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	<title>Arquivos Nordeste &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>25 anos de O Auto da Compadecida: humor, tradição e cultura nordestina</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 13:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sinara Martins Baseado na obra de Ariano Suassuna, O Auto da Compadecida é considerado um clássico do cinema nacional não à toa. Lançado em 2000, o filme une a cultura popular nordestina, a literatura de cordel e tradições religiosas para contar as aventuras de João Grilo e Chicó. Entre astúcias, trapalhadas e denúncias sociais, a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/25-anos-de-o-auto-da-compadecida-humor-tradicao-e-cultura-nordestin/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "25 anos de O Auto da Compadecida: humor, tradição e cultura nordestina"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35966" aria-describedby="caption-attachment-35966" style="width: 737px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-35966" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image3-1.jpg" alt="Obra de arte de estilo sacro representando uma cena celestial. No centro, a Virgem Maria aparece de pé, vestida com túnica vermelha e manto azul, irradiando luz dourada. Acima de sua cabeça, dois anjos seguram uma coroa dourada. Ao redor, há santos e figuras religiosas com auréolas douradas, entre eles homens e mulheres em posição de oração ou contemplação. Dois anjos de túnicas vermelhas, posicionados abaixo, empunham lanças contra figuras demoníacas monstruosas que surgem em meio às chamas, com dentes afiados e expressões agressivas. O fundo é azul, repleto de estrelas douradas, reforçando a atmosfera celestial e simbólica de vitória do bem sobre o mal." width="737" height="416" /><figcaption id="caption-attachment-35966" class="wp-caption-text">A narrativa aclamada alcança uma harmonia única entre a cultura popular e a riqueza da criação literária (Foto: Globo Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Sinara Martins</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado na obra de Ariano Suassuna, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecid</span></i><span style="font-weight: 400;">a é considerado um clássico do cinema nacional não à toa. Lançado em 2000, o filme une a cultura popular nordestina, a </span><a href="https://www.educacao.sp.gov.br/voce-conhece-a-literatura-de-cordel/"><span style="font-weight: 400;">literatura de cordel</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tradições religiosas para contar as aventuras de João Grilo e Chicó. Entre astúcias, trapalhadas e denúncias sociais, a narrativa conquista o público ao mesmo tempo em que valoriza a identidade cultural do Nordeste, faz críticas e reafirma a força do imaginário popular brasileiro.</span></p>
<p><span id="more-35962"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é dividida em três atos: a apresentação, o conflito e o julgamento. O roteiro equilibra a comédia e a emoção, que se junta com a essência do Nordeste. É o tipo de filme que grita ‘Brasil’. A desigualdade está nas falas e trejeitos dos personagens, tão inesquecíveis. Expressões populares, </span><a href="https://portal.unit.br/blog/noticias/fala-nordestina-e-preconceito-linguistico/"><span style="font-weight: 400;">sotaques</span></a><span style="font-weight: 400;"> marcados e gestos simples refletem a vida de quem precisa improvisar para driblar as injustiças sociais, tornando o humor também um retrato crítico das desigualdades do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como na </span><a href="https://www.todamateria.com.br/comedia-dell-arte/"><i><span style="font-weight: 400;">commedia dell’arte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – um tipo de teatro popular surgido na Itália no século XVI, em que os atores interpretavam personagens fixos e usavam muita improvisação, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz figuras do povo que enfrentam os poderosos com astúcia e humor. Ariano Suassuna adapta essa tradição ao sertão nordestino: João Grilo é o malandro esperto que se salva pela inteligência, enquanto Chicó é o sonhador medroso e ingênuo. Essa influência dá ritmo e leveza à obra, unindo o riso popular italiano ao humor criativo e tipicamente brasileiro.</span></p>
<figure id="attachment_35965" aria-describedby="caption-attachment-35965" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35965" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-2-800x450.jpg" alt="Cena em ambiente árido do sertão, com chão de terra seca e vegetação esparsa ao fundo. Dois homens vestidos com roupas simples e gastas aparecem em primeiro plano. O da esquerda, João Grilo, sorri e segura um galho de madeira em forma de cruz acima da cabeça do companheiro. O da direita, Chicó, está ajoelhado, com expressão séria e olhar voltado para cima, também segurando um pedaço de madeira em formato de cruz. Atrás deles há uma carroça de madeira puxada por um animal, sugerindo um contexto rural e de pobreza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35965" class="wp-caption-text">Grande