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	<title>Arquivos Linkin Park &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>From Zero é a carta de superação de Linkin Park, e isso é inegável</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jan 2026 15:00:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Diaz Havia sinais de exaustão emocional em torno de Chester Bennington, ex-vocalista e figura astral em volta do Linkin Park, muito antes de 20 de julho de 2017. Entrevistas carregadas de vulnerabilidade, letras cada vez mais confessionais, performances que pareciam atravessadas por um cansaço existencial. E tudo isso foi relido, retrospectivamente, como prenúncio de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-from-zero/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "From Zero é a carta de superação de Linkin Park, e isso é inegável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36784" aria-describedby="caption-attachment-36784" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-800x800.png" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. A imagem mostra uma composição abstrata de líquidos em tons de rosa, preto e branco espalhados sobre uma superfície, formando ondas, bolhas e camadas irregulares. No centro da imagem, há um pequeno símbolo circular branco, contrastando com o fundo orgânico e fluido." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image3-4.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36784" class="wp-caption-text">From Zero é o disco mais vendido do Linkin Park no Brasil, obtendo a marca de 120 mil cópias vendidas (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Diaz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havia sinais de exaustão emocional em torno de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-incrivel-teste-de-chester-bennington-para-entrar-no-linkin-park-narrado-pelos-colegas/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, ex-vocalista e figura astral em volta do Linkin Park, muito antes de 20 de julho de 2017. Entrevistas carregadas de vulnerabilidade, letras cada vez mais confessionais, performances que pareciam atravessadas por um cansaço existencial. E tudo isso foi relido, retrospectivamente, como prenúncio de uma perda que abalaria não apenas o Linkin Park, mas uma geração inteira do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd?si=01e37c8bf2174da4"><i><span style="font-weight: 400;">One More Light</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017), lançado pouco antes de sua </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-foram-os-ultimos-dias-de-chester-bennington-do-linkin-park-abatimento-e-esperanca/"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, já soava como uma carta de despedida não intencional: era um álbum frágil, exposto, muitas vezes incompreendido, contudo emocionalmente direto. </span></p>
<p><span id="more-36780"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notícia do suicídio de Chester interrompeu a trajetória da banda e instaurou um luto coletivo que se confundiu com o próprio fim simbólico do grupo. Para muitos fãs, o Linkin Park havia acabado ali por uma impossibilidade ética e afetiva de seguir sem sua voz – e, até hoje, uma minoria se </span><a href="https://extra.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2024/10/nova-vocalista-do-linkin-park-divide-opinioes-dos-fas-entenda-as-polemicas-que-envolvem-emily-armstrong.ghtml"><span style="font-weight: 400;">recusa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a aceitar a nova formação por resquícios do passado ainda não superados. O hiato perdurou e foi puramente técnico, porém principalmente moral. Por anos, o silêncio da banda funcionou como espaço de respeito, e só sobrava a dúvida no ar: o projeto estava encerrado ou apenas em pausa?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo desse tempo, o nome Linkin Park permaneceu como um espectro cultural, constantemente presente em playlists, memórias afetivas, fóruns, porém ausente de novos gestos artísticos, conforme a indústria se transformava. Por isso, quando </span><a href="https://disconecta.com.br/noticias/o-que-aconteceu-quando-o-cronometro-crescente-do-linkin-park-chegou-ao-fim/"><span style="font-weight: 400;">rumores</span></a><span style="font-weight: 400;"> de retorno começaram a circular em 2024, a reação foi ambígua: esperança misturada à desconfiança, desejo de reencontro atravessado por medo de profanação. A confirmação veio em setembro, com o anúncio do tão aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4R6FV9NSzhPihHR0h4pI93?si=MntQkCCwQLOy5hLzVBMVyw"><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a chegada de um novo rosto: </span><a href="https://billboard.com.br/quem-e-emily-armstrong-vocalista-do-linkin-park/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> como nova vocalista. Claramente, o inesperado rapidamente polarizou a mídia e os fãs: entre quem enxergava coragem e quem via oportunismo, entre os que celebravam a sobrevivência e os que viam um desrespeito ao luto.</span></p>
<figure id="attachment_36783" aria-describedby="caption-attachment-36783" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-800x450.png" alt="Seis integrantes da banda Linkin Park sentados juntos em estúdio, vistos de baixo para cima, vestindo roupas largas em tons neutros e jeans. Ao centro, uma mulher com cabelo platinado cruza as pernas e encara a câmera, enquanto os demais membros ao redor mantêm posturas relaxadas e expressões sérias ou contemplativas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image2-6.png 1312w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36783" class="wp-caption-text">O encontro entre Emily Armstrong e a banda começou de forma discreta: sessões de composição com Mike Shinoda em 2019 (Foto: Jimmy Fontaine)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de Emily não foi recebida como mera substituição, mas também não escapou dessa leitura. Sua voz feminina, datada como mais aguda, mais limpa, menos rasgada que a de Chester, opera como deslocamento estético e simbólico. O ponto central não é se ela ‘</span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/11/emily-armstrong-superou-medo-substituir-chester-bennington-linkin-park/"><span style="font-weight: 400;">substitui</span></a><span style="font-weight: 400;">’ o Chester, algo que particularmente seria uma tarefa impossível, e sim se ela consegue instaurar uma nova dinâmica emocional para o Linkin Park, mantendo o </span><a href="https://atlantidasc.com.br/linkin-park-tira-faixa-do-ultimo-album-com-chester-de-setlists-entenda-motivo/"><span style="font-weight: 400;">respeito</span></a><span style="font-weight: 400;"> que consolidava entre os membros remanescentes. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;"> responde a isso com uma estratégia curiosa: não tenta apagar o passado, tampouco reencená-lo fielmente. O álbum assume, desde sua vinheta inicial, a impossibilidade do recomeço absoluto. A pergunta quase irônica </span><i><span style="font-weight: 400;">‘</span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1uhces29ApKuQWFdpiUsvH?si=ed9b4efc8c334e5e"><i><span style="font-weight: 400;">Do zero? Tipo, do nada?</span></i><span style="font-weight: 400;">’</span></a><span style="font-weight: 400;"> não soa como promessa, e sim como reconhecimento de limite, principalmente vindo da voz de Emily. Não se começa do zero quando se carrega uma história tão marcada por trauma, sucesso, reinvenções e perda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa consciência atravessa o álbum inteiro. É um disco muito cuidadoso no que se diz falar menos sobre reinvenção e focar em sua estabilização. Em vez de tentar surpreender radicalmente, o Linkin Park opta por reafirmar sua identidade, reorganizando-a ao redor de novos corpos e novas tensões – até porque o grupo não precisa impressionar ninguém do que são capazes. A escolha de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1EDPVGbyPKJPeGqATwXZvN?si=ea63ddbc774d4220"><i><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">sintetiza o que é verdadeiramente este projeto: a faixa reúne peso controlado e uma estrutura que soa imediatamente reconhecível como Linkin Park. Ao mesmo tempo, carrega mais fortemente a assinatura criativa de </span><a href="https://billboard.com.br/mike-shinoda-do-linkin-park-agradece-apoio-de-fas-apos-7-anos-de-hiato/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;">, sugerindo uma reconfiguração de forças internas. É como se a banda dissesse: ainda somos nós, porém mais fortes.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="The Emptiness Machine (Official Music Video) - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/SRXH9AbT280?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa lógica se estende à construção do álbum como um fluxo contínuo, marcado por transições quase constantes entre faixas. Esse encadeamento não é apenas estético e funciona como metáfora de um processo de reconstrução em movimento, sem pausas confortáveis ou zonas de repouso. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5mFZipkX1HZ4Idz5LOWpzq?si=1b3e311a3aa44db4"><i><span style="font-weight: 400;">Cut the Bridge</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, o grupo surpreende ao flertar com um </span><i><span style="font-weight: 400;">groove </span></i><span style="font-weight: 400;">mais dançante, quase </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, evocando inclusive associações com o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4sgYpkIASM1jVlNC8Wp9oF?si=bVN1lkQyTyCV0Av1QYhaPQ"><span style="font-weight: 400;">Paramore</span></a><span style="font-weight: 400;">, de 2013 (saudades). A faixa revela a versatilidade de Emily, abrindo espaço para movimentos corporais onde antes predominava o impacto e, agora, tensiona sua própria identidade rítmica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há se destacar também sua apresentação em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2HBBM75Xv3o2Mqdyh1NcM0?si=e764ea1598ed4c09"><i><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que se equilibra entre agressividade e precisão. Nesta faixa, é impossível não dizer que o longo grito da vocalista funciona quase como um ritual de afirmação: é sagaz e você compreende toda sua afirmação furiosa. Ainda assim, a </span><a href="https://www.vagalume.com.br/news/2025/07/22/mike-shinoda-afirma-que-alguns-fas-do-linkin-park-atacavam-emily-armstrong-por-ela-nao-ser-homem.html"><span style="font-weight: 400;">química</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre ela e Shinoda, embora evidente, não reproduz exatamente a dinâmica histórica da banda – e isso não é um defeito, mas um sinal de que algo novo, ainda instável, está em formação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção também não foge de sua face mais contemplativa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fSHoePrnmMw&amp;list=RDfSHoePrnmMw&amp;start_radio=1&amp;pp=ygUbb3ZlciBlYWNoIG90aGVyIGxpbmtpbiBwYXJroAcB"><i><span style="font-weight: 400;">Over Each Othe</span></i><span style="font-weight: 400;">r</span></a><span style="font-weight: 400;"> é exemplo de uma única faixa sem transição direta com a anterior e como um raro momento em que Emily ocupa sozinha o centro vocal. Assim como, no álbum inteiro, ela favorece seu protagonismo com extrema perfeição. Apesar da sonoridade mais afável se remeter inevitavelmente a </span><i><span style="font-weight: 400;">One More Light</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco mais controverso da banda, a abordagem soa menos ansiosa por dialogar com o </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em vez de experimentar pela clássica ruptura do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UUXfqQE8GnA"><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa prefere a introspecção, funcionando como um momento de suspensão emocional no meio de um álbum que alterna constantemente entre peso e delicadeza.</span></p>
<figure id="attachment_36781" aria-describedby="caption-attachment-36781" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-800x533.png" alt="Uma mulher com cabelo platinado e um homem com boné sobre o palco durante um show, sorrindo e segurando juntos uma bandeira do Brasil aberta. Ao fundo, telões exibem imagens em preto e branco, enquanto luzes quentes e a plateia lotada reforçam o clima de celebração e conexão com o público." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image4-5.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36781" class="wp-caption-text">Desde o retorno da banda, o Brasil foi palco de cinco apresentações em diversas cidades, como São Paulo, Brasília e Curitiba (Foto: Lucas Tavares)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, essa alternância é uma das marcas mais consistentes de </span><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não existe um único território emocional que é ocupado, nota-se uma transição entre agressividade, melancolia e energia contida, como se buscasse mapear os estágios de um luto que não se resolve, apenas se transforma. Isso fica particularmente evidente em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/7BkzAHnNW7WfrT4NcLaUDx?si=2205cc92a887481b"><i><span style="font-weight: 400;">Casualty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um dos trabalhos mais viscerais de uma protagonista solo. A explosão de Emily anuncia raiva, algo raro na trajetória recente da banda. A influência </span><i><span style="font-weight: 400;">punk/hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, especialmente no refrão, desloca o Linkin Park de seu conforto </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> e injeta uma urgência quase </span><a href="https://www.instagram.com/reel/DJdMEU0t5DT/"><span style="font-weight: 400;">anárquica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, todos os integrantes parecem ganhar espaço: o baixo de Phoenix surge com definição rara, Shinoda experimenta uma abordagem vocal mais rasgada, e a banda soa, finalmente, como um corpo coletivo em combustão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior evidência de simbolismo se encontra no encerramento, período em que a banda possui algumas cicatrizes. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6aCBjSb87RizdH8lVBIRW7?si=bdea4e4250b34d37"><i><span style="font-weight: 400;">Good Things Go</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um hino que encerra o álbum e ela o interpreta, rebuscando os </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3dxiWIBVJRlqh9xk144rf4?si=9479bde33ffe4800"><i><span style="font-weight: 400;">raps</span></i><span style="font-weight: 400;"> clássicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shinoda, em seu modelo mais reconhecível, e refrães </span><i><span style="font-weight: 400;">superpop</span></i><span style="font-weight: 400;">, inicialmente sem guitarra, depois acompanhados por ela. Essa construção em camadas espelha a própria história da banda: um núcleo identitário persistente cercado por tentativas de expansão, adaptação e sobrevivência. A frase final</span> <span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">às vezes, coisas ruins ocupam o lugar e coisas boas se vão</span></i><span style="font-weight: 400;">” é a síntese de que não há superação plena, não há catarse definitiva, apenas a constatação de que essas marcas permanecem – e que viver com elas é a única forma possível de seguir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é um disco de reinvenção. Não há pretensão de revolucionar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo, nem redefinir o </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">. Trata-se de um rito de passagem, como </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2tlTBLz2w52rpGCLBGyGw6?si=cb9fd2f976e4479e"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2007) foi em sua época, ou como </span><i><span style="font-weight: 400;">One More Light </span></i><span style="font-weight: 400;">tentou ser em outro registro. Ele ocupa o lugar desconfortável entre passado e futuro, entre memória e projeção, entre homenagem e autonomia – e, por isso, torna-se um álbum </span><a href="https://euquerofalardemusica.com.br/isso-e-o-que-voces-pediram-linkin-park-vence-a-desconfianca-em-from-zero/"><span style="font-weight: 400;">marcante</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_36782" aria-describedby="caption-attachment-36782" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-800x500.png" alt="Seis músicos reunidos no centro do palco ao final de um show, de braços levantados e sorrindo, diante de uma multidão com as mãos erguidas. Luzes fortes iluminam a cena, destacando o entusiasmo coletivo entre artistas e público." width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-800x500.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-1024x640.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-768x480.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5-1200x750.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/01/image1-5.png 1320w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36782" class="wp-caption-text">O álbum recebeu duas indicações no Grammys deste ano: Melhor Álbum de Rock e Melhor Performance de Rock, com o single The Emptiness Machine (Foto: Fernando Schlaepfer)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte da imprensa celebrou o retorno como um ato de coragem emocional, outros apontaram a segurança excessiva das escolhas estéticas. A </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2024/11/15/fas-do-linkin-park-compartilham-historias-e-comentam-hype-para-shows-no-brasil-mudou-minha-vida.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">fanbase</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, oscila entre a gratidão e a defesa automática, muito sensibilizada em reencontrar a banda e a dificuldade de aceitar suas transformações. Há quem veja em Emily uma voz funcional, e quem enxergue nela a possibilidade de um novo eixo emocional para o grupo. Há quem leia o álbum como homenagem, e quem o interprete como tentativa de reativar um legado sob risco de fossilização. Ambas as leituras são legítimas e o próprio disco parece consciente dessa tensão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Culturalmente, o retorno do Linkin Park aos palcos, em 2024, também dialoga com um movimento mais amplo: a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/como-nostalgia-influencia-cultura-pop-da-coletividade-dos-fandoms-sequencias-de-filmes-antigos-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;"> como linguagem dominante da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporânea, o retorno de estéticas dos </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/05/19/estetica-y2k-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, principalmente, a revalorização do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal </span></i><span style="font-weight: 400;">– pelo menos, a passagem da banda pelo território brasileiro intensificou isso. Nesse contexto, o álbum não tenta apagar Chester, sua ausência é sentida e lembrada em cada faixa, não como lacuna a ser preenchida, e sim como presença fantasmática que molda todas as decisões criativas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, após um ano de lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">From Zero</span></i><span style="font-weight: 400;"> se impõe como um álbum de qualidade consistente, emocionalmente honesto e esteticamente competente. Não teria como começar do zero, como seu título disfarça, e nem poderia. Começa do reconhecimento de que algumas perdas não se </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/por-que-o-linkin-park-resolveu-continuar-sem-chester-segundo-mike-shinoda/"><span style="font-weight: 400;">superam</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas se integram à própria identidade. E talvez seja justamente isso que torne este retorno legítimo: sem a promessa de um novo Linkin Park, contemplado da aceitação de que o antigo ainda vive – não intacto, não ileso, mas transformado.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: From Zero" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/4R6FV9NSzhPihHR0h4pI93?si=MntQkCCwQLOy5hLzVBMVyw&amp;nd=1&amp;dlsi=ebd6a47cf7ea47da&amp;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 23:33:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35105" aria-describedby="caption-attachment-35105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35105 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Arte-Melhores-Discos.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35105" class="wp-caption-text">2024 foi o ano das mulheres, seja no pop, no rap ou no country (Texto de abertura e edição: Guilherme Veiga e Laura Hirata-Vale/Arte: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais impossível que pareça, até que dá para passar um ano inteiro sem ver filmes, ou até mesmo perder a temporada daquela única série que você assiste, mas experimenta ficar esse mesmo período sem Música? É praticamente impensável. E não há como fugir disso, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ela está lá, no carro da rua que passa tocando o </span><a href="https://spectrumforu.substack.com/p/resenha-do-arrocha-j-eskine?utm_campaign=post&amp;utm_medium=web"><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">do carnaval</span></a><span style="font-weight: 400;">; no verão ensolarado é ela quem dá o clima; nos corações partidos, o primeiro ombro amigo vem de seus acordes e nas comemorações; é ela que intensifica a euforia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024 não foi diferente, pra onde você olhava, havia Música, e melhor, ela fazia história. No ano marcado pela ‘treta’ de Drake e Kendrick, ponto para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">de Compton, que, além de fazer o mundo inteiro trucidar seu oponente, ainda teve as honrarias máximas reconhecidas pela indústria. Em outra briga, dessa vez, menos sanguinária, Taylor Swift e suas várias versões do antológico </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">THE TORTURED POETS DEPARTMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> batia de frente com quem ameaçasse seu pódio nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas não há como negar que foi o ano delas. O mundo foi </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">pintado de verde</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela efervescência de Charli xcx. A própria Swift ampliou ainda mais seu império, mas foi outra ‘loirinha’ – mais irônica e com intenção de instigar – que mostrou seu lado </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><span style="font-weight: 400;">curto e doce</span></a><span style="font-weight: 400;"> para os holofotes. Foi o ano das também das voltas; uma veio </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><span style="font-weight: 400;">a galope</span></a><span style="font-weight: 400;"> para reivindicar a música </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto outra saiu do crepúsculo de seu hiato para </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">alvorecer</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><span style="font-weight: 400;">voz de fada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">de gente grande; enquanto o terror dos primos nos almoços de família, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">, chegou como quem não quer nada e nos afogou em suas questões e genialidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todo ano e já de praxe nessa Arte, foi a diversidade que dominou. Enquanto POCAH reconta sua história através de todas as suas versões, </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><span style="font-weight: 400;">Twenty One Pilots</span></a><span style="font-weight: 400;"> dava um fim (?) para a sua. Se o The Cure voltou depois de 16 anos para o reino da tristeza com um álbum de inéditas, Rachel Chinouriri estreou abordando a mesma tristeza quase que com uma autopiedade cômica. </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com o pé na porta, já Gracie Abrams chegou com tudo. Luan Santana cantou amor, enquanto Duda Beat cantou tesão. Linkin Park entoou novamente o gutural típico do </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, diferente de Adrianne Lenker, que murmurou sentimentos doloridos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas uma coisa é certa, mais uma vez a já tradicional lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=melhores+discos"><span style="font-weight: 400;">Melhores Discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> retorna do jeito que é. No ano em que perdemos </span><b>Liam Payne</b><span style="font-weight: 400;">, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> segue uma direção: usar da Música e das Artes no geral para lembrar quem somos e discutir quem podemos ser.</span></p>
<p><span id="more-34950"></span></p>
