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	<title>Arquivos John Green &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Junho de 2022</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jul 2022 21:47:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Contar uma história significa levar as mentes no voo da imaginação e trazê-las de volta ao mundo da reflexão.&#8221; &#8211; Paulina Chiziane Em meio à euforia das celebrações do Orgulho, o simbólico mês de junho também deu abertura para importantes reflexões acerca da comunidade LGBTQIA+. O Clube do Livro do Persona sediou uma edição especial &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2022/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Junho de 2022"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_28187" aria-describedby="caption-attachment-28187" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-28187 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona.jpg" alt="Arte retangular de cor verde claro. Ao centro há uma estante branca com três prateleiras. A primeira prateleira é dividida ao meio, a segunda prateleira é dividida em três e a terceira prateleira é dividida em três. Na parte superior lê-se em preto 'estante’, na primeira prateleira lê-se em preto 'do persona', à direita nessa prateleira está a logo do Persona, um olho com íris verde. Na segunda prateleira, ao meio, está a capa do livro “O Parque das Irmãs Magníficas”. Na terceira prateleira, à direita, está o troféu com a logo do persona. Na parte inferior lê-se em branco ‘junho de 2022'." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/capa_wordpress_estante_do_persona-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-28187" class="wp-caption-text">Em junho, o Clube do Livro do Persona se reuniu para debater O Parque das Irmãs Magníficas, obra de Camila Sosa Villada que venceu a Feira Internacional do Livro de Guadalajara (Foto: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de abertura: Vitória Silva)</figcaption></figure>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">&#8220;Contar uma história significa levar as mentes no voo da imaginação e trazê-las de volta ao mundo da reflexão.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;">&#8211; Paulina Chiziane</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à euforia das celebrações do Orgulho, o simbólico mês de junho também deu abertura para importantes reflexões acerca da comunidade LGBTQIA+. O Clube do Livro do Persona sediou uma edição especial aberta aos nossos colaboradores para observar a produção literária da população trans latino-americana. Saindo da Literatura nacional, partimos em uma viagem para conhecer </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Parque das Irmãs Magníficas</i></span><span style="font-weight: 400;">, de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://quatrocincoum.folha.uol.com.br/br/resenhas/literatura/um-ano-travesti-equivale-a-sete-anos-humanos">Camila Sosa Villada.</a></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já conhecida nos palcos, telinhas e telões ao redor do país, o primeiro passo da autora em sua caminhada na Literatura ocorreu em 2015, com </span><span style="font-weight: 400;"><i>La Novia de Sandro</i></span><span style="font-weight: 400;">. Na coletânea de poemas, Camila se propõe a investigar </span><span style="font-weight: 400;"><i>“os mistérios do amor travesti”</i></span><span style="font-weight: 400;">, temática que se tornaria um dos braços condutores de toda a sua obra. Em 2019, foi a vez de revelar a então leitura do nosso Clube do Livro, um relato semi-biográfico, em que a autora narra seus anos de prostituição no Parque Sarmiento, em Córdoba. Traduzido para mais de 10 idiomas, o livro foi vencedor de prêmios internacionais, como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Finestres de Narrativa </i></span><span style="font-weight: 400;">(Espanha, 2020) e o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Grand Prix de l&#8217;Héroïne Madame Figaro</i></span><span style="font-weight: 400;"> (França, 2021). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo uma fortaleza ao lado de um grupo de amigas, fator representativo de uma comunidade que aprendeu a ancorar-se em si mesma, Camila Sosa Villada apresenta um relato cruel do que é ser travesti, em um país que ainda não se equipara à </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/01/23/ha-13-anos-no-topo-da-lista-brasil-continua-sendo-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-no-mundo">carnificina diária</a></span><span style="font-weight: 400;"> que é essa realidade no Brasil. E se apoia em doses necessárias de realismo fantástico, que, ao invés de amenizar, aprofundam ainda mais as feridas ali expostas. Se for possível resumir bem, a sinopse da narrativa assim o faz: </span><span style="font-weight: 400;"><i>“O romance O Parque da Irmãs Magníficas é isso tudo: um rito de iniciação, um conto de fadas ou uma história de terror, o retrato de uma identidade de grupo, um manifesto explosivo, uma visita guiada à imaginação da autora”</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda entre os feitos literários do nosso especial do Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Persona Entrevista </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-tobias-carvalho/">abriu as portas para Tobias Carvalho</a></span><span style="font-weight: 400;">, autor de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Visão Noturna</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>As Coisas</i></span><span style="font-weight: 400;">, obra que se aprofunda sobre as relações homoafetivas e vencedora do Prêmio Sesc de Literatura, em 2018. Também foi tempo de condecorar um dos protagonistas da expansão da Literatura no projeto, no dia 7 de junho, o autor Mia Couto </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/07/mais-do-que-uma-instituicao-de-ensino-a-universidade-e-um-centro-de-producao-de-cidadania-diz-mia-couto-ao-se-tornar-doutor-honoris-causa-pela-unesp/#:~:text=O%20bi%C3%B3logo%2C%20professor%2C%20jornalista%20e,do%20Conselho%20Universit%C3%A1rio%20da%20universidade.">recebeu o título de </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://jornal.unesp.br/2022/06/07/mais-do-que-uma-instituicao-de-ensino-a-universidade-e-um-centro-de-producao-de-cidadania-diz-mia-couto-ao-se-tornar-doutor-honoris-causa-pela-unesp/#:~:text=O%20bi%C3%B3logo%2C%20professor%2C%20jornalista%20e,do%20Conselho%20Universit%C3%A1rio%20da%20universidade."><i>Doutor Honoris Causa</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Essa constitui a mais elevada honraria concedida pela Unesp, que tem o objetivo de prestigiar o trabalho de personalidades nacionais e internacionais, que se destacaram por suas contribuições para a arte, a cultura, a sociedade e a promoção dos direitos humanos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clima festivo para o meio literário tende a se prolongar no mês de Julho, que teve seu início marcado pelo retorno da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/diversidade-na-literatura-ganha-espaco-na-bienal-em-meio-a-alta-do-faturamento-do-mercado-literario/">Bienal Internacional do Livro de São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">. Mas, para fechar o importante ciclo que passou, fique com as indicações de autores LGBTQIA+ dos integrantes da Editoria em mais um </span><b>Estante do Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-28154"></span></p>
<h3>Livro do Mês</h3>
<figure id="attachment_28155" aria-describedby="caption-attachment-28155" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-large wp-image-28155" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1-1200x1800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/camila-1.jpg 1707w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28155" class="wp-caption-text">Recém-chegado no Brasil pela sua publicação em julho 2021, O Parque das Irmãs Magníficas tem a tradução de Joca Reiners Terron (Foto: Tusquets Editores)</figcaption></figure>
