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	<title>Arquivos Hong Sang-soo &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Através do Fluxo encontra a beleza da vida por meio da casualidade</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Nov 2024 17:01:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Moraes Hong Sang-soo é considerado um dos grandes cineastas contemporâneos por conseguir trazer profundidade em meio a diálogos, aparentemente, banais, uma condução discreta e histórias simples. Em Através do Fluxo, filme que fez parte da seção Perspectiva Internacional na 48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, ele encontra a beleza da vida por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/atraves-do-fluxo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Através do Fluxo encontra a beleza da vida por meio da casualidade"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34377" aria-describedby="caption-attachment-34377" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34377" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Atraves-do-fluxo-1.jpg" alt="O cenário é uma mesa de um restaurante. Três personagens estão em cena. Na direita está o personagem de Kwon Hae-hyo com uma roupa preta e com a mão no queixo. Na esquerda está Kim Min-hee com uma roupa cor de bege. No centro está Jo Yun-hee com uma blusa rosa. As duas olham para o personagem de Kwon Hae-hyo. Existem três taças na mesa na frente de cada um. Eles estão bebendo alguma bebida alcoólica." width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-34377" class="wp-caption-text">Hong Sang-soo é reconhecido por lançar um filme por ano e por ter uma filmografia muito regular (Foto: Jeonwonsa Film)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Moraes</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=38y-jQNrYU0"><span style="font-weight: 400;">Hong Sang-soo</span></a><span style="font-weight: 400;"> é considerado um dos grandes cineastas contemporâneos por conseguir trazer profundidade em meio a diálogos, aparentemente, banais, uma condução discreta e histórias simples. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Através do Fluxo</span></i><span style="font-weight: 400;">, filme que fez parte da seção Perspectiva Internacional na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele encontra a beleza da vida por meio da casualidade.</span></p>
<p><span id="more-34376"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma mesa de bar, de um restaurante ou até de uma casa, a câmera estática capta os diálogos mundanos, que vão levar a algum lugar sem necessariamente falar sobre eles. Essa é uma das características mais marcantes do Cinema de Hong Sang-soo. Enquanto o audiovisual norte-americano usa muito do plano e contraplano nas interações, o cineasta apenas posiciona a filmadora e deixa seus personagens serem espontâneos. Foi assim em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=m5tjH4Di7AE"><i><span style="font-weight: 400;">Na Água</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.chippu.com.br/criticas/in-our-day-hong-sang-soo-quinzaine-cannes-critica-kim-min-hee"><i><span style="font-weight: 400;">Em Nossos Dias</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(filmes que fizeram parte da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/47a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">) e também é assim em </span><i><span style="font-weight: 400;">Suyoocheon.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Novamente, <a href="https://www.instagram.com/kimminheearchive/">Kim Min-hee</a> é a protagonista do longa, dessa vez, interpretando uma professora que reencontra o seu tio depois de muitos anos e o contrata para dirigir uma peça da faculdade. O interessante da obra é como ela fala de amor em suas várias formas, por meio de pequenos gestos e conversas. É sobre o amor entre dois parentes que já não se veem há muito tempo; o carinho construído entre professores e alunos, em que ambos se ensinam para além do acadêmico; o surgimento de um romance. Tudo isso é feito cotidianamente.</span></p>
<figure id="attachment_34378" aria-describedby="caption-attachment-34378" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34378" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/11/Atraves-do-fluxo-2.jpg" alt="Personagem de Kim Min-hee está sentada, sozinha em um degrau. Ela veste uma blusa vermelha por dentro, e por fora uma outra blusa rosada. Ela usa uma calça marrom e tênis preto. Ela está olhando para baixo e anotando algo em um caderno." width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-34378" class="wp-caption-text">Kim Min-hee é casada com Hong Sang-soo e protagoniza a maioria de seus filmes (Foto: Jeonwonsa Film)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O </span></i><span style="font-weight: 400;">filme simula tanto a realidade que, por vezes, nem parece ficcional. Os planos médios e estáticos, que enquadram todos os personagens, valorizam esse aspecto, assim como a dilatação do tempo. Dessa forma, é possível enxergar as relações sendo construídas, casualmente, pelos gestos de cada um. Não existe nem mesmo um direcionamento de como o público deve reagir a cada ação. A diretora da faculdade (</span><a href="https://www.instagram.com/mixnutcookie/"><span style="font-weight: 400;">Jo Yun-hee</span></a><span style="font-weight: 400;">) ‘dando em cima’ do diretor da peça (Kwon Hae-hyo) pode causar o riso da plateia, como também o desconforto. No final das contas, a beleza está exatamente no fato de não existir um caminho pré-definido, tudo se constrói naturalmente, assim como a vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hong Sang-soo, caracterizado por suas narrativas pouco convencionais e, de maneira geral, até mesmo desinteressado pela complexidade da trama, vem se tornando um dos grandes nomes do Cinema mundial, enchendo as salas nas últimas duas Mostras em São Paulo, e sendo comparado até com </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/morre-o-cineasta-frances-eric-rohmer"><span style="font-weight: 400;">Éric Rohmer</span></a><span style="font-weight: 400;">. Talvez, ele não tenha a filmografia mais fácil de digerir, pela falta de acontecimentos e dilatação do tempo – mesmo com filmes tão curtos –, mas, com certeza, é um dos diretores mais interessantes quando se acostuma com o seu preciosismo pela vida mundana e pela Sétima Arte.