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	<title>Arquivos Island in Between &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Island in Between &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Os Curta-metragens do Oscar 2024</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Mar 2024 19:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos dos que se propõem a maratonar a lista dos indicados ao Oscar se esquecem dos curtas-metragens. O desinteresse pela categoria as impede de experienciar histórias valiosas e marcantes em diferentes temáticas e formatos &#8211; animação, live-action ou documentário. Os curtas são capazes de explorar qualquer assunto em um tempo limitado sem parecer superficial, te &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Curta-metragens do Oscar 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32710" aria-describedby="caption-attachment-32710" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32710" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar-768x404.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32710" class="wp-caption-text">Assim como os longas, os curtas do Oscar 2024 esbarram nos debates sobre os conflitos mundiais (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos dos que se propõem a maratonar a lista dos indicados ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se esquecem dos curtas-metragens. O desinteresse pela categoria as impede de experienciar histórias valiosas e marcantes em diferentes temáticas e formatos &#8211; animação, </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou documentário. Os curtas são capazes de explorar qualquer assunto em um tempo limitado sem parecer superficial, te fazem rir, chorar, se inspirar, apaixonar e, às vezes, tudo isso ao mesmo tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na ficção, as produções selecionadas pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/oscar-2022-present-all-23-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Academia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a 96ª edição da premiação abordam desde temas coletivos como aborto, abuso infantil e o holocausto, até questões subjetivas e individuais como o luto e memórias da infância. Na categoria documental, as obras retratam, além da vida pacata de duas senhoras e do impacto da música no desenvolvimento de estudantes, denúncias sociais sobre a proibição de livros em escolas, a disparidade econômica-racial e questões diplomáticas. Mesmo que de forma breve, não falham em se aprofundar em temáticas complexas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os curtas não ficam para trás dos longas-metragens, nem em qualidade da história, relevância ou impacto emocional. Apesar de serem desvalorizados em relação aos principais prêmios da noite, você só tem a ganhar dando uma chance para essas narrativas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2023/"><span style="font-weight: 400;">Cineclube de curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">vem com essa finalidade: valorizar as produções indicadas e, quem sabe, te incentivar a conhecer um pouco mais sobre essas histórias. </span><b>&#8211; Amabile Zioli e Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span id="more-32656"></span></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem Live-action</h2>
<figure id="attachment_32668" aria-describedby="caption-attachment-32668" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32668" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4.jpg" alt="Cena do filme A Incrível História de Henry Sugar. Em primeiro plano está o personagem Henry Sugar, interpretado por Benedict Cumberbatch, com uma vela acesa em sua frente, olhando para a câmera com uma feição séria. Ele é branco, com cabelo e bigode marrom e olhos azuis. Em segundo plano, há a bancada de uma cozinha. O chão é quadriculado em branco e azul. A bancada é branca e possui utensílios de cozinha em cima: torneiras, bacias, potes, bule, entre outras coisas. Um pouco à frente, há um aparador com taças, gelo e garrafas de bebidas alcóolicas. Nas paredes brancas, há dois quadros" width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32668" class="wp-caption-text">O Fantástico Sr. Raposo (2009), dirigido por Anderson, também é uma adaptação da literatura de Dahl (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>A Incrível História de Henry Sugar </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Wes Anderson lançou uma série de quatro curtas na plataforma &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-historia-de-henry-sugar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível História de Henry Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cisne</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caçador de Ratos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Veneno</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">O primeiro, indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Curta-Metragem Live-Action, é a representação fiel do livro homônimo de Roald Dahl que conta a história do mágico paquistanês Kuda Bux, vivo durante os Anos 1990. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As características marcantes da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IvFxK3kz9Aw"><span style="font-weight: 400;">direção de Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> estão presentes mais uma vez no curta. A centralização perfeccionista e a atuação teatral tornam o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">  contagiante e fazem 40 minutos parecerem 10. Para fãs do diretor, essa é sua volta triunfante para o mundo das adaptações. O </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/09/incrivel-historia-de-henry-sugar-veja-sinopse-elenco-e-trailer-do-curta-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteiro são peças-chave para esse sucesso: com a quebra da quarta parede em diversos momentos, o espectador se sente mais próximo da cativante história de Henry Sugar. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<figure id="attachment_32700" aria-describedby="caption-attachment-32700" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.png" alt="Cena do curta The After, Homem de pele negra, com barba, olhando para cima, com os olhos cheios de lágrimas, está com sua mão no pescoço, onde há um close em sua mão com a aliança. O homem está com um sentimento de saudade. O cenário da imagem é um estacionamento no meio da cidade. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32700" class="wp-caption-text">O filme consegue retratar o sentimento proposto, tratando de algo complexo e que não tem como ser solucionado ou contornado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>The After </strong></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/The_After"><i><span style="font-weight: 400;">The After</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aborda um tema sensível ao qual estamos expostos em nosso dia a dia. Sempre  acostumados com a rotina, qual seria nossa reação diante de uma tragédia inesperada? O que poderia ser só mais um dramalhão vira um curta com um grande exemplo de reflexão e resiliência, uma obra sobre a empatia e o desconhecimento da jornada individual de cada um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em decorrência do trauma, a vida de Dayo, interpretado por </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Oyelowo"><span style="font-weight: 400;">David Oyelowo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Selma: Uma Luta Pela Igualdade</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2014) muda completamente após uma morte na família. Sua carreira bem-sucedida foi para o espaço: o protagonista vai de um executivo de sucesso a um motorista de aplicativo. Tentando se reconstruir, mas com o peso do passado ao seu lado, durante uma viagem, o encontro com uma passageira o obriga a encarar sua jornada de dor. </span><i><span style="font-weight: 400;">The After</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai além da dor do personagem principal e entrega um curta-metragem sobre o próximo, sua história e seu legado. A abordagem, o roteiro e personagens, todos são levados a encarar o luto, em uma aula de amor que toma poucos minutos do seu tempo e irá te emocionar e refletir. <strong>&#8211; Rafael Gomes</strong></span></p>
<figure id="attachment_32701" aria-describedby="caption-attachment-32701" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.png" alt="Cena do curta-metragem Invincible. O protagonista Marc, dos ombros para cima, segura um cigarro entre os dentes enquanto olha para a sua frente. O personagem tem o cabelo curto, um corte raspado, e está com um fone de ouvido em volta do pescoço. Ao fundo, o céu azul ocupa a tela inteira." width="1999" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1536x1153.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1200x900.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32701" class="wp-caption-text">“Um garoto em uma busca desesperada por liberdade.” Essa é a definição usada na sinopse do curta (Foto: Telescope Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Invincible </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na trágica história real do amigo de infância do diretor </span><a href="https://filmshortage.com/an-interview-with-acclaimed-director-vincent-rene-lortie-on-his-oscar-qualifying-short-film-invincible/"><span style="font-weight: 400;">Vincent René-Lortie</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Invincible</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conto devastador sobre a juventude. Em sua primeira cena, o curta define o tom da história que caminha para um final inevitável, acompanhando como o protagonista, Marc, um garoto de 14 anos, chega até esse ponto. A direção conquista uma conexão emocional com o personagem e a história, tornando impossível para o espectador não se envolver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O menino está sob a tutela de um centro de detenção juvenil, mas a história escolhe focar no indivíduo e seus sentimentos, ao invés das ações que o levaram por esse caminho. A performance do jovem </span><a href="https://vimeo.com/901531974"><span style="font-weight: 400;">Léokim Beaumier-Lépine</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o destaque da obra: o ator consegue comunicar emoções complexas e conflitantes apenas com suas expressões, como uma janela para o que ocupa a mente do personagem durante as 48 horas em que se passa o filme. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<figure id="attachment_32703" aria-describedby="caption-attachment-32703" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32703" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-3.png" alt="Cena do curta-metragem Knight of Fortune. À esquerda, o personagem Torben, ao lado de Karl. Os homens estão lado a lado e em frente ao topo de um caixão branco. Atrás deles, a parede de azulejos branca é iluminada por uma lâmpada de led." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-32703" class="wp-caption-text">Às vezes é mais fácil encontrar distrações, como consertar uma lâmpada, do que encarar a realidade (Foto: Jalabert Productions)</figcaption></figure>
<p><strong>Knight of Fortune </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Knight of Fortune </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma representação comovente e realista de pessoas passando por dores inimagináveis e, mesmo assim, encontrando do que rir. O curta-metragem de </span><a href="https://directorsnotes.com/2024/02/08/lasse-lyskjaer-noer-knight-of-fortune/#video-interview"><span style="font-weight: 400;">Lasse Lyskjær Noer</span></a><span style="font-weight: 400;"> ilumina as inexplicáveis nuances e ironias do luto. Karl, recém viúvo, visita uma capela para se despedir de sua falecida esposa, mas não consegue reunir a coragem para vê-la daquele jeito e pela última vez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor encontra o humor no absurdo das coisas trágicas que não tem razão. Durante seus 25 minutos de duração, o curta é igualmente </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/screening-room/grief-and-comedy-come-together-in-knight-of-fortune"><span style="font-weight: 400;">engraçado e arrebatador</span></a><span style="font-weight: 400;">, conquistando ambos por sua honestidade brutal. As atuações são de uma sensibilidade ímpar e o que faz a história funcionar. Leif Andrée como Karl e Jens Jørn Spottag como Torben, outro viúvo que cruza o caminho do protagonista no momento em que ele mais precisa, compreendem como a dor compartilhada conecta as pessoas. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<figure id="attachment_32658" aria-describedby="caption-attachment-32658" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3.png" alt="" width="1500" height="843" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32658" class="wp-caption-text">Red, White and Blue é a grandiosa estreia de Nazrin Choudhury na direção, inspirada pela sua própria experiência com um aborto legal (Foto: Samantha Bee)</figcaption></figure>
<p><b>Red, White and Blue</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nenhum curta-metragem deva desbancar o favoritismo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-historia-de-henry-sugar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível História de Henry Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Red, White and Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">chega o mais próximo possível. Na história, uma mãe solo de duas crianças (Brittany Snow), passando por dificuldades financeiras e para criar os filhos, viaja pelo país para realizar um aborto. Ao chegar no destino, a descoberta da </span><a href="https://www.eninarothe.com/movies/2024/1/28/nazrin-choudhurys-short-red-white-and-blue-is-an-oscar-nominated-must-watch"><span style="font-weight: 400;">real motivação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da protagonista é desestabiliza qualquer espectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com performances tocante de Snow e da jovem Juliet Donenfeld, que interpreta a filha mais velha, o curta envolve ao apresentar uma relação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre mãe e filha que, diante de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/blonde-critica/"><span style="font-weight: 400;">adversidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, se aprofunda ao som das músicas no rádio e das paradas no caminho da viagem. Apesar da conclusão dilacerar o coração, a direção e roteiro de Nazrin Choudhury arriscam a subjetividade e sensibilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Red, White and Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">em nome de um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">didático demais. &#8211; </span><b>Vitória Gomez</b></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem Documental</h2>
