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	<title>Arquivos Fabiula Nascimento &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Fabiula Nascimento &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>O Auto da Compadecida 2 e a reinvenção de si mesmo</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Feb 2025 18:26:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Livia Queiroz  Em Setembro de 2000, os brasileiros saíram de suas casas e foram para os cinemas de suas cidades assistir ao que viria a ser um dos maiores sucessos do Cinema do país: O Auto da Compadecida. Baseado na obra de Ariano Suassuna, o filme foi um sucesso comercial e social, e alcançou um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-auto-da-compadecida-2-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Auto da Compadecida 2 e a reinvenção de si mesmo"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_34827" aria-describedby="caption-attachment-34827" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-34827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem1.jpeg" alt="O cenário mostra o exterior da igreja montada em um estúdio. Usando roupas velhas e rasgadas, sandálias típicas do povo nordestino e aparência de descuido com a pele no sol, os atores principais de O Auto da Compadecida voltam a encenar os malandros da cidade quente e seca do interior nordestino Taperoá." width="768" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem1.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem1-150x150.jpeg 150w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34827" class="wp-caption-text">Matheus Nachtergaele e Selton Mello voltam às telas de cinema como João Grilo e Chicó 25 anos depois (Foto: H2O Films)</figcaption></figure>
<p><b>Livia Queiroz </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Setembro de 2000, os brasileiros saíram de suas casas e foram para os cinemas de suas cidades assistir ao que viria a ser um dos maiores sucessos do Cinema do país: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida</span></i><span style="font-weight: 400;">. Baseado na obra de </span><a href="https://www.academia.org.br/academicos/ariano-suassuna/biografia"><span style="font-weight: 400;">Ariano Suassuna</span></a><span style="font-weight: 400;">, o filme foi um sucesso comercial e social, e alcançou um recorde histórico de 2.157.166 pessoas (o filme nacional mais assistido daquele ano), além de uma arrecadação de mais de onze milhões de reais em bilheteria. Tornou-se um ícone para os ‘canarinhos’ e estrangeiros latino-americanos sobre a cultura nordestina e referência cinematográfica nacional. </span></p>
<p><span id="more-34823"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">25 anos depois, o diretor </span><a href="https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/33839-guel-arraes"><span style="font-weight: 400;">Guel Arraes</span></a><span style="font-weight: 400;">, desta vez junto de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JnTP1d4OVok"><span style="font-weight: 400;">Flávia Lacerda</span></a><span style="font-weight: 400;">, volta com o clássico em uma sequência inédita: </span><a href="https://youtu.be/ke4x5ywVhiw?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, estrelada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RzWKcmQcL-4"><span style="font-weight: 400;">Matheus Nachtergaele</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/filmes/noticia/selton-mello-fala-da-importancia-de-chico-de-o-auto-da-compadecida-2-na-sua-vida-bem-espiritual.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Selton Mello</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lançado dez anos após a morte do criador do </span><a href="https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/o-que-e-um-auto-teatral"><span style="font-weight: 400;">auto</span></a><span style="font-weight: 400;"> que o inspirou, o longa segue quebrando seus próprios recordes no Cinema brasileiro. A segunda obra que retrata o sertão nordestino, já ultrapassou os três milhões de espectadores e arrecadou mais de R$62 milhões em bilheteria, se tornando o segundo filme nacional mais visto nos cinemas em 2024, perdendo apenas para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_NzqP0jmk3o"><span style="font-weight: 400;">Ainda Estou Aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também tem a participação de Selton. </span></p>
<figure id="attachment_34826" aria-describedby="caption-attachment-34826" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-34826" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem2.jpg" alt="Fotografia de João Grilo iluminado pelas velas da igreja da cidade, em sua roupa velha e suja e seu chapéu da cultura nordestina enquanto performa suas malandragens." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-34826" class="wp-caption-text">João Grilo volta a Taperoá após uma longa aventura pelo Brasil e reencontra velhos amigos, inimigos e entidades (Foto: H2O Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência da </span><a href="https://www.studiobinder.com/blog/what-is-a-dramedy-definition/"><span style="font-weight: 400;">comédia dramática</span></a><span style="font-weight: 400;"> é completamente nostálgica, poética e divertida de assistir. O roteiro é repleto de referências e, até mesmo, falas iguais (como o bordão de </span><a href="https://www.oautodacompadecida.com.br/2016/07/chico-personagem.html"><span style="font-weight: 400;">Chicó</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">não sei, só sei que foi assim</span></i><span style="font-weight: 400;">”), além da composição dos personagens e a narrativa, que são bem semelhantes ao primeiro. Com isso, o público se surpreendeu com a volta das figuras principais e a maioria se abriu positivamente para ter novamente a experiência de vê-los nos cinemas. Entretanto, muitos se queixaram, alegando que ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">Ariano Suassuna sempre foi contra uma continuação</span></i><span style="font-weight: 400;">’ ou que o segundo nunca poderia superar o primeiro e iria estragar o carinho que os espectadores têm pelos protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma entrevista para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b7-IavVdvqQ&amp;list=PLaE_mZALZ0V2E0lVJowee_oerd3OMvyJu&amp;index=15"><i><span style="font-weight: 400;">Podpah</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o ator Selton Mello rebateu indiretamente a esses comentários e disse que a intenção dessa nova produção não é superar e nem se comparar a obra-prima da década de 2000, mas sim, se permitir experimentar novamente desse cenário e divertir a audiência com os personagens tão amados do Cinema brasileiro. E conseguiram, mostrando por meio da </span><a href="https://gshow.globo.com/cultura-pop/filmes/noticia/guel-arraes-conta-que-figurantes-choravam-no-set-de-o-auto-da-compadecida-2-viam-personagens-quase-como-santos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">emoção dos atores e figurantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao recriar o ambiente icônico e causando uma boa risada – com piadas um tanto quanto contemporâneas – para quem assiste. Não apenas isso, nas palavras do Selton: “</span><i><span style="font-weight: 400;">o Suassuna sempre foi muito fã do nosso auto e gostava da ideia de uma continuação do filme e sempre afirmou isso para mim, [&#8230;] já tinha uma benção</span></i><span style="font-weight: 400;">”,  ao contrário do que foi espalhado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_34825" aria-describedby="caption-attachment-34825" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-34825" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3-800x533.jpeg" alt="Fotografia de João Grilo usa suas roupas velhas, sujas e rasgadas de sempre, está junto de dois políticos da cidade de Taperoá, que possuem roupas mais novas e limpas. Eles são iluminados pelas pequenas luzes penduradas nas cabanas com fitas e estão posicionados à frente da imagem de Nossa Senhora. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3-1200x800.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem3.jpeg 1620w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34825" class="wp-caption-text">Foram apresentados quatro novos personagens e uma substituição de atores (Foto: H2O Films)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> cumpriu muito bem com seu papel quando se propôs a ressuscitar a emoção que os brasileiros sentiram pela cultura nordestina e lições de vida comandadas pela perspectiva de </span><a href="https://youtu.be/bKmYl7Ui_hs?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">João Grilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Matheus Nachtergaele) e Chicó (Selton Mello). É engraçado na medida certa, com uma transparência teatral ao transferir o humor dos personagens para as telas do cinema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que isso acontecesse, somente a escalação de atores fenomenais como: </span><a href="https://youtu.be/nxywLV99eHs?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Eduardo Sterblitch</span></a><span style="font-weight: 400;">, que encena um radialista eletrizante tão bem que o personagem chega a ser enlouquecedor; </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/selton-mello-avalia-importancia-de-auto-da-compadecida"><span style="font-weight: 400;">Selton Mello</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://exame.com/casual/matheus-nachtergaele-espero-que-o-auto-da-compadecida-2-lembre-como-e-bom-ser-brasileiro/"><span style="font-weight: 400;">Matheus Nachtergaele</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://youtu.be/VmSIHRqV9Mk?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Fabiula Nascimento</span></a><span style="font-weight: 400;">, que protagoniza de maneira eloquente a nova </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite</span></i><span style="font-weight: 400;"> vinda da capital; </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entrevistas/noticia/2024/12/virginia-cavendish-sobre-rosinha-empoderada-em-o-auto-da-compadecida-2-combinou-com-quem-sou.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Virginia Cavendish</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://istoe.com.br/enrique-diaz-retorna-como-joaquim-brejeiro-em-o-auto-da-compadecida-2/"><span style="font-weight: 400;">Enrique Diaz</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cabra-macho e cangaceiro dessa edição; </span><a href="https://youtu.be/G_RmgovIQnk?