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	<title>Arquivos Kevin Willmott &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Circuito Cineclube Sesc &#8211; Infiltrado na Klan e as veias abertas da América racista</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Apr 2023 15:47:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Em 2017, quando aconteceu a passeata de Charlottesville, Infiltrado na Klan provavelmente estava finalizando seu processo de pesquisa e escrita ou começando suas filmagens. Talvez Spike Lee não esperasse que sua história, apesar de latente na sociedade contemporânea, se manteria tão atual. Muito além de apenas tocar na ferida do racismo, a obra &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/infiltrado-na-klan-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Circuito Cineclube Sesc &#8211; Infiltrado na Klan e as veias abertas da América racista"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30631" aria-describedby="caption-attachment-30631" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-30631 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos os personagens Ron, um homem negro de cabelo black power e barba cheia e Patrice, uma mulher negra de cabelo black power. Ron veste uma camisa vermelha e um relógio na mão direita. Patrice veste uma espécie de poncho, com algumas pedrarias em seus dois punhos. Os dois apontam uma arma para a câmera. Eles estão em um corredor de apartamentos e a fotografia está granulada." width="1200" height="503" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-1-768x322.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30631" class="wp-caption-text">A exibição do longa no Sesc Bauru encerrou a Mostra “Cinema é Direito”, e contou com a participação do Prof. Dr. Juarez Xavier, referência no ativismo antirracista, no debate após a apresentação do filme (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2017, quando aconteceu a </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-40913908"><span style="font-weight: 400;">passeata de Charlottesville</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> provavelmente estava finalizando seu processo de pesquisa e escrita ou começando suas filmagens. Talvez Spike Lee não esperasse que sua história, apesar de latente na sociedade contemporânea, se manteria tão atual. Muito além de apenas tocar na ferida do racismo, a obra também assumiu o papel de estancar um sangramento que, em sua esmagadora maioria, continua derramando sangue negro. De acordo com a mensagem que antecede o logo do filme, “</span><i><span style="font-weight: 400;">essa parada é baseada em merdas reais pra caralho</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa, que no seu aniversário de cinco anos encerrou a Mostra </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-cinema-e-direito/"><i><span style="font-weight: 400;">Cinema é Direito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.instagram.com/p/CpN2Cb7uTur/"><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> no Sesc Bauru</span></a><span style="font-weight: 400;">, conta a história de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-ron-stallworth-o-policial-negro-se-que-infiltrou-na-ku-klux-klan.phtml"><span style="font-weight: 400;">Ron Stallworth</span></a><span style="font-weight: 400;"> (John David Washington), um policial negro da extremamente branca cidade de Colorado Springs. No local, em um momento de ebulição social americana, ele descobre uma célula da Ku Klux Klan ativa na cidade e decide se infiltrar na organização, dividindo sua identidade com o detetive branco ‘Flip’ Zimmerman (Adam Driver). Mas é no teor dessa mesma mensagem que está escondida a intenção de </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/spike-lee"><span style="font-weight: 400;">Spike Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> de, na verdade, trazer um meio termo entre fato e ficção para transmitir a ótica do diretor para o público. Tal aspecto transforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma das obras mais conscientes e contundentes da extensa carreira do cineasta.</span></p>
<p><span id="more-30628"></span></p>
