<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Gonzaguinha &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/gonzaguinha/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/gonzaguinha/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Mar 2023 20:47:34 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Gonzaguinha &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/gonzaguinha/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>A 2ª temporada de Alice in Borderland bagunça o baralho e guarda uma carta na manga</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 20:47:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
		<category><![CDATA[2a Temporada]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Alice in Borderland]]></category>
		<category><![CDATA[Alice no País das Maravilhas]]></category>
		<category><![CDATA[Anime]]></category>
		<category><![CDATA[Aya Asahina]]></category>
		<category><![CDATA[Ayaka Miyoshi]]></category>
		<category><![CDATA[cinematografia]]></category>
		<category><![CDATA[Distopia]]></category>
		<category><![CDATA[Dori Sakurada]]></category>
		<category><![CDATA[Gonzaguinha]]></category>
		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[Kento Yamazaki]]></category>
		<category><![CDATA[Live Action]]></category>
		<category><![CDATA[Mangá]]></category>
		<category><![CDATA[naipes]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Tetzner]]></category>
		<category><![CDATA[Netflix]]></category>
		<category><![CDATA[Nijirō Murakami]]></category>
		<category><![CDATA[Riisa Naka]]></category>
		<category><![CDATA[Robot Communications Inc.]]></category>
		<category><![CDATA[Shinsuke Sato]]></category>
		<category><![CDATA[Sho Aoyagi]]></category>
		<category><![CDATA[Suspense]]></category>
		<category><![CDATA[Tao Tsuchiya]]></category>
		<category><![CDATA[Taro Kawazu]]></category>
		<category><![CDATA[Thuani Barbosa]]></category>
		<category><![CDATA[Tóquio]]></category>
		<category><![CDATA[Yasuko Kuramitsu]]></category>
		<category><![CDATA[Yoshiki Watabe]]></category>
		<category><![CDATA[Yuri Tsunematsu]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=30537</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa Inspirada no mangá de mesmo nome, Alice in Borderland retorna ainda mais brutal em sua 2ª temporada. Dirigida por Shinsuke Sato, a trama persegue os protagonistas Ryōhei Arisu (Kento Yamazaki) e Yuzuha Usagi (Tao Tsuchiya) em uma Tóquio apocalíptica e repleta de jogos mortais, criados a partir dos naipes de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A 2ª temporada de Alice in Borderland bagunça o baralho e guarda uma carta na manga"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/">A 2ª temporada de Alice in Borderland bagunça o baralho e guarda uma carta na manga</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_30538" aria-describedby="caption-attachment-30538" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-30538" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-800x534.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, as personagens Ann Rizuna, Hikari Kuina, Yuzuha Usagi e Ryōhei Arisu estão escondidos em meio a uma batalha contra o Rei de Espadas. Rizoma, Kuina e Usagi são mulheres asiáticas de cabelos e olhos escuros. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. A câmera captura todos agachados. Ann Rizoma veste uma camiseta de botões sem mangas na cor branca e shorts e botas na cor preta. Ela segura uma pistola. Hikari Kuina veste um sutiã azul, um colar, uma calça jeans azul com cinto e tênis na cor branca. Yuzuha Usagi veste uma regata de cor vermelha com legging e tênis na cor preta. Ryōhei Arisu veste uma camiseta branca, calça jeans azul e tênis na cor branca. Ele segura uma arma. O cenário é um estabelecimento acometido pela passagem do tempo e o avanço da natureza verde." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-800x534.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-1024x684.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1-768x513.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-1.jpeg 1080w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30538" class="wp-caption-text">Em poucas horas de lançamento, a 2ª temporada de Alice in Borderland alcançou o topo do Top 10 da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Nathalia Tetzner e Thuani Barbosa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirada no mangá de mesmo nome, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=N5JnA6AVF-E"><i><span style="font-weight: 400;">Alice in Borderland</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retorna ainda mais brutal em sua 2</span><span style="font-weight: 400;">ª temporada</span><span style="font-weight: 400;">. Dirigida por Shinsuke Sato, a trama persegue os protagonistas </span><span style="font-weight: 400;">Ryōhei </span><span style="font-weight: 400;">Arisu (Kento Yamazaki) e </span><span style="font-weight: 400;">Yuzuha</span><span style="font-weight: 400;"> Usagi (Tao Tsuchiya) em uma Tóquio apocalíptica e repleta de jogos mortais, criados a partir dos naipes de Reis e Rainhas de um jogo de mesa. A criatividade para executar a sequência dos desafios é surpreendente, além de muito fiel à obra original, agregando valor sentimental para os fãs que acompanham a saga dessa </span><a href="https://personaunesp.com.br/alice-melhor-ficar-espelho/"><span style="font-weight: 400;">Alice</span></a><span style="font-weight: 400;"> distópica. Sem medo de jogar com quem assiste, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">bagunça o baralho e guarda uma carta na manga. </span></p>
