha-do-pop-e-do-afrofuturismo/"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o continente africano, entre as gerações anteriores e as novas. E mostra um lado do continente antes desconhecido, cheio de cores, vida, bem vibrante, como podemos ver nos primeiros minutos do filme, onde são mostradas diversas regiões da África. A narrativa de </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-rei-leao-critica/#more-12384"><i><span style="font-weight: 400;">O Rei Leão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> serviu como inspiração para uma linda e repaginada história tão marcante em nossas vidas.</span></p>
<p><span id="more-17936"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção se inicia apresentando ao espectador as diferentes partes do continente e mostrando que não há apenas uma África, e sim muitas, com mesclas de paisagens e pessoas de diversas nações africanas, suas diferentes cores, penteados e formas de viver. Daqui em diante, a voz poderosa e cheia de força de Beyoncé nos carrega dentro dessa nova história dos grandes reinados de pessoas negras. A primeira música é uma nova versão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?reload=9&amp;v=GibiNy4d4gc"><i><span style="font-weight: 400;">Circle Of Life</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">voltada para vidas negras. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hiqLtqMDrXQ"><i><span style="font-weight: 400;">Bigger</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz uma narrativa sobre se reconhecer como parte de algo grande, algo maior que nós mesmos, fala sobre se conectar, nesse caso, com sua essência, ou seja, para pessoas negras com o continente-mãe. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você é parte de algo muito maior, maior do que você, maior do que nós. Maior do que a imagem que eles pintaram para vermos”</span></i><span style="font-weight: 400;">, diz um trecho da faixa.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos momentos são apresentadas diferentes lideranças de povos africanos. Por anos, fomos contados e retratados apenas como escravos em grandes telenovelas, livros e séries normalmente protagonizados por personagens brancos. Um dos grandes exemplos dessa perspectiva é a telenovela e livro </span><i><span style="font-weight: 400;">A </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Escrava Isaura,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tem como protagonista uma escrava branca, a história reforça o estereótipo de que mulheres negras são irracionais e sem consciência. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;"> podemos nos enxergar em grandes líderes e reis. É lindo como o filme</span> <span style="font-weight: 400;">serve de espelho para pessoas negras, como podemos nos ver em tantas cenas. Dentro da narrativa do filme é construída uma identidade bem fundada em tribos importantes e grandes na África. Por não termos aprendido muito sobre culturas africanas em nossas vidas, devido a uma estrutura claramente racista dos currículos escolares, o longa aparenta, em muitos momentos, ser difícil de entender, por todo o conceito que ele carrega. Porém, cada nova imagem nos leva a uma viagem dentro desse continente tão lindo que é a África.</span></p>
<figure id="attachment_17937" aria-describedby="caption-attachment-17937" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-17937 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2.jpg" alt="A imagem é uma foto de uma das cenas de Black Is King. Nela, há um homem negro, com barba branca, sentado em um trono. Ele está com uma coroa em sua cabeça e veste roupas de realeza que remetem à cultura africana. Ao seu lado direito, há um menino negro, e, ao lado esquerdo, há uma mulher negra. Ambos vestem roupas de realeza. Mais ao fundo, atrás do menino, há uma mulher negra com trajes da cultura africana." width="2000" height="1008" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2-300x151.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2-1024x516.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2-768x387.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2-1536x774.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-king-Imagem-2-2-1200x605.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17937" class="wp-caption-text">Em uma das cenas é apresentada a família real do filme, com os mesmos personagens da animação O Rei Leão (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente da decepção que foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Rei Leão</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma narrativa muito mais forte em relação ao empoderamento negro. Simba é mostrado como um menino que já nasce príncipe e acaba se afastando de suas origens e de sua tribo. Ele caminha dentro da </span><a href="http://www.blog.365filmes.com.br/2016/09/o-que-e-jornada-do-heroi-e-como-ela-funciona.html"><span style="font-weight: 400;">jornada do herói</span></a><span style="font-weight: 400;">, com uma história de superação e de reencontro de pessoas negras com sua ancestralidade. De forma fantástica, músicas de diversos </span><a href="https://www.beyhive.com.br/noticia/2019/07/conheca-os-artistas-africanos-que-participam-do-album-de-beyonce-para-o-rei-leao-the-gift.html"><span style="font-weight: 400;">artistas africanos</span></a><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> nigeriano </span><a href="https://open.spotify.com/artist/3wcj11K77LjEY1PkEazffa"><span style="font-weight: 400;">Burna Boy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que se misturam com vozes já conhecidas, como o grande </span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">cantor</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">compositor</span><span style="font-weight: 400;"> e produtor