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	<title>Arquivos Nicolas Karakatsanis &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Há 5 anos, Margot Robbie fez tudo ser sobre ela em Eu, Tonya</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2022 16:56:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner Em 1991, Tonya Harding entrou para a história da patinação no gelo ao se tornar a primeira mulher estadunidense a cravar o salto triple axel em competição. Porém, o brilho dos troféus e o estouro dos confetes logo foram apagados e silenciados. No imaginário popular, ela não está marcada pelo momento de maior &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/eu-tonya-5-anos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 5 anos, Margot Robbie fez tudo ser sobre ela em Eu, Tonya"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29427" aria-describedby="caption-attachment-29427" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-29427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, a atriz Margot Robbie olha diretamente para o gelo sob os seus pés. Ela é uma mulher branca de olhos e cabelos claros. A câmera capta a protagonista de baixo para cima, com apenas os seus ombros e face aparecendo. Robbie veste um figurino de patinação no gelo preto com listras e outros detalhes em dourado. Ao fundo, o cenário é o teto de um rinque de patinação escuro." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-1-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29427" class="wp-caption-text">No ano de 2022, o longa I, Tonya celebra o seu quinto aniversário (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1991, Tonya Harding entrou para a história da patinação no gelo ao se tornar a primeira mulher estadunidense a cravar o salto </span><i><span style="font-weight: 400;">triple axel</span></i><span style="font-weight: 400;"> em competição. Porém, o brilho dos troféus e o estouro dos confetes logo foram apagados e silenciados. No imaginário popular, ela não está marcada pelo momento de maior glória de sua carreira, mas pelo ato hediondo cometido contra a sua principal rival dentro do rinque, Nancy Kerrigan. Há 5 anos, o diretor </span><a href="https://personaunesp.com.br/cruella-critica/"><span style="font-weight: 400;">Craig Gillespie</span></a> <span style="font-weight: 400;">enxergou em Harding uma jornada de anti-herói digna de filme e, em </span><a href="https://revistamonet.globo.com/filmes/noticia/2022/12/margot-robbie-revela-que-nao-achava-que-era-boa-atriz-mas-papel-a-fez-mudar-de-ideia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">, a atriz perfeita para eternizá-la. Assim, (re)</span><span style="font-weight: 400;">nasceu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_YSP-ADogMA"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Afiada como as lâminas dos seus patins, Tonya Harding sempre foi tida como o Patinho Feio do universo de movimentos graciosos. A sua força e músculos somente deixaram de ser um problema quando a congelaram no ar durante três rotações e meia, pela primeira vez derretendo os corações dos jurados e de sua nação, ambos extremamente contaminados pelo tradicionalismo. De certa forma, a responsável por interpretá-la mostrou ter o mesmo olhar cortante; Robbie nunca tentou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EjJRPlY8dUY&amp;t=25s"><span style="font-weight: 400;">quebrar a perna</span></a><span style="font-weight: 400;"> de outra atriz para além do desejo de </span><a href="https://teatroemescala.com/2019/10/18/a-origem-da-frase-parte-uma-perna-no-teatro/"><span style="font-weight: 400;">boa sorte</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas em cena, carregou consigo um bastão invisível que fez tudo ser sobre ela.</span></p>
<p><span id="more-29426"></span></p>
<figure id="attachment_29428" aria-describedby="caption-attachment-29428" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, a atriz Margot Robbie aparece sentada nos bastidores de uma competição de patinação no gelo. Ela é uma mulher branca de olhos e cabelos claros que veste um collant e meia-calça rosas. Na pela de Tonya, ela se posiciona com as pernas abertas e uma postura desajeitada. Os patins brancos estão ao seu lado no chão. A câmera captura todo o seu corpo e o cenário, composto por uma longa parede branca." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-2-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29428" class="wp-caption-text">Margot Robbie <a href="https://www.magazine-hd.com/apps/wp/eu-tonya-margot-robbie-transformacao/">treinou</a> por três meses para viver a patinadora nas telas do Cinema (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante 117 minutos, </span><a href="https://variety.com/2018/film/features/neon-margot-robbie-i-tonya-1202706572/"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> comparou as figuras opostas da protagonista e de Nancy Kerrigan a partir do histórico de violência vivido por Harding, um ambiente nem um pouco favorável à jovem inserida em um esporte elitizado; para os Estados Unidos, amar Kerrigan e o ideal retrógrado que ela representava foi bem mais fácil, e para “</span><i><span style="font-weight: 400;">a</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">América, você sabe &#8211; ela quer alguém para amar, mas ela quer alguém para odiar.