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	<title>Arquivos Ingrid Bisu &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Maligno, de James Wan, é criativo, sombrio e surpreendente</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Nov 2021 15:56:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mariana Nicastro Para os fãs do Terror, o nome de James Wan se destaca na atualidade devido ao seu talento em transformar até mesmo os roteiros mais simples em obras memoráveis. Isso ocorre com Jogos Mortais, Invocação do Mal, Sobrenatural, Velozes e Furiosos 7 ou Aquaman. Com Maligno, ele se superou. O longa se desenvolve &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/maligno-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Maligno, de James Wan, é criativo, sombrio e surpreendente"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24791" aria-describedby="caption-attachment-24791" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-24791" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1.png" alt="Cena do filme Maligno. A imagem mostra a personagem Madison sentada no chão de uma cozinha. Sua expressão é de medo e surpresa. Madison é interpretada por Annabelle Wallis, uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, com uma franja. A câmera filma de baixo para cima, de forma que os pés da atriz estão maiores e mais próximos do telespectador do que sua cabeça. Madison está centralizada na imagem. Atrás dela, ao fundo, estão armários e uma janela. Está de dia e uma luz fraca, que vem da janela, ilumina a cena. A imagem também tem uma iluminação azulada." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1.png 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-1-1200x675.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24791" class="wp-caption-text">Em Maligno, James Wan une, com maestria, referências de várias vertentes do Horror (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Nicastro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os fãs do Terror, o nome de James Wan se destaca na atualidade devido ao seu talento em transformar até mesmo os roteiros mais simples em </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/james-wan-do-terror-indie-de-jogos-mortais-a-grife-de-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">obras memoráveis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso ocorre com </span><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal, Sobrenatural, Velozes e Furiosos 7</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/aquaman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aquaman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Maligno</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele se superou. O longa se desenvolve sob uma ótica de </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/filmes-essenciais-terror-italiano/"><span style="font-weight: 400;">Horror italiano setentista</span></a><span style="font-weight: 400;">, com cores vibrantes, cenários diferenciados, atuações e trilha sonora novelescas e um vilão misterioso, cruel e interessante. </span></p>
<p><span id="more-24790"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado no Brasil em 9 de setembro de 2021, pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner Bros. Pictures</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme conta a história de Madison Mitchell (</span><a href="https://www.metropoles.com/colunas/pipocando/terror-natalino-silent-night-com-keira-knightley-ganha-trailer"><span style="font-weight: 400;">Annabelle Wallis</span></a><span style="font-weight: 400;">) que, após enfrentar uma experiência traumática, começa a ter visões de crimes que parecem estar, de alguma forma, conectados a seu passado. Logo, ela inicia uma investigação para tentar compreender esses acontecimentos, enquanto vislumbra os ataques cruéis de uma misteriosa criatura. </span></p>
<figure id="attachment_24792" aria-describedby="caption-attachment-24792" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-24792" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-2.gif" alt="Cena do filme Maligno. O GIF é retangular e mostra a personagem Madison, deitada de lado na sua cama, em primeiro plano. A imagem está virada, de forma que mesmo deitada, Madison aparece de frente para a câmera, e na vertical. A câmera está bem próxima de seu rosto. Madison é interpretada pela atriz Annabelle Wallis, uma mulher branca, de cabelos castanhos, lisos, com uma franja. No GIF, Madison está paralisada em seu travesseiro, com uma expressão de medo. Ao fundo, há uma janela que revela que está de noite e chove do lado de fora. Um relâmpago ilumina o quarto por