<figure id="attachment_34968" aria-describedby="caption-attachment-34968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Alligator Bites Never Heal. Na imagem temos a presença da cantora Doechii, uma mulher negra, de olhos castanhos, usando tranças nagô com miçangas na cor preta. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas, uma saia verde longa com detalhes em xadrez, uma meia branca e um sapato marrom. Ela está sentada em uma cadeira de madeira enquanto segura um jacaré completamente branco. Ao fundo temos uma tela verde escuro e no chão um tapete com vários detalhes. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Alligator-Bites-Never-Heal-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34968" class="wp-caption-text">Doechii conquistou três indicações ao Grammy 2025 nas categorias de Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum Rap e Melhor Performance de Rap (Foto: Top Dawg Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Doechii &#8211; Alligator Bites Never Heal </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cuidado! </span><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> mandou avisar que em Tampa, Flórida existem muitos pântanos e nós sabemos que mordidas de jacaré nunca curam, </span><i><span style="font-weight: 400;">ya dig</span></i><span style="font-weight: 400;">? Em</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/60UzB8mOCMpc7xkuJE6Bwc?si=Sb_O0OjBTfyNnZqlaE4CFw"> <i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtape</span></i><span style="font-weight: 400;"> produzida e interpretada por Doechii, encaramos de frente a sua versatilidade. Sintetizando suas raízes no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop old school</span></i><span style="font-weight: 400;"> e no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">explora temas sensíveis sobre a sua vida, como relacionamentos, revoltas e ascensão à fama. Em seu novo álbum, a artista apresenta uma narrativa tão sincera e por vezes brincalhona a respeito de si mesma, que as rimas guardam uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F0cdbR5ognY"><span style="font-weight: 400;">comicidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e originalidade única, dando </span><i><span style="font-weight: 400;">match </span></i><span style="font-weight: 400;">com a sua personalidade sagaz . </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco surge através da série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6skI89ZGaV4&amp;list=PLVBbjY9E_mIBZ_UlfFzu-mI52IiS4p37K"><i><span style="font-weight: 400;">Swamp Sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora se desafiava com um cronômetro de uma hora para escrever suas músicas, que posteriormente eram publicadas semanalmente às sextas-feiras em seu canal do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-91vymvIH0c"><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></a><span style="font-weight: 400;">. Desse projeto nasceu as letras </span><i><span style="font-weight: 400;">BULLFROG</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">CATFISH</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">FLORIDA WATA</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SUNDAY’S BEST</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iGbeZNqklic"><i><span style="font-weight: 400;">NISSAN ALTIMA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Performance de Rap. Com seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Alligator Bites Never Heal</span></i><span style="font-weight: 400;"> escancara o talento de Doechii, mostrando sua criatividade e língua afiada nas 19 faixas presentes no disco, evidenciando pra quem ouve, que isso é só um fragmento de suas habilidades e que os próximos lançamentos da artistas promete ser de alta qualidade. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CATFISH, BULLFROG, DENIAL IS A RIVER </span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34969" aria-describedby="caption-attachment-34969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34969" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg" alt="Capa do disco All Born Screaming de St. Vincent. Na arte, a cantora, uma mulher branca de cabelos escuros, está em chamas. A câmera captura a sua figura por completo. St. Vincent está em frente a um plano de fundo escuro que realça a situação retratada na arte de capa do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/ALL-BORN-SCREAMING.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34969" class="wp-caption-text">All Born Screaming recebeu quatro indicações ao Grammy de 2025, vencendo três delas (Foto: Virgin Music Group)</figcaption></figure>
<p><b>St. Vincent &#8211; All Born Screaming</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/st-vincent/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> voltou com um disco inteiramente produzido por ela. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3nRlJXz5W39luXRto5hc4f"><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um compilado das melhores características de uma das personalidades mais interessantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Em um misto de sonoridades que variam desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> progressivo até o </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, Annie Clark desafia a si mesma, criando um disco que, não surpreendentemente, acerta mais do que erra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, com exceção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sweetest Fruit</span></i><span style="font-weight: 400;"> – faixa com intenção de homenagear </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sophie/"><span style="font-weight: 400;">SOPHIE</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que acaba soando </span><a href="https://www.them.us/story/st-vincent-sophie-tribute-song-backlash"><span style="font-weight: 400;">fora do tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> em mais de um sentido –, </span><i><span style="font-weight: 400;">All Born Screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> justifica a vitória do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de Música Alternativa por se tratar de um retrato flamejante de toda a artisticidade de St. Vincent. A produção ganhou até mesmo uma regravação em espanhol, intitulada </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1RXC4kHEPA006xjHMtlI7O?si=tx1gRl1XRcm5YS8KIPEwtA"><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nascen Gritando</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hell Is Near; Big Time Nothing; Violent Times.</span></p>
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<figure id="attachment_34970" aria-describedby="caption-attachment-34970" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Amaríssima de Melly. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele preta, com piercings no lábio inferior, nariz e sobrancelha e cabelo encaracolado ruivo e com uma tatuagem com o nome do álbum, Amaríssima, abaixo do olho direito, num fundo avermelhado." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Amarissima-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34970" class="wp-caption-text">Amaríssima é sentir e viver um relacionamento do início ao fim em um álbum (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Melly &#8211; Amaríssima</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Melly, cantora e compositora baiana, foi a artista revelação do Prêmio Multishow 2023, com seu  </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LR2sheQdWLI"><i><span style="font-weight: 400;">Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, foi com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaríssima</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a intérprete  se destacou e abriu suas asas para voar ainda mais alto. </span><span style="font-weight: 400;">Nas 13 faixas que compõem o projeto, a jovem mistura</span><span style="font-weight: 400;"> ritmos de </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> com letras que exploram temas profundos como o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/amarissima-melly-explora-as-faces-do-amor-em-album-de-estreia/"><span style="font-weight: 400;">amadurecimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de trazer participações especiais como Liniker e Russo Passapusso</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Amaríssima, Melly explora diferentes fases de um relacionamento com a combinação de canções de diferentes gêneros, como samba-</span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> e afropop. Os estilos musicais marcam o álbum, porém a cereja do bolo é o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BCy16g7mre0"><span style="font-weight: 400;">curta metragem incrível</span></a><span style="font-weight: 400;">, idealizado pela cantora. Se amadurecer é desconfortável, Melly faz disso poesia e consegue estabelecer uma conversa com seus fãs da maneira mais pura.  O álbum é um convite para o mundo dela, sem deixar de conversar com os universos particulares de cada um, e isso não poderia ser mais perfeito. <strong>&#8211;</strong> </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cacau, Paraíso e </span><span style="font-weight: 400;">Bye Bye</span></p>
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<figure id="attachment_34971" aria-describedby="caption-attachment-34971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg" alt="Capa do álbum Batidão Tropical Vol. 2 de Pabllo Vittar. A imagem mostra a drag-queen, um homem negro, com uma peruca de cabelos escuros, utilizando apenas uma calcinha da cor preta. A drag-queen está com as mãos em cima dos peitos e, na mão direita, ela segura uma blusa da cor preta. O fundo da capa é da cor bege. Na parte de cima da foto, há o título do álbum, que está estilizado nas cores azul e verde. No lado esquerdo inferior, há três ícones, todos da cor laranja. Ao lado direito, há o nome da artista na vertical, com a cor vermelha." width="800" height="797" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-800x797.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1024x1020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-768x765.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2-1200x1195.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/batidao.tropical.vol_.2.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34971" class="wp-caption-text">Segundo volume do projeto baseado em regravações de clássicos do Norte e Nordeste reafirma a versatilidade da drag queen (Foto: Gabriel Renné/Sony Music)</figcaption></figure>
<p><b>Pabblo Vittar &#8211; Batidão Tropical Vol. 2</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando lançou, em 2021, o primeiro volume do </span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">, projeto baseado em regravações de sucessos que ouviu durante a infância, clássicos amados pelos fãs ficaram de fora da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> final. Após três anos, Pabllo Vittar voltou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/batidao-tropical-vol-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">sexto álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e a continuação daquele que é um de seus melhores trabalhos. Ampliando a nostalgia e dando uma nova roupagem às versões já conhecidas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrou o que sabe fazer de melhor: entregar um tecnobrega que reverencia o passado e, ao mesmo tempo, traz algo diferente, contribuindo para a sua produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda Calypso, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pra Te Esquecer</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando pela homenagem à Banda Batidão, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Ai Ai Ai Mega Príncipe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a produção do disco – encabeçada por nomes como Rodrigo Gorky, Maffalda, Pablo Bispo, Ruxell, Zebu e Lux &amp; Tróia – consegue dar um toque </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh</span></i><span style="font-weight: 400;"> às composições que ficaram famosas nos anos 2000. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Desligue o Telefone </span></i><span style="font-weight: 400;">com</span> <span style="font-weight: 400;">Maderito, por exemplo, a artista utiliza o </span><a href="https://escolamusicartchapeco.com.br/glossario/o-que-e-drum-bass/"><span style="font-weight: 400;">drum and bass</span></a><span style="font-weight: 400;">, gênero da música eletrônica marcado por batidas rápidas. Somando os dois volumes, o trabalho da performer é um teletransporte à história daqueles que cresceram com o brega e as suas performances de tirar o fôlego. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>Rubi, Hoje à Noite (Alone) e Ai Ai Ai Mega Príncipe</p>
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<figure id="attachment_34972" aria-describedby="caption-attachment-34972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco BRAT. Ela consiste apenas em um quadrado verde com o nome do álbum em letra cursica minúscula com fonte aumentada e na cor preta" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34972" class="wp-caption-text">Carimba que é Brat (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli xcx &#8211; BRAT</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Houve uma época, no auge dos anos 2000, em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> era categoricamente mais fútil, sem isso se tornar um demérito. Sem dúvidas, reflexo de tempos um pouco menos complicados. Roupas extravagantes, personalidades exageradamente excêntricas, </span><a href="https://www.buzzfeed.com/tessafahey/00s-girls-then-now"><i><span style="font-weight: 400;">it girls</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e músicas milimetricamente pensadas para ecoar apenas nos clubes de dança, como uma espécie de refúgio que beira o distópico da sociedade. Com o passar dos anos, nota-se certo pragmatismo na Música e ela, ao invés de ser esse reduto, se tornou cada vez mais identificável para com a sociedade, com intérpretes que são basicamente um reflexo de seu público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é exatamente no meandro desses dois mundos que </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sexto disco de estúdio de Charli xcx, se consagra. É notável que o intuito da cantora foi voltar as atenções para si, assim como qualquer garota pirralha – tradução mais apurada do termo título, mas o registro consegue fazer isso de diferentes formas. Expansivo e megalomaníaco, ele conquista com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hyperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzido pela intérprete em parceria com o produtor de longa data </span><a href="https://www.instagram.com/agcook404/"><span style="font-weight: 400;">A.G Cook</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas também cativa o público mais atual com letras duras e nada romantizadas sobre calvários atuais como rivalidade feminina e insegurança com a própria imagem. Cômico em sua premissa, chamou atenção e viralizou; capaz de se sustentar, ele virou conceito, mas acima de tudo ele fez o que um bom disco do gênero precisa, ser transgressor e de quebra se transformou num dos registros mais icônicos do ano.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Von dutch</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Apple</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Everything is romantic</span></p>
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<figure id="attachment_34973" aria-describedby="caption-attachment-34973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg" alt="Capa do álbum de remixes de brat. Imagem quadrada com fundo verde vibrante contendo texto em preto, exibido de forma invertida (espelhada). A frase é: 'Brat and it's completely different but also still Brat', traduzindo-se para 'Brat e é completamente diferente, mas ainda assim Brat'." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/BRAT-REMIX.jpg 1425w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34973" class="wp-caption-text">Charli XCX estendeu o ‘verão BRAT’ com a ajuda de parcerias inusitadas (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Charli XCX &#8211; Brat and it’s completely different but also still brat</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem aperta o </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> custa a acreditar que esse é o primeiro álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/charli-xcx/"><span style="font-weight: 400;">Charli XCX</span></a><span style="font-weight: 400;">. A cantora, que iniciou sua carreira atrás da mesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">DJ</span></i><span style="font-weight: 400;">, elevou um clássico instantâneo com a ajuda de nomes inusitados, entre eles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z8BmhdyFG7E"><span style="font-weight: 400;">Julian Casablancas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=th4u1yrpuRE"><span style="font-weight: 400;">Bon Iver</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, apesar de toda a melodramaticidade intrínseca de seus trabalhos, capturaram a essência </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com versos reflexivos por cima de muitas batidas por minuto – com direito a Casablancas cantando sobre um divórcio conturbado enquanto XCX evoca com orgulho o fato de ser uma ‘garota má’. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No topo do mundo por grande parte de 2024, Charli XCX bebeu da cultura </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2024/06/6878147-brat-evoca-o-brilhantismo-e-vanguarda-da-cultura-clubber.html"><i><span style="font-weight: 400;">clubber</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para viver seu ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bvy6aox2Sgw"><span style="font-weight: 400;">momento Elvis</span></a><span style="font-weight: 400;">’ em toda a glória que as casas noturnas podem oferecer. Em um ano em que a sonoridade feminina foi vendida de forma tão superficial pela indústria musical, coube à sósia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dMK_npDG12Q"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> a tarefa de criar um dos melhores hinos de ‘inimizade’ de todos os tempos. Desde ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IC0tq6n1zkY"><span style="font-weight: 400;">dancinha</span></a><span style="font-weight: 400;">’ viral no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, passando por polêmicas e brigas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">fandoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> até chegar em uma turnê conjunta com </span><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/o-fashion-show-de-charli-xcx-e-troye-sivan-na-sweat-tour/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">brat and it’s completely different but also still brat</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio para consolidar o impacto cultural do disco que pintou o mundo de verde. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">360 featuring robyn &amp; yung lean; Girl, so confusing featuring lorde; Mean girls featuring julian casablancas.</span></p>
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<figure id="attachment_34974" aria-describedby="caption-attachment-34974" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34974" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg" alt="Capa do álbum Bright Future. A imagem é uma fotografia em close do rosto da autora do álbum, Adrianne Lenker. A cantora está com um semblante sério, olhando diretamente para a câmera. Ela está com um chapéu de cowboy branco e a cabeça apoiada na mão direita, com uma luva sem dedos preta." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Bright-Future-Giovanna-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34974" class="wp-caption-text">Adrianne Lenker é integrante do grupo Big Thief e costuma performar algumas músicas de seu trabalho solo, inclusive do álbum Bright Future, em shows com o grupo (Foto: 4AD)</figcaption></figure>
<p><b>Adrianne Lenker &#8211; Bright Future</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a marca mais forte da arte da </span><a href="https://www.thecut.com/article/adrianne-lenker-bright-future-album-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Adrianne Lenker</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja a sua capacidade de se despir emocionalmente por completo em suas composições. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future </span></i><span style="font-weight: 400;">é algo maior do que a cantora-compositora, é um pedaço de si que ela entrega ao mundo para assumir novas formas a cada ouvido que atravessa. O álbum dispensa rodeios, a voz da autora cede uma sinceridade tão crua e, por isso, familiar, que dói e conforta ao mesmo tempo. Lenker abre a obra com </span><i><span style="font-weight: 400;">Real House</span></i><span style="font-weight: 400;">, um relato de quase seis minutos no qual ela relembra memórias de sua infância. De cara, na primeira faixa, seu peito está aberto como um convite para que espiem e, inevitavelmente, virem o olhar para si mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa da obra brinca de alegorias com o trivial e ordinário, como pequenas crônicas que, ao falarem sobre o que parece nada, falam sobre tudo. As melodias imprevisíveis emulam fluxos de consciência que acompanham as letras. Os arranjos de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, com um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobre a base predominante de violão, piano e violino conferem ao álbum a sua atmosfera autêntica e intimista. Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Bright Future</span></i><span style="font-weight: 400;"> está nessa lista, deve-se destacar a faixa </span><a href="https://youtu.be/GmycsQ30obg?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores da carreira de Lenker e entre as melhores músicas de 2024. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b> <span style="font-weight: 400;">Sadness As A Gift</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Free Treasure</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Fool</span></p>
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<figure id="attachment_35001" aria-describedby="caption-attachment-35001" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Caju. Nela vemos Liniker, uma mulher negra de cabelo raspado baixo na cor caju. Ele está em um carro antigo com as portas na cor vermelho e o teto na cor creme. Ela coloca sua mão esquerda no vidro, onde mostra ter vários anéis. Ao fundo, o céu azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/caju.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35001" class="wp-caption-text">Segundo álbum da carreira solo de Liniker, Caju alcançou mais de 200 milhões de reproduções nas plataformas de áudio (Foto: BREU ENTERTAINMENT)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker – CAJU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No gosto proeminente de um pseudofruto, Liniker se lambuza em frutose com </span><a href="https://personaunesp.com.br/caju-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CAJU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O álbum de 14 faixas é um verdadeiro passeio pela diversidade do sentir, contemplando desde a necessidade de um amor com intimidade ao respirar aliviado dos fins com tom de recomeço. Além das múltiplas facetas temáticas, o disco também encontra espaço para fazer um belo mix de ritmos musicais, trazendo o </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> mpb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e até o pagode para serem parte da construção da miscelânia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom angelical, dramático e ousado de</span><i><span style="font-weight: 400;"> CAJU</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha ainda mais cor com a presença de</span><i><span style="font-weight: 400;"> feats</span></i><span style="font-weight: 400;"> de peso, como o duo Anavitória, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ao Teu Lado</span></i><span style="font-weight: 400;">, BaianaSystem, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Negona dos Olhos Terríveis</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Melly, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Papo de Edredom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Entre muitos outros adjetivos possíveis, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kEJstdoOJyY"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> é simplesmente encantadora e, de longe, um dos melhores trabalhos musicais do cenário nacional contemporâneo. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Caju, Veludo Marrom e Ao Teu Lado. </span></p>
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<figure id="attachment_34976" aria-describedby="caption-attachment-34976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg" alt="Cada da trilha sonora original de Challengers. A arte se trata de uma pintura da face de Zendaya, atriz principal do filme, uma mulher negra de olhos escuros e cabelos claros. Ela veste um óculos de sol que reflete a visão dos coadjuvantes, dois homens brancos que, na trama, são jogadores de tênis. Na parte inferior da capa, estão escrito “Challengers” e “Music by Trent Reznor &amp; Atticus Ross”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/challengers-os.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34976" class="wp-caption-text">16 faixas compõem a trilha sonora original de Challengers (Foto: Milan Records)</figcaption></figure>