<figure id="attachment_32660" aria-describedby="caption-attachment-32660" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.png" alt="Cena do curta-metragem The ABCs of Book Banning. Na imagem, a câmera captura as mãos de uma criança negra folheando um livro aberto em uma mesa escura. O livro é repleto de escritos em letras garrafais a apresenta um desenho colorido de uma pensadora negra que diz: “You tell them who you are” (“Você diz a eles quem você é”, em tradução livre)." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32660" class="wp-caption-text">O curta-metragem estreou no Festival de Cinema de Woodstock (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><strong>The ABCs of Book Banning</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo de uma premissa interessante – combater a restrição de livros nas escolas dos Estados Unidos através das opiniões dos leitores, as crianças —, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=97H-2d2VAcc"><i><span style="font-weight: 400;">The ABCs of Book Banning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue falhar tanto na execução que o grande destaque acaba sendo o depoimento de Grace Linn, uma senhora de 100 anos, e não uma fala de algum ser pequeno apaixonado pelo universo das palavras. Indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024 de Melhor curta-metragem documental, o filme usa algumas cartas extremamente estadunidenses, como a constante menção à suposta liberdade incondicional do país e a construção de uma atmosfera que parece querer dizer, a todo o momento, o quanto as suas novas gerações serão as responsáveis por transformar o futuro em um mundo melhor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de cair nessas ilusões que ignoram completamente contextos político-sociais adversos – afinal, nem todas as crianças são criadas em lares liberais –, a direção do trio</span> <span style="font-weight: 400;">Trish Adlesic</span><span style="font-weight: 400;">, Nazenet Habezghi e Sheila Nevins é confusa e mal-sabe aproveitar as entrevistas com os escritores dos livros banidos, incluindo Maia Kobabe de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2023/06/02/noticia-diversidade,1502174/genero-queer-livro-mais-banido-dos-eua-chega-ao-brasil.shtml#:~:text=%22G%C3%AAnero%20Queer%22%2C%20o%20quadrinho,contesta%C3%A7%C3%B5es%20%C3%A0%20obra%20n%C3%A3o%20arrefeceram."><i><span style="font-weight: 400;">Gênero Queer: Memórias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o título mais ameaçado nos EUA dos últimos anos. Já a Montagem de Gladys Mae Murphy chega a ser grotesca por alternar tenebrosamente entre frases rápidas, narrações de trechos sem contexto das obras e animações que explodem em cores, além de unir pensamentos que excluem um ao outro; como a jovem que acredita ser o que é hoje pelos livros que leu e Nikki Giovanni refutando o poder das palavras sobre as pessoas. No fim, a sensação que fica é a de que o conteúdo, naturalmente profundo e complexo, realmente não cabe em um curta-metragem. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<figure id="attachment_32659" aria-describedby="caption-attachment-32659" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32659" class="wp-caption-text">“Justiça econômica é sobre ter uma oportunidade &#8211; uma oportunidade real” (Foto: The New Yorker)</figcaption></figure>
<p><strong>The Barber of Little Rock </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria de Melhor Curta-Metragem Documental, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já não esconde que volta seus olhares para histórias pessoais, movidas pela paixão de um protagonista. </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Cuidar de um Bebê Elefante</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencedor de 2023, por exemplo, mostra um casal indiano dedicado a cuidar e proteger elefantes bebês órfãos. Um dos </span><a href="https://www.termometrooscar.com/melhor-documentaacuterio-em-curta-metragem.html"><span style="font-weight: 400;">favoritos na categoria este ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> não foge da proposta: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Barber of Little Rock </span></i><span style="font-weight: 400;">se inicia com quadros fechados em Arlo Washington dirigindo por sua cidade natal, Little Rock, enquanto reflete sobre a desigualdade entre os bairros negros e brancos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi pensando nisso que ele decidiu abrir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1amOPUn49aM"><span style="font-weight: 400;">sua própria barbearia</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde, aos finais de semana, ensina jovens a seguir na profissão e empreender para conquistar a segurança financeira. Washington também é conselheiro em uma instituição que ajuda pessoas que precisam de dinheiro a se organizar financeiramente e recuperar o poder de cuidar