<figure id="attachment_30632" aria-describedby="caption-attachment-30632" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-30632 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos um discurso feito em uma associação de estudantes negros. Nela temos o personagem Stokely Carmichael, um homem negro de cabelo curto. Ele veste um terno preto uma camisa branca e um óculos preto. Ao seu lado direito, está Patrice, uma mulher negra de cabelo black power. Ela veste uma jaqueta de couro preta, um vestido preto e um óculos. Ao lado dos dois, há mais duas pessoas negras, mas somente uma é visível: um homem que veste uma jaqueta verde e uma camiseta preta. No palco, há um púlpito com os dizeres “POWER” e ao fundo, um cartaz escrito “COLORADO COLLEGE BLACK STUDENT UNION”. Todos estão com o punho erguido." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-2-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30632" class="wp-caption-text">“Todo o poder para todas as pessoas” (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, ao mesmo tempo que retoma as raízes do idealizador, que levou referências do Cinema </span><a href="https://darkside.blog.br/o-que-e-blaxploitation-veja-5-exemplos-de-filmes-do-genero/"><i><span style="font-weight: 400;">blaxploitation</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para Hollywood com </span><a href="https://ultraverso.com.br/garimpo-faca-a-coisa-certa/"><i><span style="font-weight: 400;">Faça a Coisa Certa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1989), revitaliza o diretor. A ideia é de Jordan Peele, que um ano antes despontava como o novo e excelente nome do Cinema negro, mas que, diante de uma absurda história real, repleta de meandros factíveis com a atualidade, só via um nome capaz de traduzir essa crítica para as telas: Spike Lee.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Stallworth, de fato, existiu, assim como o execrável </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45874344"><span style="font-weight: 400;">simpatizante de certos políticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> brasileiros, David Duke. ‘Flip’ Zimmerman, detetive parceiro de Ron nas telas, na verdade é Chuck. Não se tem noção se ele realmente era judeu, mas nessa história fazia total sentido atribuir ao personagem cético de Adam Driver à parcela étnico-religiosa que também era odiada pelo grupo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história também tem um choque de datas: Ron só se infiltrou na organização seis anos após se tornar policial, em 1978, diferente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan </span></i><span style="font-weight: 400;">(<em>BlacKkKlansman</em>, no original)</span><span style="font-weight: 400;">, em que toda a narrativa se passa em 1972. Porém, era essencial atribuir um período que tanto a Ku Klux Klan como o Movimento Negro Americano estavam marginalizados, para, assim, traçar um paralelo de origem e suas ressonâncias atualmente. Por tais aspectos, a obra é uma pérola de adaptação, que não a toa rendeu o </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Roteiro Adaptado, sendo também um respiro de esperança na lamentável edição da premiação em 2019, que premiou o &#8211; antirracista até a página dois &#8211; </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2019/02/por-que-green-book-e-criticado-por-ativistas-e-familiares-de-don-shirley.html"><i><span style="font-weight: 400;">Green Book</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme.</span></p>
<figure id="attachment_30629" aria-describedby="caption-attachment-30629" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-30629 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos Ron Stallworth, interpretado por John David Washington, um homem negro,d e cabelo black power e barba cheia. Ele veste uma jaqueta marrom em couro e uma camisa listrada branca. Ao seu fundo,há uma parede de madeira e um mapas cidade de Colorado Springs" width="1400" height="787" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30629" class="wp-caption-text">O longa venceu o Prêmio do Júri no Festival de Cannes de 2018 (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece que a sensação que </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> quer provocar é aquela de quando rimos de algo questionável e o riso, a princípio de alegria, se transforma em nervosismo. Ele começa flertando com a comédia sarcástica e termina na crítica, justamente para evidenciar que esses formatos de ódio, assim como as fantasias brancas e pontudas, são tão repugnantes que passam por períodos em disfarces. Quando os indivíduos ali sentirem-se seguros, se exibem sem pudor. E com o cineasta tendo mesclado esses dois gêneros durante toda sua filmografia, nesse longa, mais uma vez ele se sente em casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade tanto do diretor como do roteiro, encabeçado por Lee e acompanhado de Kevin Willmott, David Rabinowitz e Charlie Wachtel, são traduzidos em tela através de uma montagem espetacular, guiadas por </span><a href="https://www.instagram.com/barryalexanderbrown/"><span style="font-weight: 400;">Barry Alexander Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela abusa do </span><i><span style="font-weight: 400;">blaxploitation</span></i><span style="font-weight: 400;"> para dar vida à ideia das mentes criadoras e desenvolver um ritmo delicioso de se acompanhar, intercalando passagens mais calmas com o