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	<title>Arquivos Juarez Machado &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A arte berra em Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Nov 2021 17:06:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enrico Souto “Arte não é um privilégio do artista, é um direito do ser humano”. É com essa e outras contestações que abre-se Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro, parte do acervo da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O ponto de partida é Ziraldo, “o Michelangelo da boemia carioca”, um dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ziraldo-uma-obra-que-pede-socorro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A arte berra em Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24504" aria-describedby="caption-attachment-24504" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-24504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4.jpg" alt="Imagem retangular e colorida retirada do documentário ‘Ziraldo - Uma Obra que Pede Socorro’. Nela, vemos em foco Ziraldo, um homem de idade avançada, pele parda, cabelos e sobrancelhas brancos, que veste uma camisa branca com um colete bordado bege e preto. Ele olha para cima, pensativo, enquanto coloca o dedo indicador da mão direita sobre a boca, em sinal de reflexão." width="1600" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-800x550.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-1024x704.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-768x528.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-1536x1056.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-1-4-1200x825.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24504" class="wp-caption-text">Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro, exibido pela 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, é a única produção da seção Apresentação Especial disponibilizada online (Foto: Elo Company)</figcaption></figure>
<p><b>Enrico Souto</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Arte não é um privilégio do artista, é um direito do ser humano”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É com essa e outras contestações que abre-se </span><a href="https://45.mostra.org/filmes/ziraldo---uma-obra-que-pede-socorro-"><i><span style="font-weight: 400;">Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, parte do acervo da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo. O ponto de partida é Ziraldo, </span><i><span style="font-weight: 400;">“o Michelangelo da boemia carioca”</span></i><span style="font-weight: 400;">, um dos artistas mais geniais da história contemporânea do Brasil. Aprendemos um pouco mais sobre seu talento e ofício, agora por entre lentes pouco exploradas. Todavia, o documentário vai muito além da pessoa Ziraldo. Além de um panorama singular sobre sua obra, o que se apresenta aqui é um comentário amplo sobre a urgência da atual situação das artes no Brasil e como a cultura do país é constantemente negligenciada em diferentes esferas sociais. O resultado é uma poderosa denúncia e um clamor por socorro.</span></p>
<p><span id="more-24503"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ziraldo ostenta uma </span><a href="https://www.todamateria.com.br/ziraldo/"><span style="font-weight: 400;">pluralidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de competências, isso todo mundo sabe. Mas alguns de seus trabalhos sempre recebem maior destaque, e com razão. Seja sua atuação como escritor de Literatura infanto-juvenil, com obras como </span><a href="https://culturadoria.com.br/o-menino-maluquinho/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino Maluquinho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://judao.com.br/a-mata-do-fundao-e-aqui-a-historia-da-turma-do-perere-do-ziraldo-virou-documentario/"><i><span style="font-weight: 400;">A Turma do Pererê</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que se entranharam no inconsciente cultural do país, ou suas contribuições como cartunista n’</span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/06/lancado-ha-50-anos-pasquim-provocou-ditadura-e-costumes.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">O Pasquim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com seu traço irreverente e humor crítico e contestador, quando também </span><a href="https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ziraldo-e-jaguar-serao-indenizados-por-periodo-militar,151420"><span style="font-weight: 400;">foi preso</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo até então regime militar em 1968. Devido a isso, pouco se discute sobre a riquíssima presença de Ziraldo nas artes plásticas, que está longe de </span><a href="http://www.achabrasilia.com/zerois/"><span style="font-weight: 400;">ser ocasional</span></a><span style="font-weight: 400;">. É, então, sabendo disso que o documentário de </span><a href="https://45.mostra.org/diretores/guga-dannemann-"><span style="font-weight: 400;">Guga Dannemann</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://guia.folha.uol.com.br/teatro/2018/07/musical-zeca-pagodinho-uma-historia-de-amor-ao-samba-narra-vida-do-sambista.shtml"><span style="font-weight: 400;">seu segundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, aponta para tal caminho tão atípico.</span></p>