<p><b>Camila Sosa Villada &#8211; O Parque das Irmãs Magníficas (208 páginas, Tusquets Editores)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O abismo que existe entre a beleza e a violência é um lugar onde a Arte adora se jogar, mas há expressões que buscam ser ainda mais radical do que isso &#8211; e esse é o caso de Camila Sosa Villada, que encontra ali naquela interseção </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/cultura/nao-e-um-romance-realista-afirma-camila-sosa-villada-autora-do-premiado-parque-das-irmas-magnificas/">o local perfeito</a></span><span style="font-weight: 400;"> para estabelecer </span><span style="font-weight: 400;"><i>O</i></span> <span style="font-weight: 400;"><i>Parque das Irmãs Magníficas</i></span><span style="font-weight: 400;">. No caso da escritora argentina, esse lugar pode ser metaforicamente entendido como o Parque Sarmiento, que ao mesmo tempo em que acolhe a sua família travesti de Córdoba (fã de novelas e Gal Gosta e colorida pelo melhor rosa de mundo enquanto vive sete anos em um), é também o local que materializa toda gravidade do que significa estar no extremo da margem da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá, ela floresce a brutalidade honesta de sua história num </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/camila-sosa-villada-livro/">realismo fantástico</a></span><span style="font-weight: 400;"> que consegue ser muito mais verdadeiro do que o ideal de verossimilhança perseguido por muitas ficções. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Las Malas</i></span><span style="font-weight: 400;">, no original lançado em 2019, toma forma a partir dos registros que Camila manteve em um blog a partir do momento em que chegou na cidade para cursar a faculdade e conheceu as travestis do parque, o livro passeia por reflexões de identidade, pertencimento, amor e família sem se esquivar dos muitos momentos em que a dor, desamparo e solidão vindos do preconceito e da pobreza cruzam o caminho de suas personagens. Assim, ela define seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://culturadoria.com.br/o-parque-das-irmas-magnificas/">lar travesti</a></span><span style="font-weight: 400;">: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Nessa casa, até a morte pode ser bela.</i></span><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: O Parque das Irmãs Magníficas - Clube do Livro Junho de 2022" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/21Yoajz6KyfB8VC70Ca17g?si=c7ff5960c5a24684&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_28158" aria-describedby="caption-attachment-28158" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28158" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-678x1024.jpg" alt="Imagem da capa do livro Cartas para Luísa. Na foto, um fundo roxo abriga os desenhos de Rafaela e Luísa. A primeira tem pele branca, cabelos pretos na altura dos ombros e usa uma blusa preta, a ilustração está posicionada horizontalmente na porção superior. Já Luísa tem a pele negra e cabelos raspados, ela está posicionada horizontalmente na porção inferior. No centro aparece o título com a palavra Luísa em destaque, enquanto o nome da autora sobrepõe a imagem de Rafaela." width="678" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-678x1024.jpg 678w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-530x800.jpg 530w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-768x1159.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-1018x1536.jpg 1018w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-1357x2048.jpg 1357w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa-1200x1811.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/carta-para-luisa.jpg 1643w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28158" class="wp-caption-text">“Por favor, me perdoe por ter te amado tão errado. Era tudo o que eu tinha para oferecer” (Foto: Se Liga Editorial)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Freitas &#8211; Cartas para Luísa (186 páginas, Se Liga Editorial)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://lesbout.com.br/resenha-cartas-para-luisa-uma-narrativa-dramatica-do-amor-entre-duas-garotas/#:~:text=%E2%80%9CCartas%20para%20Lu%C3%ADsa%E2%80%9D%20%C3%A9%20sobre,curto%2C%20por%C3%A9m%20carregado%20de%20intensidade.">Cartas para Luísa</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> é uma obra epistolar que nos convida a conhecer Rafaela por meio das palavras grafadas em suas cartas. A personagem dedica suas mensagens à mulher que amava quando era adolescente e – entre lembranças e assinaturas – sentimentos que nunca disseram adeus transbordam em páginas datadas. A cada carta, uma peça da narrativa protagonizada por elas dez anos antes vem à tona acompanhada das frustrações, dores e arrependimentos da remetente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro tem autoria de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.mariafreitas.com.br/">Maria Freitas</a></span><span style="font-weight: 400;"> e ganhou o prêmio </span><span style="font-weight: 400;"><i>Mix </i></span><span style="font-weight: 400;">Literário do ano de 2020, além de fazer parte da série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Amor Entre Garotas</i></span><span style="font-weight: 400;"> junto dos títulos </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Grande Chance de Ana Luna</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Amélia Sem Filtro</i></span><span style="font-weight: 400;">. O texto aborda de maneira sincera a vivência da bissexualidade, o entendimento das injustiças criadas pelo racismo, as relações familiares e a pauta da saúde mental. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Cartas para Luísa</i></span><span style="font-weight: 400;"> despeja emoções com todo o melodrama que as controvérsias do amor merecem, mostrando como os clichês podem ser tão </span><span style="font-weight: 400;"><em>emo</em></span><span style="font-weight: 400;"> quanto uma música da Fresno. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_28159" aria-describedby="caption-attachment-28159" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28159" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-650x1024.jpg" alt="Capa do livro Will e Will, mostra dois rostos fazendo biquinho. Um deles está no canto superior direito e o outro no inferior esquerdo. A capa é azul e tem vários desenhos de corações, na mesma cor. Em branco, lemos Will e Will: Um Nome, Um Destino, e em preto lemos o nome dos autores, John Green e David Levithan." width="650" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-650x1024.jpg 650w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-508x800.jpg 508w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-768x1209.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-976x1536.jpg 976w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-1301x2048.jpg 1301w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1-1200x1889.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/will-will-1.jpg 1623w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28159" class="wp-caption-text">Primeiro livro com personagens gays a figurar na lista do New York Times, Will &amp; Will marcou uma geração que cresceu lendo os romances envolvendo adolescentes com câncer, cidades de papel e teoremas com nome de mulher (Foto: Galera)</figcaption></figure>