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Humberto Martins</span></a><span style="font-weight: 400;">, como o coronel. Além do humor, os momentos de transbordar emoção foram reservados para </span><a href="https://youtu.be/f1qkxnTVvjc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Taís Araújo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que substitui </span><a href="https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/o-auto-da-compadecida-2-por-que-fernanda-montenegro-nao-reprisou-o-papel.phtml"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Montenegro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e faz um trabalho espetacular como </span><a href="https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-nazare/48/102/"><span style="font-weight: 400;">Nossa Senhora de Nazaré</span></a><span style="font-weight: 400;">, não somente pela representação racial mas pelo olhar de compaixão que conseguiu transmitir durante todo seu tempo de tela. Ela ganhou uma música tema chamada </span><a href="https://open.spotify.com/track/0pyvJfQSMKMxvSj1tvqCKY"><i><span style="font-weight: 400;">Fiadeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://open.spotify.com/artist/3f5VCwd57gZsqMad28jyLV?si=aZSvXLpcRw2fzvvReiIqaw"><span style="font-weight: 400;">Maria Bethânia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das características positivas que compõem o filme, existem alguns aspectos ruins dentro da obra e o processo de sua construção. Começando pela falha de roteiro, com a ausência de explicações sobre como o grupo do final do primeiro filme (</span><a href="https://youtu.be/ke-w11RRxEg?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">Rosinha</span></a><span style="font-weight: 400;">, Chicó e João Grilo) vivem seus próximos anos e como se separam, confundindo a audiência em alguns diálogos. Além disso, é infeliz a escolha das representações do </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/2630272/"><span style="font-weight: 400;">Diabo e Jesus</span></a><span style="font-weight: 400;"> serem feitas pelo mesmo ator de João Grilo, isso deixou a dinâmica menos interessante para aquele que vê, já que, na mesma cena, são três personagens iguais em sua aparência. </span></p>
<figure id="attachment_34824" aria-describedby="caption-attachment-34824" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34824" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem4-800x436.jpg" alt="Fotografia de João Grilo e Chicó em céu aberto, no sol, envoltos pela vegetação seca do sertão nordestino enquanto seguram suas enxadas e observam o objetivo de chegada." width="800" height="436" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem4-800x436.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem4-1024x559.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem4-768x419.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/02/Imagem4.jpg 1100w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34824" class="wp-caption-text">O cenário do segundo filme foi construído dentro de estúdios com painéis de LED, diferentemente do primeiro, que foi filmado nas cidades de Cabaceiras e na própria Taperoá, na Paraíba (Foto: H2O Films)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro defeito são os </span><a href="https://www.benditafilmes.com/post/visual-effects-vfx-como-funcionam#:~:text=Efeitos%20Especiais%20(SFX)%3A%20Referem,integrados%20%C3%A0s%20cenas%20j%C3%A1%20filmadas."><span style="font-weight: 400;">efeitos especiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e filtros para o imaginário das mentiras e paisagens do sertão nordestino. É compreensível que faça uso desse tipo de tratamento nos vídeos para qualquer longa-metragem e, principalmente, nos feitos em estúdios, porém, é claro o exagero, ao ponto de parecerem imagens de </span><a href="https://cloud.google.com/learn/what-is-artificial-intelligence?hl=pt-BR"><span style="font-weight: 400;">Inteligência Artificial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse sentido, é notável que alguns itens básicos da produção de uma obra cinematográfica não são desenvolvidos da maneira que agrade os olhos, pelo excesso de artificialidade na iluminação e animação, além da escolha das figuras de animação que também pareciam querer se mostrar reais mas não eram, coisa que não aconteceu no primeiro filme, parte pela falta de tecnologia avançada na época.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, a filmagem é linda e emocionante pelos seus aspectos saudosistas, bem como se mostra uma poesia em conjunto com a </span><a href="https://www.ia.unesp.br/#!/teatro-sem-cortinas/pratas-da-casa/glossario-teatral/a---b---c/comedia/"><span style="font-weight: 400;">Comédia teatral</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao mesmo tempo, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Auto da Compadecida 2 </span></i><span style="font-weight: 400;">encaminha uma reinvenção de si mesmo, trazendo uma nova trama e personagens que, mesmo diferentes em aparência e</span> <a href="https://www.tertulianarrativa.com.br/post/2017/08/30/backstory-estrutura-%C3%B3ssea-e-perfil-psicol%C3%B3gico-desenvolvendo-personagens#:~:text=O%20backstory%2C%20ou%20hist%C3%B3ria%20pregressa,no%20pitch%20da%20s%C3%A9rie%20Friends."