<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Enemies to lovers &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<atom:link href="http://personaunesp.com.br/tag/enemies-to-lovers/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/enemies-to-lovers/</link>
	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 27 Feb 2024 11:16:37 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/08/cropped-icon-certo-cristo-32x32.png</url>
	<title>Arquivos Enemies to lovers &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
	<link>http://personaunesp.com.br/tag/enemies-to-lovers/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">119746480</site>	<item>
		<title>Entre erros e acertos, Elementos tenta manter a fórmula através de um romance</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/elementos-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/elementos-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Feb 2024 19:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Aryadne Xavier]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Elementos]]></category>
		<category><![CDATA[Enemies to lovers]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Leah Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Mamodou Athie]]></category>
		<category><![CDATA[Melhor Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Pixar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=32498</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aryadne Xavier Ao lançar Toy Story 1 em 1995, a Pixar foi muito além da proeza de fabricar o primeiro filme de animação longa-metragem totalmente produzido em um computador. Após quase 30 anos, o longa segue sendo um dos maiores clássicos do Cinema e um marco em toda uma geração que cresceu assistindo aos desenhos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/elementos-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Entre erros e acertos, Elementos tenta manter a fórmula através de um romance"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/elementos-critica/">Entre erros e acertos, Elementos tenta manter a fórmula através de um romance</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32500" aria-describedby="caption-attachment-32500" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-32500" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img01.jpeg" alt="Cena do filme Elementos. A imagem apresenta em primeiro plano as personagens principais da história, Faísca, uma chama com aparência humanizada feminina, de cor laranja vibrante com tons amarelos e vermelhos, cabelo que se assemelha a uma labareda, olhos com íris na cor âmbar, sobrancelhas, nariz em pé e que veste uma roupa preta com detalhes dourados. Ela estica a mão em direção a mão de gota, uma gota de água humanizada, com o corpo azul quase transparente, olhos azuis claros e um sorriso sutil no rosto, que veste uma camiseta lilás com listras brancas na manga. Enquanto ele a encara sereno, ela parece preocupada. Atrás deles, é possível ver a cidade Elemento, sede do filme, pela qual se espelham prédios altos, alguns azuis (do elemento água), alguns mais esverdeados (do elemento terra), além de um lindo lago com cristais coloridos. " width="1200" height="677" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img01.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img01-800x451.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img01-1024x578.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img01-768x433.jpeg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32500" class="wp-caption-text">Com um visual estonteante, digno de encher os olhos do espectador, Elementos cativa muito mais no que se vê do que se lê na história (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Aryadne Xavier</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lançar </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2020/11/25-anos-de-toy-story-como-o-filme-revolucionou-a-historia-das-animacoes-ckhpl3gyd00050137zi1f7kps.html"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story 1</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 1995, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi muito além da proeza de fabricar o primeiro filme de animação longa-metragem totalmente produzido em um computador. Após quase 30 anos, o longa segue sendo um dos maiores clássicos do Cinema e um marco em toda uma geração que cresceu assistindo aos desenhos do estúdio. Anos e sucessos de bilheteria depois, a fórmula do sucesso pode ser descrita, de maneira simplória, como um casamento entre a inovação visual e a profundidade de suas histórias. Indo além de apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> técnico, as jornadas de seus personagens sempre foram cativantes e relacionáveis com o público, trazendo aquilo que era contado na tela próximo de quem assistia, emocionando e conectando com multidões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o tempo, a técnica foi se transformando, deixando de focar em apenas uma jornada e ambicionando a criação de um universo inteiro em duas horas de produto final em que, entre erros e acertos, muitas coisas poderiam ser pontuadas. Talvez o maior sucesso nessa lógica tenha sido </span><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Divertida Mente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015), acompanhando de perto a mente da pequena Riley.  Tentando replicar o mesmo método de sucesso em </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;">, o estúdio foi pego então pela sua maior armadilha: a balança desigual entre técnica e humanidade. E na tentativa de conciliar os gráficos e a química impecável por trás do seu visual, o filme peca ao deixar de lado sua premissa original em prol de um romance que brilha aos olhos e até emociona, mas não leva muito ao coração.</span></p>
<p><span id="more-32498"></span></p>