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="BY THE STREAM Trailer | TIFF 2024" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XG1FHO4S368?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>A Mulher que Fugiu retorna à praia, sozinha</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2021 13:34:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ayra Mori “Se ele apenas se repete, como pode ser sincero?”. Entre galinhas, conversas, álcool, carne, maçãs, gatos, câmeras de vigilância, montanhas, salas de cinema e até o oceano, Hong Sang-soo inaugura mais um capítulo de sua contínua série cinematográfica com A Mulher que Fugiu, presente na Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/a-mulher-que-fugiu-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A Mulher que Fugiu retorna à praia, sozinha"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24395" aria-describedby="caption-attachment-24395" style="width: 1499px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1-1-1.png" alt="Cena do filme A Mulher que Fugiu. Gam-hee, interpretada por Kim Min-hee, é uma mulher coreana de cabelo curto preto com cerca de 39 anos. Ela veste uma blusa preta de gola alta e está sentada dentro de uma sala de cinema vazia. As poltronas da sala de cinema são vermelhas." width="1499" height="805" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1-1-1.png 1499w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1-1-1-800x430.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1-1-1-1024x550.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1-1-1-768x412.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img1-1-1-1200x644.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24395" class="wp-caption-text">Premiado com Urso de Prata de Melhor Direção no Festival de Berlim 2020, A Mulher que Fugiu compõe a seção Perspectiva Internacional da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Jeonwonsa Film)</figcaption></figure>
<p><b>Ayra Mori</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Se ele apenas se repete, como pode ser sincero?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Entre galinhas, conversas, álcool, carne, maçãs, gatos, câmeras de vigilância, montanhas, salas de cinema e até o oceano, Hong Sang-soo inaugura mais um capítulo de sua contínua série cinematográfica com </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mulher que Fugiu</span></i><span style="font-weight: 400;">, presente na Perspectiva Internacional da 45ª </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo. Acompanhando a crônica contemporânea de Gam-hee, uma mulher que decide visitar três amigas nos arredores de Seul, são nas variações, simples ou não, que o cineasta </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><span style="font-weight: 400;">sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> encontra recurso para remodelar sutilmente cada nova história, ao mesmo tempo que caminha por repetições</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-24390"></span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Mulher que Fugiu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Domangchin Yeoja</span></i><span style="font-weight: 400;">, no original) é construída por três blocos e três visitas: Young-soon (Seo Young-hwa), divorciada que gosta de jardinagem e vive com uma colega; Su-young (Song Seon-mi), artista amarrada por dois romances desventurados; e Woo-jin (Kim Sae-byuk), uma amiga distante que trabalha em um pequeno cinema. A protagonista é Gam-hee – interpretada pela extraordinária </span><a href="https://www.thenation.com/article/archive/hong-sang-soo-kim-min-hee-hotel-by-the-river-grass-movies-new/"><span style="font-weight: 400;">musa do diretor, Kim Min-hee</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, uma esposa aparentemente feliz que pela primeira vez, após 5 anos de casamento, passa três dias distante do marido que viaja a negócios.</span></p>
<p><figure id="attachment_24392" aria-describedby="caption-attachment-24392" style="width: 1650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24392" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2.png" alt="Cena do filme A Mulher que Fugiu. Gam-hee, interpretada por Kim Min-hee, é uma mulher coreana de cabelo curto preto com cerca de 39 anos. Ela veste uma blusa preta de gola alta e saia comprida cinza. Ela está de costas para a câmera, olhando o exterior através de uma janela com moldura branca. No fundo está uma parede branca, mesa de jantar de madeira, cadeiras de madeira e cadeiras verde musgo em volta, além de entulhos no canto esquerdo. Acima da mesa estão dois pratos brancos, duas taças com vinho branco, uma garrafa verde de vinho e uma caneca cinza." width="1650" height="888" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2.png 1650w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2-800x431.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2-1024x551.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2-768x413.