um momento e, quando isso acontece, uma silhueta grande e escura aparece bem atrás de Madison. Essa silhueta tem longos cabelos escuros cobrindo seu rosto. Toda a cena é iluminada por uma forte luz vermelha, em contraste apenas com a janela e seu exterior, que tem tons azulados. O GIF termina com um zoom dramático em um dos olhos de Madison." width="700" height="291" /><figcaption id="caption-attachment-24792" class="wp-caption-text">As luzes e cores irreais e fantasiosas são motivadas pelo drama e tensão das cenas, além de traduzirem as sensações dos personagens (GIF: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um roteiro criativo, logo no primeiro ato o filme já revela que busca se afastar da verossimilhança. Inspirado em obras clássicas do Terror italiano, como </span><a href="https://cinepop.com.br/conheca-suspiria-1977-de-dario-argento-e-a-trilogia-das-maes-189529/"><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1977), de Dario Argento, o distanciamento da realidade permite que os autores naveguem livremente pelo universo que criaram. Dentro da lógica surrealista de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maligno</span></i><span style="font-weight: 400;">, até as situações mais bizarras são possíveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela divaga entre diversas facetas do gênero e apresenta desde aspectos de produções de assombrações e demônios, até os de suspenses psicológicos. Referências aos famosos </span><a href="http://sentaai.com/o-que-e-esse-tal-de-giallo/"><i><span style="font-weight: 400;">giallos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e até mesmo aos </span><a href="https://cinemascope.com.br/colunas/especial-terror-slasher-que-terror-e-esse/"><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> das décadas passadas também estão presentes. E a direção habilidosa de James Wan é capaz de unificar todas essas influências de forma coesa e harmônica.</span></p>
<figure id="attachment_24793" aria-describedby="caption-attachment-24793" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-24793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3.png" alt="Fotografia do filme Maligno. A imagem é retangular e mostra quatro personagens da obra, em primeiro plano. Todos exibem uma expressão de medo e susto. Eles estão lado a lado e bastante próximos da câmera, registrados da cintura pra cima. Mais à esquerda está a personagem Sydney, interpretada por Maddie Hasson. Maddie é uma mulher branca, loira, de cabelos médios, com franja. Ela é jovem e usa um casaco listrado. Ao seu lado, está a personagem Beverly, interpretada por Paula Marshall. Paula é uma mulher branca, de cabelos castanhos que vão até os ombros. Ela é a mais velha entre os quatro. Usa uma camisa de botões e um casaco escuro. Ao seu lado, centralizada na fotografia está a protagonista Madison, interpretada pela atriz Annabelle Wallis. Annabelle é uma mulher branca, na casa dos 30 anos. Ela tem cabelos castanhos, lisos e longos, com uma franja. Sua expressão facial representa mais pânico do que os demais e ela está gritando. Ao seu lado está o personagem de Kekoa, interpretado por George Young. George tem descendência chinesa. Ele tem cabelos escuros e curtos e usa um casaco de botões por cima de uma camisa social e gravata. O cenário ao fundo é do interior de uma casa. É possível ver parte de uma porta e de uma janela atrás dos personagens. Uma intensa luz azul ilumina toda a imagem." width="1920" height="816" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-800x340.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-1024x435.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-768x326.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-1536x653.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-3-1200x510.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24793" class="wp-caption-text">Mesmo com pouca divulgação no lançamento, o longa atraiu um grande público, ressaltando a reputação e o prestígio de seu diretor (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Com todas essas referências e estilos na obra, ela pode até soar bagunçada e complexa, certo? Mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Malignant</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa longe disso. Ainda que abrace diversos estilos de Terror, o roteiro de </span><a href="http://www.arrobanerd.com.br/sequencia-de-a-freira-confirmada-akela-cooper-roteirista-de-luke-cage-cuidara-do-script/"><span style="font-weight: 400;">Akela Cooper</span></a><span style="font-weight: 400;"> (baseado no </span><a href="https://www.roteiristaempreendedor.com/single-post/2019/01/23/argumento-como-escrever#:~:text=R%3A%20O%20argumento%20%C3%A9%20um,principalmente%20em%20contar%20o%20enredo."