parte das cenas foi gravada em Cabaceiras (PB). Depois do sucesso do filme, a cidade virou praticamente um cenário fixo de produções brasileiras e ganhou fama nacional (Foto: Globo Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">João Grilo, interpretado de forma brilhante por </span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-28570/filmografia/"><span style="font-weight: 400;">Matheus Nachtergaele</span></a><span style="font-weight: 400;">, é sagaz e irresistivelmente carismático. Sua inteligência perspicaz o ajuda a superar situações complicadas e a enganar figuras poderosas, como o severo padre e o arrogante major. Já Chicó, vivido por </span><a href="https://extra.globo.com/tv-e-lazer/selton-mello-sobre-chico-de-auto-da-compadecida-papel-mais-popular-da-minha-vida-24174625.html#:~:text=%E2%80%9CUm%20trabalho%20que%20at%C3%A9%20hoje,antes%20e%20depois%20de%20Chic%C3%B3%E2%80%9D.&amp;text=%E2%80%94%20%C3%89%20algo%20t%C3%A3o%20poderoso%2C%20que,minha%20vida%20%E2%80%94%20declara%2Dse."><span style="font-weight: 400;">Selton Mello</span></a><span style="font-weight: 400;">, é covarde e sentimental, oferecendo alívio cômico em momentos de tensão. A química entre os dois protagonistas é vibrante e memorável. Esse contraste de personalidades enriquece a obra com leveza e dinamismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que simples cenários, o filme traz uma representação autêntica do Nordeste. As paisagens áridas e as </span><a href="https://pointer.com.br/blog/a-historia-e-as-caracteristicas-da-arquitetura-nordestina/amp/"><span style="font-weight: 400;">casas humildes</span></a><span style="font-weight: 400;"> revelam tanto as dificuldades econômicas quanto a força e a beleza de um povo resistente. A fotografia, sempre cuidadosa, valoriza os detalhes culturais e transforma cada plano em uma imersão na vida sertaneja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o roteiro se destaca pela inteligência e pelo equilíbrio entre humor e crítica. Os diálogos espirituosos, que mesclam poesia com linguagem popular, dão ritmo à narrativa e aproximam o público da cultura regional. Situações absurdas e mal-entendidos garantem risadas, mas também abrem espaço para reflexões sobre</span><a href="https://vendoteatro.com/criticas/sobre-a-moral-e-os-bons-costumes-critica-de-o-auto-da-compadecida/2020/02/13/"><span style="font-weight: 400;"> moralidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, justiça e religião, usando o riso como ferramenta para questionar preconceitos e hierarquias sociais.</span></p>
<figure id="attachment_35964" aria-describedby="caption-attachment-35964" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35964" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-2.jpg" alt="Imagem de uma cena teatral com dois personagens em trajes elaborados. Um personagem, representada pela Compadecida, veste uma túnica azul com detalhes brancos e vermelhos, segurando o rosto do outro personagem. O segundo personagem, representado por Jesus, está vestido com uma túnica branca adornada com ouro e um coração vermelho no peito, usando uma coroa de espinhos. O fundo é amarelo com ornamentos arquitetônicos, sugerindo um ambiente de palco." width="750" height="375" /><figcaption id="caption-attachment-35964" class="wp-caption-text">A obra foi a primeira produção realizada integralmente pela Globo Filmes, desde a concepção da ideia até sua execução (Foto: Diocese de Crato)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O desfecho, por sua vez, surpreende pela carga simbólica. Fé, justiça e humanidade se encontram na figura da Compadecida, interpretada por Fernanda Montenegro, que representa misericórdia e equilíbrio diante das falhas humanas. A jornada de João Grilo e Chicó se encerra com valores de astúcia, solidariedade e compaixão, num final que mistura emoção, crítica social e </span><a href="https://pt.linkedin.com/pulse/n%C3%A3o-sei-s%C3%B3-que-foi-assim-um-breve-passeio-pela-obra-de-silva-7iynf"><span style="font-weight: 400;">comédia refinada</span></a><span style="font-weight: 400;"> – deixando no espectador a sensação de encantamento e reflexão duradoura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerado um marco do </span><a href="https://infograficos.oglobo.globo.com/cultura/top10-filmes-brasileiros.html"><span style="font-weight: 400;">cinema brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida</span></i><span style="font-weight: 400;"> permanece vivo no imaginário coletivo. Sua mistura de comédia, drama e fantasia consegue ser leve e profunda ao mesmo tempo, enquanto revela um retrato afetuoso e crítico do povo nordestino. Produzida como minissérie em 1998 na </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção fez tanto sucesso que ganhou versão para o cinema, com 100 minutos a menos que a original. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, a obra ganhou uma continuação – </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-auto-da-compadecida-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A estreia do novo filme confirma a força e o impacto duradouro da criação de Ariano Suassuna. Passados 25 anos do lançamento original, a história segue emocionante e necessária, ao tratar de temas universais como desigualdade, fé, justiça e sobrevivência, que continuam a dialogar intensamente com a sociedade brasileira.