<p><span id="more-30537"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WZCxI1qv310"><span style="font-weight: 400;">2020</span></a><span style="font-weight: 400;">, ano em que a produção do estúdio japonês </span><em><span style="font-weight: 400;">Robot Communications Inc.</span></em> <span style="font-weight: 400;">foi lançada, o público enxergou um grupo de personagens extremamente imaturos, confusos e perdidos, ao final de 2022, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_SfW7EUNrJs"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> proporcionado pela vivência em meio ao caos desse universo distópico se tornou perceptível. No ápice da violência física e emocional do enredo, as atuações do elenco florescem como nunca antes visto e a assinatura caricata quase inata da Televisão asiática traz uma incoerente harmonia com a composição cinematográfica de Taro Kawazu.</span></p>
<figure id="attachment_30539" aria-describedby="caption-attachment-30539" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-30539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-800x518.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, o Rei de Paus parece conversar com Ryōhei Arisu. Rei de Paus é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. O Rei de Paus está com uma das mãos em um tótem e a outra apoiada no ombro de Arisu que, por sua vez, fecha um dos punhos enquanto olha para o Rei. Ambos usam uma pulseira tecnológica na cor preta em um dos pulsos. O Rei de Paus está pelado e Arisu veste uma camiseta de botões e manga longa na cor branca. A câmera captura os dois a partir da cintura. Ao fundo, o cenário é composto por um céu limpo e containers em diferentes cores." width="800" height="518" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-800x518.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-1024x663.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-768x497.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-1536x995.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1-1200x777.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-2-1.jpeg 1668w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30539" class="wp-caption-text">O Rei de Paus fez história nas redes sociais (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Como toda sequência de produções originais, a comparação entre os diferentes formatos é inevitável, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice in Borderland</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está acostumada com suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=737PIqSI9w4"><span style="font-weight: 400;">adaptações</span></a><span style="font-weight: 400;"> do mangá para o anime e do anime para a série. Se nos quadrinhos japoneses as ilustrações adotam linhas cruas, o plano bidimensional da animação permite uma continuidade excepcional e, por fim, o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=n_pEQTHJGZs"><i><span style="font-weight: 400;">live action</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue parcialmente unir tais qualidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, tratando-se da transição de uma temporada para outra, o seriado trabalhou muito bem as mudanças, que conseguem ser perceptíveis e sofisticadas ao mesmo tempo. Em 2022, o roteiro flui com maior agilidade graças ao desenvolvimento do enredo, enquanto o tom adquire uma obscuridade que parece querer acabar com qualquer esperança de um final feliz. Os </span><a href="https://rolltoreview.com/six-games-that-belong-in-alice-in-borderland/"><span style="font-weight: 400;">jogos</span></a><span style="font-weight: 400;"> mantiveram seu respeito pelos naipes, porém todos se tornaram mais psicológicos, moralistas e suscetíveis à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2WZSiHMx7PM"><span style="font-weight: 400;">manipulação do coração</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo fato de se tratar da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BBeU75YSCnQ"><span style="font-weight: 400;">segunda e última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente procura revelar a estrutura detrás desse mundo nefasto e desconhecido tanto pelos aprisionados na destruição quanto por quem assiste no conforto do sofá de casa. Uma das </span><a href="https://youtu.be/aBOmmhbodgc"><span style="font-weight: 400;">principais surpresas</span></a><span style="font-weight: 400;"> descobertas pelo protagonista Arisu é a diferenciação entre pessoas como ele, meros jogadores, e os criadores dos jogos, representantes dos naipes e classificados como cidadãos da cidade de Tóquio.</span></p>
<figure id="attachment_30540" aria-describedby="caption-attachment-30540" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-30540 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-800x450.jpg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, os protagonistas Yuzuha Usagi e Ryōhei Arisu olham espantados para o Rei de Espadas enquanto tocam em um ferido pelos disparos. A câmera os captura a partir da cintura. Usagi é uma mulher asiática de cabelos e olhos escuros. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. Ela veste uma regata na cor amarela e uma calça na cor branca. Ele veste uma camiseta de botões de mangas longas na cor branca. Ao fundo, há um carro de tom amarelado e o cenário em volta é a cidade de Tóquio, acometida pelo avanço do tempo e da natureza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-3-1.jpg 1400w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30540" class="wp-caption-text">Os atores Kento e Tao já dividiram as telas em outras produções, o que ajudou na conexão do casal (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Responsáveis pela agonia das personagens e pela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TClUSiKGsKw"><span style="font-weight: 400;">satisfação dos espectadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, os jogos brutais são, desta vez, exclusivamente elaborados pelos reis e rainhas do baralho, o que significa que as mortes nunca foram tão sangrentas, repugnantes e, ainda, constantes. Afinal, a presença do mercenário </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yh-iuiShQqQ"><span