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	<title>Arquivos Joan Cusack &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Toy Story 5, 6, 7, 8… até a gente cansar de brincar</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 18:40:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Davi Marcelgo “Precisava?”, é dito por algum internauta quando é anunciada a quarta ou quinta sequência de uma franquia. Parece ser difícil compreender que esse é o modus operandi de Hollywood, mesmo que os trailers antes de Toy Story 5 começar revelem a situação da cidade dos grandes estúdios: live action de Moana, o próximo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/toy-story-5-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Toy Story 5, 6, 7, 8… até a gente cansar de brincar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37355" aria-describedby="caption-attachment-37355" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37355" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-800x450.jpg" alt="Cena do filme Toy Story 5 Na imagem da animação, o personagem Woody está de costas, revelando a ausência de tinta no topo da cabeça, como se fosse uma calvície. Ele está vestindo um poncho vermelho, amarrado no pescoço, com algumas figuras em branco. Woody está apoiando seu chapéu de caubói em alguma superfície. Ele possui a aparência de um caubói, de pele clara e cabelos curtos e lisos na cor castanha.
" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/HBiX0ZSXgaG8eg.jpg 1111w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37355" class="wp-caption-text">Tom Hanks e Tim Allen retornam como as vozes originais de Woody e Buzz (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Davi Marcelgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Precisava</span></i><span style="font-weight: 400;">?”, é dito por algum internauta quando é anunciada a quarta ou quinta sequência de uma franquia. Parece ser difícil compreender que esse é o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo que os </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;"> antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> começar revelem a situação da cidade dos grandes estúdios: </span><a href="https://www.otempo.com.br/opiniao/diego-almeida/2026/6/18/moana-live-action-deve-superar-bilheteria-de-estreia-do-filme-animado"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o próximo Homem-Aranha do Tom Holland e o terceiro capítulo da saga dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Minions</span></i><span style="font-weight: 400;">. Diante disso, aceitamos amargamente a realidade em que filmes são às vezes mais mercadoria do que Arte e assim, talvez a gente consiga se divertir. Pode ser com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Era do Gelo: Mundo de Lava </span></i><span style="font-weight: 400;">ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Street Fighter</span></i><span style="font-weight: 400;">, dificilmente com a nova história dos brinquedos animados. </span><span id="more-37356"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de muitos fãs torcerem o nariz para </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> por continuar uma trama que já havia recebido seu lindo fim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/toy-story-3-10-anos-critica/"><span style="font-weight: 400;">terceiro longa</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele ainda possui o propósito de encerrar a trajetória de Woody (</span><a href="https://personaunesp.com.br/elvis-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tom Hanks</span></a><span style="font-weight: 400;">), fazer um estudo de personagem com uma bela alegoria sobre paternidade ao mesmo tempo que trazia a Betty (Annie Potts) de volta. Porém, não dá para dizer o mesmo do enredo comandado por Andrew Stanton, que deixa claro: é hora de parar. Lembra a cena em que os bonecos dão as mãos e aceitam o fim iminente? Então, dá para tirar boas lições disso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa seminal do </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;">, perdão a </span><a href="https://arkade.com.br/retroarkade-cassiopeia-primeiro-longa-animacao-historia/"><i><span style="font-weight: 400;">Cassiopéia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1996), já discutia as implicações da tecnologia sob os artigos convencionais. O xerife era o velho e Buzz Lightyear (Tim Allen) o moderno, aquele que toda criança ia amar ter na coleção. O segundo filme trata do sufocamento das séries </span><i><span style="font-weight: 400;">western </span></i><span style="font-weight: 400;">da televisão após a ida do homem ao espaço e o ‘boom’ da ficção científica. No seguinte, Lotso (Ned Beatty) faz a turma perceber que são plásticos descartáveis só esperando a hora de ir para a lixeira, o que culmina na ciência que Woody adquire ao compreender que a vida pode ser muito maior do que pertencer a uma criança e reviver o mesmo destino para sempre. </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 5</span></i><span style="font-weight: 400;"> retoma essa amálgama para repetir o que público e personagens já entenderam; um </span><i><span style="font-weight: 400;">tablet </span></i><span style="font-weight: 400;">é a ameaça da vez, ora o boneco que voa um dia já foi também. </span></p>
<figure id="attachment_37357" aria-describedby="caption-attachment-37357" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/06/hq720-1.jpg" alt="Cena do filme Toy Story 5Na imagem de animação, a personagem Jessie está cavalgando em seu cavalo de pano na cor marrom, o Bala no Alvo. Em um cenário de crepúsculo, Jessie olha para trás com ternura. Ela é um brinquedo de pano com o rosto de plástico. De cabelos vermelhos e olhos verdes, ele veste uma roupa de vaqueira. Camisa branca e jeans claro com desenho de vaca malhada na parte da frente. 
" width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-37357" class="wp-caption-text">Jessie assume o protagonismo da franquia (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É irônico como a animação é autoconsciente de sua natureza em alguns momentos, seja o Woody calvo e velho ou quando Amigo Rolinho (Conan O&#8217;Brien) diz que Jessie (Joan Cusack) é inútil. São adjetivos que representam muito bem esse capítulo. Não que esteja acontecendo aqui uma defesa por uma ideia de utilidade e propósito da Arte, mas será que devemos nos apoiar tanto nesse argumento quando falamos de uma empresa bilionária (se não mais do que isso) como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/disney-pixar-dont-say-gay-artigo/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? É reduzir o debate sobre liberdade criativa, esgotamento de ideias e a presença do público das salas de cinema em defesa de uma história nem tão boa assim e que não traz frescor algum. Não é um total desperdício e realmente tem cenas bem tocantes – como a Jessie encontrando as recordações de Emily –, afinal, ainda é </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar </span></i><span style="font-weight: 400;">e ainda é </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, se </span><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelo menos disfarça a sua existência promovida pelo capital, o roteiro de </span><a href="https://personaunesp.com.br/procurando-dory-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Stanton</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Kenna Harris apenas confirma como não tem mais o que fazer com essa franquia enquanto ela estiver presa nas temáticas que começaram em 1995 e o quão covarde é trazer Woody de volta como se não houvesse dificuldades para o reencontro. A dupla de escritores faz um segundo núcleo, protagonizado por vários Buzzs perdidos em busca do Comando Estelar para serem usados meramente como </span><a href="https://www.ia.unesp.br/#!/teatro-sem-cortinas/pratas-da-casa/glossario-teatral/d---e---f/deus-ex-machina/"><i><span style="font-weight: 400;">ex-machina</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na história. Portanto, se o próprio filme propaga a ideia de propósito com seus personagens, por que a gente, como público, também não deveria? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">tablet </span></i><span style="font-weight: 400;">e toda a discussão sobre o isolamento das crianças nesse cenário de redução das brincadeiras no mundo real… dá um tempo, às vezes soa igual um filme publicitário e a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou tarde demais na conversa. Como tudo nessa vida, essa crítica tem prazo de validade e a opinião do sujeito que escreve pode mudar conforme o tempo e as vivências intercedem na formação de uma pessoa, mas o futuro de Jessie, Woody e todos os outros bonecos depende, claro, de seu sucesso nas bilheterias – afinal, falamos de um produto –, porém preso ao presente (ou passado) não dá para ter um veredito quanto a isso. No </span><i><span style="font-weight: 400;">X </span></i><span style="font-weight: 400;">(antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">), um usuário disse que o caminho para a franquia é se entregar às histórias paralelas que esse universo oferece. A solução apenas reproduz o comportamento atual: </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lightyear/"><span style="font-weight: 400;">derivados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de apostas seguras para o mercado. </span></p>
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