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	<title>Arquivos Jodie Comer &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Extermínio: A Evolução encontra beleza ao contemplar a morte</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 15:49:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: O texto contém alguns spoilers Marcos Henrique Através do cenário político dos EUA nos anos 60 e de referências do folclore eslavo, George Romero, o ‘pai dos zumbis’, desenvolve conceitos que desenharam o que hoje conhecemos como apocalipse zumbi: um cenário onde os mortos se levantam de suas covas famintos por carne humana e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-exterminio-a-aevolucao/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Extermínio: A Evolução encontra beleza ao contemplar a morte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><b><i>Aviso: </i></b><i><span style="font-weight: 400;">O texto contém alguns spoilers</span></i></p>
<figure id="attachment_35423" aria-describedby="caption-attachment-35423" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35423" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-800x450.jpg" alt="Cena do filme Extermínio: A Evolução Ao centro da imagem, existe uma pilha de crânios humanos reforçada por hastes de madeira horizontais. Ao fundo, há uma floresta densa e diversas colunas, também feitas de ossos. O céu está parcialmente nublado, compondo uma atmosfera sombria e perturbadora." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-2.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35423" class="wp-caption-text">Danny Boyle e Alex Garland retornam para a franquia depois de 23 anos (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><b>Marcos Henrique</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através do cenário político dos EUA nos anos 60 e de referências do folclore eslavo, </span><a href="https://averdade.org.br/2020/10/os-zumbis-politizados-de-george-romero/"><span style="font-weight: 400;">George Romero</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ‘pai dos zumbis’, desenvolve conceitos que desenharam o que hoje conhecemos como apocalipse zumbi: um cenário onde os mortos se levantam de suas covas famintos por carne humana e sem nenhum resquício de humanidade. Apesar de, ao longo das décadas, o </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/filmes-de-zumbis-essenciais"><span style="font-weight: 400;">subgênero</span></a><span style="font-weight: 400;"> ter se modificado para algo muito mais ‘pipoca’ e focado no horror — o que não é negativo —, é importante lembrar que ele sempre foi rico em pautas sociais, procurando, em meio a um mundo dominado por seres canibais, criticar a sociedade materialista e, principalmente, o instinto de sobrevivência dos seres humanos, que os tornava tão violentos quanto aqueles que combatiam.</span></p>
<p><span id="more-35421"></span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Em 2002, Alex Garland (</span><i><span style="font-weight: 400;">Ex_Machina: Instinto Artificial</span></i><span style="font-weight: 400;"> – 2014) escreveu a história de </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Days Later</span></i><span style="font-weight: 400;">, erroneamente traduzido no Brasil como </span><a href="https://www.corposamarelos.com.br/filme-exterminio-um-olhar-renovado-sobre-o-genero-zumbi"><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O roteirista resgata as raízes do subgênero estabelecidas por Romero, mas também utiliza o horror como peça fundamental na construção da ambientação. Ao lado de </span><a href="https://rollingstone.com.br/artigo/danny-boyle-e-sua-mente-brilhante/"><span style="font-weight: 400;">Danny Boyle</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, mesmo com limitações técnicas e um baixo orçamento, dirige como um mestre do Cinema, experimentando novos estilos de filmagem que moldaram o que o longa viria a se tornar. A produção recebeu uma continuação em 2007, chamada </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Weeks Later</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio 2</span></i><span style="font-weight: 400;">, que não contou com o envolvimento dos criadores originais da franquia. Até que, em 2025, Boyle e Garland retornam para um terceiro longa: </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Years Later</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: A Evolução</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma continuação direta do primeiro filme, que promete resgatar a franquia e os zumbis de forma tão inovadora quanto na obra original.</span></p>
<figure id="attachment_35424" aria-describedby="caption-attachment-35424" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35424" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x448.jpg" alt="Cena do filme Extermínio: A Evolução Na imagem, há um infectado de aparência cadavérica encarando a câmera, com olhos arregalados e expressão perturbadora. A figura tem o corpo extremamente magro e ossudo, com marcas de sangue seco e machucados. Ao fundo, há um campo com flores amarelas desfocadas sob um céu claro." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1536x861.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1.jpg 1999w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35424" class="wp-caption-text">O título 28 Years Later, ou 28 Anos Depois em português, faz referência a passagem de tempo em relação ao surto do vírus (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">28 anos após a infestação da variante do </span><a href="https://screenrant.com/28-days-later-rage-virus-explained/"><span style="font-weight: 400;">vírus da raiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela Grã-Bretanha, acompanhamos a história de Spike (Alfie Williams), um garoto de 12 anos, e seus pais: Jamie (Aaron Taylor-Johnson), um homem violento e impulsivo, e Isla (Jodie Comer), uma mulher em condição de saúde delicada. A família vive em uma lugar isolado, onde sobreviventes conseguiram encontrar refúgio e começar uma nova sociedade. Isso se deve ao abandono da ilha, que foi colocada em quarentena e deixado à mercê da própria sobrevivência, gerando um cenário propício para o surgimento de diferentes comunidades e para a adaptação dos infectados. A trama gira em torno do amadurecimento de Spike, que, para salvar sua mãe, precisa confrontar o pai e partir rumo ao território proibido, onde acredita poder encontrar ajuda médica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se, em 2002, a franquia reinventou o gênero e abriu um novo caminho para as obras de zumbis, agora é ela quem se beneficia dos conceitos desenvolvidos por suas sucessoras, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/twd-10a-temporada-critica/#google_vignette"><span style="font-weight: 400;">The Walking Dead</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2010) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-ii-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2013), em um processo de retroalimentação. A escolha de ambientar a história anos à frente, em um mundo apocalíptico dominado por infectados e diferentes grupos de resistência, além de um maior cuidado com a psique dos personagens humanos, são bons exemplos dessa influência. A evolução dos infectados, que passaram a se adaptar ao ambiente e se dividir em diferentes classes, como rastejantes e alfas, é resultado direto da abordagem biológica introduzida por The Last of Us em seu universo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Boyle, mais uma vez, inova em suas técnicas de condução de histórias, ao mesmo tempo em que homenageia sua trajetória no início da franquia. Se em 2002 as filmagens foram feitas com uma Canon XL1, que deu ao longa aquela ambientação suja e desagradável, no de 2025 o diretor optou por utilizar o </span><a href="https://sempreupdate.com.br/iphone-15-filma-sequencia-28-anos-depois/"><span style="font-weight: 400;">iPhone 15 Pro Max</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na verdade, vários deles, adaptados com lentes DSLR e combinados com câmeras tradicionais e GoPros, o que dá um senso de continuidade e evolução em relação ao original, além de criar um estilo bruto de extremo bom gosto. Dizer que </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: A Evolução</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><a href="https://arthurtuoto.com/2021/02/22/o-que-e-um-filme-experimental/"><span style="font-weight: 400;">filme experimental</span></a><span style="font-weight: 400;"> talvez seja um exagero, no entanto, a inventividade da direção na realização das cenas e na forma como são testados movimentos de câmera e enquadramentos deixa claro que o longa flerta com essa ideia.</span></p>
