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	<title>Arquivos Jason Lytle K-Raw &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>O austero encanto das Bruxas do Oriente</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Oct 2021 20:52:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra “Era uma vez, um grupo de mulheres dotadas de poderes sobrenaturais&#8230;” poderia sussurar o âmago de As Bruxas do Oriente (Les Sorcières De L&#8217;Orient, no original), apenas no caso de o filme em questão não se dedicar à uma história real que em nada se assemelha com os contos de fadas que conhecemos. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-bruxas-do-oriente-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O austero encanto das Bruxas do Oriente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24015" aria-describedby="caption-attachment-24015" style="width: 1376px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-24015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400.jpeg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra um momento de uma partida de voleibol. Ao centro, está uma jogadora japonesa de cabelos curtos pretos, vestindo o uniforme da esquipe que consiste numa camiseta branca de mangas e golas vermelhas e um short azul marinho. Ela segura a bola branca na mão direita, preparando-se para realizar um saque. Ao fundo, pode-se observar o público que acompanha a partida." width="1376" height="774" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400.jpeg 1376w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/images-w1400-1200x675.jpeg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24015" class="wp-caption-text">Uma história real fantástica é o que o longa As Bruxas do Oriente traz para a seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><b>Raquel Dutra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Era uma vez, um grupo de mulheres dotadas de poderes sobrenaturais&#8230;</span></i><span style="font-weight: 400;">” poderia sussurar o âmago de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas do Oriente </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Les Sorcières De L&#8217;Orient</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original)</span><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> apenas no caso de o filme em questão não se dedicar à uma história real que em nada se assemelha com os contos de fadas que conhecemos. A atmosfera que o documentário cria na seleção da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, no entanto, é quase a mesma de um conto fantástico, criada na tela do diretor Julien Faraut à medida em que ele nos apresenta a narrativa de uma equipe de voleibol do Japão da década de 60 considerada uma das melhores do mundo todo.</span></p>
<p><span id="more-24014"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção francesa mergulha no fascínio da história daquele time composto por mulheres imparáveis. A partir dos relatos de cada uma delas sobre o tempo em que dominavam as quadras de vôlei mundo afora, o filme avança na desmistificação do imaginário que cerca as chamadas</span> <a href="https://coisasdojapao.com/2021/07/bruxas-do-oriente/"><i><span style="font-weight: 400;">Bruxas do Oriente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que na verdade, bem longe de corresponderem à ideia de figuras mágicas, eram trabalhadoras de uma fábrica têxtil no interior do Japão, que chegou onde chegou através de um treinamento extremamente rigoroso.</span></p>
<figure id="attachment_24016" aria-describedby="caption-attachment-24016" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280.jpg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra um time de vôlei feminino do Japão treinando. Duas fileiras de mulheres uniformizadas com camisetas brancas e shorts vermelhos estão fazendo flexões no chão. No meio das fileiras, existe um homem, o treinador, que usa um moletom verde e observa as atletas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/1055048-witches-orientstill13-1280-1200x675.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24016" class="wp-caption-text">Os números da equipe são impressionantes: As Bruxas do Oriente treinavam seis dias por semana, em 51 semanas do ano, e saíram vencedoras de um número recorde de 258 partidas consecutivas (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre imagens do presente e do passado, a direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XfT6HFfBeWw"><span style="font-weight: 400;">Julien Faraut</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a fotografia de Yukata Yamazaki, a edição de Andrei Bogdanov e a trilha de Jason Lytle K-Raw explora livremente o encanto da narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witches Of The Orient</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quase como o balé organizado de um jogo de vôlei real, o filme trabalha com jogos de cena que criam a noção de algo fantástico: a câmera gira em torno das mulheres enquanto cenas delas em quadra são congeladas ao lado das imagens atuais, num anseio de capturar a magia daquele tempo e transportá-la para o ambiente ordinário que hoje sedia um encontro das lendas do esporte mundial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo fica ainda mais interessante, único e fantasioso quando o filme incorpora ilustrações animadas como aliadas ao desenvolvimento de sua narrativa. Assim, a linguagem singular de </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas do Oriente</span></i><span style="font-weight: 400;"> entrega um documentário cheio de personalidade, tão preocupado com a sua experiência estética quanto com a sua história. Nesse sentido, o segundo ponto, no fim das contas, se torna algo complexo no desenvolvimento do longa, já que o apreço pelos depoimentos das mulheres, compartilhando experiências muito similares de uma </span><a href="https://site.aliancacultural.org.br/1964-bruxas-do-oriente/#:~:text=O%20apelido%20T%C5%8Dyo%20no%20Majo,da%20sele%C3%A7%C3%A3o%20japonesa%20de%20v%C3%B4lei."><span style="font-weight: 400;">origem humilde e busca por ascensão</span></a><span style="font-weight: 400;"> através do esporte, confunde o fio narrativo com um ciclo de conteúdo.</span></p>
<figure id="attachment_24018" aria-describedby="caption-attachment-24018" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B.jpg" alt="Cena do documentário As Bruxas do Oriente. A imagem mostra, em primeiro plano no lado direito, uma atleta japonesa de vôlei. Ela olha para a direita, fora da imagem, e tem cabelos curtos pretos e veste o uniforme do time, uma camiseta branca de golas e mangas vermelhas. Atrás dela, existe outra atleta, e é possível observar o teto da quadra onde elas estão em desfoque." width="2000" height="1332" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Oriental-Witches-B-1200x799.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24018" class="wp-caption-text">A época em que o time surpreendeu o mundo era também o momento em que o Japão buscava mostrar sua reconstrução, depois das bombas nucleares que devastaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki e da derrota na Segunda Guerra Mundial (Foto: Lightdox)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz apenas vislumbres para mostrar que </span><a href="https://www.nikkeyweb.org.br/as-bruxas-do-oriente-e-o-que-fizeram-para-ganhar-a-medalha-de-ouro-pelo-japao/"><span style="font-weight: 400;">nada na vida daquelas vitoriosas era um conto de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que muito menos </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bruxas</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram personagens maquiavélicas e  implacáveis. Não é na bruxa número 7, na bruxa número 5 ou na bruxa número 3 &#8211; como elas mesmas se apresentam &#8211; que os traços místicos são encontrados. O único e verdadeiro deles é atribuído ao treinador Hirobumi Daimatsu, um ex-comandante de pelotão do Exército Imperial Japonês, conhecido popularmente como um legítimo demônio entre as pessoas que conheciam o ritmo dos treinos da equipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dificuldade em lidar com as histórias daquelas mulheres parece surgir da mesma direção que lida muito bem com todos os outros elementos do filme. Afinal, não é uma surpresa que a dedicação do olhar do diretor francês </span><a href="https://personaunesp.com.br/pieces-of-a-woman-critica/"><span style="font-weight: 400;">não consiga identificar o potencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma narrativa permeada por questões de gênero, nem trabalhar a importância do contexto de atuação das </span><i><span style="font-weight: 400;">Bruxas do Oriente</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ninguém imaginava que um time de vôlei feminino oriental iria trazer uma experiência mágica para o mundo dos anos 60, mas o centro do documentário é categórico em sua representação: de pessoas ordinárias nascem histórias fantásticas.</span></p>
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