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	<title>Arquivos Laura Merians Goncalves &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 15:17:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Rachel Weisz nunca pode ser demais e Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança sabe disso. Com a atriz britânica na pele das gêmeas Beverly e Elliot Mantle, a releitura do filme (quase) homônimo de David Cronenberg vira do avesso para explorar o outro lado da moeda: o longa original se torna uma minissérie e os &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gemeas-morbida-semelhanca-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33305" aria-describedby="caption-attachment-33305" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-33305" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1.jpg" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança." width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-1-768x320.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33305" class="wp-caption-text">Além de dar vida às duas protagonistas da minissérie, Rachel Weisz também é produtora (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz nunca pode ser demais e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">sabe disso. Com a atriz britânica na pele das gêmeas Beverly e Elliot Mantle, a releitura do filme (quase) homônimo de David Cronenberg vira do avesso para explorar o outro lado da moeda: o longa original se torna uma minissérie e os irmãos, irmãs. No entanto, a obsessão e a </span><a href="https://www.emmys.com/news/press-releases/emmy-magazine-2023-03"><span style="font-weight: 400;">relação doentia</span></a><span style="font-weight: 400;"> um pelo outro se mantém e a produção leva os limites médicos ao extremo, ao mesmo tempo que lida com duas figuras opostas presas em uma só.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QknATQ-niHM"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;">, Beverly e Elliot são médicas obstetras insatisfeitas com a maneira como o sistema de saúde lida com mulheres grávidas. Juntas, elas buscam investimento para abrir seu próprio centro de maternidade. A perfeita harmonia das duas beira a insanidade, mas a simbiose funciona no âmbito profissional e pessoal &#8211; até a chegada de Genevieve (Britne Oldford). Quando a atriz se envolve com uma das irmãs e elas se veem obrigadas a não mais viver uma para outra, o desequilíbrio leva desde a convivência doméstica até os bastidores da medicina ao extremo.</span></p>
<p><span id="more-33298"></span></p>
<figure id="attachment_33303" aria-describedby="caption-attachment-33303" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33303" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3.jpg" alt="" width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-3-768x320.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33303" class="wp-caption-text">No filme de David Cronenberg, os gêmeos Beverly e Elliot são vividos por Jeremy Irons (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">vem da mesma premissa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JTcVnvXXUuo"><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeos &#8211; Mórbida Semelhança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Igualmente, no filme original os irmãos Beverly e Elliot vivem uma sintonia maníaca, que só é abalada com o envolvimento de um dos gêmeos com uma atriz. Enquanto o longa de Cronenberg é essencialmente movido pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i><span style="font-weight: 400;">, com a medicina e a ginecologia servindo como pano de fundo para abrir caminhos aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><span style="font-weight: 400;">horrores da carne</span></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie se volta ao psicológico das irmãs Mantle.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ambas serem vividas por Weisz, a diferenciação é clara. Beverly é calma, contida e estratégica. Já Elliot fala o que vem na telha, não controla seus impulsos e nem sua boca, mas também não esconde sua devoção pela irmã mais nova. Com as duas estando lado a lado, sozinhas ou interagindo com outras pessoas, a atriz deixa claro como domina ambos lados da moeda e transita entre elas com tamanha facilidade que chega a confundir quem ainda não se familiarizou com os maneirismos de cada uma. Nos momentos em que Elliot finge ser Beverly ou vice e versa, Rachel Weisz prova sua maestria e faz qualquer indicação de Melhor Atriz em Minissérie parecer pouco para seu desempenho &#8211; ainda assim, ela concorreu à categoria no Globo de Ouro, perdendo para Ali Wong, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_33304" aria-describedby="caption-attachment-33304" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-33304" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2.jpg" alt="" width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-2-768x320.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33304" class="wp-caption-text">Rachel Weisz foi indicada como Melhor Atriz em Série Limitada, Antologia ou Telefilme no Globo de Ouro (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">brilha em diferentes frontes. Se a </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/rachel-weizs-sobre-dead-ringers-trabalho-mais-dificil-da-vida"><span style="font-weight: 400;">atuação de Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o grande chamariz da produção, o roteiro a dez mãos dá à atriz as condições para isso.  Ousada e mórbida, a condução da minissérie transita entre a tensão e o horror, com momentos de comicidade que arrancam uma risada nervosa de quem não sabe o que esperar do que vem a seguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estudo das personagens &#8211; além de reforçar que Rachel Weisz é tão </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">habilidosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tem química com ela mesma &#8211; confere ainda mais profundidade à série. Conforme Beverly e Elliot se entrelaçam uma na vida da outra, de maneiras até bizarras, as duas criam um embate entre seus objetivos. Enquanto a primeira é idealista e (a princípio) ética na busca por criar um ambiente que dê atendimento humanizado às gestantes, Elliot usa o espaço para abusar de experimentos ilegais em nome da medicina. Ambas defendem seus projetos com a vida e criam uma relação fascinante de co-dependência e estímulo intelectual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas mãos de Alice Birch, indicada ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">por </span><a href="https://personaunesp.com.br/normal-people-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas Normais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie ainda ganha tons de horror e drama. Articulando um design de produção que torna tudo mais sombrio, como o centro obstétrico cheio de segredos e aventais vermelho sangue (mérito de Erin Magill e Adam Scher), e uma fotografia acinzentada e com truques visuais para mostrar as gêmeas lado a lado (responsabilidade de Laura Merians Goncalves e Jody Lee Lipes), </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">aproveita a ingrata tarefa de adaptar a obra do mestre do </span><i><span style="font-weight: 400;">body horror </span></i><span style="font-weight: 400;">para criar um universo revitalizado.</span></p>
<figure id="attachment_33302" aria-describedby="caption-attachment-33302" style="width: 967px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33302" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4.jpg" alt="" width="967" height="403" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4.jpg 967w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/04/gemeas-morbidas-4-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33302" class="wp-caption-text">Ninguém está preparado para a conclusão de Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">pode ter feito pouco barulho no catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">ou na temporada de premiações, abocanhando apenas uma menção para Weisz no Globo de Ouro e uma para Lee Lipes como Melhor Cinematografia no </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a releitura de Cronenberg traz o horror para o universo feminino e mostra que as gêmeas podem ser tão tresloucadas e interessantes quanto os gêmeos.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/gemeas-morbida-semelhanca-critica/">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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