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Auto da Compadecida 2 | Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ke4x5ywVhiw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Enquanto eu não te encontro: uma narrativa de acaso com o amor e encontro com a representatividade</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Oct 2021 03:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini  Uma mudança para a cidade grande, encontros e desencontros, cultura nordestina, amizades, música pop, autoconhecimento e protagonistas LGBTQIA+: essas são algumas características do livro de estreia de Pedro Rhuas. Lançado em julho de 2021 pela Editora Seguinte, o título curioso Enquanto eu não te encontro guarda a simplicidade de um romance adolescente junto &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/enquanto-eu-nao-te-encontro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Enquanto eu não te encontro: uma narrativa de acaso com o amor e encontro com a representatividade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23749" aria-describedby="caption-attachment-23749" style="width: 624px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23749" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1.png" alt="Fotografia da capa e contracapa do livro Enquanto eu não te encontro, fundo roxo e amarelo com nuvens, título do livro e um desenho de um casal com braços abertos na capa, e na contracapa desenho de personagens na boate." width="624" height="519" /><figcaption id="caption-attachment-23749" class="wp-caption-text">A capa e contracapa do livro contam com ilustrações dos ambientes e personagens que fazem parte da história, e também exalta pessoas nordestinas, já que foi ilustrada por Renata Nolasco, uma artista LGBT e potiguar (Foto: Editora Seguinte)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma mudança para a cidade grande, encontros e desencontros, cultura nordestina, amizades, música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, autoconhecimento e protagonistas LGBTQIA+: essas são algumas características do livro de estreia de Pedro Rhuas. Lançado em julho de 2021 pela Editora Seguinte, o título curioso </span><a href="https://impagine.online/enquanto-eu-nao-te-encontro-entrevista-com-pedro-rhuas/"><i><span style="font-weight: 400;">Enquanto eu não te encontro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> guarda a simplicidade de um romance adolescente junto da amplitude de novas descobertas para um garoto gay, nordestino e calouro na universidade.</span></p>
<p><span id="more-23748"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia romântica foi publicada pela primeira vez em 2019 de maneira independente pelo próprio autor. Até que, no ano de 2020, Pedro Rhuas foi vencedor da </span><a href="https://clipop.mystrikingly.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Clipop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; um concurso da Editora Seguinte na busca de novos autores no cenário nacional &#8211; e assim o livro foi lançado oficialmente no mercado editorial. Após apenas dois meses de lançamento, a obra atingiu a marca de dez mil cópias vendidas e entrou na lista dos mais vendidos da revista</span> <a href="https://veja.abril.com.br/livros-mais-vendidos/"><i><span style="font-weight: 400;">Veja</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um livro sobre primeiros amores e descobertas, o autor decide introduzir-nos a história cheia de referências do ano de 2015 &#8211; com os sucessos </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de Taylor Swift em </span><a href="https://www.google.com/amp/s/falauniversidades.com.br/o-1989-e-o-nascimento-da-popstar-taylor-swift/amp/"><i><span style="font-weight: 400;">1989</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Katy Perry em</span> <a href="https://www.google.com/amp/s/falauniversidades.com.br/prism-album-de-katy-perry-uma-lembranca-de-sua-evolucao/amp/"><i><span style="font-weight: 400;">Prism</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e até mesmo os memes de Inês Brasil. Lucas, o cativante protagonista, está em um momento delicado e inconstante da vida: a primeira vez morando sozinho e longe do interior, em Natal, a capital do Rio Grande do Norte. Após a mudança, Lucas tem planos de aproveitar a cidade e a universidade ao lado de seu amigo Eric, mas tudo dá errado quando o amigo começa a namorar, e ele se vê sozinho em um lugar completamente novo. </span></p>