<figure id="attachment_32501" aria-describedby="caption-attachment-32501" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32501" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img02.jpg" alt="A imagem mostra Faísca, uma chama com aparência humanizada feminina, de cor laranja vibrante com tons amarelos e vermelhos, cabelo que se assemelha a uma labareda e que veste uma roupa preta com detalhes dourados, de costa, olhando para a cidade Elemento. Nesse frame, à sua esquerda estão cápsulas de água e, à sua frente, uma cidade magnífica e grandiosa se estende, com prédios grandes, uma rua movimentada e vários objetos relacionados aos elementos Ar, Terra e Água. Não há espaço para Faísca e outros do elemento fogo por lá e isso é notório pelas cores mais escuras e menos vibrantes." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img02.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img02-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img02-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img02-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img02-1200x600.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32501" class="wp-caption-text">Em um mundo no qual deveria coexistir água, terra, fogo e ar, a desigualdade se faz gritante, da arquitetura aos trejeitos de cada personagem (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge em um contexto interessante: buscando criar uma condição de vida melhor para sua filha, Brasa e Fagulha deixam a Terra do Fogo em direção a Cidade Elemento. A pequena garota nasce, cresce e cultiva dentro de si a vontade de assumir a loja dos pais, agora já mais velhos. A questão da imigração, no começo do filme, é abordada de maneira objetiva, mesmo se tratando de um universo alegórico, criando uma conexão com quem vive ou já viveu essa mudança para um novo lugar. Na cidade onde se passa a maior parte da obra, é notória a crítica à forma como imigrantes são tratados, com desprezo e descaso total da estrutura, que os </span><a href="https://www.politize.com.br/segregacao-espacial/"><span style="font-weight: 400;">segrega</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma parte do território e </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/brasil-60267870"><span style="font-weight: 400;">não abre brechas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para que as pessoas possam demonstrar suas diferenças e todo o talento e possibilidades que nascem disso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faísca, a filha de Brasa e Fagulha, é uma protagonista que carrega em si muitos dilemas e questionamentos relacionáveis. Mesmo ao perceber que não é seu o sonho assumir a loja da família, ela se coloca no lugar de pagar esse sacrifício por se sentir em dívida pelo que seus pais fizeram por ela a vida toda. Esse talvez seja o maior acerto: tratar a relação de pais e filhos de maneira direta e não romantizada, algo já realizado de outras maneiras em </span><a href="https://grupoahora.net.br/conteudos/2022/03/15/nova-animacao-da-pixar-e-uma-linda-metafora-sobre-a-relacao-entre-pais-e-filhos/"><span style="font-weight: 400;">animações anteriores</span></a><span style="font-weight: 400;">. A capacidade da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de esmiuçar e transbordar nos gráficos os pensamentos e angústias da personagem criam ali uma atmosfera marcante, que demonstra toda a substância do material. No entanto, ao nascer de outro personagem, toda essa ideia parece ficar em segundo plano, deixando um romance brilhar. </span></p>
<figure id="attachment_32502" aria-describedby="caption-attachment-32502" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-32502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img03.jpg" alt="A imagem mostra Faísca, uma chama com aparência humanizada feminina, de cor laranja vibrante com tons amarelos e vermelhos, cabelo que se assemelha a uma labareda, olhos com íris na cor âmbar, sobrancelhas, nariz em pé, sorriso aberto e que veste uma roupa preta com detalhes dourados e, ao seu lado, está Gota, uma gota d’ água humanizada, com o corpo azul quase transparente, olhos azuis claros e um sorriso forçado no rosto, que veste uma camisa laranja com listras brancas e usa um crachá de identificação. Eles estão em uma sala escura com muitas plantas e olham na mesma direção de uma mesa." width="1000" height="525" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img03.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img03-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img03-768x403.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32502" class="wp-caption-text">A junção de Gota e Faísca é um acerto de mão cheia na química e encanta tanto que quase se esquece da outra parte da trama (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Gota é um personagem adorável. Carismático, sincero e carinhoso, ele demonstra e sente até demais. Seu encontro com Faísca é, em todos os sentidos, fascinante. É como acompanhar uma história de amor que nasce aos poucos e se desenvolve prendendo a atenção do espectador. Um amor proibido, porque água e fogo nunca se misturam, deixa a emoção ainda mais para cima. E, em níveis de romance, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos </span></i><span style="font-weight: 400;">acerta em cheio no relacionamento fofo (e até meio brega), mas muito bem feito. Talvez de um breve </span><a href="https://newronio.espm.br/tipos-de-romance/"><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o roteiro ainda sustenta a emoção ao demonstrar como esse sentimento vai aumentando tanto quanto as dificuldades que distanciam o casal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os gráficos dos dois, quando próximos, elevam o nível técnico do estúdio ainda mais. O trabalho com elementos tão únicos é pura química e transborda nos olhos de quem vê. O desenvolvimento desses personagens, da mesma maneira que o de secundários como Névoa (chefe do Gota) e Turrão (personagem do elemento terra que possui uma ‘paixonite’ por Faísca), soma como uma grande fortuna do projeto. O filme pode deixar talvez uma mensagem de que mudou sua temática no curso do projeto, mas, se olhado minuciosamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos </span></i><span style="font-weight: 400;">fala do início ao fim </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/06/primeira-comedia-romantica-da-pixar-elementos-aborda-de-forma-sutil-diferencas-sociais-e-xenofobia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">sobre o amor</span></a><span style="font-weight: 400;">. O amor de pais pelos seus filhos, romântico, platônico e até mesmo pela profissão que exerce. Do primeiro minuto ao último, amar é o verbo que dita todos os cursos da história.</span></p>
