<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Imovision &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/imovision/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/imovision/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 27 Mar 2023 21:42:23 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Imovision &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>https://personaunesp.com.br/tag/imovision/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Circuito Cineclubes Sesc &#8211; Onde está Ana?</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/ana-sem-titulo-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/ana-sem-titulo-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2023 19:57:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Ana]]></category>
		<category><![CDATA[Andressa Clain Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Circuito Cineclubes]]></category>
		<category><![CDATA[Clara Sganzerla]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos civis]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Imovision]]></category>
		<category><![CDATA[Latino-americano]]></category>
		<category><![CDATA[Léo Bittencourt]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcia Murat]]></category>
		<category><![CDATA[México]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Cinema é Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Persona no Sesc]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Roberta Estrela D’Alva]]></category>
		<category><![CDATA[SESC]]></category>
		<category><![CDATA[Sesc Bauru]]></category>
		<category><![CDATA[Stella Rabelo]]></category>
		<category><![CDATA[Taiga Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Tatiana Salem Levy]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30590</guid>

					<description><![CDATA[<p>Clara Sganzerla Viajamos, todos os dias, do passado ao futuro. Seja por meio de memórias, lembranças, fatos históricos ou até mesmo dentro de nossos planejamentos; desaparecemos em uma inércia pendular difícil de desvencilhar &#8211; nunca vivemos propriamente no presente. No entanto, a atriz brasileira Stella Rabello consegue parar por alguns momentos em algumas dessas duas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ana-sem-titulo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Circuito Cineclubes Sesc &#8211; Onde está Ana?"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ana-sem-titulo-critica/">Circuito Cineclubes Sesc &#8211; Onde está Ana?</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30593" aria-describedby="caption-attachment-30593" style="width: 2160px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-30593 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1.png" alt="Cena do filme Ana. Sem Título. Na imagem, há seis fotografias de uma mulher negra. As fotos trabalham de forma documental, registrando as mudanças físicas da personagem em uma organização linear - três fotografias em cima e mais três fotografias em baixo. As mudanças físicas são principalmente no cabelo: na primeira imagem, ele permanece preso em um coque alto, e acompanhamos sua transformação até o penteado em estilo afro" width="2160" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1.png 2160w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-2048x1024.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/1-1200x600.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30593" class="wp-caption-text">Em Ana. Sem título, exibido na Mostra “Cinema é Direito” no Sesc Bauru, entramos em uma jornada sobre governos totalitários, o feminismo nos anos 70 e 80 e sobre a Arte como forma de denúncia (Foto: Imovision/Taiga Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Clara Sganzerla</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajamos, todos os dias, do passado ao futuro. Seja por meio de memórias, lembranças, fatos históricos ou até mesmo dentro de nossos planejamentos; desaparecemos em uma inércia pendular difícil de desvencilhar &#8211; nunca vivemos propriamente no presente. No entanto, a atriz brasileira Stella Rabello consegue parar por alguns momentos em algumas dessas duas realidades para ir em uma jornada que ultrapassa as </span><a href="https://personaunesp.com.br/argentina-1985-critica/"><span style="font-weight: 400;">fronteiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> de nosso país, esbarrando em uma história sangrenta que, infelizmente, também nos pertence. Em </span><a href="http://taigafilmes.com/ana/"><i><span style="font-weight: 400;">Ana. Sem Título</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2020), longa que integrou a Mostra </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-cinema-e-direito/"><i><span style="font-weight: 400;">Cinema é Direito</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> no Sesc Bauru, a cineasta Lúcia Murat nos transporta para o passado latino-americano marcado pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-tio-jose-critica/"><span style="font-weight: 400;">ditadura militar</span></a><span style="font-weight: 400;">, atrás, apenas, de uma resposta: onde está Ana? </span></p>
<p><span id="more-30590"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Definida como livre, talentosa, bonita e até mesmo perigosa, o grande mistério acerca da artista brasileira é o que nos envolve na trama. Através de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2023/"><span style="font-weight: 400;">metalinguagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem feita, a sensação do telespectador é similar a estar fisicamente presente com a equipe de filmagem, apurando as poucas pistas que Ana nos deixou, na tentativa de montar um quebra-cabeça em que faltam muitas peças. Durante essa viagem, temos o prazer de conhecer a beleza de Cuba, México, Argentina e </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-francisca-uma-juventude-chilena-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chile</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelos olhos do diretor de fotografia </span><span style="font-weight: 400;">Léo Bittencourt, e ouvir até mesmo o som dos passarinhos através do trabalho da técnica de som Andressa Clain Neves.</span></p>