<figure id="attachment_23750" aria-describedby="caption-attachment-23750" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23750" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2.png" alt="Fotografia da orelha na parte interna do livro, com fundo de uma bandeira LGBQIA+, uma foto do autor Pedro Rhuas e um texto com informações sobre ele." width="650" height="804" /><figcaption id="caption-attachment-23750" class="wp-caption-text">A orelha do livro contém informações sobre o autor e também conta com um marca-páginas temático como todos os livros publicados pela editora (Foto: Editora Seguinte)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, para afastar a solidão, Lucas decide ir à inauguração de uma boate, a Titanic, e em meio a um esbarrão sua vida vira de ponta cabeça.</span> <span style="font-weight: 400;">Ao resolver ir a essa abertura com Eric e seu namorado Raul, Lucas espera ficar de vela durante a noite toda. Mas, eles vão até lá ao som de algo que consegue unir os dois amigos, música e divas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao chegar ouvindo </span><a href="https://open.spotify.com/track/15jRg8Ejs7X3JEHw38TSN3?si=4ffe154948bf476d"><i><span style="font-weight: 400;">Team</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lucas está decidido a aproveitar a festa e fazer dela a melhor para si mesmo, sem se preocupar com o fato de estar solteiro e acreditar que o amor não é pra ele, mal sabe o que a noite lhe reserva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na boate, um acidente que suja completamente sua roupa de bebida acontece, e o que poderia ser um possível desencontro para acabar com a festa, se torna o melhor encontro de sua vida. Então, o maravilhoso jovem francês Pierre que acidentalmente o sujou, está na sua frente para se desculpar e chamá-lo para tomar um </span><i><span style="font-weight: 400;">drink</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pierre é como um galã ou aquele sonho de pessoa mas, além do papel tradicional, ele se mostra ao longo da história a ser mais do que um rosto bonito. Fazendo o romance mais real, já que não só a beleza importa para o amor. O encontro dele com Lucas parece ser improvável, mas em meio a um desastre acontece. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Se soubesse que uma calça estragada traria tanta sorte, teria tentado antes.”</span></i></p>
<figure id="attachment_23751" aria-describedby="caption-attachment-23751" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23751 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-800x800.png" alt="Fotografia da capa do livro Enquanto eu não te encontro, com os brindes de sua pré-venda: um envelope roxo, uma bandeira com o desenho de personagens na boate e uma bandeira lgbtqia+ acima." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-3-1200x1200.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-23751" class="wp-caption-text">A pré-venda do livro teve brindes relacionados a trama da história, contando com uma bandeira temática e uma carta que instiga a curiosidade do leitor, mas que só pode ser aberta no final da leitura (Foto: Editora Seguinte)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse momento, a narrativa de Lucas e Pierre é de dar borboletas no estômago até no leitor. Conversas, risadas, identificação, paquera e diferenças culturais são assuntos da primeira e mais apaixonante noite dos dois jovens. Porém, como nada na vida de Lucas é fácil, mais um desastre acontece, e logo, o naufrágio de suas novas descobertas acontece na Titanic. Por acaso, essa instabilidade no romance e também nos personagens, faz com que o livro seja um refúgio para o leitor, mostrando que grande parte das </span><a href="https://www.google.com/amp/s/www.maioresemelhores.com/livros-de-romance/amp/"><span style="font-weight: 400;">histórias de amor perfeitas</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem espaço apenas dentro da ficção, a trajetória da obra faz com que o real se torne bonito e apaixonante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história então, passa a retratar os desencontros da vida de Lucas, e o primeiro deles é não saber se ele voltará a encontrar Pierre. As agressões homofóbicas e as expectativas de gênero projetadas nele durante sua infância, uma briga com seu amigo Eric, suas inseguranças e principalmente os momentos de autoconhecimento de Lucas, fazem a história de Pedro Rhuas única em meio a </span><a href="https://plugarideias.com/2020/12/07/13-livros-de-romance-lgbt-que-voce-precisa-conhecer/"><span style="font-weight: 400;">tantos romances LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que acompanhar essa jornada faz com que os leitores se identifiquem com as dificuldades da vida e do amor.</span> <i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Uma das minhas descobertas foi realmente chocante. A razão pela qual não conseguia me apaixonar era delicada: eu não gostava de mim.”</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escrita do autor faz com que o leitor se apaixone pelo casal desde a primeira troca de olhar deles, e vê-los juntos se conhecendo e se apaixonando é especial. A história se faz necessária, não apenas pelo romance, mas pela importância de relações saudáveis e leves frente à uma </span><a href="https://observatoriog.bol.uol.com.br/destaque/segundo-levantamento-brasil-registra-207-mortes-de-lgbt-entre-janeiro-e-agosto-de-2021"><span style="font-weight: 400;">realidade muitas vezes dolorida</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostrando que somos dignos de amar e sermos amados. </span></p>