<figure id="attachment_32503" aria-describedby="caption-attachment-32503" style="width: 1998px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04.jpeg" alt="A imagem mostra Faísca, uma chama com aparência humanizada feminina, de corpo esguio, cor laranja vibrante com tons amarelos e vermelhos, cabelo que se assemelha a uma labareda, olhos com íris na cor âmbar, sobrancelhas, nariz em pé, sorriso tímido e que veste um vestido preto com detalhes dourados. A sua frente está seu pai, Brasa, uma chama com aparência humanizada masculina, de corpo robusto, cor laranja vibrante com tons amarelos e vermelhos, cabelo que se assemelha a uma labareda, olhos com íris na cor âmbar, sobrancelhas, nariz em pé, sorriso aberto e que veste uma bermuda preta. Atrás dela está Fagulha, sua mãe, uma chama com aparência humanizada feminina, de corpo pequeno, cor laranja vibrante com tons amarelos e vermelhos, cabelo que se assemelha a uma labareda, olhos com íris na cor âmbar, sobrancelhas, nariz em pé, sorriso tímido e que veste um poncho preto e um brinco." width="1998" height="1079" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04.jpeg 1998w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04-800x432.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04-1024x553.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04-768x415.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04-1536x830.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/02/img04-1200x648.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32503" class="wp-caption-text">Quando o filme consegue externalizar todos os próprios sentimentos, é lindo ver uma família que se cuida e se respeita (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu original, a animação ainda conta com a narração de </span><a href="https://www.instagram.com/leahmlewis/"><span style="font-weight: 400;">Leah Lewis</span></a><span style="font-weight: 400;"> como faísca e </span><a href="https://www.instagram.com/mamoudouathie/"><span style="font-weight: 400;">Mamodou Athie</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Gota, um elenco de peso que contribuiu ainda mais para a temática da diversidade, sendo ela chinesa e ele mauritano-americano. Se por um lado, a contratação atingiu um ponto magnífico, no quesito sonoro o filme deixa uma lacuna, não contando com nenhuma faixa viciante que fique na cabeça do espectador dias após a sessão, feitos conquistados com louvor por seus predecessores </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yZ7cBunq8xo"><i><span style="font-weight: 400;">Coco</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DNZUKm0ApEM"><i><span style="font-weight: 400;">Toy Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2024, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos </span></i><span style="font-weight: 400;">concorre como Melhor Animação na premiação ‘queridinha’ do Cinema, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contradizendo o título de pior bilheteria da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção alcança a disputa contra </span><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mais novo longa do Estúdio Ghibli que vem sendo cotado como favorito após o sucesso estrondoso na crítica e em outras premiações; </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sequência muito aclamada da obra que mudou a maneira de produzir animações; </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, que obteve sucesso ao questionar convenções de heróis e vilões; e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Robô</span></i><span style="font-weight: 400;">, que agrada de crianças a adultos com uma trama de muitas camadas. Mesmo no meio de gigantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda possui seu charme, sua técnica extraordinária e a leveza de abordar assuntos pertinentes e identificáveis em uma trama que nos faz mesmo sorrir  após umas lágrimas terem escapado.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/2wjkCO5PYhs?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo pontuais reflexões profundas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos </span></i><span style="font-weight: 400;">é um filme que retrata diversidade e que depende das experiências individuais de cada telespectador para poder se entrosar intimamente. Em alguns, causa empatia pela familiaridade com a situação e, em outros, causa apenas um carinho pelo romance ou talvez uma apreciação pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/animacao/"><span style="font-weight: 400;">visual</span></a><span style="font-weight: 400;">. Contudo, não se pode dizer que o produto não vale de nada ou não rende, ao mínimo, uma distração agradável por quase duas horas em uma tarde entre amigos, sendo um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cores, técnica e um romance gostoso de assistir. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/elementos-critica/">Entre erros e acertos, Elementos tenta manter a fórmula através de um romance</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/elementos-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">32498</post-id>	</item>
		<item>
		<title>É assim que se perde a guerra do tempo é uma história do amor</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2021 18:11:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2021]]></category>
		<category><![CDATA[Agência]]></category>
		<category><![CDATA[Amal El-Mohtar]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Blue]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica literária]]></category>