<p><b>John Green e David Levithan &#8211; Will e Will (352 páginas, Galera)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma noite fria, numa improvável esquina de Chicago, Will Grayson encontra&#8230; Will Grayson. Os dois adolescentes dividem o mesmo nome e a dor do coração partido. Um Will é amigo de um garoto gay de sua escola. O outro precisa abrir o jogo com a própria mãe a respeito de sua orientação sexual. Até que Tiny, o melhor amigo gay do primeiro Will, acaba se tornando o possível amor do outro Will. Esquecendo momentaneamente os romances heterossexuais que povoam sua Literatura, John Green se junta a David Levithan para </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://mundosnaestante.blogspot.com/2013/08/resenhando-will-will-ou-seria-tiny.html">escrever a quatro mãos</a></span><span style="font-weight: 400;"> a trama de dois homônimos em ebulição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, por mais que </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.goodreads.com/book/show/6567017-will-grayson-will-grayson">Will e Will</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, que no Brasil ganhou o subtítulo </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Nome, um destino</i></span><span style="font-weight: 400;">, junto da tradução de Raquel Zampil, passeie por temas comuns do mundo adolescente e esbarre em alguns clichês evitáveis, a inserção de um Grayson </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer </i></span><span style="font-weight: 400;">dá o tom de frescor que uma obra escrita pelo criador de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/john-green-critica/">Hazel Grace</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Augustus Waters precisa. Fato é que, depois da parceria, Green e Levithan seguiram por seus caminhos individuais, mas o encontro atmosférico de 2010 marcou o período. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_28161" aria-describedby="caption-attachment-28161" style="width: 652px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28161" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-652x1024.jpg" alt="Capa do livro Oxe, baby. A capa é rosa. No canto superior esquerdo, vemos rabiscos circulares em preto, o desenho de uma taça de vinho e a palavra “garotas” escrita três vezes, com um risco por cima. No canto superior direito, vemos um grafismo que aparenta ser uma página rasgada. Ao centro, vemos uma foto no estilo Polaroid, com uma moldura branca e a foto de Elayne Baeta ao centro. Ela é uma mulher aparentando cerca de 25 anos, com cabelos curtos pretos e está deitada em uma cama, encarando a câmera. Ao redor da moldura, vemos fósforos apagados, com as cinzas espalhadas sob a foto. Abaixo da foto, ao centro, vemos a assinatura de Elayne Baeta. No canto inferior esquerdo, vemos outro grafismo que aparenta ser de uma página rasgado. Na parte inferior central, vemos o logo da Galera. No canto inferior direito, vemos um desenho de uma fogueira" width="652" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-652x1024.jpg 652w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-509x800.jpg 509w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-768x1207.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL-978x1536.jpg 978w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/71C5NjFyENL.jpg 1143w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28161" class="wp-caption-text">“Nunca foi sobre copos de água/Sempre foi sobre déjà-vu” (Foto: Galera)</figcaption></figure>
<p><b>Elayne Baeta &#8211; Oxe, baby (213 páginas, Galera)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu segundo lançamento sob o selo </span><span style="font-weight: 400;"><i>Galera</i></span><span style="font-weight: 400;">, da Editora </span><span style="font-weight: 400;"><i>Record</i></span><span style="font-weight: 400;">, a autora baiana Elayne Baeta leva suas histórias sobre vivências de mulheres lésbicas ainda além do que em sua obra de estreia, </span><span style="font-weight: 400;"><i>O amor não é óbvio</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oxe, baby</i></span><span style="font-weight: 400;"> é o primeiro livro de poemas da escritora e, neste, a pessoa que expõe suas experiências é ela mesma: a coletânea de textos, imagens, escritos, fotografias, colagens e rabiscos formam o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/CUaL_d5slYR/?utm_source=ig_web_copy_link">diário</a></span><span style="font-weight: 400;"> de Elayne. E há melhor jeito de entender as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/representatividade-importa-literatura-jovem-faz-sucesso-ao-escalar-personagens-lgbtqiap-25082405">vivências</a></span><span style="font-weight: 400;"> de alguém do que (literalmente) lendo o documento mais pessoal e íntimo dela?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra, descrita como “</span><span style="font-weight: 400;"><i>um caderno roubado de poesias de uma garota que ama garotas</i></span><span style="font-weight: 400;">”, retrata a perspectiva da própria autora através de poemas e outras expressões artísticas. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oxe, baby</i></span><span style="font-weight: 400;"> aborda temas como aceitação da sexualidade e homofobia, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://twitter.com/elaynebaeta/status/1428473477527478272?s=20&amp;t=nFdm6RrtoXkqI6o9-p_oVQ">orgulho</a></span><span style="font-weight: 400;">, amores correspondidos e não correspondidos, paixões, sexo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://queer.ig.com.br/2021-12-04/elayne-baeta-livros.html">solidão</a></span><span style="font-weight: 400;">, construindo um quadro completo do que é ser uma mulher lésbica &#8211; pelo menos para Elayne Baeta. As vivências expostas ao longo das 213 páginas, porém, são inconfundíveis e ressoam profundamente nas leitoras que se identificam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O amor não é óbvio</i></span><span style="font-weight: 400;">, no qual a escritora se debruça sobre os mesmos assuntos sutilmente durante uma </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/nos/escrevi-o-romance-lesbico-que-queria-ter-lido-diz-elayne-baeta,49a7e9d727bb41a2a2f9b7cbe8e559495wy022sc.html">narrativa ficcionalizada</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oxe, baby </i></span><span style="font-weight: 400;">os traz com a dureza, a honestidade e também a beleza de quem os presenciou e sabe do que fala. Na obra, a personagem principal não é inventada ou adaptada, não tem um arco de desenvolvimento planejado e nem ações premeditadas por um autor segurando uma caneta. Aqui, a protagonista é a própria Elayne Baeta, mulher lésbica contando sua </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/CWeUuK8Puv7/?utm_source=ig_web_copy_link">história</a></span><span style="font-weight: 400;">. Através de analogias e metáforas, que tornam situações específicas em vivências quase universais de outras garotas sáficas, as leitoras viram, também, as protagonistas junto da autora. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_28162" aria-describedby="caption-attachment-28162" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28162" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-683x1024.jpg" alt="capa do livro Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia. A capa possui um círculo, cor verde água claro, que ocupa o centro, enquanto as bordas são de um verde grama mais escuro. No canto superior direito consta o título em letras pretas, o subtítulo em letras brancas. O nome do autor, Paul B. Preciado, está escrito em letras pretas. No canto inferior esquerdo, consta o logo do selo Zahar" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-534x800.jpg 534w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-1366x2048.