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	<title>Arquivos High Fashion &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Met Gala 2026: A arte é viva!</title>
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		<pubDate>Wed, 13 May 2026 17:00:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o Met Gala. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/met-gala-2026-a-arte-e-viva/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Met Gala 2026: A arte é viva!"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_37291" aria-describedby="caption-attachment-37291" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-37291" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg" alt="Em um fundo granulado rosa, com cantos superiores preenchidos com flores rosadas, o título centralizado evidencia o dress code do Met Gala deste ano, Moda é Arte. Da esquerda para a direita, Anok Yai, mulher negra com maquiagem dourada e vestido preto com um capuz; Sabrina Carpenter, mulher loira, branca com vestido preto de rolo de fita cinematográfico e adorno de diamantes na cabeça; Jisoo, mulher asiática de cabelo preto e mechas soltas, usando um vestido rosa claro e detalhes em azul; Naomi Osaka, mulher negra asiática com vestido e chapéu branco com detalhes de folhas e luva em vermelho; Hunter Schafer, mulher trans branca, loira, vestida de branco com detalhes florais e pequenas rosas brancas no vestido e um laço em seu cabelo, e Beyoncé, mulher negra, loira usando um adorno semelhante a uma coroa em diamantes e seu vestido que simula um esqueleto também com pedras brilhantes." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/MET-GALA-COLAGEM-1.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37291" class="wp-caption-text">O Met Gala 2026 homenageia todas as formas de se produzir arte (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o </span><a href="https://www.vogue.com/article/everything-you-need-to-know-about-the-met-gala-video"><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> escolhido por </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/anna-wintour-elege-look-chanel-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Anna Wintour</span></a><span style="font-weight: 400;"> este ano explora justamente este conceito, a moda como arte.</span></p>
<p><span id="more-37290"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de amplo, esse direcionamento trouxe mais liberdade para os convidados transmitirem sua interpretação do que é essa forma de manifestação humana e como ela se encaixa em seu corpo e história. A exposição do teatro apresentada trouxe uma vertente semelhante, com o tema </span><a href="https://www.metmuseum.org/press-releases/costume-institute-spring-2026"><i><span style="font-weight: 400;">Costume Fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (Arte do Figurino, em tradução literal). </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/charles-frederick-worth-conheca-o-criador-da-alta-costura/"><span style="font-weight: 400;">Charles Frederick Worth</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das principais figuras responsáveis por ter consolidado a ideia que moda também é uma expressão artística, provavelmente estaria orgulhoso de ver aquilo que tanto defendia ser o tema central do Met Gala este ano.</span></p>
<figure id="attachment_37292" aria-describedby="caption-attachment-37292" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-37292" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg" alt="Em uma galeria ampla e iluminada, diversos manequins exibem peças de roupas em tons variados. No centro do espaço, um vestido longo vermelho se destaca sobre uma plataforma elevada, cercado por roupas esculturais e silhuetas experimentais distribuídas pelas paredes brancas do ambiente. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/19036240_050426-wabc-ap-costume-exhibit-img.jpg 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37292" class="wp-caption-text">A exibição deste ano aborda uma temática importante além de sua central, todo corpo importa, incluindo aqueles que a passarela tentou esconder (Foto: Charles Sykes/Invision/AP)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nomes como, Hudson Williams, </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">Hunter Schafer</span></a><span style="font-weight: 400;">, Emma Chamberlain, </span><a href="https://personaunesp.com.br/eyes-wide-open-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">Sabrina Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">, Madonna e muitos outros se destacaram ao seguirem o dress code trazendo referências criativas às suas produções. O<a href="https://youtu.be/FQnETkP9sE8?si=zW6OybEhw6EUMXaI"> ator</a> de  <i>Heated Rivalry </i>(2025), apostou em um conjunto azul claro com detalhes pretos e uma cauda, assinado pela <i>Balenciaga</i>. O outfit é uma releitura de um bolero de 1947 do fundador da grife, que se inspirou no traje de toureiro espanhol – uma forma de arte performática conhecida na Espanha. Outro nome que trouxe a arte à tona foi a estrela de<i> Euphoria </i>(2019), vestida como a pintura <i>Mäda Primavesi </i>(1912) de Gustav Klimt. O visual desenvolvido pela <a href="https://youtu.be/5LIwV80K29E?si=B7f9_ErUHziaksif"><i>Prada</i></a> conta com um vestido de cauda longa, repleto de arranjos de flores e uma camada branca por cima, fazendo referência às características da obra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><i><span style="font-weight: 400;">influencer</span></i></a> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLN-JythCFk"><span style="font-weight: 400;">Emma Chamberlain</span></a><span style="font-weight: 400;"> está cada vez mais inserida no mundo da moda e entregando looks estonteantes que a destacam na multidão de celebridades presentes. No </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026, ela foi a estrela da noite, um holofote merecido para a obra de arte que revelou em forma de vestido. Ironicamente ou não, a referência de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem da obra de Van Gogh, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Noite Estrelada</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1889), e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Grito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1893), de Munch. Já a cantora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Espresso</span></i><span style="font-weight: 400;"> optou por revelar uma outra forma da criatividade: o cinema. Sua arte veio em forma de rolos de