musical Pharrell Williams, </span><span style="font-weight: 400;">transformando o filme em um espetáculo à parte, que merece ser saboreado em cada palavra e cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os figurinos são obras-primas feitas especialmente para a produção, mesclando diferentes influências de diversas partes do continente. Eles trazem consigo o poder da ancestralidade negra e deixam evidente em cada cena qual a principal missão da obra, que é exibir a negritude linda e exuberante como ela é. Em um dos momentos do filme, Beyoncé pode ser vista usando um vestido rosa, segundo algumas interpretações ela representa </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/religiao/oba.htm"><span style="font-weight: 400;">Obá, orixá das águas revoltas</span></a><span style="font-weight: 400;">, trazendo consigo a ideia de força da mulher negra, abrangendo mais um tópico importante: o feminismo negro. Em outra cena, podemos ver o casamento de Nala e Simba, e os trajes dela remetem aos </span><a href="https://www.noivacomclasse.com/2012/12/vestidos-de-noiva-da-africa.html"><span style="font-weight: 400;">vestidos tradicionais da cultura Zulu</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_17938" aria-describedby="caption-attachment-17938" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-17938 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-King-Imagem-3.png" alt="A imagem é uma colagem com duas fotografias da cantora Beyoncé. Beyoncé é uma mulher negra. À esquerda, é possível visualizar do seu ombro para cima, a cantora está com um penteado nigeriano, com tranças e um coque em formato de cone. Ao seu lado direito, nessa mesma foto, há um círculo com uma fotografia do penteado em tons cinzas. Ao lado direito da colagem, também é possível ver do ombro para cima da cantora, e ela usa um penteado inspirado no povo Mangbetu, com um longo coque formado por tranças, que ao final se abre em um formato de disco. Ao seu lado direito, na mesma foto, há um círculo com uma fotografia de um homem utilizando esse mesmo penteado." width="768" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-King-Imagem-3.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Black-is-King-Imagem-3-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17938" class="wp-caption-text">À esquerda, penteado nigeriano utilizado na década de 60 em eventos especiais, e, à direita, penteado inspirado no povo Mangbetu (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O momento mais lindo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;"> é protagonizado por ninguém menos que </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/blue-ivy-carter-grammy-nomination-brown-skin-girl-video-1102961/"><span style="font-weight: 400;">Blue Ivy Carter</span></a><span style="font-weight: 400;">. A filha de Beyoncé e Jay-Z faz parte da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Brown Skin Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, inclusive, foi indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2021</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, se vencer, a primogênita será a </span><a href="https://portalpopline.com.br/aniversario-blue-ivy-separamos-9-feitos-incriveis-filha-beyonce-jay-z/"><span style="font-weight: 400;">artista mais jovem</span></a><span style="font-weight: 400;"> a ganhar um gramofone. A música apresenta diferentes mulheres negras, falando um pouco mais sobre colorismo e mostrando a quantidade de cores que as pessoas pretas têm em diferentes locais. Algumas das citadas na letra são, inclusive, amigas de Beyoncé e muito conhecidas pelo grande público, como: Kelly Rowland, a modelo Naomi Campbell e a atriz </span><a href="https://personaunesp.com.br/us-jordan-peele-critica-2019/"><span style="font-weight: 400;">Lupita Nyong’o</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Posa como um troféu quando a Naomi chega, ela precisa de um Oscar por aquela pele negra. Bonita como a Lupita, quando a câmera se aproxima. A represa arrebentou quando minhas Kellys chegaram”.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A homenagem é um dos momentos que mais aquece o coração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma faixa excepcional do musical é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V_ZsbqSg4aE"><i><span style="font-weight: 400;">My Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A cena é cheia de dança e mostra muita energia. O ritmo te pega e faz com que você tenha vontade de dançar conforme a melodia. A letra carrega muita força e empoderamento, e é cantada apenas por figuras femininas: </span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">Nija</span><span style="font-weight: 400;">, Busiswa, Yemi Alade, </span><span style="font-weight: 400;">Tierra Whack</span><span style="font-weight: 400;"> e Moonchild Sanelly</span><span style="font-weight: 400;">. Essa sequência representa as mulheres (no caso da animação, as leoas) indo à guerra contra o reinado de Scar. A parte do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> é toda em Zulu, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul, glorificando e mostrando mais uma referência à diversidade do continente. Uma curiosidade sobre a </span><a href="https://twitter.com/beyhivecombr/status/1323824806626811905"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;"> é que ela foi usada por manifestantes afro-americanos durante a contagem dos votos na eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Beyoncé, Blue Ivy, SAINt JHN, WizKid - BROWN SKIN GIRL (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vRFS0MYTC1I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme termina com uma mensagem muito forte sobre ancestralidade, reinado e força das pessoas negras. Beyoncé claramente representa a Mãe África e uma divindade que nos guia diretamente aos nossos ancestrais, nos trazendo a um continente rico, poderoso, diversificado e forte, diferente do continente pobre que sempre nos foi mostrado, reforçando toda a consequência de atos colonialistas cometidos por europeus. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra vem em um momento forte, onde a pauta antirracista está no </span><a href="https://mundonegro.inf.br/retrospectiva-id_br-destaca-sete-fatos-sobre-a-causa-antirracista-no-ano-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">topo de discussões</span></a><span style="font-weight: 400;"> em todo o mundo, é muito importante o quanto ela faz por todas as lutas travadas por pessoas negras desde os primórdios. O filme chega a todas as pessoas e usa uma linguagem muito clara, que é a música, levando a discussão para fora de bolhas sociais. </span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um marco necessário, não somente para a indústria musical como para o cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora é a </span><a href="https://www.grammy.com/grammys/artists/beyonc%C3%A9-knowles/12474"><span style="font-weight: 400;">artista com mais nomeações</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, levando com ela grandes artistas negros africanos para a maior premiação da música mundial. </span><i><span style="font-weight: 400;">Black is King</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma potência de referência a histórias um dia apagadas por uma sociedade racista, é um filme poderoso que ressalta a necessidade de se falar sobre pessoas negras e sua importância.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Nós sempre fomos maravilhosos. Eu nos vejo refletidos nas coisas mais sublimes do mundo. O negro é rei. Éramos beleza antes que soubessem o que era beleza.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; Beyoncé</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="BLACK IS KING, a film by Beyoncé | Official Trailer | Disney+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/69MO7yU0d70?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A beleza do novo Rei Leão não sustenta sua reciclagem barata</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jul 2019 20:01:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista  O Rei Leão original, lá de 1994, talvez seja a animação mais importante da Disney. O filme relê Shakespeare, evoca um senso do épico e é completo dentro de si. A grandiosa jornada de Simba, Nala e Scar agora retorna aos cinemas num longa que, munido do fotorrealismo de Jon Favreau, falha em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-rei-leao-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A beleza do novo Rei Leão não sustenta sua reciclagem barata"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12385" aria-describedby="caption-attachment-12385" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12385" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-2.jpg" alt="" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-1-2-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12385" class="wp-caption-text">Mesmo enchendo os olhos com os exuberantes efeitos especiais, o remake não aquece o coração em momento algum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>O Rei Leão</em> original, lá de 1994, talvez seja a animação mais importante da <em>Disney</em>. O filme relê Shakespeare, evoca um senso do épico e é completo dentro de si. A grandiosa jornada de Simba, Nala e Scar agora retorna aos cinemas num longa que, munido do </span><a href="https://www.vanityfair.com/hollywood/2019/07/lion-king-remake-disney-photorealism-animation"><span style="font-weight: 400;">fotorrealismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Jon Favreau, falha em rememorar o principal fator do desenho: emocionar seu público.</span></p>
<p><span id="more-12384"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já começamos com o básico: o <em>remake</em> é uma releitura exata do filme dos anos 90. Com exceção de um ou outro discurso visando a monarquia e o sentimento de posse por sobre uma terra, o novo filme até filma suas cenas nos exatos ângulos que os diretores Roger Allers e Rob Minkoff o fizeram vinte e cinco anos atrás.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a falta de pulso para mudar o original não é o que mais afeta esse <em>Rei Leão</em>. Jon Favreau, diretor dos dois primeiros</span> <a href="http://personaunesp.com.br/homem-de-ferro-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem de Ferro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Mogli &#8211; O Menino Lobo</span></i><span style="font-weight: 400;">, parece ter se dedicado a pompa técnica e aos efeitos especiais em detrimento do cerne do cinema: a história que quer contar. A versão de 2019 não apresenta sequer uma cena ou sequência que grite para </span><a href="https://disney.fandom.com/wiki/Pride_Rock"><i><span style="font-weight: 400;">Pride Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o motivo de ter sido feita. O filme se esconde na nostalgia.</span></p>