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1-1200x1799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/urano1.jpg 1654w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28162" class="wp-caption-text">‘‘A voz que treme em mim é a voz da fronteira’’ (Foto: Zahar/Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Paul B. Preciado &#8211; Um apartamento em Urano: Crônicas da travessia (320 páginas, Zahar)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nome de Paul B. Preciado não é novo para quem já mergulhou nas profundas águas da teoria queer, tão contaminadas pelo pensamento </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2016/01/27/cultura/1453910313_124066.html#:~:text=Sempre%20em%20busca,de%20reconhecimento%20pol%C3%ADtico%E2%80%9D.">pós-estruturalista</a></span><span style="font-weight: 400;"> e bebida pelas políticas </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jornalopcao.com.br/opcao-cultural/quem-tem-medo-de-virginie-despentes-autora-do-livro-teoria-king-kong-388021/">pós-pornô</a></span><span style="font-weight: 400;">. Sua</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/sobre-a-filosofia-paul-b-preciado/">filosofia</a></span><span style="font-weight: 400;">, em que as experimentações misturam-se tanto ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.n-1edicoes.org/testo-junkie">seu próprio corpo</a></span><span style="font-weight: 400;"> quanto o do texto, são um convite às maneiras que identidades dissidentes podem ser manejadas no sistema cisgênero e heterossexual. No entanto, a novidade das crônicas de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788537818831/um-apartamento-em-urano">Um apartamento em Urano</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, é a pulsão do autor em criar novas utopias para serem sonhadas por pessoas LGBTQIA+. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seus textos, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://territoriosdefilosofia.wordpress.com/2015/10/14/da-filosofia-como-modo-superior-de-dar-o-cu-ou-deleuze-e-a-homossexualidade-molecular-paul-beatriz-preciado/">Gilles Deleuze</a></span><span style="font-weight: 400;">, Jean Genet, Virginia Woolf e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/artigo-ursula-le-guin-nos-deixou-tarefa-de-sonhar-22326163">Ursula K. Le Guin</a></span><span style="font-weight: 400;"> se encontram no que é um marco inaugural de uma nova maneira de se pensar a gênero e sexualidade. Ao se situar em um estado migrante, uma representação da transição social e hormonal de sua transsexualidade, Preciado envolve o leitor em sua viagem de gênero que tem como destino final Urano, um espaço proposto a ser ocupado por aqueles que rompem com a norma e que, consequentemente, negam os territórios da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2021/01/regime-heteronormativo-e-patriarcal-vai-colapsar-com-revolucao-em-curso-diz-paul-preciado.shtml">cisheteronormatividade</a></span><span style="font-weight: 400;"><i>.</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com temáticas que vão desde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://theintercept.com/2019/04/12/acusacoes-contra-julian-assange/">Julian Assange</a></span><span style="font-weight: 400;"> e as políticas estatais de informação até reflexões acerca da importância de dildos no sexo </span><span style="font-weight: 400;"><i>queer</i></span><span style="font-weight: 400;">, o autor desmobiliza as estruturas da política e da cultura com sua disruptividade. Nas crônicas, Preciado submete Marx a uma oficina eco-socialista, olha criticamente para </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/03/opinion/1391428140_828590.html">Lars Von Trier</a></span><span style="font-weight: 400;">, sempre com suas lentes feministas, mas, antes de tudo, se volta com amor para aqueles sistematicamente negados </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://revistageni.org/10/quem-defende-a-crianca-queer/">desse sentimento</a></span><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Enzo Caramori</b></p>
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<figure id="attachment_28163" aria-describedby="caption-attachment-28163" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-683x1024.jpg" alt="" width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-768x1152.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-1024x1536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-1365x2048.jpg 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1-1200x1800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/hotel-mundo-1.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28163" class="wp-caption-text">“A história é esta; começa pelo fim” (Foto: Companhia das Letras)</figcaption></figure>
<p><b>Ali Smith &#8211; Hotel mundo (232 páginas, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma cidade não especificada, uma camareira cai de um elevador de carga. Ela morre na primeira página. Esta é a história, </span><span style="font-weight: 400;"><i>“começa pelo fim”</i></span><span style="font-weight: 400;">. Mas a bem da verdade, o fim, aqui, é puramente o começo. Desde o título de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535915808/hotel-mundo?idtag=8b590d5a-7d0b-42b9-ac24-6a7a936d017c&amp;gclid=Cj0KCQjwlK-WBhDjARIsAO2sErRo5T1ak37okKAtyAf7l6BTicqH7cwVl5jnOKLrQxjvqo2CFZKovKEaAv0dEALw_wcB">Hotel mundo</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (2009), a escocesa </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/autor.php?codigo=02297">Ali Smith</a></span><span style="font-weight: 400;"> propõe um diálogo com o universo dos mortos: o Hotel Mundo, administrado pela rede internacional Hotel Global, é uma maravilhosa metáfora para a transitoriedade da vida, a qual se segmenta através de linhas tênues que nos unem à experiência dos mortos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa visão periférica do todo só pode ser atestada por aqueles que observam de longe, de fora, quase como uma visão completa da História. Porém, Smith tem consciência de que é sempre difícil enxergar de </span><span style="font-weight: 400;"><i>dentro</i></span><span style="font-weight: 400;"> dos acontecimentos; por essa razão, interliga a trama de cinco mulheres – incluindo Sara, a camareira morta que continua vagando pelo mundo como o espectro de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788582850145/hamlet">Hamlet</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> – à historicidade e à passagem da vida através do tempo (como um hotel que passamos uns dias e depois partimos). Primeiro livro da autora a ser finalista do </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://thebookerprizes.com/the-booker-library/prize-years/2001">Booker Prize</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> (em 2001), o livro chegou ao Brasil oito anos depois, sob tradução de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559212637/ulysses-edicao-especial">Caetano W. Galindo</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, da mesma forma que a escritora constrói uma obra literariamente inventiva e filosoficamente instigante, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hotel mundo </i></span><span style="font-weight: 400;">se consolida como uma meditação sobre os fios invisíveis que nos unem enquanto seres vivos, em uma trama meticulosamente interligada entre nós e nossos antepassados. A presença e a ausência daqueles que amamos moldam os momentos que constroem nosso mundo? Mais do que indagar, Ali Smith mostra que todos que passaram pela Terra – conhecidos, desconhecidos, vivos, mortos – estão intrinsecamente ligados a nossa própria História, pois habitavam o mesmo lugar que habitamos hoje, e em breve estaremos deixando: o Hotel Mundo. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_28165" aria-describedby="caption-attachment-28165" style="width: 608px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28165" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-608x1024.jpg" alt="Capa do livro Noite na Taverna do autor Álvares de Azevedo. O fundo da capa é predominantemente preto. Ao centro, a ilustração em cores quentes de uma figura feminina. Na parte superior, o nome do autor Álvares de Azevedo e o nome do livro Noite na Taverna estão escritos em letras brancas. Na parte inferior, o logo da coleção Pocket da editora L&amp;PM está ilustrado em branco." width="608" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-608x1024.jpg 608w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-475x800.jpg 475w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML-768x1294.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/61XET0NIkML.jpg 824w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28165" class="wp-caption-text">O romantismo de Álvares de Azevedo se tornou tão dilacerante quanto o de sua maior inspiração, Lord Byron (Foto: L&amp;PM Editores)</figcaption></figure>
