<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Island Records &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/island-records/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/island-records/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 09 Dec 2025 19:06:50 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Island Records &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/island-records/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2025 13:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2025]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Hozier]]></category>
		<category><![CDATA[Indie-folk]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[To Love a Thing That Fades]]></category>
		<category><![CDATA[Vicent Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Mendes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=36552</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitória Mendes Se tudo o que você ama estivesse fadado a desaparecer, ainda assim você escolheria amar? Esse é o questionamento que segue Vincent Lima em To Love a Thing That Fades. Lançado em setembro de 2025 pela Island Records, a estreia do artista leva o ouvinte a uma jornada onde romance e perda são &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/">Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36554" aria-describedby="caption-attachment-36554" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-36554" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-800x790.png" alt="No centro da imagem, um pequeno barco navega em direção ao horizonte. Está cercado por águas escuras que contrastam com o céu em tons rosados. A luz do céu reflete ao redor do barco em um leve tom amarelado. O barco está vazio." width="800" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-800x790.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-1024x1012.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4-768x759.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image1-4.png 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36554" class="wp-caption-text">“Você ficará comigo? / Enquanto eu viro pó? / Quando você contar a história deles / Diga que eu fui amado” (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Mendes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tudo o que você ama estivesse fadado a desaparecer, ainda assim você escolheria amar? Esse é o questionamento que segue Vincent Lima em </span><i><span style="font-weight: 400;">To Love a Thing That Fades</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado em setembro de 2025 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, a estreia do artista leva o ouvinte a uma jornada onde romance e perda são separados por uma linha tênue, que tende a desaparecer com cada passo em direção ao futuro ou ao passado. Com 15 faixas, o álbum se destaca dentro do cenário atual da música </span><a href="https://www.sabra.org.br/site/musica-folk/"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente por explorar as nuances emocionais da vida. Acima de tudo, apresenta uma história repleta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ha-5-anos-taylor-swift-transformava-isolamento-em-enredo-e-silencio-em-poesia-com-folklore/"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, sensibilidade, amor e a luta silenciosa contra a inevitabilidade do destino.</span><span id="more-36552"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua trajetória, o cantor estadunidense desenvolveu uma estética sonora e vocal que privilegia o compartilhamento das emoções. Na obra, essa fórmula é aprofundada de forma positiva por meio da narrativa que espelha o mito de </span><a href="https://www.thecollector.com/orpheus-eurydice-story/"><span style="font-weight: 400;">Orfeu e Eurídice</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na mitologia grega, Orfeu, um músico com talentos sobrenaturais, faz uma jornada ao submundo em busca de sua amada Eurídice, que morreu prematuramente. Hades, o rei do local, se comove por sua música e permite que Orfeu a leve de volta, com a condição de que ele não pode olhar para trás durante o retorno ao seu destino. Vencido pela dúvida, Orfeu olha para trás, vê Eurídice e a perde para sempre. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção reflete a inevitável tragédia que cerca a temática e idealiza o ponto de vista de Orfeu, explorando os momentos simbólicos nos quais esperança, medo e coragem andam juntos e definem cada decisão. Nessa </span><a href="https://projetoitaca.com.br/musica/"><span style="font-weight: 400;">atmosfera mitológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dramática, o ouvinte é absorvido pela intensa ficção e acompanha em primeira mão a nova abordagem de Lima para a lenda. Ele o reimagina com delicadeza e, ao assumir a perspectiva do herói grego, cria uma estética repleta de contrastes físicos e sentimentais.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Vincent Lima - To Love A Thing That Fades (Album Trailer)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bD3JOjzJbt8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada faixa foi construída para integrar o conjunto, e apesar de serem similares em temática e estilo, contribuem individualmente para a </span><a href="https://gazetafm.com.br/noticias/cancoes-transformadas-em-narrativas-cinematograficas/"><span style="font-weight: 400;">narrativa contínua</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar das referências específicas e nichadas, a escrita permite que o público que não tem familiaridade ou conhecimento de mitologia grega absorva a história e se conecte emocionalmente. Outro ponto alto da produção é a composição sonora. Com o uso expressivo do violoncelo, violão, bateria e violino, tradicionais no </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resultado final é marcante e dinâmico. Em sincronia com as técnicas vocais que transmitem a visceralidade na voz, a urgência e a devoção de Lima, ouvir a obra completa é como apreciar uma história contada ao redor de uma </span><a href="https://lingopie.com/blog/best-camping-movies/"><span style="font-weight: 400;">fogueira</span></a><span style="font-weight: 400;">. É imersivo, íntimo e comovente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abertura </span><a href="https://youtu.be/ERywBkTnrvI?si=W7uIQIl1kSPgLKF5"><span style="font-weight: 400;">Orpheus</span></a> <span style="font-weight: 400;">já define o tom do álbum com uma interpretação potente e sincera, sintetizando o estilo musical e lírico do compositor. O cenário sombrio sustenta o reconto e dá vida ao conflito entre realidade e memórias, assim como entre o que está presente e o que não pode ser recuperado. Em </span><a href="https://youtu.be/OaIApMc9Mmw?si=vSccVQfQK1PnFFA4"><span style="font-weight: 400;">Eurydice</span></a><span style="font-weight: 400;">, o piano ganha protagonismo e os elementos </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-2a-temporada-de-ruptura/"><span style="font-weight: 400;">mitológicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam mais evidentes. A forma como ficção e experiências reais se entrelaçam torna a narrativa identificável para o público. A fragilidade e veneração presentes na faixa remetem à produção de artistas como </span><a href="https://youtu.be/Yj4H_-VOceM?si=5iXBb6Ugfsfz-oRG"><span style="font-weight: 400;">Hozier</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas com o toque pessoal de Lima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de </span><a href="https://youtu.be/aJzT6ccjVUo?si=_l1GJ7vjT492PAHG"><i><span style="font-weight: 400;">In The Cold</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o disco explora as inseguranças dentro de um relacionamento, o luto pela juventude perdida e as dificuldades de amar sob condições adversas, usando o frio como metáfora para o afastamento e a ausência. Por sua vez, </span><a href="https://youtu.be/hjSglQZSSPw?si=rVVAG9MKJmPslt6N"><i><span style="font-weight: 400;">The Fire</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> revela traumas e traz o contraponto de que amor não é salvação, é uma luta diária como uma caminhada pelo fogo, que apesar de machucar, mantém a chama acesa. Em </span><a href="https://youtu.be/NqPDfhkj4uo?si=EcTSETO7ysYqcCdL"><i><span style="font-weight: 400;">The Only Thing Left</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, esperança e desespero são o foco quando duas almas se unem em meio à ruína e se perguntam quando serão destruídas também. A entrega mútua é o último refúgio antes da inevitável tragédia e, de fato, uma das faixas mais notáveis e significativas do álbum. </span></p>
<figure id="attachment_36553" aria-describedby="caption-attachment-36553" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36553" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-686x800.jpg" alt="Um homem branco de cabelos castanhos curtos está sentado tocando piano e cantando. Não é possível ver seu rosto inteiro, apenas o perfil. Ele usa uma jaqueta escura que reflete a luz de um abajur amarelo e das luzes do palco ao fundo. Ele está inclinado para o microfone a sua frente. As luzes trazem um tom laranja e amarelo para a imagem. " width="686" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-686x800.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-878x1024.jpg 878w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3-768x896.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/12/image2-3.jpg 954w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36553" class="wp-caption-text">“Porque você ficou de pé e me abraçou enquanto tudo queimava / Agora estou a um dia de distância do pior dia da Terra” (Foto: Steven Nguyen)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o disco avança, a tensão aumenta sem romper a coesão construída. Faixas como </span><a href="https://youtu.be/2kUFqvGaLrk?si=xd1R4OLo0WxhguZp"><i><span style="font-weight: 400;">Dance Here Slowly</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/eFIXoGXqO6M?si=gqH4NWxZDDl3jfcE"><i><span style="font-weight: 400;">Captured</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">desenrolam a história de forma lenta, representando um momento de silêncio antes de uma tempestade. Apesar de serem menos impactantes, contribuem para o drama e para a ambientação adequada. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Fair To You</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nas faixas que marcam a metade da obra, surgem referências ao mito de Ícaro que traz à tona a fragilidade emocional humana e explora o amor como uma âncora estável em tempos difíceis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas últimas canções, a dor e a vulnerabilidade são essenciais e criam uma atmosfera de devastação e de amor que ultrapassa as barreiras do espaço e tempo. Entre dúvidas e perdas, </span><a href="https://youtu.be/hgaWbMkwnTM?si=E5KjXeJ6PBiZhSvd"><i><span style="font-weight: 400;">The End of Eurydice</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o ápice da tragédia e representa o fim da história de Orfeu e Eurídice. A partir desse ponto, o narrador na forma de Orfeu percebe que deseja reescrever a história, porém não consegue e se concentra em não deixar a memória de seu amor desaparecer também. A jornada é encerrada em </span><a href="https://youtu.be/iaFD76MvoJc?si=6fGF9A8nA7OCJDqs"><i><span style="font-weight: 400;">Inner Peace</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://youtu.be/r2PADhX2Oks?si=Qi_O_w5mGmgGD2NE"><i><span style="font-weight: 400;">Charon Retires</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">que refletem a derrota, a paz interna e resignação serena, enquanto </span><a href="https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11835/caronte/"><span style="font-weight: 400;">Caronte</span></a><span style="font-weight: 400;">, o barqueiro do submundo, sorri e carrega as almas dos mortos pelo mar. O ciclo se fecha como uma respiração profunda que reflete alívio e contemplação.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Vincent Lima - Fair To You (Live from Dark Horse Studio)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/JZAr7rgXh4I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O álbum é uma construção minuciosa de sonoridades e letras que dialogam entre si com naturalidade. A produção é coesa e sensível, sendo possível sentir e absorver cada parte do conjunto. A mitologia foi retratada com uma </span><a href="https://youtu.be/PMcrsIc_K_I?si=i_u8xj9SVvr7kHl6"><span style="font-weight: 400;">autenticidade</span></a> <span style="font-weight: 400;">que mistura referências clássicas a partir de experiências pessoais de forma agradável. Por meio das composições que trabalham diversos aspectos, o disco tenta entender o sentido de tudo em uma epifania, mesmo que seja uma missão impossível. Afinal, há complexidades e catástrofes até no mais lindo dos amores.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">To Love a Thing That Fades</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas visita uma antiga história. A produção exibe a caminhada em uma estrada devastadora em busca daquilo que se perdeu. Com honestidade brutal e um trabalho que respeita cada nuance das emoções, Vincent Lima entrega uma experiência que vai além do </span><i><span style="font-weight: 400;">folk </span></i><span style="font-weight: 400;">tradicional. É um convite para aproveitar a jornada ao </span><a href="https://exame.com/revista-exame/passado-e-presente/"><span style="font-weight: 400;">passado</span></a><span style="font-weight: 400;">, aceitar as tragédias e ainda assim encontrar beleza e paz no caminho de volta. </span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: To Love A Thing That Fades" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1mBprt4SXV2ih1O6HVRbUK?si=zPK6PNMcS4m4hoDWwbRCjw&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/">Vincent Lima revive o trágico amor de Orfeu e Eurídice em To Love a Thing That Fades</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/to-love-a-thing-that-fades-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">36552</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Man’s Best Friend reúne o melhor de Sabrina Carpenter: humor ácido, tensão sexual e melancolia</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2025 13:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[ABBA]]></category>
		<category><![CDATA[álbum pop]]></category>
		<category><![CDATA[Bryce Anderson]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica musical]]></category>
		<category><![CDATA[emails i can’t send]]></category>
		<category><![CDATA[empoderamento feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Go Go Juice]]></category>
		<category><![CDATA[Goodbye]]></category>
		<category><![CDATA[House Tour]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[Man's Best Friend]]></category>
		<category><![CDATA[Manchild]]></category>
		<category><![CDATA[Marcela Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[música pop 2025]]></category>
		<category><![CDATA[Nobody’s Son]]></category>
		<category><![CDATA[pop contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[Sabrina Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Short n’ Sweet]]></category>
		<category><![CDATA[Sugar Talking]]></category>
		<category><![CDATA[Tears]]></category>
		<category><![CDATA[teatro pop]]></category>
		<category><![CDATA[When Did You Get Hot?]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35818</guid>