<figure id="attachment_35422" aria-describedby="caption-attachment-35422" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35422" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x420.jpg" alt="Cena dos bastidores de Extermínio: A EvoluçãoNo centro da imagem, um ator caracterizado como infectado aparece com o corpo coberto de sangue e lama, cercado por uma estrutura semicircular equipada com vários iPhones 15 Pro Max, usados para capturar imagens em 180 graus. Técnicos de produção ajustam o equipamento enquanto capturam a cena de perseguição em uma floresta sombria, cercada por árvores altas." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-3.jpg 1600w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35422" class="wp-caption-text">O diretor utilizou cerca de 20 iPhones 15 Pro Max simultaneamente, apoiados em estruturas customizadas para criar cenas de ação em 180° com uma pegada visceral (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia de Anthony Dod Mantle (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/127-horas-critica"><i><span style="font-weight: 400;">127 Horas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – 2010), parceiro de longa data de Boyle, passeia por uma Grã-Bretanha devastada e, ao mesmo tempo, deslumbrante. Em meio a toda a sujeira, violência e perigo, excepcionalmente ambientados ao longo de locações reais, encontramos momentos de contemplação genuína, desde as montanhas da Escócia a lugares intimidadores, como o templo de ossos criado por um dos sobreviventes na ilha dos infectados. Um local que, a princípio, é nojento e perturbador, mas que, com o desenrolar da trama e o aprofundamento da mensagem, revela-se como um espaço de aprendizado e esperança. É nessa sensibilidade escondida em um universo tão violento que encontramos o coração da história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Garland desenvolve bons personagens, resultados claros de um mundo pós-apocalíptico e de uma sociedade preparada para o pior, mesmo após terem encontrado conforto em suas vidas na ilha. Spike é um retrato vivo do afeto camuflado dentro da narrativa, um personagem cuja criação se deu a partir de uma masculinidade opressora que o pressiona a se tornar homem por meio da violência. No entanto, ele não aceita que, para amadurecer, precise se submeter a tamanha escuridão. É a partir desse confronto interno que Spike se conecta com a fotografia de Dod Mantle, pois, assim como ela, encontra forças em sua sensibilidade, provando a si mesmo que o amadurecimento também pode vir da compaixão. O roteirista ainda foi capaz de encaixar temas como a </span><a href="https://viventeandante.com/critica-exterminioa-evolucao-tem-memento-mori/"><span style="font-weight: 400;">inevitabilidade da morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, cravada em fortes mantras estoicistas, e críticas às forças militares corrompidas pelo poder.</span></p>
<figure id="attachment_35425" aria-describedby="caption-attachment-35425" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35425" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-800x303.jpg" alt="Cena do filme Extermínio: A EvoluçãoNa imagem, vemos um campo aberto com uma enorme árvore ao centro, posicionada ao fundo. Ao redor dela, várias silhuetas de infectados aparecem ao longe, correndo em direção à câmera. O céu azul claro ocupa grande parte da composição, reforçando o contraste entre a serenidade do ambiente e a ameaça iminente." width="800" height="303" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-800x303.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-1024x388.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3-768x291.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image4-3.jpg 1167w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35425" class="wp-caption-text">Em uma entrevista à Empire, Jodie Comer revelou o terror que sentiu ao gravar as cenas de fuga no set, segundo ela, os intérpretes dos infectados não aliviaram na velocidade (Foto: Sony)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: A Evolução</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo retorno para a franquia e um resgate necessário dos zumbis nas telonas. Alex Garland assinou o roteiro para uma trilogia de filmes; a sequência, </span><i><span style="font-weight: 400;">28 Years Later: The Bone Temple</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Extermínio: O Templo de Ossos</span></i><span style="font-weight: 400;">, está prevista para o primeiro semestre de 2026, com direção de Nia DaCosta (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-de-candyman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda de Candyman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – 2021). Um terceiro capítulo, com o retorno de Danny Boyle, será lançado caso os dois primeiros sejam bem recebidos. Se as continuações seguirem o caminho de uma narrativa rica em temas humanitários e ousadia técnica, como neste primeiro, já se pode considerar a trilogia um dos maiores acertos do cinema de horror.</span></p>
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		<title>Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jun 2025 20:39:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esther Chahin Às ruínas de uma vila de beleza tocante no coração da Itália, o corpo de Eve se estilhaça no chão. Os planos de Villanelle (ou Oksana) de iniciar sua nova vida pacata ao lado da mulher que ama &#8211; se é que esse é o sentimento &#8211; se desfalecem. Por consequência, o olhar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/killing-eve-terceira-temporada-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Após cinco anos desde a estreia, a terceira temporada de Killing Eve ainda ressoa na memória"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35265" aria-describedby="caption-attachment-35265" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35265 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-800x400.jpg" alt="Cena de Killing Eve. Na imagem, duas moças jovens estão sentadas lado a lado em um salão de paredes vermelhas. À esquerda, está a personagem Villanelle, uma mulher branca que usa um terno com estampa rosa e azul. Com cabelos loiros, ela não usa acessórios e olha serenamente para o horizonte. À direita, está Eve Polastri, mulher de ascendência sul-coreana e cabelos escuros cacheados, que veste uma blusa preta de gola alta e mangas cumpridas. A personagem também olha para o horizonte, mas com feição preocupada.]" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image3-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35265" class="wp-caption-text">As respectivas performances em Killing Eve renderam um Emmy para Jodie Comer (Villanelle) e um Globo de Ouro para Sandra Oh (Eve Polastri) (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><b>Esther Chahin</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às ruínas de uma </span><a href="https://www.contiki.com/six-two/article/killing-eve-filming-locations/"><span style="font-weight: 400;">vila</span></a><span style="font-weight: 400;"> de beleza tocante no coração da Itália, o corpo de Eve se estilhaça no chão. Os planos de Villanelle (ou Oksana) de iniciar sua nova vida pacata ao lado da mulher que ama &#8211; se é que esse é o sentimento &#8211; se desfalecem. Por consequência, o olhar da assassina russa muda e, com isso, Polastri deixa de ser intocável. Esse é o terreno que a irreverente </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, principal </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> da segunda temporada de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deixa para Suzanne Heathcote, quem a sucede no cargo. Em 2020, </span><a href="https://personaunesp.com.br/free-guy-assumindo-o-controle-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jodie Comer</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Sandra Oh se juntaram à Fiona Shaw (Carolyn Martens) e Kim Bodnia (Konstantin Vasiliev) e voltaram ao elenco da produção em uma nova leva de episódios que comemora o seu quinto aniversário em 2025.</span><span id="more-35267"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após dois anos pensados por verdadeiros </span><a href="https://variety.com/2018/tv/features/phoebe-waller-bridge-sandra-oh-killing-eve-1202742904/"><span style="font-weight: 400;">expoentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> do entretenimento britânico, as expectativas para o retorno da produção estavam altas. Aqui, o principal desafio dos roteiristas da obra é explicar a imensa quantidade de mistérios herdados que surgiam exageradamente na trama, bem como desenvolver relações as quais, naquele momento, pareciam destroçadas. Villanelle havia atirado em sua assim chamada “ex-namorada”, enquanto as decisões de Carolyn e Konstantin romperam com a confiança que nutriam junto à Eve e à </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;"> apaixonada por </span><a href="https://www.elle.com/uk/fashion/celebrity-style/g32156498/villanelle-best-outfits-killing-eve/"><span style="font-weight: 400;">moda</span></a><span style="font-weight: 400;">. Daí, surge a questão: </span><i><span style="font-weight: 400;">“como suceder uma narrativa cujos pilares já não estavam mais ali?” </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pois bem, o desafio foi aceito. No episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Devagar Se Vai Longe,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que inaugura a temporada, os quatro protagonistas tentam seguir com suas vidas das formas mais inesperadas o possível, indo desde um casamento sáfico em uma província da Espanha, até </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-london-68267181"><span style="font-weight: 400;">New Malden</span></a><span style="font-weight: 400;">, centro cultural coreano em Londres. Porém, assim como a última operação do </span><a href="https://metro.co.uk/2019/04/15/killing-eve-reflects-time-mi5-rest-made-laugh-9152735/"><span style="font-weight: 400;">MI6</span></a><span style="font-weight: 400;">, tais tentativas nem se aproximaram do êxito. Agora, um grupo de personalidades estreantes no enredo renovam a atmosfera da produção enquanto a grande pergunta da vez tenta ser respondida: </span><i><span style="font-weight: 400;">“quem matou Kenny</span></i><span style="font-weight: 400;">?</span><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O novo enigma é o suficiente para reunir o quarteto novamente, embora a reunião fosse pouco provável. </span></p>
<figure id="attachment_35266" aria-describedby="caption-attachment-35266" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35266" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-800x533.jpg" alt="Cena de Killing Eve. Uma moça branca de cabelos loiros e uma senhora branca sentam em um sofá roxo. Atrás delas, há paredes com estampa florida e janelas. A senhora, com olhar desolado, encara o chão enquanto segura uma garrafa de vinho. Com cabelos grisalhos e presos em um coque, ela veste uma blusa com a imagem de uma onça desenhada e um cinto sobre ela. A calça é nude e possui pequenos pontos dourados. A moça loira conversa com a senhora, enquanto segura uma xícara de chá apoiada em um pires. Ela veste um pijama amarelo-limão com flores brancas estampadas. O dia aparenta estar ensolarado.]" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image4-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35266" class="wp-caption-text">Harriet Walters, que dá vida à Dasha Duzran em Killing Eve, possui grandes obras em seu currículo, como Succession e Ted Lasso (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O surgimento de uma nova incógnita, entretanto, não parece o caminho certo a ser seguido na nova leva de episódios de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que o público, realmente, anseie para descobrir quem o matou, a quantidade de mistérios iniciados, mas insatisfatoriamente resolvidos, coloca em cheque o quão apropriado é iniciar mais um deles. Se no primeiro ano, a grande investigação que movia Eve Polastri girava em torno dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Twelve</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Doze, em português), agora a </span><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/killing-eve-4-curiosidades-sobre-serie-sonho-de-sandra-oh-sotaque-irlandes-e-mais-lista/"><span style="font-weight: 400;">eterna Cristina</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> se embaralha em múltiplas dúvidas sem que nenhuma delas seja respondida. Assim, a produção caiu na armadilha para reter a atenção do público, mas, quando se deu conta, transformou a narrativa em uma amálgama de problemas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, se engana quem pensa que a grande aposta de Heathcote para terceira temporada de foi, apenas, o assassinato de Kenny. A </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/afinal-o-que-e-um-showrunner"><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da vez inovou na abordagem adotada pela série até então ao humanizar os personagens principais. Nos anos anteriores, a única preocupação dos quatro protagonistas aparentava ser o bom desempenho frente aos Doze – seja obedecendo-lhes ou os investigando. Dessa vez, os serviços prestados por Villanelle passam a atormentá-la, Eve deixa de negar seus sentimentos para com a </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">, Konstantin teme pela própria vida e, surpreendentemente, Carolyn se vê acuada em ambas esferas, pessoal e profissional. </span></p>