		<category><![CDATA[De inimigos a amantes]]></category>
		<category><![CDATA[É assim que se perde a guerra do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Editora Suma]]></category>
		<category><![CDATA[Enemies to lovers]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Oliveira F. Arruda]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA]]></category>
		<category><![CDATA[Locus]]></category>
		<category><![CDATA[Locus Awards]]></category>
		<category><![CDATA[Max Gladstone]]></category>
		<category><![CDATA[Nathalia Borges Polesso]]></category>
		<category><![CDATA[Nebula]]></category>
		<category><![CDATA[Red]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha literária]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Romance epistolar]]></category>
		<category><![CDATA[Romance sáfico]]></category>
		<category><![CDATA[The Nebula Awards]]></category>
		<category><![CDATA[This Is How You Lose the Time War]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=22337</guid>

					<description><![CDATA[<p>Gabriel Oliveira F. Arruda Lançado em fevereiro de 2021 no Brasil sob o selo da Editora Suma, o título críptico de É assim que se perde a guerra do tempo, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, esconde tanto a simplicidade quanto a grandiosidade de sua narrativa romântica espaço-temporal. Parte épico de ficção científica, parte romance &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "É assim que se perde a guerra do tempo é uma história do amor"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/">É assim que se perde a guerra do tempo é uma história do amor</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22338" aria-describedby="caption-attachment-22338" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22338" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1.jpg" alt="Capa do romance ‘É assim que se perde a guerra do tempo’ de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, apoiada em um piso azul ao lado de uma parede vermelha com um pôster em preto e branco inspirado na obra, ilustrando ambas as personagens. A capa é azul clara, com dois pássaros opostos, um vermelho para cima, e um azul para baixo, ligados por suas patas. O vermelho olha para a direita enquanto o azul olha para a esquerda. Ambos os pássaros são segmentados por linhas invisíveis, deixando-os com um aspecto fora de sincronia. No topo, o nome de Amal El-Mohtar, em letras maiúsculas e azuis, com o selo da editora no canto direito. Na parte de baixo, o nome de Max Gladstone, em letras maiúsculas e vermelhas, com um anúncio diretamente acima dizendo ‘Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus’ em letras azuis." width="1000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22338" class="wp-caption-text">A capa simbólica de ‘É assim que se perde a guerra do tempo’ traduz perfeitamente os temas do livro sem entregar nada de sua trama (Foto: Suma)</figcaption></figure>
<p><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em fevereiro de 2021 no Brasil sob o selo da Editora</span><i><span style="font-weight: 400;"> Suma</span></i><span style="font-weight: 400;">, o título críptico de </span><i><span style="font-weight: 400;">É assim que se perde a guerra do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Amal El-Mohtar e Max Gladstone, esconde tanto a simplicidade quanto a grandiosidade de sua narrativa romântica espaço-temporal. Parte épico de ficção científica, parte </span><a href="https://www.infoescola.com/literatura/autores-do-romance-epistolar/"><span style="font-weight: 400;">romance epistolar</span></a><span style="font-weight: 400;">, o livro vencedor dos prêmios</span> <a href="https://locusmag.com/2020/06/locus-awards-winners-2020/"><i><span style="font-weight: 400;">Locus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Nebula</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Hugo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra a correspondência ilícita entre Red e Blue, espiãs inimigas de futuros rivais, e as batalhas travadas secretamente ao longo do tempo para a conquista desses futuros.</span></p>
<p><span id="more-22337"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Red vem da Agência, uma distopia tecnocrata em que ela é uma engrenagem de um preciso e gigantesco organismo-máquina, enquanto Blue é parte de Jardim, um tipo de consciência coletiva que controla todo o universo e semeia seus agentes pelo tempo. Embora à princípio as duas partilhem poucas semelhanças, ambas iniciam uma troca de “cartas” através do tempo e do espaço, unidas apenas pela solidão e alienação que sentem por seus respectivos times.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da maneira com que seus autores os descrevem, os mundos passados e futuros de </span><i><span style="font-weight: 400;">É assim que se perde a guerra do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> parecem esboços sendo escritos e apagados, sempre em constante estado de mudança pelas mãos de um time ou de outro. Seja descrevendo o culto a um algoritmo pós-apocalíptico ou as passagens de ar por um labirinto de ossos, há uma qualidade poética no texto de El-Mohtar e Gladstone que é difícil de descrever, mas que foi perfeitamente capturada na tradução de </span><a href="https://twitter.com/eincompreendida?s=20"><span style="font-weight: 400;">Natalia Borges Polesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Suma</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><figure id="attachment_22340" aria-describedby="caption-attachment-22340" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22340 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-768x1024.jpg" alt="Foto dos autores de ‘É assim que se perde a guerra do tempo’. Max Gladstone e Amal El-Mohtar, de costas um para o outro, em frente a um estacionamento, com espadas apoiadas nos ombros, olhando para a câmera, num dia ensolarado. Max, o mais alto, à esquerda, caucasiano, cabelos escuros e curtos, usa um terno escuro por cima de uma camisa branca, com óculos escuros e quadrados e um sorriso, segurando uma espada na mão direita e a apoiando no ombro direito. Amal, mais baixa, à direita, pele clara, usando um casaco azul escuro com detalhes em azul claro e rendas douradas, um óculos quadrado, segura uma espada de guarda prateada na mão direita, apoiando-a no seu ombro direito e tocando o ombro esquerdo de Max. Atrás deles, um estacionamento cheio de carros, com algumas árvores com poucas folhas ao fundo." width="768" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-768x1024.