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	<title>Arquivos George Michael &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 13:00:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Arthur Caires Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/em-i-quit-haim-questiona-se-os-relacionamentos-ainda-fazem-sentido-na-modernidade-liquida/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em I quit, HAIM questiona se os relacionamentos ainda fazem sentido na modernidade líquida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_35464" aria-describedby="caption-attachment-35464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-35464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg" alt="Fotografia em formato quadrado. No centro, Danielle Haim aparece com um vestido azul de paetês, segurando uma placa eletrônica vermelha com a frase “I quit” em letras minúsculas. Ela está atrás de um vidro, com reflexos de luz e objetos ao redor. Ao fundo, as irmãs Alana e Este observam a cena em segundo plano. O ambiente é uma loja com paredes envidraçadas, diplomas e prêmios expostos em prateleiras." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image2.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35464" class="wp-caption-text">Em I quit, HAIM troca a superação melodramática por uma rendição consciente (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><b>Arthur Caires</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desistir já foi sinônimo de fraqueza. Era o verbo da derrota, da frustração, daquilo que não deu certo. Mas, aos poucos, entendemos que tem coisas que simplesmente não merecem o nosso esforço. Tem causa que é melhor abandonar do que insistir. E tem relações, fases e até versões de nós mesmos que precisam ficar para trás. É nesse espírito que HAIM lança </span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=9iBttKwFTYyMFyBQs5vpdQ"><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de músicas que se recusa a dramatizar e escolhe simplesmente seguir em frente.</span></p>
<p><span id="more-35462"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu quarto álbum de estúdio, Danielle, Alana e Este se ancoram nas bases sólidas que o trio construiu ao longo da última década: um </span><i><span style="font-weight: 400;">soft rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> de raízes californianas, permeado por influências de bandas dos anos 1970, do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1980 e do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1990. Dessa vez, a sonoridade vem acompanhada de um conceito bem definido e direto. Como a caçula explicou no </span><a href="https://www.yahoo.com/entertainment/articles/sometimes-quit-haim-sisters-back-104441493.html?guccounter=1&amp;guce_referrer=aHR0cHM6Ly93d3cuZ29vZ2xlLmNvbS8&amp;guce_referrer_sig=AQAAANdYfg-IbG-b5xjG5ObZSbHn730JwgN54n8vAvqHPzzxhzhF1kSwd69ER-nhn37O8U6xBs6-OMB-fIGqgBdCObCQ3Rks7PxbYb5H6JAtXbKuxJuoKtcrj1vLQBfw5ewkeNaD7iaiAX9cTh-F98YT-wWro1uQnH3NGchaXwo-5-7P"><span style="font-weight: 400;">material de divulgação</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">toda faixa gira em torno da ideia de largar algo que não está mais funcionando para nós</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Em vez de buscar superação ou dar voltas em metáforas, as irmãs Haim optam por um registro sincero, que enxerga a desistência não como fraqueza, porém como ato de indiferença.</span></p>
<figure id="attachment_35463" aria-describedby="caption-attachment-35463" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-35463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg" alt="Imagem em formato quadrado. As três integrantes da banda Haim caminham juntas por uma calçada ensolarada. Danielle está no centro, com os braços estendidos e expressão de alívio. Ela veste uma blusa estampada e saia azul. Este, à esquerda, usa blusa cinza clara e saia branca. Alana, à direita, veste preto e está de olhos fechados. A imagem faz referência a uma foto famosa de Nicole Kidman celebrando seu divórcio. No canto inferior esquerdo, está escrito “HAIM relationships” em letras minúsculas e brancas." width="640" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image1-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35463" class="wp-caption-text">A capa do single Relationships recria o famoso flagra feito por um paparazzi da Nicole Kidman comemorando o divórcio (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> marca também uma mudança importante nos bastidores da banda. Pela primeira vez desde o início da carreira, HAIM não conta com a produção de Ariel Rechtshaid – que, além de parceiro criativo, foi namorado de Danielle por nove anos. A ausência dele não significa um vazio, mas uma abertura para novas possibilidades. A irmã do meio também assina a produção ao lado de Rostam Batmanglij (</span><a href="https://expresso.pt/blitz/2025-02-05-vampire-weekend-no-festival-vodafone-paredes-de-coura-b98f3b80"><span style="font-weight: 400;">Vampire Weekend</span></a><span style="font-weight: 400;">) e do colaborador Buddy Ross, imprimindo um processo mais orgânico e intimista. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado é um disco com estética menos dependente dos reverbs que marcaram os trabalhos anteriores e mais atento às imperfeições, aos silêncios e às nuances do vocal sem filtros. Essa escolha se reflete também nas referências sonoras. O álbum cita Abraham Lincoln já na faixa de abertura, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone</span></i><span style="font-weight: 400;">, e brinca com samples emblemáticos, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Freedom! &#8217;90</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/faith-george-michael/"><span style="font-weight: 400;">George Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Numb </span></i><span style="font-weight: 400;">de U2. É o trabalho mais silencioso e contido da banda, no melhor sentido – arranjos enxutos e um foco emocional que privilegia a vulnerabilidade ao exibicionismo.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="HAIM - Relationships (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/dOI_QTmK8Ks?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dOI_QTmK8Ks&amp;list=RDdOI_QTmK8Ks&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Relationships</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como primeiro single de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, HAIM deixou claro que a nova fase seria menos sobre tentar entender e mais sobre deixar pra lá. A faixa abre com uma provocação direta: “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é toda essa conversa sobre relacionamentos?</span></i><span style="font-weight: 400;">” – e, a partir daí, desmonta com precisão melódica e produção impecável a ideia de que vínculos românticos são centrais ou obrigatórios para a existência. Funciona quase como um manifesto de identidade da banda. É a música que melhor sintetiza a razão de ser do trio – um grito de exaustão, mas também de alívio, como quem diz “cansei de tudo” e encontra liberdade exatamente aí.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No terceiro single, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tkwCq_XZzbM&amp;list=RDtkwCq_XZzbM&amp;start_radio=1"><span style="font-weight: 400;">Down to be wrong</span></a><span style="font-weight: 400;">, a reflexão é aprofundada com mais nuance. Em vez de seguir o caminho fácil da culpa unilateral, as irmãs reconhecem que, muitas vezes, o desgaste não vem só do outro – vem da fricção entre duas pessoas emocionalmente desalinhadas, tentando se entender sem saber como. Na composição, “</span><i><span style="font-weight: 400;">aposto que você gostaria que fosse fácil para mudar de ideia</span></i><span style="font-weight: 400;">” aponta para o desconforto de se sentir incompreendida e também inflexível. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">The farm</span></i><span style="font-weight: 400;">, o tom é ainda mais introspectivo: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Mas a distância continua aumentando entre o que me permito dizer e o que sinto</span></i><span style="font-weight: 400;">”. No mundo emocional narrado por HAIM, não existe vilão ou vítima, só seres humanos fodidos da cabeça tentando fazer o melhor com o pouco que conseguem comunicar.</span></p>
<figure id="attachment_35465" aria-describedby="caption-attachment-35465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png" alt="Fotografia em formato paisagem. As três irmãs Haim caminham em uma rua urbana durante o dia, usando apenas sutiãs de biquíni e calças jeans. Danielle está à esquerda, com biquíni floral e óculos escuros. Este, ao centro, veste um top verde e calça branca. Alana, à direita, usa um top de estampa animal print e jeans. Todas sorriem e parecem relaxadas, em clima de descontração e liberdade." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-1024x701.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/07/image3-1.png 1122w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35465" class="wp-caption-text">O trio californiano tira sarro, expõe feridas e recusa amarras – tudo em acordes vintage e confissões sem filtro (Foto: Polydor Records)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de Danielle seguir como o centro gravitacional da banda – com vocais mais presentes e letras afiadas que conduzem o tom confessional do disco – </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> abre um novo espaço para que cada irmã brilhe individualmente. Alana assume pela primeira vez os vocais principais em uma faixa completa, na dançante e melancólica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-nC8OiHgKS8&amp;list=RD-nC8OiHgKS8&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Spinning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e Este comanda os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DFhA91M76rY&amp;list=RDDFhA91M76rY&amp;start_radio=1"><i><span