<p><b>Trent Reznor and Atticus Ross &#8211; Challengers (Original Score)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, por um lado, partidas de tênis nunca foram tão interessantes quanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rivais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), por outro, a trilha sonora original certamente adicionou uma camada extra de tensão ao trio protagonista do filme de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/luca-guadagnino/"><span style="font-weight: 400;">Luca Guadagnino</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com momentos que buscam inspiração nas </span><i><span style="font-weight: 400;">raves</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990 e no cenário da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">techno</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Berlim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2NHhf3qtcoVPDEb03G8RFv"><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresentou 16 faixas impressionantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ter sido </span><a href="https://www.instagram.com/p/DGgpBxcSJiU/"><span style="font-weight: 400;">esnobado</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelas principais premiações do Cinema, o disco rendeu nas redes sociais, viralizando a sonoridade com </span><i><span style="font-weight: 400;">memes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">edits</span></i><span style="font-weight: 400;"> criados por admiradores. Fazendo jus ao </span><a href="https://variety.com/2024/artisans/news/challengers-trent-reznor-atticus-ross-zendaya-luca-guadagnino-score-1235976130/"><span style="font-weight: 400;">convite</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Guadagnino aos compositores e membros do Nine Inch Nails </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iB4_qdtdtXU"><span style="font-weight: 400;">Trent Reznor e Atticus Ross</span></a><span style="font-weight: 400;"> – “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você quer participar do meu próximo filme? Vai ser super sexy</span></i><span style="font-weight: 400;">” – </span><i><span style="font-weight: 400;">Challengers (Original Score)</span></i><span style="font-weight: 400;"> brinca com os sintetizadores enquanto prepara o ambiente para a tensão (e o tesão) em cena. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Stopper; Brutalizer 2.</span></p>
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<figure id="attachment_34977" aria-describedby="caption-attachment-34977" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34977" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg" alt="Capa do álbum Charm, de Clairo. Na imagem, vemos a cantora, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela está deitada em um sofá verde, e a fotografia foca apenas em seu rosto e seus braços. Clairo olha para seu lado esquerdo, sem esboçar emoções. Ambos os braços estão apoiados no sofá, mas seu braço direito está com o cotovelo apoiado e ela segura seus cabelos com a mão direita. No canto superior direito, estão escritos os nomes da cantora e do álbum em um tom de verde mais claro." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/charm-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34977" class="wp-caption-text">Charm foi indicado na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2025, representando a primeira nomeação de Clairo na premiação (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Clairo &#8211; Charm</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se fosse possível dar uma boa olhada dentro do cérebro de Clairo, seria seguro presumir que o fluxo de consciência dela é semelhante ao de qualquer pessoa com 20 e poucos anos. Segundo a cantora, as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zpam0KK9FlI"><span style="font-weight: 400;">experiências íntimas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ela aborda em seu terceiro álbum de estúdio têm a ver com “</span><i><span style="font-weight: 400;">momentos fugazes (&#8230;) em que fui encantada ou encantadora</span></i><span style="font-weight: 400;">” e as fantasias que esses momentos podem produzir. Quem nunca esteve nessa posição? E quem nunca precisou recorrer à Música para saber que não é a única pessoa do mundo a sentir tudo o que isso envolve?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto </span><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora a juventude e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i><span style="font-weight: 400;"> mergulha na complexidade que envolve o ato de crescer e amadurecer, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1KNUCVXgIxKUGiuEB8eG0i?si=ZD1vCiW1QpOX5OaTuHOvlg"><i><span style="font-weight: 400;">Charm</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está no meio-termo, ao passo que se debruça sobre o sentimento de se apaixonar por alguém. São 38 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> sussurrante, elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, toques orquestrais </span><i><span style="font-weight: 400;">groovy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um calor aconchegante, com o lirismo de Claire Cottrill cantarolando junto com cada melodia descontraída. O álbum escancara o que a cantora e sua Arte sempre foram: um charme. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Second Nature, Juna e Add Up My Love</span></p>
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<figure id="attachment_34978" aria-describedby="caption-attachment-34978" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg" alt="Capa do álbum CHROMAKOPIA, de Tyler, The Creator. Na imagem, vemos o próprio cantor, que é um homem negro. Ele veste terno, usa uma máscara e tem seu cabelo estilizado. Ele olha para o lado esquerdo, fora do frame da fotografia, e faz um gesto com sua mão direita. A imagem é preta e branca, e é possível notar que existe uma luz profissional voltada para ele." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/chromakopia-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34978" class="wp-caption-text">“Sou o maior da cidade depois de Kenny, agora isso é um fato” (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Tyler, The Creator &#8211; CHROMAKOPIA</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer um que esteja em dia com o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual sabe que Tyler, The Creator é uma de suas jóias mais brilhantes, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromakopia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CHROMAKOPIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> evidencia esse fato. Em sua produção mais inventiva até o momento, o artista amplia um pouco mais seus limites criativos e aprimora sua habilidade como contador de histórias, demonstrando uma vasta maturidade artística ao longo de todo o processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma mistura de todos os temas que o artista já abordou em seus trabalhos anteriores sem parecer explicitamente com nenhum deles. A sensação é que as </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0U28P0QVB1QRxpqp5IHOlH?si=D_bHyTUVRVuL9hZVPv58-Q"><span style="font-weight: 400;">14 faixas</span></a><span style="font-weight: 400;"> aqui presentes são as que mais se assemelham com o verdadeiro Tyler Okonma, ainda que não se pareçam com nada que ele já tenha feito. Essa é uma proposta empolgante para os fãs de longa data, uma vez que abre um mundo novo de possibilidades para um dos nomes mais relevantes da Música contemporânea. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Rah Tah Tah, Sticky (feat. GloRilla, Sexyy Red &amp; Lil Wayne) e Take Your Mask Off (feat. Daniel Caesar &amp; LaToiya Williams)</span></p>
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<figure id="attachment_34979" aria-describedby="caption-attachment-34979" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34979" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png" alt="Capa do álbum Clancy. Nela, temos um fundo predominante na cor vermelha, com alguns detalhes nas cores preta e amarela, que remetem a chamas. Na imagem também há Josh Dun e Tyler Josep´h. Josh usa uma jaqueta preta com as mangas branca se uma calça preta e Tyler usa uma jaqueta preta, calça preta uma balaclava na cara e uma faixa preta com os dizeres CLANCY estilizados por sua extensão. Na parte cetnral e superior, também estilizado, está escrito CLANCY na vertical." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Clancy-2-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34979" class="wp-caption-text">Clancy prova que além de Música, o Twenty One Pilots é ótimo de narrativa (Foto: Fueled by Ramen)</figcaption></figure>
<p><b>Twenty One Pilots &#8211; Clancy</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de quase 10 anos, o Twenty One Pilots encerra uma </span><i><span style="font-weight: 400;">lore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dura quatro álbuns e que traz consigo não só uma legião de fãs como também todo o amadurecimento do duo. </span><a href="https://personaunesp.com.br/clancy-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Clancy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que o grupo atingiu sua forma máxima e como resultado, promove uma revisitação a toda sua carreira, sem mirar em um álbum específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em questão de gêneros, talvez seja o álbum mais diverso do grupo: as estrofes rimas estão lá, mas dividem espaço com uma bateria mais carregada que remete ao </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e elementos que descambam de vez para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa miscelânea de estilos converge com um Tyler que consegue abordar a batalha mental – que sempre foi mote dos últimos trabalhos do Twenty One Pilots – através de diferentes metáforas, que no final das contas, funcionam como uma recompensa para os fãs que batalharam junto ao longo da última década. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Next Semester,</span> <span style="font-weight: 400;">Oldies Station,</span> <span style="font-weight: 400;">Paladin Strait</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34981" aria-describedby="caption-attachment-34981" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34981" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco COWBOY CARTER. A arte se trata de uma fotografia de Beyoncé sentada em cima de um cavalo em movimento enquanto segura a bandeira dos Estados Unidos. A cantora é uma mulher negra de cabelos platinados longos que são fotografados balançando junto a bandeira do país. Ela está de frente para a câmera e veste um chapéu branco com uma vestimenta tradicional de cowboys nas cores branco, azul e vermelho. O cavalo é branco e é representado em movimento. Ao fundo, o cenário é um vazio preto com um chão desértico estilo faroeste." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/COWBOY-CARTER-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34981" class="wp-caption-text">COWBOY CARTER venceu três Grammys: Melhor Álbum Country, Melhor Perfomance Country em Dupla e Grupo e Álbum do Ano (Foto: Parkwood Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Beyoncé &#8211; COWBOY CARTER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta para as suas raízes texanas, Beyoncé fez de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cowboy-carter-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COWBOY CARTER</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">a sua principal aposta de redenção. Flutuando pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante a maior parte de sua carreira, a artista finalmente se aventurou em um universo que não aprecia forasteiros: o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense. De fato, para a surpresa de poucos, o disco foi esnobado pela principal premiação do gênero, o </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/cowboy-carter-de-beyonce-e-esnobado-no-country-music-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Country Music Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, pode-se afirmar que a força das 27 faixas se somatizaram em outra grande cerimônia da indústria, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammys/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, até o momento, ainda devia uma estatueta de Álbum do Ano à artista mais nomeada e vencedora de sua história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase como um enorme trabalho em grupo sobre o </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os limites entre diferentes sonoridades, a segunda obra da trilogia produzida durante a pandemia de covid-19 apresentou colaborações, no mínimo, singulares. Em meio a veteranos e novatos, as parcerias variaram desde a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UbxUSsFXYo4"><span style="font-weight: 400;">Dolly Parton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8MECfUH3GBs"><span style="font-weight: 400;">Stevie Wonder</span></a><span style="font-weight: 400;"> até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G7KNmW9a75Y"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wXhTHyIgQ_U"><span style="font-weight: 400;">Post Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">. O destaque, contudo, ficou sempre para a voz inconfundível de Beyoncé que, aqui, ecoou de forma ainda mais potente. Agora, é esperado que o encerramento do trio de discos venha acompanhado de uma pegada </span><a href="https://igormiranda.com.br/2024/02/beyonce-album-rock-teoria/"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> à la</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM"><span style="font-weight: 400;">Tina Turner</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das grandes inspirações da </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">16 CARRIAGES; BODYGUARD; DAUGHTER.</span></p>
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<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_34983" aria-describedby="caption-attachment-34983" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34983" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Cria de Caxias. Nela, vemos POCAH, uma mulher negra de cabelos pretos e longos. Ele está grudada em uma placa de trânsito com fita silvertape. Seu top e mini-saia são da cor prata, fazendo uma alusão a fita e ela veste também uma bota alta com estampa de onça. Ao fundo, a placa é na cor verde com os dizeres em letra maipuscula &quot;SAÍDA 171&quot; e logo abaixo &quot;DUQUE DE CAXIAS&quot; e onde estaria &quot;DUQUE&quot; está pixado com letras estilizadas &quot;CRIA&quot;. Além disso, há pixações também que dizem &quot;POCAH&quot;, &quot;VIVIANNE&quot; e &quot;MC POCAHONTAS&quot; fazendo alusão aos nomes da artista, ao fundo, uma rodovia movimentada e no canto inferior esquerdo, o selo &quot;PARENTAL ADVISORY EXPLICIT CONTEXT&quot;" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/SaveClip.App_472409141_18488637397048802_7494543957089836358_n.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34983" class="wp-caption-text">Mesmo com o polêmico uso de inteligência artificial, POCAH entrega um ótimo álbum (Foto: Warner Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>POCAH &#8211; Cria de Caxias</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4?si=tbCsgcbpQ8CEdWCYethHRA"><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, POCAH celebra e relembra sua própria história. O disco mostra três momentos da cantora e suas canções são intercaladas por interlúdios,</span> <span style="font-weight: 400;">grafados de formas diferentes: </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xkLkicrm5duKk94VCC5WM?si=Mbrz3SSVS5eTKAOTxTAdfg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">MC POCAHONTAS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://open.spotify.com/track/080Q6ex13eDl3vPdxAxjkt?si=7MjI0OU4QQe4ji-aE6SXDQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">pocah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/37QZOXTrPFApAYA8orVEwD?si=FjgRhzLbT4yEwjcaYaduBQ&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Viviane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além dessa distinção estilística, o álbum traz uma ecleticidade interessante – indo do funk carioca, passando pelo 150 bpm, até músicas reflexivas, cada um dos atos traz um ritmo diferente, e mostra a versatilidade de POCAH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição perfeita de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cria de Caxias</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mudança e amadurecimento. Diversos momentos importantes da vida da cantora estão presentes no trabalho, como troca do nome artístico – de Mc Pocahontas para somente POCAH – e o nascimento de sua filha Vitória. O primeiro e o segundo ato começam com a mesma batida – assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charli xcx</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com as canções </span><i><span style="font-weight: 400;">360</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">365</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, enquanto o último é repleto de calma e cheio de amor: a música </span><a href="https://open.spotify.com/track/3qEXRDyn4B0mQQNlTOWzFT?si=zig4CFwjTu-kqX5tzHpYdg&amp;context=spotify%3Aalbum%3A3J7pd00FYE2TSKfvwVVpn4"><i><span style="font-weight: 400;">Vitória</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se comporta como uma declaração e encerra o disco de forma tranquila. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">ASSANHADINHA, cria de caxias e Vitória</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34984" aria-describedby="caption-attachment-34984" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34984" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg" alt="Em uma capa quadrada, se encontram duas figuras femininas, de costas. A mais à esquerda está apoiada sob o ombro da figura mais à direita, usa uma camiseta branca com detalhes nas costas e uma gola, além de ter um cabelo com luzes loiras preso em um rabo de cavalo e uma tatuagem na nuca. A figura mais à direita possui o mesmo cabelo e veste a mesma camiseta. O fundo é de cor marrom. " width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/eternalsunshine-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34984" class="wp-caption-text">Em mais um trabalho brilhante, Ariana demonstra vocais, história e se faz atual e relevante como em todas as suas eras (Foto: Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Ariana Grande &#8211; Eternal Sunshine</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficando na lista dos </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/os-albuns-mais-ouvidos-no-mundo-em-2024"><span style="font-weight: 400;">cinco álbuns mais ouvidos de 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternal Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu valor registrado na história. O sétimo disco de Ariana Grande vem como um recomeço grandioso na carreira da artista, possuindo um vínculo profundo com o momento que a Grande passava em sua vida pessoal, após o término de seu relacionamento com  Dalton Gomez. Transformando a dor e a vontade de se reencontrar, e com um impulso da chegada aos 30 anos, Ariana entrega ao ouvinte 13 novas músicas, pelas quais passeia por ritmos e sensações em uma delicadeza e poder únicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amadurecimento da cantora e de seu público se torna palpável no disco; para o espectador, chega na nova forma de escutar e entender cada referência, melodia e letra, e, para a cantora, na forma com a qual se apresenta. Sempre guardando uma surpresa para os fãs, Ariana expõe ao mundo </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/"><span style="font-weight: 400;">seu novo trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma sentimental e inteira, demonstrando como lidar com as memórias é importante para criar novas conexões e novos caminhos, e deixando a todos uma bela memória musical logo no início do ano, como uma carta de que mesmo nos momentos ruins, tudo vai melhorar. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">we can&#8217;t be friends (wait for your love), eternal sunshine, bye</span></p>
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<figure id="attachment_35003" aria-describedby="caption-attachment-35003" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Esquinas. Nela, vemos a esquerda, Ana, uma mulher branca de cabelo liso e castanho e Vitória, uma mulher branca de cabelo loiro platinado e cacheado. Ana olha para Vitória, que olha para a frente. O fundo da imagem está borrado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/esquinas.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35003" class="wp-caption-text">Esquinas foi lançado acompanhado de uma visual experience delicada no Youtube (Foto: F/Simas)</figcaption></figure>
<p><strong>Anavitória &#8211; Esquinas </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que pode acontecer quando viramos uma esquina e não a outra? Em seu quinto álbum de estúdio, Anavitória não se dispõem a responder, mas a suscitar essa pergunta. </span><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado em Dezembro de 2024, encerra a era </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021), abusando do modo subjuntivo em um disco leve, grandioso e recheado de carga dramática. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Composto por 12 faixas, o trabalho representa as possibilidades em letras que tem como tema principal a vida; simples, contínua e incerta. O aspecto mais genial da obra é fazer com que quem escuta se sinta exatamente como as músicas interpretadas pelas artistas: longe de descobrir, mas como quem também</span><i><span style="font-weight: 400;"> “queria saber como seria”</span></i><span style="font-weight: 400;">.  Seja no claro ou no escuro, a única certeza é que virar a rua em que se encontra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HNHlYPtophU&amp;t=2194s"><i><span style="font-weight: 400;">Esquinas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pelo caminho, é um doce presente. </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Navio ancorado no ar, Espetáculo estranho e Água-viva. </span></p>
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<figure id="attachment_34985" aria-describedby="caption-attachment-34985" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34985" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. Nela vemos ao fundo um auto-falante típico de caixas de som. Ele está coberto de um líquido rosa que parece estar em movimento pela vibração do alto-falante. No centro, em branco, temos o logo da banda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/from-zero-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34985" class="wp-caption-text">Se o emo voltou de vez, agora é a vez do nu metal (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Linkin Park &#8211; From Zero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, nascido com a premissa de quebrar paradigmas, em uma relação inversamente proporcional, se tornou um dos gêneros mais conservadores – talvez só perdendo para a música clássica. O próprio Linkin Park já teve que lidar com certa rejeição quando veio ao mundo e, depois de provar seu talento, fincou seu nome na safra do início do século. Agora, sete anos após seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5Eevxp2BCbWq25ZdiXRwYd"><span style="font-weight: 400;">último álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de estúdio e sem a cara principal da banda, Chester Bennington, o grupo precisou se provar mais uma vez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://www.instagram.com/emilyarmstrong/"><span style="font-weight: 400;">Emily Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi anunciada como a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhida para substituir Chester, a tarefa parecia ainda mais difícil. Mas o resultado foi um registro que, ao mesmo tempo em que preserva a história do Linkin Park, também coloca a banda como precursora nas mudanças do gênero. Mike Shinoda, agora com total controle da produção, conduz magistralmente o grupo de volta para um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais sujo e pesado instrumentalmente, para que a força vocal de Emily ecoe em um trabalho que agrada de gregos a troianos.</span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Heavy Is the Crown</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">The Emptiness Machine,</span> <span style="font-weight: 400;">Two Faced</span></p>
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<figure id="attachment_34986" aria-describedby="caption-attachment-34986" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34986" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png" alt="Capa do álbum 'Funk Generation' da artista Anitta. A imagem mostra Anitta posando em frente a uma grade de arame, à noite, com a cidade iluminada ao fundo. Ela está usando um look chamativo, com um biquíni jeans e acessórios brilhantes, como correntes e joias que cobrem seu corpo e cabelo. A estética é sensual e remete ao universo do funk. No canto superior direito, há um selo amarelo com o título do álbum escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/funk-generation-anitta.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34986" class="wp-caption-text">“Sou bem puta e todos sabem, né? Todos sabem” (Foto: Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Anitta &#8211; Funk Generation</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde quando Anitta anunciou em 2017 que ia começar a apostar em sua carreira internacional e levar o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">para o mundo, diversas tentativas foram feitas: O projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Checkmate </span></i><span style="font-weight: 400;">e seus </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">, o primeiro álbum trilíngue, </span><a href="https://personaunesp.com.br/kisses-anitta/"><i><span style="font-weight: 400;">Kisses</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), várias colaborações com artistas globais e o polêmico </span><a href="https://personaunesp.com.br/versions-of-me-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Versions of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Todos esses trabalhos tiveram seu valor, artístico e/ou estratégico, mas nenhum deles realmente transmitia nossa cultura. Porém, em 2024, a cria de Honório Gurgel finalmente fez o disco prometido, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6z6VObudfoxrvGNC5MtiTY?si=c3af39d600724c9f"><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum tem a coesão e a artisticidade que há muito tempo faltavam nas músicas da cantora. Produzido majoritariamente por artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Funk Generation</span></i><span style="font-weight: 400;"> resgata elementos dos diversos subgêneros do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk </span></i><span style="font-weight: 400;">como o carioca, o paulista, o melódico, o dos anos 2000, entre outros. A sensação é de estar em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iaXt5shHFL8&amp;pp=ygUaZnVuayBnZW5lcmF0aW9uIGV4cGVyaWVuY2U%3D"><span style="font-weight: 400;">bailão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim. Mesmo que cante na maior parte do tempo em inglês e espanhol, Anitta conseguiu entregar qualidade tanto para nós, quanto para os gringos que estão conhecendo cada vez mais o </span><i><span style="font-weight: 400;">brazilian funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lose Ya Breath e Savage Funk</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35002" aria-describedby="caption-attachment-35002" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Gambiarra Chic. Pt 1. Nela vemos, duas mulheres que estáo triplicadads na imagem. Uma mulher é negra de cabelo loiro com mechas rosa e outra é uma mulher negra de cabelos pretos. Eles vestem um biquini azul e uma saia. Várias versões multiplicadas de Isma e Vita em diversas poses, sentadas em pedras em um fundo que simula o pôr do sol." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gambiarra-chic.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35002" class="wp-caption-text">Irmãs de Pau foram referência em experimentação no funk em 2024 (Foto: Irmãs de Pau)</figcaption></figure>