desenvolvimento dos personagens, de cortes rápidos e cheios de invencionismos como telas divididas ou inserção de pôsteres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses aspectos nos presenteiam com cenas lindas, como a da Associação de Estudantes Negro do Colorado, na qual o discurso sobre a beleza negra é sobreposto com </span><i><span style="font-weight: 400;">closes</span></i><span style="font-weight: 400;"> da plateia atenta acompanhando. Mas a passagem que resume o primor da montagem é o momento em que Jerome, interpretado por Harry Belafonte (</span><a href="https://personaunesp.com.br/destacamento-blood-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Destacamento Blood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) conta a história do </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51657141"><span style="font-weight: 400;">Linchamento de Waco</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1916. Nesse momento, a cena é divida com a Ku Klux Klan se preparando para assistir uma sessão de </span><a href="https://incinerrante.com/textos/o-nascimento-de-uma-nacao-estetica-ideologia-mascaras/"><i><span style="font-weight: 400;">O Nascimento de uma Nação</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme de 1915 (um ano antes da tragédia) que é uma das bases simbólicas da KKK e do movimento supremacista americano.</span></p>
<figure id="attachment_30633" aria-describedby="caption-attachment-30633" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30633 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos, da esquerda para a direita, David Duke, um homem branco de cabelos e bigode castanho claro e olhos azuis. Ele veste um terno marrom, um colete preto, uma camisa branca e uma gravata listrada em preto. Ele segura uma taça de espumante. Ron Stallworth, um homem branco de cabelo black power e barba cheia está abraçado em Duke. Ele veste uma camisa jeans e uma camiseta preta. Ao seu lado há um homem branco de cabelos castanhos. Ele veste um suéter preto e uma camisa marrom. Os três posam para uma foto, de forma que os dois brancos estão visivelmente incomodados pelo abraço do homem negro." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-4-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30633" class="wp-caption-text">A cena em que o verdadeiro Ron Stallworth é designado para fazer a segurança de David Duke realmente aconteceu (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o primor do longa por trás das câmeras consegue ser replicado à frente delas. O grande nome que carregava o longa era do próprio Spike Lee, porém o elenco entrou afiadíssimo no projeto. John David Washington (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Malcolm &amp; Marie</span></i><span style="font-weight: 400;">), filho de Denzel Washington, emula perfeitamente o deslocamento de uma figura que não é bem-vinda em seus espaços, seja a polícia da época (uma espécie de Klan) ou a Ku Klux Klan. Já Adam Driver, que ganhava relevância com a nova trilogia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais um na sua sequência de escolhas acertadas. Ele é um retrato preciso da branquitude que, por muito tempo, escanteou o problema da propagação de ódio por acreditar não ser afetada, e sutilmente demonstra um ódio genuíno por fazer parte daquele grupo e perceber sua negligência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do lado da organização nefasta, Topher Grace (</span><i><span style="font-weight: 400;">That ‘70s Show</span></i><span style="font-weight: 400;">) impressiona pela semelhança com David Duke, desde sua postura assustadoramente serena e até mesmo pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6Yx3c0i5Fyk&amp;ab_channel=APArchive"><span style="font-weight: 400;">voz</span></a><span style="font-weight: 400;"> do supremacista ter timbres de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=65p80XAMxhw&amp;ab_channel=That%2770sShow"><span style="font-weight: 400;">Eric Forman</span></a><span style="font-weight: 400;">. Jasper Pääkkönen (</span><a href="https://personaunesp.com.br/vikings-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vikings</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Ryan Eggold (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hjw_QTKr2rc&amp;ab_channel=FocusFeatures"><i><span style="font-weight: 400;">Nunca, Raramente, Às Vezes, Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) também são extremamente convincentes e cada um atribui uma persona típica desse tipo de grupo: o primeiro, um lunático imprevisível, enquanto o segundo, uma figura “boa pinta” que pontualmente destila ódio.</span></p>