style="font-weight: 400;">Rei de Espadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> atirando a quase todo minuto chega a ser traumatizante até para quem está do outro lado da tela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O romance entre Arisu e Usagi começa a ser desenvolvido ainda na primeira temporada, de um jeito costumeiro dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GY9WKtOFsAo"><span style="font-weight: 400;">dramas asiáticos</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou seja, com muita sutileza e atenção aos pequenos detalhes, como respirações pesadas ao conversar, longos olhares e um bom jogo de câmera. Porém, é na continuação que esse </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4W0bLeGmGVA"><i><span style="font-weight: 400;">affair</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se desenvolve, carregado de dúvidas e cumplicidade que beiram um amor adolescente, entregando momentos sensíveis mesmo em um universo tão mortal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo dessas duas sensações é muito bem feito pela direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-1FCzIGp_No"><span style="font-weight: 400;">Shinsuke Sato</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pelo roteiro escrito junto a Yoshiki Watabe e Yasuko Kuramitsu, que conseguem colocar delicadeza e choque na mesma obra, sem que uma machuque a outra. A cena em que o casal se banha em águas termais no meio de destroços e são surpreendidos por elefantes é o exemplo de um </span><a href="https://sobresagas.com.br/alice-in-borderland-2a-temporada-atendeu-as-expectativas/"><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> bem feito: mesmo em um ambiente desfavorável para que o amor aconteça, o menos esperado se revela cativante.</span></p>
<figure id="attachment_30541" aria-describedby="caption-attachment-30541" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-30541 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-800x449.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Na imagem, o coadjuvante Shuntarō Chishiya parece contemplar algumas reflexões. A câmera o captura a partir dos ombros. Ele é um homem asiático de cabelos claros longos e olhos escuros. Chishiya veste um moletom com capuz na cor branca e, em seu pescoço está localizado um dispositivo eletrônico e tecnológico que se assemelha a uma coleira de metal." width="800" height="449" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-800x449.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-4.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30541" class="wp-caption-text">Odiado por alguns, amado por outros, Chishiya contém a dose exata de antipatia e carisma que conquistou o público (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Derivado do mangá do artista Haro Aso, a produção audiovisual é fiel às características dos quadrinhos, seja no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7windkG7SmI"><span style="font-weight: 400;">comportamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> das personagens ou nas cenas dramatizadas. </span><span style="font-weight: 400;">Shuntarō </span><span style="font-weight: 400;">Chishiya (</span><span style="font-weight: 400;">Nijirō Murakami),</span><span style="font-weight: 400;"> um dos coadjuvantes, exala a personalidade de anti-herói costumeira de alguns animes: silencioso, observador e insensível, de um jeito </span><a href="https://collider.com/alice-in-borderland-season-2-chishiya/"><span style="font-weight: 400;">atrativo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que chega a ser justificável; tal qual Itachi Uchiha, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Naruto</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, é interessante ver a forma que a adaptação se desvencilhou do exibicionismo sexual recorrente desse gênero. Mesmo que o uso de biquínis e shorts por </span><a href="https://www.heart.co.uk/showbiz/tv-movies/hikari-alice-in-borderland-actress/"><span style="font-weight: 400;">Hikari </span><span style="font-weight: 400;">Kuina</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Aya Asahina)</span><span style="font-weight: 400;"> e Ann </span><span style="font-weight: 400;">Rizuna (Ayaka Miyoshi)</span><span style="font-weight: 400;"> ainda seja incoerente para a narrativa, não se equipara à </span><a href="https://jornalismojunior.com.br/o-fanservice-do-mundo-otaku-sexualiza-as-personagens-femininas/"><span style="font-weight: 400;">sexualização corriqueira</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos desenhos asiáticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em evidência na 2</span><span style="font-weight: 400;">ª temporada, os distintos passados dos criadores dos jogos, os fatídicos cidadãos de Tóquio, trazem profundidade para os oito episódios</span><span style="font-weight: 400;"> inéditos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alice in Borderland</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda que os jogos sejam divididos em </span><a href="https://www.folhavitoria.com.br/entretenimento/noticia/12/2022/alice-in-borderland-o-que-significa-os-naipes-do-baralho"><span style="font-weight: 400;">naipes</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos quais as Espadas significam a exigência </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/tFoTxRLUAmU"><span style="font-weight: 400;">física</span></a><span style="font-weight: 400;">, Paus necessita da união em equipe e Ouros clame por inteligência, todos parecem ter em comum a carga emocional de uma partida de Copas.</span></p>
