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	<title>Arquivos Humberto Lopes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Dançando no Escuro: 20 anos do musical mais triste do mundo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2020 19:46:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Humberto Lopes Dançando no Escuro, Dancer in the Dark no idioma original, completa 20 de anos de legado como o musical mais triste de toda a história do cinema. A obra lançada em 2000 é a primeira produção do gênero da carreira de Lars Von Trier, polêmico diretor dinamarquês que assinou o roteiro e direção &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/dancando-no-escuro-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Dançando no Escuro: 20 anos do musical mais triste do mundo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17563" aria-describedby="caption-attachment-17563" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-17563 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-1-1.jpg" alt="Cena do filme Dançando no Escuro. A imagem mostra Björk vestida de funcionária de fábrica, no meio de um corredor com aparência industrial. Ela veste um avental preto, touca branca e óculos." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-1-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-1-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-1-1-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17563" class="wp-caption-text">Björk no set de Dançando no Escuro (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Humberto Lopes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Dançando no Escuro</em>, <em>Dancer in the Dark </em>no idioma original, completa 20 de anos de legado como o musical mais triste de toda a história do cinema. A obra lançada em 2000 é a primeira produção do gênero da carreira de Lars Von Trier, polêmico diretor dinamarquês que assinou o roteiro e direção do longa-metragem estrelado pela cantora islandesa Björk.</span></p>
<p><span id="more-17561"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história se passa no interior dos Estados Unidos nos anos 60 e gira em torno da vida de Selma Jezkova (Björk), uma imigrante tcheca que está ficando cega. Ela trabalha arduamente em uma metalúrgica com o objetivo de juntar dinheiro para poder pagar uma cirurgia para o seu filho Gene</span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Vladica Kostic), que sofre da mesma doença hereditária degenerativa que leva, lentamente, à cegueira da personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma realidade miserável, Selma tem nos musicais de </span><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span><span style="font-weight: 400;"> a sua válvula de escape para o mundo trágico em que habita. A protagonista vive esses pequenos momentos de felicidade junto de sua amiga Kathy (Catherine Deneuve), que durante as sessões no cinema narra e representa com os dedos nas palmas das mãos de Selma o que está acontecendo nas cenas.</span></p>
<figure id="attachment_17570" aria-describedby="caption-attachment-17570" style="width: 427px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-17570 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-1-1-1.jpg" alt="A imagem mostra Bjork de olhos fechados e sorrindo no canto inferior esquerdo. Acima, foi adicionado o título do filme, comentários da crítica elogiando a performance, e os prêmios recebidos no Festival de Cannes. " width="427" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-1-1-1.jpg 427w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-1-1-1-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 427px) 85vw, 427px" /><figcaption id="caption-attachment-17570" class="wp-caption-text">Pôster do filme (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre operar máquinas em meio aos ruídos de uma indústria metalúrgica e juntar cada centavo em busca de curar seu filho, Selma foge do mundo em transes por meio dos musicais que ela mesmo interpreta com a ajuda do universo que a cerca, e aí entendemos a escolha de Björk para o papel. </span><span style="font-weight: 400;">As cenas musicais são impecáveis, é quase inimaginável que outra atriz poderia encarnar tão bem a personalidade e peculiaridades de Selma, e a islandesa consegue isso com a maior entrega de toda a filmografia de Lars Von Trier. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não foi à toa que o filme foi vencedor do prêmio de Melhor Atriz e da Palma de Ouro no Festival de Cannes, maior troféu da cerimônia. </span><span style="font-weight: 400;">Mesmo aclamado, <em>Dançando no Escuro</em> foi e ainda é um filme difícil, e isso reflete em toda a situação que Selma é colocada. Com a piora da cegueira, que todos até então não sabiam, ela se desconcentra em um dos transes musicais e quebra uma das máquinas da operação, o que resulta em sua demissão.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Dançando No Escuro - Trailer (2000)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/cM7FyvdkbZw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em todos os filmes de Lars Von Trier, o sofrimento </span><a href="https://cinemaemcena.com.br/coluna/ler/800/as-mulheres-nos-filmes-de-lars-von-trier"><span style="font-weight: 400;">feminino</span></a><span style="font-weight: 400;"> é explorado ao máximo. Selma se vê traída por Bill (David Morse), policial que junto com sua esposa Linda (Clara Seymour) aluga um trailer para a operária morar com o filho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao revelar a sua cegueira progressiva para o amigo e o segredo do dinheiro guardado para a cirurgia de Gene, surge o aspecto mais comum da crueldade humana que o diretor dinamarquês exibe constantemente em sua filmografia. Doce e gentil, Selma tem todo o seu dinheiro roubado e não tem outra opção que não seja tentar recuperar a única forma de salvar o seu filho do terrível destino que o espera.</span></p>
<figure id="attachment_17571" aria-describedby="caption-attachment-17571" style="width: 560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17571 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-3-1-1.jpg" alt="Cena do filme Dançando no Escuro. A imagem mostra Björk em um tribunal, olhando para a frente. O tribunal tem outras pessoas sentadas ao fundo." width="560" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-3-1-1.jpg 560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-3-1-1-300x179.