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2-1536x827.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img2-1200x646.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24392" class="wp-caption-text">Escrito, produzido e realizado por Hong Sang-soo, o drama investiga paulatinamente as contrariedades das relações humanas, através dos (des)encontros [Foto: Jeonwonsa Film]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">A princípio, a narrativa parece simples – até demais. As personagens são comuns, os eventos ordinariamente corriqueiros. Paira sobre o drama um naturalismo improvisado que preserva a autoria consagrada do </span><a href="http://revistadecinema.com.br/2021/07/retrospectiva-hong-sang-soo/"><span style="font-weight: 400;">Cinema de Sang-soo</span></a><span style="font-weight: 400;">. E, através de um enquadramento minimalista, põe-se em foco duas pessoas dialogando frente a frente, numa perspectiva que quase torna o espectador parte das cenas, como um observador inapto desse universo silenciosamente acinzentado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, por trás dos três longos diálogos, inicialmente banais, são aflorados uma sucessão de autoavaliações suavemente exteriorizadas pelas expressões faciais da protagonista. </span><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas apaixonadas devem permanecer juntas</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221;, ela afirma repetidamente para as amigas e, de certa maneira, para si mesma enquanto encara vagamente o vazio. Nada é declarado. Seja por meio de um toque de mão singelo, seja mediante um sorriso torto compartilhado, é na delicadeza das performances que </span><span style="font-weight: 400;">são transmitidos ternos momentos de conexão humana genuína, ainda que breve.</span></p>
<figure id="attachment_24393" aria-describedby="caption-attachment-24393" style="width: 1650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24393 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3.png" alt="Cena do filme A Mulher que Fugiu. Na cena estão Gam-hee e Woo-jin, em ordem. Gam-hee, interpretada por Kim Min-hee, é uma mulher coreana de cabelo curto preto com cerca de 39 anos. Ela veste uma blusa preta de gola alta. Woo-jin, interpretada por Kim Sae-byuk, é uma mulher coreana de cabelo longo preto, preso por um rabo de cavalo baixo, com cerca de 35 anos. Ela veste uma blusa preta de gola alta. Ambas estão sentadas frente a frente numa mesa de café. A mesa de café é de madeira e sobre ela está uma xícara branca, dois blocos de papel e duas canetas. No fundo está uma grande janela de vidro que permite ver a vegetação exterior." width="1650" height="887" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3.png 1650w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3-800x430.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3-1024x550.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3-768x413.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3-1536x826.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/11/img3-1200x645.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-24393" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;">Um dos principais expoentes do novo Cinema sul-coreano, o método de produção de Sang-soo se decorre </span></i><i><span style="font-weight: 400;">por </span></i><i><span style="font-weight: 400;">baixos orçamentos e estruturas mínimas à beira da indústria cinematográfica local (Foto: </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Jeonwonsa Film</span></i><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i></figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses instantes sublimes ainda são revestidos por camadas humorísticas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">zoom </span></i><span style="font-weight: 400;">dramático impagável que dilata as dimensões das relações expostas em tela e, gradativamente, reforça a densidade presente nas </span><a href="https://expresso.pt/cultura/2021-01-10-A-Mulher-que-Fugiu-de-Hong-Sang-soo.-O-abismo-das-coisas-simples"><span style="font-weight: 400;">simplicidades da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> dessas mulheres. Assim, extraindo sentido das situações triviais do cotidiano, o caráter insólito de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Woman Who Ran</span></i><span style="font-weight: 400;"> enfrenta as realidades de seu tempo, oferecendo retiro no familiar e, simultaneamente, nas estranhezas, encantando e surpreendendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como descendente devoto do universo íntimo de Sang-soo, o drama continua ensaiando furtivamente as relações humanas, ao servir-se da mesma temática e estética formal comum do cineasta sul-coreano. O silêncio e a ausência de cor permanecem até os últimos momentos do filme, quando Gam-hee, ou melhor, Kim Min-hee, pessoa, encara o horizonte do oceano no ecrã – primeiro preto e branco, agora, colorido. E mirando os </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/na-praia-a-noite-sozinha-o-escandalo-e-o-sentimento-por-tras-do-destaque-da-berlinale/"><span style="font-weight: 400;">fantasmas do passado</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mulher que Fugiu</span></i> <a href="https://youtu.be/XdXE-MC9qwM"><span style="font-weight: 400;">retorna à praia, sozinha</span></a><span style="font-weight: 400;">; dessa vez, com a quietude pacífica do mar, das cores, do som.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Woman Who Ran - Official Trailer" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/3ge6f3bDmWM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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