<p><b>Álvares de Azevedo &#8211; Noite na Taverna (96 páginas, L&amp;PM Editores)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gótico e pessimista, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/carone10.htm">Álvares de Azevedo</a></span><span style="font-weight: 400;"> é a entidade por trás do pseudônimo Job Stern que assina uma das obras mais instigantes da Literatura Brasileira, a póstuma antologia de contos </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://personaunesp.com.br/noite-na-taverna-critica/">Noite na Taverna</a></i></span><span style="font-weight: 400;">. O representante maior do movimento ultrarromântico entrega a narração para Solfieri, Bertram, Gennaro, Claudius Hermann e Johann, cinco sujeitos que se reúnem em uma taverna para relatar as suas fúnebres desilusões amorosas. Publicado em 1855, o livro aborda tópicos sensíveis, entre eles, o canibalismo e a necrofilia, como uma forma de desafiar a sociedade da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma prosa carregada de sentimentalismo e angústia, Azevedo, um ser noturno, quase um vampiro, consegue fazer de </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://universohq.com/noticias/noite-na-taverna-de-alvares-de-azevedo-ganha-adaptacao-em-quadrinhos/">Noite na Taverna</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> uma das grandes conquistas artísticas da geração apelidada de mal-do-século. Tuberculoso quando não havia cura, ele deixou a vida como deixou o tédio com apenas 20 anos, mas não partiu antes de deixar uma carta para o seu confidente: “Adeus, meu Luiz. A beleza do espiritualismo é o amor das almas”. O fascínio pela relação motivou o historiador Jandiro Adriano Koch a escrever </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/um-a%C3%A7orianos-de-literatura-para-um-crush-1.773545">O crush de Álvares de Azevedo</a></i></span><span style="font-weight: 400;">, texto que procura desvendar a homossexualidade do autor. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_28166" aria-describedby="caption-attachment-28166" style="width: 400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-28166" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Biografia-Caio-1.jpg" alt="Capa do livro Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável. Fotografia retangular vertical. O escritor gaúcho Caio Fernando Abreu ocupa toda a capa. Ele aparece em tons de marrom, amarelo e laranja e somente o lado direito de seu rosto está iluminado. Caio é um homem de cabelos curtos, um pouco calvo, usa óculos redondos, olha para baixo, com semblante sério, e segura um cigarro com a mão direita. No canto inferior direito da capa, lemos Jeanne Callegari e Caio Fernando Abreu em letras brancas. Abaixo, lemos inventário de um escritor irremediável em letras pretas. No canto inferior esquerdo da capa, podemos identificar o logo da editora Seoman, formado por um círculo branco, com uma espécie de dragão no meio e, ao lado direito, o nome Seoman escrito em letras brancas. " width="400" height="602" /><figcaption id="caption-attachment-28166" class="wp-caption-text">Indo das memórias afetivas às telas do Persona, a biografia de Caio F. pode atrair alguns leitores até a obra do escritor gaúcho (Foto: Seoman)</figcaption></figure>
<p><b>Jeanne Callegari &#8211; Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável (192 páginas, Seoman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porque estou prestes a divulgar um relato pessoalíssimo, escrevo em primeira pessoa. Não como uma forma preguiçosa de facilitar a narrativa, mas como um recurso de aproximação entre aquilo que me resta do que já vivi e a tarefa confusa, mas curiosa de recomendar um livro que me marcou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BcvaL0AjLNJ/?hl=pt-br">há alguns anos</a></span><span style="font-weight: 400;">. Busco ser breve: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável</i></span><span style="font-weight: 400;"> foi uma obra essencial para minha paixão turbulenta pela Literatura brasileira. Por meio dessas quase 200 páginas, ultrapassei o fascínio inicial dos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BcOhoYTDtB5/?hl=pt-br"><i>Morangos Mofados</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BcOhoYTDtB5/?hl=pt-br"> recém-degustados</a></span><span style="font-weight: 400;"> e fui atrás de outras possibilidades heterogêneas de Caio, além das Anas Cristinas Césares e Hildas Hilsts que me acompanham até hoje.      </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Biográfico, o texto de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/jeannecallegari/?hl=pt-br">Jeanne Callegari</a></span><span style="font-weight: 400;"> rapidamente me conquistou. Aos poucos, fiquei instigado. Enfeitiçado. Ávido por um repertório que ainda não possuía: essa busca incessante pelas vias mais amplas. No calor do momento, a intensidade de leitura foi tamanha que aquela experiência mais parecia uma espécie de ambição utópica &#8211; a tentativa ingênua de manter contato com alguém que já se foi. No fim, </span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.estantevirtual.com.br/livros/jeanne-callegari/caio-fernando-abreu-inventario-de-um-escritor-irremediavel/909282351">Caio Fernando Abreu: inventário de um escritor irremediável</a></i></span><span style="font-weight: 400;"> foi a confirmação de que Caio F. não seria companheiro momentâneo nesta travessia imprevisível que apelidamos de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, pouco me lembro do que de fato li na </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.instagram.com/p/BKGgDeEBBth/?hl=pt-br">biografia escrita por Callegari</a></span><span style="font-weight: 400;">. O tempo não apagou todos os nomes, relatos e dados, mas o que definitivamente me resta é a sensação nostálgica daquela primeira imersão sedutora. Um sentimento que não deve voltar em futuras revisitações, mas que se perpetua aqui, em um texto breve e, talvez, até elíptico demais. Trata-se de uma dica baseada principalmente na emoção. Da paixão por um escritor brasileiro fundamental à cultura deste país à importância de se conhecer a vida de artistas LGBTQIAP+: assim se construiu &#8211; ou, quem sabe, foi construída &#8211; esta indicação. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_28170" aria-describedby="caption-attachment-28170" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-28170" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-678x1024.jpg" alt="Capa do livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade, de bell hooks. A imagem é composta por uma foto em preto e branco que ocupa a metade inferior da capa, mostrando um grupo de manifestantes em protesto. A metade superior é uma faixa preta. Do lado esquerdo, o nome da autora está escrito em vermelho. Do lado direito, o nome do livro está escrito em branco. " width="700" height="1058" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-678x1024.jpg 678w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-529x800.jpg 529w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-768x1161.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-1016x1536.jpg 1016w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-1355x2048.jpg 1355w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando-1200x1813.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/ensinando.jpg 1694w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28170" class="wp-caption-text">Lançado no Brasil em 2013, o ensaio de bell hooks sobre educação tem uma repercussão de influência tão grande quanto a sua autora (Foto: Martins Fontes)</figcaption></figure>