<figure id="attachment_30542" aria-describedby="caption-attachment-30542" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-800x533.jpeg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Na imagem, a Rainha de Copas olha fixamente para Yuzuha Usagi e Ryōhei Arisu. Porém, a câmera somente captura ela e a partir do busto. A Rainha é uma mulher asiática de cabelos longos e pretos em franja. Os seus olhos são escuros. Ela veste um vestido sem mangas na cor preta com detalhes de flores em branco. Também usa luvas pretas que vão até metade do braço. No seu pescoço está pendurado um colar de cristais. Ao fundo, o cenário é um jardim florido em verde e branco. Ela está sentada em uma cadeira branca." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-5.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30542" class="wp-caption-text">Riisa Naka entregou muita tortura psicológica como a Rainha de Copas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em especial, o terceiro e sexto capítulos atingem o primor da sensibilidade do </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/alice-in-borderland-referencias-alice-no-pais-das-maravilhas.html"><span style="font-weight: 400;">audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">. Neles, o imponente e confiante Rei de Paus se revela um vocalista movido pelo laço com os amigos de sua banda e, igualmente a flor-da-pele, o Rei de Ouros ensina sobre o valor da vida para Chishiya, finalmente se </span><a href="https://streamingsbrasil.com/alice-in-borderland-os-segredos-do-final-da-2a-temporada-explicados/"><span style="font-weight: 400;">libertando</span></a><span style="font-weight: 400;"> de erros nostálgicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não recomendada para menores de 16 anos, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> coloca em cena enormes explosões, ferimentos expostos e embates grotescos pela </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/hEbciwbw8oI"><span style="font-weight: 400;">sobrevivência</span></a><span style="font-weight: 400;">. Frente a este desafio, a equipe de caracterização e maquiagem faz um trabalho surpreendente ao conseguir trajar o realismo com fidelidade; afinal, são muitas as </span><a href="https://feededigno.com.br/serie/alice-in-borderland-quem-sao-os-personagens-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> que nasceram após horas na cadeira do camarim. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre elas, o irritante e completamente desfigurado após a primeira temporada, </span><span style="font-weight: 400;">Suguru Niragi </span><span style="font-weight: 400;">(Dori Sakurada), </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/257327-alice-in-borderland-relembre-aconteceu-2-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">renasce</span></a><span style="font-weight: 400;"> do fogo e está de volta para provocar o nojo e o ódio. Já </span><span style="font-weight: 400;">Morizono Aguni (Sho Aoyagi), também retorna com rancor em excesso, mas acompanhado de </span><span style="font-weight: 400;">Heiya (Yuri Tsunematsu), a </span><a href="https://www.cbr.com/alice-in-borderland-season-2-manga-differences/"><span style="font-weight: 400;">jovem arqueira</span></a><span style="font-weight: 400;"> que precisou ter a perna amputada e a quem ele protege com todo o seu coração de gigante.</span></p>
<figure id="attachment_30543" aria-describedby="caption-attachment-30543" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-30543" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-800x398.jpg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Da esquerda para a direita na imagem, as personagens Kōdai Tatta, Suguru Niragi, Hikari Kuina, Ryōhei Arisu e Yuzuha Usagi se encaram em meio ao cenário de um jogo. Tatta, Niragi e Arisu são homens asiáticos de cabelos e olhos escuros. Já Kuina e Usagi são mulheres asiáticas de cabelos e olhos escuros. A câmera captura todos em pé, exceto Kōdai Tatta que está agachado. Tatta veste camiseta, bermuda e boné em tons azuis. Surugu Niragi veste uma manta de estampa que cobre seus ferimentos. Hikari Kuina veste um sutiã azul, um colar, uma calça jeans azul com cinto e tênis na cor branca. Ryōhei Arisu veste uma camiseta branca, calça jeans azul e tênis na cor branca. Yuzuha Usagi veste uma regata de cor vermelha com legging e tênis na cor preta. Ele segura uma arma. O cenário é composto por um céu azulado e repleto de containers de diversas cores." width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-1536x763.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1-1200x596.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-6-1-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-30543" class="wp-caption-text">A caracterização da série se destacou por valorizar os elementos visuais do mangá (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Dividindo opiniões e separando os espectadores em fãs</span> <span style="font-weight: 400;">e haters, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fwBh_e8EbI4"><span style="font-weight: 400;">cena final</span></a><span style="font-weight: 400;">, diferente de tudo que foi mostrado ao longo de duas temporadas, não tem nada de mirabolante, deixando uma série que percorreu um caminho cheio de plot twists, com um final comum até demais. O que pode parecer um problema, acaba sendo o preço pela </span><a href="https://www.youtube.com/shorts/-1vl2qqTUmE"><span style="font-weight: 400;">fidelidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da adaptação ao final do mangá, que o mantém idêntico ao produzido por Aso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repleto das referências mais óbvias a </span><a href="https://personaunesp.com.br/alice-melhor-ficar-espelho/"><i><span style="font-weight: 400;">Alice no País das Maravilhas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> o jogo de críquete, as rosas brancas e a risadinha cínica da Rainha de Copas aumentam a animosidade para as últimas cenas que levam a atriz Riisa Naka ao melhor de sua atuação. Além de Arisu, a Rainha de Copas é a referência mais óbvia ao clássico de Lewis Carroll: manipuladora e bem humorada, a vilã consegue ser a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DY3eHVpbxQE"><span style="font-weight: 400;">favorita</span></a><span style="font-weight: 400;"> de muitos.</span></p>