<p><strong>Irmãs de Pau &#8211; Gambiarra Chic Pt. 1 </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gambiarra Chic</span></i><span style="font-weight: 400;"> caminha por experimentações frenéticas e dançantes que dominaram as pistas das baladas LGBTQIA+ do Brasil. Com a ajuda de DJs como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-UryVbeU8As"><span style="font-weight: 400;">CyberKills</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://hashtagpop.com.br/clementaum-e-eleita-dj-do-ano-no-womens-music-event-awards-brasil/"><span style="font-weight: 400;">Clementaum</span></a><span style="font-weight: 400;">, DJ Dayeh, Brunoso e</span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/musica/mu540-e-apontado-como-um-dos-djs-mais-inovadores-da-cena-internacional-de-2024,06b8ff6f53884331d3b276d16f5dce0csw3xmwt9.html"><span style="font-weight: 400;"> MU540</span></a><span style="font-weight: 400;"> que ajudaram na produção e levaram as músicas da dupla pelo país inteiro. Assim, elas conquistaram uma legião de fãs que adoram os seus </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">flows</span></i><span style="font-weight: 400;"> explosivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As experiências de mulheres trans são o ponto central das letras do projeto, ao abordar essa temática dentro do funk,</span><a href="https://midianinja.org/isma-e-vita-as-destemidas-irmas-de-pau-celebram-uma-decada-de-melodias-culminando-em-gambiarra-chic-2/"><span style="font-weight: 400;"> Irmãs de Pau</span></a><span style="font-weight: 400;"> reivindicam o seu lugar nos bailes, baladas e pistas do Brasil todo.  </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
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<figure id="attachment_34987" aria-describedby="caption-attachment-34987" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34987" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg" alt="Em um fundo de tecidos amarelo dourado, cinco homens vestidos de roupas pretas se posicionam na tela. Eles foram a palavra GARY juntos, sendo os dois primeiros se dividindo para fazer a letra G (um curvando o braço e o outro agachado ao chão), ao lado um homem fazendo o A, seguido de um homem fazendo o R e outro fazendo o Y." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/gary-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34987" class="wp-caption-text">Provando que envelheceu como vinho, Gary soa como uma versão perfeita de Blossoms em seu novo trabalho. (Foto: ODD SK Recordings)</figcaption></figure>
<p><strong>Blossoms &#8211; Gary</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história por trás do nome </span><a href="https://www.rollingstone.co.uk/music/features/blossoms-interview-gary-photos-gary-lineker-tom-ogden-43083/"><i><span style="font-weight: 400;">Gary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">trás um toque especial a todo o conceito: se inspirando em uma figura conhecida do Reino Unido nomeada Gary, um gorila de fibra de vidro com mais de dois metros de altura, a faixa-título narra a história do desaparecimento do mesmo. E não era possível esperar a mesmice de tantos álbuns da atualidade dentro do novo trabalho da banda só de conhecer o que foi o pontapé para o trabalho.  Em seu quinto registro e estreando sob selo próprio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende positivamente com uma musicalidade que mescla tudo de melhor que a banda já ofereceu até hoje, com ritmos contagiantes, melodias gostosas de ouvir e uma escrita divertida – por vezes até irônica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A junção de tantas referências em um único trabalho, por vez, cria </span><a href="https://www.popload.com.br/blossoms-a-banda-inglesa-em-busca-da-batida-indie-perfeita-lanca-o-single-perfect-me"><span style="font-weight: 400;">algo original e único</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que transforma o disco em uma experiência agradável e uma boa companhia para o dia a dia. Entre as dez novas músicas, nenhuma cai no limbo de “se sentir descartável”. Mais de uma década após sua criação e em um momento marcante de reinício, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blossoms </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra atual, sólido e com muita força para continuar reinventando, além de ser um convite e tanto para uma nova parcela de ouvintes no outro lado do globo. </span><b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Perfect Me, Slow Down, I Like Your Look</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_34988" aria-describedby="caption-attachment-34988" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Girl With No FaceNa imagem, a cantora Allie X está centralizada, ela está com as mãos em uma máscara que cobre seu rosto. A máscara está abrindo ao meio, em um risco na vertical, revelando o nariz e boca da artista. A máscara é na cor branca e possui o rosto de Allie X. O cabelo, que parece ser uma peruca, é na altura dos ombros, de cor preta e franja curta. Os cotovelos estão apoiados em uma mesa de cor laranja, assim como o fundo da imagem também é desta cor. Allie X veste uma roupa com luvas, ambas na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/81pUYIO6QSL._UF10001000_QL80_.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34988" class="wp-caption-text">A cantora Allie X tem uma colaboração com Troye Sivan e Mitski (Foto: Twin Music)</figcaption></figure>
<p><strong>Allie X &#8211; Girl With No Face</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ouvir </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/10o3OFqQt0gqemtIcCh72x?si=k9YvQ41CSXmkQzKKKGoZUQ"><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado em fevereiro de 2024, é entrar nas discotecas dos anos 1980 e ferir os tímpanos com os sintetizadores típicos da música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embora os ritmos façam o corpo querer dançar – com exceção da introspectiva e misteriosa faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Saddest Smile</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e os falsetes gritados da cantora contribuam para o estilo, as composições abordam temas sensíveis, como disforia, transtornos alimentares e padrões de beleza. Em </span><a href="https://escutai.com/girl-with-no-face-allie-x-fala-sobre-novo-album-e-participacao-com-frimes-e-tolentino/"><i><span style="font-weight: 400;">Off With Her Tits</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a repetição do refrão pedindo para retirar os seios, gruda na cabeça, assim como as imposições do sistema. A garota pode até não possuir rosto, mas esbanja personalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito majoritariamente pela própria Allie X, </span><i><span style="font-weight: 400;">Girl With No Face</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi uma das surpresas mais agradáveis de 2024. Os tons contraditórios entre conteúdo e música conseguem fisgar o público que, oriundo da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, construiu uma personalidade ácida de fazer diversão com traumas e problemas. O disco é uma espécie de laboratório do que é ser uma mulher, e a canadense cria seu conceito – afinal, toda mulher pode vestir uma face. Infelizmente, Allie X ainda não explodiu nas paradas, nem virou </span><i><span style="font-weight: 400;">trend</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> – o fato de não querer estar em </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2024/04/23/allie-x-canadense-misteriosa-que-encanta-fas-lgbts-nao-gosta-de-pop-e-diz-recusar-festivais.ghtml"><span style="font-weight: 400;">festivais</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ter ajudado nisso –, mas com seu talento quem sabe no próximo ano. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Galina, Black Eye e Truly Dreams</span></p>
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<figure id="attachment_34989" aria-describedby="caption-attachment-34989" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34989" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg" alt="Capa do álbum Hit me Hard and Soft, da cantora Billie Eilish. Nela, vemos Billie, uma mulher branca de capelos pretos. ele veste uma camisa preta e calças pretas; No parte central superior, há uma porta branca na horizontal que está aberta. Billie se movimenta como se estivesse caindo dessa porta e se afogando, já que o fundo da capa representa um fundo de um lago/mar" width="798" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-798x800.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1022x1024.jpg 1022w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-768x770.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_-1200x1203.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/hit.me_.hard_.and_.soft_.jpg 1244w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34989" class="wp-caption-text">Em Hit me Hard and Soft, Billie Eilish se sente confortável na própria pele e divide com os fãs o entendimento de sua sexualidade (Foto: Darkroom/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Hit Me Hard and Soft</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À altura do terceiro álbum, é inegável o sucesso de Billie Eilish. Desde que lançou o </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i> <span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://personaunesp.com.br/when-we-all-fall-asleep-where-do-we-go-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">WHEN WE ALL FALL ASLEEP, WHERE DO WE GO?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, já foram dois prêmios do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nove vitórias ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">, maior premiação da indústria fonográfica. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hit Me Hard and Soft</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cantora abriu – ainda mais – o coração e chegou a locais que até então não eram sua marca, a exemplo de sua extensão vocal em </span><i><span style="font-weight: 400;">BIRDS OF A FEATHER</span></i><span style="font-weight: 400;">. A canção, aliás, finalizou o ano de 2024 como a mais tocada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> e entrou na boca do povo como uma das faixas mais aclamadas de sua carreira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A virada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/happier-than-ever-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se tornou uma sonoridade conhecida – e bem executada – da artista. Agora, há momentos iguais a esse no projeto. Em L’AMOUR DE MA VIE, a performer de 22 anos brinca com efeitos sonoros e mostra que sabe utilizar o </span><i><span style="font-weight: 400;">autotune</span></i><span style="font-weight: 400;"> a seu favor a partir da mudança da música. Com influências de </span><i><span style="font-weight: 400;">dance pop,</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas 10 faixas que compõem o trabalho, a irmã de Finneas – seu produtor e membro da família — se firma como uma grande contadora de histórias, sejam elas trágicas ou animadas, mas sempre muito, muito bem interpretadas. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b>BIRDS OF A FEATHER, BLUE E L’AMOUR DE MA VIE</p>
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<figure id="attachment_34991" aria-describedby="caption-attachment-34991" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34991" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Humanamente de Lvcas. A imagem mostra o cantor, homem branco com um bigode e cavanhaque e um brinco de argola na orelha esquerda, com seu torso aberto e dele saindo fogo, e nascendo plantas,flores e raízes, num fundo branco com o nome do álbum (Humanamente) escrito ao lado superior direito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Humanamente-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34991" class="wp-caption-text">Lvcas grita seus sentimentos reprimidos no fundo do coração em Humanamente (Foto: Lvcas)</figcaption></figure>
<p><b>Lvcas &#8211; Humanamente</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com fluidez similar à que produz conteúdo nas redes sociais há anos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">youtuber</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lucas Inutilismo, utilizando o nome artístico de Lvcas, lança seu primeiro álbum Humanamente, que junta elementos de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, funk e eletrônica. Com 16 composições autorais, Lucas é responsável por gravar vocais e todos os instrumentos das músicas, e co-assina a produção ao lado de Marcelo Braga, seu parceiro nos clássicos vídeos de releituras musicais de retrospectiva do artista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum apresenta apenas uma colaboração especial com Luana Victoria, a irmã do artista, na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Espero Aqui</span></i><span style="font-weight: 400;">, que serve como um momento de tranquilidade no disco, composto por graves usados tanto para bate-cabeça quanto para dança. O </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a principal inspiração, mas há alusões ao </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">djent </span></i><span style="font-weight: 400;">enquanto traz reflexões sobre </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/o-lado-humano-e-pesado-de-lucas-inutilismo-em-seu-1-album-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">dilemas próprios</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ser humano nas letras, mas sem ser conceitual demais a ponto de contar história através da música. Em 2025, Lvcas inicia a sua turnê em São Paulo com </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/lvcas-inutilismo-promete-show-caotico-em-estreia-de-turne-em-sp-poe-esse-celular-no-bolso/"><span style="font-weight: 400;">show caótico</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é promessa no cenário de metal alternativo do Brasil. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Flores, Meu jeitinho e Te espero aqui</span></p>
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<figure id="attachment_34992" aria-describedby="caption-attachment-34992" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34992" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg" alt="Capa do álbum In Search Of The Antidote, de FLETCHER. Na imagem, vemos parte do rosto da cantora, já que seus cabelos, ao vento, impedem a visão completa dele. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos que usa um batom rosa. O fundo da capa é azul e, na canto superior direito, está a etiqueta de “parental advisory”. A palavra “antidote” se encontra em letras maiúsculas na cor salmão na parte inferior da imagem. Em cima das letras T e E, está escrito “in search of the” em letras minúsculas, na cor branca e em outro tipo de fonte." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/in-search-of-the-antidote-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34992" class="wp-caption-text">In Search Of The Antidote é, em sua essência, sobre a busca pelo amor próprio (Foto: Capitol Records)</figcaption></figure>
<p><strong>FLETCHER &#8211; In Search Of The Antidote</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que FLETCHER usou o nome da namorada de sua ex em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98CpVsXyQhE"><span style="font-weight: 400;">música</span></a><span style="font-weight: 400;">, ela tem sido considerada um ícone </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> no setor por seu lirismo irônico que encapsula, com sucesso, a experiência do relacionamento amoroso entre mulheres. No entanto, ao invés de continuar na narrativa dos rompimentos angustiantes e inseguranças pessoais do primeiro álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">In Search Of The Antidote </span></i><span style="font-weight: 400;">oferece uma análise tumultuada de identidade e realização pessoal, englobando o lado sombrio do processo de cura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, Cari Fletcher se mostra como uma mulher complexa, vulnerável, forte, sexy e sem pudor, deixando claro que este é um dos </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ZXvAPiGoqDXWsLHd3oZ8Q?si=NRhUWG-CSZe9pwxs5vdGsg"><span style="font-weight: 400;">trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais honestos e consistentes de sua carreira. Envolvendo a bagunça das emoções pós-término em cortes </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fogem às regras, a artista prova, mais uma vez, que ninguém faz hinos de corações partidos da mesma forma que ela. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Lead Me On, Pretending e Antidote</span></p>
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<figure id="attachment_34993" aria-describedby="caption-attachment-34993" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34993" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg" alt="Capa do álbum I'm Not Afraid of Music Anymore da banda COIN. A imagem apresenta uma escultura de pedra representando duas figuras humanas fundidas em um abraço, com um fundo verde vibrante, transmitindo uma estética minimalista e expressiva." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/im-not-afraid-of-music-anymore-coin-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34993" class="wp-caption-text">“Acho que existe algo que eu esteja fugindo, ou é apenas quem eu sou?” (Foto: TenThousand Projects)</figcaption></figure>
<p><b>COIN &#8211; I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sexto álbum de estúdio da banda COIN, intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0iYfLtcJwYEl23TtnwTibd?si=2887dea8bb774ecd"><i><span style="font-weight: 400;">I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, chega após um período de bloqueio criativo do grupo. As ideias dos membros não convergiam entre si, mas um sentimento único as conectava: o medo. Foi a partir dessa inquietação que surgiu o disco mais coeso e maduro da carreira deles. Diferentemente de produções anteriores, em que Chase Lawrence, Ryan Winnen e Joe Memmel soavam como se estivessem compondo colagens musicais, este trabalho se destaca por construir um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aaUVoU6sF9M"><span style="font-weight: 400;">quebra-cabeça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cuidadosamente montado do começo ao fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sonoridade do álbum presta uma homenagem aos primeiros trabalhos da banda, resgatando o característico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">de garagem. No entanto, com a produção de Gabe Simon – conhecido por colaborações com </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-banisters-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Noah Kahan –, os instrumentais ganham uma polidez que os torna mais equilibrados e harmônicos. Nesse clima nostálgico, o grupo aproveita para reconhecer a importância de seus fãs. Na delicada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cj2UTS-kC1Q"><i><span style="font-weight: 400;">Sing Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Lawrence canta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quantas tentativas posso encaixar em uma música/Esperando que você ainda cante junto?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Essa conexão com o público é a maior conquista de COIN, e</span><i><span style="font-weight: 400;"> I&#8217;m Not Afraid Of Music Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas reforça, mas também celebra essa história.  –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Problem e Sing Along</span></p>
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<figure id="attachment_34994" aria-describedby="caption-attachment-34994" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-34994" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg" alt="Capa do álbum Kansas Anymore do artista ROLE MODEL. A imagem em preto e branco mostra o artista de perfil, usando um chapéu de cowboy e uma jaqueta de couro, em uma pose descontraída com o fundo liso e minimalista. O título do álbum e o nome do artista estão em letras pequenas e discretas na parte central da imagem." width="600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/kansas-anymore-role-model-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34994" class="wp-caption-text">“Para ser honesto, gosto da sensação de deixar tudo queimar” (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Role Model &#8211; Kansas Anymore</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada melhor do que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8&amp;pp=ygUMYWxsIHRvbyB3ZWxs"><span style="font-weight: 400;">álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">de término de relacionamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> escrito por um corno. Esse é </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4OZ6nCbn8w0cHr1m0qiD2s?si=7oO5_aOrScuj-Cyv3b_L9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo disco de estúdio de Tucker Pillsbury, mais conhecido como ROLE MODEL. Após terminar com uma das influenciadoras da Geração Z mais conhecidas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cpFc1RPOF7s"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor entrega seu trabalho mais coeso até então. Entre melodias contagiantes, sua marca registrada, e a autoconsciência de sua personalidade sedutora, é possível aproveitar 40 minutos de músicas íntimas e divertidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que supera o fim de seu relacionamento, Pillsbury também se vê imerso na superficialidade de Los Angeles. As referências a drogas e tratamentos estéticos evidenciam um descontentamento crescente com o estilo de vida da cidade. A nostalgia por suas origens e o desejo de fuga explodem em faixas como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cd6ZPEgs83I&amp;pp=ygUVdGhlIGRpbm5lciByb2xlIG1vZGVs"><i><span style="font-weight: 400;">The Dinner</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde o artista expressa o desejo de abandonar a futilidade da vida urbana e retornar para casa. Após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1PhcZ4Ov6ZxuaUZF8r9rbk?si=h-lDW_rrSBekveKyBDIWtQ"><i><span style="font-weight: 400;">Rx</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não ter alcançado grandes destaques, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kansas Anymore</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um passo na direção certa na carreira de ROLE MODEL. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Writing’s On The Wall e Slipfast</span></p>