</span></i><span style="font-weight: 400;">” O roteiro assinado por </span><a href="https://floodmagazine.com/49584/in-conversation-steven-rogers-chose-the-indie-route-for-i-tonya/"><span style="font-weight: 400;">Steven Rogers</span></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe a infame patinadora em uma posição diferente da deixada pela mídia, afinal, ainda que haja a inclusão dos diferentes pontos de vista, a presença da versão dela foi um feito inédito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o baixo orçamento do longa da</span> <a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">LuckyChap Entertainment</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produtora fundada por Margot Robbie e focada em narrativas comandadas por mulheres, acarretou em filmagens rápidas e poucos recursos para os <a href="https://www.metro.us/lets-talk-about-i-tonyas-appalling-cgi/">efeitos visuais</a> </span><span style="font-weight: 400;">utilizados nas rotinas de saltos no gelo, assim, o resultado doloroso eliminou a imersão do público nas cenas. Em contrapartida, outros elementos técnicos retomam a primazia da obra, são eles: ordem quase não cronológica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8TnUW8tEsHA"><span style="font-weight: 400;">incrível similaridade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com gravações reais, quebra da quarta parede, caracterização fiel da equipe de maquiagem, a trilha sonora envolvente de Peter Nashel e a </span><a href="https://www.kodak.com/en/motion/blog-post/i-tonya"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa de Nicolas Karakatsanis.</span></p>
<figure id="attachment_29429" aria-describedby="caption-attachment-29429" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-29429" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, a atriz Allison Janney interpreta a mãe de Tonya Harding. Ela, uma mulher branca de olhos claros e cabelos escuros, fuma um cigarro em pleno rinque de gelo. Em sua face, Janney usa um óculos de grau com armação vermelha. A câmera captura apenas os seus ombros e face. O cenário é composto pelo branco da aula de patinação de gelo que a coadjuvante invadiu." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-3-1200x503.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29429" class="wp-caption-text">Allison Janney venceu o Oscar 2018 de Melhor Atriz Coadjuvante pelo seu papel no longa (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><span style="font-weight: 400;">Craig Gillespie assumiu o compromisso de ressuscitar Tonya Harding através de suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/pam-tommy-critica/"><span style="font-weight: 400;">lentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, a pungente Allison Janney deu novamente à luz na pele de </span><span style="font-weight: 400;">LaVona Golden, mãe da atleta. Mais do que florescer uma personagem, o filme conduziu a polinização de algo devastado e, até então, perdido: a origem da anti-heroína, uma vez trajada de vilã. Por meio de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/e-tudo-historia/a-confusa-verdade-do-filme-eu-tonya/"><span style="font-weight: 400;">ironias e contradições</span></a><span style="font-weight: 400;">, Gillespie não idealizou o indefensável, apenas pôs em xeque os argumentos de quem acreditou na maldade de Harding como inata e espontânea, quando, de fato, houveram uma série de fatores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Brutal e sem escrúpulos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Bd5ot9Yzx0"><span style="font-weight: 400;">Golden</span></a><span style="font-weight: 400;"> se classificou como a</span><a href="https://personaunesp.com.br/keeping-up-with-the-kardashians-15-anos/"> <i><span style="font-weight: 400;">momager</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre: mãe-agente) de uma época em que o termo ainda não havia sido popularizado. No rol dos pais que </span><a href="https://personaunesp.com.br/king-richard-critica/"><span style="font-weight: 400;">sacrificaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> tudo pelo sucesso dos filhos, inclusive a saúde mental dos herdeiros, ela gabaritou quase todos os requisitos que caracterizam uma infância traumática e, por isso, nada mais justo do que ter sido a responsável pela fala de abertura de </span><i><span style="font-weight: 400;">I, Tonya </span></i><span style="font-weight: 400;">(título original da produção). Em 2018, o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante foi para a intérprete Allison Janney que, ao lado de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/por-que-sebastian-stan-ficou-envergonhado-ao-representar-pessoa-real-em-eu-tonya/"><span style="font-weight: 400;">Sebastian Stan</span></a><span style="font-weight: 400;"> na mente do ex-marido </span><span style="font-weight: 400;">Jeff Gillooly, dividiu a dosagem de violência física e verbal. </span></p>