<figure id="attachment_30544" aria-describedby="caption-attachment-30544" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-30544" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/03/Imagem-7.jpg" alt="Cena da série Alice in Borderland. Na imagem, Ryōhei Arisu observa Yuzuha Usagi, desfocada pela câmera que captura ele a partir da cintura e ela a partir do busto. Arisu é um homem asiático de cabelos e olhos escuros. Usagi é uma mulher de cabelos e olhos escuros. Ele veste uma camisa cinza simples e um curativo no rosto. Ela veste uma camiseta branca simples e se apoia em uma muleta. Ao fundo, o cenário é o refeitório extremamente branco de um hospital." width="640" height="357" /><figcaption id="caption-attachment-30544" class="wp-caption-text">No Brasil, o mangá de Alice in Borderland chega em breve às prateleiras pela editora JBC (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Vida, vida, vida, que seja do jeito que for</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Inesperadamente, a canção </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FbhQ-1-9NBo"><i><span style="font-weight: 400;">Maravida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Gonzaguinha poderia facilmente ser a inspiração para as salas de jogos dessa temporada. Adicionando aprofundamentos morais baseados em suas trajetórias antes dos jogos, os reis, valetes e rainhas carregam algo em comum: os questionamentos sobre o valor da vida. Mesmo que </span><a href="https://mixdeseries.com.br/alice-in-borderland-jogadores-voltam-ao-mundo-real-na-2a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">rodeados pela morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, a vivência de cada um carrega significados profundos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sutilmente mostrado na primeira temporada com o exemplo de Chapeleiro e Aguni, os ideais sobre ela são reforçados por cada representante de jogo; carregando suas próprias peculiaridades, mas com a mesma intenção, mostrar o quão </span><a href="https://www.netflix.com/title/80200575"><span style="font-weight: 400;">preciosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o quanto precisa-se de </span><a href="https://br.ign.com/alice-in-borderland/105734/feature/alice-in-borderland-kento-yamazaki-revela-momento-que-mais-se-divertiu-nas-filmagens-assista-a-entre"><span style="font-weight: 400;">fidelidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> a si mesmo para conhecer sua jornada, dando a Arisu a lição mais valiosa da temporada. E quanto a você, já descobriu sua própria razão de viver?</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alice in Borderland: Temporada 2 | Trailer oficial | Netflix" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XCaPoypSH9E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/">A 2ª temporada de Alice in Borderland bagunça o baralho e guarda uma carta na manga</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/alice-in-borderland-2a-temp-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">30537</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Em Planeta Fome, Elza Soares serve um banquete</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2020 17:36:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[BaianaSystem]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elza Soares]]></category>
		<category><![CDATA[Gonzaguinha]]></category>
		<category><![CDATA[Grammy Latino]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher do Fim do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Música Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Música Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Música Popular Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Raquel Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Rock Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Samba]]></category>
		<category><![CDATA[Tim Maia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://personaunesp.com.br/?p=16708</guid>

					<description><![CDATA[<p>Raquel Dutra A primeira vez que Elza Soares cantou em público foi em 1953. Na época, com apenas 23 anos, a artista já enfrentava a dureza da vida e viúva de um casamento que aconteceu quando ela tinha apenas 11 anos, lutava pela sua sobrevivência e a de seus filhos. Movida pelo desespero de ver &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Planeta Fome, Elza Soares serve um banquete"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/">Em Planeta Fome, Elza Soares serve um banquete</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_16709" aria-describedby="caption-attachment-16709" style="width: 924px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16709 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elzasoares-pedrodimitrow.jpg" alt="Foto de Elza Soares. Ela está ao centro da imagem, seus cabelos são cacheados e loiros. Elza veste uma roupa preta brilhante e suas mãos estão entrelaçadas, apoiando o seu queixo." width="924" height="693" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elzasoares-pedrodimitrow.jpg 924w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elzasoares-pedrodimitrow-300x225.