<figure id="attachment_35264" aria-describedby="caption-attachment-35264" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35264" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-800x533.jpg" alt=" Cena de Killing Eve. Na imagem, está Carolyn Martens, personagem da série. Ela é uma mulher de meia-idade, branca, de cabelos curtos e avermelhados. Carolyn, com feição brava, aponta uma arma, enquanto veste um casaco verde-escuro e uma echarpe com fundo vermelho. Atrás dela, vemos uma parede branca com algumas marcas amareladas, as dobradiças de um suposto armário, um quadro e uma grande janela. É noite." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image2-2.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35264" class="wp-caption-text">Fiona Shaw, que interpreta Carolyn Martens, gostaria que a personagem tivesse sotaque irlandês, como a atriz. A produção recusou a sugestão (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a humanização dos personagens seja inédita na trama, desde o começo a audiência já mostrava-se envolvida com eles – em especial, com a personagem interpretada por Jodie Comer. É indiscutível que um pouco de carisma, senso de humor e estilo foram o suficiente para transformar uma assassina em série com traços de psicopatia em uma grande queridinha do público. Tal favoritismo da protagonista fez com que um enorme parênteses fosse aberto dentro da terceira temporada para explorar suas </span><a href="https://collider.com/killing-eve-are-you-from-pinner-episode/"><span style="font-weight: 400;">origens</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda que a deixa parecesse, inicialmente, desnecessária e desconexa, Heathcote obteve êxito encaixando-a na narrativa e, de bônus, prestou um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">Fan Service </span></i><span style="font-weight: 400;">(serviço para os fãs, em tradução literal). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, quando se fala no agrado aos fãs de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://valkirias.com.br/killing-eve-loving-eve/"><span style="font-weight: 400;">romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> implícito, mas latente, entre Eve e Villanelle não pode ser esquecido. No terceiro ano, a temática é perfeitamente explorada dentro da narrativa. A atração recíproca entre as personagens aparece nos momentos certos para que não se torne o centro da trama, mas, ainda assim, instigue os que torcem pelo casal atípico. O clímax de tal relação ocorre logo nos primeiros episódios, quando, após um embate físico, elas se beijam pela primeira vez na série. O inesperado, e que pode desagradar parte da audiência, é que a cena pouco altera a dinâmica da dupla: Oksana volta à Barcelona e o momento só é lembrado quando Polastri é presenteada com um bolo que referencia a ocasião – o qual arremessa pela janela. </span></p>
<figure id="attachment_35263" aria-describedby="caption-attachment-35263" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35263" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-800x450.jpg" alt="Cena de Killing Eve. Ambas personagens, Villanelle e Eve Polastri, estão dentro de um ônibus. Villanelle, mulher branca de cabelos loiros presos em um coque, veste um blazer cinza e uma camiseta branca. Ela está em cima de Eve, enquanto a segura pelo colarinho. Eve é uma mulher com ascendência sul-coreana e cabelos escuros cacheados. Ela veste um casaco cinza claro de tecido leve e está embaixo de Villanelle. Eve aparenta assustada e Villanelle a olha com ira. Os rostos de ambas estão muito próximos." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/05/image1-3.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35263" class="wp-caption-text">Killing Eve é inspirada na série de livros Codinome Villanelle, do autor Luke Jennings, embora os roteiristas tenham mudado grande parte da trama para a interpretação na TV (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Presente ora nos enigmas pouco respondidos, ora na paixão secreta que as protagonistas nutrem mutuamente, o implícito é o grande cerne do enredo da série. A audiência consome a produção na expectativa de que o escondido seja, finalmente, escancarado. Por sua vez, o roteiro constantemente avança em direção a satisfazer tal desejo, mas recua pouco antes. No episódio que encerra a temporada, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Você Conduz ou Eu?</span></i><span style="font-weight: 400;">, a tentativa frustrada de Konstantin de fugir da Europa promete revelar mais informações sobre os </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/killing-eve-veja-inspiracao-real-para-a-criminosa-da-serie.phtml"><span style="font-weight: 400;">Doze</span></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Eve e Villanelle, pela primeira vez juntas e sem negar os próprios sentimentos, apontam para a tão esperada união entre ambas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, na iminência de atender as vontades do público de uma vez por todas, Heathcote desiste completamente. É assassinada a então maior fonte de informações sobre a organização criminosa que permeou todo o enredo e, para decepção da audiência, a dupla principal segue (literalmente) caminhos opostos em uma cena comovente que encerra a temporada. Dessa forma, a obra</span> <span style="font-weight: 400;">se coloca em um local arriscado: até que ponto os que a consomem estarão dispostos a sofrer tantas rupturas de expectativa? O risco assumido pelo roteiro junto ao seu desenvolvimento pouco produtivo fadou a série ao </span><a href="https://telamania.com.br/killing-eve-entenda-por-qual-motivo-a-serie-foi-cancelada/"><span style="font-weight: 400;">cancelamento </span></a><span style="font-weight: 400;">logo após a quarta temporada, mas o fato não reduz seu brilhantismo. A produção reuniu personagens carismáticos, mesclando humor, suspense e amor lésbico. Com toda certeza, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa saudades, e um sotaque russo na cabeça também. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Killing Eve: Series 3 Trailer - BBC" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vh1icDxH5R0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Free Guy: Assumindo o Controle inicia a revolução dos personagens secundários</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2022 14:35:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Gabrielli Natividade da Silva  Lançado em 2021 não somente nos cinemas, mas também na plataforma de streaming Star+, Free Guy: Assumindo o Controle chega e se mostra ser mais do que apenas um filme de videogame. Escrito por Matt Lieberman e Zak Penn, e dirigido e produzido por ninguém menos que Shawn Levy – responsável &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/free-guy-assumindo-o-controle-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Free Guy: Assumindo o Controle inicia a revolução dos personagens secundários"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26812" aria-describedby="caption-attachment-26812" style="width: 2010px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26812" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2.png" alt="cena do filme Free Guy: Assumindo o Controle. Focalizado no centro e ocupando quase toda a imagem está Guy, um homem branco com cabelos e olhos castanhos; está deitado no chão de frente para a câmera, só é possível ver seu rosto (numa expressão melancólica), seus ombros e seus braços – sobrepostos embaixo de seu queixo, apoiando-o. Guy veste uma camisa social azul e um relógio preto no pulso esquerdo. Em desfoque, é possível ver duas janelas e uma luminária atrás de si, e muitos cacos de vidro ao seu redor." width="2010" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2.png 2010w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2-800x478.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2-1024x611.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2-768x459.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2-1536x917.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-1-2-1200x716.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26812" class="wp-caption-text">Depois de viver o mesmo dia por tanto tempo, Guy decide abraçar a imprevisibilidade do seu mundo e ainda ser indicado ao Oscar 2022 (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2021 não somente nos cinemas, mas também na plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/agenda-cultural/noticia/2022/01/free-guy-assumindo-o-controle-no-streaming-e-mais-destaques-desta-quarta-ckyukoqpj000w01882sdy9i53.html#:~:text=A%20sess%C3%A3o%20de%20cinema%20desta,Ryan%20Reynolds%2C%20de%20Deadpool)."