><span style="font-weight: 400;">argumento</span></a><span style="font-weight: 400;"> dela, de Wan e de Ingrid Bisu) é simples, objetivo e facilmente compreensível. Os mistérios são resolvidos aos poucos e recheados de pistas para que o público tente decifrá-los junto dos personagens. Além disso, nada é simplesmente utilizado de qualquer forma dentro da história. Suas características distintas existem sempre por um motivo e com uma intenção, tendo um momento certo para serem aplicadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois arcos principais, da investigação e dos assassinatos cometidos pelo vilão, se alternam como os pilares da trama e ambos progridem de forma satisfatória, em tensão, mistério, horror e violência. Aqui, as já conhecidas </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/28/segredos-do-cinema-jump-scare/"><span style="font-weight: 400;">fórmulas de sustos</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito utilizadas por James Wan em obras anteriores, como</span> <a href="https://www.omelete.com.br/terror/invocacao-do-mal-casa-a-venda"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2013) ou </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/sobrenatural-tera-quinto-filme-em-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Sobrenatural</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2010), estão menos evidentes. Ele busca inovar a maneira como se usa desse mecanismo e pode-se dizer que obteve êxito. Os sustos existem, mas de forma bastante </span><a href="https://pt.gameme.eu/o-diretor-maligno-james-wan-alerta-para-nao-esperar-sustos-como-em-insidious-or-conjuring/"><span style="font-weight: 400;">diversificada e inesperada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale mencionar a ambientação e os cenários da obra, que chamam a atenção por apresentarem características fictícias e fantasiosas. Como um hospital psiquiátrico na beira de um precipício, rodeado por névoa, a casa da protagonista, que é </span><a href="https://www.coxinhanerd.com.br/10-casas-usadas-filmes-terror/"><span style="font-weight: 400;">digna de filmes clássicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Terror, e até mesmo </span><a href="https://visiteseattle.com/seattle-underground/"><span style="font-weight: 400;">ruínas históricas</span></a><span style="font-weight: 400;">, no subsolo da cidade. A trilha sonora novelesca também merece destaque, com a icônica faixa </span><a href="https://youtu.be/8HdoNpOf1gU"><i><span style="font-weight: 400;">Where Is My Mind?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da banda Pixies, aqui distorcida a fim de dialogar com a obra.</span></p>
<figure id="attachment_24794" aria-describedby="caption-attachment-24794" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24794" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4-1.png" alt="Fotografia do filme Maligno. A imagem é retangular e a perspectiva da câmera é de dentro de um porta-malas de carro. De frente para o porta-malas aberto, no centro da imagem, é possível ver uma silhueta alta, de cabelos longos e escuros, segurando um corpo feminino desacordado. O corpo pertence a uma mulher de cabelos escuros, que usa uma calça jeans e um casaco bege. O cenário, atrás dessas duas figuras, mostra um muro de tijolos, parcialmente visível. Há muita fumaça cobrindo o fundo e ela é iluminada por uma fraca luz azul." width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4-1.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Imagem-4-1-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24794" class="wp-caption-text">As relações entre as personagens principais da trama resultaram na declaração de Wan de que Maligno é, curiosamente, <a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/225078-maligno-james-wan-diz-filme-versao-terror-frozen.htm">“como a versão de Terror de Frozen”</a> (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de destaque é, sem dúvidas, a bela fotografia. Dirigida por Michael Burgess, ela também faz </span><a href="https://macabra.tv/dario-argento-e-as-sensacoes-macabras-das-cores/"><span style="font-weight: 400;">claras referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> a filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Suspiria</span></i><span style="font-weight: 400;">, com </span><a href="https://medium.com/@duart/um-pesadelo-em-cores-suspiria-1977-de-dario-argento-75c58a0133f2"><span style="font-weight: 400;">luzes</span></a><span style="font-weight: 400;"> vermelhas e azuis em destaque nas cenas. Elas contrastam fortemente com os cenários