					<description><![CDATA[<p>Marcela Jardim Com Man’s Best Friend, Sabrina Carpenter cria um álbum que funciona como um retrato cômico, sensual e, ao mesmo tempo, apático de uma geração que já não acredita tanto nos contos de fadas, mas ainda se diverte com as ruínas deixadas por eles. Do título à capa, tudo remete à ideia de um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Man’s Best Friend reúne o melhor de Sabrina Carpenter: humor ácido, tensão sexual e melancolia"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/">Man’s Best Friend reúne o melhor de Sabrina Carpenter: humor ácido, tensão sexual e melancolia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35820" aria-describedby="caption-attachment-35820" style="width: 360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35820" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-11.png" alt="Capa do álbum Man’s Best Friend. Na imagem, Sabrina Carpenter está de quatro, remetendo a um cachorro, ocupando o centro da composição. Ela olha diretamente para a câmera, transmitindo confiança e serenidade. Seus cabelos loiros claros, soltos e levemente ondulados, caem sobre os ombros e um punhado é segurado por um homem que aparece de relance no canto da imagem. A pele é clara, com maquiagem suave que destaca os olhos e os lábios em tom neutro. O cenário é minimalista: um fundo claro uniforme que isola sua figura, enfatizando seu rosto e sua postura. A iluminação é suave e focada, sem sombras marcantes, criando um retrato moderno, elegante e intimista." width="360" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-11.png 360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image2-11-150x150.png 150w" sizes="auto, (max-width: 360px) 85vw, 360px" /><figcaption id="caption-attachment-35820" class="wp-caption-text">Man’s Best Friend é o sétimo álbum de estúdio da cantora (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Marcela Jardim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Man’s Best Friend</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-tour-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> cria um álbum que funciona como um retrato cômico, sensual e, ao mesmo tempo, apático de uma geração que já não acredita tanto nos contos de fadas, mas ainda se diverte com as ruínas deixadas por eles. Do título à capa, tudo remete à ideia de um espelho invertido: se o ‘melhor amigo do homem’ costuma ser o cão fiel, aqui ela se oferece como companhia indomada, que late, morde e brinca, porém jamais se submete. Essa ambiguidade é o eixo central da obra: entre risos debochados e melodias cintilantes, ela tensiona a linha que separa prazer e frustração, amor e desapego, provocação e vulnerabilidade.</span></p>
<p><span id="more-35818"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse projeto, no entanto, não nasce do zero: ele dialoga diretamente com as fases anteriores da cantora. Em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/5kDmlA2g9Y1YCbNo2Ufxlz"><i><span style="font-weight: 400;">emails i can’t send</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022), a cantora expôs pela primeira vez suas inseguranças em forma de desabafo, mergulhando em traumas familiares e dores íntimas, ainda assim mantendo algumas faixas leves e bem-humoradas. Já em </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Short n’ Sweet</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), ela transformou esse desamparo em autoconfiança, misturando malícia e sensualidade pop. O sétimo disco de estúdio da pequena surge como a síntese dessas duas forças: herdeiro da fragilidade do primeiro e da malícia do segundo, porém com um verniz teatral bem mais acentuado. Ao mesmo tempo em que confirma sua maturidade artística, eleva a artista a um novo patamar de criadora,capaz de rir de si e do mundo ao mesmo tempo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sabrina Carpenter - Manchild (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/aSugSGCC12I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/2BwO5K8Q7EPAJSGze3AAh9?si=715cbe6bcc1d4b47"><i><span style="font-weight: 400;">Manchild</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, já começa estabelecendo o tom satírico com perfeição. A artista atira contra a imaturidade masculina, descrevendo o paradoxo de um homem que é fisicamente atraente, mas emocionalmente infantil. A ironia é transformada em refrão pegajoso, e a produção dançante realça a contradição. Essa sátira ganha ainda mais força no clipe: um vídeo frenético, que mistura estética </span><a href="https://vogue.globo.com/gente/noticia/2019/06/kitsch-entenda-como-estetica-do-feio-pode-tornar-casa-mais-ousada-e-criativa.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">kitsch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e teatralidade surreal, quase como um parque de diversões caótico. Carpenter encarna personagens exagerados que zombam da masculinidade frágil, criando um universo visual que amplifica o humor corrosivo da canção. Música e imagem se fundem em um comentário cultural muito mais contundente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A continuidade vem em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/42VUCXerQ5qTr4Qp6PhKo4?si=045c50e8262646b8"><i><span style="font-weight: 400;">Tears</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mantém a temática provocativa, entretanto troca a gracinha pelo desconforto devasso. A produção cintilante serve de base para versos que transformam a abordagem masculina em piada de mau gosto, repleta de dramaticidade. No clipe, a cantora explora esse embaraço de maneira performática: aparece em cenários que remetem ao estilo Disco dos anos 1970, porém sempre com um detalhe deslocado, uma ‘lágrima’ exagerada, um gesto paródico, um sorriso quase cruel. O escárnio que já estava na letra ganha corpo no vídeo, mostrando como ela não apenas canta sobre o incômodo, no entanto, o encena com comédia ácida e charme calculado. Além disso, o elenco do videoclipe, entre figuras caricatas e gestos calculadamente sensuais, ecoa os protestos de </span><a href="https://gshow.globo.com/comportamento/moda/noticia/protect-the-dolls-entenda-o-significado-da-camiseta-que-virou-fenomeno-entre-as-celebridades.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Protect the Dolls</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sugerindo que a objetificação pode ser confrontada com humor, sarcasmo e consciência estética.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sabrina Carpenter - Tears (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/V9vuCByb6js?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência ganha outra coloração com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sugar Talking</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody’s Son</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se as duas primeiras músicas expõem as atitudes e ridículos masculinos, essas faixas voltam o olhar para uma intimidade mais silenciosa, quase agridoce. </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/5B3GZOZYXNzWpUXQC42hxZ?si=568c80230fee4283"><i><span style="font-weight: 400;">Sugar Talking</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mistura luxúria e ironia, equilibrando-se entre desejo e autopreservação, enquanto </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4SRShYMtFIGgnOU7iBicMH?si=b359dd4c11f841ae"><i><span style="font-weight: 400;">Nobody’s Son</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha em um vazio melódico que denuncia o cansaço das expectativas amorosas. É como se a mensagem fosse: rir é necessário, mas também há um peso invisível que acompanha a experiência de amar homens que não se sustentam. Nesse contraste, Carpenter expande sua narrativa, não apenas uma sátira, também um testemunho de desencanto.</span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/0je57Uq5eTk1wrPzn9sWbl?si=95e6fd2d5d124982"><i><span style="font-weight: 400;">When Did You Get Hot?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> funciona como uma retomada da leveza, quase como um </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback </span></i><span style="font-weight: 400;">de adolescência tardia. O espanto diante de alguém que de repente se torna atraente é cantado com um tom brincalhão, e serve como ponte para </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/1qyw5wSUkEvH8DtaCdx7Lg?si=ecdfaf80a1eb4a70"><i><span style="font-weight: 400;">Go Go Juice</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a mais festiva do disco. Juntas, elas representam o interlúdio lúdico, onde o riso volta a ser protagonista. Se no início a cantora debocha da infantilidade, aqui ela se permite também ser leve e ingênua, celebrando a efemeridade da atração como combustível vital. É uma divergência que reforça o aspecto teatral do álbum, como se cada canção fosse um ato com risibilidade própria, ainda sim sempre conectado à peça maior.</span></p>
<figure id="attachment_35819" aria-describedby="caption-attachment-35819" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35819" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-12-800x601.png" alt="A imagem mostra Sabrina Carpenter e um filhote canino de Golden Retriever, retratados em close-up contra um fundo preto, com foco total na interação entre eles. A mulher, sorridente e vestida de branco, aparece inclinada à esquerda, enquanto o cachorro está relaxado sobre uma cadeira de diretor branca no centro da cena. A iluminação suave e sem sombras fortes destaca a expressão alegre da mulher e o ar descontraído do animal, transmitindo uma atmosfera de carinho, ternura e sofisticação." width="800" height="601" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-12-800x601.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-12-1024x770.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-12-768x577.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image1-12.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35819" class="wp-caption-text">O vídeo de Manchild foi inspirado em trailers de filmes (Foto: Bryce Anderson)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O clímax narrativo surge em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/25jgQBxuUkGDdCG1WGKKN9?si=e2d88d9ebf324d10"><i><span style="font-weight: 400;">House Tour</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, talvez a mais engenhosa de toda a obra. Ao transformar seu corpo em uma casa e convidar o ouvinte a ‘passear’ por seus cômodos, Carpenter brinca com a objetificação de forma consciente, apropriando-se dela para reverter o olhar. Se os singles </span><i><span style="font-weight: 400;">Manchild</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tears</span></i><span style="font-weight: 400;"> ridicularizavam os homens, aqui ela os seduz com uma inteligência quase performática, transformando a exposição em arma. Essa canção se relaciona com todas as anteriores, porque une humor, sensualidade e ironia em um só gesto, um resumo da estética da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/4tVVmShMF2PYdLqcejrsy2?si=93fcece4562c4346"><i><span style="font-weight: 400;">Goodbye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aparece como um epílogo melancólico e também libertador. A sonoridade grandiosa, inspirada em </span><i><span style="font-weight: 400;">ABBA</span></i><span style="font-weight: 400;">, dá ares de teatro musical ao encerramento, fazendo do adeus não apenas um fim, porém um escândalo, além do uso de diversos idiomas para humilhar e dispensar o ex-namorado. Essa faixa dialoga diretamente com </span><i><span style="font-weight: 400;">Nobody’s Son</span></i><span style="font-weight: 400;">: se lá o vazio era dolorido, aqui ele se torna uma celebração da ruptura. A linha que conecta as duas mostra como o tema central não é apenas sobre rir dos homens, como também sobre aprender a gargalhar das próprias expectativas e aceitar o fim como libertação. A artista fecha o ciclo com a segurança de quem não precisa de fidelidade alheia para se sentir completa.</span></p>
<figure id="attachment_35821" aria-describedby="caption-attachment-35821" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35821" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-11-800x601.png" alt="A imagem mostra Sabrina Carpenter em roupas íntimas contra um fundo preto. Ela veste uma blusa azul clara com renda e decote em V e uma calcinha branca, com expressão neutra e olhar frontal. Acima dela, roupas íntimas creme e vermelhas estão penduradas em um varal. A fotografia tem estilo retrô, iluminação suave e atmosfera minimalista e contida, com foco no corpo da mulher e nos detalhes da composição." width="800" height="601" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-11-800x601.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-11-1024x770.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-11-768x577.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/image3-11.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35821" class="wp-caption-text">O clipe de Tears obteve quatro finais alternativos contando com o original, onde o par romântico da cantora morre de formas diferentes (Foto: Bryce Anderson)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, não se trata de apenas um álbum pop divertido: é uma narrativa em capítulos, que alterna sátira, excitação, melancolia e zombaria para pintar um retrato multifacetado das relações contemporâneas. Cada canção funciona como uma cena de teatro, e os videoclipes expandem essa dramaturgia para o campo visual: exagerados e críticos, eles transformam a sátira musical em espetáculo. Mais do que debochar deles, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eyes-wide-open-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> questiona padrões de comportamento, confronta perspectivas sociais e expõe a própria vulnerabilidade de forma consciente, usando o </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">como linguagem de resistência lúdica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto consolida uma trajetória de amadurecimento que mistura autobiografia, performance e crítica social. Ao rir de si mesma enquanto provoca os outros, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-nonsense-christmas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;"> transforma sua música em um espaço de empoderamento coletivo, onde humor, sensualidade e opinião caminham lado a lado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Man’s Best Friend</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, portanto, simultaneamente um diário íntimo, um manifesto cultural e um espetáculo </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, mostrando que o poder do disco reside justamente nesse equilíbrio entre exposição, ironia e invenção estética: uma obra que entretém, desafia e provoca reflexão sobre as complexidades do desejo e da objetificação na contemporaneidade.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Man’s Best Friend" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/1aqg30bNvLSWgShZgX4oop?si=2MIacN3rQpeHwEicxa4kkg&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/">Man’s Best Friend reúne o melhor de Sabrina Carpenter: humor ácido, tensão sexual e melancolia</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/mans-best-friend-reune-o-melhor-de-sabrina-carpenter-humor-acido-tensao-sexual-e-melancolia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35818</post-id>	</item>