><i><span style="font-weight: 400;">backstory</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, carregam os mesmos significados dos anteriores que já morreram. Também vale destacar os cenários, que apesar de serem da mesma cidade, são inovadores, com ambientes e detalhes construídos de acordo com os 25 anos passados até o segundo filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o primeiro e segundo filme possuem enorme importância para a expansão da cultura brasileira e nordestina, que é um dos pilares fundamentais para a formação da essência artística nacional com os </span><a href="https://www.institutoaguaviva.org.br/post/curiosidades-sobre-a-literatura-de-cordel"><span style="font-weight: 400;">cordéis</span></a><span style="font-weight: 400;">, as </span><a href="https://pe.unit.br/blog/noticias/xilogravura-e-uniao-de-cultura-regionalidade-e-arte/#:~:text=Na%20xilogravura%2C%20a%20madeira%20%C3%A9,pontos%20que%20encostam%20na%20tinta."><span style="font-weight: 400;">xilogravuras</span></a><span style="font-weight: 400;">, festas tradicionais e o </span><a href="https://imaginariobrasileiro.com.br/blogs/news/artesanato-nordestino-riquezas?srsltid=AfmBOooJRAzREAE_wX8_771X4RGilY5bpmAwUWpnaHMWJrvhTqqKcR_j"><span style="font-weight: 400;">artesanato</span></a><span style="font-weight: 400;"> de madeira ou barro, por exemplo. Parte dessas práticas são mostradas nas obras, principalmente no segundo filme, quando a igreja vira uma atração turística e Chicó precisa ganhar um cascalho. Dessa vez, a Arte não é somente para caracterizar o local que se passa, todavia, tem como o propósito destacar os costumes da região. Dessa forma, aproveitando de seu sucesso, já imaginado, para traduzir tamanha riqueza ao mundo. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ke4x5ywVhiw"><span style="font-weight: 400;" data-rich-links="{&quot;fple-t&quot;:&quot;O Auto da Compadecida 2 | Trailer Oficial&quot;,&quot;fple-u&quot;:&quot;https://www.youtube.com/watch?v=ke4x5ywVhiw&quot;,&quot;fple-mt&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;first-party-link&quot;}">O Auto da Compadecida 2 | Trailer Oficial</span></a> <span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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		<title>5 anos de Velho Chico: a novela que foi uma obra de arte</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 18:18:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vanessa Marques Uma história de amor e guerra no sertão nordestino. Há cinco anos, Velho  Chico, do autor Benedito Ruy Barbosa (Rei do Gado e Pantanal), chegava ao horário nobre da Globo. A telenovela, marcada por uma tragédia em sua reta final, rompeu a hegemonia dos centros urbanos para levar o sotaque baiano e a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/velho-chico-5-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "5 anos de Velho Chico: a novela que foi uma obra de arte"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_18392" aria-describedby="caption-attachment-18392" style="width: 855px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18392 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. Na imagem, vemos a cerimônia de casamento do Coronel Afrânio Sá Ribeiro e Leonor. O Coronel está no altar, trajando um terno marrom, ao lado da sua noiva, que usa um véu transparente sobre o rosto." width="855" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico.jpg 855w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-1-old-chico-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18392" class="wp-caption-text">Em retorno inédito à TV nacional, o astro Rodrigo Santoro deu vida ao coronel Afrânio Saruê na melhor fase da trama (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vanessa Marques</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma história de amor e guerra no sertão nordestino. Há cinco anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Velho  </span></i><i><span style="font-weight: 400;">Chico</span></i><span style="font-weight: 400;">, do autor Benedito Ruy Barbosa (</span><i><span style="font-weight: 400;">Rei do Gado</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Pantanal</span></i><span style="font-weight: 400;">), chegava ao horário nobre da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A telenovela, marcada por uma </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2016/09/morre-o-ator-domingos-montagner.html"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua reta final, rompeu a hegemonia dos centros urbanos para levar o sotaque baiano e a paisagem sertaneja para as noites dos lares brasileiros. Com o forte apelo estético de Luiz Fernando Carvalho (</span><i><span style="font-weight: 400;">Capitu</span></i><span style="font-weight: 400;">), o melodrama desfrutou de uma tríade de peso: elenco, direção de arte e trilha sonora. Ambientada na cidade fictícia de Grotas do São Francisco, a narrativa reuniu a imagem de um Brasil esquecido e devastado pela seca — enquanto as águas do Rio São Francisco banhavam os conflitos de três gerações das famílias Sá Ribeiro e Dos Anjos.</span></p>