><i><span style="font-weight: 400;">Star+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy: Assumindo o Controle</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega e se mostra ser mais do que apenas um filme de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">. Escrito por Matt Lieberman e Zak Penn, e dirigido e produzido por ninguém menos que Shawn Levy – responsável por um dos maiores sucessos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, o longa possui um roteiro interessante, um ritmo envolvente, um balanço perfeito entre comédia e ação, e, claro, efeitos visuais impressionantes que fazem qualquer um ter vontade de jogar o famoso </span><i><span style="font-weight: 400;">Free City</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span id="more-26811"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, é impossível jogar o </span><i><span style="font-weight: 400;">game </span></i><span style="font-weight: 400;">apresentado no filme, uma vez que </span><i><span style="font-weight: 400;">Free City</span></i><span style="font-weight: 400;"> não existe, mas todos que se apaixonaram ainda podem desbravar os outros jogos que serviram de inspiração para a produção. Shawn Levy citou entre essas </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/free-guy-diretor-revela-jogos-e-como-conseguiu-dinheiro-para-o-filme-confira/"><span style="font-weight: 400;">grandes influências</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Grand Theft Auto</span></i><span style="font-weight: 400;"> (também conhecido como </span><i><span style="font-weight: 400;">GTA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e provavelmente a referência mais óbvia pela adrenalina e pelo caos constante vistos nos dois produtos), </span><i><span style="font-weight: 400;">Fortnite</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que também tem uma dinâmica e outros elementos similares aos do filme) e </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/uncharted-filme-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Uncharted</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (que conta com o mesmo espírito de aventura visto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<figure id="attachment_26813" aria-describedby="caption-attachment-26813" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26813" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-8.jpg" alt="cena do filme Free Guy: Assumindo o Controle. Focalizados no centro da imagem estão Guy e Molotov Girl, de costas uma para a outra e com os rostos virados de perfil, ambos têm as bocas semi abertas e usam óculos. Guy é um homem branco com cabelos e olhos castanhos; veste uma camiseta azul com mangas dobradas até os cotovelos, com uma pequena gola com botões, uma calça jeans bege e um relógio preto no pulso esquerdo. Molotov Girl é uma mulher branca, com cabelos castanhos curtos, com uma franja lateral, e olhos verdes; veste uma camisa social branca, com uma calça skinny preta, suspensórios e luvas meio dedo pretas. Ao fundo, em desfoque, é possível ver degraus cobertos com um tapete vermelho e uma parede formada por grandes quadrados brilhando com uma luz amarelada. " width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-8.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-8-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-8-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-8-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-2-8-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26813" class="wp-caption-text">No bom e velho clichê de opostos que se completam, a garota acostumada com o ritmo violento do jogo e o cara super legal formaram a equipe ideal (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando sobre a história em si, </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/08/19/free-guy-marca-tendencia-de-herois-otimistas-em-um-mundo-cinico-e-duro-diz-ryan-reynolds.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Ryan Reynolds</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá vida ao protagonista chamado Guy, um homem comum que trabalha como caixa no banco da cidade sem ter a mínima noção de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">NPC</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Non-Playable Character</span></i><span style="font-weight: 400;">, em outras palavras, um personagem secundário no jogo). Ele e os demais moradores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Free City</span></i><span style="font-weight: 400;"> vivem uma rotina monótona, todos os dias repetindo as mesmas ações e sendo vítimas da violência dos visitantes de óculos escuros (os jogadores do </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">). Guy só consegue se desprender dessa mesmice e conhecer a verdade por trás de sua existência ao conhecer a garota que sempre idealizou para si, Molotov Girl (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/free-guy-jodie-comer-sequencia"><span style="font-weight: 400;">Jodie Comer</span></a><span style="font-weight: 400;">), a jogadora imparável atrás de seu objetivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Ryan e Jodie, </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha mais peso ainda com outras estrelas em seu elenco. O programador </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd </span></i><span style="font-weight: 400;">que encantou corações, Keys, foi interpretado por Joe Keery, o </span><i><span style="font-weight: 400;">bad boy</span></i><span style="font-weight: 400;"> queridinho de </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Stranger Things</span></i></a><span style="font-weight: 400;">; e Utkarsh Ambudkar – que já tinha experienciado o perfil </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Escolha Perfeita</span></i><span style="font-weight: 400;"> – viveu seu amigo, Mouser. Buddy, melhor amigo de Guy, foi trazido à vida pelo comediante Lil Rel Howery (que tem a capacidade de fazer o espectador rir até em filmes de alta tensão, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/bird-box-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bird Box</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">); </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O antagonismo do longa ficou por conta de Antwan, vivido por Taika Waititi, que deu um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de atuação na grande produção que lhe rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/filmes/jojo-rabbit/"><i><span style="font-weight: 400;">Jojo Rabbit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ademais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> contou com muitas participações especiais que foram muito divertidas de assistir e identificar, alguns atores convidados foram Chris Evans, Channing Tatum e Matty Cardarople, e os </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/08/os-gamers-famosos-que-estao-em-free-guy-assumindo-o-controle"><i><span style="font-weight: 400;">streamers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (responsáveis por trazer mais veracidade e credibilidade para a ideia de um jogo que se tornou um fenômeno no mundo) que tiveram aparições foram Jacksepticeye, Ninja, Pokimane, DanTDM e LazarBeam.  </span></p>