		<item>
		<title>How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2025 15:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2015]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário 10 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Delilah]]></category>
		<category><![CDATA[Florence + The Machine]]></category>
		<category><![CDATA[Florence Welch]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Veiga]]></category>
		<category><![CDATA[How Big How Blue How Beautiful]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[Markus Dravs]]></category>
		<category><![CDATA[Queen of Peace]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Ship to Wreck]]></category>
		<category><![CDATA[Which Witch]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=35310</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga Florence Welch sabe enganar muito bem. Quem ouve sua voz angelical ou já a escutou seus trabalhos anteriores, como Lungs e Ceremonials, de relance nem imagina que a frontwoman do Florence + The Machine reivindica todas as desgraças sentimentais existentes para si. A princípio pode até soar prepotente e egoísta uma pessoa achar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/">How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_35311" aria-describedby="caption-attachment-35311" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35311" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-800x800.png" alt="Capa de How Big, How Blue, How Beautiful. Nela vemos Florence Welch, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste uma camisa preta de manga comprida. Ela está arcada para frente com o ombro esquerdo um pouco abaixo da linha do direito. Sua mão direita está levantada, fazendo com que seu dedo direito apoie levemente seu queixo enquanto ele olha fixamente para frente. A foto está em preto e branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image1-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35311" class="wp-caption-text">Terceiro álbum do grupo traz a versão mais pés no chão (mas não menos megalomaníaca) de sua frontwoman [Foto: Island Records]</figcaption></figure><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Florence Welch sabe enganar muito bem. Quem ouve sua voz angelical ou já a escutou seus trabalhos anteriores, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/lungs-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Lungs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ceremonials</span></i><span style="font-weight: 400;">, de relance nem imagina que a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman </span></i><span style="font-weight: 400;">do Florence + The Machine reivindica todas as desgraças sentimentais existentes para si. A princípio pode até soar prepotente e egoísta uma pessoa achar que só ela detém de todo o sentimentalismo do mundo, mas é justamente na ignorância de que nenhuma experiência é única que </span><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful </span></i><span style="font-weight: 400;">se torna tão singular.</span></p>
<p><span id="more-35310"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua carreira, o grupo desenvolveu suas próprias fases do luto. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Lungs</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela assumiu uma película fantasiosa, enquanto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ceremonials-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Ceremonials</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a dor é tão grande que a fez ir para a igreja, porém nesse terceiro álbum ele se torna extremamente mundano. Tais fases refletem também a sonoridade de era desta trilogia inicial. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lungs </span></i><span style="font-weight: 400;">é renascentista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ceremonials </span></i><span style="font-weight: 400;">é barroco/gótico e </span><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> é vanguarda moderna. </span></p>
<figure id="attachment_35312" aria-describedby="caption-attachment-35312" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35312" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x480.png" alt="Foto de Florence Welch, vocalista do Florence + the Machine. Ela é uma mulher branca de cabelos ruivos longos. Florence veste uma camisa preta com um decote marcado que vai até a barriga. Ela está com a cabeça arcada para trás e fazendo gestos com suas duas mãos. Ao fundo, uma parede azul" width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image3-1.png 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35312" class="wp-caption-text">Constantemente a cantora é comparada com nomes como Kate Bush e Stevie Nicks, não apenas pelo estilo, mas também pela lírica (Foto: Tom Beard)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, há duas coisas das quais Florence não abre mão: o grandiosismo e a água, que neste registro são quase sinônimos. Quanto ao elemento aquático, a própria cantora disse que, em primeiro momento, o produtor Markus Dravs – que trabalhou com nomes como Coldplay, Bjork e Arcade Fire e que aqui substitui Paul Epworth – colocou um copo de cerveja escrito </span><a href="https://www.flavorwire.com/521607/florence-the-machines-how-big-how-blue-how-beautiful-and-the-frustrations-of-tasteful-pop"><i><span style="font-weight: 400;">Water to drink, not write about it</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(água é para beber, não para compor sobre) no estúdio. No entanto, a astúcia da escrita conseguiu driblar a imposição, visto pelo próprio nome do álbum e também pela faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ship to Wreck</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a cantora diz estar construindo um navio para naufragar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fica evidente então que há coisas que Florence jamais vai abdicar, e uma delas é a grandiosidade. A banda sempre prezou por uma instrumentação de respeito, seu primeiro trabalho traz uma musicalidade mais crua, quase medieval, já seu </span><a href="https://www.yardbarker.com/entertainment/articles/the_best_sophomore_albums_of_all_time/s1__37691963#slide_15"><i><span style="font-weight: 400;">sophomore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é extremamente pomposo, enquanto aqui ele traz um aspecto mais modernista, que lembra um concerto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/maestro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bernstein</span></a><span style="font-weight: 400;">, resultando na melhor orquestração da carreira do grupo, igualmente massiva, mas que sabe ser comedida nos momentos certos e entra em harmonia com os vocais de Welch, tendo a sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> da discografia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Florence + The Machine - Ship To Wreck (The Odyssey – Chapter 4)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/B9v8jLBrvug?list=PLodZ18Gliq94mNBNoUHW5NArV_hNCCVW0" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é, sem dúvidas, o álbum mais consistente do Florence + The Machine, o que é uma pena, pois, acostumados com todo o expansionismo que a banda propôs em seu início, ele raramente é um dos mais lembrados. Mas isso, de forma alguma, tira o brilho que ele tem. De longe, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d-hMSJp2NwQ&amp;ab_channel=Florence%2BtheMachine-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em termos de produção é o mais robusto, pensado para ser catártico tanto no estúdio quanto no ao vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, mais uma vez, o grupo mostra que não está preocupado em ser </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, ainda sim, conseguem imprimir uma roupagem comercial. E isso, dado às temáticas que Welch – que aqui é centrada principalmente na forma que o processo de superação da cantora afeta a vida à sua volta – aborda é uma tarefa bastante difícil, que, quando bem feita, do modo com que Florence + the Machine faz, dá muito certo. </span><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo em que a lírica dá a entender que a </span><i><span style="font-weight: 400;">frontwoman </span></i><span style="font-weight: 400;">não tem problemas em abrir seu peito, desde seu </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/6hs55qjerNNOi4ZT5bOhxV"><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">eles sempre mascaram tais sentimentos abusando da liberdade poética.</span></p>
<figure id="attachment_35313" aria-describedby="caption-attachment-35313" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35313" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-800x533.png" alt="Foto de um show da banda Florence + The Machine. Nela, vemos Florence Welch, uma mulher branca de cabelos ruivos. Ela veste um vestido longo azul. Ela está correndo, de forma com que o vestido, ao mesmo tempo que esvoaça, também cola em seu corpo. Ela também segura uma meia lua com sua mão direita. Ao fundo, luzes de um palco" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/image2-1.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35313" class="wp-caption-text">A turnê do álbum passou pelo Brasil, com Florence + the Machine sendo headliner da edição de 2016 do Lollapalooza (Foto: Caio Kenji/G1)</figcaption></figure>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2yk5_y6IERw&amp;ab_channel=FlorenceMachineVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Queen of Peace</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zZr5Tid3Qw4&amp;ab_channel=FlorenceMachineVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Delilah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> deixam evidente como isso é feito. A primeira, usa de um casal de monarcas que perdeu o filho para falar de feridas internas, que, apesar de cicatrizadas, marcam o eu lírico pela dor. Já a segunda, se apropria da personagem bíblica para abordar a auto descoberta após um período de dependência emocional. Mesmo sendo libertador, a música mostra que quebrar as correntes é tão doloroso quanto estar preso por elas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a produção alcançou níveis não vistos anteriormente, o vocal de Welch não fica atrás. Não há tanta teatralidade quanto antes, mas nesse disco, a já autointitulada bruxa entoa seus feitiços com uma visceralidade que emana ódio e desespero, e bebe da influência de vocalistas fortes de décadas passadas que, não à toa, a deu o título de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/florence-welch-the-good-witch-248311/"><i><span style="font-weight: 400;">Stevie Nicks da geração Crepúsculo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Which Witch </span></i><span style="font-weight: 400;">– talvez um dos melhores encerramentos de um álbum em décadas, por exemplo – vai além e pinta a intérprete realmente como a </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;">, capaz de destruir todos a sua volta apenas com sua voz sofrida, moldando a realidade de quem a ouve.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Which Witch" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/tv_JN9Tzy1g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A força de Florence + The Machine sempre pairou na forma como o grupo nunca teve medo de apresentar suas fraquezas ao mundo e </span><a href="https://www.npr.org/2015/08/09/430351233/florence-welch-comes-face-to-face-with-herself-on-how-big-how-blue-how-beautiful"><span style="font-weight: 400;">desafiá-las.</span></a><span style="font-weight: 400;"> E </span><i><span style="font-weight: 400;">How Big, How Blue, How Beautiful </span></i><span style="font-weight: 400;">potencializa isso a enésima potência ao trazer uma carga de humanidade para a discografia. Períodos de luto e superação podem parecer apocalípticos, ainda mais os representados por Florence Welch, mas, a partir de suas obras fica claro que a dor é implacável e, com a guarda alta ou não, tem que enfrentá-la com as armas disponíveis, nesse caso, é a Música. Se o abismo, por mais lindo e gigantesco que seja, te encara, não se pode somente encará-lo de volta, mas é preciso botar medo nele e, se for o caso, mergulhar.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: How Big, How Blue, How Beautiful (Deluxe)" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2jn2n5OkuHliOLKCqHnjXV?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/">How Big, How Blue, How Beautiful: Há 10 anos, Florence Welch mergulhava em sua linda e triste imensidão</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/how-big-how-blue-how-beautiful-10-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">35310</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sabrina Carpenter está com os hormônios à flor da pele em Short n’ Sweet</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 15:48:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Caires]]></category>
		<category><![CDATA[because i like a boy]]></category>
		<category><![CDATA[Bed Chem]]></category>
		<category><![CDATA[Country]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Don't Smile]]></category>
		<category><![CDATA[emails i can’t send]]></category>
		<category><![CDATA[Espresso]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Good Graces]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[Jack Antonoff]]></category>
		<category><![CDATA[Juno]]></category>
		<category><![CDATA[Lie To Girls]]></category>
		<category><![CDATA[Música Pop]]></category>
		<category><![CDATA[Nonsense]]></category>
		<category><![CDATA[Please Please Please]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Sabrina Carpenter]]></category>
		<category><![CDATA[Short n’ Sweet]]></category>
		<category><![CDATA[Taste]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=34452</guid>

					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires O início da nova era de Sabrina Carpenter começou muito antes do lançamento de Espresso. A reação positiva em cadeia se iniciou no lançamento de seu quinto álbum, emails i can’t send (2022), que possui em sua tracklist a faixa Nonsense com seu outro engraçadinho: “Acordei esta manhã pensei em escrever um hit &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Sabrina Carpenter está com os hormônios à flor da pele em Short n’ Sweet"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/">Sabrina Carpenter está com os hormônios à flor da pele em Short n’ Sweet</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34453" aria-describedby="caption-attachment-34453" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-1-SHORT-N-SWEET-800x800.jpg" alt="Na imagem da capa do álbum, a cantora Sabrina Carpenter aparece em um fundo azul profundo, olhando sobre o ombro direito em direção à câmera. Ela tem cabelos longos e loiros com franja, e sua pele está levemente iluminada pelo sol. No ombro exposto, há uma marca de beijo em tom vermelho escuro, como se tivesse sido deixada por um batom. A expressão de Sabrina é confiante e suave, com maquiagem destacando os olhos claros e os lábios em um tom nude. A imagem evoca uma estética clássica e sedutor" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-1-SHORT-N-SWEET-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-1-SHORT-N-SWEET-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-1-SHORT-N-SWEET-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-1-SHORT-N-SWEET-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34453" class="wp-caption-text">Para Sabrina Carpenter, se uma experiência é engraçada o suficiente para fazê-la rir, então, também merece uma música (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p>O início da nova era de Sabrina Carpenter começou muito antes do lançamento de <em>Espresso</em>. A reação positiva em cadeia se iniciou no lançamento de seu quinto álbum, <em><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2g4aJTa5ejGpp0O0GKzWAQ?si=HM9z6vc2R2-TZGnoHJEWpg">emails i can’t send</a></em> (2022), que possui em sua <em>tracklist</em> a faixa <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YcSP1ZUf1eQ">Nonsense</a> </em>com seu outro engraçadinho: “<em>Acordei esta manhã pensei em escrever um hit pop/Com que rapidez você consegue tirar a roupa?</em>”. No entanto, a piada não é nada em comparação com o que viria em seguida nos <em>shows</em> da cantora, que criou uma tradição de sempre mudar a letra final de acordo com o local da apresentação.</p>