<figure id="attachment_23752" aria-describedby="caption-attachment-23752" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4.png" alt="Montagem da capa da trilha sonora, com o desenho do casal de braços abertos, nome da editora seguinte e símbolo de fone de ouvido." width="650" height="650" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4.png 624w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-4-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-23752" class="wp-caption-text">Cheio de conteúdos que expandem o universo da história, o livro acompanha uma trilha sonora oficial com músicas autorais de Pedro Rhuas inspiradas no romance (Foto: Editora Seguinte)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez essa seja a maior singularidade dessa história de amor, a improbabilidade, já que mesmo tendo a noite mais perfeita da vida, eles se perderam, e ao se acharem mais uma vez, agora estão distantes. O livro termina com gostinho de “quero mais”, e por isso o autor deixa uma cena extra, na qual uma carta pode mostrar mais uma vez que nenhum encontro é por acaso. Além da carta, o livro conta com uma </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/6T98lPl9nmaSN0Ku0suzR6?si=5a79d6e5bd564783"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a> <span style="font-weight: 400;">oficial com músicas autorais do escritor e também cantor Pedro Rhuas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comédia romântica escrita por Pedro Rhuas é absolutamente mais do que esperamos de um romance, é um espaço de celebração para pessoas nordestinas e LGBTQIA+. A história mostra a importância de incentivar a literatura nacional e a necessidade de </span><a href="https://cultura.cervantes.es/riodejaneiro/pt/La-representatividad-LGBT-en-la-literatura-y-las-artes/121348"><span style="font-weight: 400;">diversidade nesse espaço</span></a><span style="font-weight: 400;">. O livro dá visibilidade e realidade a uma narrativa que é sempre colocada em um lugar de inexistência, e assim como a improbabilidade do amor de Lucas e Pierre, </span><i><span style="font-weight: 400;">Enquanto eu não te encontro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um encontro à possibilidade de representatividade e espaço para quem nunca o teve. </span></p>
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		<title>5 anos de Velho Chico: a novela que foi uma obra de arte</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 18:18:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vanessa Marques Uma história de amor e guerra no sertão nordestino. Há cinco anos, Velho  Chico, do autor Benedito Ruy Barbosa (Rei do Gado e Pantanal), chegava ao horário nobre da Globo. A telenovela, marcada por uma tragédia em sua reta final, rompeu a hegemonia dos centros urbanos para levar o sotaque baiano e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/velho-chico-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Velho Chico: a novela que foi uma obra de arte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18392" aria-describedby="caption-attachment-18392" style="width: 855px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18392 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. Na imagem, vemos a cerimônia de casamento do Coronel Afrânio Sá Ribeiro e Leonor. O Coronel está no altar, trajando um terno marrom, ao lado da sua noiva, que usa um véu transparente sobre o rosto." width="855" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico.jpg 855w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18392" class="wp-caption-text">Em retorno inédito à TV nacional, o astro Rodrigo Santoro deu vida ao coronel Afrânio Saruê na melhor fase da trama (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vanessa Marques</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma história de amor e guerra no sertão nordestino. Há cinco anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Velho  </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Chico</span></i><span style="font-weight: 400;">, do autor Benedito Ruy Barbosa (</span><i><span style="font-weight: 400;">Rei do Gado</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pantanal</span></i><span style="font-weight: 400;">), chegava ao horário nobre da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A telenovela, marcada por uma </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/09/morre-o-ator-domingos-montagner.html"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua reta final, rompeu a hegemonia dos centros urbanos para levar o sotaque baiano e a paisagem sertaneja para as noites dos lares brasileiros. Com o forte apelo estético de Luiz Fernando Carvalho (</span><i><span style="font-weight: 400;">Capitu</span></i><span style="font-weight: 400;">), o melodrama desfrutou de uma tríade de peso: elenco, direção de arte e trilha sonora. Ambientada na cidade fictícia de Grotas do São Francisco, a narrativa reuniu a imagem de um Brasil esquecido e devastado pela seca — enquanto as águas do Rio São Francisco banhavam os conflitos de três gerações das famílias Sá Ribeiro e Dos Anjos.</span></p>