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<figure id="attachment_34995" aria-describedby="caption-attachment-34995" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34995" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg" alt="Capa do disco Luan Santana Ao Vivo na Lua - Crescente. A imagem mostra o cantor Luan Santana no centro da capa. O cantor está no ambiente de universo, com estrelas, um borrão azul e o planeta Vênus ao fundo. À frente, é mostrada a superfície da Terra. Ao centro da parte inferior da capa, há a palavra “CRESCENTE” em letras brancas e maiúsculas. Luan Santana está de olhos fechados e segurando um microfone. Sua cabeça está inclinada para cima e ele possui tatuagens no braço direito. Sua roupa é bege, com brilho e detalhes nos ombros que descem até o peito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/03/Luan-Santana-Ao-Vivo-na-Lua-Crescente-Maria-Fernanda.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34995" class="wp-caption-text">Luan Santana continua projeto na Lua e traz uma experiência mais imersiva aos fãs (Foto: Sony Music Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Luan Santana &#8211; LUAN AO VIVO NA LUA &#8211; CRESCENTE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2a9sL47ztb0zlKUl0uZxL8?si=DgpoNwqrQZCNIa6Bb9uc-A"><span style="font-weight: 400;">novo álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> de</span> <span style="font-weight: 400;">Luan Santana</span> <span style="font-weight: 400;">conta com mais uma fase da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Lua</span></i><span style="font-weight: 400;">: depois do  </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0SXQI9rQAxolmySULiXLi0?si=iNDd3e3xROGDN0Giotuo8A"><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; NOVA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">CRESCENTE</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em 21 de novembro de 2024. O disco mostra uma nova perspectiva sobre as turnês que Luan pretende construir. Além disso, o cantor permanece trazendo músicas que não perdem a originalidade do seu sucesso inicial. O álbum continua com o estilo das faixas românticas que o público costumava vibrar, como a famosa música </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0tD1sypxaMDpTd6qH1labJ?si=e11efae4e8554213"><i><span style="font-weight: 400;">Meteoro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o primeiro marco de sua carreira, lançada em 2009. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência é totalmente imersiva, de modo que a tecnologia de palco está sendo utilizada para trazer uma ideia de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realizado no espaço: Luan</span> <span style="font-weight: 400;">esclarece isso na apresentação de </span><a href="https://youtu.be/6hzdm2goo2c?si=_YZfKu0JOzc6wFQo"><i><span style="font-weight: 400;">CERTEZA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O cantor sempre procura oferecer novos ambientes para o seu público e </span><i><span style="font-weight: 400;">LUA &#8211; CRESCENTE </span></i><span style="font-weight: 400;">não foi diferente. De maneira geral, pode-se afirmar que o álbum marca uma divisão para os próximos projetos do cantor, que agora competem com os desafios do seu papel de paternidade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CERTEZA &#8211; Ao vivo, PARECE &#8211; Ao vivo, COISAS QUE EU NÃO VOU DEIXAR DE TER &#8211; Ao vivo</span></p>
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<figure id="attachment_35005" aria-describedby="caption-attachment-35005" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg" alt="Capa do disco Novela. A imagem de capa é uma fotografia da cantora Céu, dos ombros para cima. Ela está com os cabelos cacheados soltos, preenchendo todo o quadro da imagem. Sua expressão é séria, com o olhar direcionado para o horizonte. Tem um ponto de luz branca forte à direita da artista." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/ceunovela.jpg 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35005" class="wp-caption-text">Novela é o sexto álbum de estúdio de Céu (Foto: Urban Jungle Records/ONErpm)</figcaption></figure>
<p><b>Céu &#8211; Novela</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">é carinhoso e prazeroso. A primeira faixa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">, já te transporta para o oásis do álbum, longe do mundo real, mas próximo da natureza. As melodias desapressadas conduzem uma experiência de transe ao ouvinte que, se deixar o corpo solto, acompanha os movimentos musicais sem perceber. É um álbum para ouvir e se deixar derreter nele. A sonoridade especial mescla com elegância MPB, reggae e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, guiada pela voz de veludo de </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/ceu-retorna-as-raizes-com-novela-6-album-de-ineditas-tudo-que-eu-sei-fazer-e-misturar/"><span style="font-weight: 400;">Céu</span></a><span style="font-weight: 400;">, que é um espetáculo à parte. A cantora sabe transitar pelos gêneros, conferindo a cada um que cruza a sua impressão autoral única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi gravado ao vivo, de maneira orgânica, o que acentua ainda mais a intimidade instantânea do ouvinte com a obra. </span><i><span style="font-weight: 400;">Novela </span></i><span style="font-weight: 400;">só falta respirar, é vivo. Céu não tem dificuldade em amarrar à mesma obra conceitos independentes, o que a permite brincar com faixas como a divertida </span><i><span style="font-weight: 400;">Cremosa</span></i><span style="font-weight: 400;"> e com o rock nostálgico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lustrando Estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa grande salada mista, ainda tem espaço para colaborações de ótimo gosto, que só elevam a qualidade para além da estratosfera. A cantora divide os vocais com convidados em três faixas bilíngues (</span><i><span style="font-weight: 400;">Raiou</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://youtu.be/cvglSoxOMDU?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><i><span style="font-weight: 400;">Into My Novela</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Corpo e Colo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerando na Alta</span></i></p>
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<figure id="attachment_35006" aria-describedby="caption-attachment-35006" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais). Na imagem temos a presença dos integrantes da banda Jovem Dionísio. Eles estão com um efeito distorcido então é difícil descrever os detalhes. Mas todos os integrantes estão vestindo calça cargo na cor bege e uma jaqueta marrom. O cantor Ber Pasquali diferente dos outros está usando um moletom vermelho e o Rafael Mendes “Fufa” está segurando uma guitarra azul. Ao fundo temos uma tela preta e no canto superior direito temos o nome da banda e do disco em tons vermelhos. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ontem-Eu-Tinha-Certeza-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35006" class="wp-caption-text">A banda foi indicada ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa (Foto: JD Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Jovem Dionisio &#8211; Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome do disco surge através da letra de </span><i><span style="font-weight: 400;">Neste Contexto</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção apresentada ao público como o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">dessa nova fase da banda. Agora, sem dúvida nenhuma, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/20tdkGDqEJFZJs6TYEqifo?si=c-BIKH2yRDSxZH9JGoKirw"><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, simboliza a trajetória e a convicção de que esse é o caminho que a Jovem Dionisio pretende seguir nos próximos anos. Antes do lançamento oficial do álbum, os “meninos hidratados&#8221; entregaram um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZiXxivGolP0&amp;t=14s"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i><span style="font-weight: 400;"> filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, com um roteiro fantasioso digno do subgênero terrir sobre um chefe </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5M0ajbNpBuenxLiJQhDI3k?si=60ce01d5588440b6"><span style="font-weight: 400;">bagre</span></a><span style="font-weight: 400;">, dono de uma cadeiraria e que vive assombrando seus funcionários. O curta-metragem também escapa alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">spoilers</span></i><span style="font-weight: 400;"> das canções presentes no disco, além da nova identidade visual da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O melhor de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/7i67Zql4x6mQ3tdgl12ZZj?si=pIhnp13tSJSJtQwIfgMPbw"><i><span style="font-weight: 400;">Acorda, Pedrinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta com mais profundidade. Sendo o trabalho mais experimental produzido pela banda, o principal desafio na composição do disco foi, sem dúvidas, em como conduzir essa pluralidade de arranjos e histórias, de maneira coesa para a compreensão do ouvinte, sem que a narrativa se perdesse nela mesma. Algo que foi pensado em conjunto como um grupo e revisitado inúmeras vezes pelos integrantes, que chegou em seu resultado final: um dos melhores álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> no cenário atual da música brasileira. Fora o sucesso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1lvEFHCWBX4"><i><span style="font-weight: 400;">to bem</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa apresentações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ontem Eu Tinha Certeza (Hoje Eu Tenho Mais)</span></i><span style="font-weight: 400;"> também traz grandes parcerias, como o Grupo Menos É Mais, na canção</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SADxMQyhgSl5DR3sJZmav?si=3b0b53ba93ad4572"><i><span style="font-weight: 400;">sinto muito (demo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e de Arnaldo Antunes, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0TIiAUocHUlmjQsHuq6HEh?si=79e3af99a5e24982"><i><span style="font-weight: 400;">passeando do seu jeito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marcando o encontro de gêneros musicais presentes na segunda discografia da banda. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neste Contexto, sinto muito (demo), eu preciso te dizer que</span></p>
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<figure id="attachment_35007" aria-describedby="caption-attachment-35007" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Orquídeas. Na imagem, a cantora Kali Uchis está prensada em uma superfície de vidro, com o lado esquerdo do rosto virado para cima. Ela está nua e em todo seu corpo há pétalas de orquídeas nas cores: roxo, rosa e azul, em vários tons. Há também um líquido rosa espalhado pelo espaço e pelo corpo da cantora. No canto inferior direito, há o aviso de conteúdo explícito no álbum. Kali Uchis é uma mulher na faixa dos 30 anos de ascendência colombiana e possui cabelos escuros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-kali.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35007" class="wp-caption-text">O álbum possui feats com Karol G e Peso Pluma (Foto: Geffen Records)</figcaption></figure>
<p><b>Kali Uchis &#8211; Orquídeas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amor, sedução, desejo e fertilidade costumam ser as associações que a flor orquídea recebe de muitas culturas. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5U20AVSsUvycGtWip4XQfo?si=AtIUCsqUTwO1loSrszdt4w"><i><span style="font-weight: 400;">Orquídeas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Kali Uchis, também pode ganhar esses significados – e sentimentos para quem ouve – através das canções sobre traições, pensamentos intrusivos que trazem lembranças de amantes e o amor incondicional de uma mãe para com o filho. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Tu Corazón Es Mío… </span></i><span style="font-weight: 400;">é dedicada ao nascimento do filho de Uchis com Don Toliver: a artista, grávida no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TaxJKDaciqk"><span style="font-weight: 400;">clipe</span></a><span style="font-weight: 400;">, preferiu resguardar a gestação dos holofotes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o álbum consegue transpassar o calor do amor por meio dos ritmos quentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B </span></i><span style="font-weight: 400;">e do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, assim como seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Red Moon in In Venus</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém mais enérgico e sem espaço para as músicas melódicas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Mata</span></i><span style="font-weight: 400;">, canção sobre uma mulher que conseguiu se libertar de uma relação ruim, é uma experiência que se assemelha a assistir a um filme do </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/cinema/10-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-pedro-almodovar-o-cinema-e-a-moda/"><span style="font-weight: 400;">Almodóvar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Embora a letra pareça um sertanejo universitário genérico, os arranjos e vocais de Uchis sobem a temperatura dos ouvidos de uma forma extremamente luxuosa. <strong>&#8211; Davi Marcelgo</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>F</strong></span><b>aixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Igual Que Un Ángel, Te Mata, Tu Corazón Es Mío…</span></p>
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<figure id="attachment_35008" aria-describedby="caption-attachment-35008" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg" alt="Capa do álbum Plan A de Lil Tecca. A imagem mostra o rapper, homem jovem de pele preta, e cabelo crespo com dreads, vestindo uma jaqueta com estampa de onça e tampando metade do rosto com ela, ele usa vários aneis nos dedos e duas pulseiras todas de prata e também um óculos escuro na altura da testa, num fundo de tom marrom e dourado, No canto inferior direito vemos o aviso de conteúdo explícito." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Plan-A-Leonardo-Quinalha-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35008" class="wp-caption-text">Para Lil Tecca sempre existiu apenas um plano (Foto:Galactic Records/Lil Tecca)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Tecca &#8211; Plan A </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com apenas 16 anos, ainda no colegial, Tecca lançou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XzY2ij_vL4&amp;pp=ygUGcmFuc29t"><i><span style="font-weight: 400;">Ransom</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu maior hit até hoje. Cinco anos depois, entre transições suaves e batidas de </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> melódicas, Tecca ainda consegue conquistar o coração dos fãs com seus novos projetos: não foi diferente com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=151SppD5qwg&amp;list=PL3fL6ZRIZG76mUB9yr-7_5CMMQfhUxMbm"><i><span style="font-weight: 400;">Plan A</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em seu quarto álbum de estúdio, o artista expressa que nunca teve outro plano para seu futuro, apenas o ‘plano A’. </span><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">a faixa de abertura do álbum,</span> <span style="font-weight: 400;">recebe um destaque especial devido ao seu ritmo mais lento, trazendo uma coesão perfeita entre as rimas de Tecca por cima do instrumental </span><i><span style="font-weight: 400;">cloud trap</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 18 faixas e apenas uma colaboração, sendo em </span><i><span style="font-weight: 400;">I Can’t Let Go </span></i><span style="font-weight: 400;">com Don Toliver, eram esperados mais participações especiais no álbum, porém a batida </span><i><span style="font-weight: 400;">rage rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental não deixou a desejar na faixa. É relevante destacar que as fantásticas transições entre as músicas do projeto tornam a experiência de ouvir o álbum como um todo algo incrível e único. O disco demonstrou a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zX7eDJq6aLM"><span style="font-weight: 400;">grande maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> adquirida pelo artista ao longo dos anos. Seja como pessoa e produtor, com apenas um plano em mente, Tecca está conseguindo concretizá-lo. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Taste, Bad Time e Number 2</span></p>
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<figure id="attachment_35009" aria-describedby="caption-attachment-35009" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg" alt="Capa do álbum POST HUMAN: NeX GEn, da banda Bring Me The Horizon. A imagem mostra uma ilustração digital de uma personagem futurista, com pele, cabelos e camiseta em tons de rosa. Suas olheiras são alaranjadas, seus olhos são verdes e vermelhos e ela possui uma cicatriz na testa. Ela usa um brinco dourado de lua em uma das orelhas e possui piercings no rosto, no espaço entre os olhos. No canto inferior esquerdo, é possível ver um ursinho de pelúcia preto e branco, que parece estar em seu colo. Do lado direito, na altura do ombro da boneca, vemos um robô pequeno, composto por asas de borboleta e cabeça e pernas de boneca, voando. Ao lado dele, preso na boneca, há uma espécie de aparelho vermelho que mede as batidas de seu coração e que, provavelmente, ajuda ela a sobreviver. A boneca olha diretamente para frente, sem expressar emoções, e o fundo verde possui algumas texturas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen.jpeg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/post-human-nex-gen-150x150.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35009" class="wp-caption-text">POST HUMAN: NeX GEn foi lançado de surpresa após quase quatro anos de espera (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Bring Me The Horizon &#8211; POST HUMAN: NeX GEn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos, a banda britânica Bring Me The Horizon tem passado uma mensagem muito clara para o público: ‘não temos </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/59991/1/oli-sykes-bring-me-the-horizon-interview"><span style="font-weight: 400;">medo de mudanças</span></a><span style="font-weight: 400;"> e usamos nossa criatividade como bem entendemos’. Esse forte posicionamento fez com que os integrantes não se prendessem a um único gênero, algo que não costuma acontecer no meio em que estão inseridos, e é o que faz a banda crescer a cada lançamento – mesmo estando na indústria há duas décadas. </span><i><span style="font-weight: 400;">POST HUMAN: NeX GEn</span></i><span style="font-weight: 400;">, a segunda parte de um projeto que retrata uma sociedade pós-apocalíptica, é um dos álbuns que mais sustentam esse argumento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao adicionar </span><i><span style="font-weight: 400;">electronica</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">hiperpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> à mistura usual de </span><i><span style="font-weight: 400;">metalcore</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">nu metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">emo</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda produz um disco diversificado, mas que ainda carrega a personalidade e o talento lírico que sempre teve. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1k7OXnGQPV4zF3seDwRroD?si=UzGXq-kMQlipn5bARsn6xA"><i><span style="font-weight: 400;">NeX GEn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que está em contato com o passado, ciente do presente e idealizando o futuro – algo que pouquíssimos artistas chegaram perto de realizar em 2024. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">YOUtopia, Top 10 staTues tHat CriEd bloOd e DArkSide</span></p>
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<figure id="attachment_35048" aria-describedby="caption-attachment-35048" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Prelude To Ecstasy. Nela, vemos uma cômoda de pedra com várias flores e velas e um quadro, onde as cinco integrantes da banda aparecem. São todas mulheres brancas e, da esquerda para a direita, uma está de vestido vermelha, outra de vestido branco, outra de vestido preto e mais uma de vestido branco. E no meio a vocalista está de vestido dourado. Eles se vesteme como se estivessem na era vitoriana do séc XIX" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/tldp.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35048" class="wp-caption-text">Disco um dos indicados Mercury Prize, maior premiação fonográfica da Inglaterra (Foto: Universal Island Records)</figcaption></figure>
<p><strong>The Last Dinner Party &#8211; Prelude To Ecstasy </strong></p>
<p>Com o passar dos anos, cada vez mais expoentes femininas estão conquistando seu lugar no <em>rock</em>, principalmente vindos da vertente britânica do gênero. Nesse ano, foi a vez do <a href="https://escutai.com/the-last-dinner-party-e-um-banquete-para-quem-gosta-de-musica/">The Last Dinner Party</a> alçar os holofotes de uma forma bastânte única e cheia de excêntricidade, colocando a banda como um dos maiores achados desta década.</p>
<p>O quinteto gótico, que seu conheceu nos pubs enquanto cursavam a faculdade, não reinventa a roda. Pelo contrário, ele usa de referências muito distantes uma da outra e as canaliza e um <em>pop barroco</em> repleto de <em>glam rock</em>. Como qualquer obra de origem feminina, <em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1ycq58KRtWt3wFtbuIkvLn">Prelude to Ecstasy</a> </em>vem carregado de críticas a masculinidade e a percepção feminina da sociedade, que são intesificadas por cinco artistas que fazem questão de ir contra a forma com que a humanidade imagina e idealiza uma mulher. <strong>&#8211; Guilherme Veiga</strong></p>
<p><strong>Faixas favoritas: </strong>Nothing Matters, Ceasar on a TV Screen, Beautiful Boy</p>
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<figure id="attachment_35010" aria-describedby="caption-attachment-35010" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco Room Under the Stairs. Na imagem temos a silhueta do rosto do Zayn ampliada em tons de azul. No interior da figura temos a imagem de uma escada em meio a um local rodeado por árvores e arbustos. No canto inferior esquerdo está escrito o nome do cantor em letras grandes, nas cores branca e azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Room-Under-the-Stairs-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35010" class="wp-caption-text">Room Under the Stairs ganhou uma versão deluxe com quatro músicas inéditas: Ignorance Ain’t Bliss, Lied To, In The Bag e Gave (Foto: Mercury Records)</figcaption></figure>
<p><b>ZAYN &#8211; ROOM UNDER THE STAIRS</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escolher deixar uma parte sua para trás requer boas doses de sanidade e de falsos começos. Para ZAYN, essa mudança começa através de</span><i><span style="font-weight: 400;"> insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ecoam em seu íntimo e que ganham pulsação através das 15 faixas presentes em seu novo disco, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0PGluYePuY9INYN7SQheZ0?si=5VvOkZAeTS-js0vRXJY8tA"><i><span style="font-weight: 400;">ROOM UNDER THE STAIRS</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sendo uma expressão de seus anseios e inquietações, o álbum representa um recomeço próprio para o cantor e para a sua música. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos separam o trabalho atual do seu último registro, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2yuQqhSklmfWgn8lmJNk5t?si=LSpiIKhSQ3uQQb3p7jjgOg"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody Is Listening</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">(2021), um disco também introspectivo, mas que demandava de uma grande produção para alcançar o </span><i><span style="font-weight: 400;">rhythm &amp; blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> moderno pensado e desejado pelo artista. Diferente disso, o quarto álbum é mais cru e intimista em sua composição, se aproximando das sonoridades do </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> original. Com apenas voz e violão – e </span><i><span style="font-weight: 400;">a little bit of soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, Zayn aproxima suas letras de seus ouvintes, atingindo a maturidade que faltava em sua discografia. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> False Stars, The Time, Alienated</span></p>
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<figure id="attachment_35011" aria-describedby="caption-attachment-35011" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png" alt="Capa do disco Serenata da GG, Vol. 1 (Ao Vivo). A imagem mostra um coração rosa que ocupa todo o espaço central da capa e possui um relevo profundo, onde Gloria Groove está sentada. A cantora está usando um vestido vermelho, com luvas vermelhas e saltos vermelhos e seu cabelo também está da mesma cor. Ela utiliza jóias no pescoço, orelhas e mãos. Ao lado dela, está escrito “Serenata da GG” em letras rosas com sombra vermelha. Abaixo, em uma fonte menor, está escrito “Vol.1”. Ao fundo da imagem, a cor é preta." width="774" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG.png 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/serenata-da-GG-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35011" class="wp-caption-text">Gloria Groove aposta em mistura de música clássica e pagode em seu álbum Serenata da GG, Vol.1 (Foto: SB Music)</figcaption></figure>
<p><b>Gloria Groove &#8211; Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em maio de 2024, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2rKJHBwHEuztGQqjBkDDAK?si=jSXQ2PJaQS-8K62NXZ3WyA"><i><span style="font-weight: 400;">Serenata da GG, Vol.1 (Ao Vivo)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez Gloria Groove sair do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro. A chegada da cantora no pagode, por meio de músicas inéditas e regravações de clássicos dos anos 2000, mostra que a voz de Groove recebeu um toque surpreendente. O disco conta com 13 faixas, com participação de Ferrugem, em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1baKllsMyEEdKIUiNx58KA?si=09fcc08d3f9f415e"><i><span style="font-weight: 400;">Câmera Frontal &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o cantor Belo, em</span> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5Y0RHqLgXOvZ9PtCf5Jb5n?si=3ef37a813d134e7f"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Era Feliz &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> inovou o estilo que está acostumada a cantar, de modo que o álbum traz mais romance para sua música, ao contrário de </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4Qq4x0tJGWEFZt6jnvOKrQ?si=1i9nI3dtQmWSI2YqmEv-eQ"><i><span style="font-weight: 400;">LADY LESTE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que possui faixas voltadas para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em</span><i><span style="font-weight: 400;"> Serenata da GG, Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria Groove</span> <span style="font-weight: 400;">preocupa-se em trazer um pouco mais do ritmo típico brasileiro, além de misturar sua música com ícones do Brasil, como Alcione</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SSOaOh6W2vjiRVfPKSqoS?si=3f12611cf536493b"><i><span style="font-weight: 400;">A Loba &#8211; Ao Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa nova visão da cantora, com certeza, deixa qualquer um em dúvida sobre qual será sua próxima aposta. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nosso Primeiro Beijo &#8211; Ao Vivo , Eu Odeio Dia 12 &#8211; Ao Vivo, Radar &#8211; Ao Vivo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35012" aria-describedby="caption-attachment-35012" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png" alt="" width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-sexto-sentido-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35012" class="wp-caption-text">Produzido de maneira independente, Sexto Sentido é o segundo álbum da carreira de Luanna (Foto: MC Luanna)</figcaption></figure>