<p>No <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_lRkSuVyBOQ">ato de abertura</a> da <em>The Eras Tour de Taylor Swift</em>, em Novembro de 2023, no Brasil, a cantora cantou: “<em>Garoto, venha aqui, isso não é um teste/Ele disse ‘Fique por cima’, eu disse ‘Eu vou’/Aí ele me fez gozar no Brasil</em>”. Assim, a construção dessa identidade ‘safadinha’ culminou no lançamento de seu sexto álbum de estúdio, <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3iPSVi54hsacKKl1xIR2eH?si=5Qx7KiCRS2uGLqmjZ7jw1Q"><em>Short n’ Sweet</em></a>. O título, “<em>Pequeno e Doce</em>” (em tradução livre), além de poder ser uma descrição da própria cantora, reflete sobre os relacionamentos curtos, porém, intensos, que ela vivenciou.</p>
<p><span id="more-34452"></span></p>
<p>Desde o lançamento do single <em>Espresso</em>, seguido por <em>Please Please Please</em> e <em>Taste</em>, Sabrina Carpenter vem trabalhando em peso na divulgação do disco. Clipes super produzidos, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wEFz0gRoXxg">entrevistas</a> em canais famosos, presença online constante e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=IMIXOmlGpw4">apresentações</a> em programas de TV fizeram com que a ‘loirinha da Pensilvânia (versão <em>pocket</em>)’ conquistasse o verão estadunidense.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Sabrina Carpenter - Taste (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/KEG7b851Ric?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Apesar de estar fazendo sucesso em 2024, a artista começou sua carreira muito antes desse reconhecimento. Na infância, ela postava <em>covers</em> de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=J9Fxiop8zkM">Adele</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Md-uurpA9uE">Christina Aguilera</a> no <em>YouTube</em>, e fazia pequenas pontas como atriz. Aos 14 anos, Carpenter conseguiu seu primeiro grande papel na série <em>Garota Conhece o Mundo</em> (2014), da <em>Disney</em>, e assinou um contrato de cinco discos com a gravadora <em>Hollywood Records</em>. Os álbuns lançados durante esse período seguiam a fórmula já conhecida de ex-atrizes da companhia do <em>Mickey</em> – salas repletas de compositores em que a cantora não tinha um grande controle artístico.</p>
<p>Em 2021, Carpenter trocou de gravadora, sendo <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CA9E4HHHbRk">Skin </a></em>sua primeira música na <em>Island Records</em>. A canção é um dos resultados provenientes do afamado <a href="https://www.portalitpop.com/2021/01/um-dossie-sobre-o-triangulo-amoroso-entre-olivia-josshua-e-sabrina.html">triângulo amoroso</a> entre a loira, <a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/">Olivia Rodrigo</a> e Joshua Basset. Porém, foi apenas em 2022 que a voz de <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1YUBbF24H44">because i liked a boy</a></em> lançou <em>emails i can’t send</em>, que funcionou como um reinício de sua carreira musical. O disco, que explora diversos gêneros, apresentou ao público a flexibilidade da cantora e buscou traçar qual seria o melhor caminho que ela poderia seguir, sendo a combinação do <em>pop</em> e <em>R&amp;B</em> de <em>Nonsense</em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kLbn61Z4LDI">Feather</a> </em>o que gerou mais sucesso.</p>
<figure id="attachment_34454" aria-describedby="caption-attachment-34454" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34454" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-2-SHORT-N-SWEET-800x530.jpg" alt="Na imagem, presente em um dos vinis do disco, Sabrina Carpenter está deitada em um tapete felpudo branco, com um braço apoiado no chão e o outro sobre a perna. Ela veste um vestido amarelo curto e sapatos de salto alto combinando. Seu cabelo loiro está solto, com uma franja suave emoldurando o rosto. Ao fundo, há uma estante repleta de discos de vinil e um sistema de som, remetendo a um ambiente aconchegante e retrô. A imagem tem uma estética vintage, com tons suaves e uma atmosfera intimista, destacando o visual descolado e descontraído de Sabrina." width="800" height="530" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-2-SHORT-N-SWEET-800x530.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-2-SHORT-N-SWEET-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-2-SHORT-N-SWEET-768x509.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-2-SHORT-N-SWEET.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34454" class="wp-caption-text">Short n’ Sweet tem uma piscadela no final de cada música para lembrar o ouvinte que nem tudo precisa ser sério (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p>Para seguir com a tendência, o primeiro <em>single</em> escolhido foi <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eVli-tstM5E">Espresso</a></em>. Além de ficar facilmente na cabeça, a faixa destaca o humor delicioso de Sabrina Carpenter e introduz a constante quebra da quarta parede que viria no resto do álbum. “<em>Estou trabalhando tarde porque sou uma cantora</em>” e o “<em>Estúpido</em>” seguido de uma risada no final do segundo verso são apenas alguns exemplos da diversão que a ‘loirinha’ cria. Essa característica a torna autêntica e a faz se conectar com seu público, como se estivéssemos dentro de uma piada interna que mais ninguém entende.</p>
<p>Também é possível observar essa qualidade em álbuns contemporâneos como <em><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/">BRAT</a></em>, de Charli XCX, e <em><a href="https://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/#google_vignette">The Rise and Fall of a Midwest Princess</a></em>, de Chappel Roan. Há muito tempo, o <em>pop</em> confessional tem dominado o gênero, principalmente por influência de Taylor Swift, sendo o nicho principal de artistas como <a href="https://personaunesp.com.br/guts-critica/">Olivia Rodrigo</a>, <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/56bdWeO40o3WfAD2Lja4dl?si=D6bfrx2cSSqk5EEZ2ssM2A">Gracie Abrams</a> e <a href="https://personaunesp.com.br/hit-me-hard-and-soft-critica/">Billie Eilish</a>. Por esse motivo, é refrescante ouvir novas sonoridades e letras que não se levam a sério. Isso não significa a abolição da melancolia e da ‘sofrência’ que tanto amamos, mas também precisamos aproveitar a futilidade de dizer: “<em>Minhas preocupações estão de férias</em>”.</p>
<p>É excitante dançar e dar gargalhadas ao ouvir <em>Short n’ Sweet</em>. As músicas <em>Good Graces</em> e <em>Bed Chem</em> provocam o ouvinte o tempo inteiro, fazendo-o esperar ansiosamente pela próxima piada sexual, como “D<em>irei ao mundo que você termina suas tarefas prematuramente</em>”. Por cima dessas letras – ou por baixo, como você preferir – a produção traz de volta o <em>R&amp;B</em> das décadas de 1990 e 2000, juntamente dos vocais de Carpenter inspirados na eloquência desafiadora de <a href="https://personaunesp.com.br/eternal-sunshine-critica/">Ariana Grande</a>. Os responsáveis por esse som são John Ryan e Julian Bunetta, que estiveram em grande parte da discografia de <a href="https://personaunesp.com.br/take-me-home-10-anos/">One Direction</a>.</p>
<figure id="attachment_34455" aria-describedby="caption-attachment-34455" style="width: 786px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34455" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET-786x800.jpg" alt="Na imagem, presente em um dos vinis do disco, Sabrina Carpenter está ajoelhada no chão, usando um conjunto azul claro de lingerie de estilo retrô, com sapatos de salto alto combinando. Seu cabelo loiro está solto, com uma parte presa, criando um visual clássico e romântico. Ao fundo, há uma poltrona estofada clara e almofadas decorativas, uma delas com a frase 'Short n' Sweet' bordada em azul. Cortinas com estampa vintage em azul e branco completam o cenário, criando uma atmosfera delicada e elegante. O estilo da foto mistura sensualidade suave com uma estética de época." width="786" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET-786x800.jpg 786w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET-1006x1024.jpg 1006w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET-768x782.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET-1509x1536.jpg 1509w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET-1200x1221.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/IMAGEM-3-SHORT-N-SWEET.jpg 2012w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34455" class="wp-caption-text">Sabrina Carpenter tem algumas posições favoritas que gostaria de ensinar (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p>Ainda que o disco seja dominado pelos desejos hormonais, Carpenter traz algumas nuances temáticas, ao mesmo tempo em que mantém a coesão do trabalho. A faixa <em>Coincidence</em> possui elementos do <em>country</em>, que está em alta no momento, e é a autópsia de mais um <a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/entenda-a-polemica-entre-sabrina-carpenter-shawn-mendes-e-camila-cabello">triângulo amoroso</a>, desta vez, envolvendo Camila Cabello e o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TmP-d1KQqQo">gramaticalmente incorreto</a> Shawn Mendes. Além desta, Jack Antonoff consegue capturar mais uma estrela do <em>pop</em> e aparece como produtor de <em>Lie To Girls</em>, uma balada crescente que mostra que para se iludir não é necessário que estejamos em uma relacionamento tóxico – nossa habilidade de se auto sabotar quase sempre se sobressai.</p>
<p>Se há um ponto fraco em <em>Short n&#8217; Sweet</em> é o seu desfecho. O álbum mantém uma coesão ao longo de suas faixas, mas, ao chegar à última, surge a impressão de que algo está faltando para finalizar a experiência de forma mais marcante. A repetitividade de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ju9X2HMMid4"><em>Don&#8217;t Smile</em></a> contribui para essa sensação de incompletude, como se o álbum pedisse um fechamento mais ousado e memorável. Apesar da leveza ser um dos principais atrativos do trabalho, um final mais impactante teria elevado o disco, levando o ouvinte a um clímax maior e oferecendo uma conclusão que conectasse todo o projeto de maneira mais satisfatória.</p>
<p>Ainda assim, Sabrina Carpenter reafirma seu potencial e se consolida como uma das grandes promessas da nova geração do <em>pop</em>. A faixa <em>Juno</em>, a melhor do disco, exemplifica isso claramente. Com uma batida irresistível e um <em>riff</em> de guitarra que imediatamente chama a atenção, a música se molda como uma canção <em>pop</em> perfeita. A melodia do refrão, contagiante e fácil de memorizar, desperta aquela necessidade de cantar junto, como se cada nota e cada palavra fosse uma liberação de energia e emoção, fazendo o ouvinte gritar com todos os pulmões: “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=1aMCVgRKcP4"><em>Eu estou com muito tesão</em></a>”.</p>
<p><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/3iPSVi54hsacKKl1xIR2eH?si=ug584OCJSbaF3JnobQ8l7Q">https://open.spotify.com/intl-pt/album/3iPSVi54hsacKKl1xIR2eH?si=ug584OCJSbaF3JnobQ8l7Q</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/">Sabrina Carpenter está com os hormônios à flor da pele em Short n’ Sweet</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34452</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Em The Rise and Fall of a Midwest Princess, Chappell Roan sai do armário rumo ao estrelato</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Jun 2024 16:18:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Casual]]></category>
		<category><![CDATA[Chappell Roan]]></category>
		<category><![CDATA[Coffee]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Nigro]]></category>
		<category><![CDATA[Femininomenon]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Veiga]]></category>
		<category><![CDATA[HOT TO GO!]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[Mês do Orgulho LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Rodrigo]]></category>
		<category><![CDATA[Pink Pony Club]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Red Wine Supernova]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[The Rise and Fall of a Midwest Princess]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=33540</guid>

					<description><![CDATA[<p>Guilherme Veiga “Eu sou a artista favorita do seu artista favorito. Eu sou a garota dos sonhos da sua garota dos sonhos”. Foram com essas palavras que Chappell Roan se apresentou ao mundo, ‘de supetão’ mesmo. E nada mais justo. Hoje, o pop se mostra um gênero extremamente cruel, onde se consolidar nele é como &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em The Rise and Fall of a Midwest Princess, Chappell Roan sai do armário rumo ao estrelato"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/">Em The Rise and Fall of a Midwest Princess, Chappell Roan sai do armário rumo ao estrelato</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33541" aria-describedby="caption-attachment-33541" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-800x800.png" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-1024x1024.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4-1200x1200.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image1-4.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33541" class="wp-caption-text">O nome artístico da cantora é uma homenagem ao sobrenome de seu avô somado a música favorita dele (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou a artista favorita do seu artista favorito. Eu sou a garota dos sonhos da sua garota dos sonhos</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Foram com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c_6lVaFUbCg&amp;ab_channel=ChappellRoan"><span style="font-weight: 400;">essas palavras</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Chappell Roan se apresentou ao mundo, ‘de supetão’ mesmo. E nada mais justo. Hoje, o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">se mostra um gênero extremamente cruel, onde se consolidar nele é como lutar por sobrevivência na savana africana. E não foi só com sua personalidade, mas também com seu disco de estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;">, que a intérprete chegou para impor seu lugar e permanecer no estilo.</span></p>