das próprias vidas, para que não dependam de políticas públicas americanas, muitas vezes carentes ou que não alcançam uma determinada parcela da população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome, o documentário </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-documentary/barber-of-little-rock-arlo-washington-wealth-gap"><span style="font-weight: 400;">não é sobre a barbearia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Little Rock e sim sobre as desigualdades sociais americanas que levaram a população negra do país a morar em regiões desassistidas, onde os empregos e o acesso a instituições bancárias e de ensino financeiro são escassas, e as oportunidades de crescer na vida são desiguais aos bairros brancos. As cenas mais emocionantes não são os monólogos inspirados do protagonista, mas são os momentos em que se presencia o quanto pequenas ações têm um significado enorme em uma comunidade tão unida. &#8211; </span><b>Vitória Gomez</b></p>
<figure id="attachment_32706" aria-describedby="caption-attachment-32706" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32706" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Island-in-Between.jpeg" alt="" width="640" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-32706" class="wp-caption-text">Em um mix de identidades, a ilha do meio não tem lados além do seu (Foto: The New York Times)</figcaption></figure>
<p><strong>Island in Between</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Island in Between</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre na categoria Melhor Curta-Metragem Documental no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024. A produção busca retratar as tensões entre China e Taiwan a partir de Kinmen, uma ilha que faz parte do território taiwanês, mas fica localizada ao lado do território chinês. Ao longo da passagem da obra, cada vez mais, fica claro que Kinmen sofre, sim, com os impasses ideológicos das duas nações, porém, se expressa em uma cultura singular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As gravações foram feitas durante a pandemia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sob-pressao-plantao-covid-critica/"><span style="font-weight: 400;">Covid-19</span></a> <span style="font-weight: 400;">e são dirigidas por S. Leo Chiang, que escolheu a ilha justamente por ter sido o lugar onde seu pai serviu no exército muitos anos antes. No entanto, conforme passa pela experiência no lugar, alguns dos ideais que cultivou a vida toda vão se dissolvendo. Afinal, a ilha do meio cria sua própria história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta não se dispõe a responder qual lado é certo ou errado, apenas contrapõe os efeitos da </span><a href="https://exame.com/mundo/conflito-taiwan-china-biden/"><span style="font-weight: 400;">dualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os países e seus efeitos na população, como o capitalismo e o comunismo das políticas econômicas ou os próprios resquícios da independência de Taiwan. Em imagens amadoras, o meio é o resultado do imprevisível; um mix no qual os filhos não concordam com os pais. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto</strong></span></p>
<figure id="attachment_32664" aria-describedby="caption-attachment-32664" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5.png" alt="Cena de A última Loja de Reparos. Nela, vemos uma criança negra. Ela está tocando violino, mas a câmera dá um close em seu rosto, onde só é possível vê-la olhando para cima enquanto sorri e um fone preto em seu ouvido. Ao fundo, uma sala de concertos aparece desfocada." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32664" class="wp-caption-text">Em A Última Loja de Consertos, não há diferença entre conserto e concerto (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Última Loja de Consertos (The Last Repair Shop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos instrumentos de cordas eruditas, há uma pequena peça feita em madeira de, no máximo, 35 centímetros chamada </span><a href="https://hpgmusical.com/diversos/acessorios/almas#:~:text=O%20Que%20%C3%A9%20e%20Qual,vibrem%20juntas%2C%20de%20forma%20harmoniosa."><span style="font-weight: 400;">alma</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela é cuidadosamente e matematicamente colocada em um local dentro dos violinos, violas, violoncelos e contrabaixos e garante toda a sustentação do corpo desses instrumentos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Última Loja de Consertos</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">e que concorre a Melhor Curta-metragem Documental no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a alma também é abordada, mas dessa vez, a humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta conta a história de quatro </span><a href="https://www.encorda.com.br/blog/o-que-faz-um-luthier/"><span style="font-weight: 400;">luthiers</span></a><span style="font-weight: 400;"> responsáveis pelos reparos dos instrumentos