<p><b>bell hooks &#8211; Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade (288 páginas, Martins Fontes)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os muitos debates que constroem um Mês do Orgulho LBGTQIA+, um em especial é muito bem contemplado pela sabedoria de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.boitempoeditorial.com.br/autor/bell-hooks-1372">bell hooks</a></span><span style="font-weight: 400;"> em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ensinando a transgredir: A educação como prática da liberdade</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir de suas experiências como professora em um contexto entendido como o centro do mundo globalizado e contemporâneo, a pensadora questiona as concepções tradicionais de educação, retirando cirurgicamente os reducionismos que cercam uma das esferas mais importantes e poderosas da nossa sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ensaio, a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.pordentrodaafrica.com/cultura/ensinando-transgredir-educacao-como-pratica-de-liberdade-de-bell-hooks">educação</a></span><span style="font-weight: 400;"> é entendida como o vetor das transformações que tanto buscamos em um mundo regido por um sistema que aprisiona singularidades &#8211; daí a relação do tema com a liberdade e a coisa mais preciosa do mundo para bell hooks, a revolução. Assim, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ensinando a transgredir </i></span><span style="font-weight: 400;">vai muito além do nicho específico da pedagogia crítica, se revelando como o beabá de uma prática social humanista e se colocando num lugar de referência fundamental para tudo o que refletimos e reivindicamos durante esse mês: o direito fundamental à liberdade de existência. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_28167" aria-describedby="caption-attachment-28167" style="width: 683px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-28167" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1-683x1024.jpg" alt="Capa do livro O Retrato de Dorian Gray exibe o nome da obra ao centro, com letras pretas finas. Entre “DE” e “DORIAN GRAY” vemos duas figuras: um homem branco que veste um sobretudo com os botões abotoados, usa uma cartola preta na cabeça e carrega um bastão na mão esquerda; na sua sombra, vemos uma criatura preta agachada, com dois círculos brancos nos olhos. No topo, lê-se “Oscar Wilde” com as mesmas letras finas do título e embaixo do nome da obra lê-se “Via Leitura”, em letras menores." width="683" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/07/Dorian-1.jpg 700w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-28167" class="wp-caption-text">Com tradução de Alexandre Barbosa de Souza, a edição da Via Leitura também conta com posfácio de James Joyce (Foto: Via Leitura)</figcaption></figure>
<p><b>Oscar Wilde &#8211; O Retrato de Dorian Gray (223 páginas, Via Leitura) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Causador de polêmica na sociedade inglesa ao ser lançado no final do século XIX, o único romance escrito por Oscar Wilde é uma verdadeira obra-prima que fascina pela beleza de sua prosa e por sua narrativa hipnótica, onde explora as consequências de uma vida hedonista desenfreada. A escrita de Wilde não é só bela como também é sensual, com um rico teor homoerótico que permeia toda a obra, destacando-se especialmente nas passagens onde Dorian interage com o pintor Basil Hallward. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao discutir sobre arte e a obsessão estética pela juventude eterna de seu protagonista, o livro ainda permanece extremamente atual, servindo como reflexo de um contexto midiático permeado por celebridades que parecem não envelhecer nunca graças às milhares de cirurgias que o dinheiro possibilita. Até que ponto a beleza deixa de encantar as multidões e passa a ser macabra, trágica? Leia </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Retrato de Dorian Gray </i></span><span style="font-weight: 400;">e descubra. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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		<title>Seja em livro ou filme, Cidades de Papel ainda encanta</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2020 23:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades de Papel]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Alexandreli]]></category>
		<category><![CDATA[John Green]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gustavo Alexandreli Após o sucesso da produtora Temple Hill em parceria com a FOX na adaptação do best-seller A culpa é das estrelas (2014), rendendo uma bilheteria de 307,2 milhões de dólares, as produtoras apostaram em mais uma adaptação da obra de John Green, desta vez em 2015. O best-seller Cidades de papel (Paper Towns) &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cidades-de-papel-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Seja em livro ou filme, Cidades de Papel ainda encanta"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14298" aria-describedby="caption-attachment-14298" style="width: 520px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14298 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-1-Cidades-de-papel.jpg" alt="" width="520" height="378" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-1-Cidades-de-papel.jpg 520w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-1-Cidades-de-papel-300x218.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 520px) 85vw, 520px" /><figcaption id="caption-attachment-14298" class="wp-caption-text">Pôster do filme e capa do livro Cidades de Papel (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gustavo Alexandreli</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso da produtora </span><i><span style="font-weight: 400;">Temple Hill</span></i><span style="font-weight: 400;"> em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">FOX </span></i><span style="font-weight: 400;">na adaptação do </span><a href="https://www.significados.com.br/best-seller/"><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></a><i><span style="font-weight: 400;"> A culpa é das estrelas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014), rendendo uma bilheteria de 307,2 milhões de dólares, as produtoras apostaram em mais uma adaptação da obra de John Green, desta vez em 2015. O best-seller </span><i><span style="font-weight: 400;">Cidades de papel (Paper Towns)</span></i><span style="font-weight: 400;"> virou filme, dirigido pelo americano </span><i><span style="font-weight: 400;">Jake Schreier</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em 9 de julho de 2020 a trama romântica completa cinco anos de lançamento e mantém temáticas atuais acerca de assuntos importantes, como a amizade, o amor na juventude e as transformações causadas pela chegada da vida adulta.</span></p>
<p><span id="more-14290"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">John Green trabalhou como produtor executivo e teve grande colaboração na adaptação para o cinema, e deixou uma interpretação mais livre, que se torna muito perceptível para aqueles que leram o livro e assistiram ao filme. Para os fãs da escrita de Green, essas mudanças podem causar estranheza, por não parecerem totalmente autênticas. Apesar de diferenças no enredo e a omissão de alguns detalhes, não há interferência que cause maiores prejuízos, mantendo a mesma essência tanto no cinema quanto na literatura. Como afirmado por John em uma coletiva de imprensa, “existem algumas diferenças. A coisa mais importante para mim é que o filme passa o mesmo sentimento que o livro”.</span></p>