<figure id="attachment_26814" aria-describedby="caption-attachment-26814" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26814" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-3-11.jpg" alt="cena do filme Free Guy: Assumindo o Controle. Focalizados no centro da imagem estão Millie e Keys. Millie é uma mulher branca e loira, com olhos verdes; veste uma calça jeans e um suéter grande, com uma gola alta e mangas que cobrem metade de suas mãos, listrado nas cores vermelho, amarelo, branco, cinza e roxo; tem seu cabelo preso em um coque, com metade da franja caindo em seu rosto, e a outra metade preta atrás de sua orelha direita; está de perfil para a câmera e de frente para Keys, com as duas mãos segurando sua cadeira. Keys é um homem branco com cabelos e olhos castanhos; veste uma calça jeans preta, óculos, uma camisa preta com uma estampa branca no centro e uma camisa social preta, de mangas curtas, aberta por cima; ele está sentado em uma cadeira próximo a uma mesa, está de frente para câmera e de perfil para Millie, com seu rosto virado para ele; sua mão direita está indicando algo no computador que está em cima da mesa e de costas para a câmera. Ao fundo, desfocados, é possível ver elementos de uma casa simples, como duas prateleiras brancas pequenas no canto superior esquerdo, com uma luminária acesa abaixo e uma janela retangular no canto direito, com um pouco de luz solar atravessando-a." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-3-11.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-3-11-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-3-11-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-3-11-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26814" class="wp-caption-text">Se você passou o filme shippando Guy e Molotov Girl, tente assistir novamente para não perder o desenvolvimento sutil de um romance adorável (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi o pioneiro em questão de retratar o mundo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/wi-fi-ralph-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Detona Ralph</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">já em 2012, se tornou um sucesso ao traçar aventuras dentro de diferentes fliperamas; e, três anos depois, Adam Sandler vestiu um uniforme e combateu personagens de jogos famosos que invadiram a Terra, no filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/pixels-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pixels</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contudo, o pulo do gato está no fato de que, apesar de ser um filme surreal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra uma produção mais &#8220;pé no chão&#8221; do que as outras citadas, pois há realmente uma explicação científica e plausível que descreve o comportamento do universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Free City</span></i><span style="font-weight: 400;">. Millie apenas entrou no </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;"> como Molotov Girl para conseguir provas de que os códigos que criou com seu melhor amigo, Keys, foram roubados por Antwan. Ao longo da produção muitas informações são dadas a respeito desses códigos e como eles afetam Guy e os outros </span><i><span style="font-weight: 400;">NPCs</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma trajetória realmente interessante e original.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Shawn Levy também teve muito destaque na sua estética, o balanço perfeito entre elementos do mundo real e os do mundo criado, além do </span><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">incrível e idêntico ao de um </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de verdade. O diretor explicou um pouco sobre como criar esse </span><a href="https://vejario.abril.com.br/programe-se/curiosidades-free-guy/#:~:text=Free%20Guy%20foi%20gravado%20na,videogame%20criado%20para%20o%20filme."><span style="font-weight: 400;">contraste de realidades</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;Filmamos o mundo real usando uma paleta de cores frias, cheia de azul, cinza e preto [&#8230;]. Já nos momentos em que os personagens estão inseridos no jogo usamos cores mais quentes, com composições mais limpas e simétricas [&#8230;]&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">. Também é importante ressaltar como </span><i><span style="font-weight: 400;">Free City</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fiel ao conceito livre de regras, todos os conceitos de física são ignorados, como um verdadeiro sonho lúdico e maravilhoso. Pode-se dizer que todo esse trabalho rendeu um bom resultado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy: Assumindo o Controle</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022 de Melhores Efeitos Visuais, ao lado de outros grandes sucessos, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os responsáveis nomeados foram Swen Gillberg, Bryan Grill, Nikos Kalaitzidis e Daniel Sudick. </span></p>
<figure id="attachment_26815" aria-describedby="caption-attachment-26815" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26815" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-9.jpg" alt="cena do filme Free Guy: Assumindo o Controle. Focalizados no centro da imagem estão Guy e Buddy lado a lado, de frente para a câmera, ambos sorrindo, olhando para o lado esquerdo da imagem e segurando copos de café – na cor laranja, com tampa preta, Guy o segura com as duas mãos e Buddy, apenas com a direita. Guy é um homem branco com cabelos e olhos castanhos; veste uma calça social bege e uma camisa social azul, com uma jaqueta, de zíper fechado, e gravata na mesma cor (a última com detalhes em amarelo e num azul mais escuro). Buddy é um homem negro, com barba e bigode castanhos, não é possível ver seu cabelo; veste um uniforme completo de policial. Ao fundo, em desfoque, é possível ver uma rua com faixa de pedestre, um homem e uma mulher com roupas sociais, partes de estabelecimento, anúncios e um carrinho (prateado, com um guarda-sol listrado em branco e azul) pequeno de comida de rua. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-9.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-9-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-9-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-9-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/imagem-4-9-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26815" class="wp-caption-text">No meio de tanto caos, Guy e Buddy dão o exemplo de como cultivar uma amizade linda e saudável (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse longa, Guy se tornou um exemplo de desenvolvimento de personagem, desenvolveu seu próprio propósito, manteve consigo o que lhe fazia bem, passou por novas experiências e deu adeus àquilo que ele sabia não ser necessário para sua existência, além disso, induziu seus parceiros </span><i><span style="font-weight: 400;">NPCs</span></i><span style="font-weight: 400;"> a fazerem o mesmo. Como dito antes, </span><a href="https://www.sbt.com.br/variedades/sbt-games/fiquepordentro/176063-free-guy-assumindo-o-controle-e-muito-mais-do-que-um-mundo-de-games"><i><span style="font-weight: 400;">Free Guy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é mais do que apenas um filme de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;">: é uma mensagem a todos os espectadores para que se libertem de suas amarras e de suas rotinas monótonas, se aceitem como donos de suas próprias vidas. É visto, acima de tudo, um grande peso de positividade, esperança e conforto, e essa é, com certeza, uma das razões para ter sido </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/filmes-na-tv/free-guy-filme-de-ryan-reynolds-supera-pandemia-e-bate-marca-importante-65941"><span style="font-weight: 400;">abraçado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu lançamento. </span></p>