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-600x800.jpg 600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-1152x1536.jpg 1152w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2-1200x1600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-2.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22340" class="wp-caption-text">‘É assim que se perde a guerra do tempo’ é a primeira colaboração entre Max Gladstone (à esquerda) e Amal El-Mohtar (à direita) [Foto: <a href="https://uncannymagazine.com/max-amal-go-movies-rogue-one/">Uncanny Magazine</a>]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">Logo, vemos que as únicas constantes deste universo volúvel são suas protagonistas. Presas em suas respectivas missões que podem durar breves momentos ou décadas inteiras, tanto Red quanto Blue acham nas mensagens uma maneira não só de trocar insultos, mas de externalizar ideias que elas antes não tinham com quem compartilhar. É uma prosa extremamente consciente de suas personagens que nunca poupa seus pensamentos. Mesmo separadas por séculos inteiros, cada palavra de uma para outra é sentida como parte de um diálogo atemporal sendo escrito por duas figuras espectrais, nunca pertencendo a um só lugar ou uma só época.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Narrando o salto entre “filamentos” do tempo e a alternância de “Turnos” entre os dois futuros, os autores reconhecem que a descrição desses elementos, que formariam o volume bruto de um livro de ficção científica comum, não tem lugar nesta novela etérea de quase 200 páginas. Ao invés disso, El-Mohtar e Gladstone trabalham muito mais a linguagem e os meios de comunicação entre as duas espiãs, assim como a ideia de conhecer alguém através da distância e do tempo, uma experiência que </span><a href="https://locusmag.com/2020/02/amal-el-mohtar-max-gladstone-letter-space/"><span style="font-weight: 400;">os dois partilharam</span></a><span style="font-weight: 400;"> antes de decidirem escrever o livro. O fato delas estarem em lados opostos de uma guerra pelo próprio tempo é apenas a cereja do bolo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A guerra em si nunca entra em primeiro plano, embora nem por isso seja ausente: essa não é uma história sobre grandes confrontos interestelares ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><span style="font-weight: 400;">armas que disparam ao contrário</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas sobre como essa guerra desumaniza as duas agentes, psicológica e fisicamente. O livro até mesmo começa, ironicamente, no rescaldo de uma dessas batalhas, com Red apreciando seu trabalho em um mundo prestes a se extinguir: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Uma vez que as tiras de pseudopele se arranjam e se curam e a matéria programável de suas roupas se costura de volta, Red volta a parecer vagamente como uma mulher.”</span></i></p>
<figure id="attachment_22339" aria-describedby="caption-attachment-22339" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22339 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3.jpg" alt="Pôster promocional horizontal do livro ‘É assim que se perde a guerra do tempo. Desenho em preto e branco. Do lado esquerdo, olhando para a direita, Blue, branca, sentindo o cheiro de um objeto circular em sua mão direita, de olhos fechados. Ela usa uma roupa branca com detalhes na gola e nas mangas. Seu cabelos, também brancos, estão esticados para trás. Atrás dela, um fundo preto que, conforme avança para a direita, vai ficando mais claro até parecer completamente branco. Do lado esquerdo e virada para a direita, Red, branca, de cabelos pretos e soltos na frente, ocultando a maior parte de seu rosto, olha para uma carta queimando em suas mãos. Ela usa roupas brancas manchadas de sangue e luvas pretas. Na parte de cima, entre as personagens, a frase “É assim que vencemos”, em letras maiúsculas e pretas, sobre fundo branco. No rodapé do pôster, embaixo da carta de Red, está escrito “É assim que se perde a guerra do tempo. De Amal El-Mohtar e Max Gladstone.”" width="950" height="624" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3-800x525.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/guerra-do-tempo-3-768x504.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22339" class="wp-caption-text">Durante sua pré-venda, ‘É assim que se perde a guerra do tempo’ vinha com um pôster promocional que exibia suas duas protagonistas (Foto: Editora Suma)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de cartas escondidas dentro de vulcões em erupção e jarras com água fervente, as duas formam um repertório repleto de provocação e sarcasmo, com ambas sabotando e clamando vitória uma sobre a outra, até que as barreiras que as separam comecem a ruir, e a simetria de suas experiências comece a vir à tona. A partir daí, as palavras de cada uma assumem um tom cada vez mais pessoal e dolorosamente sincero. De repente, </span><i><span style="font-weight: 400;">“Me diga alguma verdade ou não diga nada”</span></i><span style="font-weight: 400;"> se torna:</span></p>
<blockquote><p>“Quero te contar alguma coisa sobre mim. Alguma verdade, ou nada.</p>
<p>Da sua,</p>
<p>Blue”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto de cada uma das cartas é tão ricamente escrito que a substância de ambas as personagens se torna palpável, do jeito que elas se endereçam até a maneira com que estruturam suas frases. Atrás da racionalidade e da frieza de Red, há uma ânsia por se conectar com alguém e, por trás das palavras de leveza e humor de Blue, há uma melancolia trágica e irreparável. O encontro dessas duas pessoas no tempo e no espaço torna-se então mais do que uma simples coincidência, mas um genuíno milagre.</span></p>