<figure id="attachment_14299" aria-describedby="caption-attachment-14299" style="width: 922px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-14299" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-2-Cidades-de-papel.jpg" alt="" width="922" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-2-Cidades-de-papel.jpg 922w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-2-Cidades-de-papel-300x195.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-2-Cidades-de-papel-768x500.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14299" class="wp-caption-text">A felicidade de um toque (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama inicia quando Quentin Jacobsen (Nat Wolff),</span> <span style="font-weight: 400;">nutre um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hY6RqgweOUU"><span style="font-weight: 400;">amor platônico</span></a><span style="font-weight: 400;"> por sua vizinha Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Os dois possuem personalidades opostas, sendo que a de Quentin é fortemente trabalhada durante todo o filme, aproximando a atuação dele com o público. Em contrapartida, a personalidade da garota passa despercebida, deixando uma falha na ligação da personagem com o espectador. Ainda assim, apesar desta falha, o público é instigado a assistir, visto que Margo não é apenas uma garota comum como denotado no início do filme, e que explica um pouco seu desaparecimento. “Margo sempre adorou um mistério, e com tudo que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que talvez tenha gostado tanto de mistérios que acabou se tornando um”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme inicialmente parece </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/o-cinema-e-o-cliche-em-gilles-geleuze/"><span style="font-weight: 400;">clichê</span></a><span style="font-weight: 400;">, por ter um recorte temporal muito definido, e corriqueiro em outros romances já consagrados. O período de passagem do ensino médio para a faculdade, na fase final da escola. Na trama, esse intervalo acaba se tornando promissor, pois abrange as várias possibilidades que cada um dos personagens podem escolher em relação ao futuro de sua vida. Apesar de ter um recorte usual em filmes românticos para adolescentes, <em>Cidades de Papel</em> é diferenciado e chamativo por possuir um gatilho além do desaparecimento da garota, as referências e pistas deixadas para trás. Este elemento de persuasão em busca da garota é bem trabalhado, o que torna o filme uma particularidade no seu meio.</span></p>
<figure id="attachment_14300" aria-describedby="caption-attachment-14300" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14300 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-3-Cidades-de-papel.jpg" alt="" width="564" height="331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-3-Cidades-de-papel.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/Foto-3-Cidades-de-papel-300x176.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-14300" class="wp-caption-text">O sorriso da amizade (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir do desaparecimento e da busca iniciada, é possível perceber que a amizade é aflorada. Os amigos de Quentin, – um tanto quanto bem humorados – Radar (Justice Smith) e Ben (Austin Abrams), o acompanham nesta trajetória de forma integral, reforçando o companheirismo e dando um toque descontraído ao filme. Além da ligação entre os amigos, outras relações amorosas ocorrem de forma simultânea com as garotas do colégio Angela (Jaz Sinclair) e Lacey (Halston Sage). Esses envolvimentos apresentam as diferenças com que cada relação ocorre, trazendo ao público memórias da época escolar, fazendo com que o espectador se identifique mais ainda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário destacar que o número de personagens é reduzido aos seis principais, deixando uma sensação de repetição constante durante o filme. Em contrapartida, a produção compensa esse número reduzido com um aprofundamento das relações entre eles, explorando um ambiente além de Margo e Quentin, e não deixando a narrativa cansativa. Apesar de <em>Cidades de Papel</em> já estar completando cinco anos, continua proporcionando momentos emocionantes, de reflexões, e nos ensinando o quão importante é uma amizade independente de qual seja a proposta e sua expectativa, e também que a vida e a busca pela felicidade não deve ser resumida a um amor.</span></p>
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		<title>Os anos estrelados de John Green</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Jul 2019 17:37:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[A Culpa é das Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Cidades de Papel]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[John Green]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Paes de Arruda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Júlia Paes de Arruda  O ano de 2014 foi o mais aguardado para os fãs de John Green. No dia 5 de junho, foi lançada a adaptação cinematográfica de seu famoso livro,  &#8220;A Culpa é das Estrelas&#8221;. Foi a época em que fomos apresentados para Hazel e Gus da vida real (interpretados por Shailene Woodley &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/john-green-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os anos estrelados de John Green"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12321" aria-describedby="caption-attachment-12321" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12321" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/1.jpeg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/1.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/1-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12321" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</figcaption></figure>
<p><strong>Júlia Paes de Arruda </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2014 foi o mais aguardado para os fãs de John Green. No dia 5 de junho, foi lançada a adaptação cinematográfica de seu famoso livro,  &#8220;A Culpa é das Estrelas&#8221;. Foi a época em que fomos apresentados para Hazel e Gus da vida real (interpretados por Shailene Woodley e Ansel Elgort), a perfeita junção amorosa dos atores de Divergente. </span></p>
<p><span id="more-12320"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sua primeira semana em cartaz, o longa </span><a href="https://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2014/06/08/a-culpa-e-das-estrelas-lidera-bilheteria-dos-eua-com-us-482-milhoes.htm"><span style="font-weight: 400;">arrecadou</span></a><span style="font-weight: 400;"> 48,2 milhões de dólares e ficou em primeiro lugar nas bilheterias nos Estados Unidos, superando os filmes em cartaz da época como &#8220;Malévola&#8221;.</span></p>
<figure id="attachment_12322" aria-describedby="caption-attachment-12322" style="width: 660px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12322" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-2.jpeg" alt="" width="660" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-2.jpeg 660w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-2-300x164.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-12322" class="wp-caption-text">Na semana anterior a estreia de “A Culpa é das Estrelas”, Malévola estava na liderança das bilheterias (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo conta a história de Hazel Grace e Augustus Waters, dois adolescentes diagnosticados com câncer que se encontram num grupo de apoio. Hazel, conformada com seu câncer pulmonar, sempre se mostra muito fria e muito fechada para relacionamentos. Seu único companheiro é Felipe: o carrinho que lhe dá oxigênio; já Augustus (vulgo Gus), é extrovertido e carismático. Talvez porque o câncer (<a href="https://www.minhavida.com.br/saude/temas/osteossarcoma">osteossarcoma</a>) não dava sinais há algum tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação é, de modo geral, mais um clássico filme de romance adolescente visto em </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Para todos os garotos que já amei&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">O que muda são as circunstâncias em que as personagens principais são apresentadas. Desde o primeiro momento, tanto no filme quanto no livro, já sabemos que o casal ficará junto. Só nos restava a dúvida se o câncer iria separá-los ou uni-los ainda mais. Infelizmente, a primeira opção é a que se concretiza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ansel Elgort parece estar mais familiarizado com seu papel nesse filme. Depois da sua fraca e sem graça atuação como Caleb Prior em Divergente, havia indícios de que sua escolha como Gus deixaria os fãs decepcionados. Entretanto, o ator fez jus às expectativas e provou que nasceu pra ser Augustus Waters. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo é visto em Woodley. A atriz se mostra mais expressiva e mais confiante ao interpretar Hazel do que Tris. Deve ser por causa disso &#8211; a falta de identificação com as personagens &#8211; que a saga </span><i><span style="font-weight: 400;">Divergente</span></i><span style="font-weight: 400;"> parou de adaptada para o cinema.</span></p>