<p><span id="more-33540"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> assumiu por muito tempo uma literalidade cósmica. Assim como um meteoro, alguém simplesmente surgia, podendo seu brilho permanecer pela eternidade, como Madonna, ou simplesmente se apagar, caso de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kfVsfOSbJY0&amp;ab_channel=rebecca"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Black</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com Roan é diferente. Ela vem da mesma seara que Olivia Rodrigo e </span><a href="https://www.tiktok.com/@bensonboone"><span style="font-weight: 400;">Benson Boone</span></a><span style="font-weight: 400;">, que tiveram as redes sociais – principalmente o </span><i><span style="font-weight: 400;">Tik Tok </span></i><span style="font-weight: 400;">– não só para se impulsionarem, como também para documentarem a ascensão, a mesma que a cantora vive atualmente.</span></p>
<figure id="attachment_33542" aria-describedby="caption-attachment-33542" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-800x533.png" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image4-3.png 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33542" class="wp-caption-text">Entre o começo da ideia do álbum e o produto final, se passaram quatro anos com nove músicas lançadas como single (Foto: Mary Marthis)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> serve para registrar não só o crescimento da Chappell Roan como também o amadurecimento de Kayleigh Rose Amstutz, a pessoa por trás de toda essa maquiagem carregada. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xR55tIcWNVg&amp;ab_channel=ChappellRoan"><span style="font-weight: 400;">Natural de Willard</span></a><span style="font-weight: 400;">, Missouri, o álbum é a definição musical de um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde a intérprete transita entre a vontade de conquistar novos horizontes, contrabalanceando com o pertencimento em sua terra natal, pequena demais para ela, mas gigante em significado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliado à saída das amarras do interior, Roan consegue incorporar na temática seu descobrimento </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">. Deixar o Missouri para trás também significou trazer quem realmente é para o controle de si própria. Se, antes, ela cresceu achando que </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2023/dec/29/chappell-roan-pops-next-big-thing-i-grew-up-thinking-being-gay-was-a-sin"><span style="font-weight: 400;">ser gay era pecado</span></a><span style="font-weight: 400;">, hoje, ela não tem medo de ir pro inferno e faz das boates LGBTQIAPN+ o templo de adoração para seu culto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo é muito superlativo no disco, desde a temática lésbica escancarada, passando pelas referências típicas da geração Z até a comédia extremamente ácida, que, aliada aos tópicos anteriores, formam uma farofa </span><i><span style="font-weight: 400;">gourmet</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um gosto delicioso, dessa vez, para os ouvidos. O conjunto de exageros se catalisa perfeitamente em </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/53IRnAWx13PYmoVYtemUBS?si=b082d0e150e84d60"><i><span style="font-weight: 400;">Femininomenon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, abertura do registro que funciona como um teste para o que vem a seguir. A faixa é um amálgama de referências sonoras, iniciando com uma melodia de cordas e nos levando até uma moto </span><i><span style="font-weight: 400;">a lá </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/el-mal-querer-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Rosalía</span></a><span style="font-weight: 400;"> no pré-refrão, que evidenciam a forma como a produção vai trabalhar e brincar com suas referências ao longo dos 49 minutos. Se você sobreviver à efervescência da música, o resto é um deleite.</span></p>
<figure id="attachment_33544" aria-describedby="caption-attachment-33544" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image3-4.png" alt="" width="750" height="608" /><figcaption id="caption-attachment-33544" class="wp-caption-text">O nome do disco faz referência ao icônico The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, de David Bowie (Foto: Ryan Clemens)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Chappell Roan tem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nJZiVlTbN_E&amp;ab_channel=RollingStone"><span style="font-weight: 400;">Dan Nigro</span></a><span style="font-weight: 400;"> como parceiro de produção, o mesmo responsável por catapultar Olivia Rodrigo. Por isso, as duas, além de amigas, se assemelham em obra ao trazer a irreverência e teatralidade para suas músicas, além de fórmulas musicais que se conversam. Porém, enquanto Rodrigo foca na raiva para lidar com suas desilusões e questionamentos, Roan prefere simplesmente vivê-las de todas as formas possíveis, pois é a primeira vez que ela se permite a isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe construir um caminho de sensações ao longo do </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos guiando seja por estilo ou por sentimento. Mergulhando fundo no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco vai da </span><i><span style="font-weight: 400;">house music</span></i><span style="font-weight: 400;"> da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos hinos de líderes de torcida para entregar as excelentes </span><a href="https://youtu.be/w4WiXKGCJhg?si=7rqfrlumXKAbX85k&amp;t=1168"><i><span style="font-weight: 400;">Red Wine Supernova</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xaPNR-_Cfn0&amp;ab_channel=ChappellRoanVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">HOT TO GO!</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kWLai0XoZmg&amp;ab_channel=ChappellRoanVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Super Graphic Ultra Modern Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que não tem medo nenhum da futilidade e são planejadas, justamente, para fomentar a euforia de se descobrir uma nova voz e personalidade como a de Roan.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a artista, debutando nos seus tardios 25 anos, já conhece as montanhas-russas da vida e as transportam para o álbum, intercalando o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dançante com as baladas ultra melodramáticas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=olxdCY7hHEw&amp;ab_channel=ChappellRoan"><i><span style="font-weight: 400;">Coffee</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AfSjnsYiY_A&amp;ab_channel=ChappellRoan"><i><span style="font-weight: 400;">Casual</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são um primor técnico que constroem uma base melódica para que o poderio vocal da intérprete seja reverberado e sua dor seja sentida, fazendo com que, por mais ousados que sejam seus versos, eles se transformem em uma lamentação.</span></p>
<figure id="attachment_33545" aria-describedby="caption-attachment-33545" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33545" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/image2-4.png" alt="" width="750" height="500" /><figcaption id="caption-attachment-33545" class="wp-caption-text">Junto com a recente Good Luck, Babe!, as faixas Red Wine Supernova e HOT TO GO! estão levando o ‘evangelho’ de Roan cada vez mais longe nos charts (Foto: Ryan Clemens)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O cerne do disco se encontra na dualidade vivida pela cantora e como ela transporta isso para sua vivência. O registro é sobre conquistar seu espaço, mas realmente não achar que o mereça, já que houve uma vida na qual a artista foi desacreditada sobre quem era e os locais em que pertencia. Tanto que seu </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">inaugural, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GR3Liudev18&amp;ab_channel=ChappellRoanVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Pink Pony Club</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado no longínquo 2020, aborda a mesma temática de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GcXlN7meclE&amp;ab_channel=ChappellRoan"><i><span style="font-weight: 400;">Californa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a mudança de estado e de vida. Porém, Roan atribui perspectivas completamente diferentes e quase que antagônicas para cada faixa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Rise and Fall of a Midwest Princess</span></i><span style="font-weight: 400;"> cresce é na incerteza, no meio termo entre céu e inferno. É contagiante ao mesmo tempo que depressivo; é </span><a href="https://theconversation.com/theyre-serving-what-how-the-c-word-went-from-camp-to-internet-mainstream-210214#:~:text=Such%20qualities%20are%20epitomised%20in,these%20qualities%20throughout%20the%20competition."><i><span style="font-weight: 400;">cunt</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e também é </span><i><span style="font-weight: 400;">cult</span></i><span style="font-weight: 400;">; cidade grande e interior; são </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pTRzTGP6P0Q&amp;t=49s&amp;ab_channel=ChappellRoan"><span style="font-weight: 400;">sonhos que se erguem</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto outros se desmoronam e é o vinho tinto e o café. A única certeza que se tem é que estamos diante de uma nova era para o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, capitaneada por literalmente um ‘femininômeno’ gigante demais para caber em rótulos e que, após ser forçada a se encaixar neles, se rebela para criar seus próprios.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: The Rise and Fall of a Midwest Princess" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/0EiI8ylL0FmWWpgHVTsZjZ?utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/">Em The Rise and Fall of a Midwest Princess, Chappell Roan sai do armário rumo ao estrelato</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/the-rise-and-fall-of-a-midwest-princess-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">33540</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A intensidade intimista de Holy Fvck mostra que a potência do rock está dentro de Demi Lovato</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Mar 2023 20:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[29]]></category>
		<category><![CDATA[BONES]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica musical]]></category>
		<category><![CDATA[Demi Lovato]]></category>
		<category><![CDATA[EAT ME]]></category>
		<category><![CDATA[FREAK]]></category>
		<category><![CDATA[HEAVEN]]></category>
		<category><![CDATA[Holy Fvck]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[Monique Marquesini]]></category>
		<category><![CDATA[Pop Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Punk Rock]]></category>
		<category><![CDATA[Reabilitação]]></category>
		<category><![CDATA[Recomeços]]></category>
		<category><![CDATA[SKIN OF MY TEETH]]></category>
		<category><![CDATA[SUBSTANCE]]></category>
		<category><![CDATA[YUNGBLUD]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30496</guid>

					<description><![CDATA[<p>Monique Marquesini Um ano após o lançamento do brilhante Dancing with the Devil… The Art of Starting Over, Demi Lovato mostra mais uma vez sua potência em começar de novo. Lançado em 19 de agosto, o seu oitavo álbum de estúdio, Holy Fvck, traz a artista retomando suas origens do rock e do punk em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A intensidade intimista de Holy Fvck mostra que a potência do rock está dentro de Demi Lovato"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/">A intensidade intimista de Holy Fvck mostra que a potência do rock está dentro de Demi Lovato</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30500" aria-describedby="caption-attachment-30500" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30500 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image.webp" alt="Foto do oitavo álbum de estúdio de Demi Lovato. A imagem tem formato quadrado e mostra Demi Lovato deitada em cima de uma almofada em formato de cruz, enquanto está amarrada e na frente de um fundo preto com vermelho. " width="1500" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image.webp 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/image-1200x1200.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30500" class="wp-caption-text">Com forte influência de tons de vermelho e preto, e Demi deitada sob uma cruz o álbum Holy Fvck é repleto de dores e até mesmo de músicas sexualmente empoderadas (Foto: Island Records)</figcaption></figure>
<p><b>Monique Marquesini</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano após o lançamento do brilhante </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/demi-lovato-dancing-with-the-devil/"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing with the Devil… The Art of Starting Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Demi Lovato mostra mais uma vez sua potência em começar de novo. Lançado em 19 de agosto, o seu oitavo álbum de estúdio,</span> <a href="https://open.spotify.com/album/2QX21ryT6SIcft6N3PkfeR?si=nRhmrNH9TKy-DGtx8FDMFw"><span style="font-weight: 400;"><em>Holy Fvck</em></span></a><span style="font-weight: 400;">, traz a artista retomando suas origens do <em>rock</em> e do <em>punk</em> em arranjos mais pesados. Além das novas sonoridades, é fácil notar uma mudança genuína em Lovato &#8211;  as fases da vida da cantora são reflexos de seus sentimentos, e parece que em cada uma das 16 faixas do disco ela está realmente se redescobrindo.</span></p>
<p><span id="more-30496"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do desejo ao amor e à raiva, Demi explora uma explosão de sentimentos e de energia em cada música. A voz precisa nos agudos e a intensidade nas letras carregadas de experiências pessoais e dolorosas, nos leva a experimentar cada emoção da cantora. A primeira canção é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VZC9n0jDT04"><i><span style="font-weight: 400;">FREAK</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma colaboração com YUNGBLUD e uma abertura perfeita para sua nova fase &#8211; já que ela aproveita para satirizar a indústria que tratou seus traumas como piada e a colocou como “<em>freak</em>” (esquisita ou até aberração, em português).</span></p>
