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	<title>Arquivos Love Is Dead &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>CHVRCHES está de volta e o amor está morto</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2018 23:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[CHVRCHES]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Synthpop]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Jho Brunhara “Você alcançou tudo o que queria fazer?” Assim ecoa um dos primeiros versos do novo álbum da banda escocesa CHVRCHES, com a faixa “Graffiti”. Love Is Dead, lançado dia 25 de maio, retoma o synthpop tão conhecido pelos fãs. Formado por Lauren Mayberry, Iain Cook e Martin Doherty, o novo trabalho do grupo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/chvrches-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "CHVRCHES está de volta e o amor está morto"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-10376" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-1.jpg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-1.jpg 899w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></span></p>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>“Você alcançou tudo o que queria fazer?” Assim ecoa um dos primeiros versos do novo álbum da banda escocesa CHVRCHES, com a faixa “Graffiti”. <em>Love Is Dead</em>, lançado dia 25 de maio, retoma o synthpop tão conhecido pelos fãs. Formado por Lauren Mayberry, Iain Cook e Martin Doherty, o novo trabalho do grupo aborda relacionamentos,  além de refletir o atual cenário político do mundo, um olhar da banda sobre o caos do século XXI.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><span id="more-10375"></span>“Era para ser meio chocante mesmo. Não acordo todos os dias e concordo com a frase do título do álbum, mas alguns dias sim. É mais uma pergunta de onde você está, as pessoas vão ler o nome do álbum e vão ficar ‘o que?’” Afirma Mayberry. “É para servir como um norte para uma conversa que acontece nas músicas do disco. Alguém está tentando entender como se sente e não necessariamente existe uma resposta, mas você está tentando percorrer pela frustração e confusão mental – e o que fazer com tudo o que você descobriu.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Love is Dead</em> é o terceiro álbum do grupo, tendo como antecessores <a href="https://www.youtube.com/watch?v=PDA6-kIdldA&amp;list=PLe30UiAEzig6sQDVxAy2jibkbqyLiD8SY"><em>Every Open Eye</em></a> lançado em 2015, e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DqLVpesoNnE&amp;list=PLZqsyBiYZFQ0PLkp0qlrfQfOWoO3AVYYC"><em>The Bones of What You Believe</em></a>, lançado em 2013. Aos fãs que estavam acostumados como uma sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">dark</span></i><span style="font-weight: 400;"> e menos </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo disco pode ser um pouco decepcionante, mas ninguém é o mesmo para sempre: CHVRCHES coloca o coração no synthpop e traz refrões poderosos, letras críticas em melodia </span><a href="https://music.stackexchange.com/questions/54763/what-is-upbeat-music"><i><span style="font-weight: 400;">upbeat </span></i></a><span style="font-weight: 400;">e a prova que ser versátil e mais comercial não significa música ruim. “Eu gosto da ideia que essa banda pode ser pop e emo e punk. Isso é legal, não precisa ser tudo de um jeito ou de outro, e talvez seja isso que faça ser quem somos?”<br />
</span></p>
<figure id="attachment_10377" aria-describedby="caption-attachment-10377" style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-10377" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-2.jpg" alt="" width="602" height="401" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-2.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/Imagem-2-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10377" class="wp-caption-text">Ian, Lauren e Martin</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As três primeiras faixas do álbum são exatamente esse pop meio rock, indie e lotado de synths: “Graffiti”, “Get Out” (que foi o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum) e “Deliverance” introduzem refrões poderosos e melodias chicletes. O refrão de Graffiti é com certeza um dos melhores do álbum, sendo uma das faixas para se ouvir no </span><i><span style="font-weight: 400;">repeat.</span></i></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“We wrote our names along the bathroom walls<br />
Graffitiing our hearts across the stalls<br />
I&#8217;ve been waitin&#8217; for my whole life to grow old<br />
And now we never will, never will”</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">“My Enemy”, uma parceria com o vocalista do <a href="https://open.spotify.com/artist/2cCUtGK9sDU2EoElnk0GNB?autoplay=true&amp;v=A">The National</a>, Matt Berninger, se aproxima mais de um CHVRCHES do início da carreira, com uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais calma e dark. “Sempre fomos grandes fãs do The National, e quando fomos gravar ‘My Enemy’, Iain e Martin sugeriram que eu mandasse um email para Matt sobre cantar a música. Nunca pensamos que ele teria tempo para isso, mas ele respondeu muito rápido e no dia seguinte já fomos gravar a faixa na casa dele.”</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="CHVRCHES - My Enemy ft. Matt Berninger" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fKuxh0E9mSI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">“Forever”, “Never Say Die” e “Miracle” retomam o EDM-synthpop mais animado, mas não vazio. Em &#8220;Miracle&#8221; – que ganhou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=e1YqueG2gtQ">um clipe apocalíptico onde o caos e a violência dominaram o mundo</a> –, Lauren clama ao mundo que a solução para os nossos problemas não é um milagre. “And I need you to know, I&#8217;m not askin&#8217; for a miracle/But if love is enough, could you let it show?”. A faixa, assim como muitas outras do disco, foi produzida em parceria com Greg Kurstin, conhecido por trabalhar com muitos artistas ligados à música pop. “Você tem o ‘grande cara do pop’, eu fico, ‘bom, eu não acho que é justo dizer isso.’ Meio que subestima o talento dele, e o nível de colaboração que está rolando.” CHVRCHES está mais crítico do que nunca, e isso é realmente importante analisando a atual situação política do mundo. A música pop também pode, e deve, funcionar como voz para o que há de errado na sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Graves”, que quase parece pertencer à trilha sonora de </span><a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por seu instrumental, segue a linha crítica de &#8220;Miracle&#8221;, e questiona a submissão e o individualismo da sociedade diante de tantos problemas.<br />
“They&#8217;re leavin&#8217; bodies in stairwells/Washin&#8217; up on the shore/Do you really expect us to care what you&#8217;re waitin&#8217; for?” faz referência aos refugiados que morreram afogados no mar mediterrâneo e fizeram parte dos noticiários do mundo todo. O vocal de Lauren explode em um dos melhores refrões do disco, que nos questiona: você vai realmente olhar para o outro lado enquanto eles estão dançando em cima dos nossos túmulos?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="CHVRCHES - Miracle (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/e1YqueG2gtQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">E aos que ficaram na dúvida não, “Love is Dead” não é a volta de um CHVRCHES indie-dark, muito menos significa que a banda se vendeu para o mercado de músicas comerciais. O disco só é vazio para quem esperava faixas características de tempos em que o synthpop não havia dominado ainda as produções radiofônicas da música pop, como vemos hoje. Da mesma forma que o grupo ajudou a conduzir o estilo ao </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduziu um pouco de si próprio a cada um deles. Ainda vamos ter que esperar um pouco mais para que mais músicas como “God’s Plan” – distantes da estrutura verso/pré-refrão/refrão/verso/ponte/refrão – voltem a ser maioria na </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">, e isso não é um problema. O álbum cumpre exatamente o que se espera de uma banda tão versátil.</span></p>
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