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	<title>Arquivos Mariane Arantes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Mad Max: Estrada da Fúria, o reboot da distopia</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2016 18:46:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mariane Arantes Segundo o próprio diretor George Miller – premiado pela Academia em 2007, por Happy Feet -, não havia necessidade de fazer outro Mad Max. Ele já tinha feito três deles na década de 80: Tina Turner já havia marcado a geração de fãs cantando &#8220;We Don&#8217;t Need Another Hero&#8221; para a trilha sonora, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/mad-max-estrada-da-furia-o-reboot-da-distopia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mad Max: Estrada da Fúria, o reboot da distopia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-6555 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mad-max-691x1024.jpg" alt="mad-max" width="691" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mad-max-691x1024.jpg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mad-max-202x300.jpg 202w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mad-max-768x1138.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mad-max.jpg 1100w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Mariane Arantes</strong></p>
<p>Segundo o próprio diretor George Miller – premiado pela Academia em 2007, por Happy Feet -, não havia necessidade de fazer outro Mad Max. Ele já tinha feito três deles na década de 80: Tina Turner já havia marcado a geração de fãs cantando &#8220;We Don&#8217;t Need Another Hero&#8221; para a trilha sonora, Mel Gibson já tinha dado o seu melhor encarnando Max Rockatansky, guerreiro das estradas de um futuro distante procurando vingança pela assassinato de sua família. Porém, em entrevista concedida ao American Film Institution no ano passado, George Miller conta que a vontade de fazer mais um Mad Max patrulhou seu pensamento por muito tempo, onde quer que estivesse.<span id="more-748"></span></p>
<p>Com orçamento de cinquenta milhões de dólares, parceria de longa data com o diretor de efeitos especiais Guy Norris, e roteirizado pelo próprio George Miller, Brendan McCarthy e Nico Lathouris, surge então o novo Mad Max: Fury Road, lançado em 2015, após mais de 15 conturbados anos em produção.</p>
<p>Indicado ao Oscar deste ano na categoria de Melhor Filme, o novo Mad Max tem o que a trilogia anterior não teve: é o primeiro a ser lançado em 3D. Ainda assim, mantém a estética original, com quase nenhuma cena computadorizada, e utilizando-se de uma grande equipe de dublês, o que é, no mínimo, impressionante. Não é para menos que foi aclamado universalmente como melhor filme de ação do ano de 2015.</p>
<p>&#8220;Nós quisemos fazer bem real. Carros de verdade, lugares reais, movimentos e façanhas reais&#8221;, conta Guy Norris, para Rolling Stone norte-americana, sobre cenas com efeitos não computadorizados (No-CGI).</p>
<p>A locação do filme é o Deserto na Namíbia, a oeste do continente africano, para dar tom ao mundo apocalíptico ambientado na Austrália. Tudo se passa numa  sociedade comandada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), senhor de guerra governante que vive acima das pessoas na Citadel e possui dezenas de escravas sexuais, com a desculpa de buscar filhos perfeitamente saudáveis. O principal antagonista de Mad Max é um vilão complexo; seu título de militar oficial e aparência má são contraditórios quando comparados ao seu corpo morto oxigenado por uma máscara, repleto de tumores e cicatrizes.</p>
<p><img decoding="async" class="size-large wp-image-6559 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/immortan-joe-1024x576.jpg" alt="immortan-joe" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/immortan-joe-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/immortan-joe-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/immortan-joe-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/immortan-joe-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/immortan-joe.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Immortan Joe, interpretado por Hugh Keays-Byrne, ator que em 1979 </em><em>viveu o motoqueiro Toecutter em Mad Max</em></p>
