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	<title>Arquivos Hasan Akil &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Um Mundo Triste e Belo nos ensina que quando a ‘Ilha’ é encontrada, ela nunca mais é perdida</title>
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		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 13:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Stephanie Cardoso Exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na seção Perspectiva Internacional, Um Mundo Triste e Belo, dirigido por Cyril Aris, é um retrato delicado sobre permanência, luto e afeto em tempos de instabilidade. Ambientado no Líbano, o longa acompanha duas vidas que se cruzam e se perdem ao longo de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/um-mundo-triste-e-belo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Um Mundo Triste e Belo nos ensina que quando a ‘Ilha’ é encontrada, ela nunca mais é perdida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_36327" aria-describedby="caption-attachment-36327" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-36327" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-13.png" alt="Cena do filme Um Mundo Triste e Belo (2025). À noite, o casal corre de mãos dadas por uma rua iluminada, rindo juntos. A mulher, de cabelos escuros e soltos, usa uma blusa azul escura. O homem, de barba e cabelo cacheado, veste uma camisa vermelha. As luzes da cidade e o desfoque do fundo sugerem liberdade e alegria espontânea" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-13.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image1-13-768x432.png 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36327" class="wp-caption-text">Durante o filme percebemos o quanto a guerra moldou a visão de mundo dos dois, mesmo que de formas distintas (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>Stephanie Cardoso</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido na </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/49a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, na seção Perspectiva Internacional, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Mundo Triste e Belo</span></i><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Cyril Aris, é um retrato delicado sobre permanência, luto e afeto em tempos de instabilidade. Ambientado no Líbano, o longa acompanha duas vidas que se cruzam e se perdem ao longo de décadas, explorando como o amor pode nascer do trauma e se tornar, ao mesmo tempo, abrigo e espelho das feridas de um país. Aris filma com uma ternura contida, além de emoldurar o cotidiano ancorado em um olhar atento às pausas, aos gestos e aos silêncios que dizem mais do que qualquer diálogo. </span><span id="more-36326"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nino e Yasmina (vividos por </span><span style="font-weight: 400;">Hasan Akil</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://youtu.be/8HjZ2NC5fvo?si=FEeBQJfU3RCn4gPV"><span style="font-weight: 400;">Mounia Akl</span></a><span style="font-weight: 400;">, respectivamente) se </span><span style="font-weight: 400;">conheceram ainda na infância, na sala de aula, quando o mundo ao redor começa a ruir. Ele perde os pais em um acidente; ela, obrigada a escolher entre pai e mãe em meio ao divórcio, carrega o peso de uma decisão impossível. Unidos pela dor, encontram um trem abandonado próximo de casa – um refúgio improvisado no qual podem compartilhar medos e sonhos sem julgamentos. É ali que o menino menciona ‘a ilha’, lugar onde seus pais estariam em paz e que se transforma em metáfora de abrigo. Com o tempo, o sentimento se expande, simbolizando um amor que oferece segurança em meio às incertezas da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A separação ocorre quando decidem fugir de casa juntos, acreditando que ali poderiam criar um mundo só deles, longe das pressões e dores familiares. Ao sair de casa, a menina é surpreendida pelo barulho de fogos de artifício, que ela confunde com tiros, e entra em pânico. A tensão do momento é palpável: o espectador sente o desespero </span><a href="https://personaunesp.com.br/mirai-no-mirai-critica/"><span style="font-weight: 400;">infantil</span></a><span style="font-weight: 400;">, resultado de seu trauma com as guerras em seu país. Mesmo sendo tão pequena, as memórias desses eventos  ainda a assombram, interferindo em suas ações inconscientemente – assim como várias crianças fora da ficção. Antes que consiga alcançar o amigo, é achada por sua família, interrompendo o encontro que ambos aguardavam. </span></p>