<p><span id="more-18390"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira fase foi uma obra sensível e impecável. Entre os ares de tropicália e libertinagem da década de 1960, o jovem Afrânio (Rodrigo Santoro) é forçado a deixar sua vida na capital para assumir as rédeas do império rural de seu falecido pai, o Coronel Jacinto Sá Ribeiro (Tarcísio Meira). Além do comando das terras e da política da região, o antigo Coronel Saruê deixa ao filho uma rivalidade declarada com o íntegro Capitão Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi). O anti-herói de Santoro vai, pouco a pouco, fazendo a transição do universitário carregado de ideais para a postura férrea que o seu destino lhe impõe. Nesse ínterim, ele se casa com Leonor (Marina Nery), união que dá luz a uma primogênita chamada Maria Tereza, para o desgosto da matriarca Dona Encarnação (Selma Egrei).</span></p>
<figure id="attachment_18391" aria-describedby="caption-attachment-18391" style="width: 2362px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18391 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico.jpg" alt="Fotografia da novela Velho Chico. Sob um céu nublado e levemente acinzentado, os personagens Afrânio e seu capanga, Clemente, cavalgam na plantação de algodão da fazenda. No canto inferior direito, vemos uma camponesa, prostrada de lado, com um lenço que lhe cobre o cabelo." width="2362" height="1573" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico.jpg 2362w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-2048x1364.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-2-velho-chico-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18391" class="wp-caption-text">Esteticamente, Velho Chico era um espetáculo: a paisagem e os demais elementos da vida rural estavam imersos numa fotografia lúdica, barroca e cinematográfica (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora a cadência do dialeto nordestino, os personagens possuem os corpos </span><span style="font-weight: 400;">e rostos suados, castigados pelo sol escaldante do sertão. O retrato político da seca e da concentração fundiária emerge no nascimento de Santo dos Anjos. Os seus pais, Piedade (Cyria Coentro) e Belmiro (Chico Diaz), são retirantes que fogem das mazelas do semiárido e buscam uma vida nova nas margens do Velho Chico. É na igreja do Padre Romão (Umberto Magnani) que o menino, enfraquecido pela longa viagem, recebe o sopro de vida do batismo. Logo, o núcleo dos Anjos é acolhido na fazenda do Capitão Rosa e de sua esposa, Eulália (Fabiula Nascimento), que haviam adotado a pequena Luzia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucos anos mais tarde, o romance juvenil de Santo (Renato Góes) e Maria Tereza (Julia Dalavia) brota em meio ao rancor e à violência do conflito familiar. O encanto e a sinergia da dupla “novata” de atores ganham a ternura do espectador, pintando o grande pano de fundo da narrativa. Mas a união desejada do casal é inaceitável na visão do Coronel Afrânio, que envia Tereza para um colégio interno. Lá, ela descobre estar grávida do amado, tal qual é praxe no ramo noveleiro. Assim, o assassinato de Belmiro, que seguiu o mesmo fim brutal do heroico Ernesto Rosa, entrecorta o panorama daquela guerra que já se tornava ancestral. Diante da separação arbitrária, os dois amantes tomam rumos distintos, com o fio condutor do rio emblemático. </span></p>
<figure id="attachment_18393" aria-describedby="caption-attachment-18393" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18393 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. A jovem Tereza, parada, usa um longo vestido branco de noiva, prestes a casar-se com o político Carlos Eduardo. Ao fundo, vemos uma embarcação de pescadores, no Rio São Francisco." width="1280" height="718" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-3-velho-chico-1200x673.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18393" class="wp-caption-text">O amor proibido entre Santo e Maria Tereza é uma versão sertaneja de &#8220;Romeu e Julieta&#8221; (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Velho Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> perpassa o tempo embalada em poesia visual e brasilidade, com destaque para a </span><a href="https://open.spotify.com/playlist/1cH9nUrBelF9gVP1g0eLF8?si=uhH_bCnYSN2lOqzJE3FHMg"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Caetano Veloso </span><i><span style="font-weight: 400;">(</span></i><a href="https://www.politize.com.br/movimento-tropicalia/"><i><span style="font-weight: 400;">Tropicália</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tema de abertura), Gal Costa, Maria Bethânia, Alceu Valença, Geraldo Vandré (</span><i><span style="font-weight: 400;">Requiém para Matraga</span></i><span style="font-weight: 400;">) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><span style="font-weight: 400;">Novos Baianos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Era a primeira vez que uma novela tinha pouquíssima “cara de novela”. Num salto para 2016, Maria Tereza (Camila Pitanga), casada com o deputado Carlos Eduardo (Marcelo Serrado), retorna à cidade natal, na companhia do filho, Miguel (Gabriel Leone). Porém, é certo que, a partir do segundo ciclo, o folhetim perdeu o