<figure id="attachment_30499" aria-describedby="caption-attachment-30499" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30499 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2.jpg" alt="Foto de Demi Lovato no primeiro show da Holy Fvck Tour. A foto tem formato retangular, e mostra Demi com o microfone em uma das mãos, ela está em um movimento expressivo com o corpo enquanto canta com os cabelos ao vento." width="1024" height="960" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2-800x750.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-2-768x720.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30499" class="wp-caption-text">O primeiro show da turnê Holy Fvck no Brasil aconteceu em São Paulo no dia 30 de agosto de 2022 e contou com Demi usando peças exclusivas de uma estilista brasileira (Foto: Demi Lovato/Instagram)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Na sequência das faixas estão os intensos <em>singles </em></span><em><a href="https://youtu.be/HgrC_h8-2FM"><span style="font-weight: 400;">SKIN OF MY TEETH</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PzUKeGZiEl0"><span style="font-weight: 400;">SUBSTANCE</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, que carregam honestidade e intimidade e que são um ajuste perfeito para a Demi Lovato de <em>Holy Fvck</em>. O primeiro <em>single</em> do álbum, <em>SKIN OF MY TEETH</em>, faz uso de batidas intensas e sons de guitarras fortes &#8211; junto a letra em que ela tenta reescrever o período de sua overdose e a recuperação, além de carregar as descobertas dela sem o uso de substâncias. Já no segundo <em>single</em>, <em>SUBSTANCE</em>, a cantora busca criticar a exaustão e ausência de conteúdo na sociedade, e produz um clipe com inspiração na década de 90 e início dos anos 2000. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Demi saiu da reabilitação outra vez/Quando essa merda vai acabar?”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, a lista de faixas é muito coesa e forte. Na quarta música, Demi mostra uma colaboração feroz com Royal &amp; the Serpent, compondo talvez uma das músicas mais impositivas do álbum &#8211; </span><em><a href="https://youtu.be/zSmvW2sZ3ZU"><span style="font-weight: 400;">EAT ME</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Em um <em>rock punk</em> forte, a letra denúncia como a indústria musical é responsável por moldar artistas para o que é mais vendável. E é nesse momento que a Lovato de <em>Holy Fvck</em> aparece vívida na canção, já que ela não mais ignora sua identidade e essência, mas se permite sentir desde o prazer até a raiva.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Demi Lovato: SUBSTANCE | The Tonight Show Starring Jimmy Fallon" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/rAEFXEWnmiY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em entrevista para </span><a href="https://youtu.be/wVzIbpH-fG8"><span style="font-weight: 400;">Zane Lowe</span></a><span style="font-weight: 400;">, Demi Lovato se abriu sobre a sua jornada na recuperação, saúde mental, traumas e sua sexualidade: “<em>Voltei ao tratamento e, quando saí, tinha todo esse trauma não resolvido com o qual eu não havia lidado. E então, quando saí, pensei: &#8216;Tudo bem ficar com raiva e sentir essas coisas&#8217;</em>”. Com certeza, é possível entender como cada um de seus processos pessoais tocam cada música e fazem com que o ouvinte se relacione com as sensações da cantora. Na mesma entrevista, Lovato ainda comenta sobre como se sentiu durante a produção: &#8220;<em>Nunca estive tão segura de mim e de minha música, este álbum fala por si só</em>&#8220;.</span></p>
<p><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nmpBEoiuUBw"><span style="font-weight: 400;">29</span></a></em> <span style="font-weight: 400;">é um dos exemplos mais crus dos sentimentos dela colocados em uma música. A faixa aborda o relacionamento de seis anos de Demi com Wilmer Valderrama, que começou quando ela tinha 17 anos e ele 29 &#8211; Lovato busca trazer uma pesada e direta mensagem sobre </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2022/09/04/elas-namoraram-homens-mais-velhos-na-adolescencia-perdi-uma-fase-da-vida.htm"><span style="font-weight: 400;">idade e consentimento</span></a><span style="font-weight: 400;">. No <em>podcast Call Her Daddy</em>, ela conta que, anos após o término, a reflexão sobre a situação vem de um olhar mais maduro, de como mulheres jovens são enganadas por homens muito mais velhos.</span></p>
<figure id="attachment_30497" aria-describedby="caption-attachment-30497" style="width: 1166px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30497 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3.png" alt="Foto da apresentação de Demi Lovato e sua banda no programa de TV Jimmy Kimmel Live. A imagem tem formato retangular e exibe Demi e as outras quatro mulheres de sua banda enquanto se apresentam." width="1166" height="611" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3.png 1166w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-800x419.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1024x537.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-768x402.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30497" class="wp-caption-text">O quinteto feminino é formado por Nita Strauss, Leanne Bowes, Brittany Bowman e Dani McGinley que junto a Demi Lovato trouxe ainda mais peso graças às fantásticas apresentações de punk rock (Foto: Island Records/Jimmy Kimmel Live)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da pressão de viver sob os holofotes e expectativas, em <em>Holy Fvck</em> Demi explora abertamente sua sexualidade. Com letras eletrizantes e sons dançantes, é visível que ela não teve medo de abraçar suas sensações na escrita. Faixas como </span><em><a href="https://youtu.be/Y7Io-_ZEmZE"><span style="font-weight: 400;">BONES</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><a href="https://youtu.be/vBzIZXL14zk"><span style="font-weight: 400;">CITY OF ANGELS</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e principalmente </span><em><a href="https://youtu.be/e6sbAmuSWBE"><span style="font-weight: 400;">HEAVEN</span></a></em> <span style="font-weight: 400;">são como celebrações da relação com si mesma e com seu corpo. Em <em>HEAVEN</em>, Lovato fala sobre o tabu da masturbação feminina, e faz até brincadeiras líricas entre a letra e referências religiosas: &#8220;<em>Crucificada pela vida que vivo/Oh, meu Deus, espero receber perdão/Indo para o inferno, porque parece o paraíso</em>&#8220;.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É do meio para o final das faixas que podemos observar uma Demi falando de amor e ainda assim tocando diversas vulnerabilidades de sua vida. Mas algumas músicas podem soar pouco frustrantes, em contraste com a força das músicas que abrem o álbum &#8211; como em </span><em><a href="https://youtu.be/n1RDgyHkuIQ"><span style="font-weight: 400;">WASTED</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><a href="https://youtu.be/8pB-whAL2Pk"><span style="font-weight: 400;">COME TOGETHER</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, em que a sonoridade não cativa tanto quem experimentou a veia <em>punk rock</em> de Lovato.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Demi Lovato - 29 (Official Live Performance) | Vevo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7bEQv1uf5v0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da cantora em <em>Holy Fvck</em> é antes de tudo um relato autêntico, potente e ao mesmo tempo vulnerável sobre as feridas de Demi. É bravo vê-la abraçando um renascimento em meio aos sons de guitarra, sua potência vocal intensa e letras emocionantes. O álbum tem uma veia nos primeiros trabalhos da artista em </span><em><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_nXDRXflb6qi_LNFJn1tWpRP4tCx37-1Ok"><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Forget</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_mVlg5RIKz6OxrHLrRkvNh5Ct0xdN3sp1E"><span style="font-weight: 400;">Here We Go Again</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, mas as reflexões cruas e a honestidade inabalável mostram o amadurecimento do som <em>pop-rock</em> adolescente para um <em>hard rock</em> muito bem produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de terminar em tons mais baixos, muitos sentimentos marcam a experiência da obra de Demi Lovato. Talvez essa seja uma das surpresas mais agradáveis da experiência: o álbum é amargo, picante, ácido, forte e encantador. Diferente de todos os seus trabalhos anteriores, <em>Holy Fvck</em> tem a substância que os álbuns <em>pop</em> de Lovato sentiam falta &#8211; a identidade, fúria e autoridade. Não há como esconder suas inspirações, que dessa vez soam mais verdadeiras e intensas. A liberdade de si e de chegar aos extremos – da ira ou da vulnerabilidade –, fazem com que Demi acerte em cheio, expondo seus ápices emocionantes e reencontre sua força nos </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><span style="font-weight: 400;">recomeços</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: HOLY FVCK" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2QX21ryT6SIcft6N3PkfeR?si=fbd611eaaacc4d12&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/">A intensidade intimista de Holy Fvck mostra que a potência do rock está dentro de Demi Lovato</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/holy-fvck-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30496</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2021 22:44:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[(There Is) No Greater Love]]></category>
		<category><![CDATA[10 anos]]></category>
		<category><![CDATA[2011]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Amy Amy]]></category>
		<category><![CDATA[Amy Winehouse]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Júlia Trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Back To Black]]></category>
		<category><![CDATA[Blake Fielder-Civil]]></category>
		<category><![CDATA[Blues]]></category>
		<category><![CDATA[Frank]]></category>
		<category><![CDATA[Fuck Me Pumps]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy]]></category>
		<category><![CDATA[Help Yourself]]></category>
		<category><![CDATA[I Heard Love Is Blind]]></category>
		<category><![CDATA[In My Bed]]></category>
		<category><![CDATA[Island Records]]></category>
		<category><![CDATA[Jazz]]></category>
		<category><![CDATA[Love Is a Losing Game]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Ronson]]></category>
		<category><![CDATA[Mitchell Winehouse]]></category>
		<category><![CDATA[Moody’s Mood For Love]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[October Song]]></category>
		<category><![CDATA[R&B]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Rehab]]></category>
		<category><![CDATA[Salaam Remi]]></category>
		<category><![CDATA[Stronger Than Me]]></category>
		<category><![CDATA[Take The Box]]></category>
		<category><![CDATA[Tears Dry On Their Own]]></category>
		<category><![CDATA[You Know I'm No Good]]></category>
		<category><![CDATA[You Sent Me Flying]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=21774</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ana Júlia Trevisan e Raquel Dutra Nós apenas nos despedimos com palavras, quando naquela tarde de 23 de julho de 2011, o mundo soube da morte de Amy Winehouse. A vida de uma das maiores vozes do jazz contemporâneo foi uma das mais difíceis dentre as existências artísticas que o mundo teve a dor e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/">Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21775" aria-describedby="caption-attachment-21775" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21775" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1.png" alt="" width="960" height="717" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1.png 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-800x598.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-1-768x574.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21775" class="wp-caption-text">O dia 23 de julho de 2021 marca uma década da morte de Amy Winehouse (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan e Raquel Dutra</b></p>
<p><a href="https://medium.com/a-longing-look/we-only-said-goodbye-with-words-4012bf600509"><i><span style="font-weight: 400;">Nós apenas nos despedimos com palavras</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando naquela tarde de 23 de julho de 2011, o mundo soube da morte de Amy Winehouse. A vida de uma das maiores vozes do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo foi uma das mais difíceis dentre as existências artísticas que o mundo teve a dor e a delícia de acompanhar, chegando ao limite extremo da luta pela sobrevivência em meio ao vício em drogas, transtornos alimentares e doenças psicológicas. O fim veio triste, com aquele gosto amargo de algo que consome cada vestígio de vida e genialidade até não sobrar mais nada, por meio de uma overdose na cidade de Camden, em Londres, quando a jovem artista tinha apenas 27 anos. </span></p>
<p><span id="more-21774"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década depois, nós voltamos ao luto de Amy Winehouse porque tudo o que ela deixou de herança para o mundo continua precioso, e porque tudo o que ela deixou em débito continua ameaçador e destrutivo. Os monstros de 2011 não desistem de rondar nossos jovens e nossos artistas, que acabam buscando nos vícios o refúgio para o cruel pesadelo que a vida e a indústria podem se tornar. Mas acima de tudo, Amy Winehouse merece ser conhecida pela sua relevância artística, musical e cultural e realizações que não estão compreendidas na imagem midiática marcada pelas suas tragédias pessoais, mas sim que mudaram </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2011/07/amy-winehouse-fica-na-historia-da-musica-entre-talento-e-polemicas.html"><span style="font-weight: 400;">a história da música para sempre</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21776" aria-describedby="caption-attachment-21776" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21776" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-1-1.jpg" alt="" width="800" height="539" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-2-1-1-768x517.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21776" class="wp-caption-text">&#8220;Eu não quero ser famosa, eu quero cantar&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A Amy Winehouse que conhecemos hoje teve a música correndo pelas suas veias desde o dia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wsnJpFF8PvQ"><span style="font-weight: 400;">14 de setembro de 1983</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nascida numa pequena cidade ao norte da Inglaterra dentro de uma família de ascendência judaica, muitos dos seus vínculos familiares mantinham relações próximas e profissionais com a música, principalmente o mais forte deles, que era com a sua avó paterna. Outra forte influência veio diretamente de seu pai, Mitchell Winehouse, que era cantor amador nas folgas do trabalho como taxista e criou Amy ao som de clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> como os entoados por Ella Fitzgerald e Frank Sinatra.</span></p>
<p><a href="https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/3857-amy-winehouse-na-infancia"><span style="font-weight: 400;">Os altos e baixos de sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> também sempre a acompanharam desde cedo. Quando Amy chegou aos nove anos, cedeu aos incentivos da avó e se matriculou em uma escola de artes, ao mesmo tempo em que se abalava com a separação de seus pais. Aos 14 anos, ela roubava a cena nos aniversários dos amigos quando assumia o papel de vocalista das canções de felicitações e encontrava as drogas pela primeira vez. Aos 15, escrevia suas primeiras canções e manifestava os primeiros traços de sua luta contra a bulimia. Aos 16, cantava clássicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">com orquestras e deixava os estudos para se tornar cada vez mais conhecida nos clubes de Londres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O poder vocal daquela jovem que conservava uma relação íntima com os clássicos mais antigos e fundamentais do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> atraía a atenção da </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/07/amy-winehouse-mantinha-jukebox-carregada-de-rock-em-pub-que-proibia-drogas.shtml"><span style="font-weight: 400;">cena musical londrina</span></a><span style="font-weight: 400;">, e foi em 2002 que ela assinou seus primeiros contratos profissionais bem-sucedidos. Com a gestão do grande produtor artístico britânico Simon Fuller, publicação da </span><i><span style="font-weight: 400;">EMI Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> e gravação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Island Records</span></i><span style="font-weight: 400;">, o sonho musical de Amy Winehouse demonstrava estar cada vez mais próximo.</span></p>