fita do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Sabrina</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1954), com um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> feito sob medida para a </span><i><span style="font-weight: 400;">popstar</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele compõe uma saia assimétrica que já se tornou assinatura da cantora neste evento também revestido em fita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Madonna chegou ao topo como rainha do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> por sua clara genialidade artística, e em um evento como este, ela não se faria passar despercebida. Sua </span><a href="https://www.vogue.com/article/madonna-met-gala-2026"><span style="font-weight: 400;">composição de </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não traz significado em si, mas da performance que ele compõe. Inspirado em um fragmento da obra de Leonora Carrington, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Tentação de Santo Antônio</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1945), sua figura vestida em </span><i><span style="font-weight: 400;">all black Saint Laurent</span></i><span style="font-weight: 400;"> e coberta por um véu representa, ao lado de sete mulheres em vestidos claros e blindadas com uma renda branca, o questionamento dos costumes da fé cristã, a luta contra o patriarcado e a busca por iluminação espiritual.</span></p>
<p><a href="https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders">https://www.vogue.com/video/watch/the-run-through-inside-the-met-gala-with-chase-sui-wonders</a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este ano, muitos homens também marcaram seu destaque, como </span><a href="https://wwd.com/fashion-news/fashion-features/karan-johars-met-gala-debut-anchors-indias-craft-driven-representation-1238942827/"><span style="font-weight: 400;">Karan Johar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.gq.com/story/jeremy-pope-met-gala-2026-vivienne-westwood"><span style="font-weight: 400;">Jeremy Pope</span></a><span style="font-weight: 400;">. O diretor apareceu com uma obra de arte em forma de vestimenta tradicional indiana completa em bordado dourado e imagens inspiradas em pinturas clássicas do seu país de origem, uma linda homenagem aos artesãos. Já o ator superou as expectativas, usando um item de arquivo de </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/vivienne-westwood-a-rebeliao-que-vestiu-a-historia-da-moda/"><i><span style="font-weight: 400;">Vivienne Westwood</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da coleção de outono de 1996, chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Escravo do Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma jaqueta-corset formada por centenas de pérolas em cores diferentes formando um peitoral e em suas costas pedras de rubi marcando feridas.  Alguns dos destaques da noite mostram ao público que a </span><a href="https://harpersbazaar.uol.com.br/moda/o-futuro-e-artesanal-o-retorno-do-feito-a-mao/"><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a arte, a antiguidade mais fina da moda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma década sem comparecer ao evento, </span><a href="https://youtu.be/m4m4HQ4OJrY?si=ZKCvl4sk99ZTQEHc"><span style="font-weight: 400;">Beyoncé</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez um retorno memorável ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala</span></i><span style="font-weight: 400;"> como co-anfitriã, dividindo o posto com Anna Wintour, Venus Williams e Nicole Kidman. Para marcar a ocasião, Bey e Nicole apostaram em duas produções diferentes ao longo da noite. No tapete vermelho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Queen B</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu com um vestido repleto de pedrarias assinado por </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/balmain-olivier-rousteing-a-moda-e-racista/"><span style="font-weight: 400;">Olivier Rousteing</span></a><span style="font-weight: 400;">. No encerramento do evento, a cantora trocou o visual por uma criação de Robert Wun, peça que chamou atenção por conter mais de um milhão de cristais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kidman também apostou em um visual marcante ao usar um modelo vermelho-rubi da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, bordado com lantejoulas e penas por </span><a href="https://elle.com.br/moda/a-historia-de-matthieu-blazy-o-novo-herdeiro-do-trono-da-chanel"><span style="font-weight: 400;">Matthieu Blazy</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mais tarde, a atriz apareceu com outro vestido da mesma grife, que transmitia um ar de conforto enquanto mantia a paleta de cores quentes. Já Williams vestiu uma peça personalizada de cristais Swarovski, que foi inspirada em sua própria obra de arte <a href="https://www.searchablemuseum.com/robert-pruitts-venus-williams-double-portrait/"><i>Venus Williams Double Portrait </i>(2022)</a>, e para incrementar, um acessório metálico no pescoço, desenhado pela própria atleta.</span></p>
<figure id="attachment_37293" aria-describedby="caption-attachment-37293" style="width: 678px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-37293" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/unnamed.png" alt="Três mulheres estão em pé diante de microfones em um palco iluminado por luzes vermelhas. À esquerda, uma mulher veste um vestido preto brilhante com detalhes prateados e um penteado preso em coque alto. No centro, uma mulher loira usa um vestido claro com estampas florais em tons de vermelho e rosa. À direita, uma mulher veste um vestido preto transparente coberto por brilho, acompanhado de um véu que cobre parcialmente o rosto e o corpo. O fundo do palco apresenta colunas e elementos arquitetônicos destacados pela iluminação vermelha intensa." width="678" height="481" /><figcaption id="caption-attachment-37293" class="wp-caption-text">Com a junção dos campos de esporte, atuação e música, as anfitriãs desta edição entregam looks icônicos para representarem o tema &#8220;Moda é Arte&#8221; (Foto: Kevin Mazur/Getty Images)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da temática do evento ser de extrema importância e um critério geral de julgamento do público sobre cada </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;">, é impossível negar presenças que acertaram em suas escolhas, afinal, a arte é moda e moda é arte independente do </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.vogue.com/article/doechii-2026-met-gala"><span style="font-weight: 400;">Doechii</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos destaques, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinho assinado por </span><i><span style="font-weight: 400;">Marc Jacobs</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cantora expõe seu corpo como arte ao complementá-lo com seu vestido e ornamento do cabelo. </span><a href="https://ffw.com.br/noticias/moda/hailey-bieber-aposta-em-busto-metalico-e-capa-fluida-em-look-balmain-no-met-gala-2026/"><span style="font-weight: 400;">Hailey Bieber</span></a><span style="font-weight: 400;"> também fugiu do tema proposto, e mesmo assim, é inegável a beleza de sua apresentação, em um busto dourado que contrasta com o azul vivo, look que já foi visto nas passarelas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Balmain</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Mesmo que o tema </span><i><span style="font-weight: 400;">Moda é Arte</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja uma proposta flexível e dá liberdade para cada celebridade se expressar através de obras, nem todo mundo conseguiu traduzir suas ideias de acordo com o que foi proposto. </span><a href="https://youtu.be/UnSg_WbN47Q?si=W0r4ALqDU3dSqvTt"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, usou uma peça da </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais clássica e minimalista, o vestido de cor champagne e com uma cauda bordada de pétalas de flores não ofereceu a ousadia e a interpretação conceitual que a temática pedia. </span><a href="https://people.com/kim-kardashian-met-gala-outfits-11965267"><span style="font-weight: 400;">Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por usar uma produção de alta-costura que faz mais jus à sua identidade pessoal, do que ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dress code</span></i><span style="font-weight: 400;"> do bazar. O traje desenvolvido pelo designer Jean Paul Gaultier conta com um corset alaranjado bem acinturado e sensual, e uma saia da mesma cor. </span></p>
<figure id="attachment_37294" aria-describedby="caption-attachment-37294" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37294" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg" alt="Montagem com três celebridades posando no tapete do Met Gala diante de fotógrafos e convidados. À esquerda, uma mulher usa um vestido tom champagne tomara que caia, com tecido drapeado e longa cauda acetinada. No centro, outra mulher veste um look futurista laranja brilhante, semelhante a uma armadura metálica, combinado com uma saia de fenda frontal. À direita, uma modelo usa um vestido preto transparente e brilhante, justo ao corpo, com detalhes prateados e cauda longa. O ambiente é iluminado com diversos fotógrafos ao fundo registrando os looks." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/05/colagem.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37294" class="wp-caption-text">Apesar de vestirem peças relevantes de alta costura, alguns nomes não conseguiram entregar a ousadia e estética criativa que o tema buscava (Colagem: Jhenifer Oliveira)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de uma tristeza por ver algumas celebridades não entendendo a temática, tem-se aquelas que decepcionaram por terem surpreendido em anos anteriores. </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/met-gala/noticia/2026/05/gigi-hadid-aposta-em-naked-dress-para-o-met-gala-2026.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, sempre apareceu ao evento com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> estonteantes, e muito conectados à temática, porém, este ano, com um vestido translúcido preto da </span><i><span style="font-weight: 400;">Miu Miu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma calcinha azul bebê, deixou a desejar com presença. Outro ponto negativo são as mesmas vestimentas </span><i><span style="font-weight: 400;">all black</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sempre, que, pelo bem da arte na moda, estão se mostrando cada vez menos numerosas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elogios e críticas, a edição de 2026 do </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou sem grandes nomes da cena da moda. Segundo os rumores que circulam pelos corredores, o possível motivo estaria relacionado ao patrocínio de </span><a href="https://exame.com/pop/protestos-contra-jeff-bezos-marcam-met-gala-2026-em-nova-york/"><span style="font-weight: 400;">Jeff Bezos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao evento. As controvérsias políticas em torno do bilionário, principalmente seu apoio ao governo Trump, teriam influenciado a decisão de algumas celebridades a não aceitarem o convite. Zendaya, uma das figuras mais conhecidas por entregar </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> extraordinários ao lado de seu fiel estilista, Law Roach, optou por não comparecer nesta edição. A ausência da modelo </span><a href="https://veja.abril.com.br/comportamento/como-bella-hadid-esta-transformando-moda-em-manifesto-politico/"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span> </a><span style="font-weight: 400;">também foi notada e gerou repercussão nas redes sociais, sendo interpretada como uma possível posição política e crítica à presença dos CEOs de grandes empresas de tecnologia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este pode ser considerado um </span><i><span style="font-weight: 400;">Met Gala </span></i><span style="font-weight: 400;">histórico em ausência e presença. Sempre é muito desafiador escolher um </span><i><span style="font-weight: 400;">look</span></i><span style="font-weight: 400;"> para um evento tão grande como esse. Porém, este ano foi possível enxergar como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pq9TGMzlLbU"><span style="font-weight: 400;">a moda é arte</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua plena construção. E o recado que esta edição nos deixa está na </span><i><span style="font-weight: 400;">handmade couture</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao encontro com o conceito, e, quando os dois se juntam, a moda vive. </span></p>