<p><b>MC Luanna – Sexto Sentido</b><b><br />
</b><b><br />
</b><span style="font-weight: 400;">Nome marcante da cena feminina do </span><i><span style="font-weight: 400;">Rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, Mc Luanna cresce sem medo e, em 2024, provou novamente que não à toa. Com o lançamento de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora mostrou que a menina de </span><a href="https://open.spotify.com/album/54SQtN4KEfykOFgjtKXLzr"><i><span style="font-weight: 400;">44</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022) amadurece a cada dia com rimas mais críticas e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> complexos, se tornando a mulher que sabe o quão contra a corrente nada. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Longe de achar graça nessa realidade de ser um nome entre poucos quando se trata de mulheres negras com visibilidade na Música, a artista trata de destacar a insatisfação com essa realidade: “</span><i><span style="font-weight: 400;">sou uma mulher negra falam pra ser mais forte/pra correr duas vezes porque a gente é sem sorte/pra que expor sentimento se não vou ganhar flores?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.  Da vulnerabilidade e dor de não poder sequer aparentar fraqueza, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7oHTdUPKkBo"><span style="font-weight: 400;">Luanna</span></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que sua força está em ser a inspiração de tantas mostrando exatamente o que o mundo a fez achar errado expor: humanidade.  </span><b>– Jamily Rigonatto </b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Ainda Sinto Muito, Rotina 2 e Cartas a Uma Garota Negra.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35013" aria-describedby="caption-attachment-35013" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg" alt="Capa do disco Short n’ Sweet, da cantora Sabrina Carpenter. Sabrina Carpenter é uma mulher branca, de cabelos loiros e olhos azuis. Ela aparece em frente de um fundo azul, olhando por cima do ombro. Em seu ombro, há uma marca de beijo, feita com batom vermelho escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35013" class="wp-caption-text">Short n’ Sweet é para todos os gostos (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Sabrina Carpenter &#8211; Short n&#8217; Sweet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cafeinado, pequeno e doce, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/?fbclid=PAY2xjawG1wohleHRuA2FlbQIxMAABpjRHsWpQF02kAauBdiwaWYoU4D4uaGYn1UTqsN7akHvbTiuFZvmZ5KWt8w_aem_Zj6Lh1_FSKr20M1Vh13Yxw"><i><span style="font-weight: 400;">Short n’ Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra ainda mais o lado sedutor e apaixonado de Sabrina Carpenter. Por meio de trocadilhos e piadinhas levemente sexuais, a cantora consegue ainda mais se distanciar da imagem de atriz mirim da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se aproximar do estrelato do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e mostra que já atingiu a maioridade. Carpenter apresenta um disco enérgico e divertido, flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">synth pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbJhdc2zLz0"><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de afirmar que mulheres podem sim demonstrar a sexualidade e a sensualidade de formas positivas, sem sentirem vergonha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> chiclete, Sabrina Carpenter evolui ainda mais seu trabalho com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que acompanha a pequena loirinha desde o emocional </span><i><span style="font-weight: 400;">emails i can&#8217;t send</span></i><span style="font-weight: 400;"> –, e se estabelece na cena musical. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> viciantes – </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eVli-tstM5E"><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com sua cafeína, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cF1Na4AIecM"><i><span style="font-weight: 400;">Please Please Please</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas repetições e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KEG7b851Ric"><i><span style="font-weight: 400;">Taste</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">com suas fofocas – e músicas ainda mais gostosas de ouvir, Carpenter mostra que a sua Música possui tons alegres e cômicos, e que sempre pode retornar para temas reflexivos – como em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=moMdJBDCblE"><i><span style="font-weight: 400;">Dumb &amp; Poetic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Laura Hirata-Vale </b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Good Graces, Taste, Don&#8217;t Smile</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35014" aria-describedby="caption-attachment-35014" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg" alt="Capa do disco Songs Of A Lost WorldNa imagem, a cabeça de uma escultura em pedra está caída em um fundo preto. Não possui rosto, apenas traços de boca e olhos. No canto superior direito, está escrito o nome da banda, com “the” em minúsculo e “Cure” em caixa alta. Abaixo da cabeça, está o título do álbum “Songs Of A Lost World”." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/17304685106724da9e50bc5_1730468510_1x1_md-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35014" class="wp-caption-text">Songs Of A Lost World é o primeiro álbum inédito da banda em 16 anos (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>The Cure &#8211; Songs Of A Lost World</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Canções De Um Mundo Perdido</span></i><span style="font-weight: 400;"> (em tradução livre) marca o retorno </span><span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.radiorock.com.br/2024/10/14/cure-planeja-aposentadoria-e-turne-para-comemorar-50-anos-da-banda/"><span style="font-weight: 400;">despedida</span></a> <span style="font-weight: 400;">–</span><span style="font-weight: 400;"> da banda britânica comandada pelo vocalista, guitarrista e compositor Robert Smith. O novo álbum, embora melancólico, é sobretudo potente, e questiona o mundo atual através da forma e conteúdo. Com os celulares, rádios, </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">e músicas aceleradas, o disco de oito músicas e 49 minutos de duração vai na contramão das tendências e exige do ouvinte um momento de contemplação para as cargas dramáticas de The Cure. Introduzido por </span><i><span style="font-weight: 400;">Alone</span></i><span style="font-weight: 400;"> com guitarra e bateria, a voz de Smith só entra depois de três minutos, assim como as outras canções &#8211; a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Endsong </span></i><span style="font-weight: 400;">de dez minutos só apresenta letra aos seis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Esse é o final de todas as canções que já cantamos</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">anuncia a banda. O disco reflete sobre a experiência de luto que Robert Smith passou ao longo dos anos, com a </span><a href="https://rollingstone.com.br/noticia/cure-robert-smith-revela-que-morte-da-mae-do-pai-do-irmao-influenciou-novo-disco/"><span style="font-weight: 400;">morte do irmão</span></a><span style="font-weight: 400;">, da mãe e do pai. É um homem que se encontra desconcerto sobre o lugar que vive. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4wjxmqXnSQvBZWL3IbYngX?si=lIZtRR5_QO6hhYhCmaLF0g"><i><span style="font-weight: 400;">Songs Of A Lost World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é incrível e faz você sentir cada sentimento através das cordas e da voz de Smith &#8211; que nada envelheceu. O mais interessante é que, mesmo aos 65 anos, o mundo do líder da banda não está deteriorando pelas pautas raciais ou de sexualidade &#8211; como de costume com os ‘rebeldes’ do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas sim pela sua íntima experiência com o fim da vida, das relações e de sua banda.</span> <b>&#8211; Davi Marcelgo</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Alone, Fragile Thing e I Can Never Say Goodbye  </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35015" aria-describedby="caption-attachment-35015" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Submarine da banda The Marías. A imagem apresenta uma mulher submersa em um ambiente aquático com tons predominantemente azuis. Ela está agachada, com o cabelo solto flutuando na água e vestindo um vestido escuro com detalhes claros. A iluminação suave cria um contraste dramático, destacando sua silhueta e expressão contemplativa." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/submarine-the-marias.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35015" class="wp-caption-text">“Eu me pergunto como é estar sozinho, se você não me ligar de volta, acho que saberei” (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Marías &#8211; Submarine</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IqT1eE_8Psw"><i><span style="font-weight: 400;">Submarine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o segundo álbum da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">indie-pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> The Marías, é um mergulho sonoro que confirma a identidade única do grupo de Los Angeles. Formada pela vocalista porto-riquenha María Zardoya, criada no estado de Geórgia, pelo baterista e produtor Josh Conway, pelo guitarrista Jesse Perlman e pelo tecladista Edward James, os membros continuam a navegar entre momentos de introspecção e explosões de energia em suas músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O título ‘Submarino’ é uma descrição precisa da atmosfera do álbum, que nos transporta para um mundo aquático onde a música flui como uma correnteza suave. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> característico do grupo envolve o ouvinte em camadas de melodias etéreas, como se a música oscilasse entre a superfície e as profundezas. O encanto de Submarine reside na combinação de vocais delicados, sintetizadores hipnotizantes e linhas de baixo marcantes. As letras, muitas vezes introspectivas, giram em torno das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9NOlqJHvAZo&amp;pp=ygUOcnVuIHlvdXIgbW91dGg%3D"><span style="font-weight: 400;">frustrações e desconexões em relacionamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, um tema central que confere unidade ao álbum. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love You Anyway e Run Your Mouth</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35016" aria-describedby="caption-attachment-35016" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png" alt="A imagem mostra Duda Beat em um deserto surrealista com caixas de som pegando fogo e caules secos de árvores, seu figurino é composto por faixas de aspecto metálico na parte superior e botas prateadas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Capa-do-album-Tara-e-Tal.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35016" class="wp-caption-text">Na semana de estreia, Tara e Tal estreou na parada de álbuns do Spotify, sendo o segundo da artista a entrar na parada. (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><strong>DUDA BEAT &#8211; Tara e Tal</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tara e Tal</span></i><span style="font-weight: 400;">, DUDA BEAT explora uma sonoridade mais frenética do que nunca e flerta com o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo do ano de 2024, a artista embarcou em uma turnê que promoveu o disco e colocou multidões para dançar muito em faixas como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eyQWGHmJuVk"><i><span style="font-weight: 400;">NiGHT MARé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wKq2XqhteuA"><i><span style="font-weight: 400;">SAUDADE DE VOCÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho foi </span><a href="https://www.tracklist.com.br/review-duda-beat-tara-e-tal/181705"><span style="font-weight: 400;">reconhecido por suas referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> não-convencionais e a habilidade de DUDA em transformar seu repertório em um disco coeso e competente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A habilidade de conseguir mais uma vez ter um trabalho admirado pelo seu público e </span><a href="https://rollingstone.com.br/musica/os-10-melhores-albuns-nacionais-de-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, fez com que mesmo com a falta de grandes </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> comerciais, Tara &amp; Tal fosse lembrado como um lançamento essencial para a indústria musical nacional no ano de 2024. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: NiGHT MARé, SAUDADE DE VOCÊ, q prazer</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35018" aria-describedby="caption-attachment-35018" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg" alt="A imagem mostra o rosto da artista em fundo escuro com uma tipografia contemporânea escrita “Taurus Vol. 2”." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35018" class="wp-caption-text">Duquesa venceu Revelação do Ano no Prêmio Multishow 2024 (Foto: Boogie Naipe)</figcaption></figure>
<p><b>Duquesa &#8211; Taurus, Vol. 2</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Taurus, Vol. 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o desenvolvimento da carreira de Duquesa através do olhar da artista, explorando os sentimentos que a fama trouxe para a vida dela. Durante 2024, o álbum foi responsável por colocar a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma lugar de destaque na cena do rap brasileiro, junto de outras mulheres como: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7PXsNesbCOg"><span style="font-weight: 400;">Ebony</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dupla </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8DgAysALBs"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum foi bem recebido pelo público e </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2024/12/16/melhores-discos-rap-brasil-2024/"><span style="font-weight: 400;">crítica especializada</span></a><span style="font-weight: 400;">, explorando gêneros como </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo consumido por diversos públicos, posicionando ele como um trabalho que transcende as barreiras do gênero no país. </span><b>&#8211; João Pedro do Nascimento Fontes</b></p>
<p><b>Faixas favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Voo 1360 e </span><span style="font-weight: 400;">Disk P@#$%&amp;!</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35019" aria-describedby="caption-attachment-35019" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png" alt="Foto da capa do álbum The Secret of Us. Ela apresenta Gracie Abrams, uma mulher de pele clara com cabelo curto e castanho, exibindo uma expressão introspectiva e um olhar direcionado para o lado direito, com os lábios levemente entreabertos, transmitindo contemplação ou curiosidade. A modelo usa brincos de argola duplos dourados, e o fundo é branco, minimalista, destacando seu rosto. O título The Secret of Us está escrito no topo em uma fonte cursiva amarela estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35019" class="wp-caption-text">O sucesso do álbum deu a Abrams a oportunidade de ser host de um episódio do aclamado programa de televisão americano SNL (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; The Secret of Us</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/56bdWeO40o3WfAD2Lja4dl"><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> segundo álbum de Gracie Abrams, destaca-se como uma das melhores produções de 2024 por sua profundidade emocional e evolução artística. Lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Interscope Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco apresenta uma colaboração notável com Taylor Swift na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7IcYAGAm6P8"><i><span style="font-weight: 400;">us. (feat. Taylor Swift)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, evidenciando o reconhecimento de Abrams na indústria musical.  A produção de Aaron Dessner e Jack Antonoff contribui para a sonoridade expansiva e narrativa envolvente, refletindo o crescimento da jovem artista como compositora e vocalista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde seu lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Secret of Us </span></i><span style="font-weight: 400;">recebeu uma versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/0hBRqPYPXhr1RkTDG3n4Mk"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo quatro novas faixas.  O álbum também rendeu a Abrams uma indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Artista Revelação, além de uma nomeação conjunta com Taylor Swift na categoria de Melhor Performance Pop em Dupla ou Grupo pela colaboração em uma das faixas do disco</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A artista lançou videoclipes para faixas como</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uxjhN_Donfw"><i><span style="font-weight: 400;">I Love You, I&#8217;m Sorry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, demonstrando sua versatilidade e conexão com o público, além de versões acústicas das canções de maior sucesso do disco.</span><b> &#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I Love You, I’m Sorry, us. (feat. Taylor Swift), That’s So True</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35020" aria-describedby="caption-attachment-35020" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png" alt="A imagem é a capa do álbum The Tortured Poets Department, de Taylor Swift. Ela apresenta um retrato em preto e branco da cantora deitada em uma cama, cercada por travesseiros. A artista, está vestindo uma blusa preta de alças finas, que escorrega levemente pelo ombro, e um short escuro. Sua posição é relaxada, com um dos braços cruzando o peito e a outra mão pousando suavemente sobre o abdômen. Seu olhar está direcionado para o lado, parcialmente encoberto pelo cabelo solto, transmitindo um ar de introspecção e melancolia. A luz na imagem é suave, criando sombras delicadas e um efeito etéreo. No topo da fotografia, o título &quot;The Tortured Poets Department&quot; aparece em uma fonte serifada simples e elegante. A imagem está centralizada dentro de uma moldura bege, criando um design minimalista e sofisticado, alinhado à estética melancólica e poética do título." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1536x1536.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-1.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35020" class="wp-caption-text">O álbum deu a Taylor Swift o recorde de disco mais vendido em 2024 nos EUA, com quase 7 milhões de cópias vendidas (Universal Republic Records)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; The Tortured Poets Department</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-tortured-poets-department-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Taylor Swift conquistou um lugar de destaque em 2024 por sua abordagem inovadora, que mistura poesia contemporânea com sonoridades experimentais. Trata-se de uma obra que transcende a simples classificação de gênero, apresentando letras carregadas de significados profundos, narrativas densas e um apelo emocional raro. A complexidade lírica da cantora e compositora  e a riqueza instrumental dialogam de forma brilhante, criando um equilíbrio entre o introspectivo e o compartilhado. O álbum lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Universal Republic Records</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora temas como dor, redenção e a tristeza de um término de relacionamento, oferecendo uma experiência que convida à reflexão e à imersão. Essa originalidade foi amplamente reconhecida pela crítica e pelo público, consolidando o projeto como um marco da música contemporânea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas cumpriu, mas superou expectativas, quebrando recordes de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em plataformas digitais e sendo amplamente celebrado em premiações importantes da indústria musical, como os </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">VMA</span></i><span style="font-weight: 400;">. O videoclipe de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q3zqJs7JUCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Fortnight (feat. Post Malone)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em conjunto com o rapper Post Malone, e a versão </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5H7ixXZfsNMGbIE5OBSpcb?si=ot0YiSruSiuplF1tHVRAWg"><i><span style="font-weight: 400;">deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Tortured Poets Department</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">The Anthology</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com 15 faixas adicionais refletem o sucesso iminente do disco da loirinha. Os dois trabalhos, , aliados ao impacto cultural que a obra gerou, reafirmam a relevância e a influência de Taylor Swift no cenário musical atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Boy Only Breaks His Favorite Toys, Guilty as Sin?, Who’s Afraid of Little Old Me?</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_35021" aria-describedby="caption-attachment-35021" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png" alt="Capa do disco What A Devastating Turn of Events. Na imagem temos a presença da cantora Rachel Chinouriri no centro, uma jovem negro, de olhos castanhos e cabelo liso preto. Ela está vestindo uma baby tee preta, com detalhes floridos rosa e de manga listrada nas cores bege, marrom e laranja. Também está vestindo uma saia longa com a mesma estampa da manga da baby tee e um tamanco preto. Ela está segurando um violão com vários desenhos. Ao seu redor tem outras quatro figuras da Rachel vestida com uma jaqueta branca, calça jeans e tênis branco, cada uma fazendo uma tarefa diferente. Uma está ao lado de uma bicicleta lilás, outra está colocando o lixo pra fora, uma está pendurando bandeiras da Inglaterra na janela e a outra está escrevendo em um caderno. Elas estão ao lado externo, em frente a uma casa de tijolos marrons e janelas brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/What-A-Devastating-Turn-of-Events-Ludmila-Henrique.png 952w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35021" class="wp-caption-text">Rachel Chinouriri foi indicada aos prêmios de Melhor Artista Revelação e Melhor Artista do Ano no BRIT Awards 2025 (Foto: Parlophone Records)</figcaption></figure>
<p><b>Rachel Chinouriri &#8211; What a Devastating Turn of Events </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinônimo de casa pode ter significados diferentes para quem o procura. A busca por pertencimento nos faz questionar sobre a nossa trajetória como indivíduo e quando se é uma mulher na indústria musical, esse sentimento é quase sucessivo. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/1Td1oiZTQFYR7N1QX00uhr?si=TFknkOYPTymYsW6NfQ4ddA"><i><span style="font-weight: 400;">What a Devastating Turn of Events</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido e interpretado por Rachel Chinouriri, ouvimos sobre a série de eventos devastadores que uma artista negra, nascida na Inglaterra, precisou passar até lidar com as </span><a href="https://youtu.be/J78G0sYCSRs?si=eGqMze9t_mDoUZ-R"><span style="font-weight: 400;">adversidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> e encontrar a sua própria maneira de fazer arte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assinado pela gravadora </span><i><span style="font-weight: 400;">Parlophone Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta com 14 faixas que combinam </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WHDjBjnuZ1s"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G5lKmUw_Vxs"><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma lírica sensível e representativa. Mergulhando em narrativas difíceis sobre solidão, decepções e autocrítica, o disco representa, com muita sinceridade, o processo de aceitação vivenciado por </span><a href="https://www.rachelchinouriri.com/"><span style="font-weight: 400;">Chinouriri</span></a><span style="font-weight: 400;">, sobre ela mesma e o seu trabalho. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Never Need Me, All I Ever Asked, So My Darling </span></p>