<p><span id="more-18390"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira fase foi uma obra sensível e impecável. Entre os ares de tropicália e libertinagem da década de 1960, o jovem Afrânio (Rodrigo Santoro) é forçado a deixar sua vida na capital para assumir as rédeas do império rural de seu falecido pai, o Coronel Jacinto Sá Ribeiro (Tarcísio Meira). Além do comando das terras e da política da região, o antigo Coronel Saruê deixa ao filho uma rivalidade declarada com o íntegro Capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi). O anti-herói de Santoro vai, pouco a pouco, fazendo a transição do universitário carregado de ideais para a postura férrea que o seu destino lhe impõe. Nesse ínterim, ele se casa com Leonor (Marina Nery), união que dá luz a uma primogênita chamada Maria Tereza, para o desgosto da matriarca Dona Encarnação (Selma Egrei).</span></p>
<figure id="attachment_18391" aria-describedby="caption-attachment-18391" style="width: 2362px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18391 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico.jpg" alt="Fotografia da novela Velho Chico. Sob um céu nublado e levemente acinzentado, os personagens Afrânio e seu capanga, Clemente, cavalgam na plantação de algodão da fazenda. No canto inferior direito, vemos uma camponesa, prostrada de lado, com um lenço que lhe cobre o cabelo." width="2362" height="1573" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico.jpg 2362w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-2048x1364.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18391" class="wp-caption-text">Esteticamente, Velho Chico era um espetáculo: a paisagem e os demais elementos da vida rural estavam imersos numa fotografia lúdica, barroca e cinematográfica (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora a cadência do dialeto nordestino, os personagens possuem os corpos </span><span style="font-weight: 400;">e rostos suados, castigados pelo sol escaldante do sertão. O retrato político da seca e da concentração fundiária emerge no nascimento de Santo dos Anjos. Os seus pais, Piedade (Cyria Coentro) e Belmiro (Chico Diaz), são retirantes que fogem das mazelas do semiárido e buscam uma vida nova nas margens do Velho Chico. É na igreja do Padre Romão (Umberto Magnani) que o menino, enfraquecido pela longa viagem, recebe o sopro de vida do batismo. Logo, o núcleo dos Anjos é acolhido na fazenda do Capitão Rosa e de sua esposa, Eulália (Fabiula Nascimento), que haviam adotado a pequena Luzia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucos anos mais tarde, o romance juvenil de Santo (Renato Góes) e Maria Tereza (Julia Dalavia) brota em meio ao rancor e à violência do conflito familiar. O encanto e a sinergia da dupla “novata” de atores ganham a ternura do espectador, pintando o grande pano de fundo da narrativa. Mas a união desejada do casal é inaceitável na visão do Coronel Afrânio, que envia Tereza para um colégio interno. Lá, ela descobre estar grávida do amado, tal qual é praxe no ramo noveleiro. Assim, o assassinato de Belmiro, que seguiu o mesmo fim brutal do heroico Ernesto Rosa, entrecorta o panorama daquela guerra que já se tornava ancestral. Diante da separação arbitrária, os dois amantes tomam rumos distintos, com o fio condutor do rio emblemático. </span></p>
<figure id="attachment_18393" aria-describedby="caption-attachment-18393" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18393 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. A jovem Tereza, parada, usa um longo vestido branco de noiva, prestes a casar-se com o político Carlos Eduardo. Ao fundo, vemos uma embarcação de pescadores, no Rio São Francisco." width="1280" height="718" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-1200x673.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18393" class="wp-caption-text">O amor proibido entre Santo e Maria Tereza é uma versão sertaneja de &#8220;Romeu e Julieta&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Velho Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> perpassa o tempo embalada em poesia visual e brasilidade, com destaque para a </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/1cH9nUrBelF9gVP1g0eLF8?si=uhH_bCnYSN2lOqzJE3FHMg"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Caetano Veloso </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://www.politize.com.br/movimento-tropicalia/"><i><span style="font-weight: 400;">Tropicália</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tema de abertura), Gal Costa, Maria Bethânia, Alceu Valença, Geraldo Vandré (</span><i><span style="font-weight: 400;">Requiém para Matraga</span></i><span style="font-weight: 400;">) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><span style="font-weight: 400;">Novos Baianos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Era a primeira vez que uma novela tinha pouquíssima “cara de novela”. Num salto para 2016, Maria Tereza (Camila Pitanga), casada com o deputado Carlos Eduardo (Marcelo Serrado), retorna à cidade natal, na companhia do filho, Miguel (Gabriel Leone). Porém, é