<figure id="attachment_21777" aria-describedby="caption-attachment-21777" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21777" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1.jpg" alt="" width="1080" height="716" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1-800x530.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-3-1-1-768x509.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21777" class="wp-caption-text">&#8220;Se você é tudo isso apenas aos 18 anos, o que você será aos 25?&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Naquela época, a potência musical de Amy e suas idas e vindas pelos estúdios londrinos já haviam concretizado algumas canções. É o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">October Song</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Amy Amy Amy</span></i><span style="font-weight: 400;">, duas das primeiras músicas compostas por Amy que já traziam um primeiro vislumbre do que seria o seu disco de estreia. A primeira, juvenil e lúdica, era onde </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-october-song-lyrics"><span style="font-weight: 400;">a artista soltava sua poesia</span></a><span style="font-weight: 400;"> e brincava com um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">; e a segunda, ousada e sensual, foi a forma que ela encontrou de engatar num </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> para desabafar sua </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-amy-amy-amy-lyrics"><span style="font-weight: 400;">libidinosa energia</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lhe rendia alguns &#8211; muitos &#8211; problemas, e suplicar para si mesma num tom meio auto debochado por um pouco juízo. Ou seja, algo completamente contrário a quase tudo o que se cria na nossa cabeça e nos nossos ouvidos quando pensamos no nome de Amy Winehouse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a identidade da artista é associada a uma inspiração profunda, obscura e densa, mas em 2003, a estreia de Amy através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> se dedicou a expressar uma energia divertida, jovial, leve e solta. </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/amy-winehouse-transformou-sua-dor-e-angustia-em-jazz-mas-ela-nao-era-so-isso-analise/"><span style="font-weight: 400;">A raiz no puro </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, não é nem um pouco diluída na aparência atraente do álbum, mas puxa o som para algo diretamente relacionado com as suas influências musicais, que como a própria identificava, soava um tanto elitista perto dos gêneros dominantes das paradas do início do novo século. Entre o equilíbrio de elementos mais simpáticos e outros mais fechados, Amy Winehouse chamava a atenção da crítica, atraía o gosto do público, saciava sua fome de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e agradava as vendas de sua gravadora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A graça de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> era anunciada por </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-intro-stronger-than-me-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Stronger Than Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, primeiro sucesso, e primeira música do primeiro álbum &#8211; e seguido pelo grande destaque do</span><i><span style="font-weight: 400;"> debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iVaqQe3V498"><i><span style="font-weight: 400;">Fuck Me Pumps</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que guardava numa melodia brincalhona uma </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-fuck-me-pumps-lyrics"><span style="font-weight: 400;">letra polêmica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o que a música tinha de melhor a oferecer nos anos 2000. No entanto, a mais comercial dessa grande ode ao amor que Amy tinha pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> clássico não teve muita resposta das tabelas musicais. Se aproximando do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xdi_yuSgQw8"><i><span style="font-weight: 400;">In My Bed</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era uma experimentação que confirmava algo que hoje entendemos como uma das maiores verdades sobre: a relação que a artista mantinha com suas inspirações dentro do seu gênero favorito e a forma como produzia sua própria arte a partir delas era realmente o que a tornava tão especial.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Stronger Than Me" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/7CYE0DYIbaw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">E coloca especial nisso. Para sanar qualquer dúvida a respeito dos motivos da adoração de Amy pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela mostra o quão bem a música faz à ela no </span><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i><span style="font-weight: 400;"> da clássica </span><i><span style="font-weight: 400;">(There Is) No Greater Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na voz de Amy, a música de Isham Jones e Marty Symes, </span><a href="https://www.classicjazzstandards.com/songs/there-is-no-greater-love/"><span style="font-weight: 400;">originalmente tocada em 1936</span></a><span style="font-weight: 400;">, se derrete numa versão acústica e fresca, performada ao ar livre, que nos leva para o que sempre foi seu melhor lugar. A gravação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenha no imaginário de seus ouvintes uma pacífica noite estrelada numa praia deserta, com as suas pessoas favoritas ao seu redor e a melhor música do mundo tocando ao fundo, mostrando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zJfRdUx3gV0"><span style="font-weight: 400;">uma face serena de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, infelizmente, o mundo quase não conheceu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ambiente consolador era o que Amy mais precisava em meio às turbulências da vida, e sempre que possível, ela o criava através da música. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">, voltamos a conhecer os refúgios da artista em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jzafg6sAi4M"><i><span style="font-weight: 400;">Moody’s Mood For Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que marca a sua ligação radical com a música caribenha e jamaicana no gênero híbrido que é o </span><i><span style="font-weight: 400;">ska</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ali, encontramos uma Amy Winehouse solta, cantando seus versos de forma livre e sem preocupação óbvia com o ritmo, como toda boa música que </span><a href="https://personaunesp.com.br/bob-marley-morte-40-anos/"><span style="font-weight: 400;">se deixa influenciar pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A excelência e esmero de Amy com sua música já entregava naquele primeiro disco uma das músicas mais perfeitas de sua discografia. Na segunda faixa de seu álbum de estreia, o desejo da artista era abraçar todas as notas musicais possíveis por meio dos arpejos do piano de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o1vwoIE1HkY"><i><span style="font-weight: 400;">You Sent Me Flying</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Confiante, espontânea, apaixonante, ela mostrava o porquê poderia ser uma exímia diva do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_21778" aria-describedby="caption-attachment-21778" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21778" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-4-1-1.jpg" alt="" width="800" height="531" /><figcaption id="caption-attachment-21778" class="wp-caption-text">O produtor Salaam Remi dizia que Amy tinha &#8220;o estilo de um cantor de jazz de 65 anos&#8221; e que &#8220;ela conhecia as notas musicais de cabeça pra baixo&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte da beleza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;"> estava na sinceridade de sua criadora. Outra joia do disco é </span><i><span style="font-weight: 400;">I Heard Love Is Blind</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde Amy Winehouse desperta todos os nossos sentidos através da melodia vagarosa e conformada de alguém que compreende a gravidade das </span><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-i-heard-love-is-blind-lyrics"><span style="font-weight: 400;">infidelidades que cercam sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto partindo de terceiros, como de si mesma. Nas palavras de qualquer outro artista, uma música como essa não passaria de uma metáfora exagerada. Mas na voz visceralmente verdadeira de Amy Winehouse, aquela era uma forma de desabafar a maneira intensa e destrutiva com que ela vivia o amor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas esquinas, o álbum que precisava causar boas impressões não conseguia esconder completamente os cantos escuros de Amy Winehouse. O efeito dramático que os pianos e baixos criam em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Take The Box</span></i><span style="font-weight: 400;"> revelam os aspectos que logo iriam se sobressair e tomar sua vida e arte por completo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O movimento de descobrir a profundidade emocional de Amy segue na vibrante </span><i><span style="font-weight: 400;">Help Yourself</span></i><span style="font-weight: 400;">. O refrão, composto por um leve </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu não posso te ajudar se você não se ajudar”</span></i><span style="font-weight: 400;">, flui dos vocais de Amy mas também se transforma no desabafo que mais se ouvia dos </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/afp/2021/07/23/dez-anos-apos-a-morte-familia-de-amy-winehouse-quer-recuperar-sua-imagem.htm"><span style="font-weight: 400;">amigos e familiares de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mostrando seus primeiros contornos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">, a mensagem seria ainda mais urgente na próxima fase da vida da artista representada pelo segundo e último disco de Winehouse. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Take The Box" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/egpsoqLxkQE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O caminho da jovem artista estava aberto com </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">, que apesar de ter conquistado um impacto positivo, em nada se comparava com o que aconteceria com seu sucessor. Mas como Amy sempre teve que enfrentar seus monstros, o caminho até chegar naquele que seria o maior álbum da carreira foi marcado por </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/878444-biografia-de-amy-winehouse-explica-historia-de-rehab.shtml"><span style="font-weight: 400;">períodos conturbados de sua vida</span></a><span style="font-weight: 400;">. É em meio ao seu envolvimento com álcool e drogas pesadas, unido aos problemas de distúrbio alimentar e a pressão do ritmo produtivo da indústria que a cantora rompeu com a sua primeira gravadora para conseguir trabalhar com autonomia uma produção mais independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim surge </span><a href="https://open.spotify.com/album/097eYvf9NKjFnv4xA9s2oV?si=JyRYrs_fSWGPlkc-CWEhMA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o disco que já nasceu clássico e é considerado um dos maiores do século XXI. O segundo trabalho de Amy Winehouse segue com as referências fundamentais do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> norte-americano &#8211; gênero esse que consagrou Amy Winehouse como uma das maiores cantoras de sua geração -, mas ainda consegue ser um álbum mais eclético e popular em relação ao seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, incorporando mais elementos do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do</span><i><span style="font-weight: 400;"> R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, e construindo uma obra completa, de sonoridade e letras complexas, dentro de sua proposta e com o toque final da inconfundível voz de Amy.</span></p>
<figure id="attachment_21779" aria-describedby="caption-attachment-21779" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21779" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1.jpg" alt="" width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-5-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21779" class="wp-caption-text">Amy não compreendia o sucesso como assinar com gravadoras e estar no topo das paradas: &#8220;sucesso pra mim é ter a liberdade de trabalhar no que eu quiser, pode jogar tudo para o alto e ir para o estúdio quando eu quiser ir” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A marca principal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black </span></i><span style="font-weight: 400;">é ser uma obra forte, pessoal, envolvente e intimista. O trabalho feito ao lado dos produtores </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2019/08/voce-precisa-conhecer-mark-ronson.html"><span style="font-weight: 400;">Mark Ronson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Salaam Remi levou 5 meses para ficar pronto (compreendendo o período de março a agosto de 2006), e traz muito da própria história de Amy e das transformações em sua vida desde </span><i><span style="font-weight: 400;">Frank</span></i><span style="font-weight: 400;">. O tempo gasto na preparação do trabalho carimba o cuidado pela música que espelhava a alma de sua compositora, e também denuncia as dificuldades encontradas pelo caminho da produção. É como Amy confessa logo em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">de abertura num pedido de ajuda, e continua a aprofundar a carga emocional do disco no faixa a faixa.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Rehab </span></i><span style="font-weight: 400;">é a música responsável por inaugurar o álbum, e foi a mesma que abriu os olhos do mundo para toda potência de Amy Winehouse. A </span><a href="https://www.grammy.com/grammys/news/deep-10-amy-winehouses-back-black"><span style="font-weight: 400;">letra autobiográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> revela uma cantora que já havia passado todos os limites no uso de drogas e precisava urgentemente de ajuda médica, mas os interesses de pessoas próximas &#8211; e a dificuldade de aceitação em reconhecer sua própria situação- a levaram para o caminho do estúdio. Todo o álbum é uma grande sessão de terapia com os desabafos feitos em cada verso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na  época, a cantora se relacionava com </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/overdoses-e-prisao-5-episodios-explosivos-do-relacionamento-de-amy-winehouse-e-blake-fielder-civil.phtml"><span style="font-weight: 400;">Blake Fielder-Civil</span></a><span style="font-weight: 400;">. O namoro abusivo que girava em torno à entorpecentes foi um dos combustíveis mais vorazes para a explosão de emoções que </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;"> causa em seus apenas 34 minutos. A canção </span><i><span style="font-weight: 400;">You Know I&#8217;m No Good</span></i><span style="font-weight: 400;"> é como um diário aberto sobre o encontro dos dois e o abuso psicológico que ele causava nela. Cheia de culpa, Amy se abre sobre o relacionamento com infidelidade e drogas, sentimos que ela quer estar longe, mas algo muito maior a domina, um sentimento maior que ela a prende nessa dinâmica de abuso.</span></p>
