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	<title>Arquivos Lulu Wilson &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2018 10:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitor Evangelista Maquiada como uma produção de terror e fantasmas, A Maldição da Residência Hill usa de artifícios do gênero para tratar de uma relação familiar conturbada e extremamente relacionável ao mundo fora das telas. Transitando entre o passado e o presente dos moradores da Hill House, a produção de Mike Flanagan trabalha com alegorias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Maldição da Residência Hill rompe com as amarras do terror comum"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11245" aria-describedby="caption-attachment-11245" style="width: 909px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-11245" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-300x169.jpg" alt="" width="909" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11245" class="wp-caption-text"><em>O novo drama de suspense e terror da Netflix foi inspirado por Lost, revelou o criador Mike Flanagan (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Maquiada como uma produção de <a href="http://personaunesp.com.br/buffy-caca-vampiros-critica/">terror</a> e <a href="http://personaunesp.com.br/a-freira-critica/">fantasmas</a>, <em>A Maldição da Residência Hill </em>usa de artifícios do gênero para tratar de uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ibHErzMzp2g">relação familiar conturbada</a> e extremamente relacionável ao mundo fora das telas. Transitando entre o passado e o presente dos moradores da Hill House, a produção de Mike Flanagan trabalha com alegorias e cria a melhor série original do ano da gigante de<em> streaming</em>.<br />
<span id="more-11244"></span></p>
<p>Mesmo pautada nos fundamentos já <a href="http://personaunesp.com.br/maldicao-casa-winchester-critica/">batidos</a> do terror – casa mal-assombrada, crianças, vultos ao fundo –, o seriado acerta a mão em não posicionar sob seu holofote os espíritos que residem na <em>Hill House</em>. Talvez uma das únicas produções que se propõe a estudar e analisar o pós disso tudo: quais feridas psicológicas são deixadas nas pessoas que experienciaram esses horrores?</p>
<p>A trama acompanha a família Crain, que se muda para a Residência Hill com o intuito de reformar a casa para vendê-la por um preço alto no fim do verão. Os pais e os cinco filhos acabam sofrendo com os espíritos que habitam a mansão. Já adultos, os irmãos são forçados a voltar para essa realidade quando uma tragédia une a família mais uma vez.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="THE HAUNTING OF HILL HOUSE Trailer (2018)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dA2OngsNXXk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Fator interessante é que as crianças só residiram na mansão durante um verão &#8211; tempo suficiente para que sofressem com consequências que carregaram até a vida adulta. O roteiro tem uma mão cirúrgica para dedilhar temas como abuso de drogas, depressão e até a negação perante o passado. Além de <em>linkar</em> de maneira extremamente limpa e orgânica as duas linhas temporais. Cada um dos irmãos sofre a sua maneira, mesmo tendo passado pelos mesmos eventos traumatizantes.</p>
<p>A abordagem da persona de cada familiar Crain, já detonada na própria infância, evolui exponencialmente. A escolha dos atores mirins é outro feliz acerto da <em><a href="http://personaunesp.com.br/tag/netflix/">Netflix</a></em>. <em>Hill House</em> sai tanto da curva do terror comum que em diversos momentos parecia estar assistindo um episódio da série <em>hit</em> americana <a href="http://personaunesp.com.br/this-is-us-2-critica/"><em>This Is Us</em></a> que, assim como a produção da plataforma de <em>streaming</em>, constrói relações de empatia público-personagens e abusa de linhas cronológicas passeando entre <a href="http://personaunesp.com.br/donnie-darko/">o antes e o agora</a>.</p>
<figure id="attachment_11250" aria-describedby="caption-attachment-11250" style="width: 1021px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class=" wp-image-11250" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-300x169.jpg" alt="" width="1021" height="575" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-2-1.jpg 1400w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11250" class="wp-caption-text"><em>A dinâmica infância e vida adulta casa bastante com a de It – A Coisa, livro de Stephen King adaptado pros cinemas nos anos 90 e novamente em 2017 (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O escritor Steven (Michiel Huisman) trabalha as nuances no limite entre negação e sanidade; a agente funerária Shirley (Elizabeth Reaser) é uma força da natureza, internaliza mágoa e lida com os frutos de decisões de seu passado; Theo (Kate Siegel) é a psicóloga infantil e também a Crain que carrega a melhor trama de apoio da série. Todos os momentos que envolvem sexualidade e culpa da personagem já valem a empreitada de maratonar os dez episódios.</p>
<p>Os gêmeos Luke (Oliver Jackson-Cohen) e Nell (Victoria Pedretti) complementam a prole de Olívia (Carla Gugino) Devo abrir um parênteses para falar sobre essa atriz: excepcional, que tem um olhar incisivo e uma calma terna que assusta quando a mulher começa a se seduzir pelos males da casa. O pai da casa é Hugh (Henry Thomas, na versão adulta e Timothy Hutton na idosa).</p>