<figure id="attachment_12392" aria-describedby="caption-attachment-12392" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12392" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/rafiki.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/rafiki.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/rafiki-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/rafiki-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/rafiki-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/rafiki-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12392" class="wp-caption-text"><em>A canção Never Too Late, de Elton John, assim como a trilha sonora de Hans Zimmer são um verdadeiro deleite (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do realismo ao lúdico do desenho torna </span><a href="https://www.showbiz411.com/2019/07/11/did-disney-make-a-mistake-with-live-action-lion-king-new-movie-gets-a-57-with-critics-who-call-it-cold-and-unemotional"><span style="font-weight: 400;">quase ridículas</span></a><span style="font-weight: 400;"> as cenas de cantoria na savana. As vozes não se adequam aos focinhos e bicos inexpressivos dos personagens e parecem ter sido gravadas por cima de cenas já finalizadas. O sentimento de estar assistindo um documentário do </span><i><span style="font-weight: 400;">Nat Geo</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre a vida animal ao invés de um musical da <em>Disney</em> passou pela minha mente uma porção de vezes na sala de cinema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jubas não são mais vermelhas e os animais não sabem muito bem como se portar ali. O imponente Scar (talvez o melhor vilão do estúdio) ou caminha em círculos enquanto a grave voz de Chiwetel Ejiofor ecoa por cima da boca do leão, ou simplesmente se deita para entregar seus monólogos. Esses, enfadonhos e sem toda a irreverência que Jeremy Irons transmitia no trabalho original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas James Earl Jones, voz de Mufasa, foi </span><a href="https://www.cinemablend.com/news/2474948/lion-king-director-jon-favreau-explains-why-he-brought-james-earl-jones-back-as-mufasa"><span style="font-weight: 400;">mantido</span></a><span style="font-weight: 400;"> na nova escalação de elenco. E, olhando em retrospecto, o Scar de Irons travava o embate perfeito entre os irmãos. Embora o trabalho de Ejiofor seja operante, a reciclagem das falas do filme original não caem bem em sua dublagem. Além do fato de que o personagem teve suas características primordiais capadas. Nada dos trejeitos teatrais ou do tom passivo-agressivo, não sobra nem a fumaça verde de </span><i><span style="font-weight: 400;">Be Prepared</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_12387" aria-describedby="caption-attachment-12387" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12387" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-scar.jpg" alt="" width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-scar.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-scar-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-scar-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-scar-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/imagem-scar-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12387" class="wp-caption-text"><em>A sensação que fica é que o Scar de Ejiofor reluta em cantar, indo na contramão do performático leão do desenho (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco, formidável na teoria, não tem muito com o que trabalhar na prática. A rainha Sarabi (Alfre Woodard) não recebe destaque e seu único momento de relevância é obscurecido pela falta de emoção do realismo da fotografia. O mesmo vale para o rei Mufasa. James Earl Jones repete seu discurso do original, mas remenda alguns de seus pontos </span><a href="https://kylebstiff.com/2019/04/11/the-lion-king-is-politically-problematic/"><span style="font-weight: 400;">problemáticos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando perguntado por Simba (JD McCrary) se todo o reino iluminado pelo Sol era do futuro soberano, o leão declara que nenhum território é sua posse, apenas uma dádiva, e um governante deve focar no que pode oferecer, ao invés de tirar, à suas terras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o Pumbaa de Seth Rogen embute um discurso de aceitação que cai muito bem nos dias de hoje. Sua parceria com Timão (Billy Eichner) é o que dá a energia necessária ao filme no segundo ato que, assim como no filme dos anos noventa, continua arrastado. Os momentos musicais com o javali e o suricato são os únicos que ornam na trama. A expressividade quase humana dos animais rima com suas versões animadas e enche a tela como um otimismo funcional, mas vazio.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Lion Sleeps Tonight</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas vozes de Rogen e Eichner, é uma investida divertida do longa, mas todo o foco, com total razão, vai para </span><i><span style="font-weight: 400;">Hakuna Matata</span></i><span style="font-weight: 400;">. Novamente uma cópia exata do desenho, a canção sobre viver sem se preocupar introduz a voz de Donald Glover (o Simba adulto) e é um bom alívio cômico em meio aos animais empoeirados de Jon Favreau.</span></p>
<figure id="attachment_12388" aria-describedby="caption-attachment-12388" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/timão-e-pumbaa.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/timão-e-pumbaa.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/timão-e-pumbaa-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/timão-e-pumbaa-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/timão-e-pumbaa-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/timão-e-pumbaa-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12388" class="wp-caption-text"><em>Hakuna Matata é mais uma incisiva dose de nostalgia, que faz o público esquecer das enormes problemáticas do filme (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O Simba de Donald Glover nunca consegue se </span><a href="https://variety.com/2019/film/news/donald-glover-working-with-beyonce-lion-king-simba-1203263377/"><span style="font-weight: 400;">conectar</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao público. Mesmo o filme de 2019 seguindo todos os passos de seu original, o personagem do desenho é muito mais empático e interessante que o de agora. Talvez pelo elemento fantasioso de leões performando na selva, talvez pela atmosfera aconchegante da África colorida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que impera aqui é que toda a evolução do herdeiro, seu encontro com Nala (Beyoncé) e a volta a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Pride Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, tudo isso é corrido, não há tempo para respiro. </span><span style="font-weight: 400;">E olha que o filme reserva um bom tempo para mostrar o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">Ciclo sem Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> da música de abertura. E todos esses momentos ‘extras’, que normalmente filmam a natureza selvagem, a vivência dos outros bichos, parecem apêndices desnecessárias, e muitas vezes cansativas.</span></p>