style="font-weight: 400;">Cry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma balada </span><i><span style="font-weight: 400;">synth-country</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que sua fragilidade aparece de forma inédita. Ao permitir que cada uma tenha voz própria, o álbum ganha novas camadas de interpretação e mostra que, por trás da unidade que sempre marcou o HAIM, existem perspectivas e emoções que só agora estão vindo à tona com mais nitidez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito do marketing, </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;"> seguiu uma linha cronicamente online liderada por Terrence O&#8217;Connor, o mesmo nome por trás da elogiada estratégia de divulgação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/brat-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BRAT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charli XCX. Amigo próximo da cantora britânica e figura conhecida nos bastidores da cena </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativa, O&#8217;Connor ajudou HAIM a criar um universo visual e conceitual que brinca com a cultura digital, resgata momentos clássicos de </span><i><span style="font-weight: 400;">paparazzi </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 2000 nas capas dos </span><i><span style="font-weight: 400;">singles </span></i><span style="font-weight: 400;">e convida os namoradinhos da internet – Will Poulter, Logan Lerman e Drew Starkey – para participar dos clipes. O resultado foi uma campanha que não só amplifica o senso de humor da banda como também reforça a identidade culturalmente antenada que as irmãs Haim têm cultivado ao longo dos anos.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="HAIM - Down to be wrong (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/tkwCq_XZzbM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com uma discografia coesa, respeito da crítica e uma presença constante nos bastidores – seja Danielle tocando guitarra em </span><i><span style="font-weight: 400;">Something Beautiful</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/endless-summer-vacation-critica/"><span style="font-weight: 400;">Miley Cyrus</span></a><span style="font-weight: 400;">, Este tocando tamborim no </span><a href="https://personaunesp.com.br/joanne-lady-gaga-pazes-publico/"><i><span style="font-weight: 400;">Joanne</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga ou Alana brilhando em sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/licorice-pizza-critica/"><span style="font-weight: 400;">carreira de atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, HAIM parece ocupar um lugar curioso: reconhecidas, porém não exatamente populares em larga escala. Parte disso pode vir da escolha consciente de não adotar uma figura central como porta-voz ou ‘rosto oficial’ da banda. A irmã do meio, embora esteja à frente da produção, dos vocais e apareça com mais frequência nos holofotes, nunca se coloca como líder absoluta. A dinâmica do grupo, desde o início, é construída na ideia de irmandade e igualdade, o que pode soar libertador em termos artísticos, mas talvez mais desafiador para o público mainstream, que costuma se conectar com personalidades individuais com mais facilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo, que desafia estruturas convencionais de banda e rompe com a lógica do estrelato individual, pode ajudar a explicar por que o HAIM ainda circula em uma espécie de limbo entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo e o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ausência de hierarquias explícitas dificulta a criação de uma narrativa tradicional, daquelas que vendem identificação ou impulsionam redes sociais. Enquanto isso, outras artistas que compartilham esse ethos coletivo, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-record-critica/"><span style="font-weight: 400;">boygenius</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou MUNA, enfrentam desafios parecidos em termos de alcance. No entanto, no fim das contas, isso pouco importa: as irmãs Haim são interessantes demais para se preocupar e relevantes o suficiente onde realmente importa – como elas mesmas dizem na última faixa de </span><i><span style="font-weight: 400;">I quit</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Now it’s time</span></i><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Será que estou me abrindo só pra dizer que na verdade nunca dei a mínima?