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elzasoares-pedrodimitrow-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16709" class="wp-caption-text">Todos os últimos trabalhos de Elza foram reconhecidos no Grammy Latino e este ano não é diferente: a artista é indicada a Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com seu disco mais recente, lançado em setembro de 2019 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira vez que Elza Soares cantou em público foi em 1953</span><span style="font-weight: 400;">. Na época, com apenas 23 anos, a artista já enfrentava a dureza da vida e viúva de um casamento que aconteceu quando ela tinha apenas 11 anos, lutava pela sua sobrevivência e a de <a href="https://revistaquem.globo.com/Entrevista/noticia/2016/04/elza-soares-ainda-me-machuca-perda-dos-meus-quatro-filhos.html">seus filhos</a>. Movida pelo desespero de ver um deles doente e sem dinheiro para o tratamento, ela decidiu participar de um programa de calouros da Rádio Tupi, apresentado por Ary Barroso. Naquele dia, com suas vestimentas humildes, Elza encarou os risos da plateia quando foi se apresentar e foi questionada em tom de chacota pelo apresentador: “</span><i><span style="font-weight: 400;">De que planeta você vem, minha filha?</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O público gargalhou e logo foi cortado e constrangido pela resposta de direta de Elza, que mesmo ainda revestida de humildade, não deixou-se intimidar e disparou: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Do mesmo planeta que você, seu Ary.</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=IQ3-GGojvYI"><i><span style="font-weight: 400;">Do planeta fome</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span id="more-16708"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O silêncio constrangedor imperou e Elza foi autorizada para soltar a sua voz, surpreendendo a todos mais uma vez. A letra forte de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mmM3TsJS3Ys"><i><span style="font-weight: 400;">Lama</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> combinada à interpretação rouca e vivaz da jovem criou uma atmosfera no estúdio do programa e Ary Barroso a interrompeu afirmando que, naquele momento, “</span><i><span style="font-weight: 400;">nascia uma estrela</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Foi ali que parte do Brasil conheceu a força da mulher que viria a ser uma das artistas mais relevantes e de maior impacto cultural do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E no ano passado, chegando aos <a href="http://centrocultural.sp.gov.br/2020/06/23/90-anos-de-elza-soares/">90 anos de idade</a> e 60 de carreira, Elza relembrou esse dia emblemático para sua história e para a história da música e da cultura brasileira n</span><span style="font-weight: 400;">um álbum que carrega os elementos mais intrínsecos de sua identidade enquanto artista. </span><i><span style="font-weight: 400;">Planeta Fome</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construído com revolta e celebração por uma artista sempre revolucionária e inovadora, que desta vez se reveste de futurismo para ousar ser esperançosa e imaginar dias melhores para nosso país, sempre encarando sem rodeios nossas duras realidades.</span></p>
<figure id="attachment_16710" aria-describedby="caption-attachment-16710" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16710 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-1.jpg" alt="Capa do álbum &quot;Planeta Fome&quot;, de Elza Soares. A imagem tem uma faixa preta no topo, onde está escrito &quot;Elza Soares&quot; em caixa alta e numa fonte tridimensional num tom de azul acinzentado. Existe também outra faixa preta no lado inferior, onde está escrito, também em caixa alta num desenho tridimensional &quot;Planeta Fome&quot;, nas mesmas cores da frase anterior. Um desenho preenche todo o centro da imagem, ilustrando um planeta caótico." width="984" height="984" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-1.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/capa-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16710" class="wp-caption-text">A capa do álbum é <a href="https://glamurama.uol.com.br/laerte-assina-a-capa-de-planeta-fome-novo-cd-de-elza-soares-e-afirma-minha-intencao-era-produzir-uma-sensacao-de-caos/">assinada</a> por ninguém mais ninguém menos que Laerte (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O furacão Elza Soares já se manifesta na abertura do disco com o evento que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Libertação</span></i><span style="font-weight: 400;">. A parceria da artista com a grandiosidade musical do </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2017/12/05/interna_diversao_arte,645412/saiba-o-porque-baiana-system-e-uma-das-bandas-mais-celebradas-do-pais.shtml"><span style="font-weight: 400;">BaianaSystem</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; também <a href="https://g1.globo.com/ba/bahia/noticia/2019/11/14/baiana-system-e-premiada-como-melhor-album-na-20a-edicao-do-grammy-latino.ghtml">conhecidos no <em>Grammy Latino</em></a> &#8211; se enlaça numa música que soa de forma quase profética. Ao abrir poderosamente a canção cantando </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu não vou sucumbir” </span></i><span style="font-weight: 400;">junto das guitarras e arranjos do grupo, Elza marca o futurismo que estabeleceu seus últimos trabalhos e anuncia todo o tom do disco, composto por memória crítica e esperança, com pés muito bem fincados no chão, olhos atentos avistando possibilidades para o nosso futuro e uma mente que incessantemente imagina e cria novos cenários a partir da arte. Não a toa, a faixa é uma das melhores do disco e indicada a <em>Melhor Canção em Língua Portuguesa</em> no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-latino/"><em>Grammy Latino 2020</em></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem futuro, também tem passado. Inclusive, misturados. É o que Elza faz no interlúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Menino</span></i><span style="font-weight: 400;">. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Venha cá menino, não faça isso não. Eu sei como é triste, não ter casa não ter pão. Não te leva a nada destruir o seu irmão. Você representa o futuro da nação</span></i><span style="font-weight: 400;">” canta a sabedoria da artista em ritmo de samba suave digno de um <em>aquece</em> da bateria da </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2020/02/23/elza-soares-e-homenageada-no-carnaval-do-rio-e-no-palco-do-fantastico.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mocidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não deixa de ressaltar a importância da juventude para que nosso país tenha rumos melhores e que também nunca esquece suas raízes.</span></p>