<figure id="attachment_24505" aria-describedby="caption-attachment-24505" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3.jpg" alt="Fotografia retangular e colorida. Nela, vemos, da cintura para cima, Ziraldo, um homem de idade avançada, pele parda, cabelos e sobrancelhas brancos, que veste uma camisa amarela, um colete branco e uma calça jeans. Ele olha para frente, enquanto se apoia na parede, sorridente. Na parede, pode-se ver o mural do Canecão, uma das obras mais icônicas de Ziraldo. A imagem de destaque da pintura é um guerreiro em uma armadura medieval e um jacaré brindando com copos de cerveja, em cima de uma lua, com olhos, boca e nariz. O traço da obra é arredondado e geométrico." width="1140" height="694" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-2-3-768x468.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24505" class="wp-caption-text">Ziraldo é também responsável pelo pôster e identidade visual da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, sendo homenageado em dois documentários do evento (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse âmbito, a principal referência do longa é a, considerada por muitos, obra-prima sublime de Ziraldo: a </span><a href="https://artsandculture.google.com/exhibit/mural-do-canec%C3%A3o-ziraldo/rQLimA1XhGDAKw?hl=pt-BR"><i><span style="font-weight: 400;">Santa Ceia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um enorme mural de 32 metros de largura e 6 metros de altura, que o artista pintou nas paredes do que foi uma das maiores casas de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Rio de Janeiro: o </span><a href="https://diariodorio.com/historia-do-canecao/"><span style="font-weight: 400;">Canecão</span></a><span style="font-weight: 400;">, em Botafogo. Feito por cerca de 6 meses em 1967, em plena ditadura, o painel pretendia reconstruir e reinterpretar o afresco de Leonardo Da Vinci, </span><a href="https://istoe.com.br/20-curiosidades-sobre-a-ultima-ceia-obra-prima-de-leonardo-da-vinci/"><i><span style="font-weight: 400;">A Última Ceia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, através dos seus traços mais arredondados e cartunizados. A obra oferece uma potente riqueza estética, e bebe essencialmente da fonte do cubismo, especialmente do quadro </span><a href="https://istoe.com.br/16-coisas-que-talvez-voce-nao-saiba-sobre-guernica-obra-prima-de-picasso/"><i><span style="font-weight: 400;">Guernica</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, trabalho de Pablo Picasso, que também é referenciado com frequência durante o filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de Dannemann</span> <span style="font-weight: 400;">monta um quebra-cabeças de entrevistas feitas com especialistas e pessoas próximas de Ziraldo – </span><a href="https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2021/06/01/zuenir-ventura-chega-aos-90-anos-vacinado-celebrando-a-vida-mas-critica-era-do-cinismo-e-do-deboche.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Zuenir Ventura</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://www.revistause.com.br/curitiba-pelas-maos-do-iconico-artista-plastico-juarez-machado/"><span style="font-weight: 400;">Juarez Machado</span></a><span style="font-weight: 400;"> são exemplos de figuras que marcam o filme –, além do próprio. Devido a isso, o apelo visual é mínimo, contudo, a riqueza dos relatos consegue sustentar a obra de maneira formidável. Além disso, o tom encontrado pelo documentário (</span><i><span style="font-weight: 400;">Ziraldo, Lifelong Work of Art Crying for Help</span></i><span style="font-weight: 400;"> em inglês) parece ideal. Geralmente descontraído, transmitindo a alegria, beleza e nostalgia das memórias do mural e do caráter comunitário e coletivo da produção, porém encontrando o perfeito equilíbrio quando demanda seriedade e concebe suas críticas.</span></p>
<figure id="attachment_24506" aria-describedby="caption-attachment-24506" style="width: 1265px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3.jpg" alt="Fotografia retangular e preto e branco. Nela está, em cima de um andaime de madeira, Ziraldo, um homem de pele parda e cabelos escuros, que veste uma camisa polo branca e uma bermuda cinza. Ele está com um cigarro na boca, e revira uma cartolina branca. Do lado dele, está uma mulher branca, de cabelos longos e escuros presos, vestindo uma camisa social branca e uma calça preta. Ela segura seu óculos na mão direita, e observa atentamente as ações de Ziraldo. Em cima do andaime, vemos uma cadeira, escada e equipamentos de pintura. Na parede, vemos parte incompleta do mural do Canecão, obra icônica de Ziraldo." width="1265" height="760" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3.jpg 1265w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/IMAGEM-3-3-1200x721.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24506" class="wp-caption-text">O mural, que retratava um jantar regrado por cerveja e por um forte espírito carioca, foi alvo de críticas e considerado transgressor pelo regime militar. (Foto: Antonio Rudge)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Posto isso, nos envolvemos na história que formou o mural do Canecão e, no entanto, logo somos introduzidos ao seu lado sombrio, e a motivação real do documentário. Infelizmente, o painel não resistiu ao teste do tempo. Mas isso não veio por desgastes físicos naturais, quem dera. Visando expandir o estabelecimento, hoje fora de funcionamento, </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/cultura/noticia/2015-01/ufrj-cria-laboratorio-para-restaurar-mural-de-ziraldo-no-antigo-canecao"><span style="font-weight: 400;">partes do mural</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram cobertas, apagadas ou destruídas, expressando completo desrespeito