<figure id="attachment_36330" aria-describedby="caption-attachment-36330" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-36330" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-3-800x450.jpg" alt="Cena do filme Um Mundo Triste e Belo (2025). Em um ambiente interno com luz amarelada e suave, o homem está em primeiro plano, olhando para baixo de forma pensativa. Ele tem barba escura e usa uma camisa vermelha. Atrás dele, a mulher o observa com um olhar terno, vestindo uma blusa azul. A cena transmite intimidade, reflexão e afeto contido" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-3-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image4-3.jpg 1280w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36330" class="wp-caption-text">O reencontro por acaso é mais um dos momentos em que temos certeza que os dois estão destinados a ficar juntos (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Pouco depois, muda-se com a mãe, deixando para trás não apenas a cidade, mas também o garoto que a esperava no trem, o espaço que simbolizava seu refúgio e suas confidências. O </span><a href="https://youtu.be/TRNfAndWC1I?si=6uUiMl4KUni5z4ck"><span style="font-weight: 400;">diretor</span></a><span style="font-weight: 400;"> filma essa separação com uma delicadeza quase silenciosa, evitando qualquer melodrama, concentrando-se nos olhares perdidos, nas mãos que se soltam e no vazio que se instala. O espectador percebe que o afastamento não é apenas físico, como também emocional: uma ferida que moldará os afetos futuros e fará com que a infância compartilhada se torne memória – dolorosa, porém inesquecível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos mais tarde, o acaso (ou melhor, o </span><a href="https://cinepop.com.br/10-filmes-para-voce-que-gosta-de-pensar-sobre-o-destino-404926/"><span style="font-weight: 400;">destino</span></a><span style="font-weight: 400;">) coloca os dois novamente frente a frente. Ele administra o restaurante da família; ela trabalha em uma multinacional e sonha com a transferência que a levará para longe do país. Um pequeno acidente aproxima suas famílias e desperta memórias adormecidas. O reconhecimento é feito em detalhes sutis: três pintas no pescoço, uma fotografia antiga na parede, um olhar que hesita antes de se prender. Entre jantares, conversas e risos, o afeto amadurece, transformando-se de refúgio infantil em possibilidade de vida compartilhada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, apesar da proximidade, o medo ainda insiste em perseguir. Para Yasmina, entregar-se ao amor significa confrontar a instabilidade da infância – lares que desmoronam, sirenes, explosões e o trauma da </span><a href="https://youtu.be/_2OeDOLOR_A?si=NKV41QTuTCzaA71E"><span style="font-weight: 400;">guerra</span></a><span style="font-weight: 400;">. O sonho de deixar sua terra nasce da necessidade de recomeçar. E a descoberta da gravidez acrescenta outra camada de conflito. A maternidade nunca foi um desejo dela pelo medo de criar uma criança no Líbano e todo o trauma vivido em sua infância.  Nino a ama pelo que se tornou, não pela menina que conheceu, e tenta oferecer acolhimento e confiança. A tensão entre o desejo de permanecer e a necessidade de proteger cria cenas de silêncio carregado, gestos contidos e olhares que revelam mais do que palavras jamais conseguiriam.</span></p>
<figure id="attachment_36329" aria-describedby="caption-attachment-36329" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-36329" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image3-11.png" alt="Cena do filme Um Mundo Triste e Belo (2025). Em um dia ensolarado, uma jovem de cabelos longos e soltos corre sorrindo, com o vento batendo em seu rosto. Ela veste um casaco escuro que faz parte de seu uniforme escolar e carrega uma mochila nos ombros. Ao fundo, um menino de cabelo curto também corre, parcialmente desfocado. A luz suave e o movimento da cena transmitem uma sensação de liberdade, juventude e alegria passageira." width="640" height="244" /><figcaption id="caption-attachment-36329" class="wp-caption-text">Nino e Yasmina tiveram suas vidas influenciadas pela guerra, mesmo que de formas diferentes (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dez anos depois, eles têm uma filha e o Líbano enfrenta ataques, instabilidade política e uma crise econômica profunda. O restaurante luta para sobreviver; a empresa onde ela trabalha decide encerrar a filial local, mas surge uma oportunidade em Dubai. Para o homem, entretanto, partir significaria abandonar a sua nação, o restaurante e o avô que o criou e que agora se encontra acamado. Entre eles, o conflito se intensifica: ela quer garantir segurança e um futuro melhor para a filha; ele insiste em permanecer fiel às </span><a href="https://apnews.com/article/lebanon-poverty-world-bank-crisis-imf-8bf2c6932d4a09d530ebed6c0fb255eb"><span style="font-weight: 400;">raízes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e à terra que ama. A morte do avô acentua ainda mais a dor e a tensão, levando-o a pedir um tempo, criando distância entre o casal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.unicef.org/press-releases/war-lebanon-inflicting-devastating-physical-and-emotional-impacts-children"><span style="font-weight: 400;">guerra</span></a><span style="font-weight: 400;"> atravessa a vida dos dois como uma sombra silenciosa, moldando suas personalidades e o modo como enxergam o amor. Para a mulher, o som das explosões e o medo constante da perda transformaram o afeto em algo frágil, sempre ameaçado – um sentimento que precisa ser controlado para não ferir. Cresceu acreditando que amar é se expor ao perigo. Na perspectiva dela, o conflito deixou cicatrizes diferentes: a ausência dos pais e a necessidade de permanecer firmemente enraizado em sua terra tornaram a estabilidade uma forma de resistência. Enquanto Yasmina deseja fugir para escapar da repetição da dor, Nino se agarra ao país como quem tenta impedir que a memória se desfaça. A guerra, assim, não é apenas um pano de fundo histórico, mas uma presença emocional que define o ritmo, as escolhas e as distâncias entre os dois.