de um distrito educacional de Los Angeles. A produção acerta ao, mesmo envolta no cenário musical, optar por colocá-lo em segundo plano para subir o som quando necessário, provando entender a máxima de Mozart, que dizia que a Música não está nas notas, mas no silêncio entre elas. Aqui, são as histórias de Dana e sua sexualidade, Paty e a imigração, Duane e sua trajetória louca seguindo Elvis Presley, e Steve e sua situação de refugiado após o conflito </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/09/entenda-o-conflito-entre-azerbaijao-e-armenia-no-caucaso.shtml"><span style="font-weight: 400;">Armênia-Azerbaijão</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 1990 que ecoam e mostram o quanto Música e vida se complementam e são imprescindíveis entre si. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<figure id="attachment_32667" aria-describedby="caption-attachment-32667" style="width: 1433px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32667 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.png" alt="Cena do curta-metragem Nai Nai &amp; Wài Pó. A foto mostra as duas mulheres e protagonistas, Nai Nai e Wài Pó, próximas da câmera e olhando-a com feições felizes, com pequenos sorrisos. No plano de fundo, há folhagens de árvores" width="1433" height="1029" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.png 1433w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-800x574.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1024x735.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-768x551.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1200x862.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32667" class="wp-caption-text">Nai Nai possui 86 anos e Wài Pó, 96, e a idade não impede nenhuma das duas de viver (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Nai Nai &amp; Wai Pó </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nai Nai &amp; Wài Pó</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos apaixonantes indicados ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Curta-metragem Documental, e acompanha o dia a dia de duas avós que dividem, além da vida, uma casa e um neto, Sean Wang, o diretor do curta. Com um tom extremamente pessoal e íntimo, Wang coloca em foco a rotina simples, mas adorável, de duas taiwanesas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre danças descontraídas, afetos emocionantes e nada de tão interessante acontecendo, </span><a href="https://youtu.be/5IuISSzpgsE?si=AiLw9c9uQOptZaIl"><i><span style="font-weight: 400;">Nai Nai &amp; Wài Pó</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para mostrar que a monotonia da vida não é um problema. Repleto de diálogos improvisados e genuínos, o diretor &#8211; e neto &#8211; não precisa elaborar perguntas específicas para torná-los interessantes. O curta-metragem é a aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> para levar a estatueta de ouro. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem de Animação</h2>
<figure id="attachment_32705" aria-describedby="caption-attachment-32705" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32705" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32705" class="wp-caption-text">Letter to a Pig é uma coprodução entre Israel e França (Foto: Miyu Distribution)</figcaption></figure>
<p><strong>Letter to a Pig </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob traços que misturam realismo e esboços em preto e branco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Letter to a Pig</span></i><span style="font-weight: 400;">, concorrente a Melhor Curta- Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024, é conflitante. Dirigida por Tal Kantor, a produção se debruça sobre a herança dolorosa e o abismo entre as gerações pós Segunda Guerra Mundial. No filme, um homem idoso lê para uma turma de alunos uma carta de agradecimento a um porco que o salvou durante o holocausto. As reações são inesperadamente debochadas e é aqui que os papéis se invertem e a identidade se líquida em contradições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levados pela alucinação de uma das garotas, os estudantes encontram a antiga casa que abriga a história do homem. Dentro dela, está o porco, tachado como nojento. Ali o grupo hostiliza o animal e a cena enoja, nos fazendo automaticamente pensar em como é possível um nicho social que carrega as marcas de tanta </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-frank-vidas-paralelas-critica/"><span style="font-weight: 400;">opressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> tratar alguém com tamanho desprezo. Em um ciclo vicioso no qual a violência é protagonista, fica a reflexão de que o ódio é herdado e perpassa o ritmo racional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem é sinceramente desconfortável e, ao mesmo tempo, extremamente reflexivo. As linhas do macabro se inflam diante da trilha sonora voltada ao suspense, uma responsabilidade de </span><span style="font-weight: 400;">Pierre Oberkampf. Em uma reviravolta sensível, é na mesma garota que protagoniza o sonho que conseguimos encontrar o elemento faltante: empatia. Ao fim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sZlsaDp7AEA"><i><span style="font-weight: 400;">CLetter to a Pig</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> culmina em uma espécie de epifania sobre a linha tênue que separa a humanidade do grotesco. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