com uma das obras brasileiras mais importantes da segunda metade do século XX. A UFRJ, atual proprietária do local, aprovou um </span><a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/rio-450-anos/noticia/2015/01/ziraldo-celebra-restauracao-de-mural-santa-ceia-que-pintou-no-canecao.html"><span style="font-weight: 400;">projeto de restauração</span></a><span style="font-weight: 400;"> da criação de Ziraldo em 2015, mas que nunca foi efetivada por </span><a href="https://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2021/04/educacao-e-a-area-mais-atingida-pelos-cortes-orcamentarios-de-bolsonaro/"><span style="font-weight: 400;">falta de orçamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> no processo. Neste momento, a universidade cogita </span><a href="https://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/12/12/ufrj-planeja-conceder-predios-abandonados-para-cobrir-custos-inclusive-o-canecao.htm"><span style="font-weight: 400;">conceder o prédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> à iniciativa privada, buscando investimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investigando um incidente particular com a obra de um dos maiores artistas brasileiros, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ziraldo &#8211; Uma Obra que Pede Socorro</span></i><span style="font-weight: 400;"> descobre um fenômeno muito, muito mais grave. E que já não é mais novidade. Desde os incêndios anunciados do </span><a href="https://jornal.usp.br/atualidades/especialistas-da-usp-avaliam-perda-com-incendio-do-museu-nacional/"><span style="font-weight: 400;">Museu Nacional do Rio de Janeiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da </span><a href="https://www.instagram.com/p/CR-QIjphwgV/"><span style="font-weight: 400;">Cinemateca Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">, até a depravação e descarte de obras artísticas, como é o caso do mural do Canecão e </span><a href="https://www.artequeacontece.com.br/relembre-incendios-que-destruiram-grandes-acervos-de-arte-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">muitos outros</span></a><span style="font-weight: 400;">; são apenas sintomas de um projeto deliberado de </span><a href="https://www.redebrasilatual.com.br/cultura/2021/05/oab-entra-com-acao-contra-desmonte-da-cultura-pelo-governo-bolsonaro/"><span style="font-weight: 400;">desmonte cultural</span></a><span style="font-weight: 400;">, capitaneado pelo </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/09/30/gestao-da-cultura-do-governo-bolsonaro-e-considerada-a-pior-das-ultimas-decadas-dizem-artistas"><span style="font-weight: 400;">governo Bolsonaro</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas cuja raiz surge de uma problemática estrutural. Aprendemos a desvalorizar a nossa cultura do berço, de modo que presenciamos a arte nacional ser apagada, bem diante de nossos olhos, sem que nenhuma providência seja tomada. Porém, a Arte não perece, pelo contrário, passa a berrar cada vez mais alto. E, se ela pede por socorro, talvez devêssemos atendê-lo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="TRAILER - ZIRALDO Uma Obra que pede socorro." width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zCw40n3QKsY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Os 20 anos de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: uma dedicatória aos excêntricos incompreendidos</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Sep 2021 19:41:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bianca Penteado Se você encontrasse uma coisa de sua infância que guardava como um tesouro, como se sentiria? Feliz? Triste? Nostálgico? Estamos no dia 31 de agosto de 1997, em Paris. Em um antigo apartamento do bairro Montmartre, Amélie Poulain (Audrey Tautou) não sabe que sua vida está prestes a mudar. Retirada de um esconderijo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-fabuloso-destino-de-amelie-poulain-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os 20 anos de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: uma dedicatória aos excêntricos incompreendidos"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-fabuloso-destino-de-amelie-poulain-20-anos/">Os 20 anos de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: uma dedicatória aos excêntricos incompreendidos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_23199" aria-describedby="caption-attachment-23199" style="width: 1792px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23199 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1.jpg" alt="Cena do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A imagem mostra Amélie, personagem de Audrey Tautou, sentada numa cama, de frente. A atriz é uma mulher branca, de cabelos lisos curtos, na altura das orelhas, e pretos, e usa uma franja curta no meio da testa. Está de noite e Amélie está dentro de um quarto que é iluminado por dois abajures que estão nas laterais da cama. A parede atrás dela é vermelha, decorada com arabescos finos amarelos e quadros de animais, sendo dois ao centro da parede e dois nas laterais. A cama tem uma cabeceira de madeira escura e Amélie apoia as costas nela, e no meio existe um travesseiro verde. Amélie veste pijama de bolinha e está folheando um livro." width="1792" height="796" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1.jpg 1792w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1-800x355.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1-1024x455.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1-768x341.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1-1536x682.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-1-1200x533.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23199" class="wp-caption-text">Inicialmente, Audrey Tautou não foi idealizada para o papel; na época, a produção indicava que Amélie teria o pai britânico e, por isso, seria interpretada por Emily Watson (Foto: UGC Fox Distribution)</figcaption></figure>