<figure id="attachment_30591" aria-describedby="caption-attachment-30591" style="width: 1313px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-30591 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2.jpg" alt="Cena do filme Ana. Sem Título. Na imagem temos, à esquerda, a atriz brasileira Stella Rabello. Ela tem cabelos loiros um pouco acima do busto, usa uma jaqueta na cor cinza e uma blusa vermelha. Do lado direito, temos a cineasta Lúcia Murat. Ela tem cabelos grisalhos e curtos e usa uma blusa de manga longa azul. O cenário da foto é em uma arquibancada à luz do dia. Ambas estão com expressões concentradas, com olhares atentos ao horizonte." width="1313" height="758" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2.jpg 1313w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-1024x591.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-768x443.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/2-1200x693.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-30591" class="wp-caption-text">Lúcia e Stella buscam respostas em nossos vizinhos latinos através de um road-movie (Foto: Imovision/Taiga Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na exposição </span><a href="https://pinacoteca.org.br/programacao/exposicoes/mulheres-radicais-arte-latino-americana-1960-1985/"><i><span style="font-weight: 400;">Mulheres Radicais: Arte Latino-Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, realizada na Pinacoteca de São Paulo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana. Sem Título </span></i><span style="font-weight: 400;">é um mergulho em muitas questões, como o racismo, a opressão e o feminismo como forma revolucionária, mas destaca-se na maneira de retratar as cicatrizes ainda abertas que as </span><a href="https://www.politize.com.br/operacao-condor/"><span style="font-weight: 400;">ditaduras militares latinas</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixaram. O olhar de </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/entrevistas/ana-sem-titulo-se-nao-fosse-a-existencia-dos-movimentos-feminista-e-negro-esse-filme-nao-existiria-diz-lucia-murat/"><span style="font-weight: 400;">Lúcia Murat</span></a><span style="font-weight: 400;">, nesse contexto, é mais do que simbólico, principalmente pela sua trágica experiência como ex-presa política durante o regime militar brasileiro. O longa é, acima de tudo, um lembrete da importância de não nos esquecermos sobre um passado ainda tão recente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E Ana? Criada para ser uma representação da mulher latino-americana artista das </span><a href="https://conversacomelas.com/2021/03/02/movimentos-feministas-na-decada-de-70-e-80-no-brasil/"><span style="font-weight: 400;">décadas de 1970 e 1980</span></a><span style="font-weight: 400;">, através do roteiro da escritora Tatiana Salem Levy e da própria Murat, com atuação de Roberta Estrela D&#8217;Alva, a beleza da personagem mora exatamente no fato de que ela não é real. A narrativa criada em cima de seu desaparecimento, as cartas trocadas com outras artistas, a busca da equipe em solos estrangeiros para o documentário e todas as conversas sobre resistência, irmandade, liberdade e direitos, deixam a sensação de que Ana, mesmo com provas contrárias, existiu. O longa a eleva como uma entidade, aproveita-se do interesse natural do ser humano ao desconhecido para captar nossa atenção e nos enriquece com trocas reais sobre uma cultura tão complexa, rica e triste.</span></p>
<figure id="attachment_30592" aria-describedby="caption-attachment-30592" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-30592 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/3.png" alt="Cena do filme Ana. Sem Título. Na fotografia, há uma mulher negra, de cabelo crespo. Ela usa uma blusa de gola alta. A mulher sorri e olha para o horizonte à sua esquerda. A foto tem tons sépia." width="600" height="315" /><figcaption id="caption-attachment-30592" class="wp-caption-text">Ana é algo maior que o plano físico e transforma-se na representação de milhares de mulheres do nosso passado (Foto: Imovision/Taiga Filmes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de filmagens em câmeras analógicas, fotografias em preto e branco e relatos em espanhol, conhecemos por meio de Ana a história de milhares de mulheres que gostariam de ter sido ouvidas mas que, infelizmente, já caíram no esquecimento. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ana. Sem Título</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um resgate da importância de ouvir as gerações passadas, de valorizar nossa história, de apreciar a </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-da-semana-de-22-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Arte nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de não nos esquecermos de, às vezes, olhar para trás.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ana. Sem Título - Trailer Oficial" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/IRtjlcD_0qI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/ana-sem-titulo-critica/">Circuito Cineclubes Sesc &#8211; Onde está Ana?</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/ana-sem-titulo-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30590</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A violência é o combustível que incendeia a Regra 34</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/regra-34-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/regra-34-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:30:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[46ª Mostra]]></category>