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 560px) 85vw, 560px" /><figcaption id="caption-attachment-17571" class="wp-caption-text">Selma em seu julgamento (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena do confronto entre os dois se desenrola em um clima lento de suspense que leva ao inevitável, Selma mata Bill e entra em mais um transe, protagonizando um de seus mais peculiares delírios até então. O dueto musical que se desenrola entre o cadáver e a imigrante soa estranho, mas é preenchido de um presságio. Tudo vai piorar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo conseguindo fugir da cena do crime com o dinheiro e pagar a cirurgia de Gene, a imigrante já tinha o futuro traçado pela desgraça, e é presa acusada de homicídio. A prisão aconteceu durante o ensaio do musical <em>A Noviça Rebelde</em> (<em>The Sound of Music</em>), que ela seria a protagonista. Neste momento é perceptível como o comportamento de todos em relação a ela muda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A crítica de Lars Von Trier aos Estados Unidos e o modo de vida do país é constantemente colocada em cena, mas seu ápice é demonstrado no julgamento de Selma, que é acusada de ser uma cruel assassina e simpatizante do comunismo, por conta da origem tcheca. Até a cegueira de Selma é colocada em xeque diante do júri, que sentencia a imigrante à morte.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="07 Björk -  My Favorite Things" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ivVJEO5UEFU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a progressão da cegueira e sozinha na prisão esperando a morte, ela pode contar apenas com a confiança de Kathy e Jeff (Peter Stormare), que é apaixonado por ela. Selma aceita o implacável destino, diante que seu filho tenha a chance de fazer a cirurgia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ambiente silencioso e solitário da cela Selma entra em seu último transe, e a versão mais triste já gravada de </span><i><span style="font-weight: 400;">My Favourite Things</span></i><span style="font-weight: 400;">, do musical <em>A Noviça Rebelde</em>,</span> <span style="font-weight: 400;">é cantada aos prantos por uma mulher que sabe que não há volta, mas tenta mesmo assim buscar em sua fatalidade o mínimo de felicidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O clímax do filme avança em uma angustiante nuvem de tristeza, e apesar da mínima chama de esperança, que em nenhum momento o filme cria, mas é inevitável ao telespectador, temos uma Selma que se dirige contando passo a passo o seu rumo em direção a forca, e ao entoar uma última canção, em desespero, uma mulher inocente morre.</span></p>
<figure id="attachment_17574" aria-describedby="caption-attachment-17574" style="width: 1502px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17574 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bjork-dancando-no-escuro.jpg" alt="Cena do filme Dançando no Escuro. A imagem mostra uma mulher loira com as mãos no rosto de Björk, que olha para seu rosto e sorri. " width="1502" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bjork-dancando-no-escuro.jpg 1502w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bjork-dancando-no-escuro-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bjork-dancando-no-escuro-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bjork-dancando-no-escuro-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/bjork-dancando-no-escuro-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17574" class="wp-caption-text">Cena do filme (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A cena é horripilante. Björk canta a plenos pulmões </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eles dizem que essa é a última canção, eles não nos conhecem, sabe. É apenas a última canção, se deixarmos que seja” </span></i><span style="font-weight: 400;">e o corpo de Selma caí pendurado na forca. É o fim de uma trajetória.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um final devastador e combina com toda a estética do longa-metragem, gravado nos moldes do </span><em><a href="https://www.aicinema.com.br/dogma-95/"><span style="font-weight: 400;">Dogma 95</span></a></em><span style="font-weight: 400;">, movimento de Lars von Trier e Thomas Vinterberg. Juntos, criaram uma série de regras com o objetivo de produzir filmes com o máximo de realidade possível, fugindo dos aspectos comerciais das produções da época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A filmagem crua, despida de efeitos e iluminação especial, com cenas gravadas a mão e tremidas causam estranhamento à primeira vista, mas são essenciais para entender o movimento. Este impactou a produção independente dinamarquesa com a realização de filmes de baixo custo e colocou no mundo clássicos como <em>Festa de Família (Festern)</em>, de Vinterberg, e <em>Os Idiotas (Idioterne)</em>, dirigido por Lars von Trier, ambos lançados em 1998.</span></p>
<figure id="attachment_17572" aria-describedby="caption-attachment-17572" style="width: 550px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-1-1.jpg" alt="" width="550" height="415" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-1-1.jpg 550w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-1-1-300x226.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 550px) 85vw, 550px" /><figcaption id="caption-attachment-17572" class="wp-caption-text">Certificado para os filmes que seguiam o Dogma 95 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser influenciado pelo <em>Dogma 95</em>, Dançando no Escuro não se encaixa em todos os parâmetros da escola, o principal motivo deles é ser um musical. Entretanto, em sua essência o filme certamente trabalha com todas as outras características que fazem dele um produto do gênero tão único.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu lançamento, em 2000, a produção já gerava reações conflitantes de quem foi até os cinemas chorar a dor de Selma, mas a discussão em torno do longa só cresceu nos últimos anos, especialmente no que se refere ao </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/11/1935077-produtora-de-lars-von-trier-e-investigada-apos-acusacoes-de-assedio.shtml"><span style="font-weight: 400;">diretor</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">A história do esgotamento físico e psicológico que Björk sofreu durante as gravações já era conhecida há anos. Durante as filmagens, que aconteceram na Suíça, a atriz chegou a fugir sem deixar pistas, só retornando devido à insistência de amigos.</span></p>
<figure id="attachment_17573" aria-describedby="caption-attachment-17573" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-17573" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5.jpeg" alt="" width="2048" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5-300x188.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5-1024x640.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5-768x480.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5-1536x960.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-5-1200x750.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17573" class="wp-caption-text">Lars Von Trier e Björk (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a história completa por trás dos motivos da fuga de Björk só foi revelada em 2018. Devido a influência do movimento <em>#MeToo</em>, que mobilizou diversas atrizes a relatarem casos de assédio em Hollywood, a protagonista de <em>Dançando no Escuro</em> finalmente quebrou o silêncio sobre a </span><a href="https://www.papelpop.com/2017/10/bjork-relembra-assedio-de-lars-von-trier-e-diz-que-confrontar-e-necessario/"><span style="font-weight: 400;">experiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> com o diretor Lars Von Trier.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No <em>post</em>, em sua página do <em>Facebook</em>, a cantora manifestou apoio ao movimento e citou o seu caso de assédio com um cineasta dinamarquês. Após o diretor negar as acusações, Björk deu detalhes sobre o caso de assédio que sofreu nas gravações.</span></p>