<blockquote><p>“O que eu vou fazer, céu? Lago, o que eu faço? Pássaro azul, íris, ultramarina, o que pode vir agora que isso está feito? Mas nunca vai acabar &#8211; essa é a resposta. Sempre há nós.”</p></blockquote>
<p><i><span style="font-weight: 400;">É assim que se perde a guerra do tempo</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é tanto uma história de amor quanto uma história sobre o amor. Sobre sua improbabilidade, sua volatilidade, sua crueldade, sua doçura. Quando Red escreve sobre matar os poetas e tomar seus lugares, para que </span><i><span style="font-weight: 400;">“toda vez que o amor for escrito, em todos os filamentos, será para você”</span></i><span style="font-weight: 400;">, somos lembrados de que a beleza dessas histórias está em como o sentimento do amor ecoa invariável e impossivelmente através das eras, mesmo que em todo filamento (ou livro) ele seja um pouco diferente.</span></p>
<blockquote><p>“Se Blue fosse uma acadêmica &#8211; e ela já interpretou esse papel o suficiente para saber que adoraria ser -, ela catalogaria, em todos os filamentos, um extenso estudo dos mundos nos quais Romeu e Julieta é uma tragédia, e nos quais é uma comédia. Ela adora, toda vez que visita um novo filamento, assistir à peça sem saber como vai terminar.”</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">E talvez essa seja a beleza de todas as histórias. Que, não importa o quanto nós achamos que a conhecemos, o futuro ainda é incerto. E mesmo quando sabemos o que está para acontecer, nos fazemos acreditar que talvez, só talvez, não importa quantas vezes uma trama se repita, ainda haja chance de mudá-la. As boas histórias nos fazem acreditar que tudo é possível, mas as melhores nos fazem implorar para que realmente seja. E esta é uma delas.</span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/">É assim que se perde a guerra do tempo é uma história do amor</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22337</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Em Nebulosos, o amor e ódio entram em guerra</title>
		<link>http://personaunesp.com.br/nebulosos-tay-ferreira-critica/</link>
					<comments>http://personaunesp.com.br/nebulosos-tay-ferreira-critica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jun 2021 16:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[2020]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Análise]]></category>
		<category><![CDATA[Book]]></category>
		<category><![CDATA[Booktwitter]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Chace Kelland]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Enemies to lovers]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Chagas]]></category>
		<category><![CDATA[Maxine Woods]]></category>
		<category><![CDATA[New Adult]]></category>
		<category><![CDATA[Ódio]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Tay Ferreira]]></category>
		<category><![CDATA[Tempestuosos]]></category>
		<category><![CDATA[Vingança]]></category>
		<category><![CDATA[Wattpad]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://personaunesp.com.br/?p=21226</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mariana Chagas Talvez o único sentimento tão forte quanto o amor seja o ódio. E é o combo dessas duas emoções que guia, fortalece e, por vezes, até enlouquece Maxine Woods. Sucesso tremendo no booktwitter, o livro nacional Nebulosos é de deixar sem fôlego. Quando se envolve em um mundo de drogas e violência, em &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/nebulosos-tay-ferreira-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em Nebulosos, o amor e ódio entram em guerra"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/nebulosos-tay-ferreira-critica/">Em Nebulosos, o amor e ódio entram em guerra</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21227" aria-describedby="caption-attachment-21227" style="width: 564px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21227" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_1.jpg" alt="Em uma mão usando luva preta está o livro Nebulosos. A capa é preta, com a imagem de um homem vestindo jaqueta de couro no fundo. Na frente dele está escrito &quot;NEBULOSOS&quot; em branco, com o desenho de uma cobra vermelha passando entre as letras. Em baixo está a frase &quot;ENTRE O AMOR E O ODÍO ELA ESCOLHEU A VINGANÇA&quot; de branco e &quot;TAY FERREIRA&quot; de vermelho. No fundo, há outras copias do livro." width="564" height="564" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_1.jpg 564w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_1-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 564px) 85vw, 564px" /><figcaption id="caption-attachment-21227" class="wp-caption-text">Tay Ferreira conquista o público de new adult com Nebulosos (Foto: Tay Ferreira)</figcaption></figure>
<p><b>Mariana Chagas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez o único sentimento tão forte quanto o amor seja o ódio. E é o combo dessas duas emoções que guia, fortalece e, por vezes, até enlouquece Maxine Woods. Sucesso tremendo no </span><a href="https://twitter.com/soIastas/status/1312583981083299840?s=20"><i><span style="font-weight: 400;">booktwitter</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o livro nacional </span><a href="https://www.nebubreakers.com.br/shop"><i><span style="font-weight: 400;">Nebulosos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é de deixar sem fôlego. Quando se envolve em um mundo de drogas e violência, em busca de vingança pelo irmão, o que Maxine não esperava era se apaixonar por seu maior alvo. </span></p>