		<category><![CDATA[46ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[BDSM]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cobertura]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica Social]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Locarno]]></category>
		<category><![CDATA[Festival do Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriela Capello]]></category>
		<category><![CDATA[Imovision]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Murat]]></category>
		<category><![CDATA[Lorena Comparato]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Internacional de Cinema em São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Rafael Lessa]]></category>
		<category><![CDATA[Regra 34]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Winter]]></category>
		<category><![CDATA[Sol Miranda]]></category>
		<category><![CDATA[Vitória Gomez]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=29381</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vitória Gomez Uma máxima da internet, a Regra 34 pressupõe que tudo existente na web tem sua versão pornográfica. Seja desenhos animados ou cenas cotidianas, qualquer elemento pode virar ponto de partida para o prazer. Em Regra 34, longa-metragem da carioca Júlia Murat presente no Festival do Rio e na 46ª Mostra Internacional de Cinema &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/regra-34-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A violência é o combustível que incendeia a Regra 34"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/regra-34-critica/">A violência é o combustível que incendeia a Regra 34</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_29383" aria-describedby="caption-attachment-29383" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29383" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-3.jpg" alt="" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-3-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29383" class="wp-caption-text">Quinto longa-metragem da diretora Júlia Murat foi exibido na seção Mostra Brasil da Mostra de São Paulo (Foto: Imovision)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma máxima da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a Regra 34 pressupõe que tudo existente na </span><i><span style="font-weight: 400;">web</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem sua versão pornográfica. Seja desenhos animados ou cenas cotidianas, qualquer elemento pode virar ponto de partida para o prazer. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Regra 34</span></i><span style="font-weight: 400;">, longa-metragem da carioca Júlia Murat presente no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio-2021/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na 46ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, as contradições entre a liberdade do prazer e a sua raíz na sociedade borram as linhas entre consentimento e abuso. Na obra, uma coprodução Brasil e França, a violência é o combustível que incendeia a vida de Simone, confrontada com os frágeis limites que impõe ao próprio corpo.</span></p>
<p><span id="more-29381"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como a sinopse entrega, ela, estudante de Direito e defensora pública, paga seus estudos com o lucro dos conteúdos como </span><i><span style="font-weight: 400;">camgirl </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">site</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Chaturbate</span></i><span style="font-weight: 400;">. De tabela na curiosidade de uma amiga, começa a se questionar sobre as práticas do </span><a href="https://labioslivres.com/afinal-o-que-e-bdsm-e-o-que-quer-dizer/"><span style="font-weight: 400;">BDSM</span></a><span style="font-weight: 400;">: de início, o prazer a partir da violência e dos corpos amarrados, sujeitos a situações de submissão, soa estrutural demais, um mecanismo de degradação mascarado por tesão. Para Simone, </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-166082/"><span style="font-weight: 400;">mulher negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, orgulhosa em debater seus valores feministas e em se pronunciar em prol de pautas anti-racistas e de inclusão, reforçar um </span><a href="https://mulhernocinema.com/entrevistas/lucia-murat-acredito-realmente-que-este-horror-vai-terminar/"><span style="font-weight: 400;">imaginário popular</span></a><span style="font-weight: 400;"> de subordinação e erotização é, a princípio, impensável. Até não ser mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gradativamente, Simone dá vazão à curiosidade. Interpretada visceralmente por </span><a href="https://noticiapreta.com.br/sol-miranda-regra34/"><span style="font-weight: 400;">Sol Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;">, a protagonista quebra seus próprios conceitos prévios sobre o BDSM e, progressivamente, avança no que está disposta a experimentar. A prática sexual, porém, não se restringe às quatro paredes de seu quarto: porta afora, o cotidiano de Simone é o do abuso e da violação, que se chocam com a noção de escolha presentes ali. Se como defensora pública, focando sua atuação em casos de agressões contra a mulher, a personagem é testemunha de relatos de violências físicas e psicológicas diariamente, </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/regra-34-locarno"><i><span style="font-weight: 400;">Regra 34</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">passa longe de alienar para a relação intrincada entre o prazer e a vida real.  </span></p>