<div class="fb-post" data-href="https://www.facebook.com/bjork/posts/10155782628166460" data-width="552"></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Na época do lançamento do filme, Björk prometeu que nunca mais voltaria a atuar, talvez devido aos traumas da gravação, mas 20 anos depois ela divulgou sua volta aos cinemas em <em>The Northman</em>, do diretor Robert Eggers, previsto para ser lançado no próximo ano. </span><span style="font-weight: 400;">O mundo terá mais uma chance de ver a islandesa mostrar o seu talento, que em <em>Dançando no Escuro</em> é fora do convencional, com uma entrega emocional que tem a marca visceral da cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem dúvidas <em>Dançando no Escuro</em> é um musical para chorar de tristeza, não há no filme a mesma válvula de escape que Selma encontra nos clássicos. E na filmografia de Lars Von Trier, o longa é mais um na lista de sadismos do diretor, que não perde a oportunidade de criar uma obra com mulheres que sofrem o pior, assim como as suas atrizes. </span><span style="font-weight: 400;">Mas, apesar de toda a polêmica, é certo que sem Björk esse filme nunca poderia ter acontecido, nem deveria ser cogitado, e o sentimento catártico gerado pelo talento da atriz faz com que a experiência de assistir, pelo menos uma vez, seja obrigatória.</span></p>
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		<title>20 anos de Gilmore Girls: uma série para recordar</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2020 22:34:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Humberto Lopes No dia 05 de outubro de 2000, há 20 anos, ia ao ar no canal The WB o primeiro episódio da série norte-americana Gilmore Girls, uma comédia familiar carregada com dramas e referências da cultura pop que pipocavam nas telas em meio a diálogos rápidos e muitas xícaras de café. A série ambientada &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/gilmore-girls-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "20 anos de Gilmore Girls: uma série para recordar"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16935" aria-describedby="caption-attachment-16935" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16935 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-1.jpg" alt="A foto contém todos os personagens da séries enfileirados, com Rory e Lorelai no centro." width="620" height="465" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-1.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-1-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16935" class="wp-caption-text">O elenco de Gilmore Girls, 2000 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Humberto Lopes</b></p>
<p>No dia 05 de outubro de 2000, há 20 anos, ia ao ar no canal <i>The WB</i> o primeiro episódio da série norte-americana <i>Gilmore Girls</i>, uma comédia familiar carregada com dramas e referências da cultura <i>pop</i> que pipocavam nas telas em meio a diálogos rápidos e muitas xícaras de café. A série ambientada na cidade fictícia de Stars Hollow, em Connecticut, foi criada por Amy Sherman-Palladino e conta a história da mãe solteira Lorelai Gilmore (Lauren Graham) e sua filha Rory (Alexis Bledel). Na produção mãe e filha são extremamente amigas e possuem gostos muito parecidos, e talvez não a toa o canal <em>SBT</em> tenha se aproveitado disso para traduzir o nome da série para <i>Tal Mãe, Tal Filha</i>, forma que grande parte do público brasileiro teve contato com a trama.</p>
<p><span id="more-16934"></span></p>
<p>Na primeira temporada vamos conhecendo as figuras da cidadezinha e poucas coisas acontecem. Descobrimos no comecinho que Lorelai foi uma jovem rebelde devido a sua origem conservadora na classe alta, e por isso ela tentou criar a sua filha o mais longe possível desse mundo. Rory, que nasceu quando a mãe tinha apenas 16 anos, é uma menina doce e estudiosa, praticamente a filha perfeita.</p>
<p>Mas como nem tudo são flores, apesar da série tentar mostrar que mesmo a imperfeição pode ser tratada com leveza e humor, diversos dilemas surgem na vida das duas. Lorelai protagoniza o primeiro deles ao pedir um empréstimo para os pais com o objetivo de pagar os estudos da filha, que sonhava em estudar em Harvard. Parece um pedido fácil, mas não para Lorelai, que fugiu de casa na adolescência e foi para Stars Hollow, lugar onde ela criou Rory e emancipou-se dos pais, Richard (Edward Herrmann) e Emily Gilmore (Kelly Bishop).</p>
<figure id="attachment_16936" aria-describedby="caption-attachment-16936" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16936" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GIF-1.gif" alt="Gif da cena dos jantares de sexta." width="650" height="372" /><figcaption id="caption-attachment-16936" class="wp-caption-text">Os clássicos jantares de sexta-feira (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>O empréstimo para que Rory estude no liceu privado de Chilton é cedido, mas existe uma condição: as duas teriam que jantar toda sexta-feira na casa dos Gilmore. Aí se inicia uma tradição que uniria Lorelai aos pais novamente. Entretanto, não significa uma melhora na relação entre eles, já que os embates entre Emily e Lorelai nunca cessam, e apesar de por vezes serem engraçados, são inexplicáveis. Uma birra que nunca se desenvolve, nem no encerramento da série.</p>
<p>De volta a pequena Stars Hollow, logo na primeira cena conhecemos Luke Danes (Scott Patterson), dono da lanchonete <i>Luke’s</i>, onde mãe e filha passam a maior parte do tempo bebendo café e falando extremamente rápido. Uma curiosidade é que boa parte de <i>Gilmore Girls</i> se passa apenas nesse cenário, inclusive a primeira cena da série acontece lá, no momento em que percebemos que Lorelai e Luke são bem mais que amigos, e isso se desenvolve ao longo de toda da história, mesmo que demore muito.</p>
<p>Falando em relacionamento, na primeira temporada é apresentado ao público Dean (Jared Padalecki, o Sam de <i>Sobrenatural</i>) com quem Rory namora por três longas temporadas. Essa relação foi bem além das telinhas, Alexis e Jared <a href="https://jaredpadalecki.com.br/?p=8779#:~:text=Alexis%20Bledel%2C%20que%20interpretou%20Rory,que%20nunca%20foi%20relatado%20antes.&amp;text=%E2%80%9CEla%20namorou%20Jared%20e%20Milo,teve%20um%20papel%20de%20convidado.">mantiveram</a> um romance curto durante as gravações que só foi revelado em 2016, já que antes não passava de especulações.</p>