</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><iframe title="Spotify Embed: I quit" style="border-radius: 12px" width="100%" height="352" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2Ub8XBjb6OsCIwM8KA9Sa6?si=lrZTqoOnRAOAY0faF-JPyQ&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>A química entre seus protagonistas é o que incendeia O Método Kominsky</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2020 15:35:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Milena Pessi Se você está já terminou de assistir as seis temporadas de Grace and Frankie e não vê a hora da próxima ser lançada, O Método Kominsky é uma ótima opção pra matar a saudade dessa vibe cômica. Mas cuidado, as chances de se apaixonar pela série são muito grandes. Criada em 2019 por &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-metodo-kominsky-2a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A química entre seus protagonistas é o que incendeia O Método Kominsky"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15394" aria-describedby="caption-attachment-15394" style="width: 848px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15394 size-full" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-metodo-kominsky.jpg" alt="" width="848" height="477" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-metodo-kominsky.jpg 848w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-metodo-kominsky-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/o-metodo-kominsky-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15394" class="wp-caption-text">Estrelada por Michael Douglas e Alan Arkin, O Método Kominsky é sucesso da crítica e encanta a todos com seu bom humor (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Milena Pessi</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está já terminou de assistir as seis temporadas de </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/01/grace-and-frankie-personagens-vivem-novos-desafios-no-trailer-da-6a-temporada-vem-ver/"><i><span style="font-weight: 400;">Grace and Frankie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e não vê a hora da próxima ser lançada, </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-metodo-kominsky-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Método Kominsky</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima opção pra matar a saudade dessa </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">cômica. Mas cuidado, as chances de se apaixonar pela série são muito grandes. Criada em 2019 por Chuck Lorre, nome que assina os grandes sucessos </span><a href="https://cabinecultural.com/2015/02/20/critica-two-and-a-half-men-acabou-ja-foi-tarde-ou-fara-falta/#:~:text=Um%20elenco%20talentoso%2C%20um%20roteiro,mais%20popular%20da%20televis%C3%A3o%20americana."><i><span style="font-weight: 400;">Two And A Half Me</span></i><span style="font-weight: 400;">n</span></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://canaltech.com.br/series/analise-the-big-bang-theory-episodio-final-139623/"><i><span style="font-weight: 400;">The Big Bang Theory</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kominsky</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de amizade entre Sandy Kominsky e Norman Newlander. Encarando os desafios e os questionamentos da terceira idade, como crises existenciais, o medo da morte, a perda de amigos e pessoas amadas, doenças inesperadas e questionamentos sobre a vida. </span></p>
<p><span id="more-15393"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quase 50 anos longe da televisão, a grande estrela de Hollywood Michael Douglas faz sua volta triunfante em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Método Kominsky.</span></i><span style="font-weight: 400;"> E ainda num papel que lhe rendeu um Globo De Ouro de Melhor Ator em Série de Comédia em 2019. Douglas  interpreta Sandy, um ator com uma carreira estagnada e até em decadência. Sandy, sem grandes feitos no currículo recente, abre uma escola de atuação, junto com sua filha Mindy (Sarah Baker) em Los Angeles. Isso com o objetivo de treinar novos talentos que sonham em se tornarem grandes nomes do cinema. Ele é um homem da terceira idade que após três divórcios está aprendendo a amar novamente, e que apesar de encontrar muitos problemas por causa de sua idade, encara a vida com muito bom humor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua dupla dinâmica é Alan Arkin. Ator e diretor norte americano, ele é conhecido por </span><i><span style="font-weight: 400;">Argo</span></i><span style="font-weight: 400;"> e por interpretar o amoroso avô de Olive em </span><a href="http://personaunesp.com.br/pequena-miss-sunshine-hora-de-trocar-pneu/"><i><span style="font-weight: 400;">Little Miss Sunshine</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (papel que lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2006). Arkin foi a escolha certa de Chuck Lorre para contracenar com Michael Douglas em sua nova série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix, </span></i><span style="font-weight: 400;">principalmente pela química dos vovôs. Arkin vive o renomado e bem-sucedido produtor de cinema Norman Newlander, que é obrigado a encarar um dos acontecimentos mais tristes de sua vida: a perda do seu grande amor para o câncer, a sua esposa Eileen (Susan Sullivan). Então a amizade e o apoio que recebe de seu amigo, e cliente, Sandy o fortalece para continuar. </span></p>