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		<title>Oscar 2026: onde vestir é posicionar-se</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:30:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com looks mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade Livia Queiroz  Ao tratar de uma cerimônia como o Oscar, é impossível não dissertar sobre o mundo fashion que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem glamour, o tapete vermelho desbota. Este é &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/oscar-2026-fashion/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Oscar 2026: onde vestir é posicionar-se"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="font-weight: 400;">Com </span><span style="font-weight: 400;">looks</span><span style="font-weight: 400;"> mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade</span></em></p>
<figure id="attachment_37134" aria-describedby="caption-attachment-37134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-800x450.jpg" alt="Na colagem de base dourada com textura semelhante a uma pintura com pincel, é possível identificar ao fundo o ícone do Persona, um olho com íris em formato de ‘play’, pintado de dourado, e a palavra ‘fashion’ contornada em branco translúcido. Em destaque, ícones femininas posam com diferentes facetas. Da esquerda para a direita temos Teyana Taylor em um vestido Chanel preto translúcido no abdômen, com penas na saia e detalhes brancos horizontais; Demi Moore usando um vestido tubo formado por penas preta em toda sua extensão; Chase Infiniti em um vestido reto com saia bufante com camadas; Mia Goth vestida em um traje branco simples com detalhes bordados a mão; Chloé Zhao, com um conjunto de blazer e saia metalizados em preto e um véu da mesma cor cobrindo da cabeça ao tronco e Odessa A’zion em um conjunto preto com recortes semelhantes a um quimono." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/06_EXPORTACAO_ARTE_LIVIA_COLORIDO.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37134" class="wp-caption-text">Apesar da ausência de manifestações, as mulheres do Oscar se destacam na ousadia e diversidade (Foto: Maria Fernanda Cabrera)</figcaption></figure>
<p><b>Livia Queiroz </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar de uma cerimônia como o </span><a href="https://www.vogue.com/tag/event/oscars"><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></a><span style="font-weight: 400;">, é impossível não dissertar sobre o mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">glamour</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tapete vermelho desbota. Este é o lema que encaixa perfeitamente ao momento vivido, com pouco </span><a href="https://www.absurdintelligence.com/fashion-is-political/"><i><span style="font-weight: 400;">political fashion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e maior referência a suas obras indicadas. A cerimônia apresentou emoção e manifestação, mas será que podemos afirmar o mesmo sobre o</span><i><span style="font-weight: 400;"> red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;">? A resposta é sim, porque até onde não há intenção há expressão, formando personalidade, identidade e, consequentemente, a moda. </span></p>
<p><span id="more-37121"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em conjunto, parte do casting de </span><a href="https://www.elle.com/culture/celebrities/a70746672/sinners-cast-photos-red-carpet-photos-oscars-2026/"><i><span style="font-weight: 400;">Sinners</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), vencedor de quatro prêmios, chegou para o evento com trajes diversos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Louis Vuitton</span></i><span style="font-weight: 400;">, coordenada pelo diretor criativo Pharrell Williams. </span><a href="https://www.dailymail.co.uk/video/tvshowbiz/video-3620067/Video-Sinners-Jack-OConnell-wore-vampire-fangs-2026-Oscars.html"><span style="font-weight: 400;">Jack O’ Connell</span></a><span style="font-weight: 400;">, para destacar seu papel dentro da obra, aparece na passarela com próteses de presas cobertas de sangue, semelhantes aos vampiros do filme. Indo além da roupa que se veste, o diretor do filme, </span><a href="https://www.elle.com/beauty/hair/a70749428/ryan-coogler-braids-photos-oscars-2026/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Coogler</span></a><span style="font-weight: 400;">, se manifesta por meio de suas tranças, feitas por Tyzanna B., formando duas guitarras, mais especificamente, do gênero musical </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">. O elenco, sem dúvidas, soube ousar na quietude e prestou seu carinho e gratidão pela cultura e arte negra durante a temporada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A moda brasileira também se fez presente e brilhou. Alice Carvalho, atriz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-agente-secreto-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Agente Secreto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), surge na passarela em um vestido bege – infelizmente um pouco fora do caimento ideal –, da </span><a href="https://www.normando.co/pages/sobre-a-normando-1"><span style="font-weight: 400;">Normando</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma marca amazônica desenhada por Marco Normando e Emídio Contente. Para acrescentar ainda mais a composição, usa uma bolsa com estatueta dourada, do </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> catarinense Jay Boggo e um broche representando a América na língua do povo Kuna, originários do Panamá.</span></p>
<blockquote><p><b>“</b><b><i>O tecido escolhido foi uma mistura de duas fibras cultivadas na Amazônia, a juta e a malva amazônica. Fibras cultivadas por diversas famílias nos estados do Amazonas e do Pará, sem uso de agrotóxicos e pesticidas e com irrigação natural dos rios e igarapés da região, e tecidas pela @somoscastanhal no estado do Pará, na cidade de Castanhal, o processo é sustentável e 100% orgânico e da Amazônia brasileira</i></b><b>” –</b> <span style="font-weight: 400;">Normando</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_37123" aria-describedby="caption-attachment-37123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37123" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-800x533.jpg" alt="A foto destaca no centro Amy Madigan, atriz branca de meia idade com os cabelos loiros. Ela usa óculos escuros com lentes marrons, joias cintilantes pratas que contrastam com seu blazer customizado por Dior, simulando escamas em preto e dourado claro. Em sua mão, a mulher segura uma estatueta em ouro apoiada em um base preta. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/amy-mandigan-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37123" class="wp-caption-text">40 anos após sua última indicação, Amy Madigan é indicada e venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Foto: Chris Pizzello)</figcaption></figure>
