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	<title>Arquivos Luiza Schelling &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Vampiros ladram, mas não mordem em Love Kills</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Nov 2025 20:14:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo Existem filmes que transformam cidades em personagens ou fazem delas elementos importantes para a trama. Na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, por exemplo, o longa A Árvore do Conhecimento (2025) usa as transformações de Lisboa como ponto de partida de sua história. Já Baby (2024) faz das ruas da capital &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/love-kills-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Vampiros ladram, mas não mordem em Love Kills"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36116" aria-describedby="caption-attachment-36116" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36116" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-800x324.jpg" alt="Cena do filme Love Kills.Na imagem, com cores em tons de verde neon, a personagem Helena está com as duas mãos nas bochechas com expressão de prazer. Ela é uma vampira e se delicia com sangue na boca, que está aberta, mostrando as presas. Ela está de olhos fechados e a fotografia fecha o plano em seu rosto. Ao fundo, em desfoque, há uma parede laranja. Helena é uma mulher negra, na faixa dos 35 anos, de cabelos dread na cor preta. Suas unhas estão pintadas em tom escuro. " width="800" height="324" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-800x324.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-1024x414.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-768x311.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9-1200x486.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image2-9.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36116" class="wp-caption-text">Love Kills foi exibido no Festival do Rio 2025 (Foto: Filmland Internacional)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem filmes que transformam cidades em personagens ou fazem delas elementos importantes para a trama. Na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, o longa </span><a href="https://mostra.org/filmes/a-arvore-do-conhecimento"><i><span style="font-weight: 400;">A Árvore do Conhecimento</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025) usa as transformações de Lisboa como ponto de partida de sua história. Já </span><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2024) faz das ruas da capital paulista um local de refúgio e identidade. Essa característica não está presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Kills</span></i><span style="font-weight: 400;">, apesar de a diretora Luiza Schelling transformar a terra da garoa em sua Transilvânia, ela pode ser substituída por qualquer outro cenário. A produção faz parte da seção Mostra Brasil do evento e reproduz a linguagem e a gramática de países externos. </span><span id="more-36115"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama de vampirismo é inspirada no </span><a href="https://deliriumnerd.com/2020/03/20/love-kills-resenha-danilo-beyruth-darkside-books/"><span style="font-weight: 400;">quadrinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de mesmo nome, escrito por Danilo Beyruth (</span><a href="https://www.planocritico.com/lista-graphic-msp-as-historias-ranqueadas/"><span style="font-weight: 400;">Astronauta MSP</span></a><span style="font-weight: 400;">), e é persuadida por produções estrangeiras do subgênero, seja pelas roupas de couro (</span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/522290/critica-blade-o-cacador-de-vampiros-1998-nem-so-de-sangue-vive-o-vampiro-classico/"><i><span style="font-weight: 400;">Blade: O Caçador de Vampiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, 1998) ou  inspirações no enredo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drácula de Bram Stoker </span></i><span style="font-weight: 400;">(1897). Tentar se desvincular de uma obra inaugural como o livro do final do século XIX não é só exaustivo, como faz parte da Arte o diálogo com influências externas. Porém, repetir os padrões estilísticos do Cinema Hollywoodiano em um longa brasileiro é, no mínimo, castrador. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Helena (</span><a href="https://personaunesp.com.br/3-nacional-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">Thais Lago</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Marcos (</span><a href="https://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Gabriel Stauffer</span></a><span style="font-weight: 400;">) transitam nas noites de São Paulo, entre covis e escadarias onde o abandono estatal e a dependência por drogas são codificados como elementos de Terror, mas superficiais. A morte de pessoas em situação de rua, servidas de alimento para os vampiros, remete à alegoria dos ricos que sugam as classes mais vulneráveis. Contudo a temática está mais apoiada ao clichê dessa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZMm-M3Y1ISI"><span style="font-weight: 400;">metáfora</span></a><span style="font-weight: 400;"> no imaginário do público do que um compromisso no enredo, que dá preferência à fantasia e ao amor, fazendo com que esse plano de fundo da cidade de pedra seja puramente estético – o que não seria um problema, se a direção de Schelling não estivesse tão apegada aos vícios americanos. A título de comparação, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Boas Maneiras</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2017) consegue incorporar a natureza folclórica do lobisomem, contada de forma oral por gerações, por meio de paisagens pintadas e estilo artificial, o que proporciona elementos do Brasil.</span></p>