<p>Luke sofre com o vício, e seus fantasmas na casa em momento algum se materializam em figuras pálidas e esguias. O temor que a atuação de Jackson-Cohen transmite é sempre carregado de um medo sobrenatural de si mesmo. Nell é a catapulta da história, é a partir dela que a família volta a ter contato com a casa e, enfim, enfrentar demônios já enraizados. É ela também que tem o melhor <em>plot-twist</em>.</p>
<p><figure id="attachment_11252" aria-describedby="caption-attachment-11252" style="width: 911px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11252" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-300x169.jpg" alt="" width="911" height="513" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-3-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11252" class="wp-caption-text"><em>A série é inspirada no livro A Assombração da Casa da Colina (1953), da autora Shirley Jacskon [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure>O foco da produção na troca entre os membros da família acaba colocando os fantasmas em segundo plano – às vezes, literalmente, já que <em>Hill House</em> é recheado de vultos e convidados indesejados em quase todas as cenas. Houve até um cuidado estratégico em posicionar a cenografia de maneira a qual tudo casasse no plano final. Tanto que o roteiro nem se dá ao trabalho de enumerar as assombrações ou narrar suas origens em diálogos expositivos. Aqui, os fantasmas são alegorias, elementos narrativos que tem como função primária a de mover a trama da família. Mas que, vez ou outra, arrancam um susto enorme. Cuidado com a cena do carro.</p>
<p>Outro grande trunfo de <em>Hill House</em> é sua direção de arte. Desde o <em>design</em> de produção, a construção de cenários grandiosos (os ambientes internos são verdadeiras pinturas), passando pela equipe de iluminação que sabe muito bem como e quando mostrar certos segmentos da mansão. E, finalmente, a fotografia. Magistral, o sexto episódio foi todo gravado em quatro <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6XMuUVw7TOM">planos-sequência</a> (tomada sem cortes). O cenário teve de ser construído para que a execução fosse perfeita, com passagens para elenco e equipe se esgueirarem enquanto a câmera de Flanagan transitava entre enormes tempestades.</p>
<figure id="attachment_11254" aria-describedby="caption-attachment-11254" style="width: 875px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11254" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x200.jpg" alt="" width="875" height="583" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imagem-4-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11254" class="wp-caption-text"><em>O Quarto Vermelho é a catarse poética que Mike Flanagan usa para selar a história da família Crain (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p>O último episódio é um <em>show</em> a parte, emocionante e dotado de uma paixão efervescente. A direção de Michael Flanagan imprime na conclusão da série a aura necessária para que seja lembrada na posteridade. Assim como <em>Invocação do Mal 2</em> (2016) e <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/">Hereditário</a></em>(2018) conseguiram fazer, <em>A Maldição da Residência Hill</em> é um terror de qualidade tão alta que consegue pular barreiras e quebrar correntes de gênero.</p>
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		<title>A raiva que adoece em Sharp Objects</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Aug 2018 23:10:32 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10656" aria-describedby="caption-attachment-10656" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10656" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10656" class="wp-caption-text"><em>A parede florida da residência dos Crellin evoca a alma cuidadosa de Adora, semelhante a Mãe Natureza (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Estrelada por Amy Adams, a minissérie da <em>HBO</em> adentra o passado da jornalista Camille Preaker, que retorna a sua cidade natal para noticiar a morte de duas jovens garotas. Carregada de ressentimento, a produção caminha a passos lentos e cores quentes para mapear as relações familiares problemáticas de sua protagonista. <span style="font-weight: 400;">Camille é uma mulher marcada por abusos. A começar pela distante relação que construiu com a mãe Adora (Patricia Clarkson, sublime), a perda de sua irmã caçula ainda na infância, os anos marcados pela automutilação e alcoolismo, a personagem de Amy Adams tem problemas em encarar o passado e, principalmente, deixá-lo ir. </span></p>
<p><span id="more-10655"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Gillian Flynn (<em>Garota Exemplar</em>) adapta seu primeiro livro, lançado lá em 2006, quando o assunto de mulheres problemáticas e com as psiques estudadas e trabalhadas ainda não entrara em voga. A autora já chegou a dizer <a href="https://www.rollingstone.com/tv/tv-features/sharp-objects-finale-recap-gillian-flynn-hbo-713667/">que essa é sua criação que mais lhe causa raiva</a>, tanto pela índole das personagens por ela idealizadas quanto pela força negativa da história aqui contada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob o olhar astuto e imersivo de Jean-Marc Vallée (<em><a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/">Big Little Lies</a></em>, obra-prima), <em>Sharp Objects</em> dança no limiar de um pós-horror e <em>thriller</em> psicológico mesclado ao relato sujo de uma história de abuso e desafeto. Todas as personagens em cena guardam ressentimento. Todas gostariam de não estar ali. </span><span style="font-weight: 400;">Transitando pela infância de Camille por <em>flashs</em> pontuais e impactantes, a jovem interpretada por Sophie Lilils (de<em> It – A Coisa</em>) cimenta muito bem o arcabouço problemático e ferido que a persona de Adams transmite, já na vida adulta.</span></p>