<figure id="attachment_29430" aria-describedby="caption-attachment-29430" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, Sebastian Stan e Paul Walter Hauser estão interpretando os seus personagens. Ambos são homens brancos de olhos e cabelos escuros. A câmera captura em primeiro plano Stan inclinado em uma poltrona e, em segundo plano, Walter falando ao pé do ouvido do amigo. O cenário é a casa de uma família tradicional estadunidense dos anos 90 com artefatos em cores barrosas, variando entre os tons de marrom." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-4-1200x503.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29430" class="wp-caption-text">O roteirista Steven Rogers <a href="https://ew.com/movies/2018/01/04/tonya-harding-i-tonya-margot-robbie/">consultou</a> Tonya Harding, que acabou aceitando a cinebiografia (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">triple axel</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente foi um divisor de águas na carreira e vida pessoal de Tonya Harding, como também serviu de estopim para o desenvolvimento da trama biográfica e o crescimento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iY2NLPKpK1Q"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> frente às câmeras. Habituada à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rCswIz5cSm8"><span style="font-weight: 400;">hostilidade da agressão</span></a><span style="font-weight: 400;">, a personagem se moveu pela vontade de provar errado quem duvidou de sua capacidade. E, a cada linha desenhada no gelo, Robbie reuniu em sua expressão o caos interno de Harding, liderando a narrativa de um outro ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu’</span></i><span style="font-weight: 400;"> com maestria. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nancy apanha uma vez&#8230;e o mundo inteiro entra em colapso. Para mim, é o que acontece o tempo todo</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">‘Incidente’ é o termo dito pelas personagens ao descreverem o evento que marcou drasticamente o esporte. Com o avanço do enredo, a participação da protagonista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i><span style="font-weight: 400;">, na tentativa de lesionar sua rival, se dissolveu e deu espaço para outros dois elementos: o seu ex-marido Jeff Gillooly e seu guarda-costas Shawn Eckardt (</span><a href="https://www.usatoday.com/story/life/movies/2018/03/07/paul-walter-hauser-great-tonya/397549002/"><span style="font-weight: 400;">Paul Walter Hauser</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;">. Obsessivo, Gillooly jurou vingança após Harding receber ameaças. Já Eckardt, mentiroso compulsivo, enxergou a oportunidade exata para ser o mandante de um crime de enorme repercussão. A dinâmica vital entre os atores provaram que todo dia, um bobo e um esperto saem de casa.</span></p>
<figure id="attachment_29431" aria-describedby="caption-attachment-29431" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29431" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5.jpeg" alt="Cena do filme Eu, Tonya. Na imagem, Margot Robbie dá vida a uma Tonya Harding angustiada com os laços de seus patins. Ela, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, veste um figurino de patinação no gelo preto com listras e outros detalhes em dourado. A câmera captura Robbie de lado, sentada em uma cadeira e inclinada até os seus patins. O cenário é o camarim de uma competição, composto por cadeiras roxas, paredes brancas e chão azul." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-800x335.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-1024x429.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-768x322.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Imagem-5-1200x503.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29431" class="wp-caption-text">Robbie, atriz e produtora de I, Tonya, <a href="https://margotrobbie.com.br/margot-robbie-revela-como-se-machucou-no-set-de-i-tonya/">enfrentou</a> uma hérnia de disco durante as gravações (Foto: Neon)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Satiricamente, ao contrário da fantasia nuclear estadunidense, a família e valores quebrados de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d_y1SI3caMU"><span style="font-weight: 400;">Tonya Harding</span></a><span style="font-weight: 400;"> a configuraram como o maior símbolo dessa nação condenada à hipocrisia. Sentados à frente da televisão, o público agiu como jurado e condenou a atleta ao escárnio eterno das piadas de mal-gosto. Já no tribunal, a punição também relacionou medidas não equilibradas: enquanto </span><a href="https://thenexus.one/margot-robbie-nao-reconheceu-sebastian-stan/"><span style="font-weight: 400;">Jeff Gillooly</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Shawn Eckardt cumpriram suas penas e voltaram para as suas vidas, Harding foi banida permanentemente de competições e, desse modo, arrancaram dela a única coisa que algum dia soube fazer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2017, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZGmmiuiVEnU"><i><span style="font-weight: 400;">Eu, Tonya</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assopra as velas do seu quinto aniversário. Entre os seus méritos, a quantidade avassaladora de indicações e vitórias nas principais premiações do Cinema se consagrou como um mero detalhe, pois o primor do longa residiu no (re)nascimento de um ícone da patinação no gelo. A direção de </span><span style="font-weight: 400;">Gillespie atravessou a história de origem de anti-herói e acertou em cheio no seguinte despertar: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não existe verdade…todos têm a sua própria verdade e a vida apenas faz o que bem entender</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Margot Robbie, por sua vez, andou divinamente sobre as águas congeladas, saltou para longe e fez tudo ser sobre ela.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/c_weoC3HT6Q?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></div>
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