<figure id="attachment_30630" aria-describedby="caption-attachment-30630" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30630 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5.jpg" alt="Cena de Infiltrado na Klan. Nela vemos uma reunião da Ku Kux Klan. Há um certo número de homens sentados com a fantasia do grupo: uma túnica branca e um chapéu branco pontudo. Todos estão sentados e seguram uma vela. No meio deles. de costas para a câmera, há seu líder, com a roupa branca, sem o chapéu e com uma túnica azul nas costas. Há também uma espécie de altar, com velas e cálices dourados." width="1440" height="596" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-1024x424.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-768x318.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/04/Infiltrado-na-Klan-Imagem-5-1200x497.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30630" class="wp-caption-text">No Brasil, grupos neonazistas e simpatizantes da Ku Klux Klan tiveram um crescimento de <a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2022/01/16/grupos-neonazistas-crescem-270percent-no-brasil-em-3-anos-estudiosos-temem-que-presenca-online-transborde-para-ataques-violentos.ghtml">270%</a> nos últimos anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse museu de grandes novidades, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan</span></i><span style="font-weight: 400;"> constata que, mais uma vez, o futuro está repetindo o passado, sem deixar de explicitar que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VYOjWnS4cMY&amp;ab_channel=ChildishGambinoVEVO"><span style="font-weight: 400;">essa é a América</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma nação arrebatadora que expropria de qualquer minoria para estabelecer seu conceito de supremacia, nos sentidos mais asquerosos da palavra. Por isso Spike Lee, conhecido pelo Cinema crítico, inverte os papéis, e mesmo assim consegue abordar as dores do povo negro. Mas aqui, a queima de cruzes troca lugar com uma reflexão que cauteriza à força uma ferida que insistimos em deixar aberta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra renova os estudos de </span><a href="https://www.palmares.gov.br/?p=49121"><span style="font-weight: 400;">W. E. B. Du Bois</span></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro negro a se tornar PhD em Harvard. Du Bois, através de seu livro </span><i><span style="font-weight: 400;">As Almas da Gente Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">(1903), discutiu a dificuldade existencial das minorias, desenvolvendo o conceito de “dupla consciência”, ou a necessidade de entender como tais grupos se enxergam e como o mundo os enxerga; o longa tem êxito ao tratar essa dualidade. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Infiltrado na Klan </span></i><span style="font-weight: 400;">é um grito de ‘não’ e ‘basta’: NÃO podemos aceitar essa formas de ódio, e BASTA de racismo. Mais do que isso, o filme é um lembrete de que somente não ser racista, não basta.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Infiltrado Na Klan - Trailer 1 (Universal Pictures) HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bbOJwWSEUmo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Destacamento Blood relembra o que a América nunca deixou de ser</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Jun 2020 19:54:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Egberto Santana Nunes Uma marca já consolidada de Spike Lee em seus filmes é renegar a simples representatividade positiva. Ele vai além e busca sempre mostrar como o povo negro é diverso e tem seus próprios conflitos – muitas vezes originados do homem branco. Em Destacamento Blood, a temática continua presente, mas dessa vez é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/destacamento-blood-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Destacamento Blood relembra o que a América nunca deixou de ser"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14115" aria-describedby="caption-attachment-14115" style="width: 675px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14115 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/imagem-1-pôster.jpg" alt="" width="675" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/imagem-1-pôster.jpg 675w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/imagem-1-pôster-203x300.jpg 203w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14115" class="wp-caption-text">Arte original do filme reconecta as duas batalhas enfrentadas em um mesmo período: a luta por Direitos Civis e a linha de frente no Vietnã (Reprodução: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Uma marca já consolidada de Spike Lee em seus filmes é renegar a simples representatividade positiva. Ele vai além e busca sempre mostrar como o povo negro é diverso e tem seus próprios conflitos – muitas vezes originados do homem branco. Em <em>Destacamento Blood</em>, a temática continua presente, mas dessa vez é no Vietnã que o choque acontece, um outro campo filmado pelos Estados Unidos que também nunca foi tão bem representado.</p>