<p><b>O vintage sempre volta</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As tradicionais nunca saem de moda.</span><i><span style="font-weight: 400;"> Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Louis Vuitton</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Armani</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Valentino</span></i><span style="font-weight: 400;">; essas são as marcas não só mais vistas este ano como desde que Hollywood é o palco do luxo e da alta costura. Porém, o que mais encanta são as </span><a href="https://www.vogue.com/slideshow/best-vintage-2026-oscars"><span style="font-weight: 400;">homenagens ao </span><i><span style="font-weight: 400;">vintage</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> de seus arquivos sendo usados novamente em diferentes modos, silhuetas e ocasiões. Desta vez, as referências foram usadas pelas atrizes e por personalidades fora da passarela cinematográfica, como </span><a href="https://www.vogue.co.uk/gallery/amelia-dimoldenberg-oscars-2026"><span style="font-weight: 400;">Amelia Dimoldenberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve uma escolha sólida e minimalista, mas elegante, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">Ralph Lauren</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">fall</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2007. A figurinista Miyako Bellizzi, representante de sua categoria por </span><a href="https://stealthelook.com.br/o-filme-mais-fashion-do-ano-entenda-o-impacto-do-figurino-de-marty-supreme/"><i><span style="font-weight: 400;">Marty Supreme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2025), ousou com o vermelho vibrante e assimétrico de John Galliano para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1999. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vencedora do prêmio de Melhor Atriz, </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamnet-a-vida-antes-de-hamlet-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;"> optou por um vestido </span><i><span style="font-weight: 400;">Chanel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que glorificava e rememorava o mesmo utilizado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UcUWAJD4D9w"><span style="font-weight: 400;">Grace Kelly</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 1956, vencedora do Oscar de sua mesma categoria, naquele ano. A atriz homenageia o amor, visto que esse vestido marca o encerramento da carreira de Grace que viria a casar-se com o príncipe de Mônaco, Rainier III. Na festa da Vanity Fair, mais tarde, Anna Taylor-Joy aparece em um macacão curto preto que, novamente, é assinado por John Galliano para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dior</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 1994. O movimento</span><i><span style="font-weight: 400;"> vintage</span></i><span style="font-weight: 400;"> aplaude, então, homenagens ao passado que ressignificam o presente.</span></p>
<figure id="attachment_37124" aria-describedby="caption-attachment-37124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-800x450.jpg" alt="A colagem representa as mulheres que levaram o nome da Chanel ao topo das pesquisas durante a noite do Oscar. Em um fundo de cores neutras com vários letreiros destacando o nome “Oscar” e um tapete vermelho, da esquerda para a direita é possível identificar Nicole Kidman, mulher branca com cabelos loiros, em um vestido branco rosado conforme desce para a saia e com detalhes em pedras cinza e pretas bordadas em um modelo ‘tomara que caia’ com a saia tubo; ao lado, Jessie Buckley, mulher branca e de cabelo loiro curto, usando um vestido rosa bebê e tecido vermelho abraçando o peitoral; e Teyana Taylor, mulher negra de cabelo curto. Ela usa um vestido preto translúcido com saia penada e detalhes em branco." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/colagem-2.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37124" class="wp-caption-text">A Chanel foi a marca destaque do evento, subindo seu power ranking para 28, 5 milhões de dólares em engajamento (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><b>Quem veste a política? </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que, na ignorância, se encontra a paz. Nesse sentido, apesar da maior parte dos trajes da noite seguir um padrão de referência às obras indicadas e retratar o mundo fantasioso do audiovisual, é prazeroso analisar esta moda que ousa para dentro daquilo que o evento homenageia: o cinema. Porém, visto o </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/"><span style="font-weight: 400;">cenário global</span></a><span style="font-weight: 400;">, em especial envolvendo os </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/topics/cdr56r2r88wt"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, deveria ser esperado que os figurinos apresentassem e falassem – nem que fosse de forma velada – mais sobre as opiniões que acercam pessoas influentes como são os presentes, afinal, a moda sempre foi um espaço de impacto para manifestações políticas sem a necessidade de fala. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este, com certeza, não é o caso de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c78j27xpp73o.amp"><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></a><span style="font-weight: 400;">, que, desde o início de sua carreira, se mostra disposto a verbalizar e estilizar-se conforme o que pensa. Em situações semelhantes, o ator espanhol revive seu </span><i><span style="font-weight: 400;">look </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2003, usando o mesmo broche para pedir o fim da guerra com o Oriente Médio e um novo para a liberdade da Palestina. Além dele, Saja Kilani, atriz palestina de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Voice of Hind Rajab </span></i><span style="font-weight: 400;">(2025), veste</span> <a href="https://www.ziyadbuainain.com/about"><i><span style="font-weight: 400;">Ziyad Buainain</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, designer saudito que revigora a moda feminina com um luxo consciente, além de destacar cor em seu único broche, pedindo o cessar-fogo em Gaza. Rei Ami, cantora vencedora em Melhor Canção Original, assim como nos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fashion-grammy-2026/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026</span></a><span style="font-weight: 400;">, reforça a cultura asiática com um conjunto de vestido e boleira longa com pavões bordados em dourado de </span><a href="https://rahulmishra.in/"><span style="font-weight: 400;">Rahul Mishra</span></a><span style="font-weight: 400;">, designer indiano que busca a sustentabilidade étnica.  </span></p>