<figure id="attachment_16937" aria-describedby="caption-attachment-16937" style="width: 1983px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16937 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738.jpg" alt="Rory, no centro, Jess a direita e Dean a esqueda. " width="1983" height="2000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738.jpg 1983w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738-297x300.jpg 297w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738-1015x1024.jpg 1015w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738-768x775.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738-1523x1536.jpg 1523w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/a685d739fdbe89e5acdeac3ae4b5d738-1200x1210.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16937" class="wp-caption-text">Dean à direita, Rory no centro e Jess à esquerda (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Dean foi o primeiro beijo e &#8216;eu te amo&#8217; dela, e com o decorrer da trama foi com ele que a protagonista perdeu a virgindade. É certo que boa parte do público, enquanto tudo isso acontecia, gritava um grande <em>“Rory nããããooo”</em>. E com toda a certeza ficaram muito felizes quando o novo namorado de Rory, e de Alexis, o <i>bad boy </i>Jess Mariano (Milo Ventimiglia, o Jack de <i>This Is Us</i>), chega na cidade.</p>
<p>Ele é sobrinho do Luke e rouba o coração da garota por um certo tempo. Enquanto Dean era exacerbadamente forçado e de forma enjoativa doce demais, Jess era marrento e impulsivo. Aliás a impulsividade marca esse relacionamento, que acabou bruscamente. Ele só vira as costas e vai embora.</p>
<p>Enquanto Rory vive dramas com namorados que odiamos e amamos, nas três temporadas iniciais Lorelai se envolve com o professor da filha, Max Medina (Scott Cohen), e passa por algumas recaídas com Christopher Hayden (David Sutcliffe), o pai da Rory. Mas, nada da relação entre ela e o Luke sair do imaginário, por enquanto.</p>
<figure id="attachment_16938" aria-describedby="caption-attachment-16938" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16938" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GIF-2.gif" alt="Gif da Sookie com a frase &quot;Eu estou chorando ou rindo?&quot;" width="650" height="489" /><figcaption id="caption-attachment-16938" class="wp-caption-text">Sookie em uma das suas frases marcantes: “Eu estou chorando ou rindo?” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Ainda ali na cidadezinha temos mais figuras incríveis, como Sookie St. James, melhor amiga de Lorelai e cozinheira no <i>Dragonfly Inn</i>, onde a protagonista é gerente. A maravilhosa Melissa McCarthy, conhecida por comédias como <i>Missão Madrinha de Casamento</i>, interpreta a personagem, que é uma das favoritas de <i>Gilmore Girls</i>.</p>
<p>Michel Gerard, interpretado por Yanic Truesdale, também faz parte do núcleo da pousada, e prova com seu humor ácido que ele é a combinação perfeita ao lado da personalidade extremamente doce  e atrapalhada de Sookie. Aliás, é interessante destacar que um dos talentos da Amy Sherman-Palladino é colocar em cenas personagens que se completam e não deixam a história ficar cansativa.</p>
<figure id="attachment_16939" aria-describedby="caption-attachment-16939" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16939 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.41-848x1024.jpeg" alt="Personagem Paris na foto, ela possui cabelos loiros longos e usa um casaco vermelho." width="840" height="1014" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.41-848x1024.jpeg 848w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.41-248x300.jpeg 248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.41-768x928.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.41.jpeg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16939" class="wp-caption-text">Paris Geller (Liza Weil), personagem com o melhor desenvolvimento da trama (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Recorrente ao lado de Rory temos Lane Kim (Keiko Agena), a melhor amiga de Rory desde o <i>Stars Hollow High</i>. Ela é apaixonada por música e é baterista, mas isso ela esconde da mãe, uma coreana conservadora. Lane é a personagem mais injustiçada de toda a série. Ver a talentosa adolescente virar mãe tão cedo foi um furo horrível no roteiro. Sinceramente, todos nós esperávamos que ela tivesse a mesma oportunidade que Rory teve, e quebrasse os limites da pequena cidade com sua banda. A sétima temporada, que não teve a mão de Amy Sherman-Palladino, errou muito nisso, o que faz os fãs pensarem que talvez esse não fosse o destino da personagem.</p>
<p>Ainda no quesito amizades, Paris Geller (Liza Weil, a Bonnie de <i>How to Get Away with Murder</i>) é a amiga que Rory fez em Chilton e segue com ela até Yale, onde as duas viram <i>roommates</i>. No começo, elas não se gostavam, mas a sua relação muda bastante ao longo da série. Aliás, ela é uma das personagens mais bem construídas de <i>Gilmore Girls</i>. O desenvolvimento de Paris é fantástico. A personagem é extremamente competitiva e estressada, coisas que não mudam com o tempo, mas vemos o grande amadurecimento que ela teve até a sua vida adulta. Mesmo que parecesse que o mundo fosse acabar quando ela não entrou em Harvard, Paris seguiu obstinada e com a personalidade forte que a acompanhou por toda a produção, e que a permitiu conquistar seus sonhos.</p>
<figure id="attachment_16940" aria-describedby="caption-attachment-16940" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16940" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/GIF-3.gif" alt="Gif do Kirk falando &quot;Esse sou eu&quot;" width="650" height="485" /><figcaption id="caption-attachment-16940" class="wp-caption-text">Kirk confuso na lanchonete Luke’s: “Kirk? Esse sou eu.” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Entre as outras figuras que andam por Stars Hollow, temos a <em>Miss</em> Patty, que é o equivalente a vizinha fofa que te para na rua para fofocar sobre tudo o que acontece, e Taylor Doose, uma figura bem controversa e muito engraçada. Na trama ele é a pessoa que mais ama a cidade e faz ela acontecer, custe o que custar.</p>
<p>Por último, Kirk Gleason (Sean Gunn). Ele é o excêntrico faz-tudo da cidade, o Pereirão de Stars Hollow, que muda de trabalho mais do que as protagonistas tomam café. Ele consegue salvar todas as sete temporadas e merecia com certeza mais tempo em cena. É inegável que a criadora acertou muito nesse personagem, que mesmo sendo secundário possui as melhores falas do programa.</p>
<figure id="attachment_16941" aria-describedby="caption-attachment-16941" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16941 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2.jpg" alt="Foto contém o cenário da Placa da cidade de Stars Hollow. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-2-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16941" class="wp-caption-text">Placa da cidade fictícia de Stars Hollow, fundada em 1779 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Todos esses personagens fazem da pequena Stars Hollow um paraíso de conto de fadas. Pode ser o clima da região, os cafés entre mãe e filha, os diálogos carregados de referências, tudo na série consegue gerar uma sensação de nostalgia. Entre esses efeitos confortáveis também temos a trilha sonora composta por Sam Phillips, responsável por todos os coros de <em>“lálálás”</em> que escutamos nos episódios.</p>