<figure id="attachment_12389" aria-describedby="caption-attachment-12389" style="width: 3439px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/simba-adulto.jpg" alt="" width="3439" height="1800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/simba-adulto.jpg 3439w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/simba-adulto-300x157.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/simba-adulto-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/simba-adulto-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/simba-adulto-1200x628.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12389" class="wp-caption-text"><em>Donald Glover não consegue inserir a dosagem necessária do trauma na dublagem de Simba (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O grande destaque do filme é John Oliver dublando Zazu. O pessimismo e perfeccionismo do personagem, aliado ao sotaque britânico do ator, tiram gargalhadas e enriquecem a personalidade do arauto do Rei. A ave, aliás, ao lado de Pumbaa, é a única reimaginação da obra original que funciona em perfeita harmonia e evolução comparada a sua versão animada. O Rafiki de John Kani mal fala mas sua participação na luta final compensa o descaso com o babuíno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É sabido que Beyoncé é muito mais cantora que atriz, mas seu trabalho dublando a leoa Nala não decepciona. Ela carece, como todos os outros, de expressão e emoção, mas repetir isso a esse ponto é inútil. A harmoniosa </span><i><span style="font-weight: 400;">Can You Feel the Love Tonight</span></i><span style="font-weight: 400;">, cantada por Beyoncé e Glover, é um deleite aos ouvidos, mas visualmente a cena não casa com o momento musical. Além de ser performada ao luz do dia, a canção parece uma forçada colagem de pequenas cenas para fazer-nos acreditar no amor dos dois leões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fraca </span><i><span style="font-weight: 400;">Spirit</span></i><span style="font-weight: 400;"> é encaixada num momento solto do filme, sem qualquer sentimento de grandeza ou <em>clímax</em>. Picotada na duração de pouco mais de um minuto, a música original vai integrar o álbum </span><a href="https://www.papelpop.com/2019/07/vaza-tracklist-de-the-lion-king-the-gift-album-de-beyonce-para-o-rei-leao/"><i><span style="font-weight: 400;">The Lion King &#8211; The Gift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde Beyoncé foi curadora. Esse CD conta com Jay-Z, Pharrel Williams (produtor do filme), Glover, a própria cantora e até mesmo sua filha Blue Ivy.</span></p>
<figure id="attachment_12390" aria-describedby="caption-attachment-12390" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12390" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/nala1.jpg" alt="" width="2560" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/nala1.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/nala1-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/nala1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/nala1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/nala1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12390" class="wp-caption-text"><em>A Nala de Beyoncé não recebe destaque algum e é mais uma ponte para Simba voltar pra casa e destronar o tio (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tenta reformular a arcaica ideia do </span><i><span style="font-weight: 400;">Ciclo sem Fim</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, ao colocar o discurso monarquista na boca de Mufasa, o personagem mais sábio e respeitado da mitologia, o longa de Jon Favreau desacredita qualquer outra fala não dita pelo Rei. O timbre de James Earl Jones pode dizer o que for, nós, como audiência, iremos comprar a ideia como verdade incontestável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Jeff Nathanson opta por escolher Timão e Pumbaa para abrir a mente de Simba e ressaltar que o ciclo não passa de uma ‘linha’, e que cada ser exerce um papel individual ao longo da vida. O problema é que a dupla é sempre retratada como relaxada e sem credibilidade. Sim, a Disney redefine um ponto defasado do desenho, mas faz isso por meio dos bobos da corte da savana, de modo ineficaz.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: The Lion King (Original Motion Picture Soundtrack)" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/7e8y48Z2fkJNGBOKSECCeS"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>O Rei Leão</em> de 2019 parece muito mais um cumprimento de tabela na longa lista de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-aladdin/"><em>remakes</em></a> do Rato do que propriamente um filme que justifica sua existência. Sem um pulso narrativo que dê vazão às suas duas horas e patinando entre retratar animais cantores do modo mais real possível, o longa poderia muito bem ser um livro repleto de fotos dos animais da África reimaginando as sequências do desenho ao invés do produto que recebemos.</span></p>
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