<p><span id="more-21226"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado primeiramente no </span><a href="https://www.wattpad.com/user/autoratay"><i><span style="font-weight: 400;">Wattpad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o livro de </span><a href="https://www.instagram.com/autoratay/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Tay Ferreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> demorou para crescer. De pouco em pouco, a jovem foi conquistando a plataforma com sua trama envolvente. Com uma premissa interessante, a obra já te deixa intrigada na sinopse: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Uma jovem tem seu irmão internado após sofrer um ataque. Motivada pela raiva após ver o garoto em coma, ela decide ir atrás dos responsáveis. E, ao achar substâncias ilícitas na bolsa da vítima, ela já tem uma ideia de quem pode estar por trás da atrocidade”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_21228" aria-describedby="caption-attachment-21228" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21228 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_2-1024x1024.jpg" alt="Foto de Tay Ferreira. A mulher tem cabelo castanho escuro e longo, olhos claros e pele branca. Ela veste uma blusa preta, e olha para câmera com um sorriso. Em suas mãos estão várias copias do seu livro, nebulosos." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_2-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_2-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_2-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_2.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21228" class="wp-caption-text">“Hoje eu sou escritora. Não porque escrevo, nem porque agora tenho um físico. Sou escritora porque decidi fazer disso a minha profissão e voei mais alto do que eu imaginava” (Foto: Tay Ferreira)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tatuado, charmoso, sarcástico… Todos os elementos que não podem faltar em um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4ahF41OSvzE"><i><span style="font-weight: 400;">bad boy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> perfeito constituem a personalidade de </span><span style="font-weight: 400;">Chace Kelland. O primeiro embate da protagonista com o chefe da maior fraternidade do país já é de nos deixar de olhos bem abertos. Tanto porque ele admite, sem hesitar, a culpa do crime. Mas também pela sua beleza perturbadora que nem os olhos cegos pela raiva de Maxine conseguem evitar de ver. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estopim para o caminho de ambos se unirem de vez é a decisão do pai dos Woods de se mudar de cidade. A jovem não quer abandonar a faculdade ou seus planos de vingança. O pai não pretende se manter na casa deles. Perdida e sem onde ficar, surge uma proposta de morar sem precisar nem pagar aluguel. Mas o proprietário, claro, é a última pessoa que ela gostaria de dividir o teto. Sem outras opções, Maxine se vê mudando para um apartamento de Chace. E esse é o ponto de partida. Ela está determinada a descobrir tudo o que aconteceu na noite que quase perdeu seu irmão. Ele está determinado a provar que, ao contrário do que disse posteriormente, não tem nada a ver com o ocorrido. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="NEBULOSOS | BOOK TRAILER" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/Uh3BokuqyQ4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de muitos </span><a href="https://www.instagram.com/p/CPYnaPYD_zt/"><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde de inimigos os protagonistas não tem nada, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Nebulosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi construída uma relação de ódio que verdadeiramente os separa. Tay monta uma narrativa que nos une tanto a Maxine que o leitor se vê também com raiva do traficante. Mas, ao mesmo tempo, quando o garoto jura não ter nada a ver com o caso, é impossível não plantar uma sementinha de dúvida na cabeça. Se a protagonista fica confusa sobre o que sentir sobre ele, quem lê fica do mesmo jeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E aí está o que transforma Chace em um personagem tão interessante. Ele consegue ser gentil, ter uma voz confiante e jeito encantador. No mesmo minuto, pode mentir olhando nos seus olhos e agir como um babaca. A dupla divide momentos de vulnerabilidade onde é possível ver a garota entregando seu coração pouco a pouco, só para no dia seguinte ele esmagar os pedaços na sua frente. Se envolver com o mais cobiçado da Universidade de NiKho é como andar no fogo, mas Maxine Woods parece gostar de se queimar. </span></p>
<figure id="attachment_21229" aria-describedby="caption-attachment-21229" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21229 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_3-1024x1024.jpg" alt="Arte com duas fotos. Em cima há a foto de duas mãos tatuadas, uma feminina e outra masculina, segurando uma a outra. Há copos de vidro ao redor, e o fundo é uma mesa de madeira. Na frente está o texto &quot;Eu amava Chace Kelland e se existisse outra vida&quot;. A foto de baixo é de um corpo feminino, vestindo jaqueta de couro, blusa branca e calça jeans, deitado sobre o corpo de um homem, com braço tatuado, calça jeans e blusa preta. Na frente está o final da frase, também em branco, &quot;depois dessa, escolheria amá-lo outra vez.&quot;" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_3-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_3-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_3-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_3.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21229" class="wp-caption-text">Frase de Nebulosos (Foto: <a href="https://www.instagram.com/booksgalathynius/?hl=pt-br">booksgalathynius</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do livro girar em torno do romance desequilibrado do casal, outras problemáticas são discutidas. </span><span style="font-weight: 400;">Shawn,</span><span style="font-weight: 400;"> melhor amigo da protagonista, vive em uma casa instavél com um pai alcoólatra que constantemente machuca a </span><a href="https://comoamarlivros.wordpress.com/2018/07/14/livros-com-dramas-familiares/"><span style="font-weight: 400;">família</span></a><span style="font-weight: 400;">. O jeito que o personagem evita ficar tocando no assunto, mesmo com as provas escancaradas em sua pele, mostra a complicação que é lutar por segurança quando esta não existe dentro de sua própria moradia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vício e dependência são outros tópicos sensíveis da narrativa. Em uma gigante universidade, </span><a href="https://www.unifesp.br/reitoria/dci/edicoes-anteriores-entreteses/item/2187-as-drogas-e-a-universidade-publica"><span style="font-weight: 400;">drogas têm de sobra</span></a><span style="font-weight: 400;">. E como é possível se manter responsável ao usá-las ou, talvez ainda pior, vendê-las? Se envolver no tráfico parece ser a única forma de verdadeiramente entender como o sistema funciona e achar o culpado pelo estado de seu irmão. Mas enquanto  Maxine entra nesse mundo, mais ela é seduzida pelo lado bom do crime. O dinheiro vem fácil até demais, e então o dilema começa.</span></p>