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		<title>Killing Eve: a obsessão tem nome, rosto e voz na segunda temporada</title>
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		<pubDate>Fri, 31 May 2019 20:49:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda Após uma estreia surpreendente em 2018, a série da BBC America, co-produzida pela AMC e exibida no Brasil pelo Globoplay retorna para mais uma temporada sangrenta, maníaca, chic e deliciosamente obsessiva. Você sabe desovar um corpo? Ao final do oitavo episódio de sua primeira temporada, Killing Eve havia feito algo surpreendente: &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Killing Eve: a obsessão tem nome, rosto e voz na segunda temporada"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12140" aria-describedby="caption-attachment-12140" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-2.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-1-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12140" class="wp-caption-text">(Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Oliveira F. Arruda</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma estreia surpreendente em 2018, a série da <em>BBC America</em>, co-produzida pela <em>AMC</em> e exibida no Brasil pelo <em>Globoplay</em> retorna para mais uma temporada sangrenta, maníaca, </span><i><span style="font-weight: 400;">chic</span></i><span style="font-weight: 400;"> e deliciosamente obsessiva.</span></p>
<p><span id="more-12139"></span></p>
<p><b>Você sabe desovar um corpo?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do oitavo episódio de sua primeira temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> havia feito algo surpreendente: a série, comandada pela atriz e roteirista britânica Phoebe Waller-Bridge (</span><i><span style="font-weight: 400;">Fleabag</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadchurch</span></i><span style="font-weight: 400;">), havia aumentado sua audiência consecutivamente, episódio a episódio, culminando em um final de temporada assistido por 86% pessoas a mais do que sua <em>premiere</em>, algo que não havia sido feito por mais de uma década.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, baseada nos romances de espionagem do britânico Luke Jennings, narra a caçada da funcionária do MI5 Eve Polastri (Sandra Oh) pela assassina internacional conhecida apenas como Villanelle (Jodie Comer) e como a obsessão de uma pela outra nasce e cresce ao longo de seu prolongado jogo de gato e rato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então a série foi indicada ao <em>Emmy</em> pela performance de Sandra Oh e pelo roteiro de Waller-Bridge, ganhando um Globo de Ouro e 3 prêmios <em>BAFTA</em> por Melhor Série Dramática, Melhor Atriz (Jodie Comer) e Melhor Atriz Coadjuvante (Fiona Shaw).</span></p>
<figure id="attachment_12141" aria-describedby="caption-attachment-12141" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-2.jpg" alt="" width="1920" height="1405" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-2-300x220.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-2-768x562.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-2-1024x749.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-2-2-1200x878.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12141" class="wp-caption-text">Da direita para a esquerda: Phoebe Waller-Bridge, Sandra Oh e Jodie Comer, no tapete vermelho do Globo de Ouro 2019. (Foto: Mike Blake/Reuters)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua segunda temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve </span></i><span style="font-weight: 400;">alcança outro feito impressionante: ela consegue dobrar a dosagem do que havia dado certo na temporada anterior ao mesmo tempo em que explora destemidamente novas direções, com um dos roteiros mais ousados e bem acabados da televisão moderna.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a intro de seu álbum, tensionando os instrumentos e arrumando o palco para o grande solo entre suas duas protagonistas, a segunda é quando o resto da banda começa a tocar e você percebe que as coisas não vão ser mais as mesmas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fácil fazer analogias musicais quando se fala em </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que a série possui um excelente senso de ritmo aliado à narrativa; a trilha sonora, parte tirada do primeiro álbum da banda Unloved, </span><i><span style="font-weight: 400;">Guilty of Love</span></i><span style="font-weight: 400;">, parte criada especialmente para a série, é feita e editada para ressoar perfeitamente com as personagens de Oh e Comer, ao ponto de que o conflito entre as duas em cena é indistinguível do som enervante de Unloved.</span></p>
<figure id="attachment_12142" aria-describedby="caption-attachment-12142" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12142" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-2.jpg" alt="" width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-2.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-2-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-2-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-3-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12142" class="wp-caption-text">(Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja durante a emblemática </span><i><span style="font-weight: 400;">Xpectations</span></i><span style="font-weight: 400;">, que toca durante os créditos de cada episódio, seja em </span><i><span style="font-weight: 400;">When a Woman is Around</span></i><span style="font-weight: 400;">, que serve de </span><i><span style="font-weight: 400;">background</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o primeiro assassinato de Villanelle que presenciamos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> usa cada oportunidade que tem para estabelecer sua música como um <em>motif</em> narrativo, nos lembrando quem são essas personagens e qual o conflito que elas travam.</span></p>
<p><b>Momentos de desespero</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior triunfo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> talvez seja sua recusa em assumir um padrão ou cunhar uma fórmula: apesar do sucesso crítico e popular, Waller-Bridge deixou o papel de </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner</span></i><span style="font-weight: 400;"> da segunda temporada para Emerald Fennell, uma amiga próxima e conhecida por seu papel na série britânica </span><i><span style="font-weight: 400;">Call the Midwife </span></i><span style="font-weight: 400;">(2013-2017).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fennell traz seu próprio charme a série, jogando as personagens em uma espiral de ações e consequências que às vezes parece não ter fim.</span></p>