<p>Periodicamente, Immortan Joe envia sua máquina de guerra para trazer combustível da Vila do Combustível e munição da Fazenda da Bala. O comboio militar é comandado por Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), uma guerreira que tem o braço esquerdo mecânico. Cansada da situação em que as parideiras de Joe vivem, Furiosa  as desvia secretamente do caminho a fim de levá-las ao suposto lugar de seu nascimento, Green Place, onde seu clã original a espera, as Vulvalinis. &#8220;Nossos filhos não serão homens de guerra&#8221;, encontra Immortan Joe escrito no cativeiro das cinco parideiras. Imediatamente, ele envia todos seus devotos guerreiros de meia-vida em busca de Furiosa pelas estradas de Valhala.</p>
<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-6562 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/esposas-mad-max.gif" alt="esposas-mad-max" width="540" height="224" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>As cinco noivas de Immortan Joe: Toast, a sábia; Angharad, a esplêndida; Cheedo, a frágil; Capable e The Dag</em></p>
<p>Tom Hardy dá vida a Max Rockatansky, um anti herói traumatizado, selvagem e instintivo que tem até então só a &#8220;companhia&#8221; das vozes de sua cabeça. O Max insano e perseguido por fantasmas só se torna mais silábico depois de encontrar Furiosa. Antes do encontro, está sendo usado como &#8220;bolsa de sangue&#8221; de Nux (Nicholas Hoult), um garoto de meia-vida que também está na perseguição de Furiosa. A partir daí o roteiro se desenrola de maneira simples: Mad Max e Nux se juntam em parceria a Furiosa para chegar ao Green Place e deixar as parideiras a salvo, mas chegando lá o lugar se tornou um pântano tóxico. Num primeiro momento, todos seguirão em caminhos separados em busca de um novo mundo. Porém, Max os convence que derrubar o império de Immortan Joe pode ser mais efetivo e trazer resultados mais imediatos para uma população faminta e escravizada.</p>
<p>O desfecho do filme foi apelidado por Guy Norris como &#8220;sequência de dança dos caminhões&#8221;. O deserto plano permitiu a produção da cena de uma armada de mais de 75 veículos, algo que nunca tinha sido realizado na história do cinema.</p>
<p>No meio das cenas de guerra, é introduzido um dos personagens mais marcantes do longa: Coma-Duff Warrior. O sinistro músico mascarado acompanha a milícia de Immortan Joe enquanto toca sua guitarra que atira chamas de fogo. O guitarrista é um recurso da trilha sonora para alertar sobre a chegada de Immortan Joe.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-6561 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2016/02/carro-mad-max.gif" alt="carro-mad-max" width="540" height="224" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Coma-Duff Warrior e a milícia de Immortan Joe</em></p>
<p>Mad Max: Fury Road não possui muitos diálogos, já que o diretor George Miller não queria que o filme fosse exportado com legendas. Para ele, tudo o que a audiência precisava saber era quem são os &#8220;mocinhos e vilões&#8221;.</p>
<p>Logo após lançamento do filme, ativistas americanos pelos &#8220;direitos dos homens&#8221; polemizaram o filme alegando ser uma propaganda feminista, devido ao protagonismo de uma atriz. George Miller respondeu à polêmica afirmando que &#8220;só tinha feito um filme de ação feminista quando o contaram que ele tinha feito um&#8221;, e que &#8220;sempre foi fascinado por guerreiras femininas de estrada&#8221;.</p>
<p>Além de indicado na categoria filme do ano, o Mad Max concorre à direção, fotografia (John Seale), direção de arte, montagem figurino, maquiagem e penteado, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais.</p>
<p>Feita pela parceira e colaboradora de longa data Margaret Sixel, a edição chama a atenção. Foram mais de 470 horas de vídeo, em 20 câmeras diferentes, até chegar à versão final de 2 horas. O filme tem mais de 2700 cortes,  uma média de 1 a cada 2.6 segundos, imprimindo um ritmo acelerado à ação.</p>
<p>Na premiação britânica BAFTA realizada este mês, o filme venceu nas categorias de melhor maquiagem e cabelo, melhor edição e melhor figurino, trilhando um caminho promissor para as mesmas categorias no Oscar.</p>