<blockquote><p><b>“</b><b><i>Não à guerra e Palestina livre</i></b><b>” – </b><span style="font-weight: 400;">Javier Bardem</span></p></blockquote>
<figure id="attachment_37125" aria-describedby="caption-attachment-37125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-37125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-800x450.jpg" alt="A colagem apresenta alguns trajes no tapete vermelho do Oscar, descrito em um letreiro ao fundo nas cores bege claro e ferrugem. Compondo o primeiro plano da imagem, da esquerda para a direita, estão Saja Kilani em um vestido preto desenhado e drapeado em camadas finas e translúcidas de tecido, Javier Bardem em um terno marrom escuro e gravata borboleta, com dois broches amostra, “Palestina Livre” e “Não à guerra”, Rei Ami, em um vestido que faz referência a cultura coreana, mesclando uma capa preta com detalhes em dourado bordados assim como seu vestido, Chloé Zhao em um conjunto de blazer e saia metalizados em preto e um véu da mesma cor cobrindo da cabeça ao tronco e Michael B. Jordan, usando alta-costura alfaiataria da Louis Vuitton, all black." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Foto-oscar.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-37125" class="wp-caption-text">O preto dominou o tapete vermelho como manifestação política no Oscar 2026 (Arte: Livia Queiroz)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2026 fica marcado por um </span><i><span style="font-weight: 400;">red carpet</span></i><span style="font-weight: 400;"> diverso porém pouco colorido, ressaltando a ideia de cores como movimento, solidez artística e adequação social. No fim, o evento prova que a moda nunca é silenciosa, é um espaço que carrega a intensidade estética e narrativa juntos. Não se trata apenas de vestir-se, mas também a posição que revela. Mesmo faltando ousadia, segue impressionando com </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> glamourosos, </span><i><span style="font-weight: 400;">vintages</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou minimalistas, porque, afinal, a versatilidade e atemporalidade de como se veste e porquê se veste permanece. </span></p>
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		<title>Bom gosto é um luxo, e Addison Rae tem de sobra</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jun 2025 14:45:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Arthur Caires Em uma era em que o entretenimento parece girar em torno de reembalar o passado – seja em forma de séries recicladas, live-actions que ninguém pediu ou o saudosismo Y2K nas músicas –, é raro ver alguém navegar por esse mar de referências com autenticidade. A nostalgia virou estratégia de marketing, e o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-addison/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Bom gosto é um luxo, e Addison Rae tem de sobra"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35382" aria-describedby="caption-attachment-35382" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35382" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-800x800.webp" alt="Addison Rae, uma mulher jovem com cabelos claros e maquiagem marcante, usando um top brilhante, está parcialmente encoberta por um véu amarelado e translúcido. Ela olha fixamente para a câmera em uma pose confiante. O fundo é um borrão abstrato de cores quentes e frias. A palavra &quot;Addison&quot; em uma fonte decorativa e azul está no canto superior esquerdo da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-800x800.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-1024x1024.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-150x150.webp 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-768x768.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-1536x1536.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1-1200x1200.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-1.webp 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35382" class="wp-caption-text">A capa de Addison se inspira diretamente no visual dos álbuns pop dos anos 2000, com destaque para a estética carregada e o brilho nostálgico (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma era em que o entretenimento parece girar em torno de reembalar o passado – seja em forma de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-and-the-city-critica/"><span style="font-weight: 400;">séries recicladas</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">live-actions</span></i><span style="font-weight: 400;"> que ninguém pediu ou o </span><a href="https://personaunesp.com.br/so-close-to-what-critica/"><span style="font-weight: 400;">saudosismo </span><i><span style="font-weight: 400;">Y2K</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nas músicas –, é raro ver alguém navegar por esse mar de referências com autenticidade. A nostalgia virou estratégia de marketing, e o resultado quase sempre escorrega na superfície: muito glitter, pouca substância. </span></p>
<p><span id="more-35378"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É por isso que </span><i><span style="font-weight: 400;">Addison</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia de Addison Rae, chama atenção. Mais conhecida pelo seu sucesso nas redes sociais, Rae surpreende ao construir uma identidade musical própria e bem definida. Com referências claras a ícones como Madonna, Britney Spears e Lana Del Rey, ela mostra que tem mais a oferecer do que se imagina – e que, ao contrário do que o público pode esperar, seu repertório cultural vai muito além dos hits virais das dancinhas. Com coesão e personalidade, Addison Rae entrega um dos debuts mais marcantes desde quando Olivia Rodrigo lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2021.</span></p>