<p><span id="more-14114"></span></p>
<p>É bem de longe um filme de guerra e muito mais sobre a guerra. A trama reúne quatro veteranos negros que lutaram no Vietnã e voltam para o país asiático para resgatar um tesouro guardado por eles e o que restou do comandante do esquadrão. Sozinhos na selva, são obrigados a enfrentar a si mesmos em busca daquilo que deixaram para trás.</p>
<p>O que está em jogo aqui e Lee coloca visualmente e nas próprias palavras dos personagens é o papel dos soldados negros nas guerras, ou mais especificamente, na guerra do Vietnã. Nos créditos inicias, um jogo de imagens deixa claro a intenção. Entre corpos mortos nas batalhas, o racismo policial fazia mais vítimas na terra natal dos combatentes. Martin Luther King, opositor da guerra, foi assassinado enquanto os negros lutavam na linha de frente pela América em território estrangeiro.</p>
<figure id="attachment_14116" aria-describedby="caption-attachment-14116" style="width: 1406px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14116 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Imagem-2-cena.jpg" alt="" width="1406" height="935" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Imagem-2-cena.jpg 1406w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Imagem-2-cena-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Imagem-2-cena-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Imagem-2-cena-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Imagem-2-cena-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14116" class="wp-caption-text">É na união da memória que se encontra o impacto dramático do filme (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Dito isso, marcas foram deixadas em todos os envolvidos. Paul, personagem interpretado brilhantemente por <em>Delroy Lindo</em>, carrega a marca mais brutal em suas memórias. Alucina e tem pesadelos com os momentos da guerra, e transmite o preconceito com os vietnamitas a todo momento. É também a figura mais controversa e a que serve de catalisador para os conflitos. Se em <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2018/">Infiltrado na Klan</a>, as imagens da supremacia branca ressoavam com os protestos em <em><a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/blackkklansman-spike-lee-charlottesville-riot-footage-film-1130945">Charlottesville</a></em>, a figura americana aqui está presente na ideologia do protagonista, que adentra as selvas com seus amigos vestindo <a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/movies/story/2020-06-12/da-5-bloods-netflix-trump-maga-spike-lee">o boné da campanha presidencial de Donald Trump</a>: <em>Make America Great Again</em>. Mais simbólico e assustador que isso, difícil.</p>
<p>Mesmo Paul sendo o mais diferente dos quatro amigos, ele entende igualmente que estão voltando voluntariamente para uma terra onde antes tinham sido colocados na linha de frente para lutar por um país que nem direitos eles tinham. É ele que toma partido nos embates, se revolta e mais se conecta com a memória daquele lugar. Ao mesmo tempo, sua caracterização não deixa de demonstrar o preconceito com os vietnamitas. É o mais ambíguo, mas que conduz a história e traz dentro si as amarguras de um passado de uma américa esquecida. Sua representação não é simplesmente o nacionalista durão, mas o que muitos podem ter se tornado com o passar do trauma.</p>
<figure id="attachment_14119" aria-describedby="caption-attachment-14119" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14119 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Chadwick-Boseman-Da-5-Bloods.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Chadwick-Boseman-Da-5-Bloods.jpg 840w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Chadwick-Boseman-Da-5-Bloods-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/Chadwick-Boseman-Da-5-Bloods-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14119" class="wp-caption-text">Chadwick Boseman faz o líder do esquadrão que serve também como figura política para os Bloods. (Reprodução: Netflix)</figcaption></figure>
<p>Outro ponto interessante do filme está no diálogo cultural sem saia justa. No passado, foram conquistar um território e agora estão ali com um guia e em um espaço já limpo e colonizado de outras formas. Os <em>fast foods</em>, bares e baladas demonstram muito bem isso – com direito à temática do <em>Apocalypse Now</em>. Seja pelas armas, língua ou comércio, a colonização ainda se faz presente. Lee mostra os dois lados da guerra e como ela se está presente até hoje.</p>
<p>Além disso, a construção dos personagens entrega personas totalmente mudadas pelo crescimento econômico. Alugam hotéis caros e se reúnem no clube. Mas quando estão juntos e ainda em um território já explorado, eles não se sustentam nesse poder aquisitivo e não são nada menos que irmãos de guerra.</p>