<p><strong>Bianca Penteado</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você encontrasse uma coisa de sua infância que guardava como um tesouro, como se sentiria? Feliz? Triste? Nostálgico?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estamos no dia 31 de agosto de 1997, em Paris. Em um antigo apartamento do bairro Montmartre, <a href="https://www.garotasgeeks.com/personagem-da-semana-amelie-poulain/">Amélie Poulain</a> (Audrey Tautou) não sabe que sua vida está prestes a mudar. Retirada de um esconderijo na parede, em suas mãos há uma antiga caixa de perfume, que armazena todos os restos de uma vivência. Admirada com aqueles tesouros – inestimáveis apenas a quem pertence – Amélie faz uma promessa: devolverá a recordação ao dono e, caso ele se emocione, começará a resolver a vida dos outros.</span></p>
<p><span id="more-23198"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Singular em sua estreia na cinematografia romântica, Jean-Pierre Jeunet constrói </span><i><span style="font-weight: 400;">O Fabuloso Destino de Amélie Poulain</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2001) em uma premissa sensível que enxerga valor na banalidade. Indicado a cinco categorias no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2002</span><span style="font-weight: 400;">, entre eles o de <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2002/oscar/filme_estrangeiro.shtml">Melhor Filme Estrangeiro</a>, o longa brilha ao expor o telespectador ao olhar do outro sobre a vida, a partir do momento em que compreendemos sua razão para amar o que ama.</span></p>
<figure id="attachment_23200" aria-describedby="caption-attachment-23200" style="width: 1792px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23200 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2.jpg" alt="Cena do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A imagem mostra, em close, uma caixinha de quinquilharias. A mão esquerda que segura a caixa é branca, com unhas curtas, e a direita mexe nos pertences da caixa, entre eles um aviãozinho, uma caixa de cigarros e um enfeite pequeno de bicileta." width="1792" height="789" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2.jpg 1792w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2-800x352.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2-1024x451.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2-768x338.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2-1536x676.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-2-1200x528.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23200" class="wp-caption-text">A caixa de recordações pertence à Dominique Bre-to-deau, não Bre-do-teau! (Foto: UGC Fox Distribution)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Superando as expectativas, a simplicidade do roteiro não incomoda. A facilidade com que as coisas acontecem é atraente, e encanta os exaustos da complexidade – que persiste na ficção e no real. Não há drama, nem traições, muito menos reviravoltas saturadas. O diretor aposta em um enredo que evidencia o carisma de seus componentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não à toa, o filme é considerado um marco que impulsionou a presença francesa no Cinema mundial. Ao som de </span><a href="https://open.spotify.com/track/7MIN37CiVP1lVjqKNmLMWk?si=7de683ed5b564765"><i><span style="font-weight: 400;">La valse d’Amélie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Jeunet reinventa o romance clássico das telonas, e surpreende ao introduzir um narrador que completa as lacunas de silêncio deixadas pela protagonista que evita as palavras, mas fala muito em suas expressões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, de fato, a heroína só tomou o protagonismo merecido com a interpretação enérgica e vivaz de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1209200317.htm"><span style="font-weight: 400;">Audrey Tautou</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sem sucesso nas relações concretas, Amélie procura refúgio no conforto dos cenários surreais que imagina. Diálogos curtos e sussurrados são tudo o que desconhecidos conseguirão da garota. Mesmo assim, a personagem não expressa a timidez como o único ou o mais predominante traço de sua personalidade. Ela também é delicadamente ousada, e não tem medo de encarar a vida de frente quando preciso.</span></p>