<figure id="attachment_12323" aria-describedby="caption-attachment-12323" style="width: 639px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-12323" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/original.gif" alt="" width="639" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-12323" class="wp-caption-text">Anzel e Shailene se deram melhor interpretando namorados do que irmãos (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de John Green foi </span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/miguel-barbieri/conheca-a-garota-que-inspirou-a-hazel-de-a-culpa-e-das-estrelas/"><span style="font-weight: 400;">inspirada</span></a><span style="font-weight: 400;"> na vida da sua amiga Esther Earl, uma adolescente  diagnosticada com câncer na tireoide e tumores pulmonares. Green conheceu Esther em 2009 e ficaram amigos até a morte dela, em 2010, com apenas 16 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esther fazia vídeos no YouTube mostrando que, apesar da doença, mantinha o bom humor e esperança. Além disso, servia de inspiração para muitas pessoas que acessavam seu vlog e as que estavam nos mesmos grupos de apoio que ela.  Ao final de tudo, John Green deve a ela todo seu sucesso com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Culpa é das Estrelas</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_12324" aria-describedby="caption-attachment-12324" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12324" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-4.jpg" alt="" width="1000" height="750" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-4.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-4-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Foto-4-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12324" class="wp-caption-text">A vida de Esther ficou registrada em um livro chamado de “A estrela que nunca vai se apagar”, que reúne trechos do diário, desenhos e cartas da adolescente (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O título do livro de Green, </span><a href="https://onlyifyoufinishedtfios.tumblr.com/post/17357303981/could-you-elaborate-more-on-the-significance-of"><span style="font-weight: 400;">segundo o próprio autor</span></a><span style="font-weight: 400;">, faz referência a uma obra de Júlio César, de Shakespeare. Nela, “estrelas” significa destino. Na frase original, Cassius diz a Brutus: “A culpa, querido Brutus, não está em nossas estrelas / Mas em nós mesmos, que somos subalternos.” Por causa disso, ele tentou escrever um texto que, mesmo vivendo num mundo injusto, os homens conseguiriam ter uma vida feliz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhando por esse lado, Green realmente passou essa mensagem. A todo momento, Hazel, Gus e Isaac &#8211; melhor amigo de Gus diagnosticado com um raro câncer nos olhos &#8211; fazem brincadeiras sobre a sua vivência com a doença, como a pouca capacidade de Hazel e a cegueira de Isaac. Essa sutileza da doença na trama faz </span><i><span style="font-weight: 400;">A Culpa é das Estrelas</span></i><span style="font-weight: 400;"> ser um filme leve, </span><span style="font-weight: 400;">emocionante e gostoso de se assistir.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A Culpa é das Estrelas | Tirando ovos | Trecho do Filme | 2014" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/4-EC8sl-a7I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano seguinte, depois do sucesso de &#8220;A Culpa é das Estrelas&#8221;, uma nova adaptação de John Green chegou nos cinemas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Cidades de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi estrelado por Nat Wolff (que interpretou o melhor amigo de Gus na adaptação anterior) e Cara Delevingne. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama gira em torno de Quentin Jacobsen (Wolff) que possui uma paixão platônica por sua vizinha e colega de sala Margo Roth Spiegelman (Delevingne). Certo dia, Margo desaparece &#8211; algo não muito inusitado &#8211; e Quentin sente-se no dever de seguir pistas deixadas por ela para poder encontrá-la. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário de <em>A Culpa é das Estrelas</em>, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cidades de Papel </span></i><span style="font-weight: 400;">não é uma história de amor. A relação dos dois não ultrapassa os limites da amizade (se é que pode ser chamado de amizade). Porém, pela história ser narrada por Quentin, o público espera que, após a viagem, algo a mais pudesse acontecer. E isso não é verdade &#8211; ainda bem. O final mostra que os dois podem ser felizes sim, mas completamente separados um do outro.</span></p>
<figure id="attachment_12325" aria-describedby="caption-attachment-12325" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12325" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/giphy.gif" alt="" width="540" height="224" /><figcaption id="caption-attachment-12325" class="wp-caption-text">&#8220;Você tem que se perder antes de se encontrar &#8211; Margo Roth Spielgeman&#8221; (Gif: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de cinco anos sem alguma novidade cinematográfica relacionado a John Green, o serviço de <em>streaming Hulu</em> anunciou uma </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/quem-e-voce-alasca-serie-baseada-em-livro-do-john-green-estreia-em-outubro"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> baseada no livro &#8220;Quem é você, Alasca?&#8221;. A série conta com oito episódios e tem data de estreia no seu catálogo para dia 18 de outubro, porém sem data de lançamento para o Brasil. </span><span style="font-weight: 400;">O elenco é formado por Charlie Plummer (A Rota Selvagem) interpretando Miles Halter e Kristine Froseth (Sierra Burgess é uma Loser) no papel de Alasca Young. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira obra do autor gira em torno de Miles, um adolescente fanático por últimas palavras de pessoas famosas, buscando seu &#8220;Grande Talvez&#8221;. Ao mudar de colégio, Miles conhece Alasca, uma jovem inteligente e extremamente sensual, que acaba se apaixonando. Os dois partem, então, em busca de respostas para tantos enigmas que os assombram.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: The Fault In Our Stars: Music From The Motion Picture" src="https://open.spotify.com/embed/album/7bXOViTvx6EHXuYFuI2yfj?si=kxm3kwjrRIKZ6D_ujwVSkg"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de muitas obras de John Green terem feito sucesso, o autor sempre é reconhecido por ter escrito </span><i><span style="font-weight: 400;">A Culpa é das Estrelas</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; mesmo não sendo sua melhor obra. Pois é, infelizmente o mundo não é uma fábrica de realização de desejos. </span></p>
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