<p>Sem descontinuar a narrativa épica, há dois campos que dão uma unidade para o filme e sustenta a sua mensagem. Lee usa a jornada do grupo para o impacto dramático da obra e promove um ensaio com os recortes reais a fim de explicitar a mensagem. O flashback com a mudança de quadro é bem aproveitado, dando sentido à busca dos restos mortais e ao significado da viagem. Tudo isso relembra os motivos que os personagens se reuniram ali e o resgate que o diretor faz da história.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Destacamento Blood | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/03aoq9yzI9c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>A mensagem de Lee costuma vir de forma tragicômica, trazendo o absurdo de forma alegórica na narrativa. Talvez aqui seja o filme que menos se sustenta numa caricatura. A direção traz um tom de suspense e ação durante o filme, por conta do ambiente de armadilhas e guerra que a selva entrega. O respiro é justamente nas partes mais convencionais, mas funcionam pela tensão do ambiente que entrega.</p>
<p>Os <em>Bloods</em> reunidos falando besteira colocam um sorriso no espectador, mas a quebra vem logo em seguida com o enfrentamento do passado. A trilha, tirada principalmente do álbum <em>What’s Goin On</em> de Marvin Gaye é usada também nos momentos de alegria, para relembrar a irmandade do grupo e em outros muda o tom para causar um impacto dramático. São elementos que ressignificam o cenário ao mesmo tempo que lembra constantemente a brutalidade causada pelo período.</p>
<p>Temos ainda a sub-trama da difícil relação de Paul com seu filho, fácil de cair para um melodrama familiar barato, mas carrega os momentos mais definidores do grupo – ainda que não chamem tanta atenção ao olhar sob um aspecto geral. A importância aqui está em um personagem que se deixa guiar por uma memória brutal e esquece da realidade.</p>
<figure id="attachment_14123" aria-describedby="caption-attachment-14123" style="width: 1500px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14123 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/da-5.jpg" alt="" width="1500" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/da-5.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/da-5-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/da-5-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/da-5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/06/da-5-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14123" class="wp-caption-text">Lee encontra ternura nos planos longos da selva, enquanto a dureza é no recorte das imagens reais que o filme apresenta (Reprodução: Netflix)</figcaption></figure>
<p>Há poucos momentos escolhidos para falar com o público, enquanto a narrativa reconecta os dois períodos, a imagem faz questão de comunicar com os dias de hoje. É quando Lee usa da linguagem para sacudir o espectador que o longa tem seu brilho. Não somente com os cortes ou as mudança de quadro – o que por si só já tem sua vantagem, sendo muito bem usado de acordo com a narrativa. Paul chega ao seu limite de alucinações por conta do trauma com a guerra, e fala ao mesmo tempo com sua consciência e com o público, demonstrando seu amadurecimento frente às câmeras. Do outro lado, o campo é preparado para o ato final que mesmo tendo suas perdas, entrega uma conclusão engrandecedora para a causa e para os envolvidos.</p>
<p>Lee diz em alto e bom a sua mensagem e consegue transmitir através de paralelos visuais muito bem claros e transfigura-se em algo ainda mais potente por conta dos protestos anti-racistas nos Estados Unidos. Mais do que comentar os dia de hoje através das imagens, o fato de estar disponível na <em>Netflix</em> já diz muito: a internet é eterna, então a história sendo reescrita também deve ser. O poder dos recortes e dos traços reais da história dão força, e serviriam para qualquer momento do país, visto que o racismo é uma constante e não as manifestações. <a href="https://cinepop.com.br/coronavirus-spike-lee-diz-que-nao-voltara-aos-cinemas-ate-criarem-uma-vacina-contra-a-doenca-252911/">Spike Lee declarou que não iria pisar em um cinema até que uma vacina para a covid-19 estivesse garantida</a>. Cabe a nós fazer como ele, ligar no streaming e ficar seguro.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: What&#039;s Going On" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/1tIrtPivfbpXp1Fp9fdhsg?si=ricKjvqfQmKysD8pHG6YhQ"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/destacamento-blood-critica/">Destacamento Blood relembra o que a América nunca deixou de ser</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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