<p>Talvez George Miller não suba no Teatro Dolby em Los Angeles dia 28 de fevereiro para receber a estatueta do Oscar, por concorrer com outros filmes de forte apelo à academia. Mesmo assim, realizou uma explosiva sinfonia visual composta por oitenta por cento de cenas reais. Mad Max: Estrada da Fúria é um sci-fi apocalíptico de perseguição contínua que não será esquecido tão cedo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Deadpool: Dos quadrinhos ao cinema</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Feb 2016 22:18:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-357" src="https://criticapersona.files.wordpress.com/2016/02/deadpool1-gallery-image.jpg" alt="deadpool1-gallery-image.jpg" width="2000" height="1076" /><em>(foto: foxmovies.com)</em></p>
<p><strong>Mariane Arantes</strong></p>
<p>Diferente em vários aspectos de seu próximo filme, “Capitão América: Guerra Civil”, “Deadpool” é a nova aposta da Marvel, lançado dia 11 deste mês por <span style="font-weight: 400;">meio de uma complicada parceria de direitos com o estúdio Fox, assinada anteriormente ao MCU, do qual o filme não faz parte.</span> Dirigido por Tim Miller – famoso por Scott Pilgrim contra o Mundo – o filme é uma tentativa de reconstruir o herói pitoresco que apareceu em “X-Men Origins: Wolverine” em 2009, na época, muito criticado pelos fiéis fãs das HQ’s.</p>
<p><span id="more-348"></span></p>
<p>Criado em 1991 pelo polêmico quadrinista Rob Liefeld, foi apresentado como vilão na revista Novos Mutantes e paródia do Exterminador da DC Comics. Estaria fadado ao esquecimento, se não fosse o roteirista Fabian Nicieza, escritor do argumento de Deadpool (firmou o nome do personagem como Wade Wilson), e, portanto, seu co-criador. Obteve repercussão positiva suficiente para estrear sua primeira revista solo, desenhada por Ed McGuinness e escrita por Joe Kelly. Nessa época, o Mercenário Tagarela permaneceu com o mesmo design, porém ganhou um ar cartunístico.</p>
<p>A adaptação aos cinemas narra a história de Wade Wilson (Ryan Reynolds), ex-membro das Forças Oficiais e fanático por Wham! que ganha a vida como um justiceiro <i>undercover.</i> No auge de sua “carreira”, apaixona-se pela prostituta Vanessa Carlysle (interpretada pela brasileira Morena Baccarin). Juntos, formam um casal escrachado, sarcástico e sensual. Wade é então diagnosticado com câncer terminal, e vê a solução na experiência de um cientista chamado Ajax, que propõe curar sua doença. Ciente do experimento, porém desesperado, Wade passa por uma dolorosa transformação de homem comum a mutante.</p>
<p>A continuidade do filme se dá na busca de Deadpool – dado como morto &#8211; por Ajax, que é o único que pode reconstituir sua aparência desfigurada. Paralelo a isso, tem-se expectativa do reencontro com sua amada, Vanessa. Nessa parte do filme, como todo bom herói, a escolha da vestimenta até o desenvolvimento do personagem são mostrados. Para lutar contra seu inimigo, Deadpool interage com alguns X-Men aliados, Colossus e Negasonic Teenage Warhead.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Q9X-bAE8KTc?feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Logo no começo do filme, percebe-se a violência exacerbada usada na trama, e o humor “politicamente incorreto” do herói. O desenrolar da trama é cheia de digressões, talvez uma maneira de compensar o enredo clichê de filme de super-herói (o herói que salva a mocinha).</p>
<p>O filme inova ao quebrar a quarta parede, fazendo com que o protagonista dialogue diretamente com a audiência. Às vezes peca no humor apelativo, assemelhando-se a qualquer outro besteirol americano. Não possui grandiosos efeitos especiais e trilha sonora, mas nega clichês como moral da história.</p>
<p>Deadpool está cheio de referências a outros filmes. É definitivamente melhor deglutido por quem tem uma bagagem nerd e está ciente da intertextualidade. O protagonista interpretado por Ryan Reynolds parece se redimir desde sua última atuação no fracassado “O Lanterna Verde”. Dos menos críticos, boas risadas podem ser arrancadas. <span style="font-weight: 400;">Para os mais ansiosos por uma sequência, os créditos finais deixam claro.que haverá uma continuação do blockbuster.</span></p>
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