<figure id="attachment_10657" aria-describedby="caption-attachment-10657" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10657" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/Imagem-2.jpg 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10657" class="wp-caption-text"><em>O nome dos episódios fazem referência as palavras que Camille eternizou em seu corpo, com seus objetos cortantes (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Junto de Adams, no <em>hall</em> das mulheres desagradáveis postas em tela, temos Adora e Amma Crellin. Patricia Clarkson constrói sua Adora internalizando todo o rancor e o desgosto que a personagem sente pela primogênita. Uma mulher silenciosa, ardilosa e que faz de tudo para manter intacta a reputação da cidade de Wind Gap, no Missouri.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amma é a personagem mais interessante do seriado. A atuação de Eliza Scanlen patina entre duas personalidades que a garota oculta, sempre um passo a frente dos outros. Amma representa o meio da linha entre Camille e Adora. Enquanto sua meia-irmã tenta se desvencilhar das raízes da cidadezinha do interior e sua mãe ergue a bandeira do passado, a adolescente busca, ao longo dos oito capítulos, um lugar para se prostrar nisso tudo.</span></p>
<p><figure id="attachment_10658" aria-describedby="caption-attachment-10658" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/IMAGEM-3-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10658" class="wp-caption-text"><em>O enredo da série dialoga com o filme Trama Fantasma (2017), representando uma forma de amor que não reconhece limites [Foto: Reprodução]</em></figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Recheado de silêncios harmoniosos, <em>Sharp Objects</em> faz de sua trilha sonora uma protagonista a parte. Sempre num clima anestesiante, a música da produção alude a tudo que os criadores querem explicitar ali. O barulho é tão problemático quanto a ausência dele. Camille sempre ouvir músicas para fugir da realidade crua de Wind Gap casa perfeitamente com o silêncio ensurdecedor que Adora reina em sua casa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra protagonista oculta em meio as atuações marcantes é a cidade que toma lugar a trama. Conhecida pelo mercado do abatedouro de porcos e pelo clima quente, Wind Gap cresce ao passo que a história progride. Há aqui um ar misterioso, fantástico, quase folclórico, que incomoda, deixa o espectador na ponta da cadeira, esperando o pior. Sempre tomando as atenções para si, a cidade elucida as ações de seus residentes. Todos são daquele modo pelo simples fato de ser. Não há qualquer escapatória.</span></p>
<figure id="attachment_10659" aria-describedby="caption-attachment-10659" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-4-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10659" class="wp-caption-text"><em>Vickery e Willis se frustram sempre um passo atrás do culpado pelas mortes de Ann e Natalie (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Completando a parcela de personagens deslocados e desconfortáveis, a minissérie apresenta o delegado Bill Vickery (Matt Craven), aparentemente o único policial da cidadezinha, responsável pela investigação da morte das meninas Ann e Natalie. Outro homem da lei que aqui figura é Richard Willis (Chris Messina), vindo do Kansas, que auxilia nas investigações, tem boas cenas junto da protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar aqui que o foco do seriado não é a resolução dos casos ou qualquer retrato que demande explicações e motivos. <em>Sharp Objects</em> trabalha sim esses temas, mas toda sua carga criativa se concentra na ascensão e queda de suas mulheres protagonistas. As trocas dúbias de palavras fortes, o envenenamento de suas almas.</span></p>
<figure id="attachment_10660" aria-describedby="caption-attachment-10660" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/08/imagem-5.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10660" class="wp-caption-text"><em>Sharp Objects chegará ao Emmy 2019 com forças, principalmente nas categorias de atuação e direção (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os objetos cortantes do título são tão materiais quanto são figurativos, todo diálogo entre mãe e filha machuca até mais que a agulha que Camille leva a tiracolo. O <em>show</em> é pesado e sabe estudar as suas mulheres, deixando aqui um retrato semelhante ao que David Fincher fez em <em>Garota Exemplar</em>, de 2014. Quando dadas as devidas atenções, as mulheres são tão perigosas quanto os homens. </span><span style="font-weight: 400;"><em>Sharp Objects</em> cumpre mais do que promete e finaliza sua trajetória na Televisão sem muitos porquês. Não se esqueça das cenas pós-créditos.</span></p>
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