<figure id="attachment_21781" aria-describedby="caption-attachment-21781" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21781" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1.jpg" alt="" width="1300" height="891" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-800x548.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-1024x702.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-768x526.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-6-1-1-1200x822.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21781" class="wp-caption-text">&#8220;O amor está, de alguma maneira, me matando&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fúnebre canção que batiza o disco também surge do </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/overdoses-e-prisao-5-episodios-explosivos-do-relacionamento-de-amy-winehouse-e-blake-fielder-civil.phtml"><span style="font-weight: 400;">relacionamento de Amy e Blake</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na época que estava com a artista, Blake também mantinha um namoro com Sarah Aspin. É esse pulo que ele dava entre as duas amantes que inspirou a fúnebre canção que batizou o disco. </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=bob+marley"><span style="font-weight: 400;">A entrega a cantora</span></a><span style="font-weight: 400;"> se faz presente em todos os aspectos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;">, por meio das letras notamos uma mulher apaixonada matando um dragão por dia, através da voz conhecemos uma das maiores cantoras que o mundo já viu, vivendo cada linha de suas composições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A canção-título abre uma tríade de músicas especialmente memoráveis na já icônica </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/amy-winehouse-11-curiosidades-disco-back-to-black"><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;">, que apresenta um gosto analgésico diferente nessa seleção de ouro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Love Is a Losing Game</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz um instrumental marcado pela lentidão que permite a cantora praticamente declamar toda a bagunça do amor. Já em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ojdbDYahiCQ"><i><span style="font-weight: 400;">Tears Dry On Their Own</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, brota a esperança de vê-la longe desse homem que tanto a humilha, mas novamente, ela está numa encruzilhada entre a necessidade de estar junto e a necessidade de nunca mais vê-lo. A autodepreciação é tempestuosa, e mal sabíamos que esse era só o começo do fim de Amy Winehouse.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Just Friends</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das mais </span><a href="https://sagadasmusicas.wordpress.com/2018/03/21/analisando-a-letra-amy-winehouse-just-friends/"><span style="font-weight: 400;">plenas traduções dos sentimentos de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;"> em relação a Blake. Todos os incontroláveis defeitos que ela conhecia e todo desgaste emocional sofrido foram transcritos e pacificamente cantados no refrão do </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> que indagava</span><i><span style="font-weight: 400;"> “quando vamos arranjar tempo para ser apenas amigos?”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nessa  emboscada, é evidente que, apesar de toda provação, ela não o queria longe, e </span><i><span style="font-weight: 400;">He Can Only Hold Her</span></i><span style="font-weight: 400;"> trata dessa dualidade e confusão dos sentimentos do amor à traição, das drogas à paixão e culpa.</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=YM_pGZ3efgs"><i><span style="font-weight: 400;">Some Unholy War</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos coloca no centro de uma guerra amorosa onde necessariamente alguém vai sair machucado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Tears Dry On Their Own" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ojdbDYahiCQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo do álbum, a citação às drogas e ao álcool são incontáveis e não estão mais presentes na vida da artista de maneira adolescente como antes poderia parecer. Não existiam mais festinhas e </span><i><span style="font-weight: 400;">pubs </span></i><span style="font-weight: 400;">para se divertir, e sim </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2016/08/fundacao-amy-winehouse-cria-clinica-de-reabilitacao-gratuita-para-mulheres/"><span style="font-weight: 400;">o buraco negro do vício</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sugava toda a energia e os aspectos da vida da artista. Toda a compulsão da cantora é válvula de escape para a luta que travava com a sobrevivência toda vez que saia da cama, e assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Addicted</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos deixa chapados e colados a quem nem deveria estar ao nosso lado &#8211; muito menos ao lado de Amy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo e último disco de Amy Winehouse é uma descrição sentimental da artista, que viveu seus problemas pessoais mais graves enquanto estava no auge de sua carreira diante dos olhos do mundo inteiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Back To Black</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o álbum mais comprado no Reino Unido no ano de seu lançamento, e indicado a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IKraZ_2XvdU"><span style="font-weight: 400;">seis categorias da 50ª edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Canção do Ano, Gravação do Ano, Melhor Performance Vocal </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">Feminina, Artista Revelação, Melhor Álbum Vocal </span><i><span style="font-weight: 400;">Pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e Álbum do Ano, vencendo as cinco primeiras, e tornando Amy a primeira intérprete feminina britânica a vencer cinco categorias da premiação naquela noite de 10 de fevereiro de 2008.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Amy Winehouse - Back To Black" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/TJAfLE39ZZ8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A fama meteórica fez com que </span><a href="https://portalpopmais.com.br/nove-anos-sem-amy-winehouse-confira-o-impacto-da-artista-na-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">o impacto cultural de Amy</span></a><span style="font-weight: 400;"> fosse tremendo. A personalidade expressa naquela maquiagem marcada naquele delineado gatinho, o </span><i><span style="font-weight: 400;">piercing</span></i><span style="font-weight: 400;"> em na lateral superior dos lábios, o corpo decorado por tatuagens e as estampas de bolinhas em tons de vermelho em preto em seus </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;">… De repente, em pleno início do novo século, se via um ressurgimento da estética </span><i><span style="font-weight: 400;">rockabilly</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pin-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 50 e 60, influenciado por uma figura azarona no meio </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que sequer se identificava com o meio ou reivindicava seu lugar dentro daquele espaço. Era o fenômeno Amy Winehouse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o holofote da mídia também foi um dos altares de sua queda. </span><span style="font-weight: 400;">Conforme os problemas do vício em drogas e dos distúrbios alimentares e doenças psicológicas se tornaram mais explícitos, o mundo mudou a ótica pela qual a enxergava. Os tabloides, sempre parasitários e inicialmente bajuladores, passaram a se alimentar de Amy sob uma outra perspectiva, a mais cruel possível. Nos momentos de maior vulnerabilidade física e emocional da artista, sua aparência e comportamentos eram os temas de manchetes sensacionalistas, preconceituosas, alarmistas, desrespeitosas e violentas, ridicularizando suas lutas pessoais. Infelizmente, Amy integrou o rol de </span><a href="https://vogue.globo.com/celebridade/noticia/2021/02/10-famosas-que-foram-brutalmente-perseguidas-e-prejudicadas-pela-imprensa.html"><span style="font-weight: 400;">vítimas do assédio midiático</span></a><span style="font-weight: 400;"> que lançava suas favoritas ao estrelato quando oportuno, e que as destruía com alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">flashes</span></i><span style="font-weight: 400;"> quando rentável. </span></p>
<figure id="attachment_21782" aria-describedby="caption-attachment-21782" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21782" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-7-1-e1627079044244.jpg" alt="" width="720" height="921" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-7-1-e1627079044244.jpg 720w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-7-1-e1627079044244-625x800.jpg 625w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21782" class="wp-caption-text">“Eu sinto o peso que seus ombros carregam/Agora eu simpatizo/Olhando através desses seus olhos vermelhos/Agora eu sei, você está tão frustrado/Mas todos nós nos tornamos aquilo que detestamos/Aliás, ninguém é tão esperto assim” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como resposta, a postura de Amy diante da mídia também mudou. A artista do momento que costumava ser simpática e receptiva com os repórteres se transformou numa mulher fechada e perseguida. Suas energias foram sugadas pelo turbilhão de </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzis </span></i><span style="font-weight: 400;">que a vigiava 24 horas por dia, 7 dias por semana. A caça por cliques da cantora em seu pior estado gritava mais alto do que todo pedido de socorro que ela emanava. A superexposição sofrida nos fazia prever que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/traicoes-isolamento-alcoolismo-angustiantes-dias-finais-amy-winehouse/"><span style="font-weight: 400;">perderíamos Amy Winehouse precocemente</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a artista fez uma pausa musical de dois anos. A luta para se sentir melhor era real, mas as pessoas ao seu redor a viam como um caixa eletrônico. O próprio pai invadiu as férias da cantora com uma equipe de filmagem para cenas de um documentário, atrapalhando toda e qualquer evolução que ela pudesse ter. Em maio de 2011, ela foi </span><a href="http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/05/amy-winehouse-se-interna-novamente-em-clinica-de-reabilitacao.html"><span style="font-weight: 400;">internada na reabilitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, entretanto o tratamento durou apenas uma semana, para que fizesse sua agenda de </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;">. Amy visivelmente não deveria estar em cima dos palcos, o que levou ao mais do que necessário cancelamento das 11 datas restantes.</span></p>
<figure id="attachment_21783" aria-describedby="caption-attachment-21783" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21783" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1.jpg" alt="" width="1024" height="627" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1-800x490.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagem-8-1-768x470.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21783" class="wp-caption-text">Amy não se dizia boa em atender as expectativas dos outros como pessoa pública: &#8220;me deixa em paz, eu vou fazer músicas&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><a href="https://genius.com/Amy-winehouse-back-to-black-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">“Eu morri uma centena de vezes”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Amy denunciava o desgaste em um de seus maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;">, que já havia levado a paixão que ela imprimia nos versos de suas canções, e que transformava em algo cada vez mais distante o momento em que veríamos de novo aquela mulher indefesa e encantada com sua vitória no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas isso não a impedia de compor. O </span><span style="font-weight: 400;">relacionamento de Amy com a música era puro e emocional, </span><span style="font-weight: 400;">e ela não vivia pra cantar, ela cantava pra viver. Em qualquer canto que olhamos, há culpa pela fatalidade que fez com que Amy partisse tão jovem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/07/23/1427_10-anos-sem-amy-winehouse-como-cantora-se-tornou-um-icone-mesmo-com-uma-carreira-tao-curta.html">O poder de Amy Winehouse</a> se dissipou totalmente quando a artista se encontrava no fim de sua vida. Ali, ela era vítima. De si mesma, da sua intensidade, das pessoas ao seu redor que abusaram de sua fragilidade, dos seus monstros, do preconceito que a sociedade conserva por pessoas que sofrem com a dependência química, da crueldade das doenças e distúrbios psicológicos, da indústria musical, do entretenimento, da mídia. Todo respeito é necessário quando se fala do monumento que era Amy, uma voz potente e sentimento não pode ser apagada ou esquecida à mercê de seus fantasmas.</span></p>
<figure id="attachment_21784" aria-describedby="caption-attachment-21784" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21784" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/essa-pra-arte.jpg" alt="" width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/essa-pra-arte.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/essa-pra-arte-768x513.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21784" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">&#8220;A fama é uma coisa assustadora&#8221;, desabafava Amy em cenas de seu documentário premiado com o Oscar em 2015 </span>(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma década depois, a volta ao luto é densa e pesada. Encarar a morte da artista e todas as suas tristes razões e circunstâncias é doloroso, e a saudade de sua expressão artística é avassaladora. </span><span style="font-weight: 400;">E assim como a força que atraía Amy Winehouse de volta aos seus lugares mais escuros até que esse movimento se transformasse em algo insustentável e permanente, sufocando sua vida e genialidade, nós continuamos atraídos pela força do brilho de sua música, voltando à vida e memória de uma maiores vozes do século.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse" width="100%" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/1VBxAkyYDlXZyahTw7ZLpr?si=RrHkIa9RS5m-nQSZG2rg4Q&#038;utm_source=copy-link&#038;dl_branch=1"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/">Back To Black: 10 anos sem Amy Winehouse</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/amy-winehouse-morte-10-anos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">21774</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