<p>Aliás, quem já assistiu Gilmore Girls e escuta “<i>If you&#8217;re out on the road / Feeling lonely, and so cold</i>” sabe que estamos falando de <i>Where You Lead</i>, música tema cantada por Carole King com a sua filha Louise Goffin. A canção é uma regravação feita com base na versão lançada em 1971 por King no disco <i>Tapestry</i>. Exclusivamente mãe e filha fizeram uma <a href="https://www.buzzfeed.com/krystieyandoli/where-you-lead-i-will-follow">adaptação </a>dela para a série, mudando o sentido da letra que antes falava do amor entre um casal para uma relação maternal.</p>
<p>Até quando Rory vai para Yale, uma reviravolta para ela e Paris que tinham como o maior objetivo da vida Harvard, sentimos falta da cidadezinha. Nas três primeiras temporadas o núcleo fechado apenas naquelas ruas é capaz de proporcionar uma sensação de conforto indescritível, que vai se quebrando conforme as protagonistas vão evoluindo, mas que retorna com força na sétima temporada, que apesar disso é a pior de todas.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gilmore Girls: Um Ano para Recordar | Trailer Dublado | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/T06RdZ66Rt8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Existe uma divisão clara entre o antes e depois de Yale, assim como a mudança na relação entre mãe e filha que acontece com a chegada de Logan Huntzberger (Matt Czuchry). Talvez o melhor namorado de Rory, que veio no momento mais conturbado da vida da garota, e entretanto foi o relacionamento mais normal que ela teve. O final do casal na sétima temporada foi um turbilhão de confusões na cabeça de todos os fãs, quando eles terminam parecia tudo bem e do nada um fim sem muita explicação, faltando criatividade para explorar o tema nos momentos finais da série.</p>
<p><i>Gilmore Girls</i> ilustra bem o momento de muitas crianças e jovens que são hiperestimados e quando chegam na universidade dão de cara com o mundo real. Até então Rory era o floquinho de neve especial da sua cidade, mas na vida adulta ela passa a ser a pessoa que trancou o curso após ouvir do sogro que era uma péssima jornalista.</p>
<p>E o desenvolvimento de Rory não parou ali. Apesar de ser inteligente, ela era extremamente mimada, e isso não muda nem no especial <i>Gilmore Girls: Um Ano para Recordar</i>. Oportunidade que a criadora Amy Sherman-Palladino teve para finalizar o ciclo da série, que poderia ter acabado na sétima temporada, porém por questões contratuais ela foi substituída por David S. Rosenthal, o que gerou um final péssimo para a trama.</p>
<figure id="attachment_16942" aria-describedby="caption-attachment-16942" style="width: 691px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16942 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.18-691x1024.jpeg" alt="Poster do revivel Gilmore Girls: A Year in the Life, com Rory e Lorelai deitadas." width="691" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.18-691x1024.jpeg 691w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.18-203x300.jpeg 203w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.18-768x1138.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-11-29-at-22.56.18.jpeg 864w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-16942" class="wp-caption-text">Pôster promocional do especial Gilmore Girls: A Year in the Life (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Dividido em estações, o especial da <i>Netflix </i>se passa em um momento extraordinário, quando Rory tem 32 anos, exatamente a idade que Lorelai tinha quando a série começa. Podemos matar as saudades de Stars Hollow, e ver de perto como os personagens evoluíram, ou nem tanto.</p>
<p>Diferente do amadurecimento de Paris, já citado anteriormente, Rory que sempre foi considerada única em Stars Hollow se vê desempregada, mas não por falta de oportunidades. Nesse período, a protagonista cuida dos filhos da amiga, que agora coordena uma clínica de fertilização. Apesar disso, ela ainda se encontra imersa em dilemas de auto estima.</p>
<p>Entre os quatro episódios de 90 minutos vemos exatamente como Rory não mudou, ela que poderia ter um futuro brilhante está em um período complicado por se sentir especial demais para o mundo, enquanto Paris permanece persistente e com os pés no chão, algo que falta na vida da protagonista. Os dramas são os mesmos, e as famosas <a href="https://istoe.com.br/gilmore-girls-e-suas-ultimas-palavras/">quatro últimas palavras</a> que esperamos tanto tempo ouvir decepcionaram. Era só isso? Acabou? Não há mais nada para ser dito Rory?</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Palladinos: As Quatro Palavras Finais | TVLine" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eSWb81GTwcQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Terminar com <em>“Mãe.” “Sim.” “Estou grávida.”</em> foi a ideia que a criadora teve desde o início, antes mesmo do piloto ser gravado. De certa forma as quatro palavras chegaram no momento certo, nove anos depois do final da sétima temporada, quando esperávamos nos deparar com uma Rory mais madura. Mesmo não sendo o que acontece, sabemos que não teria graça ter sido na sétima temporada, essa sendo a mágica do especial.</p>
<p>Um detalhe que não pode ficar de fora é o roteiro. Alexis e Lauren tiveram que fazer aulas para pegar o ritmo acelerado das personagens e soltar todas as referências da cultura popular que eram possíveis. Cada cena é um bingo de referências, e o texto geralmente tinha o dobro de páginas comparado a qualquer outra série com episódios de 40 minutos, levando em média oito dias para ficar pronto. Talvez a demora fosse porque os atores deveriam seguir à risca sem improvisar nenhuma fala.</p>
<p>Falando em bastidores, Lorelai e Rory sempre eram vistas tomando muito café em xícaras e copos gigantes, contudo, curiosamente a atriz Alexis Bledel odiava a bebida e a produção colocava refrigerante para ela. Já <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pXa0jVnov3I">Lauren Graham</a> revelou em entrevista ao <i>The Late Show with Stephen Colbert</i> que sempre havia café no seu copo.</p>
<figure id="attachment_16943" aria-describedby="caption-attachment-16943" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16943 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4.jpg" alt="Foto de Amy Sherman-Palladino à direita e Rachel Brosnahan no Emmy." width="2000" height="2400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-250x300.jpg 250w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-853x1024.jpg 853w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-768x922.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-1280x1536.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-1707x2048.jpg 1707w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/12/FOTO-4-1200x1440.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16943" class="wp-caption-text">Amy Sherman-Palladino à direita e Rachel Brosnahan no Emmy 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Falando em Amy Sherman-Palladino, ela conquistou o público com outra série recentemente. A comédia <a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><i>The Marvelous Mrs. Maisel</i></a> (<em>A</em> <i>Maravilhosa Sra. Maisel</i>) que estreou em 2017 no <i>streaming Prime Vídeo</i> tem conquistado a crítica e milhões de telespectadores pelo mundo, ganhando diversos <i>Emmys</i>. A série prova mais uma vez que a roteirista domina a arte do entretenimento.</p>