<figure id="attachment_35380" aria-describedby="caption-attachment-35380" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35380" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-2-2-800x601.jpg" alt="Addison Rae, com cabelos loiros penteados em duas maria-chiquinhas encaracoladas, está sentada em um chão claro e empoeirado, com as pernas esticadas. Ela veste um sutiã branco por baixo de uma blusa azul-elétrica de mangas compridas, que está ligeiramente caída nos ombros. A parte inferior de seu corpo está vestida com calças azuis transparentes. Seu rosto está empoeirado, e ela olha diretamente para a câmera com uma expressão intensa." width="800" height="601" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-2-2-800x601.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-2-2-1024x770.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-2-2-768x577.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-2-2.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35380" class="wp-caption-text">O álbum parte da trajetória de Rae nas redes sociais e propõe uma leitura autoral sobre o que significa ser uma artista pop hoje (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender o que </span><i><span style="font-weight: 400;">Addison </span></i><span style="font-weight: 400;">representa como álbum, é preciso revisitar a jornada da própria artista. Addison Rae se tornou um rosto conhecido como uma das maiores estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, viralizando com coreografias e dublagens que a transformaram em fenômeno digital. Mas ela nunca se limitou à tela do celular: buscou espaço também no cinema, com a comédia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XqTPaRz8Nx8&amp;pp=0gcJCdgAo7VqN5tD"><i><span style="font-weight: 400;">He’s All That</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, e no mundo dos negócios, ao lançar sua própria linha de maquiagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua primeira tentativa na música veio em 2021, com o single </span><i><span style="font-weight: 400;">Obsessed</span></i><span style="font-weight: 400;">, produzido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/i-said-i-love-you-first-critica/"><span style="font-weight: 400;">Benny Blanco</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve uma recepção morna. Depois disso, Rae ficou em silêncio – até que, em 2023, uma leva de demos vazadas reacendeu o interesse do público. A coletânea, conhecida como </span><i><span style="font-weight: 400;">AR</span></i><span style="font-weight: 400;">, trouxe faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">2 Die 4</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, apesar das críticas, já indicava o potencial de Rae para algo maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que veio a seguir foi, na prática, um </span><i><span style="font-weight: 400;">rebranding</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o apoio decisivo de Charli XCX – que não apenas virou mentora, como também a ajudou a conquistar credibilidade no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">ao incluí-la no </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-and-its-completely-different-but-also-still-brat-critica/"><span style="font-weight: 400;">remix de </span><i><span style="font-weight: 400;">Von dutch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, Rae passou a construir sua persona artística com mais consistência. Participou do </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella </span></i><span style="font-weight: 400;">ao lado de Arca, lançou singles com videoclipes bem produzidos e começou a ser reconhecida por um trabalho que ia além da estética viral.</span></p>
<figure id="attachment_35379" aria-describedby="caption-attachment-35379" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35379" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-3-800x486.webp" alt="Addison Rae aparece em um plano médio, virada para a câmera por cima do ombro, em um fundo azul escuro com pontos brancos que se assemelham a estrelas ou neve. Ela tem cabelos loiros ondulados e presilhas brancas no cabelo. Veste uma blusa de manga comprida com listras horizontais brancas e vermelhas, e seu rosto tem maquiagem rosada nas bochechas e lábios marcados. Ela mantém uma expressão séria enquanto olha diretamente para o observador." width="800" height="486" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-3-800x486.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-3-1024x622.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-3-768x467.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-3.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35379" class="wp-caption-text">A paleta de cores vibrantes e os elementos visuais remetem ao auge da MTV, mas com a curadoria estética de uma artista que entende o presente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro indício de que Addison Rae estava construindo algo maior do que apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">viral surgiu em agosto de 2024, com o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Diet Pepsi</span></i><span style="font-weight: 400;">. Embalada por sintetizadores nostálgicos e vocais que remetem diretamente às entonações de </span><a href="https://personaunesp.com.br/norman-fucking-rockwell-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Lana Del Rey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a faixa conquistou o público com seu refrão viciante e atmosfera etérea. Mais do que um bom </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;">, funcionou como um manifesto estético: dali em diante, cada lançamento seria tratado como uma mini-era com identidade própria, acompanhada de videoclipes meticulosamente produzidos e uma curadoria visual que sustentava o universo que Rae começava a construir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os destaques dessa sequência está </span><i><span style="font-weight: 400;">High Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em fevereiro de 2025. Com produção </span><i><span style="font-weight: 400;">trip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aura hipnótica, a faixa foi rapidamente comparada à sonoridade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/britney-spears-blackout-resenha/"><i><span style="font-weight: 400;">Blackout</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o clássico cult de Britney Spears – e não à toa. Tanto Rae quanto Britney são filhas do interior de Louisiana, e compartilham mais do que a geografia: </span><i><span style="font-weight: 400;">High Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> bebe diretamente da fonte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven On Earth</span></i><span style="font-weight: 400;">, com vocais sussurrados, pulsos eletrônicos sensuais e uma entrega performática que evoca o glamour de uma estrela determinada a conseguir o que quer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Headphones On</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em abril