<figure id="attachment_16711" aria-describedby="caption-attachment-16711" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16711 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-sores-live-devassa.jpg" alt="Foto de Elza Soares. A artista está de perfil e muito próxima da câmera, usando um turbante dourado, batom cintilante e um brinco vermelho. Sua expressão é séria e ela olha para a frente." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-sores-live-devassa.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-sores-live-devassa-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-sores-live-devassa-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-sores-live-devassa-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-sores-live-devassa-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16711" class="wp-caption-text">“Tenho 21 anos, fui mãe de 6 filhos, encarei muita fábrica de sabão e cantava no clubinho do bairro por 200 pratas a sessão. Se eu não fosse alegre, o que seria de mim?” diz Elza no encarte de Se Acaso Você Chegasse (1960), seu primeiro disco (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desigualdade social é um dos principais temas do <em>Planeta Fome</em>, que é abordado enquanto a artista mescla sua tradição do <em>samba </em>com os solos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">em <em>Brasis</em></span><span style="font-weight: 400;">. A canção é um exemplo perfeito da mudança de estilo muito bem sucedida que Elza vem apresentando nos últimos anos, migrando do samba para misturas de estilos com algo mais experimental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta que, como toda boa experimentação, nem sempre apresenta um resultado completamente satisfatório, vide </span><i><span style="font-weight: 400;">Blá Blá Blá</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">A faixa mantém a base de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> como a identidade contemporânea de Elza e não casa com o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><i><span style="font-weight: 400;">Me Dê Motivos</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Tim Maia. Alocada num estilo muito diferente do de Elza na canção, a produção de Rafael Ramos não deu conta de amarrar o refrão apaixonado do rei com a canção de revolta da rainha, dueto que adoraríamos ouvir e que não precisaria de muita moda para ser incrível, mas que em meio a tantos elementos é a única mistura do disco que não funciona em sua totalidade.</span></p>
<blockquote><p>Tem um Brasil que é próspero<br />
Outro não muda<br />
Um Brasil que investe<br />
Outro que suga (&#8230;)</p>
<p>Tem o Brasil que cheira<br />
Outro que fede<br />
O Brasil que dá<br />
É igualzinho ao que pede</p>
<div class="ujudUb xpdxpnd" data-mh="86" data-mhc="1">Pede paz e saúde<br />
Trabalho e dinheiro<br />
Pede pelas crianças<br />
Do país inteiro</div>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Planeta Fome</em> também é terra de valorização da arte brasileira como um todo. Revisitando o artista que levantou sua voz contra a tirania do governo militar brasileiro entre os anos de 1970 e 1980, Elza empresta sua voz à </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequena Memória para um Tempo Sem Memória</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente cantada por Gonzaguinha em 1972. Em seu lirismo característico, Elza canta pela “</span><i><span style="font-weight: 400;">legião que se entregou por um novo dia</span></i><span style="font-weight: 400;">”, reverenciando na batida do seu </span><i><span style="font-weight: 400;">samba </span></i><span style="font-weight: 400;">todos aqueles que perderam suas vidas lutando pelos seus direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma canção do artista ganha uma versão de Elza, que canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Comportamento Geral </span></i><span style="font-weight: 400;">acompanhada de um </span><i><span style="font-weight: 400;">reggae</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave, limpando o paladar do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> experimental enquanto critica a passividade do brasileiro frente às injustiças. Num </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de arquitetura sonora, é adicionada à faixa doses de música clássica que gradativamente transformam a atmosfera da canção, se iniciando num balanço tranquilo e terminando com um incômodo importante de ser sentido. </span><i><span style="font-weight: 400;">“Você merece. Você merece. Você merece.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> repete Elza seguida de sussurros de seus vocais que permanecem nos versos mesmo quando todo o instrumental se esvai, nos lembrando da responsabilidade que temos com a nossa realidade.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Elza Soares - Comportamento Geral (Videoclipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Ttn6V_r3D9Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Criticidade é o que não falta em Elza Soares. Assim, nem tudo do passado do <em>Planeta Fome</em> é exaltação. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tradição</span></i><span style="font-weight: 400;"> a sabedoria de nossa rainha dá um outro recado: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Desparafuse a construção. Descontinue a tradição. Desaproprie esse galpão. (&#8230;) Se jogue em meio a confusão.