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		<title>O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 20:48:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Vitória Bertotti  Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana Linkin Park lançava seu sexto álbum de estúdio, The Hunting Party. A obra pode ser lida como um retorno às origens do rock mais pesado, que beira o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-hunting-party-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O instinto grita de volta nos 10 anos de The Hunting Party"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34415" aria-describedby="caption-attachment-34415" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png" alt="Capa do álbum The Hunting Party. A imagem tem um fundo cinza superior, semelhante à fumaça, que vai em degradê para o branco na parte inferior. No centro superior, está uma criatura segurando um arco e uma flecha, que parecem ser feitos de ossos. Essa criatura não é identificável, mas tem alguns espinhos semelhantes à estalactites em cor de gelo, e se parece com uma estátua pela coloração cinza de mármore." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image4-2.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34415" class="wp-caption-text">A chegada desse álbum é um alívio para os fãs da banda, que voltam a bater cabeça após seu lançamento (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Vitória Bertotti </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles estão em sua forma mais animalesca possível e com fome por Música. Foi com essa premissa que, há 10 anos, a banda norte-americana </span><a href="https://www.instagram.com/linkinpark/"><span style="font-weight: 400;">Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançava seu sexto álbum de estúdio, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZPlUjhroNd4&amp;list=PLlqZM4covn1FS2H7Aj1fpfj9TYQbEGq1h"><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A obra pode ser lida como um retorno às origens do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">mais pesado, que beira o visceral mas não esquece dos testes melódicos e eletrônicos de seus outros registros. Com mensagens certeiras e um ritmo perfeitamente equilibrado, o projeto é facilmente um dos melhores álbuns da discografia da banda.</span></p>
<p><span id="more-34414"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltado para o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo, o disco passa longe das influências eletrônicas, com efeitos e sintetizadores, muito exploradas nos dois anteriores – </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=IEBzfAqoSjSc_WLUfRr3_A"><i><span style="font-weight: 400;">A Thousand Suns</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4XHIjbhjRmqWlosjj5rqSI?si=b2LmKE9WRamPqucE0XYymA"><i><span style="font-weight: 400;">LIVING THINGS</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012). Sendo o primeiro álbum sem a produção de Rick Rubin desde o </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora </span></i><span style="font-weight: 400;">(2003), quem tomou as rédeas da produção foram </span><a href="https://www.instagram.com/m_shinoda/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/braddelson/"><span style="font-weight: 400;">Brad Delson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, talvez por isso, a nostalgia dos velhos tempos tenha batido forte em seus corações para retornar ao </span><a href="https://www.cifraclub.com.br/blog/new-metal/"><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34416" aria-describedby="caption-attachment-34416" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg" alt="Foto para o álbum. Na imagem, os seis integrantes da banda Linkin Park estão enfileirados, um ao lado do outro, olhando para a câmera com cara de sérios. O cenário de fundo são algumas luzes comuns da cidade, fracas, e o céu escuro. Da esquerda para a direita: Dave Phoenix é um homem branco e ruivo, de cabelo com penteado moicano e barba. Está vestindo uma calça jeans preta, uma camisa preta de cola e por cima uma jaqueta cinza escuro com capuz fechada por zíper até a metade. Ele está com as mãos para trás. Joe Hahn é um homem amarelo e está vestindo uma calça preta, um casaco de moletom de mangas curtas preto com capuz, que encobre toda sua cabeça. Sua mão direita é a única visível e está ao lado de seu corpo. Chester Bennington é um homem branco, careca, e usa um alargador preto na orelha direita. Ele veste uma calça jeans cinza quase preta, uma camiseta preta e uma jaqueta preta aberta com bolsos. Sua mão direita está apoiada no bolso de sua calça. Mike Shinoda é um homem branco de ascendência japonesa, de cabelo curto e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camisa de gola e por cima uma jaqueta fechada com bolsos e estampa de folhagens. Seus braços estão cruzados na frente do corpo e em seu pulso direito há duas pulseiras pretas. Brad Delson é um homem branco, de cabelo cacheado e barba castanhos, e usa um óculos preto quadrado. Ele veste uma calça marrom, uma camisa preta de gola e por cima um blazer marrom claro. Suas mãos estão dentro do bolso da calça. Rob Bourdon é um homem branco, de cabelos médios e barba castanhos. Ele veste uma calça preta, uma camiseta marrom claro e uma camisa jeans de mangas dobradas por cima, desabotoada. Sua mão esquerda está ao lado de seu corpo." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image2-3.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34416" class="wp-caption-text">A cara de mau é para mostrar que não estão pra brincadeira (Foto: Brandon Cox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A riqueza do trabalho se deve, em parte, pelas participações especiais de músicos tão talentosos quanto o próprio Linkin Park. Alguns dos convidados para compor o disco são: </span><a href="https://www.pagehamiltonmusic.com/"><span style="font-weight: 400;">Page Hamilton</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista veterano da banda Helmet; </span><a href="https://www.instagram.com/thegodrakim/"><span style="font-weight: 400;">Rakim</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense considerado um dos melhores de todos os tempos pela </span><a href="https://www.billboard.com/lists/best-rappers-all-time/13-rakim/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.instagram.com/tommorello/"><span style="font-weight: 400;">Tom Morello</span></a><span style="font-weight: 400;">, guitarrista do Rage Against the Machine e ex-Audioslave. Percebeu alguma coisa em comum entre eles? A escolha de chamar vários guitarristas para a composição do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente para acrescentar mais agressividade através deste instrumento. Nada é por acaso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0MXVAogKEMU"><span style="font-weight: 400;">ideia do nome</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi a primeira que surgiu à mente. Inicialmente, o álbum se chamaria </span><i><span style="font-weight: 400;">Carnivores</span></i><span style="font-weight: 400;">, de carnívoros mesmo, mas isso seria muito óbvio para a intenção que eles queriam. A analogia veio de uma conversa onde o herbívoro estaria ligado à passividade e, de acordo com as vontades da banda no momento, eles queriam ir contra a maré que os músicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> estavam se dirigindo. O carnívoro estaria ligado à ideia de ir atrás das suas necessidades, dos seus objetivos, já que um selvagem vive assim porque precisa, não porque quer. Já o </span><i><span style="font-weight: 400;">hunting party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um grupo de caça e, ao contrário do carnívoro, ele faz a escolha desse estilo de vida. Eles escolheram, pela paixão de fazer diferente, voltar para seus instintos selvagens.</span></p>
<figure id="attachment_34417" aria-describedby="caption-attachment-34417" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg" alt="Foto de show do Linkin Park no Brasil. Na imagem, aparecem Chester e Mike em cima do palco, e ambos estão cantando. Em foco, do lado direito da imagem está Chester, que segura um microfone de chão com as duas mãos. Ele é um homem branco, careca e com tatuagens nos dois braços. Veste uma calça preta, uma regata preta com um círculo estampado no meio e alguns detalhes dentre dele e um óculos escuro quadrado. Ao fundo, do lado esquerdo da imagem e um pouco desfocado, está Mike, atrás de um apoio com um teclado em cima. Ele é um homem branco com ascendência japonesa e tem barba castanha. Ele veste uma camiseta verde musgo e um boné preto com detalhes em verde. Na frente de Chester está uma caixa de som grande e metalizada, que cobre ele até os joelhos, e junto com o teclado na frente de Mike está uma bandeira do Brasil com o logotipo do Linkin Park dentro da parte azul da bandeira. O fundo é escuro e bem nos cantos centrais tem dois iluminadores de palco verdes." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image3-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34417" class="wp-caption-text">Para sorte dos fãs brasileiros, a banda voltou ao nosso país pela quarta vez em uma turnê mundial (Foto: Marcelo Godoy)</figcaption></figure>
<p><a href="https://youtu.be/ZPlUjhroNd4?si=hIY231KA5g1fFqWd"><i><span style="font-weight: 400;">Keys to the Kingdom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como uma prévia do que o Linkin Park quis trazer. A maior parte dos elementos do disco já estão nessa faixa, que chega assustando os desavisados com os gritos de </span><a href="https://www.instagram.com/chesterbe/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, cheios de efeito vocal. Existe um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a melodia cai bem entre a explosão de Bennington e as rimas de Shinoda. Já a letra soa um pouco agressiva, sem sentido e, em alguns momentos, como uma ameaça para quem subestimá-los. A guitarra se faz muito presente e, junto com a bateria comandada por </span><a href="https://www.instagram.com/robbourdon/"><span style="font-weight: 400;">Rob Bourdon</span></a><span style="font-weight: 400;">, elevam a faixa para um outro patamar, mostrando para o que vieram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo a </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> de começos estranhos, </span><a href="https://youtu.be/DVPbR_r8XLU?si=Jd1MJdRVAXWd_Bi0"><i><span style="font-weight: 400;">All for Nothing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entra nessa categoria, uma vez que não é possível decifrar o que faz barulho em seu início. Apesar da dúvida, a guitarra fortíssima de Delson entra em seguida para destruir qualquer devaneio que invade a cabeça antes da música começar. Além do guitarrista original, não podemos esquecer da participação brilhante de Page Hamilton, que contribuiu para o </span><a href="https://youtu.be/TkAn7Zg16ps?si=diOJhN6DpoTrHoqb"><span style="font-weight: 400;">espetáculo</span></a><span style="font-weight: 400;"> acontecer na faixa. Além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> falando sobre honra também está sob holofotes e, logo no final, surge uma trilha sonora de filme dramático fazendo ponte para a próxima faixa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com 45 minutos de duração, divididos entre 12 faixas, cinco delas foram escolhidas a dedo – e provavelmente, com dificuldade – para serem </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://youtu.be/YGlP-MY9oxc?si=JC9I2Omte8KL3w3T"><i><span style="font-weight: 400;">Guilty All the Same</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro deles; arrebatador, traz toda a força da união entre guitarra e bateria nos primeiros segundos. É importante destacar o que essa guitarra faz durante a canção, já que há solos por toda a duração da faixa; os melhores solos de todo o álbum, inclusive. Além do básico para fazer um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">, a banda utiliza efeitos eletrônicos para compor a melodia. Chester Bennington conduz os vocais de maneira calma até a chegada da parte rimada, que expõe uma letra bem política. Eles dão o recado e o veredito final, o sistema é culpado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Guilty All The Same (Official Lyric Video) - Linkin Park (feat. Rakim)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/cEaEdLQbAFM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O recurso de faixa introdutória, aquela que seria uma mais curta, utilizado pela banda em álbuns anteriores (como em </span><a href="https://youtu.be/Me7TJDHCELk?si=mdPlDe8Fi2QR7aRE"><i><span style="font-weight: 400;">Wake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, do </span><a href="https://personaunesp.com.br/minutes-to-midnight-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) também deu as caras no disco. </span><a href="https://youtu.be/OmdVqbHmfJo?si=1kT9rSIekq8_DRnY"><i><span style="font-weight: 400;">The Summoning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como um respiro para o público se recuperar do estrondo que as três primeiras canções fazem. No pós recuperação, </span><a href="https://youtu.be/dTgor60kaZk?si=8UbYMUeyAJ5nepWu"><i><span style="font-weight: 400;">War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> destrói a calma recentemente instaurada para dar lugar ao bate cabeça pesado. Na música, existem vários elementos interessantes, como a mudança de ritmo entre o refrão e o restante da faixa, os vários gritos, o </span><a href="https://blog.planetamusica.net/como-fazer-drive-na-voz/"><i><span style="font-weight: 400;">drive</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na voz e, para variar, mais um solo de guitarra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao retorno pro </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> raiz dos primeiros discos, </span><a href="https://youtu.be/h6sFG7qOd4A?si=YIqFfS__qpioCn6G"><i><span style="font-weight: 400;">Wastelands</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é música para os ouvidos de quem curte o gênero. Ela carrega um equilíbrio entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os detalhes eletrônicos de </span><a href="https://www.instagram.com/mrjoehahn/"><span style="font-weight: 400;">Joe Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, além da identidade fortíssima da bateria de Rob Bourdon. Sua letra é bem representativa para os jovens de hoje em dia vivendo em meio ao caos climático e humanitário: “</span><i><span style="font-weight: 400;">o futuro escapa/e sua esperança se transforma em medo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><a href="https://youtu.be/R7D_BljUNi8?si=QjbrGlQg59aU2n4u"><i><span style="font-weight: 400;">Until It’s Gone</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das canções mais ‘comuns’ do álbum, sem grandes experimentações evidentes, apesar de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela pode parecer meio batida para o estilo deles, um pouco ‘mais do mesmo’, e ainda assim tem seu valor. Todos esses adjetivos são porque a faixa é mais calma e não tem nenhum </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas, novamente, quem brilha é Bourdon, juntamente com o baixista Dave Phoenix.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Until It&#039;s Gone [Official Music Video] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/oM-XJD4J36U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe do conceito comum, </span><a href="https://youtu.be/OCy5461BtTg?si=yrwO1D7aBy4nUZOv"><i><span style="font-weight: 400;">Rebellion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é mais uma das músicas que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> da década de 2000. A introdução, já com um solo de Brad Delson logo de cara, só aumenta o frenesi que a faixa carrega consigo. E parte dessa energia visceral se dá pela participação do ícone </span><a href="https://www.instagram.com/daronmalakian/"><span style="font-weight: 400;">Daron Malakian</span></a><span style="font-weight: 400;">, da banda </span><a href="https://www.instagram.com/systemofadown/"><span style="font-weight: 400;">System Of A Down</span></a><span style="font-weight: 400;">. O guitarrista incorpora muito do estilo que toca originalmente, com mais peso nas guitarras e bateria, e o resultado disso é achar que está ouvindo uma música do próprio ‘</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CSvFpBOe8eY"><span style="font-weight: 400;">SOAD</span></a><span style="font-weight: 400;">’. E isso é um elogio! O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> é brutal, tanto em ritmo quanto em letra; é uma constante entre gratidão e insatisfação pelos que não são sortudos como nós somos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://youtu.be/6Ab4KKjQfjo?si=6lLdSMxbwca_Pzuv"><span style="font-weight: 400;">criação visual do álbum</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ilustrações foram feitas com base na ideia dos carnívoros, de ferocidade e instinto, tanto é que a própria capa do disco e demais conteúdos disponíveis são quase que indecifráveis. Os responsáveis pelo desenvolvimento artístico são Joe Hahn, </span><a href="https://www.rickeykim.com/linkinpark"><span style="font-weight: 400;">Rickey Kim</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretor criativo da banda, e </span><a href="https://www.instagram.com/frankmaddocks/"><span style="font-weight: 400;">Frank Maddocks</span></a><span style="font-weight: 400;">, vice-presidente criativo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Records</span></i><span style="font-weight: 400;">. A Arte é minimalista e combina com a </span><a href="https://www.weststudio.com/project/linkin-park-hunting-party"><span style="font-weight: 400;">estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> escolhida pelo Linkin Park para essa produção, mas não deixa de ser uma incógnita sobre o que está em destaque. É uma criatura fictícia? Um humano ou um monstro? As respostas são subjetivas para o imaginário de cada um de nós. </span></p>
<figure id="attachment_34418" aria-describedby="caption-attachment-34418" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg" alt="Imagem criada para o álbum. Na foto, o fundo é totalmente preto e, no centro, está um desenho em 3d de uma criatura não identificável lutando contra uma pessoa pouco definida. A composição desses dois seres é cinza e varia entre tons mais claros e mais escuros dessa cor. Alguns elementos que dá para ver claramente são algumas flechas na parte superior da criatura, algumas ondas que parecem ser feitas de tecidos envolvendo esse ser, e mãos e braços de ambos que dão esse entendimento de luta entre eles." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/image1-4.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34418" class="wp-caption-text">O que você entende quando vê essa imagem? Nem os fãs sabem (Foto: West Studio)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito instrumental, </span><a href="https://youtu.be/l65UelU95O8?si=Dg6RxsHstzRs7HJj"><i><span style="font-weight: 400;">Mark the Graves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem foco em mostrar a força e delicadeza dos elementos utilizados na gravação. Um exemplo disso é a diferença – literalmente – gritante entre o início e o fim da faixa, alternando entre uma voz doce para uma bem rouca. Ela pode parecer um pouco entediante no meio, porém ainda é agradável de se ouvir. Já </span><a href="https://youtu.be/mjgdHSwWfhE?si=RYppN7u4FOOXvKoa"><i><span style="font-weight: 400;">Drawbar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outra música com aspecto de ‘ponte’, nos levando para as canções finais, que têm uma pegada mais diferente do restante do disco. Mesmo sem vocais, ela nos mostra o resultado do </span><a href="https://youtu.be/0sf0Uu5XSGQ?si=pdz-u8QwpFs8Ujvh"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos últimos álbuns. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, </span><a href="https://youtu.be/i8q8fFs3kTM?si=AHHqPZFHcFRRFcA7"><i><span style="font-weight: 400;">Final Masquerade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, último </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;">, soa um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=8sgycukafqQ"><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;">. Além da letra mais romântica, que mostra uma desilusão, as cordas aparecem de maneira muito mais suave em comparação com o restante do álbum, mas fazem diferença ao trazer esse tom mais melódico. A bateria também tem grande destaque, e, nos momentos mais silenciosos da faixa, quem dá as caras são os efeitos sonoros em cima de instrumentos como o teclado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para uma música de seis minutos e meio, </span><a href="https://youtu.be/FkDrVL8Tsuw?si=kHkgF1WBLu_bn_xm"><i><span style="font-weight: 400;">A Line In The Sand</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é verdadeiramente apoteótica. Mike Shinoda se destaca, tanto rimando quanto nos vocais, dando um recado através da letra, lembrando que o </span><i><span style="font-weight: 400;">karma</span></i><span style="font-weight: 400;"> não falha. Com efeitos eletrônicos bem encaixados entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, há uma variação grande entre os ritmos durante a faixa e a gente pode ouvir: calmaria, gritos, rimas, solos de guitarra e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mkgw-bxXvMM"><span style="font-weight: 400;">presença estrondosa da bateria</span></a><span style="font-weight: 400;">. Inclusive, esses dois últimos instrumentos, rápidos da maneira que foram tocados, são os responsáveis por retomar esse ritmo totalmente contagiante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado volta para encerrar a canção e o álbum com o melhor do que o Linkin Park pode dar ao público. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Linkin Park - A Line In The Sand (Rock In Rio USA 2015) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/MR6-NHiFiXs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a repercussão do disco foi positiva tanto entre fãs quanto com a crítica. Pelo lado dos admiradores, a satisfação se deve pelo retorno ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> pesado que a banda fazia na década de  2000 – reclamação que era feita desde o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando o Linkin Park deu um tempo para experimentar novos ritmos e migrar momentaneamente para o </span><a href="https://eletrovibez.com/edm-aqui-vai-uma-definicao/"><i><span style="font-weight: 400;">EDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos </span><i><span style="font-weight: 400;">charts</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou na terceira posição do </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">US Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense, e conquistou o pódio na categoria Álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os críticos culturais do jornal britânico </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2014/jun/12/linkin-park-the-hunting-party-review"><i><span style="font-weight: 400;">The Guardian</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> também elogiaram o trabalho da banda e a volta para suas origens mais agressivas, concedendo três estrelas de cinco para a produção. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Hunting Party: 6.17.14 (Extended Trailer) - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yNbiIkIWpZM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5uvXx5ZQswNRFCdHR521YZ?si=GCWRbxWERBmmgRS1m8OHZg"><span style="font-weight: 400;">experimentalismo das produções anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a banda evolui e resgata suas origens, mas sem abrir mão da inovação que descobriram no meio do processo criativo. Quem realmente se destaca durante os 45 minutos de som agressivo é o guitarrista Brad Delson, que merece palmas por manter tão bem o ritmo contagiante durante seus incontáveis solos. Ainda que Kid Abelha diga em sua canção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Eu Quero</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1984),</span> <span style="font-weight: 400;">”</span><i><span style="font-weight: 400;">solos de guitarra não vão me conquistar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, os desse álbum já conquistaram muitos. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Hunting</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Party</span></i><span style="font-weight: 400;"> é saudosista bem como inteligente; resgata o público antigo e mantém os fãs alinhados com a ideia mais voltada para o eletrônico/</span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. É uma das produções mais pesadas da banda, tanto em sonoridade quanto em letras e, para quem é do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco é um chamado para gritar com o instinto mais brutal que existe dentro de cada um.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Hunting Party" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3XB2yloP7l00tEUmaODtVi?si=RCXuylR0QgWzHP_5Dvv0Vw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>15 anos de Minutes to Midnight: a ruptura entre o antigo e o novo Linkin Park</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2022 12:12:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Maria Vitória Bertotti  11:58:20. O relógio do juízo final, criado em 1947 e atualizado em 2020, nos dá pouquíssimos minutos antes da meia-noite para repensarmos nossas atitudes antes do fim. Levados por essa simbologia, a banda californiana Linkin Park lançou, em 2007, o Minutes to Midnight, seu terceiro álbum de estúdio que chegou ao público &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/minutes-to-midnight-15-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "15 anos de Minutes to Midnight: a ruptura entre o antigo e o novo Linkin Park"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27609" aria-describedby="caption-attachment-27609" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27609 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Minutes to Midnight, da banda Linkin Park. Na parte inferior da capa, estão os seis integrantes, virados de costas e olhando para algum ponto à frente. Eles estão usando calças e jaquetas pretas. Por conta dos efeitos criados, é possível visualizar apenas as silhuetas deles. O cenário contém um mar ao fundo. Na parte superior, está escrito Linkin Park em letras pretas grossas e estilizadas, de maneira que se encaixam. Acima do nome da banda, está escrito o nome do álbum, em letras finas e num tom acinzentado. O álbum está em tons de preto e branco, fazendo a maioria do espaço da imagem ser branco, dando destaque para os integrantes e o que está escrito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1-3.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27609" class="wp-caption-text">Com cerca de dois anos de gravação, Minutes to Midnight satisfaz o desejo do Linkin Park em ir além da replicação dos sucessos (Foto: Warner Bros Records)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Vitória Bertotti</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">11:58:20. O </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-60129837"><span style="font-weight: 400;">relógio do juízo final</span></a><span style="font-weight: 400;">, criado em 1947 e atualizado em 2020, nos dá pouquíssimos minutos antes da meia-noite para repensarmos nossas atitudes antes do fim. Levados por essa simbologia, a banda californiana </span><a href="https://www.instagram.com/linkinpark/"><span style="font-weight: 400;">Linkin Park</span></a><span style="font-weight: 400;"> lançou, em 2007, o </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_lvy-dvWjyT3J9mL2yOgF52IkcZ2z3OySk"><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seu</span><span style="font-weight: 400;"> terceiro álbum de estúdio que chegou ao público após uma </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm0204200708.htm"><span style="font-weight: 400;">longa espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao contrário dos dois primeiros discos, esse funcionou como uma rachadura, diferenciando com o experimentalismo, o som que a banda já estava acostumada a fazer há 15 anos.  </span></p>