de 2025, Addison Rae mergulha ainda mais fundo em suas referências densas e sofisticadas, agora evocando o introspectivo </span><i><span style="font-weight: 400;">trip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> noventista com um toque inesperado de </span><i><span style="font-weight: 400;">new jack swing</span></i><span style="font-weight: 400;">. A faixa, que fala sobre encontrar refúgio na música em meio ao caos exterior, soa como um diário íntimo da cantora. É aqui que Rae se aproxima da Madonna dos anos 90 – mais especificamente da fase </span><i><span style="font-weight: 400;">Bedtime Stories</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ray of Light</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a Rainha do Pop flertava com gêneros eletrônicos para expressar vulnerabilidades e desejos com mais maturidade. Assim como Madonna naquela época, Rae parece interessada em construir camadas emocionais por meio de texturas sonoras, transformando uma experiência de escapismo em algo quase espiritual.</span></p>
<figure id="attachment_35381" aria-describedby="caption-attachment-35381" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35381" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-4-800x483.webp" alt="Close-up do rosto de Addison Rae, que tem cabelos rosa choque e uma expressão séria. Ela segura fones de ouvido brancos à sua frente, formando uma forma triangular ou de coração, com os fios emaranhados. Suas unhas estão pintadas de um tom metálico. Ela veste uma blusa roxa, e o fundo é um borrão esverdeado e cinza, sugerindo um ambiente externo." width="800" height="483" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-4-800x483.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-4-1024x618.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-4-768x464.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-4-1200x725.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/06/imagem-4.webp 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35381" class="wp-caption-text">Os videoclipes ajudam a consolidar a imagem de Rae como uma artista que entende a força do audiovisual no pop e sabe usá-la a seu favor (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A coesão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Addison </span></i><span style="font-weight: 400;">não se revela apenas na estética bem amarrada ou nos videoclipes meticulosamente pensados, mas também no núcleo criativo por trás do disco. Produzido inteiramente por duas mulheres – Elvira Anderfjärd e Luka Kloser, pupilas diretas da escola </span><a href="https://personaunesp.com.br/baby-one-more-time-25-anos/"><span style="font-weight: 400;">Max Martin</span></a><span style="font-weight: 400;"> – o disco aposta em uma sonoridade consistente, que sabe brincar com o exagero, a sensualidade e a introspecção sem jamais parecer desorientado. As letras oscilam entre o humor irônico e a vulnerabilidade sutil, mostrando que Rae não tem medo de rir de si mesma, mas também sabe exatamente o que está fazendo. É essa combinação entre inteligência estética e autopercepção que a distancia de outros projetos “conceituais” que acabam engessados pela própria ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ótimo exemplo disso é </span><i><span style="font-weight: 400;">Fame Is a Gun</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa em que Rae reflete sobre o poder e o peso de ser constantemente observada. Aqui, vale um paralelo inevitável com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u4FF6MpcsRw"><i><span style="font-weight: 400;">Piece of Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Britney Spears. Ambas abordam a fama como arma, porém com perspectivas bem distintas. Enquanto Spears expunha a brutalidade da exposição pública em um momento em que não controlava a própria narrativa, Rae canta sobre a fama como algo que ela deseja, domina e sabe usar a seu favor. A diferença entre as duas está no tempo e no contexto: se Spears pavimentou o caminho com trauma e resiliência, Addison Rae é parte de uma nova geração de </span><i><span style="font-weight: 400;">popstars </span></i><span style="font-weight: 400;">que herdaram esse legado – e agora têm as ferramentas para contar suas próprias histórias sem pedir permissão.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Addison Rae - Fame is a Gun (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/TkwZ2uQu2hE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Addison Rae talvez não esteja tentando mostrar quem ela é, mas sim lembrar ao público o que o pop pode e deveria ser. </span><i><span style="font-weight: 400;">Addison </span></i><span style="font-weight: 400;">não tenta soar mais profundo do que realmente é, e essa honestidade é uma das maiores virtudes do álbum. Em vez de mergulhar em metáforas complexas ou criar enigmas para os fãs decifrarem, ela entrega letras diretas, refrões marcantes e melodias que grudam na cabeça sem pedir desculpas por isso. É um disco que </span><a href="https://personaunesp.com.br/short-n-sweet-critica/#:~:text=Tamb%C3%A9m%20%C3%A9%20poss%C3%ADvel,de%20f%C3%A9rias%E2%80%9D."><span style="font-weight: 400;">convida à diversão</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao escapismo e, por que não, ao puro prazer de se sentir famosa ouvindo música no fone de ouvido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E mesmo com toda a estética nostálgica – da capa saída direto dos anos 2000 ao uso estratégico de referências que dialogam com a história do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">–, </span><i><span style="font-weight: 400;">Addison </span></i><span style="font-weight: 400;">não soa como uma cópia. Ela sabe usar o passado como material de construção, não como muleta. Ao longo do álbum, sua entrega vocal e carisma revelam alguém que compreende o jogo da fama e joga com entusiasmo, sem perder o controle da própria narrativa. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=beNFK2cdnKU"><i><span style="font-weight: 400;">Times Like These</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quando ela ouve a si mesma no rádio e diz “</span><i><span style="font-weight: 400;">Vamos ver quão longe eu vou</span></i><span style="font-weight: 400;">”, não soa como dúvida; e sim como uma provocação.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: Addison" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2ffVa2UhHUDwMHnr685zJ4?si=3uWR-7UtTxGcv7LbP2reaA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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