<figure id="attachment_15396" aria-describedby="caption-attachment-15396" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15396" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/200697_696x391.jpg" alt="" width="696" height="391" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/200697_696x391.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/200697_696x391-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-15396" class="wp-caption-text">Madelyn convida Norman para passar uns dias em sua fazenda em Santa Bárbara, onde percebem que a paixão deles não é algo do passado (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Método Kominsky</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos mostra Norman aprendendo a viver um novo capítulo de sua vida: aquele no qual sua esposa não faz parte. Além de dar introdução à relação problemática que cultiva com sua filha Phoebe (Lisa Edelstein), viciada em drogas por mais de vinte anos, fora isso o homem lida com o reencontro a antiga namorada Madelyn (Jane Seymour). O personagem de Michael Douglas, por sua vez, encontra, após três casamentos falhos, uma nova chance de amar com Lisa (Nancy Travis), uma de suas alunas de teatro. Sandy ainda bate de frente com dificuldades financeiras por ser um ator sem muito sucesso, e lida com problemas que um corpo de 74 anos apresenta.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda temporada da série de Chuck Lorre, o personagem com grande destaque é Norman e as relações que está criando tanto com sua nova namorada quanto com sua filha. É lindo assistir o personagem de Alan Arkin, que antes pensava não ser possível se apaixonar por outra pessoa após a morte de Eileen, aprendendo a amar novamente com Madelyn e a perdoar Phoebe após tantos anos. Enquanto isso, Sandy é apresentado ao novo integrante da família: Martin, seu genro que possui quase a sua idade. No começo, ele fica meio receoso com o fato de Mindy estar namorando um homem bem mais velho, mas após o conhecê-lo, surge ali uma amizade inesperada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de já possuir um elenco principal de muito peso, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Método Kominsky</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebeu, em seu segundo ano, muitas participações especiais que deram um charme a mais para série. Allison Janney, atriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mom</span></i><span style="font-weight: 400;">,  vivendo si mesma, convidada de Mindy, para dar uma aula sobre atuação na escola de Sandy. Paul Reiser, o já citado novo namorado de Mindy, além de Haley Joel Osment, o menino de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Sexto Sentido</span></i><span style="font-weight: 400;">, como Robbie, neto de Norman, e sua irmã Emily Osment (a Lilly de Hannah</span><i><span style="font-weight: 400;"> Montana</span></i><span style="font-weight: 400;">), interpretando uma das alunas de teatro de Kominsky. Também bateu o ponto Kathleen Turner, parceira de Michael Douglas em diversos filmes, que retoma sua parceria na série de Chuck Lorre no papel da ex-mulher de Sandy e mãe de Mindy.</span></p>
<figure id="attachment_15397" aria-describedby="caption-attachment-15397" style="width: 928px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/michael_douglas-golden_globes_2019_onstage-getty-h_2019.jpg" alt="" width="928" height="523" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/michael_douglas-golden_globes_2019_onstage-getty-h_2019.jpg 928w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/michael_douglas-golden_globes_2019_onstage-getty-h_2019-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/michael_douglas-golden_globes_2019_onstage-getty-h_2019-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15397" class="wp-caption-text">Em 2019, O Método Kominsky recebeu o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia e Michael Douglas recebeu o de Melhor Ator em Comédia por seu papel de Sandy Kominsky (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Método Kominsky</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui atuações impecáveis, participações pra lá de especiais, um texto muito inteligente regado à ironia e muito bom humor, marca registrada de Chuck Lorre. Mesmo com dois personagens principais marcantes e uma história interessante, continua sendo uma das séries mais esnobadas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em 2019, recebeu apenas duas indicações: Melhor Ator em Comédia para Michael Douglas e Ator Coadjuvante para Alan Arkin, não ganhando nenhuma das duas. Em 2020, competindo pelo segundo ano da série, não houve muita diferença. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Kominsky</span></i><span style="font-weight: 400;"> indicado à Melhor Série de Comédia e nas mesmas duas categorias de atuação do ano anterior. Mesmo com sua alta qualidade, infelizmente, a chance da série receber algum dos prêmios é muito pequena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prêmios a parte, a química existente entre Michael Douglas e Alan Arkin é surreal. Sempre que estão contracenando, parece que assistimos mais um dia na vida de Sandy e Norman, enfrentando as dificuldades de serem pessoas na terceira idade, e não uma cena ensaiada, com os diálogos preparados por uma grande equipe. A história é interessante, com textos astutos cheio de sarcasmo, humor e referências, personagens bem estruturados e reflexões importantes. Mas o que a diferencia das outras séries é a inexplicável troca entre os dois personagens, fazendo ser impossível assistir apenas um episódio, a maratona é indispensável aqui. Independente de ganhar ou não um </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">esse ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Método Kominsky</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> que vale a pena ser assistida.  </span></p>
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		<title>Faith: George Michael cresceu</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Dec 2017 20:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[George Michael]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leonardo Teixeira Na última noite de Natal, uma triste notícia interrompeu o clima festivo: George Michael morrera em sua casa, aos 53 anos de idade. Fechando um 2016 cheio de enormes perdas na música, o adeus veio amargo depois das tretas que o britânico travou para manter sua imagem nas últimas décadas de vida. O &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/faith-george-michael/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Faith: George Michael cresceu"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9119" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1-1.jpg" alt="" width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1-1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p><strong>Leonardo Teixeira</strong></p>
<p>Na última noite de Natal, uma triste notícia interrompeu o clima festivo: George Michael morrera em sua casa, aos 53 anos de idade. Fechando um 2016 cheio de <a href="http://personaunesp.com.br/tempo-espaco-david-bowie/" target="_blank" rel="noopener">enormes</a> <a href="http://personaunesp.com.br/prince-chuva-virou-tempestade/" target="_blank" rel="noopener">perdas</a> <a href="http://personaunesp.com.br/adeus-leonard-cohen-poesia-prevaleceu/" target="_blank" rel="noopener">na música</a>, o adeus veio amargo depois das tretas que o britânico travou para manter sua imagem nas últimas décadas de vida. O falecimento, no entanto, aconteceu poucos meses antes dos 30 anos de <em>Faith</em> (Columbia Records, 1987), seu primeiro álbum solo. O aniversário nos lembra que o fim complicado pouco importa, considerando o percurso de um artista que já começou próspero.<span id="more-9117"></span></p>
<p>O <i>single</i> de estreia já sugeria o sucesso. “I Want Your Sex” é simplesmente a venda da sexualidade de George, o que veio bem a calhar no estabelecimento de certa maturidade em sua personalidade artística. Grande demais para o som adolescente do Wham! — duo extremamente bem-sucedido que mantinha com o amigo Andrew Ridgeley desde 1981 —, ele buscava um respeito que os hits grudentos que compusera até então não haviam lhe rendido.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="George Michael - I Want Your Sex (Stereo Version)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/vldh7oQD-a4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Para o pulo do gato, o artista usou do funk descarado de Prince na faixa e das possibilidades que a MTV lhe dava para mostrar que havia crescido. Compôs e produziu toda a <i>tracklist</i> do álbum, exercendo uma autonomia totalmente nova em sua carreira. Além disso, assumiu a pinta de galã que ensaiara em vídeos anteriores, como “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=izGwDsrQ1eQ" target="_blank" rel="noopener">Careless Whisper</a>”, vestindo jaqueta de couro e óculos aviador. Homão da porra.</p>
<figure id="attachment_9120" aria-describedby="caption-attachment-9120" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9120" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2-1-700x1024.jpg" alt="" width="700" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2-1-700x1024.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2-1-205x300.jpg 205w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2-1-768x1124.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/2-1.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9120" class="wp-caption-text">Galãs lindos demais: George em 1988, durante a Faith World Tour (Rob Verhorst/Redferns)</figcaption></figure>