<figure id="attachment_29384" aria-describedby="caption-attachment-29384" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29384" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1.jpeg" alt="" width="2560" height="1381" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1-800x432.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1-1024x552.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1-768x414.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1-1536x829.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1-2048x1105.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-1-1200x647.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29384" class="wp-caption-text">Regra 34 foi premiado com o Leopardo de Ouro, honraria máxima do tradicional Festival de Locarno; a única outra obra brasileira a já ter conquistado o feito foi Terra em Transe, de Glauber Rocha, em 1967 (Foto: Imovision)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A pornografia é tema perigoso e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-ti-west-critica/"><span style="font-weight: 400;">glamurização</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o risco a ser levado em conta, mas roteiro a oito mãos de Júlia Murat, Gabriela Capello, Rafael Lessa e Roberto Winter não assume um só lado do discurso &#8211; não o repele, tampouco se rende a um liberalismo irresponsável. Sem um posicionamento pronto, as contradições e hipocrisias de Simone, tão dividida entre um desejo instintivo e um posicionamento racional quanto qualquer pessoa não fictícia poderia estar, movem o argumento da obra. Ela, confrontada por sua amiga e amante Lucia (Lorena Comparato) &#8211; quem a provocou para o BDSM em primeiro lugar -, sobre o perigo das práticas e dinâmicas de relação que passava a assumir, dispara: “</span><i><span style="font-weight: 400;">E se eu estiver reproduzindo o que a indústria sexual me ensinou, e daí? Sinto muito se meu tesão não é suficientemente político pra você</span></i><span style="font-weight: 400;">.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na reta final dos 100 minutos de duração, a frase soa como apenas uma externalização do que o longa discutiu até ali. No contexto mais didático possível, </span><i><span style="font-weight: 400;">Regra 34 </span></i><span style="font-weight: 400;">se manifesta justamente em sala de aula: o que Simone reproduz no quarto se sobrepõe ao que debate junto aos colegas, estudantes de Direito, sobre a origem dos problemas sociais e das dinâmicas de dominação e poder, e ao que vê no dia a dia na defensoria pública. Discutir punitivismo, as brechas do sistema legal e os mecanismos de repressão estruturais do Legislativo em uma turma majoritariamente branca e masculina, quase </span><a href="https://g1.globo.com/politica/noticia/2020/11/20/mourao-lamenta-assassinato-de-homem-negro-em-mercado-mas-diz-que-no-brasil-nao-existe-racismo.ghtml"><span style="font-weight: 400;">desconectada do mundo real</span></a><span style="font-weight: 400;"> senão pelos lapsos de veracidade vindos de outros alunos &#8211; mulheres e pessoas negras -, parece raso demais para mensurar a profundidade do universo em que Simone se insere.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre dois mundos, os âmbitos pessoal e profissional da protagonista se revelam antagônicos. Se durante o dia ela discute e presencia a violência submetendo corpos femininos e, em sua maioria, pretos a situações de abuso, durante a noite se coloca em ocasiões similares por espontânea vontade. Aqui, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FXrXRT9N2k&amp;feature=emb_title"><i><span style="font-weight: 400;">Regra 34</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">também discute o </span><a href="https://mashable.com/article/bdsm-therapy-sexual-trauma"><span style="font-weight: 400;">BDSM</span></a><span style="font-weight: 400;">: diferentemente da vida real, na doutrina da prática, o consentimento e o diálogo são chave. Nas relações entre Simone e Coiote (Lucas Andrade), seu companheiro de turma, amigo e amante com quem ela explora as dinâmicas sexuais, linhas são traçadas, mas, conforme ambos ultrapassam os próprios combinados, os limites são rapidamente deixados para trás. Afinal, qual é o limite se Simone é quem os impõe e logo os descarta?</span></p>
<figure id="attachment_29385" aria-describedby="caption-attachment-29385" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-29385" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2.jpg" alt="" width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/12/regra-34-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-29385" class="wp-caption-text">Júlia Murat é filha de Lúcia Murat, importante cineasta brasileira, e se pronuncia abertamente sobre a influência da mãe em seus trabalhos e na perseverança em lutar pelo Cinema no país (Foto: Imovision)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra não acena a uma responsabilidade moral. Com as explícitas contradições de sua grandiosa protagonista, graças ao intenso trabalho de Miranda, </span><i><span style="font-weight: 400;">Regra 34</span></i><span style="font-weight: 400;"> pouco diz sobre o contexto de </span><a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/seguranca/audio/2022-06/tres-mulheres-morrem-por-dia-no-brasil-por-feminicidio"><span style="font-weight: 400;">violência das mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; especialmente negras &#8211; no Brasil e menos ainda sobre o BDSM. Aqui, ambos subtextos parecem conduzir o foco a um quadro maior: a relação entre o prazer e a sua raíz estrutural. Se as relações de poder e submissão, de dominação e dominado, permeiam todas as esferas do país, aparecendo até em relacionamentos românticos e familiares, por que no sexo seria diferente? O filme não responde os questionamentos que suscita. Simone, que se aventurou a ponto de arriscar sua própria integridade física, vida e carreira, tampouco desvenda. Que cada um reflita por si.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Regra 34 | Teaser Oficial [HD] - 2022 | Imovision" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/9FXrXRT9N2k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/regra-34-critica/">A violência é o combustível que incendeia a Regra 34</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/regra-34-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">29381</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