<p>Por fim, <i>Gilmore Girls</i> não tenta ser fiel a realidade, mas sim nos tirar dela. É a série perfeita para desfocar do mundo real e seus problemas e entrar nos dilemas bobos de mãe e filha, e isso talvez seja a isca da série que continua pegando milhares de fãs pelo mundo, mesmo 20 anos depois de ter sido lançada.</p>
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		<title>Vulnicura: cinco anos do álbum que revela o lado mais íntimo de Björk</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jul 2020 22:26:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Humberto Lopes O ano era 2015 quando em uma terça-feira (13) de janeiro a cantora islandesa Björk anunciou o seu nono álbum de estúdio. O nome era Vulnicura, que significa “Cura para as Feridas”. Um grande título para tratar uma enorme ferida aberta: o término do seu casamento de 13 anos com o artista inglês &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/vulnicura-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Vulnicura: cinco anos do álbum que revela o lado mais íntimo de Björk"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_14444" aria-describedby="caption-attachment-14444" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14444 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-1-2.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14444" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Humberto Lopes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano era 2015 quando em uma terça-feira (13) de janeiro a cantora islandesa Björk anunciou o seu nono álbum de estúdio. O nome era </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulnicura</span></i><span style="font-weight: 400;">, que significa “Cura para as Feridas”. Um grande título para tratar uma enorme ferida aberta: o término do seu casamento de 13 anos com o artista inglês Matthew Barney.</span></p>
<p><span id="more-14441"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento apressado e surpresa na época aconteceu após o <a href="https://www.papelpop.com/2015/01/apos-vazamento-bjork-lanca-o-album-vulnicura-com-dois-meses-de-antecedencia">vazamento</a> das faixas. As músicas já tinham caído na internet quando ela postou um bilhetinho escrito a mão em suas redes sociais com um entusiasmado &#8220;¡¡ senhoras &amp; senhores !!&#8221;, a <em>tracklist</em> do álbum e avisando que ele seria lançado em março daquele ano. Mas, sete dias depois, <em>Vulnicura</em> já estava disponível para o mundo inteiro ouvir.</span></p>
<figure id="attachment_14447" aria-describedby="caption-attachment-14447" style="width: 596px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14447 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-2-2.jpg" alt="" width="596" height="596" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-2-2.jpg 596w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-2-2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-2-2-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 596px) 85vw, 596px" /><figcaption id="caption-attachment-14447" class="wp-caption-text">Bilhete para os fãs (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali o sucessor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Biophilia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2011) se mostrou ser o trabalho mais denso de toda a carreira de Björk. Os vocais rasgados, os arranjos de cordas feitos pela própria ex-<a href="https://www.youtube.com/watch?v=58bAgVSYV1E">Sugarcubes</a> e o toque inigualável da venezuelana <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AZKPd3k6O6A">Arca</a> e do inglês The Haxan Cloak fazem com que as letras com intensidade cirúrgica tomem vida com as batidas sombrias e altamente tristes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada canção faz parte do processo de cura do divórcio que se concretizou em setembro de 2013. Por acidente, as seis primeiras músicas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulnicura</span></i><span style="font-weight: 400;"> documentam como foi esse período. </span><i><span style="font-weight: 400;">Stonemilker</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira faixa, é de oito meses antes do rompimento, e logo em seguida vem </span><i><span style="font-weight: 400;">Lionsong</span></i><span style="font-weight: 400;">, de quatro meses antes. Já a terceira, </span><i><span style="font-weight: 400;">History of touches</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi escrita um mês antes. A quarta, </span><i><span style="font-weight: 400;">Black Lake</span></i><span style="font-weight: 400;">, que eu arrisco dizer que é a mais triste já feita por Björk, nasceu quatro meses depois da separação. Oito meses após o fim do relacionamento veio </span><i><span style="font-weight: 400;">Family</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um ano em seguida vem </span><i><span style="font-weight: 400;">Notget</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="björk: black lake" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/YGn1pJIpZw8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em <a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/no-sofrido-vulnicura-bjork-relata-fim-do-seu-casamento-15136801">entrevista</a> ao jornal </span><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, dias após o lançamento do álbum, ela revelou que não havia planejado que fosse desta maneira. </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><em><span style="font-weight: 400;">Quando olhei para as canções que eu tinha, fui me dando conta de que elas eram o registro do ano antes e do ano depois da separação. Então, achei que a coisa mais generosa a fazer era compartilhar isso, dessa forma, com as pessoas</span></em><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda extremamente pessoais, as últimas três faixas são perfeitas para se entender o momento que a islandesa vivia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Atom Dance</span></i><span style="font-weight: 400;">, que tem a participação do inglês Antony Hegarty do Antony and the Johnsons, que já havia trabalhado com a cantora no </span><i><span style="font-weight: 400;">Volta</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2007), conta com oito minutos intensos de batalha entre voz e instrumentos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Mouth Mantra</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem a seguir com o mesmo duelo, como se essas duas músicas fossem uma mistura do </span><i><span style="font-weight: 400;">Medúlla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2004) com o </span><i><span style="font-weight: 400;">Homogenic</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1997). Ambas