<p>A nova persona reunia signos clássicos da masculinidade na cultura pop: a sensualidade bruta de Marlon Brando em <em>Uma Rua Chamada Pecado</em> (1951), o carisma de James Dean e o <i>rockabilly </i>(subgênero do rock com expoentes como Elvis Presley e Buddy Holly). Liricamente, a lógica é a mesma: uma libido não tão desconcertante como a do cantor de Minneapolis e nem tão progressista quando a de Madonna. Mas interessante o suficiente para se tornar uma febre mundial.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Marlon Brando ~ &#039;Hey Stella!&#039;~ A Streetcar Named Desire" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/S1A0p0F_iH8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Em momentos como a gospel “Father Figure”, George usa da reafirmação de sua masculinidade na criação de uma imagem mais adulta, cravando seu trabalho num passado retrógrado. Mas a alegoria levantada para criação desse personagem é tanta que exerce o efeito contrário, soando inspirada nas ilustrações de Tom of Finland — artista que foi pioneiro no século XX ao retratar o erotismo e a pornografia homossexual sob ótica hiper masculinizada.</p>
<figure id="attachment_9121" aria-describedby="caption-attachment-9121" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9121" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/3-1.jpg" alt="" width="700" height="524" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/3-1.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/3-1-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9121" class="wp-caption-text">Além de Michael, Freddie Mercury também flertaria com o homoerotismo fetichista de Tom of Finland (Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Ainda que influenciado pelo cinema e música feitos nas décadas de 40 e 50, <i>Faith</i> é a cara dos anos 80. A década perdida foi um tempo de efervescência na cultura popular e o artista pegou carona nesse fenômeno criando um universo audiovisual apenas seu, algo que, dentre os grandes cantores masculinos, só havia sido feito por <a href="http://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/" target="_blank" rel="noopener">Michael Jackson</a>.</p>
<p>O tom crítico aplicado em temas como o thatcherismo (ideologia defendida pelo Partido Conservador Britânico e Margareth Thatcher, primeira-ministra do Reino Unido durante os anos 80) revela o espectro da atualidade do disco, levando em conta a importância do tema em 1987. Política e injustiças sociais seriam tratados de forma menos didática em “Shoot the Dog”, faixa de 2002 que <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/talking_point/2097635.stm" target="_blank" rel="noopener">deu o que falar</a>.</p>
<p>Mas a longevidade de George Michael a não é mera nostalgia. “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=bG5N3GC-m20" target="_blank" rel="noopener">One More Try</a>”, talvez a faixa mais complexa e tematicamente moderna do álbum, expressa a consciência do mal que uma relação abusiva causa ao eu-lírico, que implora que o parceiro o abandone, já que ele mesmo não consegue sozinho.</p>
<p>Pé no chão é elemento chave no discurso do cantor, que tenta mostrar seu amadurecimento para além da estética e discute com sinceridade temáticas que até hoje motivam composições mundo afora.</p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Faith" src="https://open.spotify.com/embed/album/2FCfwkNIU74iHcO6zCjIdP"></iframe></p>
<p>É também bastante contemporânea a mão que ele tem no que muitos chamam de <i>blue-eyed soul</i> (termo usado para designar o R&amp;B e o <i>soul</i> feito por artistas brancos). De Amy Winehouse a Justin Timberlake, a incorporação de elementos da cultura negra por pessoas brancas, ainda que controversa, já rendeu ótimos frutos. O <i>debut</i> de George foi o primeiro deles a quebrar a barreira do gênero pop e ser universalmente aceito como um amontoado indiscutível de música boa.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/s1ORprhCGC0?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p>Reunindo o que os anos 80 tiveram de melhor, <i>Faith</i> é um registro bastante datado. Mas não de uma forma ruim. Longe da cafonice do Wham!, o intérprete de “<a href="https://www.youtube.com/watch?v=CHb2XYeXcJI" target="_blank" rel="noopener">Monkey</a>” conseguiu exercer sua criatividade e ainda assim agradar ao público da época, que cada vez mais exigia um grande espetáculo. E foi o que George Michael lhes ofereceu. O resultado é um grande registro de seu tempo que consegue, três décadas depois, soar novo e fresco.</p>
<p>Posteriormente, vendas mais modestas e problemas com <a href="https://www.thesun.co.uk/archives/news/851326/george-in-999-drama/" target="_blank" rel="noopener">a justiça e a imprensa</a> embaçaram a imagem que o cantor tão minuciosamente construiu com o disco. O esforço que ele exerceu nos últimos anos em vida foi exatamente para provar que o garoto talentoso de jaqueta, óculos e violão na mão que conhecemos em 1987 ainda vivia e tinha muita a dizer.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="George Michael - Faith (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/6Cs3Pvmmv0E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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