<p><span id="more-27608"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conceituado como </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo e </span><a href="http://infoescola.com/musica/new-metal/"><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ainda seguindo nos gêneros de costume, o álbum traz músicas semelhantes às de seu antecessor, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4Gfnly5CzMJQqkUFfoHaP3?si=bkKtEqrhRayrwbk-1Wbipg"><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2003)</span><span style="font-weight: 400;">. Porém, inova ao incluir um tom mais eletrônico e melódico em algumas faixas. Na época, esse desvio de ritmos causou um</span><span style="font-weight: 400;"> alvoroço entre os fãs da banda, que alegavam uma transformação do Linkin Park “raiz”  em uma baladinha. </span><span style="font-weight: 400;">Apesar dessa questão ter causado certa rejeição, a banda teve grande retorno no mercado musical com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> em maio de 2007, apresentando as </span><a href="https://www.billboard.com/music/music-news/linkin-parks-minutes-clocks-in-at-no-1-1323306/"><span style="font-weight: 400;">melhores vendas </span></a><span style="font-weight: 400;">do ano</span><span style="font-weight: 400;"> e entrando em primeiro lugar no </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i><span style="font-weight: 400;"> 200.</span></p>
<figure id="attachment_27610" aria-describedby="caption-attachment-27610" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-800x600.jpg" alt="Foto em preto e branco da banda Linkin Park. Na imagem, estão os seis integrantes quase enfileirados, alguns olhando para a câmera, outros para um ponto qualquer, e todos estão com as mãos nos bolsos. Todos estão na faixa dos 30 anos. Da esquerda para a direita: Mike é um homem de ascendência japonesa. Veste uma blusa branca estampada coberta por uma jaqueta escura. Seu cabelo é quase raspado e tem barba e bigode curtos. Ao seu lado está Dave, homem branco com barba curta. Usa um moletom escuro de capuz, que está na cabeça, e por cima uma jaqueta. O próximo, Joe, é um homem de ascendência coreana. Usa uma jaqueta escura fechada e óculos escuros. Seu cabelo é curto e está arrumado para cima. Na fileira mais a frente, Chester é o primeiro. Ele é um homem branco, tem o cabelo bem curto e veste uma camisa xadrez completamente abotoada. Ao seu lado, Brad. Ele é um homem branco, de cabelos cacheados e barba grande. Veste uma sobreposição com blusa de gola clara, suéter escuro e um colete social. Por último, está Rob, homem branco de cabelo curto e arrumado para cima, com barba também. Está vestindo uma jaqueta leve quase inteiramente abotoada." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-2048x1536.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-2-1-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27610" class="wp-caption-text">Apesar da paisagem bonita, o local da sessão de fotos do álbum, em <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kwL2i3ghuVo">Salton Sea</a>, era meio insalubre e banhado a peixes mortos (Foto:James Minchin/Edward Colver)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">De suas 12 faixas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Me7TJDHCELk"><i><span style="font-weight: 400;">Wake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue o modelo introdutório já presente no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=U6R-twDkrcI"><span style="font-weight: 400;">álbum anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém mais longa desta vez. Ela apresenta o início da “revolução” tecnológica que o grupo propõe, com batidas agradáveis aos ouvidos e mantendo a bateria numa tensão crescente, que se dissipa ao final de seus quase 2 minutos. Com mais elementos, ela cumpre sua função transitória para o início das vozes e inova o conceito do Linkin Park. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0xyxtzD54rM"><i><span style="font-weight: 400;">Given Up</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> agita qualquer um que estiver sem ânimo. Sendo uma das únicas músicas do disco que possuem os famosos gritos de</span> <a href="https://www.instagram.com/chesterbe/"><span style="font-weight: 400;">Chester Bennington</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">ela relembra a fase anterior à mudança, voltando às origens do</span> <a href="https://open.spotify.com/album/6PFPjumGRpZnBzqnDci6qJ?si=6b8c33c121ee4f90"><i><span style="font-weight: 400;">Hybrid Theory</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2000), sem muitas inovações. Com base no </span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;">, a característica que </span><span style="font-weight: 400;">mais se destaca é a presença marcante da guitarra de </span><a href="https://www.instagram.com/braddelson/"><span style="font-weight: 400;">Brad Delson</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de ter um tom mais agressivo no ritmo, sua letra ainda carrega melancolia; dessa forma, o </span><i><span style="font-weight: 400;">screaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> só serve pra colocar essa angústia e raiva para fora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Num conceito completamente diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Given Up</span></i><span style="font-weight: 400;">, a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ac50sxRaTZM"><i><span style="font-weight: 400;">Leave Out All the Rest</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser comparada a um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> levemente triste, mas gostoso de ser ouvido. Trazendo um lado mais melódico e eletrônico, ainda acrescenta a orquestra de cordas de </span><a href="https://davidmusic.com/"><span style="font-weight: 400;">David Campbell</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> sendo a primeira faixa do álbum a introduzir a sonoridade de violinos e baixos. Mesmo que a música aborde um tema já recorrente, a depressão, ela inclui uma segunda pessoa na história, aquela a quem as lemb</span><span style="font-weight: 400;">ranças seriam deixadas após a partida. Ouvi-la nos dias de hoje nos faz repensar sobre o legado de Chester, que, ao contrário do que escrevia, conseguiu deixar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UXjJWP_PwxA"><span style="font-weight: 400;">inúmeras razões para ser lembrado</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Leave Out All The Rest (Official Music Video) [4K Upgrade] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yZIummTz9mM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com participação dos seis membros nas composições, a produção ficou por conta de </span><a href="https://www.instagram.com/m_shinoda/"><span style="font-weight: 400;">Mike Shinoda</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span><span style="font-weight: 400;"> o convidad</span><span style="font-weight: 400;">o </span><a href="https://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-185721/"><span style="font-weight: 400;">Rick Rubin</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; conh</span><span style="font-weight: 400;">ecido por atuar em discos de outras bandas famosas, como </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kTJeZXfriqNa_00DjGWvAIICYRRiOISGs"><span style="font-weight: 400;">System of a Down</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/5v5BfkxWDAKTkzrXl3H0mU?si=-qXph8oLR5GkPCMbgGKOnA"><span style="font-weight: 400;">Slayer</span></a><span style="font-weight: 400;">. Levando em consideração os recursos e a cena do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo na época, que já contava com vários nomes no </span><i><span style="font-weight: 400;">nu-metal,</span></i><span style="font-weight: 400;"> do qual o Linkin Park foi precursor, a qualidade musical de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes do Midnight </span></i><span style="font-weight: 400;">é excelente. E ainda, a </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/linkin-park-team-with-rick-rubin-93305/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Rubin estendeu-se pelos próximos dois álbuns, sendo determinante para o caminho que trilharam enquanto músicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contrariando as novas tendências experimentalistas, a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OnuuYcqhzCE"><i><span style="font-weight: 400;">Bleed It Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é outra que relembra um som mais pesado, com o protagonismo contagiante da guitarra e do baixo de </span><a href="https://www.instagram.com/phoenixlp/"><span style="font-weight: 400;">Dave Farrell</span></a><span style="font-weight: 400;">. É a primeira a realizar uma pequena transição entre o seu final e o início da música seguinte. Além disso, ela estreou o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco, que trouxe o ritmo necessário para embalar o público, sendo o destaque da canção apesar dos vocais serem agressivos e certeiros. O conjunto consegue transmitir o exato sentimento com que foi escrita: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Foda-se, isso dói, não vou mentir/Não importa o quanto eu tente”</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ou seja, você pode estar mal, mas consegue seguir em frente, nem que seja na força do ódio. </span></p>
<figure id="attachment_27611" aria-describedby="caption-attachment-27611" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-27611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3.gif" alt="GIF da banda Linkin Park. Os seis integrantes estão reunidos numa roda e abraçados pelo ombro uns dos outros. De costas e mais perto da câmera, estão Joe, Chester e Mike. O rosto de Brad não está visível. Só é possível ver os rostos de Dave e Rob, que estão mais distantes. Joe usa um boné preto. Ao seu lado esquerdo, só é possível ver o topo da cabeça de Brad, e seu cabelo é curto e cacheado. Dave, ao lado esquerdo de Brad, usa uma camisa xadrez branca e preta, e tem barba grande. Seguindo a ordem, temos Rob, que usa óculos de grau e tem os cabelos de tamanho médio. Também tem barba e bigode, e está vestindo uma camiseta cinza lisa. Mike, que já está no lado direito do GIF, veste uma camisa azul claro. Por último, Chester tem os cabelos quase que raspados, e veste um moletom preto com capuz. Ao fundo, é possível ver alguns paletes e árvores, então estão em um local aberto." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-27611" class="wp-caption-text">Nos altos e baixos, os seis amigos eram o alicerce para si mesmos e para os fãs (GIF: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n1PCW0C1aiM"><i><span style="font-weight: 400;">Shadow of the Day</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se assemelha ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, novamente tentando mostrar o lado bom da vida em meio à escuridão. Agradável aos ouvidos, mas sem muito para agregar: o famoso “só o básico”. O que a diferencia das outras é o </span><a href="https://www.techreviews.com.br/musica-8d/"><span style="font-weight: 400;">efeito</span><i><span style="font-weight: 400;"> 8D</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de quase 40 segundos no final, proporcionando uma espécie de transe sensorial. Uma das mais memoráveis faixas do disco é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E-D1allVNOw"><i><span style="font-weight: 400;">What I’ve Done</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tomou grandes proporções após aparecer como trilha sonora no filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Transformers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007), além de render a participação da banda em toda a trilogia. Com ela retornando ao </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do álbum também está disponível no jogo </span><a href="https://www.dicasedetonados.com/x360/guitar-hero-world-tour/"><i><span style="font-weight: 400;">Guitar Hero World Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, justamente pelo destaque dado à guitarra &#8211; contando com um solo magnífico &#8211; e a aparição do teclado, que conduz certa leveza durante o decorrer da trilha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A outra canção em que Mike entra como </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gG4P3ayBzVY"><i><span style="font-weight: 400;">Hands Held High</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, cheia de críticas sociais. Apesar de ter sido escrita uma década atrás, ela continua completamente atual, abordando com muita clareza e indignação a violência mundial e a intolerância religiosa. Novamente, o teclado e efeitos eletrônicos dão as caras, comandados por </span><a href="https://www.instagram.com/mrjoehahn/"><span style="font-weight: 400;">Joe Hahn</span></a><span style="font-weight: 400;">, que faz um excelente trabalho ao acrescentar  vocais de coro de igreja ao ritmo da rima. É importante ressaltar, ainda, o apoio que a bateria de </span><a href="http://linkinparkbr.com/biografia/banda/rob-bourdon-2/"><span style="font-weight: 400;">Rob Bourdon</span></a><span style="font-weight: 400;"> oferece para a composição dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> espiritual. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hands Held High</span></i><span style="font-weight: 400;"> fala, sem medo, dos líderes demagogos e do estrago que causam na sociedade: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Quando o rico aposta na guerra, é o pobre quem morre&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. É considerado o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior valor para o álbum e um dos maiores da carreira da banda em </span><a href="http://linkinparkbr.com/noticias/2008/03/18/entrevista-para-a-big-cheese-parte-ii/"><span style="font-weight: 400;">questão de representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A canetada de Shinoda foi certeira. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="What I&#039;ve Done (Official Music Video) [4K Upgrade] - Linkin Park" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8sgycukafqQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZfCQu9xwSU0"><i><span style="font-weight: 400;">No More Sorrow</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esquece a sutileza e coloca tudo pra quebrar com mais guitarras e baterias de estourar os miolos. Os gritos de Chester marcam presença nessa música, onde o </span><span style="font-weight: 400;">descontentamento com o sistema</span><span style="font-weight: 400;"> é explícito, estando corrompido por ganância e mentiras. O grito &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">“Ladrões e hipócritas!” &#8211; </span></i><span style="font-weight: 400;">é a voz da população lutando contra o que há de errado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de </span><a href="https://pt.theastrologypage.com/crossfade"><span style="font-weight: 400;">transição gradual</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre uma faixa e outra é um dos erros cometidos no disco, já que canções super agitadas pulam para outras mais sossegadas. É o que acontece com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KAFOpywZbMM"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine’s Day</span></i></a><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> não recebe bem o astral da anterior e não repassa energia suficiente para a próxima. Tirando isso, ela é bem mediana, melancólica a maior parte do tempo e animada só no final, quando não há mais necessidade de ser. A intitulada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YgVzhgygYfs"><i><span style="font-weight: 400;">In Between</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa com um arranjo semelhante ao de uma marcha fúnebre, e continua nesse rumo. O que mais chama a atenção é que, partindo de sua metade, há uma sobreposição das vozes de Mike e Chester, formando uma bela sintonia até gostosinha de se ouvir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pedaços esfacelados e distantes do que o Linkin Park costumava ser</span><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NaRBn6QIMcQ"><i><span style="font-weight: 400;">In Pieces</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> combina o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao eletrônico, deixando o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas no solo de guitarra do final da canção &#8211; o que acaba dando um toque especial na experiência. O </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> relembra um pouco a icônica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v2H4l9RpkwM"><i><span style="font-weight: 400;">Breaking the Habit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">do anterior </span><i><span style="font-weight: 400;">Meteora</span></i><span style="font-weight: 400;">, pela </span><a href="https://ossia.com.br/o-que-e-mixagem-como-funciona/"><span style="font-weight: 400;">mixagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> e semelhança de ritmos, mas não tem tanto sal pra ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> – e por isso mesmo não é. Serviria como um ótimo </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> de verão (e isso é um elogio).  </span></p>
<figure id="attachment_27612" aria-describedby="caption-attachment-27612" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-27612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-800x508.jpg" alt="Imagem de show do Linkin Park. Na foto, estão Chester e Mike. Chester está à esquerda, curvado para a frente, segurando um microfone com a mão esquerda e fazendo expressão de esforço enquanto canta. Veste uma calça preta, uma jaqueta preta fechada por zíper e, em sua mão direita, algo que parece uma luva preta, com estampas brancas e detalhes vermelhos. Seu cabelo é quase raspado e tem um alargador pequeno e preto na orelha. Mike está ao fundo, do lado direito da imagem, e segura a guitarra que está tocando para cima. Seu rosto está de perfil, sendo possível ver apenas o lado direito de seu rosto. Ele veste uma calça preta, camisa preta de manga longa e fechada e tem um lenço vermelho amarrado no braço esquerdo. Aparenta estar cantando com o público. Ao fundo, há apenas algumas cortinas pretas e equipamentos da banda. A iluminação vem do canto inferior direito da imagem, que emite uma forte luz esverdeada e causa pontos de luz desfocados perto do Chester." width="800" height="508" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2-1200x762.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-4-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-27612" class="wp-caption-text">Durante 2007 e 2008, multidões foram arrastadas pela potência do Linkin Park nos palcos, seja com baladas pop ou gritos (Foto: Tim Mosenfelder)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para encerrar com chave de prata, a última música no lançamento global do álbum é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gs0t8LXH6lw"><i><span style="font-weight: 400;">Little Things Give You Away</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com efeitos do Mr. Hahn, a batida eletrônica mescla bem com o que lembra um violão, e ainda conta com a Orquestra de Campbell para abrilhantar ainda mais o instrumental, sendo a metade da faixa para o encerramento seu ponto alto. As cordas parecem imperceptíveis, mas criam a atmosfera melódica que se mistura perfeitamente às vozes intercaladas de Chester, Dave e Mike. Ela merece essa classificação por resumir a intenção da banda de </span><span style="font-weight: 400;">inovar conceitos</span><span style="font-weight: 400;">, mas peca por ser longa demais e atrativa de menos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das injustiças de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> é não ter incluído </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-mchhPf81iw"><i><span style="font-weight: 400;">No Roads Left</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na edição padrão. A música bônus, também indisponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, pode ser considerada uma das mais chamativas de todo o disco, mas só foi revelada ao mundo na edição de venda do </span><i><span style="font-weight: 400;">iTunes</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela é inteiramente cantada por Mike, que se desvencilha do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mostra muito talento como vocal principal. Foi produzida com </span><a href="https://www.fluacultura.com.br/post/o-que-e-uma-orquestra-de-cordas"><i><span style="font-weight: 400;">strings</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em conjunto da guitarra, transformando a canção numa experiência única ao ser ouvida, e as cordas, apesar de estarem num segundo plano, fazem toda a diferença no resultado final. É uma pena que tenha sido, e ainda seja, negligenciada e deixada às traças dessa forma. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Making of Minutes to Midnight (Minutes to Midnight DVD) - Linkin Park" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/XazANPCQ4UI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Disponível no canal do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> da banda, o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">The Making of Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz grande parte do processo de produção do álbum durante os anos que antecederam seu lançamento. Desde a composição das letras até a gravação dos instrumentos, o vídeo mostra além da Música, abrangendo o nível pessoal que o Linkin Park faz questão de imprimir em todas as suas obras. Além disso, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8KLqVtDOSMk"><span style="font-weight: 400;">amizade e parceria</span></a> <span style="font-weight: 400;">entre os membros só deixou os fãs com ainda mais saudade dos seis juntos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como fruto dessa vontade de mudança, a evolução da sonoridade foi alcançada com sucesso. Ao misturar elementos do lírico,</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> com os da Música eletrônica, é visível o esforço que o Linkin Park fez para sair da zona de conforto. Após </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w587eF5uasQ"><span style="font-weight: 400;">gravar dezenas de vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> as mesmas faixas</span><span style="font-weight: 400;">, a combinação dos ritmos com as letras reflexivas e críticas deu certo. As contribuições individuais também rendem elogios, como os encaixes perfeitos arranjados por Joe, os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BaESAvJG2D4"><span style="font-weight: 400;">solos de Brad</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Rob (que apesar de poucos foram inesquecíveis), o baixo de Dave e os vocais de Mike e Chester.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transitando de um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais agressivo para origens suaves, muitos fãs da época </span><a href="https://whiplash.net/materias/cds/061783-linkinpark.html"><span style="font-weight: 400;">não curtiram nada</span></a><span style="font-weight: 400;"> essa inovação: queriam a antiga banda que fazia “som de verdade”. Ignorando as opiniões mais adversas, o disco até que </span><span style="font-weight: 400;">envelheceu bem</span><span style="font-weight: 400;">, tanto por parte do público que viria a gostar dos trabalhos, quanto por parte da própria banda, que conseguiu se desvencilhar do cansaço de replicar o mesmo som. Com poucas músicas realmente memoráveis, </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutes to Midnight</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda causa controvérsia nos riscas-faca do mundo todo.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Minutes to Midnight" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/2tlTBLz2w52rpGCLBGyGw6?si=MBPT08PRR6afgyMqgk83zg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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