unem o uso erudito da voz com acordes bem trabalhados e batidas que dançam com os instrumentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por último, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quicksand</span></i><span style="font-weight: 400;"> fecha o ciclo com uma batida rápida e um tom menos frio. A canção é a mais antiga de todo o </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulnicura</span></i><span style="font-weight: 400;">, composta em 2011 após a mãe de Björk ter um ataque cardíaco e ficar uma semana em coma. É a única faixa não cronológica, mas que se encaixa perfeitamente no processo de cura que o disco inteiro propõe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da intensidade e densidade do trabalho a produção foi rápida. Com o toque da compositora, produtora e DJ Alejandra Ghersi, conhecida como Arca, as batidas que poderiam ter demorado anos foram feitas em meses. Na época Björk revelou que se apaixonou musicalmente pela artista, que já havia trabalhado com Kanye West em </span><i><span style="font-weight: 400;">Yeezus</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2013) e FKA Twigs no </span><i><span style="font-weight: 400;">LP1</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014). A parceria entre as duas mais tarde se estendeu ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Utopia</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2017), o sucessor de Vulnicura.</span></p>
<figure id="attachment_14448" aria-describedby="caption-attachment-14448" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14448 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-3-1-1.jpg" alt="" width="620" height="358" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-3-1-1.jpg 620w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-3-1-1-300x173.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-14448" class="wp-caption-text">Arca, Björk, The Haxan Cloak e Chris Elms na produção do Vulnicura (Foto: James Merry)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como seu antecessor </span><i><span style="font-weight: 400;">Biophilia</span></i><span style="font-weight: 400;"> o álbum também inovou ultrapassando os limites do convencional com a exploração dos clipes interativos em realidade virtual, que exploraram mais ainda as faixas. A produção híbrida deu uma nova significação ao caráter vanguardista da obra, que logo após correu o mundo na exposição </span><i><span style="font-weight: 400;">Björk Digital</span></i><span style="font-weight: 400;">, que começou em 2016 em Sidney e depois passou por Tóquio, Barcelona, Cidade do México, Moscou, Montreal, Londres, Los Angeles, e outras cidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora foi uma das pioneiras no uso dos vídeos imersivos em 360 graus para os seus clipes e é uma grande entusiasta do formato e da união entre e a arte e tecnologia. </span><span style="font-weight: 400;">Como uma extensão do peculiar </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulnicura</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Björk Digital</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua rodando o mundo. Parado no Rio de Janeiro por conta da epidemia do coronavírus, a exposição-instalação passou por São Paulo e Brasília.</span></p>
<figure id="attachment_14449" aria-describedby="caption-attachment-14449" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-14449 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-4-1-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-4-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-4-1-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-4-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-4-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/07/FOTO-4-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-14449" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos discos mais importantes de 2015, a experiência completa da obra vai muito além do seu tema principal, que é o fim do relacionamento da artista. Reduzir a apenas um álbum sobre o término é fazer uma análise incompleta do trabalho mais complexo, sensível, pessoal e grandioso de toda carreira de Björk.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Expandindo os limites da música,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Vulnicura</span></i><span style="font-weight: 400;"> completa seus cinco anos como um dos projetos mais atemporais de toda a discografia da islandesa. Talvez o maior truque da obra seja a overdose de intimidade que o eu lírico se dispõe a oferecer para o ouvinte, fazendo com que o disco se converta em um processo de cura coletivo, e todo sofrimento e excesso de humanidade se torne na fórmula perfeita de um álbum que parece não envelhecer.<br />
</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Vulnicura" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/7FNtMOO3btvce2G5paXtsE?si=l7UAf1sSR2qMan68SYgRPw"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>Medúlla: 15 anos de um álbum estranho, arcaico e atemporal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Sep 2019 19:56:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Björk]]></category>
		<category><![CDATA[Humberto Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Humberto Lopes Medúlla é o termo médico para a medula óssea em latim. Porém, a origem do nome do quinto álbum de estúdio da cantora e compositora islandesa Björk vai muito além da palavra de origem romana. O significado no título da obra está no chegar à essência de algo, alcançar o início da humanidade, abandonar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/medulla-aniversario/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Medúlla: 15 anos de um álbum estranho, arcaico e atemporal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_12805" aria-describedby="caption-attachment-12805" style="width: 4000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12805 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA.jpg" alt="" width="4000" height="3999" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA.jpg 4000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-1-CAPA-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12805" class="wp-caption-text">Foto: Reprodução</figcaption></figure>
<p><strong>Humberto Lopes</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Medúlla</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o termo médico para a medula óssea em latim. Porém, a origem do nome do quinto álbum de estúdio da cantora e compositora islandesa Björk vai muito além da palavra de origem romana. O significado no título da obra está no chegar à essência de algo, alcançar o início da humanidade, abandonar a civilização e voltar ao tempo antes de tudo acontecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, no dia 31 de agosto de 2004, foi concebido o sucessor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vespertine</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2001) e do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/bjork-homogenic-critica/">Homogenic</a> (1</span></i><span style="font-weight: 400;">997), discos que incorporam a eletrônica e batidas inigualáveis, além de trazer a sonoridade inovadora e vanguardista da artista.</span></p>