<figure id="attachment_21230" aria-describedby="caption-attachment-21230" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21230 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_4-1024x1024.jpg" alt="O livro nebulosos está no centro da imagem, com um outro livro aberto por baixo. No canto inferior é possível ver as pernas de uma pessoa que está sentada no chão, segurando um copo com bebida clara na sua frente e usando uma calça jeans. No chão de madeira clara estão espalhados vários ramos de flor e plantas. No canto superior direito, um notebook está aberto, com uma vela e um par de canelas em cima do teclado." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_4-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_4-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_4-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/nebulosos_4.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21230" class="wp-caption-text">&#8220;Porque Maxine Woods era como um veneno, e eu não queria a cura&#8221; (Foto: <a href="https://www.instagram.com/hojequeroler/">hojequeroler</a>)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabendo que o tráfico colocou em risco a vida de seu irmão, como poderia apoiar esse sistema? Antes diria que é impossível, mas agora que a grana vindo de lá pode ser a única forma de salvar a vida do jovem, a ironia do destino a faz ir contra seus próprios valores. É difícil decidir o que é certo e errado quando a linha entre ambos vai se afinando, e Maxine se vê indo para um caminho que nunca imaginou seguir. É triste ver a jovem caindo nesse buraco, ao mesmo tempo que é compreensível. Lei e razão não tem tanto peso quando na balança está a saúde de uma pessoa amada.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez seja essa a parte mais cativante da obra. O ciclo que se inicia com a violência do irmão transforma a protagonista na pessoa exata em que ela odiava no começo do livro. Capaz de pôr vidas de outros em risco pela segurança própria e dos que ama, a culpa que a jovem sente é tão palpável quanto um oceano em que, depois de tanto nadar contra as correntezas, ela percebe estar afundando. Julgar esse mundo por fora é bem mais fácil do que sair dele, e ela vai aprendendo isso da pior forma possível. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="NEBULOSOS | Book Promo" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/ouSdN3DFivE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todo o desenvolver de sua história, o que mais se modifica, quebrando e se remendando, é a complexa relação do </span><a href="https://www.instagram.com/p/CNn3ODrjKGE/"><span style="font-weight: 400;">casal principal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo que os une, também os separa. Na mesma medida que ela o ama, também o odeia. E então Woods percebe que, ao se vingar do traficante, ele não vai ser o único a sair machucado da história. A angústia criada entre ambos é tão grande que o leitor não sabe se prefere que eles fiquem juntos ou fujam um do outro. Ela prometeu ir até o final para fazê-lo pagar, e a mulher cumpre as suas palavras. Apenas não imaginava que machucar quem a machucou doeria tanto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa situação tão difícil, Tay Ferreira não poderia ter feito uma protagonista melhor para ter vivenciado a história. Woods é uma personagem apaixonada, impulsiva e real, ficando difícil de aceitar que a jovem não existe fora das páginas. Seus dilemas são tão humanamente confusos que dá vontade de entrar no livro e abraçar a garota, só para dar um pouco da força que ela tanto precisa. Nenhum dos integrantes da trama é uma pessoa realmente inocente, e o livro nem teria tanta graça se fosse assim. Saber que eles erram, que a própria heroína erra, é algo que deixa a obra não só mais divertida, mas também mais genuína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é uma junção de toda essa bagunça caótica e emocionante que atraiu tantas pessoas ao universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nebulosos</span></i><span style="font-weight: 400;">, que já tem sua continuação </span><a href="https://www.amazon.com.br/TEMPESTUOSOS-Tay-Ferreira-ebook/dp/B08W39ZZCJ/ref=sr_1_1?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=tempestuosos&amp;qid=1623332437&amp;sr=8-1"><i><span style="font-weight: 400;">Tempestuosos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançada. Sabendo que infelizmente a literatura nacional é muitas vezes desvalorizada, é reconfortante ver uma jovem brasileira conquistando um espaço entre os livros mais famosinhos. E, sem dúvidas, é aquela leitura que você entende o porquê do </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;">, já que o romance é viciante em todas as suas 518 páginas. Se perder na história de Maxine Woods é entender que, na luta entre o amor e o ódio, ganhar nunca foi uma opção. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/nebulosos-tay-ferreira-critica/">Em Nebulosos, o amor e ódio entram em guerra</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>http://personaunesp.com.br/nebulosos-tay-ferreira-critica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">21226</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