vigor. O que fora uma brilhante </span><a href="http://personaunesp.com.br/o-poderoso-chefao-ainda-uma-oferta-irrecusavel/"><span style="font-weight: 400;">saga familiar</span></a><span style="font-weight: 400;"> virou uma trama irregular, arrastada e lenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Santo (Domingos Montagner), agora marido de Luzia (Lucy Alves), é um líder progressista da terra, o oposto do Coronel Saruê (Antônio Fagundes), que se transforma em uma figura caricata, retrógrada e inflexível na velhice. Beirando o cômico, Fagundes entregou um Afrânio sem resquícios do homem libertário da juventude. Já Miguel rouba a cena com sensibilidade e postura humanista, mas também protagoniza uma relação especial com Olivia (Giullia Buscacio). O reencontro de Tereza e Santo custa a acontecer, postergando a típica revelação da paternidade. Irandhir Santos é outro nome que enriquece o tom lírico da nova geração, no papel de Bento dos Anjos, irmão mais novo do agricultor.</span></p>
<figure id="attachment_18394" aria-describedby="caption-attachment-18394" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18394 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. Santo, enquanto cavalga, é alvejado por um tiro no ombro. No fundo, vemos o céu luminoso, entre nuvens, e a paisagem da caatinga." width="1280" height="718" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-300x168.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-4-velho-chico-1200x673.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18394" class="wp-caption-text">Com olhar crítico, a novela debateu a politicagem e a exploração do homem da terra (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Elencando realismo mágico, temática ambiental e crítica social, o romance  </span><span style="font-weight: 400;">de Ruy Barbosa — escrito por Edmara Barbosa e Bruno Luperi — terminou com a melancolia de um incidente que embaralhou ficção e realidade. Após o falecimento do ator Domingos Montagner, </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/camila-pitanga-descreve-morte-de-domingos-montagner-vi-o-ultimo-olhar-dele_a136211/1"><span style="font-weight: 400;">afogado</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Rio São Francisco, a produção se reinventou para honrar o legado do intérprete de Santo, mantendo a sua presença no desfecho da trama. Dias antes, o personagem estava desaparecido na extensão do rio, sendo resgatado, quase sem vida, por uma tribo indígena do local. Fatalmente, a vida imitou a arte, no sentido mais fatídico da palavra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos golpes do destino e da relativa </span><a href="https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/velho-chico-agrada-cr%C3%ADtica-apesar-da-baixa-audi%C3%AAncia-1.417312"><span style="font-weight: 400;">baixa audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Velho Chico</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">ocupa o alto patamar da </span><a href="https://medium.com/neworder/velho-chico-com-quantos-quilos-de-arte-se-faz-uma-tradi%C3%A7%C3%A3o-9358c393b134"><span style="font-weight: 400;">teledramaturgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o mesmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bem Amado</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gabriela</span></i><span style="font-weight: 400;">. Indicada ao </span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy-internacional-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;">, a novela passou a compor o catálogo internacional da </span><i><span style="font-weight: 400;">Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;"> no ano de 2018. Embora não tenha sido deslumbrante do início ao fim, o clássico do sertão provou com sangue e lágrimas a máxima de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ANEpvYuR8Tk"><span style="font-weight: 400;">Euclides da Cunha</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">&#8220;o sertanejo é, antes de tudo, um forte.&#8221;</span></i></p>
<figure id="attachment_18395" aria-describedby="caption-attachment-18395" style="width: 1271px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-18395 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico.jpg" alt="Cena da novela Velho Chico. Tereza, Miguel, Olívia e os demais membros da família Dos Anjos interagem com uma câmera subjetiva, que representa o olhar de Santo. O intérprete do protagonista faleceu na reta final da produção, após um trágico mergulho no Rio São Francisco. Com um leve desfoque, é possível enxergar a composição do rosto de Domingos Montagner." width="1271" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico.jpg 1271w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-300x128.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-1024x438.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-768x329.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/02/imagem-5-velho-chico-1200x514.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-18395" class="wp-caption-text">O último capítulo reproduziu a presença e o olhar de Santo, através de uma câmera subjetiva (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
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