<figure id="attachment_23201" aria-describedby="caption-attachment-23201" style="width: 1792px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23201 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3.jpg" alt="Cena do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A imagem mostra a personagem de Amélie caminhando por uma estação de metrô, vista de longe e de perfil. A câmera está nos trilhos, capturando as paredes da área de embarque, que é preenchida por anúncios coloridos do lado esquerdo e direito, e no centro existe uma placa escrito &quot;ABESSES&quot;. Amélie está do lado esquerdo, usando um vestido vermelho e botas pretas." width="1792" height="783" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3.jpg 1792w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3-800x350.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3-1024x447.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3-768x336.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3-1536x671.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-3-1200x524.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23201" class="wp-caption-text">No metrô, a música da vitrola do idoso permeia a estação quase vazia (Foto: UGC Fox Distribution)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Destino ou acaso, </span><a href="https://listasdeviagem.com/2017/06/30/a-paris-nada-cliche-de-amelie-poulain-roteiro-para-os-fas-do-filme/"><span style="font-weight: 400;">as ruas de Paris</span></a><span style="font-weight: 400;"> nunca pareceram tão pequenas. São nas eventuais idas e vindas ao metrô que Amélie Poulain encontra seu par – no sentido romântico e literal da palavra. Nino Quincampoix (Mathieu Kassovitz) é um observador da individualidade humana e um colecionador nato. Ela sente que são parecidos e isso é o que prende sua atenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, há um critério conflituoso. O roteiro de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=eu-A1LRPdpA">Guillaume Laurant</a> restringe o espaço de Nino na trama e limita, tanto em tempo quanto em ação, seus encontros com a protagonista. Ao mesmo tempo, querer conhecê-lo melhor não transparece como uma prioridade para o espectador. Passado o desencanto dos melosos de plantão, <em>O Fabuloso Destino de Amélie Poulain</em> segue progressivamente evoluindo, trabalhando o romance na inquietação da espera pelo fatídico dia em que ambos se descobrirão.</span></p>
<figure id="attachment_23202" aria-describedby="caption-attachment-23202" style="width: 1792px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-23202 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4.png" alt="Cena do filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. A imagem mostra um senhor de idade contemplando uma pintura, de perfil, e Amélie desfocada no meio, ao fundo. Do lado esquerdo da imagem, o senhor observa a pintura do lado direito. Ele é um homem branco, de cabelos pretos ondulados, e usa um casaco marrom. A pintura, que também aparece de perfil, mostra um grupo de pessoas no campo, com destaque para uma mulher ao centro, que usa um chapéu amarelo e olha para fora da imagem. No meio, em desfoque, Amélie segura uma xícara com as duas mãos e observa o senhor." width="1792" height="828" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4.png 1792w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4-800x370.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4-1024x473.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4-768x355.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4-1536x710.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-4-1200x554.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23202" class="wp-caption-text">Por vezes, Amélie é assemelhada a garota no centro da pintura de Renoir (Foto: UGC Fox Distribution)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mérito novamente de Jean-Pierre, a experiência fotográfica que acompanha a obra é sensorial. As ambientações e os figurinos predominantemente verdes e vermelhos criam uma atmosfera imersiva visualmente semelhante a de uma pintura.  Curiosamente, a paleta de cores selecionada para o filme foi inspirada no trabalho do artista brasileiro </span><a href="https://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2015/05/21/quadros-de-pintor-brasileiro-inspiraram-cores-vibrantes-de-amelie-poulain.htm"><span style="font-weight: 400;">Juarez Machado</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vive em Paris há 30 anos e é um grande amigo do diretor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passou rápido, mas os 20 anos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Le fabuleux destin d&#8217;Amélie Poulain</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegaram. Um marco no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/cinema-frances/">Cinema francês</a>, a obra cinematográfica representa a memória afetiva de uma geração que encontrou seu reflexo na excentricidade do outro. Com um quê de comédia, o filme merece e precisa ser visto, revisto e relembrado em seu propósito: cada oportunidade deve ser agarrada e vivida, antes que tudo o que reste sejam recordações em uma caixa de perfume.</span></p>
<figure id="attachment_23203" aria-describedby="caption-attachment-23203" style="width: 1792px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-23203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5.jpg" alt="" width="1792" height="794" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5.jpg 1792w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5-800x354.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5-1024x454.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5-768x340.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5-1536x681.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Img-5-1200x532.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-23203" class="wp-caption-text">“Sem você, as emoções de hoje serão somente a pele morta das emoções do passado” (Foto: UGC Fox Distribution)</figcaption></figure>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/o-fabuloso-destino-de-amelie-poulain-20-anos/">Os 20 anos de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: uma dedicatória aos excêntricos incompreendidos</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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