</span></i><span style="font-weight: 400;">” Recomendando o que a própria vem fazendo nos últimos anos, ela canta ainda em meio as cordas clássicas num ritmo nostálgico: “</span><i><span style="font-weight: 400;">No colorido da avenida, se jogue nesse turbilhão.</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que ela sabe o que conservar, e relembrando a fé que ela tem em si mesma também sua própria história é que Elza canta </span><i><span style="font-weight: 400;">Virei o Jogo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Reforçando mais uma vez seu compromisso com a luta pelo fim da <a href="https://www.youtube.com/watch?v=y6V8lL8xn7g">violência contra a mulher</a>, ela cria um louvor à resistência num hino dessa vez é quase universal, se opondo a uma série de injustiças e desumanidades com o refrão “</span><i><span style="font-weight: 400;">Não descarrega sua arma em mim, a sua raiva não vai me abater. Você é não, eu sou um milhão de sins. Tenho meu povo pra me proteger.”</span></i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Elza Soares - Lírio Rosa (Videoclipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-TZKJHJqjME?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">O quê de <em>MPB</em> que por tanto tempo fez sucesso na arte de Elza aparece no romantismo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lírio Rosa</span></i><span style="font-weight: 400;">, fazendo com que o <em>Planeta Fome</em> não seja só composto por denúncia e revolta. Em dedilhados de violão aconchegantes, a faixa tem um caráter acústico e minimalista atenciosamente arquitetado que em nada destoa do restante do álbum. Suavizando a força de sua voz, Elza se descobre apaixonada numa canção que engloba o amor muito além do romântico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais suave é que aparece mais visivelmente a esperança que a artista nutre pelo futuro. Tudo o que a rainha deseja para o nosso país é cantado em </span><i><span style="font-weight: 400;">País do Sonho</span></i><span style="font-weight: 400;">. A utopia de Elza é repleta de sua guitarra característica, que aqui cria algo entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">samba</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">. À essa mistura, ela ainda manteve a sutileza de seus instrumentos clássicos, mais uma vez, numa mistura única que só poderia surgir de Elza Soares.</span></p>
<figure id="attachment_16713" aria-describedby="caption-attachment-16713" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-16713 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza.jpeg" alt="Foto de Elza Soares. A artista está ao centro da imagem, segurando um microfone de olhos fechados e atrás dela existe um fundo preto, usando uma maquiagem roxa nos olhos e batom vermelho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza.jpeg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/11/elza-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-16713" class="wp-caption-text">No Grammy Latino de 2016, Elza Soares levou o prêmio de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira com o trabalho majestoso que fez em Mulher do Fim do Mundo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de memorar de uma maneira muito forte o início de sua carreira, </span><i><span style="font-weight: 400;">Planeta Fome</span></i><span style="font-weight: 400;"> conserva todos os elementos da identidade de Elza, já figurados em sua vasta discografia. Entretanto, dentre todos eles, um se destaca: o que fez a artista se atualizar no cenário da música popular brasileira em 2015, com o icônico, poderoso, inovador e aclamado </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-a-mulher-do-fim-do-mundo-elza-soares/"><i><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O disco inaugurou uma era mais moderna e experimental da artista, continuada com a ousadia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Deus é Mulher</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), também indicado ao <em>Grammy Latino.</em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já não precisamos mais explicar a potência que é Elza Soares. Mesmo depois de décadas e décadas de carreira e com a saúde debilitada a artista consegue se reinventar, atrair novos públicos, permanecer nos ouvidos dos mais velhos e se instaurar no imaginário dos mais jovens. Estar presente na história do Brasil pra sempre, revelando realidades mascaradas, representando e acalentando corações marginalizados e ajudando a imaginar futuros melhores é tudo o que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;"> quer, e realiza como ninguém. “</span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6SWIwW9mg8s">Me deixem cantar até o fim</a>”</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela suplica na faixa-título de <a href="https://jornaldebrasilia.com.br/brasil/a-mulher-do-fim-do-mundo-e-um-dos-melhores-albuns-internacionais-do-ano/#:~:text=O%20%C3%A1lbum%20%E2%80%9CA%20Mulher%20do,os%20destaques%20internacionais%20de%202016.&amp;text=O%20%C3%A1lbum%20produzido%20por%20Guilherme,rock%2C%20jazz%20e%20m%C3%BAsica%20eletr%C3%B4nica.">um dos melhores</a> álbuns de sua carreira e da música brasileira dos últimos anos, lançado há 5 anos. Como se precisasse pedir. Tudo o que nós queremos é ouvir e celebrar a rainha do </span><i><span style="font-weight: 400;">Planeta Fome</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que pasme: em muito se assemelha ao nosso Brasil &#8211; até depois do fim. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Planeta Fome" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/4uKOU3TjYLjqMEInDdHNmI?si=WlYFv18oQCaO16FbcqHJkw"></iframe></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/">Em Planeta Fome, Elza Soares serve um banquete</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/planeta-fome-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">16708</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