escuros e sombrios, principalmente quando o vilão entra em ação. E não é só nisso que a fotografia do filme brilha. Há perseguições das vítimas em primeira pessoa, </span><i><span style="font-weight: 400;">zooms </span></i><span style="font-weight: 400;">dramáticos para direcionar a atenção do telespectador e </span><a href="http://www.monsterdigital.com.br/Blog/plano-sequencia/"><span style="font-weight: 400;">planos sequência</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem executados, nos mais diversos ângulos. Ferramentas essas que nunca são usadas a toa, sempre motivadas pelo talento e bom gosto da direção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A caracterização do vilão se consagra como um dos muitos triunfos desse filme. Ainda que tenha </span><a href="https://cinepop.com.br/maligno-terror-de-james-wan-agrada-aos-criticos-mas-divide-o-publico-311798/"><span style="font-weight: 400;">dividido opiniões</span></a><span style="font-weight: 400;">, sendo as negativas daqueles que podem ter esperado criaturas mais óbvias e </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/os-10-demonios-mais-assustadores-do-cinema.html#list-item-7"><span style="font-weight: 400;">comuns</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do Horror, ela combina com a personalidade e essência peculiares da obra. Gabriel</span> <span style="font-weight: 400;">é interessante, assustador e atiça a curiosidade do telespectador, que cria teorias sobre sua natureza desde a primeira aparição da entidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, seu desfecho impactante e inovador rompe com qualquer ideia pré-estabelecida pelo público. Mesmo com todas as dicas fornecidas pela investigação na trama, o terceiro ato de </span><i><span style="font-weight: 400;">Maligno</span></i><span style="font-weight: 400;"> revela o quanto essa obra é imprevisível e criativa. James Wan aqui entrega um trabalho que é bizarro, macabro, intencionalmente incômodo e sem dúvidas, gratificante, que homenageia décadas de Terror de uma forma inusitada. </span></p>
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		<title>A indecisão de A Freira</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Oct 2018 00:33:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na era dos filmes interligados, A Freira chega com uma bagagem de dois Invocações do Mal (ótimos) e dois Annabelles (mornos), o quinto filme da franquia remonta os anos 50 e vem narrar o primórdio de sua personagem título, o demônio Valak Vitor Evangelista Quando James Wan inaugurou o que seria um universo compartilhado de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-freira-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A indecisão de A Freira"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Na era dos filmes interligados, A Freira chega com uma bagagem de dois Invocações do Mal (ótimos) e dois Annabelles (mornos), o quinto filme da franquia remonta os anos 50 e vem narrar o primórdio de sua personagem título, o demônio Valak</em></p>
<figure id="attachment_11001" aria-describedby="caption-attachment-11001" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-1-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11001" class="wp-caption-text"><em>A Freira se tornou fenômeno de bilheteria, atestando mais uma vez a força comercial dos filmes de gênero (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando James Wan inaugurou o que seria um universo compartilhado de terror em 2013 com <em>Invocação do Mal</em>, o público assistiu boquiaberto o casal Warren envolvido em casos sobrenaturais. Com um domínio técnico magistral, o cineasta abriu portas para que outros diretores fizessem experimentações, brincando com figuras célebres dessa mitologia.</span></p>
<p><span id="more-10999"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escolhido para dar vida ao conto de terror situado na Romênia, em 1952, foi o novato Corin Hardy. O diretor tropeça na linha narrativa do longa mas tem bons acertos em enquadramentos inusitados, um bom senso de direção de cenas escuras e consegue manter uma tensão que sufoca o espectador. Todas virtudes herdadas de Wan, que aqui assina o roteiro e também é produtor do filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo após o suicídio de uma freira num convento distante na Romênia, um padre (Demián Bichir) e uma jovem noviça (Taissa Farmiga) são convocados pelo Vaticano para investigar o caso. Guiados por um vendedor ambulante (Jonas Bloquet, com um humor mal dosado), eles começam a desvendar mistérios antigos dentro do local. </span><span style="font-weight: 400;">A trama, por si só, não se sustenta. Sem qualquer artifício narrativo que leve a uma progressão da história, <em>A Freira</em> se pauta numa sequência de sustos, assombrações e ambientes escuros, todos muito soltos, repetitivos.</span></p>