certo que, a partir do segundo ciclo, o folhetim perdeu o vigor. O que fora uma brilhante </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-poderoso-chefao-ainda-uma-oferta-irrecusavel/"><span style="font-weight: 400;">saga familiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> virou uma trama irregular, arrastada e lenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Santo (Domingos Montagner), agora marido de Luzia (Lucy Alves), é um líder progressista da terra, o oposto do Coronel Saruê (Antônio Fagundes), que se transforma em uma figura caricata, retrógrada e inflexível na velhice. Beirando o cômico, Fagundes entregou um Afrânio sem resquícios do homem libertário da juventude. Já Miguel rouba a cena com sensibilidade e postura humanista, mas também protagoniza uma relação especial com Olivia (Giullia Buscacio). O reencontro de Tereza e Santo custa a acontecer, postergando a típica revelação da paternidade. Irandhir Santos é outro nome que enriquece o tom lírico da nova geração, no papel de Bento dos Anjos, irmão mais novo do agricultor.</span></p>
<figure id="attachment_18394" aria-describedby="caption-attachment-18394" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18394 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. Santo, enquanto cavalga, é alvejado por um tiro no ombro. No fundo, vemos o céu luminoso, entre nuvens, e a paisagem da caatinga." width="1280" height="718" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-1200x673.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18394" class="wp-caption-text">Com olhar crítico, a novela debateu a politicagem e a exploração do homem da terra (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Elencando realismo mágico, temática ambiental e crítica social, o romance  </span><span style="font-weight: 400;">de Ruy Barbosa — escrito por Edmara Barbosa e Bruno Luperi — terminou com a melancolia de um incidente que embaralhou ficção e realidade. Após o falecimento do ator Domingos Montagner, </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/camila-pitanga-descreve-morte-de-domingos-montagner-vi-o-ultimo-olhar-dele_a136211/1"><span style="font-weight: 400;">afogado</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Rio São Francisco, a produção se reinventou para honrar o legado do intérprete de Santo, mantendo a sua presença no desfecho da trama. Dias antes, o personagem estava desaparecido na extensão do rio, sendo resgatado, quase sem vida, por uma tribo indígena do local. Fatalmente, a vida imitou a arte, no sentido mais fatídico da palavra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos golpes do destino e da relativa </span><a href="https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/velho-chico-agrada-cr%C3%ADtica-apesar-da-baixa-audi%C3%AAncia-1.417312"><span style="font-weight: 400;">baixa audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Velho Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">ocupa o alto patamar da </span><a href="https://medium.com/neworder/velho-chico-com-quantos-quilos-de-arte-se-faz-uma-tradi%C3%A7%C3%A3o-9358c393b134"><span style="font-weight: 400;">teledramaturgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mesmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bem Amado</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gabriela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Indicada ao </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy-internacional-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;">, a novela passou a compor o catálogo internacional da </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> no ano de 2018. Embora não tenha sido deslumbrante do início ao fim, o clássico do sertão provou com sangue e lágrimas a máxima de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ANEpvYuR8Tk"><span style="font-weight: 400;">Euclides da Cunha</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;o sertanejo é, antes de tudo, um forte.&#8221;</span></i></p>
<figure id="attachment_18395" aria-describedby="caption-attachment-18395" style="width: 1271px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18395 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. Tereza, Miguel, Olívia e os demais membros da família Dos Anjos interagem com uma câmera subjetiva, que representa o olhar de Santo. O intérprete do protagonista faleceu na reta final da produção, após um trágico mergulho no Rio São Francisco. Com um leve desfoque, é possível enxergar a composição do rosto de Domingos Montagner." width="1271" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico.jpg 1271w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-300x128.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-1024x438.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-768x329.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-1200x514.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18395" class="wp-caption-text">O último capítulo reproduziu a presença e o olhar de Santo, através de uma câmera subjetiva (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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