<figure id="attachment_36117" aria-describedby="caption-attachment-36117" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10.jpg" alt="Cena do filme Love Kills.Na imagem, o personagem Marcos está de costas para a câmera, mas com o rosto virado para ela. Ele empunha um machado na mão direita. À sua frente, há muito fogo e fumaça, fazendo com a fotografia tenha bastante sombra, impossibilitando a identificação das cores de roupas do personagem, por exemplo. Marcos está vestindo calças e uma jaqueta, ele possui cabelo encaracolado. É um homem branco na faixa dos 35 anos. " width="770" height="514" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/10/image1-10-768x513.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36117" class="wp-caption-text">Love Kills marca a estreia na direção de Luiza Schelling, que trabalhou durante anos na produção (Foto: Filmland Internacional)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens lutam com uma coreografia e encenação bastante formulaica, ora por planos abertos no escuro, ora por uma câmera estática que se fixa nos golpes. São socos que quebram a barreira do som, arremessam adversários para longe e fazem eles gemer durante o combate. Quando os poderes de levitação entram em cena, a situação piora, e os figurinos de couro remetem aos </span><i><span style="font-weight: 400;">X-men</span></i><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rapsody-aniversario-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Bryan Singer</span></a><span style="font-weight: 400;">, e ao principal produto midiático brasileiro oriundo dos heróis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">: a novela </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Mutantes: Caminhos do Coração</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2008-2009). Essa semelhança não atribui uma carga cômica ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/darkman-vinganca-sem-rosto-35-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">camp</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas de um simulacro mal feito das batalhas travadas nos </span><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma briga difícil de se imaginar acontecendo nas ruas paulistanas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da boa iluminação e da fotografia de <a href="https://personaunesp.com.br/durval-discos-critica/">Jacob Solitrenick</a>, que traz ares góticos em suas composições, </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Kills</span></i><span style="font-weight: 400;"> não transmite a paixão ardente que os protagonistas tanto verbalizam ou que a cena de abertura consegue transmitir, momento que, inclusive, lembra a </span><a href="https://www.facebook.com/amantescinema/posts/a-cena-de-abertura-de-blade-1998-nunca-foi-igualada/1114029467034895/"><span style="font-weight: 400;">primeira sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> de ação em </span><i><span style="font-weight: 400;">Blade</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ambas são ambientadas em uma balada, filmadas com tesão e que ejaculam sangue, ao passo que a roupa de Helena, amarrada com um laço atrás, dá indícios de uma abordagem </span><a href="https://claudia.abril.com.br/amor-e-sexo/bdsm-como-praticar-o-sadomasoquismo-de-forma-saudavel/"><i><span style="font-weight: 400;">BDSM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, o estilo quente só retorna ao final da trama e as roupas coladas ficam sem apelo, engolidas pela escuridão noturna, sendo difícil apreciar os estilos dos vampiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem alguma coisa que </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Kills</span></i><span style="font-weight: 400;"> remete de São Paulo, talvez seja essa ideia de uma cidade frívola, sem amor, que já foi desmentida por meio de produções que inundaram o cotidiano com esse sentimento poderoso. É uma representação bem morna sobre o desejo dos dráculas, que em uma abordagem contida, lembra muito mais a fase casta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual do que uma identidade brasileira. Com certeza a capital paulista não habita uma profecia de filme de aventura, em que um ser poderoso está vindo e é preciso agir, antes que seja tarde demais. Afinal, que tipo de história esse </span><a href="https://cinepop.com.br/10-curiosidades-de-a-mumia-aventura-classica-dos-anos-90-446525/"><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> te lembra? </span></p>
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