<figure id="attachment_11002" aria-describedby="caption-attachment-11002" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1024x530.jpg" alt="" width="840" height="435" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1024x530.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-300x155.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-768x398.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2-1200x621.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/IMAGEM-2.jpg 1900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11002" class="wp-caption-text"><em>O diretor faz muito o uso de espelhos e imagens refletidas para provocar o susto em sua audiência (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Padre Burke (Bichir) é o personagem que chega mais perto de ter um arco bem delimitado, entretanto o descuido na construção coesa do roteiro anula isso. Se, numa cena, o personagem é enterrado vivo e dá de cara com Valak, na sequência o longa esquece do ocorrido e age normalmente. Tudo mostrado em tela não tem peso, são blocos despidos de interconexões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mesmo acontece com a Irmã Irene, personagem de Farmiga. Sempre em seus trajes brancos, a noviça que ainda não se tornou freira flerta com o sobrenatural. O histórico da atriz em produções de horror (<em>American Horror Story</em>) contribui para uma construção mais sólida de sua personalidade. Sempre aflita, amedrontada, Irene evoca a aura das <em>final girls</em> dos filmes de terror dos anos 80 e 90 mas acaba se tornando esquecível.</span></p>
<figure id="attachment_11003" aria-describedby="caption-attachment-11003" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1024x445.jpg" alt="" width="840" height="365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1024x445.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-300x130.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-768x334.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3-1200x522.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-3.jpg 1587w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11003" class="wp-caption-text"><em>O filme trabalha bem a dualidade bem e mal, fator acentuado pela escolha de cores dos mantos de suas protagonistas: a inocência e o pecado caminham de braços dados (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O protagonismo que deveria ser todo de Valak (Bonnie Aarons) também é perdido. A primeira aparição da personagem foi em 2016, em <em>Invocação do Mal 2</em>, mas chegamos em <em>A Freira</em> com poucas informações sobre sua origem, ela é um demônio que invoca desejos, tem a forma de uma freira, e só. </span><span style="font-weight: 400;">E, ao sair da sessão de <em>A Freira</em>, nada se acrescenta a sua história passada. O filme, preocupado em assustar, abdica totalmente de se aprofundar na entidade demoníaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frustra não só o espectador, como também as expectativas que James Wan plantou dois anos atrás em seu <em>Invocação</em>. </span><span style="font-weight: 400;">Os êxitos do filme são majoritariamente técnicos. A direção de Hardy faz ótimo uso de câmera na mão, o tremelique da imagem acentua o desconhecido que permeia a narrativa. Além disso, o diretor consegue criar figuras geométricas com seus fantasmas e vultos. Filmadas de cima, a gangue de freiras fantasmas aterroriza.</span></p>
<figure id="attachment_11004" aria-describedby="caption-attachment-11004" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1024x575.jpg" alt="" width="840" height="472" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4-1200x674.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/imagem-4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11004" class="wp-caption-text"><em>O design de produção do filme é impecável, casando com os tons frios da cinematografia de Maxime Alexandre (Foto: Reprodução)</em></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator extremamente positivo é a sequência final, os últimos quinze minutos são de tirar o fôlego e quase fazem esquecer os árduos setenta minutos que vieram antes. Um bom <em>twist</em> nos últimos segundos do longa (com dedo de James Wan, acredito) conecta sua trama ao vindouro <em>Invocação do Mal 3</em>. Com a volta de Wan no comando do Universo, espera-se mais uma obra prima que, quem sabe, pode enterrar <em>A Freira</em> em nossa memória.</span></p>
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