<blockquote><p><i><span style="font-weight: 400;">“Não podemos trapacear e pular um ano para que todo mundo volte a ser sexy e ótimo novamente. Se você é esfaqueada, mesmo se você for a Villanelle, você precisa achar uma maneira de escapar. Eu quero saber como você se limpa, como é ser uma mulher vulnerável, uma mulher que até aquele ponto nunca deixou que nada ficasse em seu caminho.” &#8211; Emerald Fennell para o </span></i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.hollywoodreporter.com/live-feed/killing-eve-season-2-preview-1195314">The Hollywood Reporter</a></span><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p></blockquote>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Killing Eve - Season 2 Teaser Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/RBFBB7iwTLk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo diretamente o final da primeira temporada, nos encontramos com uma Eve emocionalmente fragilizada e perturbada por seu último encontro com Villanelle. As primeiras cenas dela vagando por Paris, falando ao telefone com sua chefe, Carolyn (Fiona Shaw), e comprando um saco de doces que come mecanicamente fazem um ótimo trabalho em estabelecer o estado mental da personagem e nos dar um gostinho do arco pelo qual ela irá passar ao longo dos próximos 8 episódios. Fica difícil dizer qual possibilidade assusta mais Eve: a de Villanelle ter sobrevivido ou a de Eve ter realmente matado ela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Villanelle, em contrapartida, está sã e… bem, ainda não salva, pelo menos por enquanto. Ela rasteja pelas vielas da Cidade Luz tomando estratégias cada vez mais arriscadas para se manter viva enquanto tenta bolar um plano para se aproximar de Eve. Diferente do que alguém possa ter esperado ao testemunhar o seu esfaqueamento ao final da temporada anterior, a obsessão dela por sua nêmesis parece ter só aumentado com a facada em seu abdômen.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O respeito e admiração que uma tem pela outra são essenciais na representação da relação opositiva delas ao longo tempo, tanto nos momentos em que as duas estão na mesma sala quanto naqueles em que estão a milhares de quilômetros de distância, e tanto Oh como Comer trazem o seu melhor para a tela, vendendo a intimidade e a peculiaridade dessa relação instantaneamente.</span></p>
<figure id="attachment_12143" aria-describedby="caption-attachment-12143" style="width: 1612px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-1.jpg" alt="" width="1612" height="907" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-1.jpg 1612w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-4-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12143" class="wp-caption-text">“Minha mãe sempre me disse:/ ‘Não fale com estranhos.’/ Mas e se eu não puder falar com mais ninguém?” Unloved, After Dinner  (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da série seguir por uma nova direção e tomar novos ares, não há nenhuma dúvida de que continua sendo a mesma série que nos cativou no ano passado: todo o garbo e a elegância de suas protagonistas que se traduz no figurino, no jogo de câmeras e na fotografia espetacular da série não procuram competir com a sua carga humorística, já que </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde a oportunidade de rir de si mesma e, mais do que isso, convida o espectador para rir junto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse jeito, a série te mantém atento em praticamente toda as cenas, te fazendo se agarrar a cada palavra dita e a cada expressão feita, fazendo com que um episódio de 45 minutos passe com a velocidade de um de 20. Não é só um espetáculo de </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também um exemplo de como se estruturar habilmente uma narrativa dentro de um único episódio e ao longo de uma temporada inteira.</span></p>
<p><b>Você é minha</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações continuam ser de um nível singularmente acima de qualquer outra coisa na televisão. O jogo entre Eve e Villanelle permanece em sua melhor forma nas atuações belíssimas de Oh e Comer, mas também se revelam por meio de personagens secundários inéditos, como os novos parceiros de Eve na caçada por Villanelle, Jess (Nina Sosanya) e Hugo (Edward Bluemel), que revelam novos aspectos da crescente obsessão entre as duas e meios pelos quais Villanelle irá tentar manipular Eve.</span></p>
<figure id="attachment_12144" aria-describedby="caption-attachment-12144" style="width: 1120px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-12144" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-5-1.jpg" alt="" width="1120" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-5-1.jpg 1120w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-5-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-5-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-5-1-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12144" class="wp-caption-text">Sandra Oh e Nina Sosanya (Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto isso, Fiona Shaw e Kim Bodnia (ambos indicados ao <em>BAFTA</em> pela série) continuam dando um show à parte no papel de mentores das protagonistas; a elegante, impetuosa e duvidosa agente Carolyn Martens e o antigo contratante de Villanelle, Konstantin. Não é um trabalho fácil ter que partilhar a cena com tantas performances de peso, mas tanto Shaw como Bodnia se provam mais do que a altura da tarefa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo isso encaminha a temporada para um desfecho explosivo que subverte as expectativas ao mesmo tempo que entrega momentos ansiosamente aguardados pelos espectadores. Ver </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;"> até agora foi, citando </span><a href="https://twitter.com/StephenKing/status/1000911120671170560"><span style="font-weight: 400;">Stephen King</span></a><span style="font-weight: 400;">, “<em>o raro prazer de ver um elenco e uma produção que fazem tudo &#8211; cada coisinha &#8211; absolutamente certo</em>”. É uma sinfonia de sangue, humor e paixão que te deixa hipnotizado até que a última nota desapareça no ar.</span></p>
<figure id="attachment_12145" aria-describedby="caption-attachment-12145" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12145 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-6.jpg" alt="" width="1500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-6.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-6-300x100.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-6-768x256.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-6-1024x341.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Imagem-6-1200x400.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12145" class="wp-caption-text">(Foto: BBC America)</figcaption></figure>
<p><b><i>Sorry Baby x</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você pode ter notado a quantidade de vezes que eu usei a palavra “obsessão” até agora. Em circunstâncias normais, eu me desculparia pela minha falta de imaginação, mas realmente não há melhor jeito de se descrever a sensação de se ver </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">, semana a semana, e se deparar com uma das melhores coisas já feitas na televisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A própria série sabe que estamos obcecados com ela: foi um dos grandes pontos da campanha de <em>marketing</em> da segunda temporada; “<em>Sua obsessão retornou</em>” foi uma das principais mensagens repetidas ao longo de sua publicidade. Só posso voltar a afirmar, </span><a href="https://www.thecut.com/2018/04/cardi-b-new-album-invasion-of-privacy.html"><span style="font-weight: 400;">como Allison P. Davis colocou habilmente em um artigo para o <em>The Cut</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, “<em>nenhuma série de TV importa, exceto </em></span><em><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></em><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<blockquote><p><i>“Eu penso em você o tempo todo. Eu penso no que você está vestindo, no que você está fazendo e com quem você está fazendo. Eu penso nos amigos que você tem, eu penso no que você come antes de ir trabalhar, no shampoo que você usa, no que aconteceu com a sua família. Eu penso nos seus olhos e na sua boca e no que você s</i><i>ente quando mata alguém. Eu penso no que você comeu no café da manhã. Eu só quero saber tudo.” </i></p></blockquote>
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