<figure id="attachment_32666" aria-describedby="caption-attachment-32666" style="width: 1019px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32666" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5.png" alt="Cena da animação Ninety-Five Senses. Na imagem temos a arte de Coy, um homem velho, de cabelo médio e com barba. Ele está usando óculos de grau e uma regata branca. Ele está observando uma casa pegando fogo, as chamas estão saindo pela janela do prédio. Ao redor deles está um fundo preto, toda a composição da arte é em sombreados, com tonalidades de cinza, preto e branco. " width="1019" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5.png 1019w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32666" class="wp-caption-text">O curta-metragem é vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cinema da Flórida (Foto: Documentary+)</figcaption></figure>
<p><strong>Ninety-five Senses </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confinado em uma penitenciária, o prisioneiro Coy (Tim Blake Nelson) reflete sobre o seu passado de boas e más escolhas. Ao revisitar essas lembranças, ele relaciona os cinco sentidos, responsáveis pela percepção do meio interno e externo do corpo humano, para narrar os principais acontecimentos de sua vida desordenada. Em </span><a href="https://www.docplus.com/details/ninetyfive-senses/FwnPa7Bz/"><i><span style="font-weight: 400;">Ninety-five Senses</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados para uma linda e obscura história sobre decisões compulsivas, que, embora estejam presentes em todos nós, também são determinantes para a nossa destruição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação norte-americana foi a primeira dirigida pela dupla Jerusha e Jared Hess, notáveis no universo cinematográfico pela produção de comédias como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5Atg2aASyY4"><i><span style="font-weight: 400;">Nacho Libre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), protagonizada pelo ator Jack Black. Composta por uma explosão de tonalidades, a arte foi idealizada por seis equipes diferentes de artistas estadunidenses e latino-americanos. Cada sentido manifestado por Coy é representado por paletas de cores diferentes, que começam por tons alegres e regressam para sombreados mais escuros enquanto descobrimos o destino do protagonista. O curta-metragem é um soco emocional do início ao fim, como o lamento de um indivíduo explorando pela última vez a sensação de estar vivo. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<figure id="attachment_32665" aria-describedby="caption-attachment-32665" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32665 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.jpg" alt="Cena do curta-metragem Our Uniform. Na imagem temos a gravura de um sala de aula desenhada em um tecido de uniforme. As alunas estão sentadas em frente as carteiras e todas estão usando o uniforme azul e hijab branco na cabeça." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32665" class="wp-caption-text">O curto saiu vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem de Animação no Festival de Annecy (Foto: Yegane Moghaddam)</figcaption></figure>
<p><b>Our Uniform </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser mulher em Teerã é uma ocupação de tempo integral</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><span style="font-weight: 400;">. Roteirizado e dirigido pela cineasta Yegane Moghaddam, </span><a href="https://www.termometrooscar.com/store/p518/Our_Uniform.html"><i><span style="font-weight: 400;">Our Uniform</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> combina tinta e tecido para narrar uma história de força política e denunciar a imposição do governo iraniano às meninas durante o período escolar. Rascunhando pelo seu antigo uniforme, visitamos as memórias de uma jovem estudante, que sonhava com um futuro melhor e sem amarras para todas as mulheres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhada de uma equipe pequena e um orçamento baixo, </span><a href="https://www.animationmagazine.net/2024/02/our-uniform-director-yegane-moghaddam-discusses-the-inventive-fabric-of-her-oscar-nominated-short/"><span style="font-weight: 400;">Moghaddam</span></a><span style="font-weight: 400;"> dispensa as telas digitais e abraça as texturas dos uniformes para integrar a animação, proporcionando uma conexão direta com a mensagem desenvolvida durante os sete minutos de exibição. </span><i><span style="font-weight: 400;">Our Uniform</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma técnica que permite explorar a imaginação, uma viagem entre as costuras, bolsos e dobras, que renova o campo artístico. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<figure id="attachment_32702" aria-describedby="caption-attachment-32702" style="width: 1980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32702" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.png" alt="Cena do curta-metragem Pachyderme. Animação de uma garota criança deitada na água, com o corpo submerso e a cabeça para fora. Ela está de olhos fechados e veste só uma calcinha branca. Braços e mãos submersos na água tentam alcançá-la e dois tocam em suas pernas" width="1980" height="1320" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.png 1980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32702" class="wp-caption-text">Pachyderme dá a entender tudo o que precisa, sem usar todas as letras (Foto: TNZPV Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Pachyderme</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem francês, aparentemente sereno à primeira vista, chama a atenção por seu visual, com uma </span><a href="https://youtu.be/LHoJ7HfT5XA?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> delicada de pinceladas que parecem feitas à mão. A história é contada principalmente através da imagem, com fortes simbologias e montagens marcantes em cena. O curta provoca sensações antes de expor o que está sob a superfície. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo acompanha uma garota de nove anos passando o período de 10 dias na casa rural dos avós, sem os seus pais. A diretora </span><a href="https://www.animationscoop.com/interview-the-challenges-of-challenging-pachyderme/"><span style="font-weight: 400;">Stéphanie Clément</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói uma atmosfera nostálgica tátil através do olhar da protagonista. A história aborda temas maiores que si com uma sutilidade devastadora que, ao rolar dos créditos, te faz rever tudo o que pode ter passado batido na narrativa. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger </b></p>
<figure id="attachment_32661" aria-describedby="caption-attachment-32661" style="width: 1335px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32661 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819.png" alt="Cena do curta-metragem animado War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko. Na imagem, as mãos de um homem branco podem ser vistas segurando uma pomba machucada. A ave tem penas nas cores azul, roxo, rosa, verde e cinza. O animal olha para o homem pela última vez antes de dar o seu respiro final.]" width="1335" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819.png 1335w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-800x321.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-1024x411.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-768x308.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-1200x482.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32661" class="wp-caption-text">O roteiro do curta é escrito por Sean Lennon, filho do fundador dos Beatles e Yoko Ono (Foto: MTV)</figcaption></figure>
<p><strong>War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko</strong></p>
<p><a href="http://warisover.com/"><i><span style="font-weight: 400;">War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem pouco mais de dez minutos e pode te deixar pensativo por uns cinco a mais. Disputando a categoria de Melhor Curta-metragem animado do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2024, o roteiro de Dave Mullins e </span><span style="font-weight: 400;">Sean Lennon funciona muito bem se admitirmos que tudo não se passa de uma realidade alternativa completamente irreal, que ganha contornos belíssimos da empresa de computação gráfica </span><i><span style="font-weight: 400;">Wētā FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Peter Jackson.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo do filme gira em torno dos versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=flA5ndOyZbI&amp;pp=ygULd2FyIGlzIG92ZXI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Happy Xmas (War Is Over)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção de protesto produzida por John Lennon e Yoko Ono que narra um jogo de xadrez entre soldados de países em guerra. Ao longo do desenrolar da trama, fica nítido que a pomba mensageira é o verdadeiro guerreiro da história que, para os saudosistas, arrepia com os acordes do casal. </span><i><span style="font-weight: 400;">War is Over!</span></i><span style="font-weight: 400;"> não faz milagre, é o que pode ser, tão simplista quanto os discursos embalados por alucinógenos da dupla na década de 1970 e que pouco faz por eles para além de um videoclipe da canção natalina icônica. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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