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O reencontro final acontece no velho trem que foi seu refúgio na infância. Sentados lado a lado, em silêncio, permitem que tudo o que viveram preencha o espaço: as alegrias, os medos, as perdas e os sonhos interrompidos. O ambiente, carregado de memórias, transforma-se em um elo tangível entre passado e presente, lembrando ao espectador que o amor também é feito de pequenos gestos e lugares compartilhados. Então, ela declara: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Nós sempre seremos a ilha um do outro</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A frase, simples, carrega um peso imenso: revela a resistência do afeto frente à distância, à morte, às escolhas difíceis e às crises que os cercaram. É um momento em que o amor não aparece apenas como sentimento, e sim como refúgio, pacto silencioso e forma de </span><a href="https://artmargins.com/art-as-resistance-in-postwar-lebanon"><span style="font-weight: 400;">sobrevivência</span></a><span style="font-weight: 400;"> – a prova de que a verdadeira intimidade nasce da história compartilhada, das dores superadas e da capacidade de permanecer junto, mesmo quando tudo parece conspirar contra.</span></p>
<figure id="attachment_36328" aria-describedby="caption-attachment-36328" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-36328" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11-800x450.png" alt="Cena do filme Um Mundo Triste e Belo (2025). Na imagem, um casal está sentado ao ar livre, muito próximo, prestes a se beijar. A mulher, de cabelos longos e escuros, veste uma blusa azul e segura o braço do homem com delicadeza. O homem, de cabelo e barba escuros, usa um suéter vermelho e olha para ela com ternura. Ao fundo, há vegetação e um céu claro, criando um clima íntimo e sereno" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/11/image2-11.png 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-36328" class="wp-caption-text">Mesmo com todos os seus conflitos, o amor entre Yasmina e Nino nunca é uma questão, mas sempre uma certeza (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://thespiantribune.wixsite.com/thespiantribune/post/building-on-screen-chemistry-tips-for-actors"><span style="font-weight: 400;">química</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os intérpretes é um dos maiores acertos da obra. As performances transmitem vulnerabilidade e força com naturalidade impressionante: olhares, gestos mínimos e silêncios carregados de significado comunicam emoções complexas sem precisar de artifícios muito apelativos. A protagonista expressa com precisão medo, determinação e a força silenciosa de quem carrega memórias dolorosas, enquanto o ator que vive o rapaz traduz, de maneira contida, a fidelidade às suas raízes e ao mundo que conhece. Juntos, criam uma tensão emocional palpável, tornando cada reencontro, cada gesto e cada silêncio carregados de significado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa intensidade se reflete na narrativa: o longa alterna com </span><a href="https://super.abril.com.br/coluna/turma-do-fundao/7-filmes-sensiveis-sobre-a-dor-humana/"><span style="font-weight: 400;">sensibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre momentos de ternura e tensão, equilibrando intimismo e drama. A oscilação entre cenas carregadas de emoção e instantes mais leves ou nostálgicos da infância reforça o impacto das escolhas e traumas dos personagens, tornando o espectador participante de cada decisão, de cada silêncio e da força resiliente do amor que atravessa toda a história.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/ss9vqL9XmB4?si=hWzF8eO-BB2CwdIq"><i><span style="font-weight: 400;">Um Mundo Triste e Belo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> confirma Aris como um cineasta capaz de transformar histórias pessoais em reflexão sobre contextos maiores. Ele transforma o colapso do Líbano em metáfora para os vínculos humanos: frágeis, persistentes e contraditórios. O longa observa o afeto não como salvação, mas como lugar de sobrevivência. No fim, resta a certeza de que, mesmo em meio ao caos, ainda é possível encontrar abrigo – nem que seja apenas no olhar de quem ficou.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="A SAD AND BEAUTIFUL WORLD - Official clip" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/lW7WuVVJiN4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/um-mundo-triste-e-belo-critica/">Um Mundo Triste e Belo nos ensina que quando a ‘Ilha’ é encontrada, ela nunca mais é perdida</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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