<p><span id="more-12804"></span></p>
<figure id="attachment_12806" aria-describedby="caption-attachment-12806" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12806 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MÉDULLA-FOTO-2.jpg" alt="" width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MÉDULLA-FOTO-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MÉDULLA-FOTO-2-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MÉDULLA-FOTO-2-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12806" class="wp-caption-text">Inez + Vinoodh &#8211; Medúlla (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Médulla </span></i><span style="font-weight: 400;">é um trabalho visceral que veio para quebrar o padrão dos álbuns anteriores da cantora, um disco que é propositalmente orgânico e cru, quase difícil de escutar, mas também inconfundível. Com a voz como ponto central das músicas cantadas em </span><i><span style="font-weight: 400;">acapella</span></i><span style="font-weight: 400;">, Björk aproveita o máximo desta ferramenta que fez dela uma artista rara, com um timbre único e original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do seu lançamento até hoje existe um grande estranhamento em relação ao caráter inventivo do álbum, quase não contando com a presença de instrumentos e outros componentes musicais, tornando este um trabalho totalmente ousado, até mesmo para Björk. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição do disco começou quando a artista estava grávida de oito meses de Ísadóra Bjarkardóttir Barney, sua segunda filha. No meio do processo de produção, a islandesa não estava contente com a bateria e os arranjos carregados de instrumentos. Segundo a cantora, as canções estavam uma bagunça; assim os instrumentos e recursos sonoros foram retirados, e a voz se tornou a alma e corpo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Medúlla</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_12807" aria-describedby="caption-attachment-12807" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-12807 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-3.jpg" alt="" width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-3.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-3-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/09/MEDÚLLA-FOTO-3-1024x1024.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-12807" class="wp-caption-text">Inez + Vinoodh &#8211; Medúlla (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As texturas e timbres das músicas encantam pelas emulações vocais criadas por Björk e os colaboradores do disco, em especial na participação do cantor americano Mike Patton, dos </span><i><span style="font-weight: 400;">beatboxers</span></i><span style="font-weight: 400;"> Rahzel e Dokaka e da cantora difônica, do inglês </span><i><span style="font-weight: 400;">throat singer</span></i><span style="font-weight: 400;">, Tanya Tagaq. Há também a exuberante presença dos corais londrinos e islandeses, que estão presentes em quase todas as faixas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender melhor sobre a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Medúlla</span></i><span style="font-weight: 400;">, vale assistir ao documentário</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Inner or Deep Part of an Animal or Plant Structure (2004)</span></i><span style="font-weight: 400;">, que acompanha a produção e gravação do disco, trazendo um pouco do trabalho de cada colaborador e a visão da artista sobre a obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de não ter colaborações brasileiras neste álbum, uma parte do universo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Medúlla </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criada no Estúdio Ilha Dos Sapos, na Bahia, local onde foi gravada a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Mouth&#8217;s Cradle</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com a participação dos grupos de percussionistas Ilê Aiyê e Cortejo Afro. A música foi descartada quando Björk decidiu tirar os instrumentos musicais do trabalho, mas depois ela reapareceu no</span><i><span style="font-weight: 400;"> B-Side</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Who is It?</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Björk - Mouth&#039;s Cradle (Cortejo Afro/Ilê Aiyê Mix)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/-xj1y3PsT9o?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o descarte da música, ela explica que sentiu um peso na consciência, por parecer uma atitude óbvia de uma turista</span><i><span style="font-weight: 400;">. &#8220;Eu não queria parecer colonialista. Meu cérebro diz não, mas meu coração diz sim para essa música&#8221;</span></i><span style="font-weight: 400;">, contou ao jornalista da revista </span><a href="https://www.newyorker.com/magazine/2004/08/23/bjorks-saga"><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que a acompanhou durante a viagem no Brasil no Carnaval de Salvador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Médulla </span></i><span style="font-weight: 400;">rendeu quatro singles, </span><i><span style="font-weight: 400;">Oceania</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Whos is It?</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Where Is the Line</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Triumph of a Heart</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas foram poucas performances ao vivo, visto que seria difícil tocar as músicas nos shows usando todas as nuances e arranjos vocais das músicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda assim, é possível ver a performance apresentada com exclusividade na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, na Grécia.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Oceania - Bjork @ Athens 2004 Opening Ceremony" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Canm7glYFgg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as gravações espalhadas pelo mundo, o disco exibe os diversos lados da artista, seja pelos versos que falam do lado político de Björk, que em alguns momentos da produção vivia em Nova Iorque, e discute em canções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Submarine </span></i><span style="font-weight: 400;">o atentado terrorista de 11 de setembro e o nacionalismo exacerbado norte-americano, ou em outras faixas que discutem questões como a morte, existencialismo e romantismo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Medúlla </span></i><span style="font-weight: 400;">é um álbum complexo, que envelheceu bem e ainda está à frente de seu tempo. Um trabalho que consegue ser atemporal e de uma ótima maneira, arcaico, se encaixando no mundo como um desafio e se passando como um dos trabalhos mais genuínos da artista, seja em 2004, 2019 ou no futuro.</span></p>
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